quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ajuda à Igreja que Sofre se torna fundação pontifícia

A organização de caridade Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) foi promovida por Bento XVI a fundação pontifícia. A sede oficial da fundação está no Vaticano. A ata canônica foi promulgada mediante um quirógrafo, documento oficial em latim assinado pessoalmente pelo papa.

Bento XVI indicou o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Mauro Piacenza, como presidente da fundação. Por sua vez, Piacenza nomeou o barão Johannes Heereman von Zuydtwyck como presidente executivo, com efeito imediato, a partir de 1º de dezembro de 2011. A sede executiva da AIS permanece em Königstein, na Alemanha. Durante os últimos trinta anos, o barão Heereman foi o secretário geral e último presidente executivo dos Cavaleiros de Malta na Alemanha. Paralelamente, o Pe. Martin Barta foi nomeado assistente eclesiástico da AIS. Barta é membro da associação clerical Work of Jesus High Priest.

O impulso inicial para a fundação da AIS foi de Pio XII. Logo depois da II Guerra Mundial, inspirado no pedido do papa de ajudar os catorze milhões de refugiados na Alemanha, o Pe. Werenfried van Straaten propôs a reconciliação através das obras de caridade. Entre as muitas doações obtidas e distribuídas estava o toicinho, especialmente apreciado naquela época de escassez; mais tarde, ele recebeu o apelido carinhoso de Padre Toicinho.

A AIS é hoje uma comunidade mundial de mais de 600.000 amigos e benfeitores que apoiam cerca de cinco mil projetos de ajuda por ano, em mais de 140 países. Em 2010, o total de doações chegou a 85 milhões de euros. Os donativos da AIS são geridos por 17 sedes nacionais na Europa, América do Norte e do Sul e Austrália.

No documento assinado pelo papa, destacam-se os serviços prestados durante décadas pela AIS à Igreja. Agora, como fundação pontifícia, ela continuará com o mesmo espírito de caridade ativa para ajudar nos lugares em que a Igreja enfrenta dificuldades e perseguição. Como pastoral da caridade, agindo em nome da Igreja, a AIS tem o compromisso de reforçar e aprofundar a fé católica e a vida moral.

Fonte: Zenit.

È positiva a contribuição da Igreja na sociedade chilena

Entre a Santa Sé e o Chile as relações diplomáticas são "excelentes". Isto é o que podemos ler de um comunicado divulgado esta manhã, após uma visita a Santiago de monsenhor Dominique Mamberti, Secretário para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado.

Na capital chilena, monsenhor Mamberti teve um primeiro encontro com o Ministro das Relações Exteriores, Moreno Charme. Em seguida, o bispo foi recebido no Palácio da Moeda, pelo presidente Sebastián Piñera.

A declaração expressa "satisfação pelas excelentes relações bilaterais entre o Chile e a Santa Sé e pela positiva contribuição que as instituições católicas trazem para a sociedade chilena, especialmente na educação, na promoção social e na integração dos povos indígenas."

Foi também um feedback positivo sobre as questões tratadas na reunião de março último entre o Papa Bento XVI e o presidente Piñera, durante a visita deste ao Vaticano.

Entre os temas em questão incluem "a defesa da vida em todas as suas fases e a defesa da família, o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais, incluindo a liberdade de religião e de educação; a adesão aos princípios do direito internacional, a proteção ambiental, a contribuição para o desenvolvimento integral e para a paz social; sobre estas questões e sobre os valores fundamentais da convivência humana". Todas questões sobre as quais os dois estados têm encontrado uma "convergência" boa.

A visita de Dom Mamberti no Chile continua em Valparaiso, sede do Congresso Nacional, onde o representante da diplomacia Vaticana se reunirá com os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados. Mamberti também vai prestar homenagem a Santo Alberto Hurtado e Santa Teresita de los Andes, visitando seus respectivos santuários.

Fonte: Zenit.

O direito à vida e à liberdade

Publicamos a seguir o discurso de Miklós Soltész, ministro húngaro de Assuntos Sociais e da Família, pronunciado em Roma neste sábado, 10 de dezembro, na entrega do Prêmio Europeu Para a Vida Madre Teresa de Calcutá.

