Os meios de comunicação católicos da Ruanda, Burundi e República Democrática do Congo se comprometeram a "ser agentes de paz e de verdade" nas eleições dos três países. O compromisso foi assumido em uma reunião celebrada em Goma, República Democrática do Congo.
"Que os jornalistas católicos de Burundi, República Democrática do Congo e Ruanda desenvolvam sua profissão inspirados nos princípios da fé e que sejam agentes de paz, evitando a cultura da mentira, violência e da divisão", é o convite dos meios católicos da Ruanda, Burundi e República Democrática do Congo, informa a agência Fides.
Um convite feito em 12 de maio por 15 representantes dos meios de comunicação católicos dos três países que fazem parte da Associação da Conferência Episcopal da África Central (ACEAC), reunidos no Centro de Visitantes de Caritas Goma, no leste da República Democrática de Congo, para um encontro sobre o tema "Os meios de comunicação católicos e a política eleitoral na área ACEAC".
Em seu discurso de abertura, o padre Mombili afirmou que a sub-região dos Grandes Lagos se encontra diante de um grande desafio "de reconstruir a ordem social perturbada pelas incontáveis tragédias das últimas décadas".
Os bispos da ACEAC convocaram ao seminário de Goma (como uma forma de catecismo para os comunicadores católicos sobre a doutrina social da Igreja, sobre o uso correto dos meios de comunicação, que devem respeitar a verdade e promover a caridade".
Entre os Oradores está Henry Muhiya, secretário da Comissão episcopal para os recursos naturais da Conferência Episcopal Nacional de Congo, analisou a experiência da ‘célula ad roc' para a educação cívica e eleitoral promovida pelos bispos congoleses durante as eleições políticas de 2006.
O padre Celestin Bwanga, diretor da Rádio-Televisão e presidente da Comissão Diocesana Amani pra as Comunicações Sociais da arquidiocese de Kisangani, R.D. Congo, deu uma palestra sobre as rádios comunitárias.
O padre Jean-Baptiste Malenge, secretário da Comissão episcopal para as Comunicações Sociais da Conferência Episcopal do Congo, recordou os princípios da doutrina da Igreja, diante dos desafios da violência, credibilidade e verdade.
Na missa de clausura do encontro, os participantes se comprometeram a trabalhar juntos como parte de uma rede de comunicadores católicos e convidaram aos governantes dos três países a respeitar as regras da democracia, incluindo o código eleitoral da Constituição.
Fonte: Zenit.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Metade dos habitantes de cidade alemã se tornam atores por amor a Jesus
Cada vez que o homem se interessa por Jesus e pela história de sua Paixão, o público responde em massa, atraído e fascinado, seja em eventos estritamente religiosos, como a exposição de relíquias, ou simplesmente culturais, mediante expressões artísticas como a pintura, a escultura, a literatura, o teatro, o cinema, o teatro, o cinema, a televisão.
Há poucos dias, precisamente em 15 de maio, em Oberammergau, Alemanha, deu-se início a um singular espetáculo de título "A representação do sofrimento, morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo". Trata-se de um espetáculo que remete à Idade Média, e que, desde 1634, é regularmente encenado a cada dez anos. É interpretado pelos próprios habitantes da região, e portando não conta com grandes celebridades para atrair o público, nem tampouco com sofisticações cenográficas ou efeitos especiais. É simplesmente a história da Paixão de Jesus representada ao vivo, tal qual é narrada nos Evangelhos. O espectador é transportado "visualmente" através do tempo, como se estivesse presente naqueles eventos ocorridos em Jerusalém há dois mil anos atrás. Há 376 anos, este espetáculo atrai um vasto público. Para este ano estão programadas, até 3 de outubro, 102 representações, que se calcula serão assistidas por meio milhão de pessoas.
Oberammergau é uma pequena cidade de cerca de 5 mil habitantes, situada na Baviera meridional, há poucos quilômetros de Garmisch-Partenkirchen, quase na fronteira com a Áustria. É uma localidade montanhosa, a 800 metros de altitude, que tem no turismo sua principal fonte de renda. Mas sua fama está ligada sobretudo à tradição da Passionsspiele, notícia em todos os jornais do mundo, e que a cada edição atrai um enorme público - verdadeira dádiva para os albergues, hotéis, restaurantes, o comércio e toda a população da região.
