terça-feira, 25 de maio de 2010

Renovar a face da terra

Apresentamos a reflexão de Dom Geraldo M. Agnelo, cardeal arcebispo de Salvador, sobre a festa de Pentecostes.
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Cristo Jesus, tendo subido aos céus, enviou o seu Espírito Santo para renovar a face da terra. O cristão é chamado a testemunhar no mundo a força renovadora do amor que vem do sacrifício de Cristo na cruz.
Neste domingo celebramos a festa de Pentecostes. Recordamos a descida do Espírito Santo sobre a Virgem Maria e os Apóstolos, reunidos no cenáculo; a primeira pregação do Evangelho em Jerusalém; a formação da primeira comunidade cristã; o nascimento da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O protagonista escondido de tudo isso é o Espírito Santo. Ele operou outrora e continua operando hoje na sua Igreja. E se lhe damos espaço, intervém com eficácia também em nossa vida. Talvez até agora tenhamos descuidado da presença do Espírito em nós, os seus convites para operar o bem.
Notamos algo de curioso nas três leituras da missa deste domingo. Normalmente, a mais importante é a do evangelho que apresenta Jesus operando no meio dos homens. Nos últimos domingos a importância está na primeira leitura, tomada do livro dos Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas. Este livro nos conta a vida dos discípulos depois da ressurreição do Senhor, a história da Igreja em seus inícios. Nesse livro encontramos o relato por extenso de Pentecostes, acontecimento que dá origem à festa de hoje.
Pentecostes significa quinquagésimo dia. Cinquenta dias depois da Páscoa, os apóstolos com a Mãe de Deus recolheram-se no Cenáculo, a grande sala na qual o Senhor tinha celebrado a última ceia. Eles continuavam a recolher-se ali, depois da ascensão do Senhor, e sobre eles veio descer o Espírito Santo. Nesse dia tem início a história da Igreja no mundo. E, portanto começa também a história dos cristãos.
Desse acontecimento, o trecho do Evangelho nos apresenta somente uma antecipação: narra como Jesus prometeu aos apóstolos o dom do Espírito Santo, e lhes assegurou que nele haveriam de encontrar conforto, e dele receberiam tudo que deveriam conhecer para a sua missão. Era a tarde da Quinta feira Santa, depois da última ceia, durante o longo e comovente discurso de adeus de Jesus aos apóstolos. Vivendo perto de Jesus tinham percebido nele a presença do divino.
Pedro um dia tinha concluído também em nome dos outros: "Tu és o Filho de Deus, tu tens palavras de vida eterna." Sentiam-se amados por Jesus, e o amavam também. Para segui-lo tinham abandonado casa, família, profissão, tudo. Mas Jesus lhes tinha advertido que um dia os deixaria. Daí o seu desencorajamento, sua desilusão. Por isso a promessa de Jesus: "Eu pedirei ao Pai, e ele vos dará um outro Consolador, para que permaneça convosco para sempre".
A palavra usada por Jesus foi Paráclito que significa Consolador e também Advogado, para que nas circunstâncias difíceis lhes sugerisse o que dizer diante dos homens e ainda nos tribunais.
Mas tudo isso se desenrolou na "Quinta Feira Santa", no recolhimento da Última Ceia, na forma privada.
Ao invés, cinquenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo se fez presente de forma sensível, manifesta, clamorosa, com sinais vistosos e surpreendentes. São Lucas fala de "um trovão, um vento impetuoso". Fala de "línguas como de fogo, que pousavam sobre Maria e os apóstolos".
Os apóstolos compreenderam bem aqueles sinais, acolheram o Espírito Santo, sentiram-se transformados interiormente, venceram todo o medo. Antes estavam escondidos no Cenáculo. Agora saem fora ao descoberto, falam em público e anunciam a todos o Evangelho.
Assim nasceu a Igreja, como realidade histórica que se radica nas cidades, nas nações e nos continentes, que percorre os séculos e os milênios. Uma experiência de homens em diálogo com Deus, que desde dois mil anos atravessa a história.
O protagonista é o Espírito de Jesus; protagonista na história da humanidade e na pequena história de cada um de nós. Do Espírito de Deus "está plena a terra", desde a criação, a Encarnação do Filho de Deus no seio da Virgem Maria, no perdão dos pecados, e no testemunho cristão. Um sentido de amor para a vida e aos irmãos que nasce do Espírito e nos faz imitadores de Cristo.

