sábado, 27 de fevereiro de 2010

SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA

"



Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutem o que ele diz!”
Lucas 9, 28-36

O nosso texto de hoje vem logo após o diálogo com Pedro e os discípulos, na estrada de Cesaréia de Filipe, sobre quem era Jesus e como deveria ser o seu seguimento: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e me siga” (9,23). Começando a passagem com as palavras: “oito dias após dizer essas palavras”, Lucas quer ligar estreitamente o texto com a mensagem anterior sobre o seguimento de Jesus até a cruz.

O texto destaca um aspecto de Jesus que é muito caro a Lucas - o fato que Ele era um homem de oração. Neste momento Ele “subiu à montanha para rezar” (v. 28). Durante a oração, aparecem Moisés e Elias, símbolos da Lei e dos Profetas, duas das figuras mais importantes do Antigo Testamento. Assim, Lucas mostra que Jesus está em continuidade com as Escrituras, isso é, o caminho que Jesus segue está de acordo com a vontade de Deus. Os dois personagens, tanto Moisés como Elias, eram profetas rejeitados e perseguidos no seu tempo - Lucas aqui vislumbra o destino de Jesus, de ser rejeitado, mas também de ser vindicado por Deus. Pedro, ao despertar do sono, faz uma sugestão descabida: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, uma outra para Moisés e outra para Elias” (v. 33). Claro, era bom ficar ali, num momento místico, longe do dia-a-dia, da caminhada, das dúvidas, dos desentendimentos, da luta. Quem não iria querer? Mas, não era uma sugestão que Jesus pudesse aceitar. Terminado o momento de revelação, “Jesus estava sozinho” e no dia seguinte “desceram da montanha” (v. 37). Por tão gostoso que seja ficar no Monte Tabor, é precisa descer para enfrentar o caminho até o Monte Calvário! A experiência da Transfiguração está intimamente ligada com a experiência da Cruz! Quem sabe, talvez a experiência do Tabor desse a Jesus a coragem necessária para aguentar a experiência bem dolorida do Calvário!

Aplicando o texto e a sua mensagem a todos os cristãos, podemos deduzir que todos precisam subir o Monte Tabor para serem transfigurados, para depois descerem para “lavar os pés” dos irmãos e irmãs! Todos nós - seja qual for a nossa vocação - precisamos de momentos de oração profunda, de união especial com Deus. Isso torna-se cada vez mais importante no mundo atual de ritmo quase frenético, de estresse e correria. Temos que descobrir como criar espaços de tempo para respirarmos mais profundamente a presença de Deus, para renovarmos as nossas forças e o nosso ânimo. Estas experiências não devem ser “intimistas”; pelo contrário, devem aprofundar a nossa fé e o nosso seguimento, para que possamos seguir o exemplo d’Aquele que lavou os pés dos discípulos: “Eu, que sou o Mestre e o Senhor, lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros” (Jo 13,14).

Esse trecho pode nos ensinar a valorizar os momentos de “Tabor”, os momentos de paz, de reflexão, de oração. Pois, se formos coerentes com a nossa fé, teremos muitas vezes de fazer a experiência de “Calvário”! Somos fracos demais para aguentar esta experiência, contando somente com as nossas próprias forças e recursos humanos - por isso, busquemos forças na oração, na Palavra de Deus, na meditação – mas, sempre para que possamos retomar o caminho, como fizerem Jesus e os três discípulos! Para os momentos de dúvida e dificuldade, o texto nos traz o conselho melhor possível, através da voz que saiu da nuvem: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutem o que ele diz!” (v. 35). Façamos isso, e venceremos os nossos Calvários!

Fonte: Tomas Hughes, SVD.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Evangelho do domingo: a voz da brisa



Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lc 9, 28b-36), 2º da Quaresma.



Não é somente a voz do tentador que chega até nós. Há também outras vozes que o próprio Deus nos sussurra na hora da brisa. Esta é a belíssima cena do Evangelho deste domingo.
Em um entardecer qualquer, Jesus leva Pedro, João e Tiago ao Monte Tabor para orar. Talvez fosse a oração da tarde, como era costume entre os judeus. E então ocorre o inesperado. A tripla atitude diante do que aconteceu é tremendamente humana e nela podemos facilmente nos reconhecer: o cansaço, o delírio e o temor.
Também nós, como aqueles três discípulos, experimentamos um sopor cansativo diante da desproporção entre a grandeza de Deus e nosso permanecer como alheios (“estavam com muito sono”). Inclusive, ébrios da nossa desproporção, chegamos a delirar, e dizemos coisas que têm pouco a ver com a verdade de Deus e nossa própria verdade (“não sabia o que estava dizendo”). E quando, apesar de tudo, vemos que sua presença nos envolve a abraça, dando-nos o que não esperamos nem merecemos, então sentimos confusão, medo (“ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem”).
O Tabor, onde os três discípulos veriam a glória do Messias, é contraponto do Getsêmani, onde os mesmos se angustiarão diante da dor agônica do Redentor. Como âmbito exterior: a nuvem e a voz de Deus. Como mensagem: ouvir o Filho amado. Como testemunhas: Elias e Moisés, preparação da plena teofania de Deus na humanidade de Jesus Cristo.
Ouvir a palavra do Filho amado, derradeiro porta-voz das falas do Pai, foi também a mensagem no Batismo de Jesus: escutai o que Ele diz. Um imperativo salvador que brilha com luz própria na atitude de Maria: faça-se em mim segundo a tua palavra. Ela guardará a palavra em seu coração, ainda que não a entenda; e convidará os serventes de Caná a fazerem o que Jesus disser; e, por isso, Ele a chamará de bem-aventurada: por ouvir a Palavra de Deus cada dia e vivê-la. Inclusive ao pé da cruz, onde pendia a morte, Maria continuou fiel, pressentindo a pulsação ressuscitada da vida.
O delírio de Pedro, devedor do seu temor e do seu cansaço, proporá fazer do Tabor um oásis no qual descansar seus sonhos, entrar em sensatez e livrar-se dos seus medos. Mas Jesus convidará a descer ao vale do cotidiano, onde no cada dia somos reconciliados com o extraordinário e implacável realismo. A fidelidade de Deus continuará nos envolvendo, com nuvens ou sol, dirigindo-nos sua Palavra, que continuará ressoando na Igreja, no coração e na vida.


Fonte: Zenit.

Sínodo da África 2009: balanço e objetivos

Quatro meses depois da 2ª Assembleia Especial para a África, do Sínodo dos Bispos, realizada em Roma em outubro de 2009, Aimable Musoni – salesiano ruandês que participou do encontro em qualidade de especialista – compartilha com a Zenit um balanço das conquistas sociais alcançadas no continente nos últimos quinze anos, graças ao catolicismo.
Consultor da Congregação para as causas dos Santos e da Congregação para a Doutrina da Fé, Musoni explica também os próximos passos para concretizar as conclusões às quais os padres sinodais chegaram.
-Comecemos pelo tema do sínodo, realizado no último mês de outubro: “A Igreja na África ao serviço da reconciliação, da justiça e da paz”.
Musoni: É um tema muito atual e que envolve todos, desde os pastores até o último dos fiéis.
Em particular, os padres sinodais falaram da vida consagrada, porque se espera muito do seu testemunho e da sua função profética, para não renunciar nem perder os valores cristãos em todas estas circunstâncias de extrema pressão que atingem o continente, como as guerras, a pobreza, as doenças e a fome.
Outro tema foi a necessidade de reconciliação: só reconciliados com Deus podemos nos reconciliar entre nós e ser testemunhas da reconciliação na sociedade.
Um aspecto sobre o qual também se chamou a atenção foi o dos políticos católicos, para que atuem na sociedade e pela sociedade, guiados por uma coerência cristã, que facilite também a boa convivência.
-Apesar de alguns progressos conseguidos no âmbito sociopolítico, econômico e cultural, continua sendo difícil saber como os resultados do sínodo encontram ou encontraram uma aplicação real na África.
Musoni: Sim, é difícil calcular os resultados de forma precisa. De qualquer maneira, com relação a 1994, ano do 1º sínodo, registrou-se um crescimento notável do catolicismo no continente, cujos membros passaram de 102 milhões (equivalentes a 14,6% da população africana) a 164 milhões (17,5%).
Igualmente, aumentaram os consagrados, missionários leigos, catequistas e seminaristas, assim como as estruturas eclesiásticas para a evangelização, os hospitais, escolas, seminários e rádios locais (estas últimas passaram de 15 a 163).
-Se os dados falam de um crescimento dos católicos, o diálogo ecumênico e inter-religioso ainda continua sendo um desafio delicado frente à proliferação das seitas, que continuam fascinando...
Musoni: O Evangelho não chegou a todos os lugares e, onde não há católicos, as chamadas “religiões tradicionais africanas” criaram comunidades eclesiais indígenas com uma fisionomia de seitas: já não cristãos em sentido próprio, mas tampouco pagãos.
Experiências sincretistas evidenciam dois significados: em primeiro lugar, mostram como o africano é religioso de forma incurável; em segundo lugar, destaca por que as pessoas se afastam das igrejas oficiais, nas quais se corre o risco do anonimato por causa de suas grandes dimensões, que não favorecem o contato pessoal.
Mas os católicos já estão respondendo, com o nascimento de movimentos juvenis e comunidades eclesiais de base, consideradas “pequenas comunidades cristãs”, nas quais se encontram para rezar, compartilhar informações e tomar iniciativas comuns para ajudar os que passam necessidade.
-Parece, então, que existe uma distância inicial entre a Igreja e os africanos...
Musoni: Eu diria que é um problema que pode se apresentar em qualquer lugar. Mas, de qualquer maneira, é verdade, sim. Na África às vezes houve essa falta de atenção por parte dos missionários, em sua maioria ocidentais, que no começo suspeitavam demais da cultura africana, às vezes afirmando que não existia, de fato, uma cultura.
Isso levou a criar uma espécie de tabula rasa, na tentativa de “arrancar o diabo destes pobres que cresceram nas trevas”, como diziam os missionários entre 1500-1800.
Da evangelização se chegou à teologia da adaptação, buscando nexos com a cultura africana. O próximo passo foi a inculturação, para ir ao encontro da herança cultural africana, para que esta oferecesse um próprio canal interpretativo do catolicismo e assim, por exemplo, produziu-se a introdução da dança na liturgia.
Hoje, o africano pode expressar seu ser na Igreja, também através do corpo. A inculturação, nesse sentido, ajudou a purificar os valores africanos para assumi-los como veículo do cristianismo.
-Em algumas culturas africanas, a castidade e a pobreza não são valores, enquanto a riqueza sim, como sinal de bênção dos deuses; a esterilidade – atribuída somente à mulher – legitima o divórcio, enquanto morrer sem deixar descendência é sinal de maldição. Que consequências tem para a sociedade enfatizar esse tipo de família?
Musoni: Os cristãos, particularmente os religiosos africanos, vivem certa tensão com relação aos valores e tradições culturais do seu país.
Por exemplo: nossa concepção da vida tem um valor antropológico amplo, segundo o qual ela é entendida como “continuidade”; para o africano, a transmissão da vida através dos filhos significa também a continuação da vida de quem já não está; e não poder fazê-lo é como permanecer à margem da sociedade. Na Ruanda, por exemplo, morrer sem casar-se ou ter filhos significa praticamente desaparecer.
Mas também nesta concepção africana da vida existe um sentido religioso, porque o antepassado recebeu a vida de Deus e a transmitiu. Mas há apêndices negativos porque, para reforçar a própria vida, no Congo, por exemplo, é legítimo tirar a dos outros.
O mesmo vale para a poligamia, vista como um reforço da família: ter tantos filhos significa ter força de trabalho e força defensiva nas guerras tribais e, neste sentido, o casamento é uma aliança com as famílias das esposas.
É uma visão complexa, que frequentemente põe em perigo o reconhecimento da excelência e do valor da vida cristã e/ou consagrada.
-Precisamente com relação aos religiosos, o sínodo recomendou um atento discernimento dos candidatos à vida consagrada, enquanto para os institutos internacionais presentes na África, os padres sinodais pediram que a formação inicial – postulantado e noviciado – seja realizada na África. Por que esta petição?
Musoni: Pessoalmente, penso que os religiosos devem aprender a lidar com a natural dimensão afetiva na castidade, entendida como celibato e virgindade, dirigindo o sentimento da paternidade/maternidade, que para os africanos é particularmente forte, por outro caminho, sendo “pais” e “mães” na tarefa de educar o povo de Deus.
Para que não haja um choque, é preciso converter-se de verdade, mas em terra africana, onde se pode provar realmente a convicção da vida religiosa e encarregar-se, portanto, das responsabilidades derivadas da escolha vocacional livremente assumida.
Ter de adaptar-se a uma cultura nova, que é a europeia, e ao mesmo tempo ter de amadurecer a própria escolha vocacional não ajuda, de fato, a fazer no próprio interior uma síntese harmônica.
-No Instrumentum laboris está escrito que as consagradas contribuem para revelar mais certa dimensão de Deus, mediante seu gênio feminino de doçura, ternura e disponibilidade. De que maneira a mulher realiza esta função privilegiada? E como poderia contribuir mais para a missão evangelizadora?
Musoni: São as mulheres que levam a família adiante na África, assim como a educação. Esta é uma função importante, que a Igreja também deve reconhecer. Elas já estão presentes nas paróquias e nas comunidades eclesiais de base: trata-se de reconhecer oficialmente esta função, valorizando-a.
E, indo mais longe, será possível contribuir, dessa forma, no reconhecimento e na proteção da dignidade da mulher na cultura africana em geral. Por exemplo, a poligamia certamente não honra a mulher, pelo menos na visão cristã.
Com relação à exploração, é conhecida a função subordinada das esposas na organização familiar, que pode ser substituída, no entanto, por uma colaboração que, ainda que não seja paritária, pelo menos respeite as capacidades pessoais.
A Igreja, segundo o desejo dos padres sinodais, dando à mulher as responsabilidades também nos órgãos de decisão, poderia oferecer o melhor exemplo.

