"Pobreza e Desenvolvimento: uma perspectiva católica" foi o tema da conferência promovida pela seção norte-americana do Fundação Centesimus Annus - Pro Pontífice (CAPP-EUA) e pela Universidade de Fordham, realizada em 26 e 27 de setembro de 2014 em Nova York. Na ocasião, a Fundação, juntamente com especialistas internacionais, organizações, instituições e profissionais confrontaram os problemas da pobreza e questões sobre o desenvolvimento, em resposta aos apelos feitos por Sua Santidade, o Papa Francisco à comunidade internacional sobre a necessidade de cooperar na criação de um mundo melhor.
O evento contou com a presença do cardeal Pietro Parolin. O secretário de Estado discursou sobre algumas considerações de primordial importância para o magistério papal e a atividade internacional da Santa Sé. Em particular, abordou a questão da paz, da legitima defesa e da instituição jurídica internacional conhecida como "responsabilidade de proteger"; depois, apresentou suas reflexões sobre o desenvolvimento, com referência aos mais recentes ensinamentos do Santo Padre.
Por fim, o cardeal incentivou a Fundação Centesimus Annus - Pro Pontífice- a prosseguir com o estudo e a difusão mundial da Doutrina Social da Igreja para melhor enfrentar os desafios que a modernidade apresenta e contribuir para a consecução do bem comum em benefício da Igreja e da humanidade.
Fonte: Zenit.
domingo, 16 de novembro de 2014
sábado, 15 de novembro de 2014
Papa Francisco doa 200 mil euros para pagar as contas de insolventes
Depois dos chuveiros para os sem-teto, com a ideia do Esmoler Mons. Krajewski, serão colocados próximos da colunata de São Pedro a partir da próxima segunda-feira, 17 de novembro, o Papa Francisco continua a olhar para os necessitados e menos afortunados e decide financiar com 200 mil euros as despesas para pagar as contas de muitas famílias insolventes com risco de despejo. (Insolvente é aquele devedor que tem prestações a cumprir superiores aos rendimentos que recebe, ndr).
O valor será doado por meio da Esmolaria Apostólica, organismo que se encarrega da caridade do Papa com os pobres e os migrantes, como confirmou dom Corrado’, o prelado polonês Konrad Krajewski. Outros 50 mil euros foram doados pelo Santo Padre, no mês passado, ao Centro Astalli, a sede italiana do serviço dos Jesuítas para os Refugiados-JRS, há mais de trinta anos comprometido em várias atividades e serviços sociais. O dinheiro do Pontífice será utilizado para o pagamento de despesas para os documentos necessários aos requerentes de asilo, cerca de 150 €.
Ainda sobre o tema da grande atenção do Papa pelo mais vulneráveis e menos afortunados, Bergoglio vai viajar próxima quinta-feira para a sede da FAO, em Roma, para aumentar seu apelo pela luta contra a fome no mundo diante de centenas de líderes mundiais, reunidos para a segunda Conferência Internacional sobre Nutrição, em programa do 19 ao 21 novembro.
Fonte: Zenit.
O valor será doado por meio da Esmolaria Apostólica, organismo que se encarrega da caridade do Papa com os pobres e os migrantes, como confirmou dom Corrado’, o prelado polonês Konrad Krajewski. Outros 50 mil euros foram doados pelo Santo Padre, no mês passado, ao Centro Astalli, a sede italiana do serviço dos Jesuítas para os Refugiados-JRS, há mais de trinta anos comprometido em várias atividades e serviços sociais. O dinheiro do Pontífice será utilizado para o pagamento de despesas para os documentos necessários aos requerentes de asilo, cerca de 150 €.
Ainda sobre o tema da grande atenção do Papa pelo mais vulneráveis e menos afortunados, Bergoglio vai viajar próxima quinta-feira para a sede da FAO, em Roma, para aumentar seu apelo pela luta contra a fome no mundo diante de centenas de líderes mundiais, reunidos para a segunda Conferência Internacional sobre Nutrição, em programa do 19 ao 21 novembro.
Fonte: Zenit.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Os dons nos foram concedidos não para nossa vaidade, mas para servir e amar a Deus e ao próximo
Ao aproximar-se o final do Ano Litúrgico, a Igreja nos brinda com a conhecida Parábola dos Talentos (Cf. Mt 25, 14-30). Aquele que é a Sabedoria de Deus (Cf. 1 Cor 1, 24) nos oferece o caminho para assumir com dignidade a vida que nos foi dada de presente. A partir da parábola, "talento" veio a significar um dom, habilidade ou qualidade. Ao tempo da redação do Evangelho, talento era uma unidade monetária equivalente a cinquenta quilos de prata, correspondente a cerca de seis mil denários, e um denário era a diária de um trabalhador do campo. O servo da parábola que recebeu um talento tinha muito em mãos e podia fazer tanto com o que lhe fora dado.
As parábolas são propostas pelo Senhor para provocar positivamente, suscitando uma resposta de vida. Do dinheiro passamos à nossa história. Os servos somos nós; os talentos são as condições oferecidas por Deus a cada um; o tempo de viagem do proprietário é a vida; a volta inesperada é a morte, nossa páscoa pessoal; a prestação de contas é o juízo e a entrada na festa, o banquete da alegria, oferecido pelo Senhor, o Paraíso. No final de tudo, quando a obra de nossa vida estiver concluída, no tempo certo conhecido pelo Senhor da História, haveremos de entregar os dons que nos foram concedidos não para nossa vaidade, mas para servir e amar a Deus e ao próximo.
