terça-feira, 23 de agosto de 2011

Nova ajuda do Papa contra a fome no “Chifre da África”

O Conselho Pontifício Cor Unum enviou neste mês uma substanciosa ajuda em nome do Papa a algumas dioceses do Chifre da África assoladas pela fome.

A ajuda de Bento XVI se dirige a cinco dioceses do Quênia e seis da Etiópia, que enfrentam uma emergência humanitária com mínimos recursos, atendendo a população nas necessidades básicas imediatas.

Cerca de 12,5 milhões de pessoas estão em situação de emergência pela fome ao longo do chamado “Chifre da África”, que abrange a Somália, a Etiópia, a Eritreia e partes do Quênia, além de partes de Uganda. Sem ajuda urgente, o risco de morte é iminente.

Dom Giampietro Dal Toso, secretário do Cor Unum, considerou a ajuda do Papa como um “forte sinal” para a comunidade internacional e como “indicativo da atenção com que Bento XVI segue a dramática situação na região e da sua solicitude para com aquelas populações martirizadas”.

Cor Unum mandou esta nova ajuda depois de uma primeira, imediata, de 50.000 euros, feita em julho ao bispo do Djibuti e administrador apostólico de Mogadíscio, Somália, Dom Giorgio Bertin, OFM, comprometido diretamente na ajuda às populações afetadas.

O secretário do dicastério afirmou que o Papa foi um dos primeiros a destacar a gravidade da situação, no último 17 de julho, ao indicar a necessidade de intervir para defender e apoiar uma população que sofre tanto.

Neste domingo, no Ângelus, Bento XVI pediu “mobilização internacional para enviar imediatamente auxílio aos nossos irmãos e irmãs que já sofreram tanto, e entre os quais temos tantas crianças”.

Seca, conflito, êxodo

Em entrevista a L’Osservatore Romano, Dom Dal Toso explicou que a situação no Chifre da África está condicionada por uma série de problemáticas, entre elas a seca e o conflito na Somália, que causou o êxodo de milhares de pessoas.

As chuvas entre outubro e dezembro de 2010 foram extremamente escassas e irregulares, piorando a seca que já dura dois anos e comprometendo gravemente colheitas e pastos.

Dom Dal Toso aponta a necessidade de projetos de desenvolvimento “que garantam um futuro às novas gerações” e “afastem para sempre o espectro da fome no mundo”. Acrescenta que a comunidade internacional está agindo, mas não deve baixar a guarda, especialmente quando acabar o efeito emotivo gerado nos meios de comunicação.

Diversas organizações católicas como a Caritas Internationalis têm programas organizados com grande aporte econômico, de milhões de euros, para melhorar a situação agora e no longo prazo.

Catástrofe

No fim de maio, o governo do Quênia declarou como “catástrofe nacional” a situação da alimentação em várias áreas do país.

Em 20 de julho, a ONU declarou oficialmente o surto de fome em duas regiões do sul da Somália, alerta estendido a outras três em agosto.

A ONU informou ainda que, a partir da declaração, 20.000 pessoas deixaram o sudoeste da Somália rumo à capital, Mogadíscio. Os refugiados chegam com a esperança de encontrar comida. Estima-se que 100.000 somalis se refugiaram nos acampamentos de ajuda no vizinho Quênia, e outros 78.000 em acampamentos na Etiópia.

A ONU declara crise de fome (nível 5 – e máximo – de alerta) quando existem indicadores como taxa de desnutrição aguda em crianças superior a 30% (no momento da declaração da ONU a taxa era de mais de 50%).

Outro indicador determinante é a morte de mais de duas pessoas por dia para cada 10.000. No momento da declaração, as crianças morriam a um ritmo de 6 para cada 10.000 ao dia.

Vastas regiões do Quênia, Etiópia e Djibuti estão em nível 4 de alerta, às portas da crise de fome. Não existem dados oficiais da situação da Eritreia, embora se saiba que as últimas chuvas também foram irregulares.

A pior seca em 60 anos no Chifre da África agrava uma situação estrutural de pobreza e conflito, alimentada pela subida internacional do preço dos alimentos e do combustível. A Caritas prevê que a crise piore nos próximos meses e que os atingidos precisarão de anos para recuperar e reconstruir suas vidas.