Dom Geraldo M. Agnelo

Cardeal Arcebispo de Salvador

Bento XVI se une ao bicentenário da Argentina

Bento XVI manifestou sua adesão às celebrações do bicentenário do primeiro governo da Argentina.
Para tal, designou o núncio apostólico, arcebispo Adriano Bernardini, como enviado extraordinário em missão especial para participar dos atos comemorativos do Bicentenário da Revolução de Maio.
Dom Bernardini estará presente, como representante do Santo Padre, no "Te Deum", que, com o apoio da presidente do país, Cristina Fernández de Kirchner, terá lugar na Basílica-Santuário Nossa Senhora de Luján no próximo dia 25 de maio, terça-feira, ao meio-dia.

Fonte: Zenit.

Tailândia: Igreja apela para mediação dos líderes religiosos

Diante a determinação do governo de acabar com o campo cheio de "Camisas Vermelhas" em Bangkok, Tailândia, a Igreja Católica fez um convite aos líderes religiosos à intervenção, para alcançar uma mediação que evite um novo derramamento de sangue.
Na segunda-feira pasada, a determinação do governo tailandês de acabar com a força para o campo dos "Camisas Vermelhas", enraizados no centro do coração comercial de Bangkok, parecia fora de questão.
Segundo informou a Eglises d'Asie, agência de Missões Exteriores de Paris, diante de um resultado potencialmente violento deste conflito político e, depois dos 36 mortos contabilizados nos cinco dias anteriores, o presidente da Conferência Episcopal da Tailândia fez um convite a "uma intervenção dos líderes religiosos" com a finalidade de "explorar as novas vias de diálogo e de mediação, para oferecer uma saída pacífica para a crise".
"A operação será executada o quanto antes possível", destacou Satit Wonghnongtaey, ministro adjunto ao primeiro-ministro. As autoridades "informarão ao público quando terminarem as operações", disse aos jornalistas, enquanto os soldados cercavam o bairro utilizando munição real, e não mais de borracha.
Dentro do campo dos "Camisas Vermelhas" os líderes declararam que as mulheres, crianças e as pessoas mais velhas não seriam usadas como escudos humanos.
De fato, na tarde de domingo, foram transportados para uma "zona neutra", a vasta extensão de um templo budista próximo, o Pathumwanaram. Lá, as ONGs, entre elas organizações caritativas católicas, ofereciam-se para lhes ajudar, mas tanto o exército como os chefes dos "Camisas Vermelhas" lhes impediram o acesso ao Templo. Segundo um membro da Mercy Center, uma das ONGs católicas que tentou intervir, "a desconfiança prevalece entre uma parte e outra".
Em 14 de maio, Dom Louis Chamniern Santisukniran, arcebispo de Tharee-Nongsaeng e presidente da Conferência Episcopal da Tailândia, não hesitou em lançar um apelo aos líderes religiosos, ao intervir publicamente para obter o restabelecimento da calma. Um mês antes, em 15 de abril, o arcebispo de Bangkok, um alto responsável muçulmano e um representante do patriarca supremo do budismo fizeram um gesto em comum, um apelo à oração.
Em um país em que os católicos são uma pequena minoria de 0,5% da população, a Igreja não está em condições de agir sozinha. Contudo, afirmou Dom Chamniern, "não deixaremos nunca de dizer que o único caminho é o diálogo: Temos que desarmar e renunciar à violência para encontrar uma saída para esta crise".
"Temo que o país esteja a ponto de uma guerra civil que, se não for detida, será uma catástrofe. (...) Nesta fase trágica de nossa história, vejo pessoas sem esperança e fatalistas. Há muito medo. O ‘país do sorriso' parece estar se convertendo em um ‘país de dor'. Hoje sofremos juntos e, neste momento, é como um túnel em que não se vê o fim."
"Entre as partes - acrescenta o bispo -, há uma evidente incompreensão. Nenhuma das duas facções quer ceder. Cada um busca defender seus interesses, sem pensar no resto da população do país nem no bem comum. O governo acusa os líderes desse protesto vermelho de serem ‘inimigos da coroa' e ‘traidores da pátria'. Isso não me parece verdade, parece mais uma maneira de desacreditar o protesto aos olhos do país. O executivo deveria atuar com mais paciência e explorar novos caminhos de diálogo e mediação."
Neste contexto, Dom Chamniern propõe que a mediação seja realizada pelos líderes religiosos: "Nós, responsáveis religiosos, estamos dispostos a oferecer nossa contribuição e podemos desempenhar um papel de mediação entre os partidos, se nós pudermos fazê-lo. A população, neste momento, tem mais confiança nos líderes religiosos que nos líderes políticos. Estamos dispostos a ir a campo e nos empenhar pelo bem do país, para evitar que novamente seja derramado sangue".