A origem da Passionsspiele perde-se no tempo. Era provavelmente uma cerimônia para-religiosa da paróquia de Oberammergau que, em 1633, sofreu drásticas alterações. Naqueles anos, a Alemanha havia sido devastada pela célebre "Guerra dos Trinta Anos", uma guerra de religião, que opôs católicos e protestantes, e que ao longo do período de 1618 a 1648 (trinta anos), se alastrou por vários países europeus; foi extremamente violenta, especialmente na Alemanha.
Em 1633, à devastação provocada pela Guerra dos Trinta Anos na Alemanha veio somar-se a da peste. A epidemia atingiu todos os Estados europeus, e deixou na Baviera efeitos especialmente nefastos. Os habitantes do pequeno povoado de Oberammergau foram brutalmente dizimados. Enquanto a peste avançava em fúria, fizeram uma promessa: caso Deus afastasse daquela cidadela o flagelo da peste, seus moradores, em sinal de gratidão, representariam de modo solene, ao longo dos séculos, a "Paixão e morte de Jesus". Assim, a cerimônia que até então era apenas uma pequena tradição do período da Semana Santa em sua paróquia, tornou-se um evento para proclamar diante do mundo sua gratidão para com Deus.
No século XX, as encenações da Passionsspiele dos anos de 1920 e 1940 não foram realizadas devido às dificuldades relacionadas às guerras mundiais. A história nos lembra que na representação de 1930 estavam presentes Adolf Hitler acompanhado de Geli Raubal e Goebbels - o futuro ministro da propaganda nazista; na de 1950, os hóspedes de honra de Oberammergau foram Konrad Adenauer, chanceler da Alemanha Ocidental, e Dwight D. Eisenhower, futuro presidente dos EUA.
O texto da Passionspiele de Oberammergau remonta ao início do século XVI, e foi enriquecido por diversas adaptações ao longo dos anos. A representação se inicia com a entrada em cena de Jesus em Jerusalém e se conclui com o triunfo da Ressurreição. As cenas se desenvolvem a partir de diversos quadros apresentados nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos, entre os quais se alternam episódios do Antigo Testamento. Os momentos mais emocionantes são, naturalmente, aqueles que representam os últimos dias da vida de Jesus - sua prisão no monte das oliveiras, a flagelação, o processo e a crucificação. O espetáculo, que é apresentado às terças, quintas, sextas, sábados e domingos, dura cinco horas, divididas em dois atos.
A ação é acompanhada também por música - composta no século XIX por Dedler. Segundo uma regra que é seguida à risca, todos os participantes devem ser nascidos em Oberammergau, ou devem residir na localidade há ao menos 20 anos. Neste ano, cerca de 2.500 pessoas estão envolvidas com o espetáculo, dos quais cerca de 1.800 são adultos e mais de 630 crianças.
Estando a população de Oberammergau em torno dos 5 mil habitantes, metade destes atua neste grande espetáculo. E por um ano, todos deixam os cabelos crescerem, os homens também suas barbas, para estarem fisicamente o mais próximo possível dos personagens que interpretam.
Fonte: Zenit.
Há poucos dias, precisamente em 15 de maio, em Oberammergau, Alemanha, deu-se início a um singular espetáculo de título "A representação do sofrimento, morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo". Trata-se de um espetáculo que remete à Idade Média, e que, desde 1634, é regularmente encenado a cada dez anos. É interpretado pelos próprios habitantes da região, e portando não conta com grandes celebridades para atrair o público, nem tampouco com sofisticações cenográficas ou efeitos especiais. É simplesmente a história da Paixão de Jesus representada ao vivo, tal qual é narrada nos Evangelhos. O espectador é transportado "visualmente" através do tempo, como se estivesse presente naqueles eventos ocorridos em Jerusalém há dois mil anos atrás. Há 376 anos, este espetáculo atrai um vasto público. Para este ano estão programadas, até 3 de outubro, 102 representações, que se calcula serão assistidas por meio milhão de pessoas.
Oberammergau é uma pequena cidade de cerca de 5 mil habitantes, situada na Baviera meridional, há poucos quilômetros de Garmisch-Partenkirchen, quase na fronteira com a Áustria. É uma localidade montanhosa, a 800 metros de altitude, que tem no turismo sua principal fonte de renda. Mas sua fama está ligada sobretudo à tradição da Passionsspiele, notícia em todos os jornais do mundo, e que a cada edição atrai um enorme público - verdadeira dádiva para os albergues, hotéis, restaurantes, o comércio e toda a população da região.