Fonte: Zenit.

Nunciatura Apostólica no Iraque: “destruição de vidas humanas” sem fim

“A longa lista de assassinatos no Iraque parece que não terá fim. Este massacre de vidas humanas desperta horror”. É o que diz a Nunciatura Apostólica do Iraque em um comunicado divulgado nessa quarta-feira.
“Os cristãos são cada vez mais alvo” de violências: “assassinatos, sequestros, depredações de igrejas” – as comunidades cristãs de Mossul têm sido duramente atingidas, apesar de sua postura unanimamente reconhecida como pacífica”.
O número de vítimas cristãs em Mossul apenas nos últimos dez subiu para oito, após o assassinato de um homem e de seus dois filhos.
“Tem-se a impressão” – diz a nota – de que o motivo para os ataques a estas minorias é apenas sua fé religiosa ou sua etnia. Muitos cristãos têm medo de continuar a viver numa região onde estão presentes a dois mil anos”.
“Estão pisoteando seu incontestável direito à plena cidadania, forçando-os pela violência a abandonar suas casa e fugir”.
“Conforme declararam recentemente os bispos de Mossul, os cristãos se sentem indesejados em sua própria pátria, o local onde nasceram”.
“Mais do que nunca, faz-se necessário orar ao Senhor da Paz: apesar de todas as provações, os cristãos continuam a resistir à tentação de abandonar seu país, decididos a dar sua contribuição pelo bem comum e pela reconstrução de sua Nação”.
“Para isto, no entanto, precisam urgentemente de socorro” – sublinha a nota – “é especialmente necessário que a pressão da opinião pública mundial não enfraqueça, para que toda esta violência chegue ao fim”.
“Muita confiança é depositada na atenção e na solidariedade da comunidade internacional, para que erga sua voz por aqueles que já não têm voz”.
“Por outro lado, espera-se que as autoridades locais tomem todas as medidas que estiverem a seu alcance a fim de garantir aos indefesos a proteção a que têm direito por força de sua cidadania iraquiana, a qual jamais traíram”.
“Os cristãos pedem por poder viver suas vidas em tranquilidade, e professar sua religião com segurança, condições básicas para qualquer civilização”, conclui a nota.

Fonte: Zenit.

Reino Unido: católicos aprendem a fazer uso da mídia à espera do Papa

Ao se consultarem os jornais ingleses de algumas semanas atrás, tem-se a impressão que Bento XVI seria contrário à igualdade de direitos na Inglaterra.
O discurso proferido pelo Papa em 1º de fevereiro aos bispos do Reino Unido em Roma, por ocasião de sua visita quinquenal “ad limina apostolorum”, estaria “atacando” a lei de igualdade do país.
De fato, o pontífice tratou da lei natural e da liberdade dos grupos religiosos de agirem segundo suas crenças. Os ativistas pelos direitos dos homossexuais expressaram sua contrariedade, e os diversos veículos de comunicação divulgaram suas opiniões.
Esse tipo de resposta por parte da imprensa é justamente o que a iniciativa Catholic Voices da União Católica da Grã Bretanha buscará prevenir quando o Santo Padre estiver em visita ao Reino Unido em setembro.
Será uma cobertura “autorizada, mas não oficial”, divulgada por porta-vozes católicos “idôneos e preparados”, para tratar com a imprensa a respeito do que o Papa realmente está dizendo.
Preparados para os holofotes
Cerca de 25 pessoas estarão preparadas por especialistas nos temas mais polêmicos que provavelmente atrairão a atenção da mídia durante a visita papal”, explica o grupo em uma declaração.
“Ao longo dos próximos meses”, estas pessoas “participarão também de seções preparatórias” sobre diversos aspectos da mídia, e concluirão sua preparação com um retiro na abadia de Worth.
O Catholic Voices é um órgão independente da Conferência Episcopal, mas conta com sua aprovação.
O projeto é promovido pelo presidente da União Católica da Grã Bretanha, Lord Daniel Brennan, e pelo abade de Worth, Christopher Jamison.
A declaração faz notar que no mesmo dia 1º de fevereiro, uma outra mensagem do Papa não recebeu a mesma atenção.
De fato, Bento XVI convidou os bispos a insistirem em seu direito de “participarem do debate nacional através de um diálogo respeitoso com os demais elementos da sociedade” e a recorrerem aos fiéis leigos da Inglaterra e País de Gales, para que se possa transmitir a fé às próximas gerações, com a convicção que assim estarão desempenhando seu próprio papel na missão da Igreja”.
De acordo com o abade Jamison, “o discurso do Papa Bento XVI aos nossos bispos serviu para demonstrar a importância deste projeto”.
A mídia como instrumento
Catholic Voices não navegará por águas desconhecidas.
Jack Valero e Austen Ivereigh coordenarão o projeto, em colaboração com Kathleen Griffin, ex-produtora da BBC com vasta experiência em comunicação. Valero e Ivereigh também já coordenaram outro projeto semelhante, o “Grupo de Resposta ao Código da Vinci”.
O “Grupo de Resposta ao Código da Vinci” foi capaz de oferecer uma cobertura positiva das atividades da Igreja partindo da versão enganosa dos fatos apresentada no best-seller. Isto mostra o que é possível obter sem recorrer a agressões defensivas”, explicou o abade Jamison.
O projeto divulgou uma declaração de alguém que promete ser uma estrela na visita papal: o cardeal John Henry Newman, que espera-se venha ser beatificado pelo Papa durante sua visita à Inglaterra.
O cardeal Newman expressou certa vez seu desejo de um “laicato não arrogante nem precipitado em suas palavras, mas de homens e mulheres que conheçam sua própria religião, que se integrem a ela, que saibam seu papel, que compreendam as posições que sustentam e as que não sustentam, que conheçam seu credo tão bem a ponto de dar-lhe razão, e que saibam história suficiente para que possam defendê-lo. Desejo um laicato inteligente e instruído – desejo (...) ampliar seu conhecimento, para que aprenda a ver as coisas como são, para que compreendam que fé e razão se completam, para que entendam as bases e os princípios do catolicismo”.

Fonte: Zenit.

Responsáveis pela viagem do Papa a Portugal visitam país

A equipe do Vaticano responsável pelas viagens do Papa encerrou nesta quinta-feira uma viagem de três dias a Portugal, destinada a estudar questões de segurança e de organização da visita de Bento XVI, em maio.
Segundo informa o site oficial da visita do Papa a Portugal, na terça-feira, a equipe do Vaticano, dirigida pelo dr. Alberto Gasbarri, e que incluía, entre outros, um responsável da segurança e uma representante da Alitália, esteve reunida em Lisboa, junto da Nunciatura, com membros da Comissão Organizadora da Visita, dirigida por Dom Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa.
O grupo do Vaticano teve depois uma reunião de trabalho no Ministério dos Negócios Estrangeiros com representantes do Protocolo de Estado e das forças de segurança (PSP e GNR).
Na quarta-feira, a equipe esteve em Fátima e na cidade do Porto, reunindo-se com os responsáveis locais pela organização e segurança da visita. Nesta quinta-feira aconteceu uma reunião de balanço destes três dias de trabalho em Portugal.
Celebrações
O responsável pelas celebrações litúrgicas pontifícias, monsenhor Guido Marini, vai estar em Portugal entre 8 e 10 de março para visitar os locais onde vão decorrer os atos litúrgicos incluídos na viagem de Bento XVI.
Monsenhor Guido Marini vai acompanhar a preparação das celebrações e assistir a alguns dos ensaios.
Bento XVI celebra Missas em Lisboa (dia 11 às 18h15 no Terreiro do Paço) e no Porto (dia 14 às 10h15 na Avenida dos Aliados) e preside à Missa da Peregrinação Internacional Aniversária no dia 13, às 10h, em Fátima.
No dia anterior, 12 de maio, vai estar na Capelinha das Aparições (17h30) e na oração de Vésperas na Igreja da Santíssima Trindade (18h), bem como na recitação do Rosário e Procissão de Velas (21h30), sendo a Eucaristia presidida pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano.
O Papa Bento XVI visita Portugal entre 11 e 14 de maio, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.

Fonte: Zenit.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A peregrinação mais numerosa à Basílica de Guadalupe




Na madrugada desta quarta-feira, chegaram à Basílica de Guadalupe os 95 mil peregrinos procedentes da diocese de Toluca, em sua 72ª peregrinação anual.
Trata-se da peregrinação mais numerosa da história das peregrinações das dioceses mexicanas, tradição que já se estende por mais de 110 anos, sendo a da diocese de Querétaro a mais antiga e a de Toluca, a mais numerosa de todas.
Toluca se encontra a menos de 50 quilômetros da capital do país, o que contribui para que cheguem tantos peregrinos à basílica; também ajuda o fervor guadalupano dos povos do Valle de Anáhuac, que receberam pela primeira vez, em 1531, o acontecimento das aparições de Nossa Senhora na colina do Tepeyac.
Os peregrinos partiram ontem, às 22h, rumo à Basílica de Guadalupe, saindo de Cuajimalpa, nas imediações do noroeste do Distrito Federal. Chegaram com 750 ônibus, que carregavam os participantes desta gigantesca concentração humana.
O dia de hoje é de intenso fluxo de peregrinos na Basílica de Guadalupe, com celebrações eucarísticas e veneração à Morenita del Tepeyac.


Fonte: Zenit.

Brasil: Ficha Limpa deve valer já nas eleições de outubro

Parlamentares e representantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) defenderam, durante a primeira audiência pública do grupo de trabalho que analisa o projeto Ficha Limpa, realizada nessa terça-feira, em Brasília, que as regras de inelegibilidade de candidatos condenados ou denunciados por crimes graves passem a valer já nas eleições de outubro.
Para os debatedores, deve ser incluído no texto um dispositivo que deixe claro o início da validade da lei, a fim de evitar que a norma seja questionada na Justiça em razão do princípio da anterioridade, segundo o qual as mudanças em regras eleitorais só terão validade um ano após a sua publicação; informa Agência Câmara.
"Não parece razoável deixar essas normas para as próximas eleições", disse o presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe), Marlon Reis. A Abramppe é uma das 43 entidades que compõem o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A imediata aplicação das novas regras também foi defendida pelo relator do projeto, deputado Índio da Costa. "O ideal é que regras sejam aplicadas já nas eleições de 2010”, disse.
O grupo de trabalho voltou a se reunir nesta quarta-feira, na Câmara dos Deputados, para definir o cronograma de audiências públicas em outros estados. Até o dia 10 de março, os deputados deverão realizar debates em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro.
A proposta final deverá ser apresentada até o dia 17, e a votação em plenário está prevista para março.

Fonte: Zenit.