Como Deus não impõe, mas propõe, à sua proposta cabe uma resposta. Temos consciência de não sermos proprietários da própria vida, mas administradores dos dons de Deus. Nenhuma pessoa inventou sua vida, nem a planejou por conta própria. Na maravilhosa criação de Deus, todas as pessoas sejam consideradas como obras primas, a serem aperfeiçoadas no correr dos anos, contando com a inspiração do Espírito Santo, que não abandona qualquer um dos filhos e filhas de Deus. É condição de felicidade identificar o projeto de Deus a respeito de sua própria vida e buscar todos os meios para realizá-lo. Cabe a cada pessoa abraçá-lo, na maravilhosa aventura da liberdade, com a qual todos foram feitos, ao assumir responsavelmente os rumos da existência.
Assumir responsabilidades! Tarefa exigente que pede formação e preparação adequada. O processo educativo na família, na escola e na Igreja pode contribuir para que as crianças, adolescentes e jovens sejam iniciados para ter nas mãos o rumo da própria existência. Para todas as idades, inclusive para nós, adultos, tudo começa com o reconhecimento de que todos têm valor aos olhos de Deus e diante dos outros. Discriminar, humilhar e condenar pessoas não corresponde ao plano do Senhor, que quer todos vivos e felizes. Ninguém seja visto como massa sobrante em qualquer campo da convivência humana.
Constitui-se uma personalidade responsável quando se leva em conta as condições de cada um, considerando idade, formação recebida, condições de saúde, temperamento, ambiente familiar e referências culturais e ambientais. Faz-se necessário muitas vezes exercer o papel de "caça-talentos", para descobrir uma quantidade considerável de tesouros escondidos. Nestes dias, um menino de dez anos me foi apresentado como um dos líderes do projeto de evangelização numa das Paróquias da Arquidiocese de Belém. Como foi significativo ver o brilho dos olhos daquele que se sabe missionário! Sem forçar e exigir mais do que pode oferecer, ele se torna sinal para muita gente crescida!
Responsabilidade se aprende e há de ser assumida pouco a pouco, quando alguém se arrisca, confia e lança o outro para voos mais ousados. Há muita gente aguardando este voto de confiança! O Senhor faz assim conosco, agindo "como a águia que incita a ninhada, esvoaçando sobre os filhotes, também ele estendeu as asas e o apanhou e sobre suas penas o carregou" (Dt 32, 11). Responsabilidade se consolida com dedicação, tempo, preparação das atividades, coragem para rever e recomeçar quando acontecem falhas, superação de julgamentos com os eventuais fracassos, idealismo cultivado com afinco.
Vale a pena até detalhar um caminho de revisão pessoal de vida, a esta altura do ano. Examinemos como aproveitamos o tempo, a pontualidade, a ordem, os deveres familiares, a dedicação ao trabalho. Como temos oferecido as qualidades e talentos recebidos para servir a Deus e ao próximo? Temos olhado ao redor para ver o que é possível fazer pelo bem comum na Paróquia, no bairro em que vivemos, ou, quem sabe, nas associações e organismos aos quais estamos ligados? Outro ponto para uma revisão corajosa da vida é "fazer bem feito". Basta olhar para Deus, que fez tudo e todos como obra de arte, para entender que nossa passagem por este mundo, por sinal, muito breve, pode deixar um rastro de dedicação e amor. Até para o equilíbrio pessoal é importante realizar por inteiro as tarefas! E dentre os dons oferecidos pelo Senhor, venha em relevo o presente da Palavra de Deus. Faz parte da responsabilidade do cristão não reter para si o conhecimento das coisas de Deus, mas oferecê-la aos demais.
A liturgia da Igreja, celebrada neste final de semana, faz preceder a Parábola dos Talentos com um esplêndido texto do livro dos Provérbios: "Uma mulher forte, quem a encontrará? Ela vale muito mais do que as joias. Seu marido confia nela plenamente, e não terá falta de recursos. Ela lhe dá só alegria e nenhum desgosto, todos os dias de sua vida. Procura lã e linho,
e com habilidade trabalham as suas mãos. Estende a mão para a roca e seus dedos seguram o fuso. Abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre. O encanto é enganador e a beleza é passageira; a mulher que teme ao Senhor, essa sim, merece louvor. Proclamem o êxito de suas mãos, e na praça louvem-na as suas obras!" (Pr 31, 10-13. 19-20. 30-31). Fortaleza, confiança, capacidade para oferecer alegria aos outros, trabalho, habilidade, partilha, temor do Senhor. Tais valores continuam atuais e se tornam talentos preciosos a serem postos "em circulação" em nossos dias! Homens e mulheres de todas as idades os assumam com responsabilidade.
Dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém do Pará
As parábolas são propostas pelo Senhor para provocar positivamente, suscitando uma resposta de vida. Do dinheiro passamos à nossa história. Os servos somos nós; os talentos são as condições oferecidas por Deus a cada um; o tempo de viagem do proprietário é a vida; a volta inesperada é a morte, nossa páscoa pessoal; a prestação de contas é o juízo e a entrada na festa, o banquete da alegria, oferecido pelo Senhor, o Paraíso. No final de tudo, quando a obra de nossa vida estiver concluída, no tempo certo conhecido pelo Senhor da História, haveremos de entregar os dons que nos foram concedidos não para nossa vaidade, mas para servir e amar a Deus e ao próximo.