A origem da Passionsspiele perde-se no tempo. Era provavelmente uma cerimônia para-religiosa da paróquia de Oberammergau que, em 1633, sofreu drásticas alterações. Naqueles anos, a Alemanha havia sido devastada pela célebre "Guerra dos Trinta Anos", uma guerra de religião, que opôs católicos e protestantes, e que ao longo do período de 1618 a 1648 (trinta anos), se alastrou por vários países europeus; foi extremamente violenta, especialmente na Alemanha.
Em 1633, à devastação provocada pela Guerra dos Trinta Anos na Alemanha veio somar-se a da peste. A epidemia atingiu todos os Estados europeus, e deixou na Baviera efeitos especialmente nefastos. Os habitantes do pequeno povoado de Oberammergau foram brutalmente dizimados. Enquanto a peste avançava em fúria, fizeram uma promessa: caso Deus afastasse daquela cidadela o flagelo da peste, seus moradores, em sinal de gratidão, representariam de modo solene, ao longo dos séculos, a "Paixão e morte de Jesus". Assim, a cerimônia que até então era apenas uma pequena tradição do período da Semana Santa em sua paróquia, tornou-se um evento para proclamar diante do mundo sua gratidão para com Deus.
No século XX, as encenações da Passionsspiele dos anos de 1920 e 1940 não foram realizadas devido às dificuldades relacionadas às guerras mundiais. A história nos lembra que na representação de 1930 estavam presentes Adolf Hitler acompanhado de Geli Raubal e Goebbels - o futuro ministro da propaganda nazista; na de 1950, os hóspedes de honra de Oberammergau foram Konrad Adenauer, chanceler da Alemanha Ocidental, e Dwight D. Eisenhower, futuro presidente dos EUA.
O texto da Passionspiele de Oberammergau remonta ao início do século XVI, e foi enriquecido por diversas adaptações ao longo dos anos. A representação se inicia com a entrada em cena de Jesus em Jerusalém e se conclui com o triunfo da Ressurreição. As cenas se desenvolvem a partir de diversos quadros apresentados nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos, entre os quais se alternam episódios do Antigo Testamento. Os momentos mais emocionantes são, naturalmente, aqueles que representam os últimos dias da vida de Jesus - sua prisão no monte das oliveiras, a flagelação, o processo e a crucificação. O espetáculo, que é apresentado às terças, quintas, sextas, sábados e domingos, dura cinco horas, divididas em dois atos.
A ação é acompanhada também por música - composta no século XIX por Dedler. Segundo uma regra que é seguida à risca, todos os participantes devem ser nascidos em Oberammergau, ou devem residir na localidade há ao menos 20 anos. Neste ano, cerca de 2.500 pessoas estão envolvidas com o espetáculo, dos quais cerca de 1.800 são adultos e mais de 630 crianças.
Estando a população de Oberammergau em torno dos 5 mil habitantes, metade destes atua neste grande espetáculo. E por um ano, todos deixam os cabelos crescerem, os homens também suas barbas, para estarem fisicamente o mais próximo possível dos personagens que interpretam.
Fonte: Zenit.
Papa reconhece“momentos felizes” vividos em Portugal
Bento XVI agradeceu ao presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, "os momentos felizes" vividos durante a sua visita a Portugal, entre 11 e 14 de Maio.
"Queira Deus, na sua grande generosidade recompensar o Senhor Arcebispo com todos os colaboradores e benfeitores que se lhes associaram para permitir a digna realização dos sucessivos encontros", escreveu o Papa em mensagem com data de 19 de Maio.
Depois de realçar o "caloroso acolhimento" e "grande testemunho de fé" com que foi recebido, Bento XVI pede a D. Jorge Ortiga que seja "intérprete" do "vivo apreço e gratidão" aos bispos de Portugal "pelo zelo e empenho postos na preparação e realização" da visita.
O reconhecimento é particularmente dirigido a D. Carlos Azevedo, na qualidade de coordenador da estadia e responsável pela Pastoral Social, e aos presidentes das Comissões Episcopais da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Manuel Clemente, e das Vocações e Ministérios, D. António Francisco dos Santos, sectores que organizaram encontros restritos com Bento XVI.