“Uma característica dos tempos decadentes sempre foi o medo da graça de um filho”. Esta é uma frase escrita por um bispo da Transilvânia, que ficou preso pelo regime comunista durante um longo tempo por causa de sua fé. Nos anos setenta, o bispo escreveu as suas reflexões sobre a família, o casamento e as responsabilidades dos pais. Ele alertava sobre os perigos do pensamento da sociedade liberalista e sua mensagem ainda é muito oportuna.

Nos últimos meses, nós, húngaros, temos experimentado ataques e críticas contra quem se posiciona a favor da família entendida como um valor.

Durante a nossa presidência de turno da União Europeia, procuramos chamar a atenção para a importância da família com uma série de eventos cujo título era A Europa para as famílias, as famílias para a Europa.

Algumas organizações tentaram nos convencer a desistir da família como tema e a esvaziar a mensagem do seu valor. Eles falharam.

Fazendo uso de fundos europeus em favor da igualdade de oportunidades, nós lançamos uma campanha para proteger os meninos e as meninas concebidos, indicando a adoção como alternativa ao aborto.

Mas isto não agradou aos órgãos competentes da União Europeia, que nos obrigaram a retirar os manifestos e cancelaram o financiamento que já estava concedido.

Tudo isso foi feito porque, de acordo com a autoridade competente, a proteção da vida em gestação não é compatível com o conceito europeu, e o direito das mães ao aborto vem antes de qualquer coisa. Mas eles não contavam com a providência, porque uma campanha de poucas dezenas de milhares de euros conseguiu fazer um eco mundial.

A este propósito, eu gostaria de agradecer ao Presidente do Movimento pela Vida, Carlo Casini, pela postura abertamente assumida no Parlamento Europeu, onde alguns tentaram usar esse caso para criticar a Hungria. No entanto, graças à nossa luta comum e a esta campanha, o número de interrupções voluntárias da gravidez se reduziu em dois mil casos.

Alguns políticos europeus também criticaram a nossa decisão de incluir na nova Constituição o primeiro verso do hino húngaro, que diz: "Deus abençoe os húngaros".

Fomos criticados por ter ressaltado que a Hungria protege a instituição do casamento natural como uma comunhão de vida entre um homem e uma mulher, fundamentada na sua decisão voluntária de dar vida a uma família. Isso também foi criticado porque inserimos na Constituição que a vida deve ser protegida desde o momento da concepção.

Em comparação com os principais países europeus, eu acredito que o papel do nosso país é particularmente importante na conservação e na proteção dos valores familiares. O futuro da Europa depende com certeza da cooperação econômica e financeira dos países-membros. Mas, se a União Europeia não redescobrir os seus próprios valores fundamentais, como são as suas raízes cristãs, o respeito pelas famílias e a importância da procriação, não será possível superar a crise.

Setenta anos atrás, um bispo escreveu: “Até a ciência, a essa altura, já concorda plenamente com o fato de que as mães sofrem mais pelos filhos não nascidos do que por aqueles que nasceram”. Por isso mesmo é importante o nosso apelo à Europa, que assim poderá sofrer menos por causa dos filhos que nunca nasceram.

Espero que os ideais em que Chiara Lubich acreditava possam dar forças para a Europa e para todos vocês.

Fonte: Zenit.

Governos dificultam entrada de migrantes

Em seu informe mais recente, Sãos e salvos - como os refugiados experimentam as fronteiras europeias?, o Serviço Jesuíta aos Refugiados (SJR) revela que os governos europeus dificultam ativamente a chegada de refugiados ao continente. Os escritórios do serviço confirmam que as práticas condenáveis não se limitam à Europa, mas estão se tornando rapidamente uma regra em toda a Ásia e África.