Como Deus não impõe, mas propõe, à sua proposta cabe uma resposta. Temos consciência de não sermos proprietários da própria vida, mas administradores dos dons de Deus. Nenhuma pessoa inventou sua vida, nem a planejou por conta própria. Na maravilhosa criação de Deus, todas as pessoas sejam consideradas como obras primas, a serem aperfeiçoadas no correr dos anos, contando com a inspiração do Espírito Santo, que não abandona qualquer um dos filhos e filhas de Deus. É condição de felicidade identificar o projeto de Deus a respeito de sua própria vida e buscar todos os meios para realizá-lo. Cabe a cada pessoa abraçá-lo, na maravilhosa aventura da liberdade, com a qual todos foram feitos, ao assumir responsavelmente os rumos da existência.
Assumir responsabilidades! Tarefa exigente que pede formação e preparação adequada. O processo educativo na família, na escola e na Igreja pode contribuir para que as crianças, adolescentes e jovens sejam iniciados para ter nas mãos o rumo da própria existência. Para todas as idades, inclusive para nós, adultos, tudo começa com o reconhecimento de que todos têm valor aos olhos de Deus e diante dos outros. Discriminar, humilhar e condenar pessoas não corresponde ao plano do Senhor, que quer todos vivos e felizes. Ninguém seja visto como massa sobrante em qualquer campo da convivência humana.
Constitui-se uma personalidade responsável quando se leva em conta as condições de cada um, considerando idade, formação recebida, condições de saúde, temperamento, ambiente familiar e referências culturais e ambientais. Faz-se necessário muitas vezes exercer o papel de "caça-talentos", para descobrir uma quantidade considerável de tesouros escondidos. Nestes dias, um menino de dez anos me foi apresentado como um dos líderes do projeto de evangelização numa das Paróquias da Arquidiocese de Belém. Como foi significativo ver o brilho dos olhos daquele que se sabe missionário! Sem forçar e exigir mais do que pode oferecer, ele se torna sinal para muita gente crescida!
Responsabilidade se aprende e há de ser assumida pouco a pouco, quando alguém se arrisca, confia e lança o outro para voos mais ousados. Há muita gente aguardando este voto de confiança! O Senhor faz assim conosco, agindo "como a águia que incita a ninhada, esvoaçando sobre os filhotes, também ele estendeu as asas e o apanhou e sobre suas penas o carregou" (Dt 32, 11). Responsabilidade se consolida com dedicação, tempo, preparação das atividades, coragem para rever e recomeçar quando acontecem falhas, superação de julgamentos com os eventuais fracassos, idealismo cultivado com afinco.
Vale a pena até detalhar um caminho de revisão pessoal de vida, a esta altura do ano. Examinemos como aproveitamos o tempo, a pontualidade, a ordem, os deveres familiares, a dedicação ao trabalho. Como temos oferecido as qualidades e talentos recebidos para servir a Deus e ao próximo? Temos olhado ao redor para ver o que é possível fazer pelo bem comum na Paróquia, no bairro em que vivemos, ou, quem sabe, nas associações e organismos aos quais estamos ligados? Outro ponto para uma revisão corajosa da vida é "fazer bem feito". Basta olhar para Deus, que fez tudo e todos como obra de arte, para entender que nossa passagem por este mundo, por sinal, muito breve, pode deixar um rastro de dedicação e amor. Até para o equilíbrio pessoal é importante realizar por inteiro as tarefas! E dentre os dons oferecidos pelo Senhor, venha em relevo o presente da Palavra de Deus. Faz parte da responsabilidade do cristão não reter para si o conhecimento das coisas de Deus, mas oferecê-la aos demais.
A liturgia da Igreja, celebrada neste final de semana, faz preceder a Parábola dos Talentos com um esplêndido texto do livro dos Provérbios: "Uma mulher forte, quem a encontrará? Ela vale muito mais do que as joias. Seu marido confia nela plenamente, e não terá falta de recursos. Ela lhe dá só alegria e nenhum desgosto, todos os dias de sua vida. Procura lã e linho,
e com habilidade trabalham as suas mãos. Estende a mão para a roca e seus dedos seguram o fuso. Abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre. O encanto é enganador e a beleza é passageira; a mulher que teme ao Senhor, essa sim, merece louvor. Proclamem o êxito de suas mãos, e na praça louvem-na as suas obras!" (Pr 31, 10-13. 19-20. 30-31). Fortaleza, confiança, capacidade para oferecer alegria aos outros, trabalho, habilidade, partilha, temor do Senhor. Tais valores continuam atuais e se tornam talentos preciosos a serem postos "em circulação" em nossos dias! Homens e mulheres de todas as idades os assumam com responsabilidade.
Dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém do Pará
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Francisco pede que os sacerdotes sejam santos e não funcionários
O papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes na 67ª Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI), que acontece desde domingo e vai até amanhã em Assis. O tema é a formação dos sacerdotes.
Na mensagem, lida pelo cardeal Angelo Bagnasco, presidente da CEI, o papa fala de Assis recordando o grande amor e veneração de São Francisco pela Santa Mãe Igreja hierárquica e, em particular, pelos seus sacerdotes, “através dos quais a maternidade da Igreja chega a todo o povo de Deus”.
O Santo Padre mencionou os sacerdotes que conheceu e “cuja vida viu passar entre as pessoas das nossas paróquias, educando as crianças, acompanhando as famílias, visitando os doentes em suas casas e no hospital, cuidando dos pobres, sempre conscientes de que separar-se dos outros ‘para não se sujar’ é a pior maneira de sujar-se".