O Papa afirma ter sentido "uma grande alegria" ao saudar "um a um" os pastores das dioceses portuguesas, sentimento que se repetiu ao "abraçar com os olhos a imensa e vibrante multidão de fiéis" na missa celebrada a 13 de Maio, em Fátima.
Depois de pedir a "Nossa Senhora" para guiar e proteger "os passos de todo o povo português por sendas de fé viva, esperança segura e caridade solidária", Bento XVI diz confiar a Deus as dioceses "comprometidas num renovado anúncio do Evangelho".
(Com Agência Ecclesia)
"Queira Deus, na sua grande generosidade recompensar o Senhor Arcebispo com todos os colaboradores e benfeitores que se lhes associaram para permitir a digna realização dos sucessivos encontros", escreveu o Papa em mensagem com data de 19 de Maio.
Depois de realçar o "caloroso acolhimento" e "grande testemunho de fé" com que foi recebido, Bento XVI pede a D. Jorge Ortiga que seja "intérprete" do "vivo apreço e gratidão" aos bispos de Portugal "pelo zelo e empenho postos na preparação e realização" da visita.
O reconhecimento é particularmente dirigido a D. Carlos Azevedo, na qualidade de coordenador da estadia e responsável pela Pastoral Social, e aos presidentes das Comissões Episcopais da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Manuel Clemente, e das Vocações e Ministérios, D. António Francisco dos Santos, sectores que organizaram encontros restritos com Bento XVI.
O Papa afirma ter sentido "uma grande alegria" ao saudar "um a um" os pastores das dioceses portuguesas, sentimento que se repetiu ao "abraçar com os olhos a imensa e vibrante multidão de fiéis" na missa celebrada a 13 de Maio, em Fátima.
Depois de pedir a "Nossa Senhora" para guiar e proteger "os passos de todo o povo português por sendas de fé viva, esperança segura e caridade solidária", Bento XVI diz confiar a Deus as dioceses "comprometidas num renovado anúncio do Evangelho".
(Com Agência Ecclesia)
Bento XVI agradece D. Manuel Clemente pelo “carinho” com que foi recebido no Porto
O Papa agradeceu ao bispo do Porto o "carinho" com que foi recebido na cidade e, "de modo particular, pelo grande e frutuoso empenho na convocação e dinamização" da missa celebrada a 14 de Maio.
"Guardo indeléveis, na memória e no coração, as imagens daquela assembleia litúrgica apinhada na Avenida dos Aliados e ruas convergentes, vibrante de fé e serenamente devota, dando provas de ser um povo que ama a Deus e se sente amado por Deus", escreveu Bento XVI.
Na mensagem, com data de 19 de Maio, o Papa faz votos para que a diocese possa "frutificar na paz e alegria", prosseguindo "no rasto de Nossa Senhora de Vandoma e de tantos Santos a quem foi dado reacender a esperança no coração e na vida diária dos homens e mulheres".
"Imploro do Espírito Santo renovada efusão dos seus dons sobre o ministério de D. Manuel, seus Bispos Auxiliares e clero para levarem o seu povo a repousar e saciar-se em Deus", assinala o Papa.
A carta termina com a referência à "Bênção Apostólica" concedida por Bento XVI "a todos os filhos e filhas da diocese do Porto, com menção especial dos idosos e doentes, dos jovens e crianças".
(Com Agência Ecclesia)
"Guardo indeléveis, na memória e no coração, as imagens daquela assembleia litúrgica apinhada na Avenida dos Aliados e ruas convergentes, vibrante de fé e serenamente devota, dando provas de ser um povo que ama a Deus e se sente amado por Deus", escreveu Bento XVI.
Na mensagem, com data de 19 de Maio, o Papa faz votos para que a diocese possa "frutificar na paz e alegria", prosseguindo "no rasto de Nossa Senhora de Vandoma e de tantos Santos a quem foi dado reacender a esperança no coração e na vida diária dos homens e mulheres".
"Imploro do Espírito Santo renovada efusão dos seus dons sobre o ministério de D. Manuel, seus Bispos Auxiliares e clero para levarem o seu povo a repousar e saciar-se em Deus", assinala o Papa.