Em ocasião do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos (10 de dezembro), o Serviço Jesuíta aos Refugiados, em comunicado do dia 7, pede aos estados que respondam com urgência a todos os imigrantes e refugiados que se achem em perigo no mar e permitam que todos os capturados tenham acesso aos processos de tramitação que determinarão se eles precisam de proteção internacional. O texto também pede o fim da prática da expulsão de imigrantes para terceiros países em que os seus direitos humanos não são protegidos eficazmente.

“Sessenta anos depois da adoção formal da Convenção da ONU de 1951 para os Refugiados, muitos governos ainda inventam desculpas para justificar o fechamento das suas fronteiras aos solicitantes de asilo, em vez de encontrarem soluções duradouras para resolver a migração forçada. Este enfoque provoca um terrível sofrimento humano e ao mesmo tempo ignora a obrigação universal de proteger os direitos humanos de quem é forçado a emigrar”, disse o diretor internacional do SJR, Pe. Peter Balleis, S.J.

A experiência de um refugiado eritreu, publicada no relatório, é bastante familiar. O barco em que ele fugia foi interceptado por funcionários do estado grego, que confiscaram o motor e deixaram os ocupantes abandonados à deriva. Este refugiado achou ajuda num grupo de pescadores. No entanto, desde 1994, pelo menos quinze mil pessoas perderam a vida tentando encontrar segurança na Europa. São inumeráveis os que enfrentam outras graves violações dos direitos humanos, como demonstraram os recentes acontecimentos na Líbia.

Nem sequer os que conseguem chegar à Europa podem se considerar a salvo. A investigação aponta que a política da União Europeia de retornar os solicitantes de asilo ao primeiro estado-membro em que entraram apresenta grandes variações de qualidade, acesso e salvaguardas conforme cada país. Como consequência, muitos refugiados ficam vulneráveis a abusos e podem ser devolvidos, direta ou indiretamente, aos países de origem, o que viola a lei internacional para os refugiados e os direitos humanos.

Muitos estados do Pacífico asiático caem reiteradamente na ilegalidade ao negar aos imigrantes forçados o acesso aos seus territórios, expulsando os recém-chegados sem analisar suas solicitações de asilo.

As autoridades tailandesas interceptam a entrada dos solicitantes de asilo rohingyas, de Mianmar, ainda em alto mar. O Camboja, a Malásia e a Tailândia devolveram solicitantes de asilo uigures para a China antes de estudar seus pedidos de asilo, e a Austrália, recentemente, mandava de volta para a Malásia todos os que chegavam por mar. Embora esta política já tenha sido abandonada, de momento, a tendência continua sendo a de excluir os solicitantes de asilo.

Nos últimos anos, vários países africanos, que continuam recebendo quantidades de refugiados muito maiores do que os países desenvolvidos, tentam evitar que mais refugiados entrem em seus territórios.

O Quênia fechou em várias ocasiões suas fronteiras com a Somália, negando refúgio aos grupos que fogem dos conflitos naquele país e expondo os refugiados a prisões arbitrárias, agressões físicas e outras violações dos direitos humanos, incluída a deportação forçada.

Tanto a Angola quanto a África do Sul impedem de modo arbitrário que os refugiados que já cruzaram um país de trânsito, como a República Democrática do Congo, Moçambique ou o Zimbábue, entrem em seus territórios, alegando que eles podiam ter solicitado asilo naqueles países. Mas, segundo estudo recente da ONG Lawyers for Human Rights (Juristas pelos Direitos Humanos), a falta de mecanismos de proteção naqueles países deixa os refugiados à mercê da perseguição e da exploração.

“Nós fazemos um apelo aos países europeus e às nações industrializadas para ajudarem as nações em desenvolvimento que acolhem uma cifra desproporcional de migrantes forçados. Isto poderia se resolver, ao menos em parte, com o assentamento de mais refugiados nas nações ricas e com a destinação de mais recursos técnicos e financeiros para os países de acolhida mais pobres”, completou o Pe. Balleis.

O relatório foi apresentado em 8 de dezembro em Bruxelas, juntamente com o depoimento de três refugiados.