Bento XVI pede mais segurança para cristãos do Iraque

Bento XVI está preocupado pela situação de contínua violência vivida no Iraque, onde, nos últimos dias, ocorreram homicídios de cristãos.
Somente ontem, três membros da mesma família foram assassinados em Mossul, cidade na qual se registra a maior parte dos crimes.
Sobre a situação, o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, escreveu uma carta ao primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, no dia 2 de janeiro, afirmando que o pontífice “reza com fervor pelo final da violência e pede ao governo que faça todo o possível para aumentar a segurança ao redor dos lugares de culto em todo o país”.
No texto, divulgado hoje pela Santa Sé através do L’Osservatore Romano, o purpurado recordou a visita do primeiro-ministro ao Vaticano em 2008, durante a qual “se expressou a esperança comum de que, através do diálogo e da cooperação entre os grupos étnicos e religiosos do seu país, incluídas suas minorias, a República do Iraque estaria em grau de efetuar uma reconstrução moral e civil, no pleno respeito pela identidade própria desses grupos, em um espírito de reconciliação e na busca do bem comum”.
Nessa ocasião, o Papa exortou ao “respeito no Iraque pelo direito à liberdade de culto” e pediu “a tutela dos cristãos e das suas igrejas”.
“O senhor me assegurou que seu governo considerava seriamente a situação da minoria cristã que vive há tantos séculos junto à maioria muçulmana, contribuindo de forma considerável para o bem-estar econômico, cultural e social da nação.”
O cardeal Bertone sublinhou que o Papa lhe pediu que escrevesse ao primeiro-ministro iraquiano “para transmitir-lhe sua sincera solidariedade, a Sua Excelência e àqueles que foram mortos ou feridos na recente série de ataques a edifícios governamentais e lugares de culto no Iraque, tanto islâmicos como cristãos”.
O purpurado terminou sua carta expressando seu “apreço pelas numerosas iniciativas empreendidas em benefício de toda a comunidade iraquiana” e assegurando a Maliki sua “mais alta estima”.
O texto, segundo o jornal vaticano, foi difundido depois que o Papa ficou sabendo, “com profunda dor”, dos últimos assassinatos em Mossul.
O pontífice, que atualmente se encontra em exercícios espirituais, junto aos seus colaboradores da Cúria Romana, “está perto daqueles que sofrem as consequências da violência, com a oração e o afeto”.

Fonte: Zenit.

Líderes cristãos no Iraque pedem “que o governo faça sua parte”

O Conselho dos Líderes das Igrejas Cristãs do Iraque, um órgão recentemente criado e que congrega 14 igrejas cristãs no país, expressou sua dor pela recente escalada de violência contra os cristãos de Mosul, pedindo por uma mobilização da Igreja em nível mundial.
Na semana passada foram assassinados 5 cristãos na cidade de Mosul. A última vítima foi um cristão ortodoxo de 57 anos, que havia sido sequestrado na semana anterior na região de Al-Habda e foi encontrado morto em 20 de fevereiro.
O secretário geral do conselho, Dom Avak Asadourian, arcebispo da Igreja Ortodoxa Armênia, declarou à agência Fides: “condenamos os conflitos e atos de violência contra as comunidades cristãs do Iraque, especialmente os que se abatem contra os fiéis de Mosul”.
“Neste momento de sofrimento – continuou – pedimos com veemência ao governo que cumpra seu dever de manter a paz e de garantir a segurança de todos os cidadãos do Iraque.
Pedimos a todas as igrejas do mundo e a todos os homens de boa vontade que ergam suas vozes”, e que “lancem mão de todos os meios pacíficos e diplomáticos para nos ajudar”.
O arcebispo lembrou ainda que “os cristãos do Oriente Médio, cuja presença é milenar, deram uma notável contribuição à cultura e ao progresso da região”, como “expressões da caridade, do testemunho cristão e da paixão humana”.
Nos últimos dias, bispos de Mosul enviaram uma carta ao governador local contendo um apelo emocionado. O texto estava assinado por Dom Gregorios Saliba, arcebispo sírio-ortodoxo, Dom Basile Georges Casmoussa, arcebispo sírio-católico de Mosul e por Dom Emile Nona, arcebispo caldeu-católico.
“Discutimos com ele e com o chefe de polícia a situção dos cristãos no país, em particular em Mosul” – explicou Dom Basile Georges Casmoussa à Rádio Vaticano. “Estamos determinados a identificar a responsabilidade das autoridades de garantir a segurança de todos os cidadãos, particularmente dos cristãos. Fomos recebidos com disponibilidade”.
“Na noite passada, um programa da televisão local abordou o problema. O governador pronunciou-se publicamente sobre a questão, e sabemos que também no governo central se discute a situação dos cristãos”, continuou o arcebispo.
Falando sobre o clima de medo e incerteza que paira sobre o Iraque, Dom Shlemon Warduni, vigário patriarcal caldeu de Bagdá, declarou: “nós fazemos nosso melhor em defesa do Iraque. Estamos prontos para cumprir com nossos deveres, e por isso pedimos que nossos direitos sejam respeitados. Pedimos apenas por proteção”.
A duas semanas das eleições, que serão realizadas em 7 de março, Dom Shlemon Warduni disse desejar que “todos possam participar (das eleições), porque este é um direito e um dever para todos os que desejam participar da construção de nosso país”.
Pedindo ainda que a religião não seja instrumentalizada com fins políticos, o vigário disse que “o bem do Iraque” deve ser priorizado frente a disputas partidárias, étnicas ou ideológicas: “Pedimos que a questão dos cristãos não seja politizada, porque estamos ao lado de todos os que buscam o bem do Iraque”.
“Estamos prontos para fazer o que for necessário para isto. Pedimos aos que nos agridem que voltem seu olhar aos céus e que temam a Deus, porque o Senhor não deseja que ninguém tire a vida de ninguém. A vida vem de Deus e a Ele retorna; que possamos ser um país em que se viva em paz e segurança”.

Fonte: Zenit.

BBC e sua inclinação anticatólica

A British Broadcasting Corporation (BBC) não é conhecida precisamente por seu grande amor à Igreja Católica.
Ainda que tenha reputação mundial pela alta qualidade de sua programação, essa rede financiada principalmente pelo Estado é muitas vezes acusada de tratar da Igreja e da fé católica, no melhor dos casos, de modo injusto.
Essa acusação pode se sustentar em muitos exemplos, começando por alguns programas dos últimos dez anos que são blasfemos e altamente ofensivos para os católicos.
Em 2003, a BBC transmitiu -com grande audiência internacional- um documentário intitulado “O Sexo e a Cidade Santa”, que desfigurava intencionalmente a Igreja e seus ensinamentos sobre preservativos e Aids. Dois anos depois, transmitiu “Jerry Springer the Opera”, um programa blasfemo e muito ofensivo que ridicularizava Jesus e a fé.
Pouco antes, a BBC gastou dois milhões de libras (3,3 milhões de dólares) em um programa chamado “Popetown” - uma série animada sobre o Vaticano que ridicularizava a Igreja e continha cenas de difamação. Devido aos protestos, o programa foi proibido na Grã-Bretanha, mas continuou em DVD.
A BBC também tem sido acusada de cometer erros em outras áreas quando se trata do catolicismo. A perseguição de católicos no Oriente Médio ou Ásia, raramente recebe sua cobertura ou uma atenção adequada. O bom e imenso trabalho dos sacerdotes, religiosos ou leigos católicos feito pelo mundo é normalmente ignorado; e a inestimável contribuição da Igreja à cultura ocidental tende-se a desacreditar, centrando-se nos pecados do passado dos membros da Igreja.
Também se culpa a BBC de ser tendenciosamente anticatólica nos temas mais sutis. As mesas de debate, as informações das notícias e os artigos em seu website tendem a focar no sensacionalismo; habitualmente incluem também contribuições de figuras laicas ou de católicos dissidentes, mas são raras as ocasiões de católicos praticantes que explicariam adequadamente os ensinamentos da Igreja.
O tratamento do clero por parte da emissora implica com não pouca frequência perguntas de apresentadores que mostram desprezo e desdém e que parecem considerá-los culpados até que se prove o contrário. Stephen Glover, colunista de jornais britânico e não católico, descreveu como um entrevistador televisivo da BBC, submetendo a interrogatório em 2007 o arcebispo inglês Vicent Nichols, "o tratava como um membro de alguma seita extrema, interrompendo-o continuamente, e se dirigia a ele como se pensasse que fosse tolo".
Preconceito tendencioso
A maior parte desse espírito tendencioso é atribuída ao modo do pensamento predominantemente laico na emissora, que abraça ou simpatiza com a cultura da morte, seja o aborto, o feminismo radical, a agenda homossexual, a eutanásia ou a ciência imoral como a pesquisa com células tronco embrionárias.
“A BBC”, escreveu uma vez Glover, “representa um consenso materialista e mecânico, que rejeitou Deus, e se ilude que a ciência é capaz de fornecer uma explicação completa da existência”.
Mesmo um dos jornalistas mais conhecidos da BBC, Andrew Marr, admitiu a dificuldade que a emissora tem na hora de fazer uma cobertura não tendenciosa.
“A BBC não é imparcial ou neutra”, dizia em uma reunião secreta de executivos da BBC em 2006. “É uma organização urbana financiada com dinheiro do público, com um número anormalmente grande de pessoas jovens, minorias étnicas e gays. Tem uma tendência liberal e nem tanto uma tendência política liberal. Pode ser melhor expressa como uma tendência cultural liberal”.
Na mesma reunião, um executivo veterano da BBC, segundo citava a imprensa britânica, disse que havia “um reconhecimento generalizado de que temos ido longe de mais em relação ao politicamente correto” e que a maior parte dessa mentalidade está “tão profundamente enraizada na cultura da BBC que é muito difícil mudar”.
Também se informou de que “quase todos” naquele encontro estavam de acordo em que a Bíblia poderia ser jogada em uma lixeira durante uma comédia televisiva, mas não o Alcorão, por medo de ofender os muçulmanos.
A resposta de seu diretor
Os diretores da BBC, em público, rejeitaram a maior parte das denúncias sobre seu viés anticatolicismo. Há algumas semanas, Mark Thompson, diretor geral da emissora - na prática, seu redator chefe - deu uma palestra na Universidade Pontíficia da Santa Cruz, em Roma, sobre o tema “Transmissão e sociedade civil”.
Foi decepcionante e, talvez, revelador que seu discurso não mencionava de modo algum a religião, mas o foco foi a atuação da BBC como uma emissora estatal e independente, e como uma futura adaptação promete oferecer programas de melhor qualidade.
Mas durante a sessão posterior, de perguntas e respostas, admitiu que “pode acontecer” de um certo preconceito anticatólico em relação a cobertura de notícias, ainda que a BBC procure passar uma “imagem adequada”.
Em seguida, deu alguns exemplos de documentários da BBC e da cobertura ao vivo da Igreja, desde o funeral do cardeal Basil Hume, antigo arcebispo de Westminster, até a exposição na Grã-Bretanha das relíquias de Santa Teresa de Lisieux.
Perguntaram se ele acredita que a BBC tende a favorecer uma ideologia oposta à doutrina da Igreja, e respondeu: Não, de verdade não”, e recordou outro programa, dessa vez sobre a Paixão de Cristo, na Páscoa de 2008.
A advertência de sua mãe
Essa não é a primeira vez que ele enfrentou essas críticas. Falando sobre o tema das transmissões religiosas em uma conferência em Londres em 2008, Thompson, que é católico, recordava que sua mãe mexeu a cabeça quando foi dito que seu filho havia sido nomeado diretor geral. “A BBC é anticatólica e anti-Deus”, disse ela com palavras claras.
Mas tais etiquetas anti-Deus, explicou em sua audiência em Londres, “não são muito comuns, inclusive não são inteiramente verdadeiras”. Ele afirmou que, naturalmente, dentro da BBC há muita gente “que tem um ponto de vista bastante cético a respeito da religião”, mas também se podem encontrar “milhares de pessoas para quem a religião tem um papel central na vida”. Ele defendeu uma cobertura religião como “fé e experiência de vida” e não como uma história ou tema "incomum".
Mas mesmo sob sua direção, caiu a cobertura televisiva dada pela BBC aos assuntos religiosos, das 177 horas em 1987-88 para 155 horas em 2007-08. O órgão do governo da Igreja da Inglaterra, o Sínodo Geral, recentemente debateu se a BBC marginaliza o cristianismo, tratando-o como uma espécie de “show anormal” ou uma “espécie rara” para se estudar em um programa sobre a natureza.
Marginalização
Em sua conferência em Roma, Thompson afirmava que não abordava a religião especificamente porque não queria colocá-la em uma categoria especial, preferindo, pelo contrário, incluir a religião em seus comentários de história, conhecimento e cultura. Ainda assim, essa posição corre o risco de deixar a religião ainda mais de lado. E talvez seja essa uma das razões da BBC raramente emitir programas sobre uma fé em particular. Em vez disso, faz um agrupamento das religiões em uma confusão relativista.
Um sacerdote, depois de ouvir a conferência de Thompson, perguntou: “Por que não há programas dedicados a cada religião, por exemplo, um formado por um grupo de teólogos católicos discutindo o papel das obras na justificação, um outro de muçulmanos discutindo sobre a interpretação do Alcorão?”.
Falando depois com ZENIT, Thompson parecia aberto a ter um diálogo honesto com a Igreja e escutar as ideias para melhorar a programação. O principal propósito de sua visita era se encontrar com o Santo Padre e com representantes do Vaticano para falar sobre a visita do Papa à Grã-Bretanha no final deste ano”.
Um sinal de esperança, ainda que restem muitas dúvidas sobre até que ponto a diretoria da BBC leve genuinamente a sério a Igreja.
Se algum leitor deseja propor ideias a Mark Thompson sobre como melhorar a cobertura da Igreja por parte da BBC, pode me enviar um e-mail que darei as indicações para lhe fazer chegar (epentin@zenit.org).