A carta termina com a referência à "Bênção Apostólica" concedida por Bento XVI "a todos os filhos e filhas da diocese do Porto, com menção especial dos idosos e doentes, dos jovens e crianças".
(Com Agência Ecclesia)
terça-feira, 25 de maio de 2010
“Globalização solidária”, pedem responsáveis da Cáritas da América Latina
Respondendo à convocação do Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), reuniram-se em Lima, no Peru, entre os dias 10 e 12 de maio, 40 representantes da Pastoral Social Cáritas, provenientes de 19 países da América Latina e do Caribe. Seu objetivo era enfrentar o desafio de conceber novas maneiras de entender e fazer a ciência econômica, "partindo do princípio da justiça e da equidade, para que o bem comum possa ser uma realidade entre os nossos povos".
Em suas conclusões, os representantes reconhecem que a sociedade em que vivemos está em "constante mudança", e que "surgem novos paradigmas que questionam os sistemas vigentes, exigindo respostas adequadas às profundas mudanças que experimentamos".
Diante deste cenário, constatam que "as recentes crises energética, financeira, econômica, humanitária, climática e alimentar estão afetando gravemente a qualidade de vida de populações inteiras, submergindo milhões de pessoas na pobreza", o que torna "ainda mais evidente a crise dos valores subjacentes às sociedades".
Segundo os representantes, o processo de globalização econômica "não conduziu aos resultados esperados".
Diante desta realidade, citam o Documento de Aparecida, segundo o qual "são necessárias novas alternativas" para a "promoção de uma globalização diferente, marcada pela solidariedade, pela justiça e pelo respeito aos direitos humanos" (DA 64).
Para a América Latina e o Caribe, faz-se necessária a criação de "estruturas que consolidem uma ordem social, econômica e política em que não haja iniquidade e na qual haja oportunidades para todos" (DA 384).
Uma das ações que deve ser levadas a cabo, afirmam, consiste em "reverter, em primeira instância, os efeitos do atual modelo econômico em vigência em nossos países, e, em segunda instância, a mudança do próprio modelo".
Nestas dinâmicas, identificam importantes oportunidades: "a tomada de consciência dos povos de serem agentes de mudança, o incremento das relações econômicas solidárias a partir das comunidades e para as comunidades, o trabalho em redes sociais e econômicas alternativas, o surgimento de novas lideranças sociais, experiências de diálogo e consenso para superar conflitos, a presença de ‘minorias proféticas' que vêm impulsionando formas de economia solidária, comércio justo e finanças populares".
"O enfoque de promoção do desenvolvimento humano integral ‘partindo do local' ajuda a diminuir as vulnerabilidades em face à integração ao mercado, o acesso ao crédito e à capacitação técnica e em gestão, enquanto favorece também o surgimento de organizações autogestionadas e cooperativas, criando modelos sociais baseados nas identidades locais", afirmam os responsáveis da Cáritas.
Consideram ainda "um imperativo ético dar suporte aos princípios da doutrina social da Igreja da supremacia do trabalho sobre o capital, da destinação universal dos bens e da subsidiariedade, para impulsionar a construção de uma economia justa e solidária na região".
Finalmente, os representantes assinalam a "premente necessidade de renovar e fortalecer a espiritualidade cristã daqueles que atuam a serviço dos pobres, para que esteja fundamentada no ouvir atento e na meditação profunda da Palavra de Deus, fonte primeira de energia, sabedoria e amor, e, assim, poder discernir os sinais dos tempos e criar novos imaginários que possibilitem viver a civilização do amor, sinal evidente do Reino de Deus entre nós".
Fonte: Zenit.
Em suas conclusões, os representantes reconhecem que a sociedade em que vivemos está em "constante mudança", e que "surgem novos paradigmas que questionam os sistemas vigentes, exigindo respostas adequadas às profundas mudanças que experimentamos".
Diante deste cenário, constatam que "as recentes crises energética, financeira, econômica, humanitária, climática e alimentar estão afetando gravemente a qualidade de vida de populações inteiras, submergindo milhões de pessoas na pobreza", o que torna "ainda mais evidente a crise dos valores subjacentes às sociedades".
Segundo os representantes, o processo de globalização econômica "não conduziu aos resultados esperados".