Fonte: Zenit.

Cristãos no Oriente Médio: vocação, não destino

Os 14 milhões de cristãos que vivem no Oriente Médio, apesar das dificuldades e das perseguições, têm uma missão a cumprir em seus respectivos países, pela ordem para a paz e coexistência.
Este é um dos temas que abordou o recém nomeado bispo do Patriarcado de Jerusalém, Dom William Shomali, durante uma conferência do dia 13 de maio, no auditório de St. Saviour.
A esta conferência, em preparação da próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, assistiram aproximadamente 140 religiosos que trabalham no Patriarcado Latino e que têm cooperado no trabalho dos Lineamenta.
Dom Shomali insistiu na necessidade de que os cristãos do Oriente Médio "descubram sua vocação", evitando fechar-se numa "mentalidade de gueto" que poderia levar, cada vez mais, à sua insignificância social.
Na conferência, com o título The Synod for the Middle East in its Geopolitical and Pastoral Context, o novo bispo auxiliar de Jerusalém analisou, país por país, a situação das minorias cristãs.
Da Turquia ao Egito e da Síria ao Iraque, a situação do cristão é cada vez mais difícil, devido à migração, por um lado, e por outro, à ascensão de um Islã político que quer subjugar as sociedades árabes.
Embora a situação concreta, de maior ou menor tolerância, dependa de cada país - desde a intolerância total da Arábia Saudita até a liberdade de culto na Jordânia -, os cristãos vivem em sociedades nas quais não existe liberdade autêntica de consciência e sua presença é mais tolerada do que admitida.
Menos cristãos
O maior problema que as comunidades cristãs enfrentam, explicou Dom Shomali, é de sua própria continuidade, porque já são mais de cem anos de êxodo ininterrupto de cristãos, o que se soma o genocídio de maronitas (1860), o milhão e meio de armênios por parte da Turquia (1912), a guerra do Líbano (1975 -1990) e a instabilidade do Iraque (desde 1990).
Esta migração, afirma Dom Shomali, não só "tem enfraquecido o tecido da vida cristã", mas "também tem aberto os olhos dos muçulmanos moderados, que veem neste êxodo um empobrecimento da sociedade árabe e a perda de elementos moderados".
"Muitos intelectuais palestinos - incluindo o atual Grão-Mufti da Palestina, o presidente Mahmoud Abbas e o Primeiro-Ministro Salam Fayyad - disseram que a saída dos cristãos tem sido uma perda para todos os palestinos e que terminará colocando os judeus e os extremistas muçulmanos frente a frente", afirmou.
Continuou: "Os cristãos têm uma contribuição a oferecer na solução dos conflitos políticos e religiosos", mas para isto devem "abandonar a mentalidade de gueto" e "participar mais ativamente da vida pública".
"Vocação", não "destino"
Dom Shomali disse que os cristãos que vivem no Oriente Médio estão fixados em certa cultura e idioma, e vivem com outros povos com os quais compartem uma língua, uma história e muitas tradições.
"Os cristãos não devem se sentir estrangeiros. Estão chamados a ser testemunhas de Cristo nos países em que vivem", acrescentou.
Por isso, exortou os cristãos "a viver com fé e alegria na terra de seus antepassados", porque "abandonar seus países de origem significa escapar da realidade".
"Os fiéis esperam que seus pastores lhes deem razões claras de sua missão em cada país" a de "testemunhas de Cristo ressuscitado e presente em sua Igreja por meio do Espírito Santo, onde nascemos e onde vivemos."
Ecumenismo
"As Sagradas Escritas, escritas em nossa terra e em nossos idiomas (o hebreu, aramaico e grego), com expressões literárias e culturais que nós sentimos como próprias, guiarão nosso pensamento" para "descobrir o significado de nossa presença, nossa comunhão e nosso testemunho no contexto atual de nossos respectivos países".