Fonte: Zenit.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Papa aos futuros sacerdotes: cristianismo não é moralismo, mas dom

O cristianismo não consiste tanto no respeito das normas externas como em penetrar no mistério de Deus, que se sacrificou gratuitamente e que sofreu por amor, e modelar nossos atos levando isso em consideração.
Foi o que afirmou no dia 12 de fevereiro o Papa Bento XVI, na Capela do Seminário Romano Maior, ao encontrar-se com mais de 200 alunos seminaristas da diocese de Roma. Eles estavam acompanhados por seus orientadores, diretores espirituais e educadores - e junto aos jovens do ano propedêutico que estão verificando sua vocação e a possibilidade de entrar no seminário em 2011.
Tradicionalmente, durante a festa de Nossa Senhora da Confiança, patrona do Instituto, que acontece sábado dia 13 de fevereiro, o Papa se encontra com os seminaristas e tem uma refeição com eles.
Este ano, pela primeira vez, se reuniram no Seminário Romano todos os seminaristas da diocese de Roma, incluindo os do Pontíficio Seminário Romano Menor, Colégio diocesano Redemptoris Mater, Almo Collegio Capranica e os do Seminário de Nossa Senhora do Amor Divino.
O Papa centrou a lectio divina na parábola da vinha e dos ramos (Jo 15,1-8), que tem muita relação com o Ano Sacerdotal que está acontecendo, porque “fala indireta mas profundamente do sacramento, do chamado, do estar na vinha o Senhor e dos servidores de seu mistério”.
A vinha - explicou o pontífice - é uma imagem veterotestementária que serve para indicar o Povo de Deus: “Deus plantou uma videira neste mundo. Deus cultivou e a protegeu”.
Ao mesmo tempo, continuou, “essa imagem da videira tem um significado esponsal e é expressão do fato que Deus busca o amor de sua criatura, que quer entrar em uma relação de amor, em uma relação esponsal com o mundo através do Povo eleito por Ele”.
Contudo, comentou o Papa, “a história concreta desse Povo é uma história de infidelidade”, que no lugar de “uvas preciosas”, gerou “somente pequenas coisas não comestíveis”.
Na verdade, “essa unidade, união sem condições entre homem e Deus”, não foi convertida “na comunhão do amor”. Ao contrário, “o homem se fecha em si mesmo, quer possuir a si próprio, quer ter Deus e o mundo para ele mesmo. E assim a vinha é devastada” e “se converte em um deserto”.
Mas “Deus - proseguiu o Papa - se faz homem e se converte ele mesmo na raiz da videira” e “ assim a videira é indestrutível porque Deus mesmo se implantou nesta terra”.
Por isso “o cristianismo não é um moralismo. Não somos nós quem devemos fazer o que Deus espera do mundo”, porque na realidade “devemos, antes de tudo, entrar nesse mistério ontológico em que Deus se entrega”.
Devemos “estar nele”, identificarmo-nos com Ele, ser “enobrecidos em seu sangue” para “atuar com Cristo”, porque - explicou o Papa - “a ética é consequência do ser” e “o ser precede o atuar”. “Não é uma obediência, uma coisa externa, e sim a realização do dom do novo ser”.
Viver na criatividade do amor de Cristo
Sucessivamente, o Papa recordou o convite dirigido por Jesus aos apóstolos no contexto da Última Ceia: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, comentando que o que foi expressado aqui é uma “radicalização do amor ao próximo à imitação de Cristo”.
“Mas também aqui a verdadeira novidade não é quanto fazemos, a verdadeira novidade é quanto o Senhor está fazendo. O Senhor nos deu a si mesmo”, nos “deu a verdadeira novidade de sermos membros de seu Corpo”.
E, portanto, “a nova Lei não é outro mandato mais difícil do que os demais. A nova Lei é um dom”, é a “presença do Espírito Santo que nos foi dada no sacramento do Batismo, na Confirmação e que nos é dada cada dia na Santíssima Eucaristia”.
“A novidade portanto é que Deus se deu a conhecer - acrescentou -, que Deus se mostrou, que Deus já não é um Deus desconhecido, procurado mas não encontrado ou imaginado apenas de longe”. “Deus se fez ver no rosto de Cristo”, “se mostrou em sua realidade total, mostrou o que é razão e amor” e assim nos fez seus amigos.
“Infelizmente, ainda hoje, - observou o pontífice - muitos vivem longe de Cristo, não conhecem seu rosto e assim a eterna tentação do dualismo se renova sempre e talvez não haja só um princípio bom mas também um principio do mal”, de modo que o que domina é a visão de um mundo à mercê das “realidades igualmente fortes”.
“Também na teologia católica - lamentou - se difunde agora essa tese de que Deus não seria onipotente”. Tenta-se uma espécie de “apologia de Deus”, segundo a qual Deus “não seria responsável pelo mal que encontramos amplamente no mundo”.
“Mas que pobre apologia: um Deus não onipotente. E como poderíamos nos confiar a esse Deus, como poderíamos estar seguros de seu amor se esse amor acaba onde começa o poder do mal?”, perguntou.
“Mas Deus já não é um desconhecido: no rosto de Cristo crucificado vemos Deus e vemos a verdadeira onipotência, não o mito da onipotência”, esse mito alimentado por homens que concebem o poder como “capacidade de destruir, de fazer o mal”.
Ao contrário, explicou o Papa, “a verdadeira onipotência é amar até o ponto de que Deus pode sofrer” por nós.
Por isso que a verdadeira justiça já não se revela mais como uma “obediência a algumas normas”, mas como “o amor criativo que encontra por si a riqueza e a abundância do bem”; como o “viver na criatividade do amor com Cristo e em Cristo”, de um amor impregnado de “dinamismo”.
Oração e purificação
O Papa passou a falar do valor da oração e da importância invocar de Deus o “dom divino”, “a grande realidade”, “para que nos dê seu Espírito de modo que possamos responder às exigências da vida e ajudar os demais em seus sofrimentos”.
“É justo rezar para Deus também pelas coisas pequenas de nossa vida de cada dia - declarou o pontífice - mas ao mesmo tempo rezar é um caminho, uma escada. Devemos aprender cada vez o que podemos ou não pedir, se forem expressões de meu egoísmo” ou de “meu orgulho”.
Dessa maneira, rezar “converte-se em um processo de purificação de nossos pensamentos e de nossos desejos”.
“Permanecer em Cristo é um processo de purificação lenta, de libertação de mim mesmo”, um “caminho verdadeiro” que se abre à alegria e que está caracterizado por um “fundo sacramental”.
“Assim - prosseguiu - podemos aprender que Deus responde as nossas orações” e frequentemente “as corrige, transforma e as guia para que sejamos finalmente ramos de seu Filho, da “verdadeira videira”, membros de Seu corpo”.
“Demos graças a Deus pela grandeza de seu amor - concluiu. Oremos para que nos ajude a crescer em seu amor e permanecer realmente em seu amor”.

Fonte: Zenit.

Lolo, o jornalista paralítico, será beatificado em 12 de junho

Manuel Lozano Garrido, mais conhecido por “Lolo”, jornalista que passou boa parte da vida paralítico e que ao final de sua vida perdeu a visão, será beatificado no dia 12 de junho em sua cidade natal Linares, na província de Jaén, Espanha.
Dom Ramón del Hoyo López, bispo de Jaén, afirmou em um comunicado ter recebido a indicação da data por parte da Secretaria de Estado do Vaticano. O anúncio foi feito após o reconhecimento, por Bento XVI, de uma cura inexplicável atribuída à intercessão de Lolo.
Lolo nasceu em Linares em 9 de agosto de 1920 e morreu na mesma cidade em 3 de novembro de 1971. Membro da Ação Católica, quando era ainda adolescente, distribuía a Comunhão nas prisões durante a guerra civil espanhola, e por essa razão foi preso.
Em 1942 é acometido por uma doença que em apenas um ano o tornou completamente inválido. Em 1962, perde a visão. Desenvolveu seu trabalho de jornalista em veículos de comunicação como o jornal "Ya", as revistas "Telva" e "Vida Nueva" e a agência "Prensa Asociada".
Apesar de sua condição de saúde, recebeu importantes reconhecimentos profissionais, como o “Prêmio Bravo”.
Em 1956, fundou a revista “Sinai”, voltada para os doentes. Escreveu ainda diversos livros, entre os quais “El sillón de ruedas” – seu primeiro livro, de 1961; "Las estrellas se ven de noche" (publicado postumamente) e "Cuentos en 'la' sostenido".
Dom Ramón del Hoyo López, após agradecer pela decisão do Papa, dedicou uma saudação especial às irmãs de Lolo, Expectacion e Lucia, ambas ainda vivas e que, segundo o prelado, “poderão, se Deus quiser, se alegrar ao ver seu irmão receber o título de Beato”.
O prelado expressou também sua gratidão para com a “Associação dos Amigos de Lolo” (http://www.amigosdelolo.com), que promoveu o processo de beatificação e canonização até o final, “conservando sempre a esperança”.
“A cerimônia de beatificação de um leigo” – explica o comunicado da diocese de Linares – “de riquíssimo perfil espiritual como o de Manuel Lozano Garrido, representa uma ocasião providencial e maravilhosa para, nas preparações para esse evento, enriquecer a vida dos cristãos com tais exemplos de santidade”.
Foi criada uma comissão diocesana, que já se encontra em pleno funcionamento, para coordenar todas os preparativos e divulgar a vida e as virtudes deste homem de fé.

Fonte: Zenit.

Dom Vegliò: o turismo, “um preciso serviço à paz”

“O turismo, ao favorecer o mútuo conhecimento, pode ser transformar num precioso serviço à paz, ajudando a construir uma sociedade mais justa, solidária e fraterna”. Foi o que disse Dom Antonio Maria Vegliò, presidente do Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, durante homilia proferida no sábado passado na Catedral de Milão, por ocasião da Feira Internacional de Turismo de Milão (BIT).
Seguindo uma tradição de vinte anos, a Igreja organizou um debate, incluído na programação do evento, que reúne mais de cem países. O debate teve como tema “O turismo, celebração da diversidade”, com uma menção particular à vivência da fé em um contexto de minoria.
Em sua homilia, Dom Vegliò sublinhou a necessidade de estabelecer compromissos de respeito e confiança recíprocos, de modo que “ao encontrar os outros em sua diversidade, possa-se abrir espaço ao diálogo e à compreensão”.
“A diversidade” – continuou o prelado – “é um bem e não uma ameaça”, e que por isso é necessário “não apenas que as pessoas aceitem a cultura do outro, mas que a recebam como uma riqueza”.
O prelado em seguida mencionou o recente assassinato de um jovem egípcio de 19 anos, ocorrido em Milão em 13 de fevereiro, que chocou o país.
“As migrações são o fenômeno positivo, sempre que se dêem no respeito aos direitos da pessoa que é levada a migrar, e que se realizem com uma justa regulação dos fluxos migratórios, observando as leis e a cultura do país que a acolhe”.
“Todos devemos nos empenhar contra a discriminação, a xenofobia, a violência, a intolerância e a incompreensão”, observou.
Para Dom Vegliò, o turismo é um convite “a não fechar-se na própria cultura, a abrir-se para outros modos de pensar e de viver”.
Pensando nisso, foi inaugurado, em um setor da feira no dia 18 de fevereiro, o “Oásis do silêncio”, um local de oração e meditação inter-religiosa, composto por uma biblioteca, uma capela cristã em uma área neutra para receber fiéis de diferentes religiões.