Diante desta realidade, citam o Documento de Aparecida, segundo o qual "são necessárias novas alternativas" para a "promoção de uma globalização diferente, marcada pela solidariedade, pela justiça e pelo respeito aos direitos humanos" (DA 64).
Para a América Latina e o Caribe, faz-se necessária a criação de "estruturas que consolidem uma ordem social, econômica e política em que não haja iniquidade e na qual haja oportunidades para todos" (DA 384).
Uma das ações que deve ser levadas a cabo, afirmam, consiste em "reverter, em primeira instância, os efeitos do atual modelo econômico em vigência em nossos países, e, em segunda instância, a mudança do próprio modelo".
Nestas dinâmicas, identificam importantes oportunidades: "a tomada de consciência dos povos de serem agentes de mudança, o incremento das relações econômicas solidárias a partir das comunidades e para as comunidades, o trabalho em redes sociais e econômicas alternativas, o surgimento de novas lideranças sociais, experiências de diálogo e consenso para superar conflitos, a presença de ‘minorias proféticas' que vêm impulsionando formas de economia solidária, comércio justo e finanças populares".
"O enfoque de promoção do desenvolvimento humano integral ‘partindo do local' ajuda a diminuir as vulnerabilidades em face à integração ao mercado, o acesso ao crédito e à capacitação técnica e em gestão, enquanto favorece também o surgimento de organizações autogestionadas e cooperativas, criando modelos sociais baseados nas identidades locais", afirmam os responsáveis da Cáritas.
Consideram ainda "um imperativo ético dar suporte aos princípios da doutrina social da Igreja da supremacia do trabalho sobre o capital, da destinação universal dos bens e da subsidiariedade, para impulsionar a construção de uma economia justa e solidária na região".
Finalmente, os representantes assinalam a "premente necessidade de renovar e fortalecer a espiritualidade cristã daqueles que atuam a serviço dos pobres, para que esteja fundamentada no ouvir atento e na meditação profunda da Palavra de Deus, fonte primeira de energia, sabedoria e amor, e, assim, poder discernir os sinais dos tempos e criar novos imaginários que possibilitem viver a civilização do amor, sinal evidente do Reino de Deus entre nós".
Fonte: Zenit.
Políticas migratórias repressivas estão fadadas ao fracasso
Segundo uma recente pesquisa elaborada pela Cáritas Europa, intitulada "Reflexão sobre as dinâmicas migratórias e o desenvolvimento", as políticas migratórias repressivas "estão fadadas ao fracasso, enquanto a principal razão para os fluxos migratórios for a falta de oportunidades de uma vida digna nos países nos quais se originam".
Uma série de casos recentes de imigrantes desesperados arriscando as próprias vidas para chegar à Europa elevou o tema da imigração e desenvolvimento para o primeiro plano da agenda europeia, assegura a Cáritas Europa em seu site.
Ainda que o discurso oficial da União Europeia destaque o "papel positivo" da imigração para o desenvolvimento, os governos dos diversos Estados membros da UE "se distinguem por dar prioridade política à defesa das fronteiras exteriores da Europa, o que revela um enfoque cada vez mais restritivo frente à imigração", alega a Cáritas Europa.
Esta tendência "tem sido fortalecida pela atual crise econômica que destruiu milhões de postos de trabalho na Europa", bem como pelas "recentes tensões registradas no que se refere à imigração em alguns países, como é o caso da Itália".
Para a organização, não há dúvida de que "tais políticas repressivas estão fadadas ao fracasso enquanto a principal razão para os fluxos migratórios for a falta de oportunidades de uma vida digna nos países nos quais se originam".
Assim, enfatiza a importância de se "promover uma política mais ambiciosa que inclua medidas destinadas a melhorar as condições de vida nos países em desenvolvimento".
Concebido originalmente para servir de instrumento de trabalho para as organizações ligadas à rede Cáritas e outras entidades da sociedade civil, o estudo "pretende ser um documento vivo que continuará sendo enriquecido na medida em que as relações entre os temas imigração e desenvolvimento evoluírem com o tempo".
Ao mesmo tempo, "pretende apresentar aos responsáveis pelas políticas e à opinião pública em geral uma série de recomendações que a Cáritas Europa acredita que serviriam para melhorar as atuais políticas nestes âmbitos".