O Serviço Jesuíta aos Refugiados é uma organização católica internacional cuja missão é acompanhar, servir e defender a causa dos refugiados. Trabalha em mais de 50 países e emprega 1.200 trabalhadores entre leigos, jesuítas e outros religiosos que procuram responder às necessidades educativas, de saúde e sociais de mais de 500.000 refugiados e migrantes forçados, dos quais mais da metade são mulheres.

Os catorze escritórios do JRS na Europa oferecem serviços aos migrantes e às suas famílias, incluindo ajuda material com comida e alojamento, além de assessoria legal e apoio social. Os serviços são independentes de raça, etnia ou religião dos refugiados.

Para mais informação: www.jrs.net
Fonte: Zenit.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

"Verdadeiro patriarca da imprensa missionária"

O prêmio Natal UCSI 2011, cuja cerimônia de entrega acontece em Verona, Itália, celebra neste ano uma figura histórica do jornalismo naquele país. Na décima sétima edição do evento, Piero Gheddo, jornalista missionário de renome internacional, ganhou o prêmio especial “Jornalistas & Sociedade - a profissão do jornalista a serviço do homem”.

O Pe. Gheddo, 82, é uma verdadeira instituição no mundo missionário italiano: ele é diretor do departamento histórico do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras em Roma, ajudou a fundar a EMI (Editora Missionária italiana), a Mani Tese e a Asia News, viaja há quase 60 anos pelas missões de todos os continentes, tem mais de 90 títulos publicados e é editor há 35 anos de Mundo e Missão.

Durante a cerimônia de premiação, a ser realizada sábado, 17, na Sala Arazzi da Câmara de Verona, Pe. Gheddo será homenageado como “autêntico patriarca da imprensa missionária, que visitou os quatro cantos do mundo para relatar, com argúcia e autoridade, a solidariedade de tantos homens e mulheres de boa vontade, dedicados aos outros em nome de Deus ou mesmo da humanidade simples e comum”, explica o júri do Prêmio Natal UCSI 2011, presidido por Dom Bruno Cescon, diretor de comunicações sociais da Conferência Episcopal Trivêneta.

Dos setenta candidados de toda a Itália, cinco se destacaram nas categorias premiadas.
Roberta Bassan, do Giornale di Vicenza, ganhou o tradicional prêmio UCSI Fundação Católica à Imprensa, com o artigo "É assim que os vicentinos enchem a Tanzânia de energia". "Como enviada especial, a repórter retrata o compromisso unânime de uma comunidade para testemunhar os ‘ativos ocultos’ que a nossa sociedade sublinha", diz o júri.

Marco Clementi, do telejornal TG1, ganhou o prêmio UCSI Fundação Católica à Televisão, conquistando o júri com o documentário "Histórias de Guerra: a queda de Trípoli". "No evento trágico da guerra na Líbia, o repórter mostra as feridas abertas e as consequências do conflito através de uma narrativa rica em humanidade".

Chiara Bertoglio é a jovem vencedora da categoria Athesis, assim chamada em memória do advogado Luigi Righetti, ex-presidente das Edições Athesis, que é oferecida como prêmio para talentos de até 30 anos. "Com delicadeza, a jornalista conseguiu esboçar um retrato de Cristina, uma menina com síndrome de Down, pronta para responder à vocação de uma vida consagrada", em seu artigo "Eu nasci assim e sou feliz", publicado no semanário diocesano La Voce del Popolo, de Turim.

Paola Bergamini levou o prêmio especial O Gênio da Mulher, por "O Ouro de Nápoles", publicado na revista mensal Tracce. "No estilo reportagem, a jornalista consegue narrar a generosidade de uma experiência de proximidade de um grupo de freiras no bairro de Forcella, em Nápoles".

O júri também dedicou uma menção especial ao Prêmio UCSI à Imprensa para o jornalista Alberto Friso, com o trabalho "Voluntariado em terno e gravata", publicado na revista Il Messaggero di Santo Antonio. "No estilo pesquisa, o autor reconstitui uma paisagem social muitas vezes desconhecida: os heróis anônimos, profissionais liberais e outros, capazes de colocar as suas qualidades à disposição do bem comum".