Fonte: Zenit.

Semana de curso

O clero da Arquidiocese de Maringá se encontra em formação até quinta a noite.

Abraços a todos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Aumenta o número de católicos no mundo



Aumenta o número de católicos no mundo, bem como o de sacerdotes e seminaristas, especialmente na Ásia e na África: é o que indica o Anuário Pontifício 2010, apresentado na manhã de sábado a Bento VXI pelo secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone, e por Dom Fernando Filoni, da Secretaria de Estado para Assuntos Gerais.
A elaboração do novo anuário, que em breve estará à venda nas livrarias, foi conduzida por Dom Vittorio Formenti, encarregado do Escritório Central de Estatística da Igreja, e pelo professor Enrico Nenna e seus colaboradores.
Em 2008, foram registrados 1 bilhão e 166 milhões de fiéis batizados, com um aumento de 19 milhões (+1,7%) em relação ao ano anterior. Mesmo considerando o aumento da população mundial, que atingiu um total de 6 bilhões e 700 milhões de pessoas, observa-se um discreto aumento da população católica em termos percentuais (de 17,33 para 17,40 %).
Foi verificado também um aumento no número de bispos, que passou de da 4.946 em 2007 para 5.002 em 2008. O aumento foi mais expressivo na África e nas Américas, enquanto que Ásia e Europa mantiveram taxas de crescimento abaixo da média. A Oceania registrou uma redução de 3% no número de bispos.
Houve também um discreto aumento no número de sacerdotes, seja diocesanos ou religiosos, da ordem de 1% no período entre 2000 a 2008.
A distribuição do clero entre os continentes, em 2008, era caracterizada por uma forte prevalência de sacerdotes europeus (47,1%), enquanto aqueles provenientes das américas são cerca de 30%; o clero asiático corresponde a 13,2%, o africano a 8,7 e o da Oceania, 1,2%.
No período de 2000 a 2008, a incidência relativa de sacerdotes da Oceania manteve-se constante. O peso do clero da África, por outro lado, bem como o da Ásia, aumentou. A contribuição do clero europeu caiu de 51,5 para 47,1%.
Em nível global, o número de candidatos ao sacerdócio aumentou, passando de 115.919 em 2007 para 117.024 em 2008.
Tal aumento foi mais pronunciado na África (+3,6%), na Ásia (+4,4%) e na Oceania (+6,5), enquanto que a Europa registrou uma queda no número de candidatos ao sacerdócio de 4,3%.


Fonte: Zenit.

Quaresma é tempo de ‘vigor espiritual’, diz Papa

A Quaresma é como um "lugar de retiro" que convida a voltar para si e "escutar a voz de Deus”. Foi o que disse Bento XVI neste primeiro domingo de Quaresma, ao saudar os fiéis presentes na Praça São Pedro para a oração do Angelus.
Em seu discurso introdutório à tradicional oração mariana de domingo, o Papa lembrou que o período quaresmal é “um tempo de penitência, de obras de caridade e de conversão”; “um tempo de vigor espiritual a ser vivido com Jesus, não com orgulho ou presunção, mas usando as armas da fé, que são a oração, o ouvir a Palavra de Deus e a penitência”.
Em sua reflexão, o Papa retomou o Evangelho deste domingo, no qual Jesus, após ter recebido o batismo de João, “Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do rio Jordão e, no Espírito, era conduzido pelo deserto”, onde foi tentado por quarenta dias pelo diabo.
As tentações - enfatizou o Santo Padre – “não foram um acidente de percurso, mas a consequência da escolha de Jesus de seguir na missão confiada pelo Pai, de viver até o fim sua realidade de Filho amado, que confia totalmente Nele”.
“Cristo veio ao mundo para nos libertar do pecado e do ambíguo fascínio de conceber nossa vida prescindindo a Deus”, explicou.
“Este exemplo vale para todos: melhora-se o mundo começando por si mesmo, mudando, com a graça de Deus, aquilo que não está bem na própria vida”, continuou.
“Esta nova vida” – acrescentou o Papa – “vemos em Jesus Cristo. Ele, que compreende nossa fraqueza humana porque, como nós, foi submetido à tentação, nos mostra que o homem vive de Deus”.
Diante das tentações do diabo, “Jesus contrapõe aos critérios humanos o único critério autêntico: a obediência, a conformidade com a vontade de Deus, que é o fundamento de nosso ser”.
“Também este é um ensinamento fundamental para nós: se portarmos na mente e no coração a Palavra de Deus, se esta adentra em nossa vida, se tivermos confiança em Deus, podemos refutar todo o tipo de trapaça do Tentador”, concluiu o Papa.

Fonte: Zenit.

Porta-voz vaticano mostra como o Papa vive a Quaresma

No momento em que Bento XVI entra em uma semana dedicada à oração e aos exercícios espirituais, o porta-voz da Santa Sé fala sobre como o Papa começou a Quaresma.
“Na sociedade secularizada, muitos já não sabem muito bem o que significa a Quaresma e como se deve viver. Se quisermos uma resposta clara e concreta, basta ver o que Bento XVI faz”, constata o padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé no editorial da última edição de "Octava Dies", semanário do Centro Televisivo Vaticano.
Deste modo, o porta-voz analisou os atos públicos que o bispo de Roma realizou nestes últimos dias, marcados no espírito quaresmal.
Caridade concreta
No dia 14 de fevereiro, antes de Quarta-Feira de Cinzas, visitou o albergue da Cáritas na estação ferroviária de Roma. “Pôde encontrar os pobres na cidade da qual é bispo: esteve com eles, apertou-lhes as mãos, olhou-nos nos olhos com comoção, teve para eles palavras de consolo e esperança. Caridade concreta”, constata o porta-voz.
Conversão e penitência
Nos dias 15 e 16 de fevereiro, reuniu-se com os bispos irlandeses e “rezou e compartilhou com eles a situação da Igreja em seu país, onde se registraram tantos pecados e tantos erros, e o escândalo pelos abusos sexuais por parte de sacerdotes feriu muitas pessoas e humilhou profundamente a Igreja. O Papa os alentou a implorar a misericórdia de Deus e o dom do Espírito para a renovação da Igreja. Conversão e penitência”.
Oração e escuta da Palavra
A 17 e 18 de fevereiro, o papa celebrou a liturgia penitencial, recebendo e impondo as cinzas, e depois manteve um encontro com os sacerdotes para ler e meditar uma página da Escritura. Ele o fez com sua costumeira profunda inteligência e sabedoria, ajudando-nos a voltar a encontrar a alegria, talvez perdida, da escuta da Palavra de Deus”, recorda o padre Lombardi.

Fonte: Zenit.

Iraque: quatro cristãos assassinados em quatro dias



Essa semana, quatro cristãos foram assassinados a sangue frio em quatro dias em Mosul. “A situação é trágica”, alertou o patriarca vigário caldeu, Dom Shleimun Warduni.
Após falar pessoalmente da situação na cidade iraquiana com o bispo de Mosul, Dom Amil Shamaaoun Nona, o patriarca vigário caldeu declarou blog Bagdadhope que “o governo local, mas sobretudo o governo nacional iraquiano, não está fazendo o que deveria para acabar com este massacre”.
Dom Warduni pediu “a toda comunidade internacional que faça pressão sobre seus próprios governos e que por sua vez estes o façam sobre o governo iraquiano”.
O último cristão assassinado na cidade era Zaiya Toma Soro, um jovem que estudava na Universidade de Mosul para ser professor. Na quarta-feira, foi interceptado por dois homens se diziam das forças de ordem. Eles o mataram a tiros.
O patriarca vigário caldeu destacou que “nós, cristãos, somos inocentes, não causamos dano a ninguém, só queremos viver em paz em nosso país”.
“Se não nos querem aqui, se querem nos erradicar de nossa terra, que o digam. Se não, que nos deixem em paz”.
Mosul, sobre o rio Tigre, é considerada a pátria do cristianismo no Iraque. É a cidade que, por tradição, acolhe o número mais alto de fiéis do país.


Fonte: Zenit.

Cardeal Rouco apresenta Madri 2011 à imprensa internacional

“As relações Igreja-Estado a respeito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) funcionam perfeitamente”, afirmou na sexta-feira o arcebispo de Madri.
O cardeal Antonio María Rouco Varela ofereceu um café da manhã informativo à imprensa para explicar as últimas novidades da JMJ e sua dimensão mundial.
O purpurado agradeceu o clima de colaboração com as administrações públicas. Além de facilitar espaços cidadãos e instalações públicas, concedeu-se à JMJ o caráter de acontecimento de extraordinário interesse público, o que concede benefícios fiscais a empresas que patrocinam a JMJ.
A colaboração do governo espanhol se estende à facilitação de vistos. Está-se trabalhando em fórmulas fáceis e responsáveis para acolher pessoas que venham de países que necessitem deste trâmite.
A JMJ começará com a acolhida do Papa e uma Missa na praça de Cibeles, no centro da cidade, a 16 de agosto.
A vigília e a Eucaristia conclusiva da JMJ acontecerão a 19 e 20 de agosto, na base aérea de Quatro Ventos, lugar onde se celebrou um encontro similar, a 11 de abril de 2003, com João Paulo II.
O arcebispo de Madri reiterou que o principal desafio será logístico: “temos de estar preparados para acolher 2 milhões de jovens, dar-lhes de comer e proporcionar-lhes um lugar para dormir”, disse.
Prevê-se ainda que mais de mil bispos e a metade dos cardeais da Igreja participem do encontro de jovens.
O purpurado se mostrou confiante, já que “em Madri temos uma capacidade de resposta muito grande” e experiência em outros grande eventos com o Papa.
Madri será uma grande festa internacional”, declarou o cardeal Rouco, “com uma maioria de europeus, mas também com numerosos jovens da África, América e Ásia”.

Fonte: Zenit.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Seminarista recupera máquina com últimos registros de Zilda Arns



GRACILIANO ROCHA - Agência Folha, em Porto Alegre


Um caderno de anotações e duas câmeras fotográficas guardam os registros dos últimos dias de trabalho da fundadora da Pastoral da Criança, a pediatra brasileira Zilda Arns, morta em 12 de janeiro, no terremoto que atingiu o Haiti.
Entregue ontem a familiares da médica, o material foi salvo --por acaso-- por um seminarista haitiano, que participou da última palestra proferida por Zilda em Porto Príncipe.
Honoré Eugur, 37, recebeu de Zilda, que procurava colaboradores para a pastoral no Haiti, um caderno para que anotasse o seu endereço. Ele também ficou segurando duas sacolas enquanto a médica brasileira respondia perguntas de um grupo de religiosos locais sobre o trabalho da pastoral.
No momento em que Eugur escrevia, o chão começou a tremer e a maior parte do edifício de três andares em frente à igreja Sacré Coeur de Tugeau desabou, matando a pediatra e outras 15 pessoas que conversavam com ela após a palestra. Eugur se salvou por pouco.
"Eu estava a menos de um metro dela e, quando tremeu, me joguei no chão, rezando 'Ave Maria'. O lugar onde eu estava não desmanchou", relembrou o seminarista.
Ele e outros seis seminaristas haitianos chegaram esta semana a Viamão (região metropolitana de Porto Alegre) para estudar na Congregação dos Oblatos de São Francisco de Sales, ordem religiosa que mantém projetos sociais no Haiti.
No caderno, estão anotações feitas por Zilda sobre seus compromissos no Haiti. A palestra proferida por ela está registrada em tópicos como "criação de uma cultura da vida" e "respeito aos direitos da pessoa".
"O caderno era um testemunho da vida e da obra dela. Morreu com o povo sofrido por uma causa justa", disse Eugur.
Nas sacolas havia duas câmeras fotográficas, que guardavam imagens de Zilda no Haiti, objetos pessoais da médica (cartões de visita, óculos, chaves, uma escova de cabelo) e o passaporte da assessora da Pastoral Rosângela Altoé, além de US$ 2.043. O material foi entregue por Eugur ao padre brasileiro Carlos Martins de Borba, que voltou do Haiti na sexta.
Ontem, Borba devolveu as duas sacolas a familiares de Zilda. "As anotações mostram uma pessoa muito organizada e metódica, com muitos detalhes sobre o Haiti e o trabalho da pastoral. Ela viveu pelos mais pobres", declarou o padre.