A busca de alimentos provoca migração de pastores e agricultores em grande escala. A Caritas alerta que estas pessoas percorrem grandes distâncias a pé, em lombo de burro ou gastando o último dinheiro para ser transportados em caminhões superlotados.

Ao deixar as áreas atingidas, muitas famílias se vêem obrigadas a abandonar os idosos, crianças doentes e mulheres grávidas. Muitos deixam para trás os corpos dos entes queridos ao longo do caminho. Chegam ao destino em condições deploráveis: esgotados, desnutridos e doentes de malária, sarampo e outras enfermidades.

Muitos têm sido atacados por bandidos armados, que saqueiam seus escassos pertences e os submetem a todo tipo de violência.

Fonte: Zenit.

Rouco Varela: “Vi o Papa quase chorar de emoção”

O cardeal Antonio María Rouco Varela, arcebispo de Madri e presidente da Conferência Episcopal Espanhola, anfitrião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que acaba de terminar, revelou ontem que o Papa Bento XVI “se emocionou até quase chorar” em alguns momentos do evento.

Em declarações à COPE, emissora propriedade da Conferência Episcopal Espanhola, ontem pela manhã, o cardeal Rouco Varela afirmou que, para o Papa, um dos momentos mais emotivos foi a via sacra.

“Ao saber que se havia adotado esta fórmula da via sacra com a tradição das estações a partir dos passos da Semana Santa, com o conjunto de canto e de texto da oração da via sacra, ele se entusiasmou”, afirmou.

Na opinião do purpurado, a JMJ de Madri “superou novamente o esperado na forma de desenvolver os grandes atos centrais, que cada vez são de menos superficialidade expressiva, com mais soltura de vivência e de toque profundo no coração e na alma dos jovens”.

Entre os atos mais significativos, à margem dos atos centrais, o cardeal sublinhou como “belíssimos” os encontros com religiosas e professores universitários jovens em El Escorial, bem como o dos jovens portadores de deficiência do Instituto São José.

Em outras declarações à mesma emissora, destacou a atitude dos jovens peregrinos diante das dificuldades em Cuatro Vientos, primeiramente com o extremo calor e depois com a repentina tempestade.

Os jovens participantes mostraram “muito mais que tolerância em todos os atos. São jovens que vivem na Igreja a experiência de Cristo de forma determinante para a sua vida; e o que manifestam de maneira compartilhada, eles o fazem como verdadeiros cristãos. Um cristão tem um mandato básico e principal para configurar sua vida: tratar o outro como um irmão”.

O cardeal se referiu, entre outros momentos, ao “imenso silêncio” que os peregrinos guardaram diante da chegada do Santíssimo, em Cuatro Vientos.

“O estilo de participação litúrgica dos jovens foi impressionante. Inclusive à noite se manteve o roteiro do ato e foi de grande beleza, acompanhado, claro, por uma música excepcional”, comentou.

“Com esta JMJ, ficou claro que a vida se converte em uma oferenda repleta de sentido e alegria quando se vive a partir dos valores que os jovens demonstraram”, disse.

Em declarações à Rádio Vaticano, o purpurado afirmou que, “para muitíssimos jovens, esta experiência marcará uma transformação das suas vidas”.

“Outro ponto que é preciso sublinhar é que a comunhão eclesial sairá muito reforçada. Todas as diversas realidades da Igreja colaboraram juntas: ordens religiosas, movimentos, associações, novas comunidades, realidades paroquiais e diocesanas. Este é um fato que ninguém poderá negar e que trará muitos frutos no futuro”, concluiu.

Fonte: Zenit.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Papa convida jovens a amar a Igreja

Não se pode viver a fé sozinho, disse o Papa Bento XVI aos jovens reunidos na base aérea de Cuatro Vientos, durante a homilia da Missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude de Madri.

O Papa chegou a Cuatro Vientos às 9h15 deste domingo, no papamóvel, percorrendo a via central do aeroporto e passando entre os jovens, um percurso que o pontífice não pôde realizar ontem à noite, pois as vias estavam repletas de peregrinos.