"As igrejas precisam viver a particularidade litúrgica e linguística próprias, por um lado, e uma comunhão maior um com os outros. Na atualidade, esta comunhão deixa algo a desejar. Também precisam de uma renovação pastoral e litúrgica."
Por outro lado, recorreu à relação entre as Igrejas Católica e Ortodoxa, afirmando, com os Lineamenta, que causam as divisões entre as Igrejas do Oriente Médio, "são frutos amargos do passado, mas o Espírito trabalha com as igrejas para reunir e romper as barreiras rumo à unidade visível desejada por Cristo".
Em resumo, concluiu Dom Shomali, a Igreja "não busca oferecer soluções pré-fabricadas para todos os problemas que os cristãos que vivem no Oriente Médio enfrentam".
Fazendo sua uma das respostas para os Lineamenta, esboçadas por seus oradores, o prelado sublinhou que a tarefa da Igreja é "a formação de clero e fiéis, nos sermões e na catequese" para "dar para o crente o autêntico sentido de sua fé e, também, a consciência de seu papel na sociedade em nome desta fé".

Fonte: Zenit.

Rússia: descobertos no Kremlin dois ícones ocultados pelos bolcheviques

Dois ícones que tinham sido ocultados pelos bolcheviques adornam duas torres da muralha do Kremlin de Moscou, informou o Serviço Ortodoxo de Imprensa e Europaica (n°. 180, de 18 de maio de 2010).
Os meios de comunicação russos anunciaram a notícia no último dia 12 de maio, citando os serviços da administração presidencial e museus que administram o lugar histórico de Kremlin, antiga residência dos czares e dos patriarcas da Rússia.
Os responsáveis pela administração do Kremlin decidiram restaurar e devolver aos cidadãos dois ícones de uma antiguidade de seis séculos que foram descobertos no final de abril em duas torres da fortaleza debaixo de uma camada de gesso aplicada pelos bolcheviques.
"Os trabalhos começaram com a eliminação da camada grossa de gesso que cobriu os ícones no ano de 1937", declarou aos jornalistas a porta-voz do Departamento de Museus do Kremlin, Jeanne Bélochapkine.
"Parece que os dois ícones foram pintados a óleo sobre afrescos, e os trabalhos de restauração estão dedicados a verificar esta hipótese", declarou o diretor geral adjunto dos Museus do Kremlin, André Batalov.
O primeiro ícone representa Cristo Salvador em um fundo dourado, com dois santos monges russos aos seus pés: São Sérgio de Rádonezh e São Barlaam de Katyn (Novgorod).
Ergue-se sobre a entrada da porta Spasskaïa (do Salvador), a porta de entrada solene debaixo da torre principal do Kremlin, bem na frente da igreja de São Basílio, o Bem-Aventurado, na Praça Vermelha.
O segundo ícone que adorna a torre Nikolskaïa (de Nicolau), mais para o norte e também na Praça Vermelha, representa a São Nicolau de Mira (século IV), especialmente venerado pelos crentes ortodoxos russos.
De acordo com o testemunho dos historiadores, os ícones eram ainda visíveis nos primeiros meses do ano de 1918.
Então eles foram escondidos debaixo de uma malha grossa metálica e, em 1937, no apogeu de uma onda nova de campanhas de antirreligiosas, foram completamente cobertos com gesso. Ao término do mês passado de abril, voltaram novamente à luz.
As primeiras análises permitem aos especialistas afirmar que o ícone de São Nicolau remonta por volta do século de XV ou início do século XVI, o que confirmam as declarações dos restauradores que nele trabalharam.
O ícone de São Nicolau estava gravemente danificado pelas explosões de tiros de armas no assalto dos bolcheviques ao Kremlin, em novembro de 1917.