Fonte: UOL.

Papa deseja sucesso à Campanha da Fraternidade no Brasil



Bento XVI saudou a Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil (CF), por meio de mensagem enviada ao presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio Rocha.
A Campanha, aberta nessa quarta-feira, é realizada durante a Quaresma. Traz o tema “Economia e vida” e o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.
Realizada de forma ecumênica pela terceira vez, a CF congrega cinco igrejas cristãs, membros do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, responsável pela Campanha de 2010.
Bento XVI desejou sucesso às Igrejas e Comunidades Eclesiais no Brasil “que, neste ano, decidiram unir seus esforços para reconciliar as pessoas com Deus, ajudando-as a se libertarem da escravidão do dinheiro”.
“Recordo que a escravidão ao dinheiro e a injustiça têm origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa convivência com o mal.”
“Encorajo-vos a perseverar no testemunho do amor de Deus, do Filho de Deus que fez-Se homem, do homem agraciado com a vida de Deus, do único Bem que pode saciar o coração da gente”, escreve o Papa.
O CMI (Conselho Mundial de Igrejas), que reúne 349 igrejas em todo o mundo e mais de meio bilhão de cristãos, também manifestou seu apoio à Campanha da Fraternidade no Brasil.
Em mensagem, o CMI afirma que “está engajado nesta reflexão, questionando as interrelações entre riqueza e poder, que geram injustiça e pobreza, além de lesar gravemente a boa criação de Deus. Esta é, portanto, uma causa que mobiliza a família cristã não só no Brasil, mas ao redor do mundo todo”.


Fonte: Zenit.

Grupo de anglicanos australianos anuncia sua adesão ao catolicismo



A comunidade de anglicanos Foward in Faith, que tem sua sede principal na Austrália, poderia ser o primeiro caso de adesão coletiva à plena comunhão com a Igreja Católica depois da publicação da constituição Anglicanorum Coetibus, no último dia 4 de novembro.
Assim deu a conhecer o bispo anglicano David Robarts OAM, em declarações ao jornal australiano The Daily Telegraph, publicadas na terça-feira.
“Amo minha herança anglicana, mas não a perderei ao dar este passo”, assegurou o bispo.
Respeitar a tradição
A comunidade Foward in Faith, presente também na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, buscou permanecer fiel à tradição anglicana e rejeitou algumas modificações, entre elas o exercício do ministério sacerdotal e episcopal por parte das mulheres e a aprovação de alguns sacerdotes, bispos e líderes anglicanos abertamente homossexuais.
E, neste caminho – afirma o bispo –, “procuramos, durante 25 anos, ter algum tipo de supervisão episcopal, mas não conseguimos (...). Já não somos realmente queridos, nossa consciência não foi respeitada”.
Por isso, Robarts afirmou que ele e seus fiéis “vamos seguir este caminho, porque as portas nos foram fechadas na igreja anglicana da Austrália durante um longo tempo”.
E foi assim como, durante uma reunião realizada no último final de semana, cerca de 200 membros votaram unanimemente por voltar à plena e visível comunhão com a Igreja Católica.
Voltar a Roma
Com a publicação da Anglicanorum Coetibus, o Papa Bento XVI introduziu uma nova estrutura canônica que permite aos fiéis ex-anglicanos que entrem em plena comunhão com a Igreja Católica, conservando ao mesmo tempo elementos do patrimônio espiritual e litúrgico anglicano.
A figura dos ordinariatos pessoais, figura canônica de governo não restrita a um território, recorda a figura da prelazia pessoal (a única que existe é o Opus Dei), ou os vicariatos castrenses (diocese sem território na qual um bispo representa a autoridade eclesiástica para os militares ou forças da ordem católicas e suas famílias, independentemente de onde se encontrem).
Segundo o bispo Robarts, os membros desta comunidade, com a supervisão de Dom Peter Elliot, bispo auxiliar de Melbourne, e com a direção da Santa Sé, já começaram com os grupos de trabalho para estabelecer o primeiro ordinariato anglicano que poderia servir de protótipo para os que surgirão posteriormente em outros lugares do mundo.
O bispo David Robarts esclareceu, na entrevista com o The Daily Telegraph, que o passo que a comunidade Foward in Faith pretende dar não é como “quem troca de móveis”.
“Simplesmente estamos dizendo que fomos fiéis ao que os anglicanos acreditaram sempre e que não queremos mudar nada disso, mas nos marginalizaram devido àqueles que querem introduzir algumas ‘inovações’.”
“Precisamos ter bispos que acreditem naquilo que nós acreditamos”, concluiu


Fonte: Zenit.

Bento XVI visitará templo luterano evangélico de Roma



No próximo dia 14 de março, o Papa Bento XVI participará de um culto na Christuskirche, o templo da Igreja Evangélica Luterana de Roma, na Via Sicilia.
A visita foi confirmada nesta manhã a Zenit pelo Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos e pelo assessor de imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, SJ.
A comunidade luterana de Roma havia convidado o Papa, em 2008, por ocasião dos 25 anos da visita de João Paulo II (11 de dezembro de 1983). Com sua visita, o pontífice anterior havia comemorado, junto à comunidade luterana de Roma, os 500 anos do nascimento de Martinho Lutero (1483-1546).
Na celebração do próximo dia 14 de março, que acontecerá às 17h30, participará também o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos.
Está previsto, segundo informa a comunidade luterana, que o Papa Bento XVI pronuncie uma homilia sobre a passagem bíblica “Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto” (Jo 12, 20-26).
Por sua parte, o pastor Jens-Martin Kruse analisará o primeiro capítulo da 2ª Carta de São Paulo aos Coríntios, que fala do consolo de Cristo nos momentos de maior tribulação.
Em declarações ao serviço Notícias Evangélicas (NEV), Kruse explicou a transcendência desta visita: “Ter o bispo de Roma entre nós será um belo gesto para o ecumenismo na nossa cidade”.
O convite da comunidade luterana, segundo o pastor, tem como objetivo “recordar a visita anterior de João Paulo II, junto com Bento XVI e nossa comunidade”.


Fonte: Zenit.

Chamado de dois irmãos à vocação sacerdotal

Desde o começo do cristianismo, Jesus chamou vários irmãos para se dedicarem a ele. Tal como os apóstolos Pedro e André, ou Tiago e João, os filhos de Zebedeu.
No século XX e XXI o senhor continua escolhendo irmãos para ambos viverem a vocação sacerdotal. Também este é o caso do Papa Bento XVI e seu irmão Pe. Georg.
Da mesma maneira, os gêmeos poloneses Robert e Leszek Kruczed sentiram o chamado para se consagrarem como sacerdotes na ordem salesiana. ZENIT falou com eles.
Em maio completarão 38 anos, nasceram na localidade de Bielsko - Biala, uma cidade aos pés dos Montes Cárpatos, muito próximo da fronteira com a República Checa e com a Eslováquia.
Escutar o chamado
Desde muito pequenos a vocação de ambos se despertou quando serviam a Igreja como coroinhas e descobriram sua sensibilidade para a liturgia.
Cresceram em um lugar onde sempre cultivaram os valores religiosos, “quer dizer, a participação na Missa dominical, a oração em comum, o grande respeito pelos dons de Deus, especialmente pelo pão”, disse padre Leszek.
Todavia, esse discernimento não foi fácil. Para a mentalidade do ambiente da Polônia dos anos 70 e início dos anos 80, o sacerdócio estava reservado para pessoas eleitas de modo particular, “por isso não valia a pena se preocupar ou pensar na vocação” testemunhou o padre Robert.
“Servimos como coroinhas somente durante duas semanas, devido à atmosfera pouco propícia no momento para aqueles que serviam no altar”, recorda o padre Leszek.
Contudo, ambos admitem que apesar de qualquer dificuldade “se alguém tem vocação e quer obeceder à vontade de Deus, cedo ou tarde chegará o momento de decidir sem levar em conta os projetos ou medos, mas a resposta ao Senhor, sim ou não”.
Assim, durante alguns exercícios espirituais de Quaresma, cada irmão confessou ao outro o chamado que descobria dentro de si.
Vocação aos salesianos
E foi em uma escola da Congregação Salesiana no pequeno povoado de Oświęcim, ao sul da Polônia, onde ambos tomaram a decisão definitiva de seguir a vida sacerdotal.
“Conhecemos o carisma de Dom Bosco e isso influiu sinceramente em nossa vocação”, disse Robert.
E se referem ao fundador dos salesianos como “um homem prático e dotado de intelectualidade”.
“Utilizou suas capacidades para ensinar aos jovens um ofício necessário”, disse Leszek.
“Para poder instruí-los, ele mesmo devia possuir as habilidades de sapateiro, de alfaiate, carpinteiro ou encadernador”, afirma Robert.
Assim os irmãos concluem que São João Bosco é para eles um modelo “de dedicar totalmente todas nossas aptidões e forças a favor dos jovens”.
Pintar e esculpir para Deus
Hoje, ambos vivem na Cracóvia. O padre Leszek trabalha na paróquia de São Estanislau de Kostka e é o tesoureiro da comunidade e administrador da casa.
O Padre Robert por sua vez é o capelão de uma comunidade religiosa e também o tesoureiro - administrador da casa de inspeção.
Esses gêmeos não só compartilham a vocação ao sacerdócio, mas o talento artístico para a pintura e a escultura. Ambos coordenam um ateliê de artes plásticas chamado SalArt.
Eles possuem também um ateliê semelhante para jovens e adultos onde ensinam a fazer ícones, pintura de cavalete e pequenas esculturas.
Para ambos o melhor modelo de sacerdote e artista é o beato Fra Angelico, “cujas obras são um exemplo significativo da contemplação estética, que te leva às alturas da fé”, disse o padre Leszek.
“A vida e as obras do Fra Angelico demonstram que não somente se pode conciliar esses dois trabalhos - arte e sacerdócio - mas que pode também santificar tomando o mesmo caminho. Aqui a graça do sacerdócio pode ser muito frutífera”, disse Robert.
E como bons poloneses, o testemunho do João Paulo II é fundamental para sua vocação: “A primeira vez que vimos o cardeal Karol Wojtyla tínhamos 5 anos, quando ele abençoou a primeira pedra da nova igreja do povoado onde nascemos”, recorda o padre Leszek.
Os gêmeos tinham seis anos quando Wojtyla foi eleito Papa. “Foi assim, o Papa de nossa infância, da juventude, dos anos de seminário e de quatro anos de nossa vida sacerdotal”, conclui o padre Robert.
Leszek e Robert são dois irmãos apaixonados por sua vocação, a qual veem como “uma belíssima aventura, exigente, mas é uma imensa satisfação”.
Como irmãos ambos se apoiam e acompanham esse caminho. “O sacerdote é só um homem que deve combater contra os próprios defeitos e as próprias imperfeições, mas que, na colaboração com a Divina Providência, é capaz de cumprir com as obrigações que o Senhor lhes confiou”, dizem os irmãos.

Fonte: Zenit.