Bento XVI pôde saudar então 1,5 milhão de jovens – segundo dados confirmados pela Polícia Nacional – que passaram a noite na explanada. O primeiro pensamento do Papa foi para eles: “Pensei muito em vós, nestas horas em que não foi possível ver-nos. Espero que tenhais podido dormir um pouco, apesar dos rigores do clima”.

Acompanhado pelos Reis da Espanha, o Papa foi até o altar para presidir à celebração eucarística, na qual também teve lugar a celebração de envio dos jovens para evangelizar os seus amigos no mundo inteiro.

O Papa, como fez em seu discurso na cerimônia de abertura da Jornada Mundial da Juventude, na Praça de Cibeles, alertou o público contra o perigo do individualismo, como um dos desafios mais importantes que os jovens têm de enfrentar.

“Seguir Jesus na fé é caminhar com Ele na comunhão da Igreja. Não se pode, sozinho, seguir Jesus. Quem cede à tentação de seguir ‘por conta sua’ ou de viver a fé segundo a mentalidade individualista, que predomina na sociedade, corre o risco de nunca encontrar Jesus Cristo, ou de acabar seguindo uma imagem falsa d’Ele”, afirmou.

O Papa os advertiu contra a tentação de “viver a fé segundo a mentalidade individualista, que predomina na sociedade”, pois assim se “corre o risco de nunca encontrar Jesus Cristo, ou de acabar seguindo uma imagem falsa d’Ele”.

“Ter fé é apoiar-se na fé dos teus irmãos, e fazer com que a tua fé sirva também de apoio para a fé de outros.”

Por isso, Bento XVI pediu-lhes que “ameis a Igreja, que vos gerou na fé, que vos ajudou a conhecer melhor Cristo, que vos fez descobrir a beleza do Seu amor. Para o crescimento da vossa amizade com Cristo é fundamental reconhecer a importância da vossa feliz inserção nas paróquias, comunidades e movimentos, bem como a participação na Eucaristia de cada domingo, a recepção frequente do sacramento do perdão e o cultivo da oração e a meditação da Palavra de Deus”.

“Desta amizade com Jesus, nascerá também o impulso que leva a dar testemunho da fé nos mais diversos ambientes, incluindo nos lugares onde prevalece a rejeição ou a indiferença. É impossível encontrar Cristo, e não O dar a conhecer aos outros.”

O mundo – sublinhou – “necessita do testemunho da vossa fé; necessita, sem dúvida, de Deus”.

“Penso que a vossa presença aqui, jovens vindos dos cinco continentes, é uma prova maravilhosa da fecundidade do mandato de Cristo à Igreja: ‘Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura’”.

“Incumbe sobre vós também a tarefa extraordinária de ser discípulos e missionários de Cristo noutras terras e países onde há multidões de jovens que aspiram a coisas maiores e, vislumbrando em seus corações a possibilidade de valores mais autênticos, não se deixam seduzir pelas falsas promessas dum estilo de vida sem Deus”, disse.

Cerca de 200.000 jovens que ontem não puderam entrar no recinto, acompanharam a Missa do lado de fora e não precisaram seguir até o Estádio Vicente Calderón.

Um dos problemas ocorridos na tempestade de sábado à noite foi a queda de uma das 17 tendas preparadas para a adoração noturna dos jovens e como lugares de distribuição da eucaristia na Missa de hoje.

12 tendas foram interditadas pela polícia, como medida de segurança após os fortes ventos.

Este incidente fez com que a organização da JMJ decidisse anunciar a suspensão da distribuição da eucaristia aos participantes da JMJ que não se encontravam nas proximidades do altar.

O coordenador da JMJ, Yago De la Cierva, explicou que este foi o incidente “mais doloroso” da JMJ.

Com a interdição das tendas pela polícia, ficou impossível tirar os paramentos litúrgicos e as hóstias sem consagrar que ali estavam guardados, o que levou os organizadores a terem de cancelar a distribuição da Comunhão.

Fonte: Zenit - (Inma Álvarez)

Papa envia ao mundo mais de um milhão de jovens missionários

Bento XVI convidou mais de um milhão de jovens, que participaram da Missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a converter-se em missionários de Cristo em suas cidades de origem.