“Os sacerdotes santos são pecadores perdoados e instrumentos de perdão. A sua existência fala a linguagem da paciência e da perseverança; não são turistas do espírito, eternamente indecisos e insatisfeitos, porque sabem que estão nas mãos d’Aquele que cumpre as suas promessas e cuja providência significa que nada pode separá-los desse pertencimento. Sim, ainda é tempo de sacerdotes desta envergadura, pontes para o encontro entre Deus e o mundo”.
“Sacerdotes como estes”, prosseguiu o papa, “não podem ser improvisados: eles são bem formados no seminário e a ordenação os consagra para sempre como homens de Deus e servidores do povo”. Mas “a identidade do presbítero, precisamente porque vem do alto, exige dele um caminho diário de readequação, partindo daquilo que fez dele um ministro de Jesus Cristo”.
A formação dos sacerdotes não tem limite de tempo, “porque os sacerdotes não deixam nunca de ser discípulos de Jesus, de segui-lo. Portanto, a formação, como discípulo, acompanha toda a vida de um ministro ordenado”.
O papa recorda também “que não se precisa de sacerdotes clericalistas, cujo comportamento é provável que afaste as pessoas de Deus, nem de sacerdotes funcionários, que, enquanto interpretam um papel, procuram a sua consolação longe de nosso Senhor”.
“Só aquele que se torna como o Bom Pastor encontra unidade, paz e força na obediência do serviço; só aquele que respira no horizonte da fraternidade sacerdotal sai da falsidade de uma consciência que pretende ser o epicentro de tudo e a única medida dos próprios sentimentos e atos”.
O pontífice encerrou desejando que os participantes vivam “jornadas de escuta e de confrontação, que os levem a traçar rotas de formação permanente, conjugando a dimensão espiritual com a cultural, a comunitária com a pastoral: estes são os pilares das vidas edificadas de acordo com o Evangelho, consolidadas na disciplina diária, na oração, na guarda dos sentidos, no sadio cuidado de si mesmos, no testemunho humilde e profético; vidas que devolvem à Igreja a confiança que ela, em primeiro lugar, depositou neles”.
Fonte: Zenit.
Na mensagem, lida pelo cardeal Angelo Bagnasco, presidente da CEI, o papa fala de Assis recordando o grande amor e veneração de São Francisco pela Santa Mãe Igreja hierárquica e, em particular, pelos seus sacerdotes, “através dos quais a maternidade da Igreja chega a todo o povo de Deus”.
O Santo Padre mencionou os sacerdotes que conheceu e “cuja vida viu passar entre as pessoas das nossas paróquias, educando as crianças, acompanhando as famílias, visitando os doentes em suas casas e no hospital, cuidando dos pobres, sempre conscientes de que separar-se dos outros ‘para não se sujar’ é a pior maneira de sujar-se".
“Os sacerdotes santos são pecadores perdoados e instrumentos de perdão. A sua existência fala a linguagem da paciência e da perseverança; não são turistas do espírito, eternamente indecisos e insatisfeitos, porque sabem que estão nas mãos d’Aquele que cumpre as suas promessas e cuja providência significa que nada pode separá-los desse pertencimento. Sim, ainda é tempo de sacerdotes desta envergadura, pontes para o encontro entre Deus e o mundo”.
“Sacerdotes como estes”, prosseguiu o papa, “não podem ser improvisados: eles são bem formados no seminário e a ordenação os consagra para sempre como homens de Deus e servidores do povo”. Mas “a identidade do presbítero, precisamente porque vem do alto, exige dele um caminho diário de readequação, partindo daquilo que fez dele um ministro de Jesus Cristo”.
A formação dos sacerdotes não tem limite de tempo, “porque os sacerdotes não deixam nunca de ser discípulos de Jesus, de segui-lo. Portanto, a formação, como discípulo, acompanha toda a vida de um ministro ordenado”.
O papa recorda também “que não se precisa de sacerdotes clericalistas, cujo comportamento é provável que afaste as pessoas de Deus, nem de sacerdotes funcionários, que, enquanto interpretam um papel, procuram a sua consolação longe de nosso Senhor”.
“Só aquele que se torna como o Bom Pastor encontra unidade, paz e força na obediência do serviço; só aquele que respira no horizonte da fraternidade sacerdotal sai da falsidade de uma consciência que pretende ser o epicentro de tudo e a única medida dos próprios sentimentos e atos”.
O pontífice encerrou desejando que os participantes vivam “jornadas de escuta e de confrontação, que os levem a traçar rotas de formação permanente, conjugando a dimensão espiritual com a cultural, a comunitária com a pastoral: estes são os pilares das vidas edificadas de acordo com o Evangelho, consolidadas na disciplina diária, na oração, na guarda dos sentidos, no sadio cuidado de si mesmos, no testemunho humilde e profético; vidas que devolvem à Igreja a confiança que ela, em primeiro lugar, depositou neles”.
Fonte: Zenit.
Japão: o 'Samurai de Cristo' poderá ser beatificado em 2015
O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, confirmou há poucos dias à uma delegação presidida pelo bispo de Kyoto e presidente da conferência episcopal Japonesa, monsenhor Yoshinao Otsuka, que o servo de Deus Justo Takayama Ukon, o senhor feudal que renunciou as riquezas e honras para não renegar a Cristo, poderia ser beatificado no próximo ano.
Os bispos japoneses já haviam apresentado ao dicastério presidido pelo cardeal Amato um registro de 400 páginas, que recolhe a vida e as virtudes heróicas deste daimio (senhor feudal). A igreja local gostaria de vê-lo beatificado em 2015, quando cumpre 400 anos de sua morte nas Filipinas. A resposta oficial poderia vir antes do final de 2014.