Fonte: Zenit.

“Lei Arizona”, lei discriminatória

Migrar por questões de trabalho é sempre uma situação de precariedade; e isso é muito mais sério se no lugar em que se vai trabalhar para subsistir, a pessoa acaba sendo perseguida.
Esta situação tem sido vivida por indivíduos de diversas cidadanias, culturas e nacionalidades que vão construir "o sonho americano". A perseguição é fruto de iniciativas pessoais ou grupais.
Com a aprovação da lei SB-1070, conhecida como "Lei Arizona", esta perseguição se transforma em política de Estado naquele território do EUA e se abre a porta para que isso seja adotado em outras regiões.
1. Consequências da lei
Permite que as forças de ordem detenham qualquer pessoa por parecer latina, quer dizer, por suas feições físicas e/ou cor da pele. Também obriga a equipe da saúde e do ensino a denunciar perante as autoridades as pessoas que recebem estes serviços em caso de não apresentarem características caucasianas.
Permite intervenções contra agências governamentais que criarem obstáculos à aplicação das leis de imigração e que contratarem os estrangeiros ilegais como diaristas ou os transportarem conscientes de seu estado ilegal.
2. Reação da sociedade
Diversos setores da sociedade norte-americana levantaram a voz contra esta disposição, pois cria uma dinâmica de discriminação e exclusão. Ao longo das semanas que seguiram à aprovação, organizaram-se marchas de protestos em 70 cidades do EUA e se tem convocado protestos em diversos países da América Latina.
Los Angeles, São Francisco, Portland e Austin são as cidades que aderiram ao boicote comercial contra o Arizona, como uma forma de protesto. É calculado que, como reação a este protesto, cerca de 60.000 crianças ficaram desamparadas, pois seus pais serão deportados ou verão reduzidas as oportunidades de trabalho.
3. A Igreja eleva sua voz
A Igreja Católica, por seus representantes, também reagiu energicamente. O cardeal Roger Mahony, arcebispo de Los Angeles, qualificou a lei como um "lei nazista", enquanto o bispo de Phoenix, Dom Thomas Olmsted, assinou há semanas uma declaração oficial, ratificada por líderes de diferentes religiões, na qual advertiu sobre o perigo de se aprovar uma lei que faz da discriminação uma política de Estado.
Em 9 de maio, a Rede Católica da Diversidade Cultural, formada por bispos, religiosos, religiosas e leigos de todas as etnias que formam os EUA, tornaram pública uma carta de apoio aos bispos do Arizona, na qual afirmam que "esta lei enfraquece o tecido social mediante a criação de uma atmosfera de discriminação contra alguns membros da comunidade, a criação de perfis das minorias e o temor das pessoas de cor, sem importar sua condição migratória".
Também lamenta a falta de liderança, tanto dos republicanos como dos democratas, em nível federal e pede uma ação imediata sobre a reforma migratória, para que "possamos encontrar o caminho a ser seguido para que os direitos e a dignidade dos seres humanos, incluindo os estrangeiros ilegais, assim como a integridade de nossas fronteiras, sejam guardados e protegidos".