Ao concluir a Missa, antes do meio-dia deste domingo, o Pontífice se despediu dos jovens que, em sua maioria, haviam passado a noite na esplanada de Cuatro Vientos, deixando-lhes um conselho que já lhes havia preparado antes de sair de Roma.

“Agora ides regressar aos vossos lugares de residência habitual. Os vossos amigos vão querer saber o que é que mudou em vós depois de vos terdes encontrado nesta nobre cidade com o Papa e centenas de milhares de jovens do mundo inteiro: Que ireis dizer-lhes?”, perguntou.

Sua proposta foi a de dar “um testemunho destemido de vida cristã diante dos outros. Assim sereis fermento de novos cristãos e fareis com que a Igreja se levante robusta no coração de muitos”.

Dando lugar às confidências, acrescentou: “Nestes dias, quanto pensei naqueles jovens que aguardam o vosso regresso! Transmiti-lhes a minha estima, particularmente aos mais desfavorecidos, e também às vossas famílias e às comunidades de vida cristã a que pertenceis”.

Não ter medo de ser católicos

Em suas saudações finais em francês, foi muito claro diante dos jovens: “Não tenhais medo de ser católicos e dar sempre testemunho disso mesmo ao vosso redor com simplicidade e sinceridade”.

Aos jovens conterrâneos e aos que falavam seu idioma, disse-lhes em alemão: “Afé não é uma teoria. Crer significa entrar numa relação pessoal com Jesus e viver a amizade com Ele em comunhão com os demais, na comunidade da Igreja. Confiai a Cristo a vossa vida e ajudai os vossos amigos a alcançar a fonte da vida, Deus”.

E, para que a JMJ não seja somente um evento de poucos dias, também se dirigiu aos bispos e sacerdotes presentes, para agradecer-lhes pelos esforços que fizeram para acompanhar os grupos de jovens e incentivá-los “acontinuar cultivando a pastoral juvenil com entusiasmo e dedicação”.

Fonte: Zenit.

Papa assinala aos jovens o caminho do serviço aos demais

Bento XVI manteve um breve encontro com os cerca de 12.000 jovens voluntários na JMJ, duas horas antes de partir de volta a Roma.

O Papa agradeceu pelo trabalho dos voluntários, destacando sobretudo a importância do gesto de servir os demais: “com o vosso serviço, conferistes à Jornada Mundial a fisionomia da amabilidade, da simpatia e da dedicação aos outros”.

O serviço que esses jovens realizaram – afirmou – implicou “renunciar à participação directa nos atos celebrativos, ocupados como estáveis com outras tarefas da sua organização”.

No entanto, “esta experiência como voluntário vos enriqueceu a todos na vossa vida cristã, que é fundamentalmente um serviço de amor”.

“Amar é servir, e o serviço aumenta o amor. Penso que este seja um dos frutos mais belos da vossa contribuição para a Jornada Mundial da Juventude. Mas esta colheita não beneficia apenas a vós, mas à Igreja inteira”, disse.

Para terminar, convidou-os a se oferecer como voluntários ao serviço de Cristo. ofrecerse como voluntarios” al servicio de Cristo. “Vossa vida alcançará uma plenitude que nem suspeitais”, acrescentou.

“Quem avalia a sua vida a partir desta perspectiva sabe que ao amor de Cristo só se pode responder com amor; e é isto mesmo que vos pede o Papa agora na despedida: que respondais com amor a Quem por amor Se entregou por vós”, concluiu.

Olivier e Alexandra

Enquanto esperavam o Papa, os voluntários participaram de uma festa animada por grupos musicais e ouviram depoimentos de seus colegas.

Entre eles falaram Olivier e Alexandra Richard, um casal recém-casado que deixou seus empregos há um ano para poder trabalhar como voluntários na JMJ.

“A JMJ é uma experiência da Igreja que ajuda a alcançar o encontro pessoal com Cristo. O cristão do século XXI deve ter este encontro; se não o fizer, não será cristão”, disse.

“A JMJ é um marco para nossa geração, um sinal de que existe algo diferente, uma maneira de viver em que o ser não venha dado pelo consumo. Trata-se de construir uma sociedade do ser e não do ter”, afirmou.