Inspirada nos princípios da doutrina social da Igreja, a Cáritas "se opõe a qualquer política que seja incapaz de ver as pessoas - neste caso, os imigrantes - como seres humanos com vidas, sonhos e direitos, e que se limitem a considerá-los, no melhor dos casos, como ‘força de trabalho', e nos casos mais infelizes, como uma ‘ameaça à segurança'".
No documento, a entidade reafirma quatro princípios fundamentais: "O direito de viver em um território, que inclui o direito a nele permanecer ou dele sair, quando necessário"; "o direito de residir com sua própria família e o direito à reagrupação familiar"; "o direito de contribuir para o desenvolvimento tanto do país de origem como o de destino"; "o direito de ser integrado ao país de acolhida".
Fonte: Zenit.
Uma série de casos recentes de imigrantes desesperados arriscando as próprias vidas para chegar à Europa elevou o tema da imigração e desenvolvimento para o primeiro plano da agenda europeia, assegura a Cáritas Europa em seu site.
Ainda que o discurso oficial da União Europeia destaque o "papel positivo" da imigração para o desenvolvimento, os governos dos diversos Estados membros da UE "se distinguem por dar prioridade política à defesa das fronteiras exteriores da Europa, o que revela um enfoque cada vez mais restritivo frente à imigração", alega a Cáritas Europa.
Esta tendência "tem sido fortalecida pela atual crise econômica que destruiu milhões de postos de trabalho na Europa", bem como pelas "recentes tensões registradas no que se refere à imigração em alguns países, como é o caso da Itália".
Para a organização, não há dúvida de que "tais políticas repressivas estão fadadas ao fracasso enquanto a principal razão para os fluxos migratórios for a falta de oportunidades de uma vida digna nos países nos quais se originam".
Assim, enfatiza a importância de se "promover uma política mais ambiciosa que inclua medidas destinadas a melhorar as condições de vida nos países em desenvolvimento".
Concebido originalmente para servir de instrumento de trabalho para as organizações ligadas à rede Cáritas e outras entidades da sociedade civil, o estudo "pretende ser um documento vivo que continuará sendo enriquecido na medida em que as relações entre os temas imigração e desenvolvimento evoluírem com o tempo".
Ao mesmo tempo, "pretende apresentar aos responsáveis pelas políticas e à opinião pública em geral uma série de recomendações que a Cáritas Europa acredita que serviriam para melhorar as atuais políticas nestes âmbitos".
Inspirada nos princípios da doutrina social da Igreja, a Cáritas "se opõe a qualquer política que seja incapaz de ver as pessoas - neste caso, os imigrantes - como seres humanos com vidas, sonhos e direitos, e que se limitem a considerá-los, no melhor dos casos, como ‘força de trabalho', e nos casos mais infelizes, como uma ‘ameaça à segurança'".
No documento, a entidade reafirma quatro princípios fundamentais: "O direito de viver em um território, que inclui o direito a nele permanecer ou dele sair, quando necessário"; "o direito de residir com sua própria família e o direito à reagrupação familiar"; "o direito de contribuir para o desenvolvimento tanto do país de origem como o de destino"; "o direito de ser integrado ao país de acolhida".
Fonte: Zenit.
Religião e cultura motivam diálogo entre povos, diz Papa
O Papa destacou, na quinta-feira passada, o potencial da religião e da cultura para motivar o diálogo e a cooperação entre os povos.
Ele o fez em seu discurso para o novo embaixador da Mongólia perante a Santa Sé, Luvsantersen Orgil, ao recebê-lo no Vaticano por ocasião da apresentação de suas cartas credenciais.
"A religião e a cultura como expressões inter-relacionadas das aspirações mais profundas de nossa humanidade comum, naturalmente servem como incentivos para o diálogo e a cooperação entre populações no serviço à paz e ao desenvolvimento genuíno", declarou.
Para Bento XVI, "o autêntico desenvolvimento humano, com efeito, deve levar em conta toda a dimensão da pessoa e, assim, aspirar a esses bens mais altos que respeitam a natureza espiritual do homem e seu destino último".
Neste sentido, o Papa expressou ao representante da Mongólia seu apreço pelo apoio constante do governo para garantir a liberdade religiosa.
"O estabelecimento de uma comissão encarregada da aplicação justa da lei, da proteção dos direitos de consciência e do livre exercício da religião se ergue como um reconhecimento da importância dos grupos religiosos na estrutura social e do potencial para promover um futuro de harmonia e prosperidade", afirmou.