A notícia da provável beatificação fortaleceria também a ideia de uma viagem do Papa Francisco ao Japão. O governo de Toquio e a Conferência Episcopal, que celebra o 150º aniversário do renascimento da "kakure krishitan" (os chamados "cristãos escondidos") em 2015, convidaram formalmente o pontífice argentino há alguns meses.
"Não ficou no Japão nenhum sacerdote: Todos foram expulsos. A comunidade ficou na clandestinidade, mantendo a fé e a oração, enquanto permaneciam escondidos”. Com estas palavras, o Santo Padre elogiou em uma catequese sobre o Batismo o valor dos cristãos japoneses que sofreram perseguição no país asiático desde o século XVII até o século XIX.
Atualmente, existem 42 santos e 393 beatos japoneses, todos mártires. O caso de Takayama é diferente porque sua morte foi devido a doença. No entanto, como muitos japoneses leais sofreu na carne a perseguição e exílio.
Para o postulador geral da Companhia de Jesus para a Causas dos Santos, Padre Anton Witwer, a vida deste nobre japonês é um exemplo de "fidelidade à vocação cristã." "Takayama morreu no exílio devido à fraqueza causada pelos maus-tratos em sua pátria", disse em declarações à imprensa.
Este membro da classe governante da época nasceu em 1552, três anos após a chegada do introdutor do cristianismo no Japão, o missionário jesuíta Francisco Xavier (1506-1552). Quando tinha 12 anos, ao converter-se o seu pai ao catolicismo, foi batizado com onome de Justo pelo padre Gaspare di Lella.
Quando cresceu, se tornou um importante daimio e construiu a primeira igreja de Kioto, que foi destruída anos mais tarde. Começou um relacionamento com as personalidades mais poderosas do país, mas sempre se manteve independente. Também se destacou como samurai ao dirigir exércitos, sempre tentando limitar a perda de vidas, e conseguiu grandes vitórias para o regente imperial Hideyosi Toyotomi.
Este governante começou a proibição do catolicismo e a expulsão dos jesuítas do arquipélago em 1587. No entanto, Takayama e sua família permaneceram fiéis à religião católica e seus domínios serviram de refúgio para muitos cristãos perseguidos. No entanto, o novo shogun (general no comando do país em nome do imperador) Ieyasu Tokugawa proibiu totalmente a religião em 1614 e procedeu à expulsão de todos os católicos.
Conhecido como o "Samurai de Cristo," Justo Takayama honrou seu apelido e manteve-se fiel à sua fé. Deixou todos os seus feudos, riquezas e títulos e, junto com a sua família, exilou-se nas Filipinas. Com 62 anos, liderou o êxodo de 300 cristãos que abandonaram seu país, para nunca mais voltar. Morreu poucos meses depois de sua chegada em Manila por causa dos maus tratos que sofreu em sua terra natal.
Em uma praça na capital das Filipinas há uma escultura que lembra o senhor feudal, com a cruz em suas mãos. E os lugares onde viveu, lutou e rezou no Japão são verdadeiros destinos de peregrinação para os católicos da Ásia.
Fonte: Zenit.
A notícia da provável beatificação fortaleceria também a ideia de uma viagem do Papa Francisco ao Japão. O governo de Toquio e a Conferência Episcopal, que celebra o 150º aniversário do renascimento da "kakure krishitan" (os chamados "cristãos escondidos") em 2015, convidaram formalmente o pontífice argentino há alguns meses.
"Não ficou no Japão nenhum sacerdote: Todos foram expulsos. A comunidade ficou na clandestinidade, mantendo a fé e a oração, enquanto permaneciam escondidos”. Com estas palavras, o Santo Padre elogiou em uma catequese sobre o Batismo o valor dos cristãos japoneses que sofreram perseguição no país asiático desde o século XVII até o século XIX.
Atualmente, existem 42 santos e 393 beatos japoneses, todos mártires. O caso de Takayama é diferente porque sua morte foi devido a doença. No entanto, como muitos japoneses leais sofreu na carne a perseguição e exílio.
Para o postulador geral da Companhia de Jesus para a Causas dos Santos, Padre Anton Witwer, a vida deste nobre japonês é um exemplo de "fidelidade à vocação cristã." "Takayama morreu no exílio devido à fraqueza causada pelos maus-tratos em sua pátria", disse em declarações à imprensa.
Este membro da classe governante da época nasceu em 1552, três anos após a chegada do introdutor do cristianismo no Japão, o missionário jesuíta Francisco Xavier (1506-1552). Quando tinha 12 anos, ao converter-se o seu pai ao catolicismo, foi batizado com onome de Justo pelo padre Gaspare di Lella.
Quando cresceu, se tornou um importante daimio e construiu a primeira igreja de Kioto, que foi destruída anos mais tarde. Começou um relacionamento com as personalidades mais poderosas do país, mas sempre se manteve independente. Também se destacou como samurai ao dirigir exércitos, sempre tentando limitar a perda de vidas, e conseguiu grandes vitórias para o regente imperial Hideyosi Toyotomi.
Este governante começou a proibição do catolicismo e a expulsão dos jesuítas do arquipélago em 1587. No entanto, Takayama e sua família permaneceram fiéis à religião católica e seus domínios serviram de refúgio para muitos cristãos perseguidos. No entanto, o novo shogun (general no comando do país em nome do imperador) Ieyasu Tokugawa proibiu totalmente a religião em 1614 e procedeu à expulsão de todos os católicos.