Fonte: Zenit.

Bento XVI espera ir à próxima JMJ em 2013

Uma enorme ovação dos jovens brasileiros presentes em Cuatro Vientos acolheu o anúncio oficial com que Bento XVI declarou que a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) será realizada em seu país, em 2013.

O Papa, que para esse então terá 86 anos, falando em português, disse-lhes: “Espero poder encontrar-vos daqui a dois anos, na próxima Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro”.

Os jovens brasileiros pularam de alegria ao ouvir as palavras do Santo Padre.

Ao fazer o anúncio oficial, o Bispo de Roma confessou as esperanças que deposita nesse encontro: “Peçamos ao Senhor, desde já, que assista com a sua força quantos hão-de pô-la em marcha e aplane o caminho aos jovens do mundo inteiro para que possam voltar a reunir-se com o Papa naquela bonita cidade brasileira”.

Simbolicamente, os jovens espanhóis entregaram aos brasileiros a Cruz da JMJ.

Comentando este gesto, o pontíficeconfiou “a todos os presentes esta insigne incumbência: levai o conhecimento e o amor de Cristo ao mundo inteiro. Ele quer que sejais os seus apóstolos no século XXI e os mensageiros da sua alegria. Não o desiludais!”.

O Rio de Janeiro, cidade emblemática do país com o maior número de católicos do mundo, é sede neste encontro que, em 11 ocasiões, o Papa presidiu fora do Vaticano.

As edições anteriores aconteceram em Buenos Aires (Argentina), Santiago de Compostela (Espanha), Czestochowa (Polônia), Denver (Estados Unidos), Manila (Filipinas), Paris (França), Roma (Itália), Toronto (Canadá), Colônia (Alemanha) e Sydney (Austrália).

Após Buenos Aires, em 1987, a cidade brasileira será a segunda da América do Sul a realizar o encontro internacional. Cerca de 20 milhões de jovens já participaram das JMJ ocorridas até hoje.

As JMJ nasceram em 1984, por iniciativa do Papa João Paulo II. A primeira foi em Roma, no Domingo de Ramos desse ano, dentro das celebrações setoriais do Ano Santo Jubilar da Redenção (1983-1984).

Fonte: Zenit.

JMJ: Bispo caldeu incentiva jovens árabes a não emigrar

O bispo auxiliar caldeu de Bagdá, Dom Shlemon Warduni, pediu aos jovens árabes cristãos que não emigrem dos seus países, durante catequese da Jornada Mundial da Juventude numa paróquia de Madri, com um grupo de jovens do Iraque, Egito, Síria e Líbano.

O bispo destacou a importância de permanecer vinculados a Cristo para dar fruto em nós, na Igreja e em nosso país; esses frutos são o testemunho, o perdão, a reconciliação e a acolhida.

“A nossa presença aqui em Madri tem que reforçar a nossa fé e nos arraigar em Cristo. Só assim encontraremos a força, a valentia e a firmeza para superar qualquer obstáculo.”

“Cristo nos quer na nossa terra de origem, que precisa de nós. Não escondemos as dificuldades, que são muitas. Mas fomos convidados a ser como os discípulos de Cristo, que, com a vinda do Espírito Santo, deixaram de ter medo e começaram a dar testemunho do Evangelho”, continuou.

Dirigindo-se aos jovens árabes que o escutavam, exclamou: “Vocês são as testemunhas da Igreja do Oriente Médio, que conta com vocês para continuar tendo um futuro. Mas precisamos ficar arraigados em Cristo através da oração, dos sacramentos e da partilha da vida, como estamos fazendo agora em Madri”.

Bombas

O bispo Warduni condenou recentemente os ataques a três igrejas do Iraque em menos de duas semanas e pediu orações pelo país.

Neste 15 de agosto, uma forte explosão sacudiu a igreja sírio-ortodoxa de Santo Efrém, provocando graves danos na fachada do templo.

Na manhã do dia 2, outros dois carros-bomba tinham explodido diante da igreja sírio-católica da Sagrada Família e da vizinha igreja evangélica. Mais de vinte pessoas se feriram.

Fonte: Zenit.