Igreja: nível de violência em El Salvador é “inconcebível”



O arcebispo de San Salvador, Dom José Luis Escobar Alas, definiu, em uma coletiva de imprensa relizada no último domingo, como “inconcebível” o atual nível de violência em que vive El Salvador.
Ele mencionou os recentes eventos ocorridos em Suchitoto e na capital, onde foram encontrados, espalhados por diversos pontos da cidade, sacos plásticos contendo restos humanos esquartejados. Classificou ainda tal violência como “inacreditável”.
Em 2 de fevereiro passado, sete supostos membros da gangue “Mara 18” foram fuzilados por um grupo não identificado nas margens de um rio próximo à cidade de Suchitoto, ao norte do país. Em 6 de fevereiro, outro grupo armado assassinou cinco pessoas em um restaurante.
“Como cristãos, não podemos aceitar”, disse o prelado, acrescentando que “por esse motivo, é necessário que toda a sociedade, unida ao governo, busque uma solução para o problema da violência".
“Caso contrário, que Deus nos livre, sucumbiremos a esta sociedade”.
Dom Escobar Alas reconheceu que a Igreja está preocupada com os altos índices de criminalidade, e especialmente, com a brutalidade dos recentes assassinatos ocorridos no país.
Para Dom Escobar, o decreto aprovado na última quinta-feira pela Assembléia Legislativa que endurece as penalidades para menores infratores, não basta para solucionar o problema. “Tais medidas devem ser acompanhadas de planos de promoção dos jovens, de apoio e de reabilitação”, disse ele, recomendando ao Parlamento que avalie as experiências de outros países com o mesmo problema.
El Salvador fechou o ano de 2009 com um total de 4.365 homicídios, uma média de 12 por dia. Tal índice de violência é superior até mesmo aquele registrado nos anos subseqüentes à guerra civil, terminada em 1992. Segundo dados da polícia, o ano de 2010 já registra uma média de homicídios ainda maior, 13 por dia.


Fonte: Zenit.

Maria, sinal de identidade dos povos cristãos



Por ocasião do 7º Centenário da devoção a Nossa Senhora da Europa, padroeira de Gibraltar, e do 1º Centenário da Diocese de Gibraltar, será realizado um Congresso Mariano Internacional, nos dias 5 a 7 de março deste ano, intitulado “Maria, sinal de identidade dos povos cristãos”.
O eixo central do congresso é a figura de Maria, do ponto de vista interdisciplinar religioso, histórico, artístico e antropológico, isto é, cabem todos os estudos referentes ao fato da devoção mariana, informa a Zenit Ramón de la Campa, da diocese de Gibraltar.
As características deste congresso se derivam da sua natureza mariana, centrando-se no estudo do desenvolvimento da devoção mariana ao longo da história da Igreja e da civilização ocidental, principalmente no Sul da Península Ibérica, dividindo seu estudo, do ponto de vista metodológico, em 5 seções: “A devoção à Theotókos na história da Igreja Católica”; “Maria no ecumenismo e no diálogo inter-religioso”; “Bíblia, liturgia e práticas devocionais”; “A devoção à Theotókos e o Sul da Península Ibérica”; “Atores e difusores da devoção mariana”; “A Theotókos e a arte”.
Já há vários expoentes confirmados e os congressistas assistentes poderão inscrever-se até o dia 26 de fevereiro. O presidente do Comitê Executivo do congresso é o bispo de Gibraltar, Dom Charles Caruana.
Gibraltar, uma das menores dioceses do mundo, com somente cinco quilômetros quadrados, tem um status peculiar dentro da Igreja Católica. Conta com cerca de 24 mil cristãos, entre católicos e protestantes, e somente 6 paróquias. Seu bispo é independente das conferências episcopais espanhola e britânica, dependendo diretamente de Roma, ainda que seja habitualmente convidado às assembleias de bispos da Espanha e do Reino Unido.


Fonte: Zenit.

Veneração de Zilda Arns no Brasil



Irmã Maria Helena Arns, das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, em diálogo

Em primeiro lugar a irmã – entre as mais velhas de Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral da Criança, que perdeu a vida no terremoto de Haiti – Ir. Maria Helena Arns se expressou sobre o luto pela irmã falecida e sua veneração no Brasil.
Enquanto Zilda era mãe de família que gerou seis filhos, a Irmã Maria Helena pertence à “Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora”, como também duas outras de suas irmãs de sangue.
Seu irmão Franciscano, Frei João Crisóstomo, faleceu em 2002, um outro Franciscano é o Arcebispo emérito de São Paulo, cardeal Paulo Evaristo Arns. Com isso, dos 13 irmãos, cinco se consagraram a Deus. Irmã Maria Helena mora no lugar de nascimento de sua irmã Zilda, em Forquilhinha, Estado de Santa Catarina, no sul do Brasil, que ainda tem marcas fortes dos imigrantes alemães. O diálogo foi feito com Michaela Koller.
–ZENIT: Soubemos pela Irmã Rosangela Maria Altoé, a secretária internacional da Pastoral da Criança, que sua irmã Zilda Arns Neumann fora atingida mortalmente na Igreja Sacre Coeur de Turgeau em Porto Príncipe pelos destroços do teto da igreja.
–Irmã Maria Helena Arns: Depois da conferência para 150 pessoas, que na maioria já tinham se retirado da igreja, lugar da conferência, um sacerdote queria saber ainda mais sobre a Pastoral da Criança. Ele e mais 15 sacerdotes ficaram conversando, quando aconteceu o terremoto, e 15 deles perderam sua vida com a Zilda.
–ZENIT: Quais foram as suas reações imediatas e as da Pastoral da Criança quando a terrível notícia da morte foi confirmada?
–Irmã Maria Helena Arns: Foi um imenso choque não só para nossa família, mas para todo o Brasil. É muito difícil falar sobre este acontecimento... Em todas as Paróquias foi celebrada a Eucaristia, mesmo na Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. A maioria das coordenadoras da Pastoral da Criança conhecia Zilda pessoalmente ou pela televisão, nesses 27 anos. Os meios de comunicação, televisão, rádio, jornais, revistas, telefone, internet, em toda parte, era registrado o desfecho da Zilda. Numerosas pessoas deram um testemunho sobre a sua vida e missão, entre eles, Dom Angélico S. Bernardino (bispo emérito de Blumenau) sobre o título “Quem recebeu Zilda no Céu”, e Dom Walmor de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte, no Estado de Minas Gerais, que escreveu um artigo muito lindo “Zilda Arns - pela Fé”.
–ZENIT: Como a Pastoral vai continuar agora?
–Irmã Maria Helena Arns: Há três anos Zilda entregou a coordenação nacional à Irmã Vera Lucia Altoé e assumiu a coordenação internacional da Pastoral da Criança, que já se estendeu para 20 países, na América Latina, Ásia e África. Zilda também fundou a Pastoral da Pessoa Idosa em área nacional.
–ZENIT: Como está a expansão atual da Pastoral da Criança?
–Irmã Maria Helena Arns: A Pastoral da Criança já está atuando em todas as 272 Dioceses do Brasil, em 7.000 paróquias, 42.000 comunidades, com um “exército” de 260.000 voluntários, 92% mulheres, que acompanham 1.985.347 crianças pobres, 108.342 gestantes, de 1.553.717 famílias. No início a desnutrição das crianças era mais de 50% no Brasil, agora está em 3,1%. A mortalidade infantil, em 1983 era 82,8 entre 1000 crianças nascidas vivas. Hoje está em 13, nas comunidades pobres, acompanhadas pela Pastoral da Criança. Os dados são da última conferência da Zilda no Haiti.
–ZENTI: Como estão os esforços para fazer a Zilda Arns Neumann candidata para o prêmio Nobel da Paz, post mortem?
–Irmã Maria Helena Arns? O governador do Paraná, Roberto Requião, no seu discurso durante o velório, pediu ao Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que estava presente, que se empenhasse para que seja concedido a Zilda o Prêmio Nobel da Paz. Lula deu resposta positiva.
–ZENIT: Já devem ter surgindo vozes, também da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sobre a possibilidade de abrir o processo de Beatificação...
–Irmã Maria Helena Arns: Foi um Bispo que se exteriorizou aos meios de comunicação sobre isso. A CNBB toma grandes decisões nunca fora da Assembleia Geral da CNBB, com todos os Bispos. Mesmo muitos leigos e religiosos falando sobre isso, seria cedo para julgar. A “Revista Veja” a considerou “Uma santa na vida e uma mártir na morte”. Nós sabemos que a Igreja age devagar e com muito cuidado no caso de Beatificação e Canonização, e isso com tempo.
–ZENIT: No entanto, já aparecem venerações leigas, dando o nome de Zilda a inaugurações.
–Irmã Maria Helena Arns: Sim, um parque em São Paulo foi inaugurado com o nome Parque Zilda Arns. Recebeu este nome no dia do enterro da Zilda. Ele fica no Bairro Jardim Grimaldi, perto da Avenida Sapopemba.
–ZENIT: Nós agradecemos e lhe queremos expressar novamente nossa condolência.
–Irmã Maria Helena Arns: Muito obrigada pela sua condolência pelo falecimento de minha querida irmã Zilda. O Espírito Santo queira lhe inspirar sempre como o fez para o grande Apóstolo São Paulo. Depois de 2.000 anos ainda lemos suas cartas com muito fervor. É questão de salvar o nosso Planeta e o Povo de Deus; por um mundo melhor. Tenho certeza que Zilda colaborou para isso e ainda o fará.


Fonte: Zenit.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Igreja no Brasil inicia Campanha da Fraternidade



Cerca de 10 mil pessoas participaram na manhã desta quarta-feira de Cinzas, no Santuário de Aparecida, da missa de abertura da Campanha da Fraternidade (CF) da Igreja no Brasil, que se estende pela Quaresma, sob o tema “Economia e Vida”.
A celebração, que compreendeu bênção e imposição das cinzas, foi presidida pelo arcebispo local, Dom Raymundo Damasceno Assis. Em sua homilia, ele explicou o objetivo geral da CF 2010.
“Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão”, disse.
A CF, lançada em todo o Brasil, irá questionar como a fé cristã pode inspirar uma economia que seja dirigida para a satisfação das necessidades humanas e para a construção do bem comum, segundo informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
A Campanha é realizada por cinco Igrejas cristãs, membros do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs no Brasil (Conic). Além da Igreja Católica, participam do Conic a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU), Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) e Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISO).
No centro das reflexões propostas pelas Igrejas está a concepção de uma economia a serviço da vida, no respeito à dignidade da pessoa humana e ao planeta Terra.
“O Conic não quer limitar-se a criticar sistemas econômicos. Principalmente, espera que a Campanha mobilize Igrejas e sociedade a dar respostas concretas às necessidades básicas das pessoas e à salvaguarda da natureza, a partir de mudanças pessoais, comunitárias e sociais, fundamentas em alternativas viáveis derivadas da visão de um mundo justo e solidário”, diz o texto base da Campanha.
Para alcançar os objetivos da CF, o Conic propõe como estratégias “denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar ao lucro”. Propõe ainda “educar para a prática de uma economia de solidariedade”, além de conclamar toda a sociedade “para ações sociais e políticas” que levem a uma economia de solidariedade.
O tempo da Quaresma, em que é realizada a Campanha da Fraternidade, favorece a conversão “social, eclesial, comunitária e pessoal”, destaca o Conic.


Fonte: Zenit.

Bento XVI inaugura a Quaresma: somos “pó, sim, mas amado”

Bento XVI recebeu as cinzas hoje, na Missa de início da Quaresma, recordando que o homem “é pó, sim, mas amado” por Deus.
Na Basílica de Santa Sabina de Roma, confiada aos dominicanos, o Papa presidiu o rito de bênção e de imposição das cinzas como “gesto de humildade, que significa: reconheço-me por aquilo que sou, uma criatura frágil, feita de terra e destinada à terra, mas também feita à imagem de Deus e destinada a Ele”.
E acrescentou: “Pó, sim, mas amado, plasmado por seu amor, animado por seu sopro vital, capaz de reconhecer a sua voz e de responder-lhe; livre e, por isso, capaz também de desobedecer-lhe, cedendo à tentação do orgulho e da autossuficiência”.
Como mais um dentre os fiéis, o Papa recebeu as cinzas na cabeça, pelas mãos do cardeal eslovaco Jozeph Tomko, prefeito emérito da Congregação para a Evangelização dos Povos e titular desta basílica.
Bento XVI, por sua vez, impôs as cinzas a numerosos cardeais, entre os quais se encontrava o secretário de Estado, Tarcisio Bertone, o vigário de Roma, Agostino Vallini, e seu predecessor e antigo presidente da Conferência Episcopal Italiana, Camillo Ruini.
Antes da celebração, o pontífice havia presidido uma assembleia de oração, segundo a forma das “estações” romanas, na Igreja de Santo Anselmo, no Monte Aventino, confiada aos monges beneditinos. De lá partiu a procissão penitencial à Basílica de Santa Sabina, para a celebração do rito.
Na homilia, o Santo Padre apresentou todo o itinerário quaresmal, que terá como zênite a Páscoa, baseado na “onipotência do amor de Deus, seu absoluto senhorio sobre toda criatura, que se traduz na indulgência infinita, animada pela constante e universal vontade de vida”.
“Efetivamente – sublinhou –, perdoar alguém equivale a dizer-lhe: não quero que você morra, mas que viva; quero sempre e somente o seu bem.”
“De fato, a salvação é dom, é graça de Deus, mas para ter efeito na minha existência requer o meu assentimento, um acolhimento demonstrado nos fatos, isto é, na vontade de viver como Jesus, de segui-lo.”
“Seguir Jesus no deserto quaresmal é, portanto, condição necessária para participar da sua Páscoa, do seu ‘êxodo’.”
“Adão foi expulso do Paraíso terrestre, símbolo da comunhão com Deus; agora, para retornar a essa comunhão e, portanto, à vida eterna, é preciso atravessar o deserto, a provação da fé. Não sozinhos, mas com Jesus! Ele – como sempre – precedeu-nos e já venceu o combate contra o espírito do mal.”
“Eis o sentido da Quaresma – sublinhou o Bispo de Roma –, tempo litúrgico que todo ano nos convida a renovar a escolha de seguir Cristo no caminho da humildade para participar da sua vitória sobre o pecado e sobre a morte.”
Como é tradição, o Papa escreveu uma mensagem aos católicos do mundo inteiro por ocasião da Quaresma, que neste ano se intitula “A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo".