Também realçou "o desejo dos cidadãos católicos da Mongólia para contribuir para o bem comum participando plenamente na vida da nação".
E acrescentou que a Igreja, "em fidelidade à mensagem libertadora do Evangelho, busca também contribuir para o progresso de toda a comunidade".
O Papa sublinhou os esforços dos católicos para cooperar na superação dos problemas sociais e mostrar sua preocupação caridosa pelos necessitados.
Também apontou o interesse da Igreja em "desempenhar sua função no trabalho de formação intelectual e humana, sobretudo educando os jovens nos valores do respeito, solidariedade e preocupação pelos menos favorecidos".
A Mongólia está celebrando o 20º aniversário de seu passo à democracia e, neste sentido, o Papa expressou sua confiança "em que os grandes progressos realizados nestes anos continuem dando frutos na consolidação de uma ordem social que promova o bem comum de seus cidadãos, ao tempo em que promove suas legítimas aspirações com relação ao futuro".
Bento XVI expressou sua solidariedade aos afetados pelo duro inverno e pelas chuvas torrenciais e inundações do ano passado.
Coincidiu com o embaixador mostrando que "as questões ambientais, particularmente as relacionadas à mudança climática, são questões globais e precisam ser abordadas no âmbito global".
Também realçou que "o estabelecimento de relações diplomáticas entre a Mongólia e a Santa Sé, que ocorreram após as grandes mudanças sociais e políticas há quase duas décadas, são um sinal do compromisso de sua nação com um enriquecedor intercâmbio na mais ampla comunidade internacional".
Fonte: Zenit.
Ele o fez em seu discurso para o novo embaixador da Mongólia perante a Santa Sé, Luvsantersen Orgil, ao recebê-lo no Vaticano por ocasião da apresentação de suas cartas credenciais.
"A religião e a cultura como expressões inter-relacionadas das aspirações mais profundas de nossa humanidade comum, naturalmente servem como incentivos para o diálogo e a cooperação entre populações no serviço à paz e ao desenvolvimento genuíno", declarou.
Para Bento XVI, "o autêntico desenvolvimento humano, com efeito, deve levar em conta toda a dimensão da pessoa e, assim, aspirar a esses bens mais altos que respeitam a natureza espiritual do homem e seu destino último".
Neste sentido, o Papa expressou ao representante da Mongólia seu apreço pelo apoio constante do governo para garantir a liberdade religiosa.
"O estabelecimento de uma comissão encarregada da aplicação justa da lei, da proteção dos direitos de consciência e do livre exercício da religião se ergue como um reconhecimento da importância dos grupos religiosos na estrutura social e do potencial para promover um futuro de harmonia e prosperidade", afirmou.
Também realçou "o desejo dos cidadãos católicos da Mongólia para contribuir para o bem comum participando plenamente na vida da nação".
E acrescentou que a Igreja, "em fidelidade à mensagem libertadora do Evangelho, busca também contribuir para o progresso de toda a comunidade".
O Papa sublinhou os esforços dos católicos para cooperar na superação dos problemas sociais e mostrar sua preocupação caridosa pelos necessitados.
Também apontou o interesse da Igreja em "desempenhar sua função no trabalho de formação intelectual e humana, sobretudo educando os jovens nos valores do respeito, solidariedade e preocupação pelos menos favorecidos".
A Mongólia está celebrando o 20º aniversário de seu passo à democracia e, neste sentido, o Papa expressou sua confiança "em que os grandes progressos realizados nestes anos continuem dando frutos na consolidação de uma ordem social que promova o bem comum de seus cidadãos, ao tempo em que promove suas legítimas aspirações com relação ao futuro".
Bento XVI expressou sua solidariedade aos afetados pelo duro inverno e pelas chuvas torrenciais e inundações do ano passado.
Coincidiu com o embaixador mostrando que "as questões ambientais, particularmente as relacionadas à mudança climática, são questões globais e precisam ser abordadas no âmbito global".
Também realçou que "o estabelecimento de relações diplomáticas entre a Mongólia e a Santa Sé, que ocorreram após as grandes mudanças sociais e políticas há quase duas décadas, são um sinal do compromisso de sua nação com um enriquecedor intercâmbio na mais ampla comunidade internacional".
Fonte: Zenit.
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