Conhecido como o "Samurai de Cristo," Justo Takayama honrou seu apelido e manteve-se fiel à sua fé. Deixou todos os seus feudos, riquezas e títulos e, junto com a sua família, exilou-se nas Filipinas. Com 62 anos, liderou o êxodo de 300 cristãos que abandonaram seu país, para nunca mais voltar. Morreu poucos meses depois de sua chegada em Manila por causa dos maus tratos que sofreu em sua terra natal.
Em uma praça na capital das Filipinas há uma escultura que lembra o senhor feudal, com a cruz em suas mãos. E os lugares onde viveu, lutou e rezou no Japão são verdadeiros destinos de peregrinação para os católicos da Ásia.
Fonte: Zenit.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
A tentação do poder ameaça o espírito de serviço cristão
Como nos recorda o Evangelho de hoje (11/11) (cfr. Lc 17,7-10), o cristão é um "servo inútil", ou seja, alguém que serve sem esperar nada em troca, nenhuma recompensa de prestígio ou de poder.
Na homilia da manhã de terça-feira na Casa Santa Marta, o Papa ressaltou que, para Jesus, "o serviço é total". Ele se apresenta como o servo, aquele que veio para servir e não para ser servido: diz isso claramente. Assim, o Senhor mostra aos apóstolos o caminho daqueles que receberam a fé, aquela fé que realiza milagres. Sim, esta fé fará milagres no caminho do serviço", disse o Papa.
Se um cristão não leva adiante o dom da fé no Batismo com espírito de serviço, "torna-se um cristão sem força, sem fecundidade", que termina servindo a si mesmo e levando uma "vida triste", esquecendo "as coisas grandes do Senhor”. O Papa insistiu que é impossível servir a dois patrões: “ou a Deus, ou as riquezas”.
O que nos afasta do espírito de serviço? Primeiro, a "preguiça", que nos leva à "comodidade" e ao "egoísmo". Muitos cristãos apenas vão à missa, mas, como mencionado pelo Santo Padre, o espírito de serviço se realiza de muitas maneiras: no "serviço a Deus na adoração, na oração, no louvor, no serviço ao próximo". Jesus entende isso como "serviço até o fim" e "gratuito", daí a expressão: "servos inúteis".
No entanto, é possível perder o espírito de serviço de outras maneiras: muitas vezes os discípulos "tomavam posse do tempo do Senhor, tomavam posse do poder do Senhor: eles o queriam para o seu grupinho" e "afastavam as pessoas para que não perturbassem Jesus”, mas, na verdade, era para ser mais "confortável" para eles. Tomavam posse desta atitude de serviço, “transformando-a em uma estrutura de poder”.
Emblemático, nesse sentido, é a discussão entre os discípulos, quando perguntam quem era o melhor entre eles (cfr. Mc 09:34). Ou a atitude da mãe que "vai pedir ao Senhor que um de seus filhos seja o primeiro-ministro e outro ministro da economia, com todo o poder em suas mãos".
É, portanto, uma "tentação" recorrente na história dos cristãos de todos os tempos; querer se tornar "patrões da fé, patrões do Reino, patrões da Salvação", quando, ao invés, o Senhor nos pede um "serviço na humildade", um "serviço na esperança": esta é a verdadeira "alegria do serviço cristão."
Existe uma cadeia de tentações que afasta o homem do espírito de serviço: "a preguiça leva à comodidade", enquanto "o ter o controle da situação", que transforma o servo em patrão, leva "à soberba, ao orgulho, a tratar mal as pessoas, a se sentir importante"; a achar que tem a salvação nas próprias mãos.
"Que o Senhor nos dê duas grandes graças: a humildade no serviço, a fim de sermos capazes de dizer: 'Somos servos inúteis - mas servos - até o fim"; e a esperança na espera da manifestação, quando o Senhor virá até nós", concluiu o Papa Francisco.
Fonte: Zenit.
Se um cristão não leva adiante o dom da fé no Batismo com espírito de serviço, "torna-se um cristão sem força, sem fecundidade", que termina servindo a si mesmo e levando uma "vida triste", esquecendo "as coisas grandes do Senhor”. O Papa insistiu que é impossível servir a dois patrões: “ou a Deus, ou as riquezas”.
O que nos afasta do espírito de serviço? Primeiro, a "preguiça", que nos leva à "comodidade" e ao "egoísmo". Muitos cristãos apenas vão à missa, mas, como mencionado pelo Santo Padre, o espírito de serviço se realiza de muitas maneiras: no "serviço a Deus na adoração, na oração, no louvor, no serviço ao próximo". Jesus entende isso como "serviço até o fim" e "gratuito", daí a expressão: "servos inúteis".
No entanto, é possível perder o espírito de serviço de outras maneiras: muitas vezes os discípulos "tomavam posse do tempo do Senhor, tomavam posse do poder do Senhor: eles o queriam para o seu grupinho" e "afastavam as pessoas para que não perturbassem Jesus”, mas, na verdade, era para ser mais "confortável" para eles. Tomavam posse desta atitude de serviço, “transformando-a em uma estrutura de poder”.
Emblemático, nesse sentido, é a discussão entre os discípulos, quando perguntam quem era o melhor entre eles (cfr. Mc 09:34). Ou a atitude da mãe que "vai pedir ao Senhor que um de seus filhos seja o primeiro-ministro e outro ministro da economia, com todo o poder em suas mãos".
É, portanto, uma "tentação" recorrente na história dos cristãos de todos os tempos; querer se tornar "patrões da fé, patrões do Reino, patrões da Salvação", quando, ao invés, o Senhor nos pede um "serviço na humildade", um "serviço na esperança": esta é a verdadeira "alegria do serviço cristão."