Fonte: Zenit.

Quaresma é tempo propício à reflexão cristã, a uma conversão do coração

O tempo da Quaresma “coloca diante de nossos olhos, como imperativo da vida cristã, a conversão – através da penitência”, afirma o arcebispo emérito do Rio de Janeiro.
“Ora, nós respiramos uma atmosfera visceralmente contrária”, reconhece o cardeal Eugenio Sales, em artigo difundido esta quarta-feira no portal da arquidiocese do Rio.
“Tudo em torno de nós sugere o prazer sem limites, isento de compromisso, um comportamento à margem das exigências oriundas das determinações do Evangelho.”
Segundo Dom Eugenio, essa maneira de ser “penetrou os umbrais sagrados. Assim, pouco se fala do pecado, dos deveres que são substituídos por direitos sem barreiras, de um Cristo despojado de seus ensinamentos, que constrangem a sede ilimitada de liberdade sem peias”.“Esta época litúrgica tem muita semelhança com o apelo dos profetas à conversão, e esta, a partir do coração. Tanto é assim que usamos os textos do Antigo Testamento na escuta da Palavra de Deus, dirigida a cada um dos fiéis em nossos dias.”O cardeal assinala que o cristão “será sempre alguém que ‘rema contra a corrente’”.
“Quando encontramos um pregador ou um agente pastoral que teme ensinar a mesma Doutrina de Jesus Cristo ou prefere amenizá-la para não afastar os fiéis, sabemos que não são verdadeiros pastores”, afirma.Dom Eugenio destaca que a Quaresma “é um tempo propício à reflexão cristã, a uma conversão do coração, a uma prática de penitência, tão distanciada de uma mentalidade moderna à margem do Evangelho, mas que penetrou até nas fileiras dos seguidores de Cristo”.“Vivendo os ensinamentos da Igreja neste tempo litúrgico, nos dispomos a receber as graças da Páscoa da Ressurreição”, afirma.

Fonte: Zenit.

Exercícios espirituais no Vaticano de 21 a 27 de fevereiro

No próximo dia 21 deste mês, primeiro domingo de Quaresma, serão iniciados os exercícios espirituais, na capela Redemptoris Mater do Palácio Apostólico, na presença de Bento XVI.
As meditações, que terão como tema “Lições de Deus e da Igreja sobre a vocação sacerdotal”, serão conduzidas neste ano pelo padre Enrico dal Covolo, de 59 anos.
O sacerdote é posturador geral da família de Dom Bosco, professor de literatura cristã antiga na Pontifícia Universidade Salesiana. É membro do Comitê Pontifício de Ciências Históricas e consultora da Congregação para a Doutrina da Fé.
Ao longo desta semana, serão suspensas todas as audiências pontifícias.
Cada dia haverá as Laudes, Hora Média e Vésperas, onde se acrescentarão as três meditações do pregador, que serão concluídas com a Adoração e a Bênção Eucarística.
No domingo, dia 21, os exercícios serão iniciados às 18 horas, tendo como tema central “Dai-me, Senhor um coração aberto” (cfr. 1 Re, 3, 9). Na segunda, dia 22, festa da Cátedra de São Pedro, o dia será dedicado à oração pelas vocações sacerdotais, e terá três meditações: a lectio divina, escutando os Padres da Igreja; o primeiro ato das histórias bíblicas de vocação: o chamado de Deus (cfr. 1 Re, 19, 1-21); primeiro “medalhão sacerdotal”: alguns padres, até Santo Agostinho.
Na terça, dia 23, memória litúrgica de São Policarpo, dia de oração pelos missionários, as três meditações serão: o segundo ato das histórias bíblicas de vocação: a resposta do homem (cfr. Mateus, 7, 24 27); o terceiro ato das histórias bíblicas de vocação: o chamado e a resposta à missão (cfr. Mateus, 18); o segundo “medalhão sacerdotal”: o santo curado d'Ars.
Na quarta, 24 de fevereiro, dia de penitência, no qual se refletirá sobre: o quarto ato das histórias bíblicas de vocação: a tentação, a dúvida e as resistências fazem parte de nossa história (cfr. Marcos, 1-8); sempre pecadores e sempre perdoados (cfr. Lucas, 7, 36-50 e Gálatas, 5, 1.13 – 25); o terceiro “medalhão sacerdotal”: o diário de uma padre rural de Georges Bernanos.
No dia 25, jornada cristológica, os temas serão: história das vocações dos primeiros discípulos (cfr. João, 1, 35-51); o quarto “medalhão sacerdotal”: o venerável servo de Deus Giuseppe Quadrio, s.d.b. (1921-1963).
Sexta-feira, dia 26, jornada mariana. As meditações se concentrarão nos temas: o Magnificat de Maria (cfr. Lucas, 1, 46-55); o quinto ato das histórias bíblicas de vocação: a aprovação de Deus. O relato da Anunciação (cfr. Lucas, 1, 26-38); o quinto “medalhão sacerdotal”: o venerável servo de Deus João Paulo II.
Finalmente, no sábado, dia 27, os exercícios serão concluídos com uma meditação dedicada aos primeiros “diáconos” (cfr. Atos, 6, 1-6).

Fonte: Zenit.

Portugal: 6.500 jovens no Encontro Ibérico de Taizé

Cerca de 6.500 jovens cristãos, procedentes de 23 países, foram ao Porto (Portugal) nesse Carnaval para participar do Encontro Ibérico de Taizé, promovido por esta comunidade ecumênica e a diocese local.
O bispo do Porto comentou com Agência Ecclesia que o objetivo destes dias era “proporcionar a todos estes jovens, em particular aos da Diocese, um tempo forte de encontro, no sentido mais completo do termo: encontro com Deus na oração e, a partir daí, um encontro com os outros, uma experiência de Igreja”.
“Não há cristianismo a sério, nem para os adultos nem para os jovens, que não tenha esta dupla dimensão da oração e da partilha”, disse Dom Manuel Clemente.
A alegria foi o mote desta festa, uma alegria que “perdura”, afirmou o bispo. Os participantes, “muito ativos e muito disponíveis”, são um testemunho dessa alegria, que não é “de encomenda” ou “periférica”.
Os vários dias de encontro encerraram-se com oração e meditação do Ir. Alois, prior de Taizé. Na despedida dos peregrinos, na segunda-feira à noite, deixou o seu reconhecimento “pelo acolhimento que recebemos”.
Na sua mensagem final, o Ir. Alois fez um apelo aos participantes: "Queremos escolher a simplicidade de vida para promover a partilha, a solidariedade, a utilização responsável dos recursos do nosso planeta".

Fonte: Zenit.

Não devemos temer o Islã, diz cardeal Tauran

O presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, cardeal Jean Louise Tauran, respondeu com um enfático “não” à pergunta “devemos temer o Islã?”, título de uma conferência por ele proferida em 10 de fevereiro na cidade de Granada, na Espanha.
Sua intervenção abriu o II Congresso de Teologia “Cristianismo, Islã e Modernidade”, celebrado na Faculdade de Teologia de Granada entre os dias 10 e 12 de fevereiro.
“Não devemos temer o Islã, e diria mais: cristãos e muçulmanos, quando professam sua própria fé com integridade, quando dialogam e se esforçam para servir à sociedade, constituem uma riqueza para esta”, afirmou o purpurado.
O Islã é a religião com a qual o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso mantém um relacionamento mais estruturado.
O cardeal destacou que “nos últimos cinco anos, o clima de diálogo com os muçulmanos tem registrado grandes progressos, apesar das diferenças”.
Para o cardeal Tauran, cabe a cada um de nós enfrentar o desafio de conciliar a identidade da própria fé enquanto aceita a diferença e a pluralidade, que não devem ser vistas como uma ameaça. “Deus se manifesta misteriosamente em cada uma de suas criaturas”, disse ele.
O purpurado iniciou sua intervenção constatando que “para um ocidental, o Islã pode parecer difícil de compreender”. “É, ao mesmo tempo, uma religião, uma sociedade e um Estado, que reúne mais de 1,2 bilhão de pessoas em uma única grande entidade mundial, a 'Umma'", explicou.
“Os membros desta comunidade praticam os mesmos ritos, partilham da mesma visão de mundo e adotam os mesmos costumes”.
“Não distinguem a esfera pública da privada. Sua visão religiosa confunde as sociedades secularizadas”.
O purpurado explicou que cada vez mais, no mundo ocidental, muçulmanos e não muçulmanos estão destinados a conviver, e que, embora se encontrem rotineiramente em muitas sociedades ocidentais, “cristãos e muçulmanos são, muitas vezes, vítimas do preconceito, consequência da ignorância”.
O presidente do dicastério afirmou que “apenas o diálogo permite superar o medo, porque possibilita a descoberta do outro”. Favorecer o encontro é o propósito do diálogo inter-religioso, disse ele, lembrando que “não são as religiões que se encontram, mas sim homens e mulheres, cujas circunstâncias da vida os tornaram companheiros na humanidade”.
O cardeal destacou a necessidade de empreender esforços, por ambas as partes, “para conhecer as tradições religiosas um do outro, reconhecendo o que os separa e o que os aproxima, para assim poder colaborar pelo bem comum”.
Comentando a respeito das diferenças entre cristãos e muçulmanos, o cardeal Tauran destacou: “nos diferencia nossa relação com os livros sagrados, o conceito de revelação – o cristianismo não é uma ‘religião do Livro’ – a identidade de Jesus e Maomé, a Trindade, o uso da razão, a concepção de oração”.
Entre os aspectos comuns às duas religiões, destacou “a unidade de Deus, a sacralidade da vida, a convicção de que devemos transmitir valores morais aos mais jovens, o valor da família e a importância da religião na educação”.
Por outro lado, o presidente do dicastério lamentou que muitos pastores da Igreja e professores de escolas e universidades católicas frequentemente não têm em conta este novo contexto de pluralismo religioso.
Ressaltou ainda que “os católicos europeus têm um conhecimento muito superficial de sua própria fé”, e advertiu que “não se pode instaurar um autêntico diálogo religioso quando os interlocutores não têm um perfil espiritual muito bem definido. Isto conduziria ao relativismo e ao sincretismo”.
“Praticar o diálogo inter-religioso não é colocar a própria fé entre parênteses, mas, ao contrário, proclamá-la com gestos e palavras”, acrescentou.
E continuou: “nós proclamamos que Jesus é a Luz que ilumina a todos os homens que vivem neste mundo”.
“Portanto, todos os aspectos positivos presentes nas diferentes religiões não podem ser tidos como obscuridades, visto que são parte desta grande Luz que resplandece sobre todas as luzes”.
Na Igreja, explicou o cardeal, “não dizemos que todas as religiões têm o mesmo valor, mas sim que todas as que buscam a Deus têm a mesma dignidade”.
O II Congresso de Teologia, organizado pela Cátedra Andaluza para o Dialógo entre as Religiões, contou também com a presença de destacados acadêmicos cristãos e muçulmanos.

Fonte: Zenit.