O evento, organizado pela União da Imprensa Católica de Verona, é apoiado pela Fundação Católica de Seguros. Contribuíram o Escritório Regional de Comunicações Sociais da Conferência Episcopal do Trivêneto, a Banca Popolare di Verona, a Sociedade Editorial Athesis, a prefeitura de Verona e a Veronafiere.

Fonte: Zenit.

13.000 crianças salvas da interrupção da gravidez

Nunca terminamos de conhecer e de admirar as personagens e as muitas iniciativas que nascem da fé em Cristo e na Igreja. No sábado passado, 03 de dezembro, no "Círculo da Imprensa ", ponto de encontro dos jornalistas da rua Veneza 48 em Milão, conheci a Sra. Paola Marozzi Bonzi, fundadora e diretora do Centro de Assistência à Vida (CAV) da clínica Mangiagalli em Milão, que em 27 anos já salvou 13 mil crianças do aborto.

O encontro no Círculo da Imprensa celebrou o primeiro aniversário do jornal online "La bussola quotidiana ", cujo diretor Riccardo Cascioli lançou a guerra cultural contra o aborto que, após a intervenção oportuna de Massimo Introvigne e de Luigi Amicone (diretor do semanal Tempi), atingiu seu ápice com o testemunho comovente e convincente de Paula Bonzi, conselheira familiar e mãe de três filhas, fundadora e diretora do Centro de Assistência à Vida.

Conheci brevemente a senhora Paola que se apresentou depois que eu tinha, por uma hora, respondido às perguntas de Gerolamo Fazzini sobre o porquê da missão ad gentis hoje e sobre o que as jovens Igrejas no Sul do mundo ensinam à nossa Igreja italiana. Paola me disse: "O senhor, padre, falou dos missionários que dão à luz a Igreja, onde ela não existe ainda; eu falo de voluntários e voluntárias do CAV que convencem e ajudam mães, em dificuldades e muitas vezes tentadas a abortar, a gerarem o filho".

O entusiasmo desta mãe carismática pela missão de salvar as crianças e as suas respectivas mães me comoveu. Também esta é uma "missão" querida e abençoada por Deus. Depois eu li o seu livro "Oggi è nata una mamma – Storie e sfide del Centro di Aiuto alla Vita Mangiagalli", com prefácio de Giuliano Ferrara (São Paulo 2009). O CAV em Milão tem uma sólida fama e vive por causa da ajuda de muitos voluntários e voluntárias e benfeitores.

Nasceu em 1984 a fim de ajudar cada mulher a escolher a vida e cada criança a ser acolhida com alegria. Uma maternidade imprevista, a dificuldade econômica, a ausência ou o afastamento de amigos e parentes, a possível falta de um cônjuge, podem fazer que a ausência de um filho seja vivida com medo, ânsia, preocupação e um profundo senso de solidão. O objetivo da associação é de acompanhar as mulheres à nova condição de mãe, sustentar psicologicamente e materialmente até um ano de vida da criança, ajudando-os a superar as dificuldades contingentes e a estabelecer o relacionamento com seu próprio filho.

O plano de ajuda proposto, adaptado para atender as necessidades de cada mulher, pode envolver diferentes intervenções: o apoio psicológico, o aconselhamento do educador e da parteira para ajudar a mãe e o bebê a crescerem bem juntos, oferecendo tudo que o bebê necessita (fraldas, enxovais, equipamentos) e o que se precisa para assegurar o bem-estar da família ("bolsa despesa", um subsídio de 200 euros por mês pagos por 18 meses), o alojamento temporário.

O CAV funciona desde 1984 dentro da clínica Mangiagalli em Milão. Os resultados alcançados em 26 anos são: 15.204 mulheres encontradas, 13.120 bebês nascidos, 272 núcleos famíliares hospedados até conseguirem uma casa própria; 127 crianças matriculadas em creches geridas pela associação, abertas em 2004; 6,600,064.49 euros destinados em subsídios em dinheiro. Em 2010 as novas usuárias foram 1.688, as crianças nascidas e seguidas com o projeto de ajuda 995.