Existe uma cadeia de tentações que afasta o homem do espírito de serviço: "a preguiça leva à comodidade", enquanto "o ter o controle da situação", que transforma o servo em patrão, leva "à soberba, ao orgulho, a tratar mal as pessoas, a se sentir importante"; a achar que tem a salvação nas próprias mãos.
"Que o Senhor nos dê duas grandes graças: a humildade no serviço, a fim de sermos capazes de dizer: 'Somos servos inúteis - mas servos - até o fim"; e a esperança na espera da manifestação, quando o Senhor virá até nós", concluiu o Papa Francisco.
Fonte: Zenit.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Precisamos de pontes, não de muros!
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
A liturgia deste domingo (09/11) recorda a Dedicação da Basílica de Latrão, a catedral de Roma, que por tradição é chama de "a mãe de todas as igrejas do Urbe et Orbe". O termo "mãe" não se refere tanto ao edifício sagrado da Basílica, mas a obra do Espírito Santo que neste edifício se manifesta, frutificando através do ministério do Bispo de Roma, em todas as comunidades que permanecem em unidade com a Igreja que ele preside.
Todas as vezes que celebramos a dedicação de uma igreja, somos chamados a uma verdade essencial: o templo material feito de tijolos é um sinal da Igreja viva e ativa na história, do "templo espiritual", como diz o apóstolo Pedro, onde o próprio Cristo é a "pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus" (1 Pedro 2,4-8). Jesus, no Evangelho da liturgia de hoje, falando do templo, revelou uma verdade: o templo de Deus não é apenas o edifício feito de tijolos, mas é seu corpo, feito de pedras vivas. Em virtude do Batismo, todo cristão faz parte da "construção" de Deus "(1 Cor 3,9), torna-se a Igreja de Deus. O edifício espiritual, a Igreja comunidade dos homens santificados pelo sangue de Cristo e pelo Espírito do Senhor Ressuscitado, pede a cada um de nós para ser coerente com o dom da fé e para percorrer um caminho de testemunho cristão. Não é fácil, todos nós sabemos, a coerência de vida entre a fé e o testemunho; mas devemos ir em frente e realizar em nossas vidas esta coerência cotidiana. "Este é um cristão", não tanto pelo que diz, mas pelo que faz, pelo modo como se comporta. Essa coerência, que nos dá vida, é uma graça do Espírito Santo que devemos pedir. A Igreja, na origem da sua vida e da sua missão no mundo, é uma comunidade constituída para professar a fé em Jesus Cristo Filho de Deus e Redentor da humanidade, uma fé que age por meio da caridade. Estão juntas! Também hoje a Igreja é chamada a ser no mundo uma comunidade que, radicada em Cristo por meio do Batismo, professa com humildade e coragem a fé Nele, testemunhando esta fé na caridade. Para este fim devem ser ordenados os elementos institucionais, as estruturas e organizações pastorais; para este fim essencial: testemunhar a fé na caridade. A caridade é a expressão da fé e também a fé é a explicação e o fundamento da caridade.
A festa de hoje nos convida a meditar sobre a comunhão de todas as Igrejas, desta comunidade cristã que por analogia nos encoraja a empenhar-nos a fim de que a humanidade possa superar as barreiras da inimizade e da indiferença, a construir pontes de compreensão e diálogo, para fazer do mundo inteiro uma família de povos reconciliados entre si, fraterno e solidário. Desta nova humanidade, a própria Igreja é sinal e antecipação quando vive e difunde com seu testemunho o Evangelho, a mensagem de esperança e reconciliação para todas as pessoas.
Invoquemos a intercessão de Maria Santíssima, para que nos ajude a sermos, como ela, "casa de Deus", templo vivo de seu amor.
Depois do Ângelus
Queridos irmãos e irmãs,
Há 25 anos, em 09 de novembro de 1989, caia o Muro de Berlim, que por tanto tempo separou a cidade em duas partes e foi símbolo da divisão ideológica da Europa e do mundo. A queda aconteceu de forma improvisa, mas isso só foi possível graças a um longo, intenso e árduo trabalho de muitos que lutaram, rezaram e sofreram, alguns até mesmo com o sacrifício da vida. Dentre eles, um papel de protagonista desempenhou o Santo Papa João Paulo II. Rezemos para que, com a ajuda do Senhor e a colaboração de todos os homens de boa vontade, seja cada vez mais propagada uma cultura do encontro, capaz de derrubar todos os muros que ainda hoje dividem o mundo e não aconteça mais que pessoas inocentes sejam perseguidas e até mortas por causa de sua crença e religião. Onde há um muro, ha fechamento de coração. Precisamos de pontes, não de muros!
Hoje, na Itália, celebramos a Jornada do Agradecimento que este ano tem como tema "Alimentar o Planeta. Energia para a vida", referindo-se à Expo Milão 2015. Uno-me aos bispos em um compromisso renovado para que a ninguém falte o alimento cotidiano, que Deus dá a todos. Estou próximo ao mundo da agricultura, e encorajo a cultivar a terra de forma sustentável e solidária.
Neste contexto, tem lugar em Roma a Jornada Diocesana para a salvaguarda da criação, um evento que visa promover estilos de vida baseados no respeito ao meio ambiente, reafirmando a aliança entre o homem, custódio da criação e do seu Criador.
Saúdo todos os peregrinos que vieram de diferentes países, famílias, grupos paroquiais, associações, neste belo dia que o Senhor nos deu hoje.