Fonte: Zenit.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Papa invoca renovada efusão do Espírito Santo para toda a Igreja



Bento XVI encorajou hoje a invocar uma renovada efusão do Espírito Santo para toda a Igreja, de forma que a mensagem de salvação seja anunciada a todos.
Após presidir a Missa da solenidade de Pentecostes na Basílica Vaticana, o Papa saiu à sacada de sua sala do Palácio Apostólico Vaticano para rezar o Regina Caeli com milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro.
Após recordar a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos no Cenáculo junto à Virgem, afirmou que "nesta festa de Pentecostes, nós também queremos estar espiritualmente unidos à Mãe de Cristo e da Igreja invocando com fé uma renovada efusão do divino Paráclito".
"Nós a invocamos para toda a Igreja, em particular, neste Ano Sacerdotal, para todos os ministros do Evangelho, para que a mensagem de salvação seja anunciada a todas as pessoas", acrescentou.
Em sua saudação aos peregrinos de idioma espanhol, insistiu dizendo: "Convido-vos a rezar de um modo especial pela Igreja".
E pediu orações concretas "para que seus membros, fortalecidos com a graça do Espírito Santo, sintam cada dia mais a alegria de pertencer à grande família dos discípulos de Cristo e, com fé viva, esperança firme e caridade ardente, deem testemunho no mundo do Evangelho da salvação".
O Papa se referiu ao mistério de Pentecostes como a um "verdadeiro batismo da Igreja", recordando aquela "manifestação do poder do Espírito Santo, o qual - como vento e como fogo - desceu sobre os Apóstolos reunidos no Cenáculo e os fez capazes de pregar com coragem o Evangelho para todos povos".
E assegurou que a Igreja "vive constantemente da plenitude do Espírito Santo, sem o qual esgotaria suas próprias forças, como um barco à vela para o qual faltara vento".
"Pentecostes se renova de um modo particular em alguns momentos fortes, tanto no âmbito local como no universal, tanto em assembleias pequenas como em grandes convocações", explicou.
E mencionou os exemplos dos concílios e o encontro dos movimentos eclesiásticos com João Paulo II na Praça de São Pedro, em 1998.
"Mas a Igreja experimenta inúmeros ‘Pentecostes' que vivificam as comunidades locais", acrescentou.
E ofereceu, neste caso, como exemplos, as liturgias "especiais para a vida da comunidade, nas quais a força de Deus é percebida de maneira evidente, preenchendo as almas de alegria e entusiasmo", assim como "tantos congressos de oração, nos quais os jovens percebem claramente o chamado de Deus a sustentar sua vida em seu amor, também se consagrando eternamente n'Ele".
"Não há, portanto, Igreja sem Pentecostes", declarou. E acrescentou: "não há Pentecostes sem a Virgem Maria".
"Assim foi no início, no Cenáculo - continuou -, e assim é sempre, em todo o tempo e lugar", assegurou, recordando sua experiência no Santuário de Fátima, durante sua recente viagem a Portugal.
Neste sentido, questionou: "Na realidade, o que viveu aquela imensa multidão, na esplanada do Santuário, onde todos éramos um único coração e uma única alma, não é um renovado Pentecostes?".
"Em nosso meio estava Maria, a Mãe de Jesus - respondeu. É esta a típica experiência dos grandes santuários marianos - Lourdes, Guadalupe, Pompeia, Loreto - ou também do menor: lá onde os cristãos se reúnem em oração com Maria, o Senhor dá seu Espírito."


Fonte: Zenit.