Paola Bonzi comoveu falando de modo apaixonado das "meninas que tiveram uma gravidez indesejada, os sentimentos de insegurança e de medo que sentem, as incertezas e incapacidades de levarem adiante uma vida, a necessidade de serem ouvidas e compreendidas." E acrescentava: "Nós pensamos imediatamente em julgar casos como estes, que as vezes terminam no aborto, porque a sociedade não as ajuda. Eu digo: não julguemos, porque todos somos responsáveis​​".

Tocou os corações de todos. Enquanto Paola fala eu penso: Olha quão grande é o mundo e quão diversificadas as missões da Igreja. Esta manhã falei das missões aos povos, que é a minha vida, agora venho conhecer a missão de ajudar as jovens mulheres a não abortarem, a deixarem nascer as crianças e também isto é Evangelho vivido!

A "nova evangelização" dos povos que são cristãos há muitos séculos será discutida em outubro de 2012 pelo Sínodo Episcopal da Igreja e terá necessidade de muitos leigos que tomem iniciativas para dar testemunho de Cristo em todas as esferas da sociedade italiana. Nenhum batizado pode mais ser um cristão passivo, todos devemos dedicar tempo, paixão, inteligência e dinheiro para dar uma mão, também com a oração, se queremos que a Itália possa voltar a ser um país cristão.

Fonte: Zenit.

O Papa celebra missa especial pela América Latina

O Santo Padre Bento XVI celebrou hoje, na Basílica de São Pedro, missa pela solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe e pelo bicentenário da independência dos países da América latina e do Caribe.

A missa especial pela América Latina reuniu um grande número de fiéis na Basílica de São Pedro nesta segunda feira. Concelebrando com o Santo Padre estava o cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis.

O Papa iniciou a celebração em espanhol com as seguintes palavras: “A terra deu o seu fruto” (Sal 66,7). E explicou a imagem do salmo - ”A terra é Santa Maria, que vem da nossa terra, de nossa linhagem, deste barro, desta lama, de Adão [...] A terra deu seu fruto: primeiro, produziu uma flor [...]; depois esta flor se transformou em fruto, para que pudéssemos comê-lo, para que comêssemos sua carne. Querem saber qual é este fruto? É O Virgem que procede da Virgem; o Senhor, da escrava; Deus, do homem; o Filho, da Mãe; o fruto, da terra”. (São Jerônimo, Breviarum in Psalm.66:PL 26, 1010-1011).

Ainda durante a homilia, em português, o Santo Padre acrescentou: “O Magnificat, que proclamamos no Evangelho, é «o cântico da Mãe de Deus e o da Igreja, cântico da Filha de Sião e do novo Povo de Deus, cântico de ação de graças pela plenitude de graças distribuídas na Economia da salvação, cântico dos "pobres", cuja esperança é satisfeita pela realização das promessas feitas a nossos pais» (Catecismo da Igreja Católica, 2619). Em um gesto de reconhecimento ao seu Senhor e de humildade da sua serva, a Virgem Maria eleva a Deus o louvor por tudo o que Ele fez em favor do seu povo Israel. Deus é Aquele que merece toda a honra e glória, o Poderoso que fez maravilhas por sua fiel servidora e que hoje continua mostrando o seu amor por todos os homens, particularmente aqueles que enfrentam duras provas.”

A segunda leitura, do livro do Apocalipse de São João, foi proclamada em português bem como a oração dos fiéis, pedindo intercessão pela Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.

“Deus de comunhão, que com a criação do homem e da mulher a vossa imagem e semelhança, coroastes e levastes a perfeição a obra das vossas mãos, vos pedimos por todas as famílias e pelos jovens, especialmente por aqueles que caminham rumo a próxima Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.”

Além do Cardeal Dom Damasceno, estavam presentes na celebração Dom João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica e Dom Orani João Tempesta.

Dom Orani é o arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro e estava acompanhado pela comissão do Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, que estará em Roma entre os dias 12 e 13 de dezembro para uma reunião com o Pontifício Conselho para os Leigos.


Fonte: Zenit.