Em particular, saúdo os representantes da comunidade venezuelana na Itália - Eu vejo a bandeira- os meninos de Thiene (Vicenza) que receberam o Sacramento da Confirmação; os universitários de Urbino; os fiéis de Pontecagnano, Sant'Angelo in Formis, Borgonuovo e Pontecchio.
Nesta belo dia, eu desejo a todos um bom domingo. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e até breve!
Fonte: Zenit.
A liturgia deste domingo (09/11) recorda a Dedicação da Basílica de Latrão, a catedral de Roma, que por tradição é chama de "a mãe de todas as igrejas do Urbe et Orbe". O termo "mãe" não se refere tanto ao edifício sagrado da Basílica, mas a obra do Espírito Santo que neste edifício se manifesta, frutificando através do ministério do Bispo de Roma, em todas as comunidades que permanecem em unidade com a Igreja que ele preside.
Todas as vezes que celebramos a dedicação de uma igreja, somos chamados a uma verdade essencial: o templo material feito de tijolos é um sinal da Igreja viva e ativa na história, do "templo espiritual", como diz o apóstolo Pedro, onde o próprio Cristo é a "pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus" (1 Pedro 2,4-8). Jesus, no Evangelho da liturgia de hoje, falando do templo, revelou uma verdade: o templo de Deus não é apenas o edifício feito de tijolos, mas é seu corpo, feito de pedras vivas. Em virtude do Batismo, todo cristão faz parte da "construção" de Deus "(1 Cor 3,9), torna-se a Igreja de Deus. O edifício espiritual, a Igreja comunidade dos homens santificados pelo sangue de Cristo e pelo Espírito do Senhor Ressuscitado, pede a cada um de nós para ser coerente com o dom da fé e para percorrer um caminho de testemunho cristão. Não é fácil, todos nós sabemos, a coerência de vida entre a fé e o testemunho; mas devemos ir em frente e realizar em nossas vidas esta coerência cotidiana. "Este é um cristão", não tanto pelo que diz, mas pelo que faz, pelo modo como se comporta. Essa coerência, que nos dá vida, é uma graça do Espírito Santo que devemos pedir. A Igreja, na origem da sua vida e da sua missão no mundo, é uma comunidade constituída para professar a fé em Jesus Cristo Filho de Deus e Redentor da humanidade, uma fé que age por meio da caridade. Estão juntas! Também hoje a Igreja é chamada a ser no mundo uma comunidade que, radicada em Cristo por meio do Batismo, professa com humildade e coragem a fé Nele, testemunhando esta fé na caridade. Para este fim devem ser ordenados os elementos institucionais, as estruturas e organizações pastorais; para este fim essencial: testemunhar a fé na caridade. A caridade é a expressão da fé e também a fé é a explicação e o fundamento da caridade.
A festa de hoje nos convida a meditar sobre a comunhão de todas as Igrejas, desta comunidade cristã que por analogia nos encoraja a empenhar-nos a fim de que a humanidade possa superar as barreiras da inimizade e da indiferença, a construir pontes de compreensão e diálogo, para fazer do mundo inteiro uma família de povos reconciliados entre si, fraterno e solidário. Desta nova humanidade, a própria Igreja é sinal e antecipação quando vive e difunde com seu testemunho o Evangelho, a mensagem de esperança e reconciliação para todas as pessoas.
Invoquemos a intercessão de Maria Santíssima, para que nos ajude a sermos, como ela, "casa de Deus", templo vivo de seu amor.
Depois do Ângelus
Queridos irmãos e irmãs,
Há 25 anos, em 09 de novembro de 1989, caia o Muro de Berlim, que por tanto tempo separou a cidade em duas partes e foi símbolo da divisão ideológica da Europa e do mundo. A queda aconteceu de forma improvisa, mas isso só foi possível graças a um longo, intenso e árduo trabalho de muitos que lutaram, rezaram e sofreram, alguns até mesmo com o sacrifício da vida. Dentre eles, um papel de protagonista desempenhou o Santo Papa João Paulo II. Rezemos para que, com a ajuda do Senhor e a colaboração de todos os homens de boa vontade, seja cada vez mais propagada uma cultura do encontro, capaz de derrubar todos os muros que ainda hoje dividem o mundo e não aconteça mais que pessoas inocentes sejam perseguidas e até mortas por causa de sua crença e religião. Onde há um muro, ha fechamento de coração. Precisamos de pontes, não de muros!
Hoje, na Itália, celebramos a Jornada do Agradecimento que este ano tem como tema "Alimentar o Planeta. Energia para a vida", referindo-se à Expo Milão 2015. Uno-me aos bispos em um compromisso renovado para que a ninguém falte o alimento cotidiano, que Deus dá a todos. Estou próximo ao mundo da agricultura, e encorajo a cultivar a terra de forma sustentável e solidária.
Neste contexto, tem lugar em Roma a Jornada Diocesana para a salvaguarda da criação, um evento que visa promover estilos de vida baseados no respeito ao meio ambiente, reafirmando a aliança entre o homem, custódio da criação e do seu Criador.
Saúdo todos os peregrinos que vieram de diferentes países, famílias, grupos paroquiais, associações, neste belo dia que o Senhor nos deu hoje.
Em particular, saúdo os representantes da comunidade venezuelana na Itália - Eu vejo a bandeira- os meninos de Thiene (Vicenza) que receberam o Sacramento da Confirmação; os universitários de Urbino; os fiéis de Pontecagnano, Sant'Angelo in Formis, Borgonuovo e Pontecchio.
Nesta belo dia, eu desejo a todos um bom domingo. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e até breve!
Fonte: Zenit.
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