quinta-feira, 10 de maio de 2012
Os bispos do Sudão e Sudão do Sul pospõem a sua assembléia anual
Os bispos católicos de Sudão e Sudão do Sul pospuseram a sua assembléia anual, devido ás tensões políticas entre os dois países.
Os bispos de ambos países formam a Conferência dos Bispos Católicos do Sudão (SCBR), e se encontram ao menos uma vez por ano na sua assembléia plenária para debater assuntos relevantes da Igreja católica em ambas nações.
O secretário geral da SCBR-Jartum, Santino Morokomomo, fez circular uma mensagem dizendo que o cardeal Zubeir Wako cancelou a assembléia plenária da SCBC, prevista em Juba do 12 ao 17 de Junho.
A nota acrescentava que a reunião da SCBC dependerá da evolução da situação política.
Segundo as notícias, uns aviões sudaneses bombardearam o Sudão do Sul, o que supõe uma violação da resolução da ONU que obrigou, Jartum e Juba, a colocarem um fim aos ataques mútuos, afirmou nesta quarta-feira o exército do sul do Sudão.
“A República do Sudão bombardeou de forma fortuita regiões civis”, afirmou Kella Kueth, porta-voz do exército do Sudão do Sul, explicando que estes ataques aconteceram na segunda-feira, e na terça-feira nos Estados do Alto Nilo, Unidade e Bahr el-Ghazal.
O regime de Juba denunciou que Jartum tinha enviado nos últimos dias milícias a regiões petrolíferas do norte do Sudão do Sul para lançar ataques, mas que este soldados ao final se renderam.
O ministro de informação do Sul do Sudão, Barnaba Marial Benjamin, declarou que Jartum enviou milicianos a instalações petrolíferas dos Estados da Unidade e dos Altos do Nilo, feitos com armas anti-blindagem e antiaéreas, além de fusís "kaláshnikov".
“No final decidiram render-se porque não queriam destruir o seu próprio país; os milicianos são cidadãos do Sul do Sudão que vivem no norte e que as forças de Omar Hasan al Bachir [presidente do Sudão] treinam e armam para atacar nosso território”, destacou Benjamin.
O ministro lembrou que meio milhão de cidadãos do Sudão do Sul moram no Sudão, cujas autoridades tentam recrutá-los para lançar ofensivas contra o estado do Sul.
Nas últimas semanas, Sudão e Sudão do Sul protagonizaram choques nas regiões de fronteiras onde disputam soberania e que são ricas em petróleo.
Sudão do Sul, o país mais jovem do mundo, nasceu no dia 9 de Julho de 2011 depois de um referendum sob os cuidados da comunidade internacional e depois de um conflito bélico com o norte que durou mais de duas décadas.
Fonte: Zenit.
Mobilização da Igreja contra o tráfico de seres humanos
A rede da Igreja é uma força para lutar contra o tráfico de seres humanos: essa é a convicção que anima os organizadores de um congresso internacional para combater este “flagelo bem real”. Num congresso sobre o tema no Vaticano, no qual participou o Cardeal Turkson, os assistentes expressaram preocupação por este tráfico nas próximas Olimpíadas de Londres.
O congresso foi organizado pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz e pela Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, que trabalha sobre o tráfico de seres humanos em parteceria com a polícia de londres. A iniciativa aconteceu nesta terça-feira no Vaticano, recebido também o apoio da embaixada do Reino Unido junto à Santa Sé.
Todos os dias, informa um comunicado, “homens, mulheres e crianças são comprados e vendidos”. São “reduzidos à escravidão” pela exploração sexual, trabalhos domésticos e trabalhos forçados.
O tráfico de seres humanos é, pois, “bem real” e é até mesmo classificado hoje como a “segunda empresa criminosa no mundo”, depois do tráfico ilegal de armas.
O congresso estudou especialmente os modos que as diferentes autoridades podem trabalhar juntas para abolir o comércio de vidas humanas.
Participaram congressistas de todo o mundo e entre eles o cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz; Sophie Hayes, vítima do tráfico, que testemunhou sua história; o diretor adjunto do Centro de tráfico humano britânico; Caritas Lituana e a religiosa fundadora de Albani Hope, uma organização anti-tráfico; responsáveis do departamento do crime organizado da polícia de londres, da polícia polonesa e do FBI.
Durante o encontro, as autoridades vaticanas expressaram a sua preocupação por um possível aumento do tráfico de mulheres para o Reino Unido nos próximos meses por causa dos Jogos Olímpicos de Londres.
Kevin Hyland, expert de Scotland Yard, destacou que “a Igreja pode contar com 1 bilhão e 100 milhões de católicos para ajudar não somente a freia este fenômeno, mas também a prevení-lo”.
A reunião serviu para apresentar um panorama sobre este problema, não somente olhando para as Olimpíadas mas também para outros eventos esportivos que favorecem um incremento da prostituição.
O cardeal Peter Turkson lamentou que muitos países receptores de migrantes, membros até mesmo do Grupo dos Oito (G-8) ou da União Européia, não tenham se aderido à convenção internacional sobre a proteção dos direitos dos trabalhadores migrantes e seus familiares, adotada em 1990.
Fonte: Zenit.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Amai-vos como eu vos amei
Não existe uma pessoa que não ame. Muda o objeto que é amado, mas faz parte da natureza humana voltar-se, no amor, para o que é desejado e buscado. Pode parecer muito simples, mas também a capacidade de amar vem a ser educada, num processo de formação que envolve a vida inteira. Mal formada, a inata capacidade para amar pode chegar inclusive à destruição da realidade que é amada. Trata-se de uma força imensa, plantada por Deus nos corações humanos. Ela vem do Céu, para se implantar e multiplicar-se no bem que pode ser feito na terra e se perpetuará na eternidade.
O amor é um sentimento? Envolve, sim, os sentidos, mas na compreensão cristã, que perpassa a Sagrada Escritura e a experiência secular da Igreja, é muito mais do que um sentimento. Antes, é um ato de inteligência e de vontade. Basta recordar a realidade do martírio, presente em toda a história da Igreja, na qual alguém se dispõe a superar o instinto primordial de defesa da própria vida, para entregá-la pelo bem dos outros, como resultado de sua escolha de vida no seguimento do Evangelho. Existem também situações de pessoas que, mesmo sem conhecimento do Evangelho, chegam a entregar-se pelo bem dos outros, pela causa da vida e da dignidade humana. Tais gestos fazem compreender a possibilidade de uma escolha radical, que orienta todas as energias humanas para o que não se vê nem se pode comprovar, senão pelo testemunho!
“Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. E trarás gravadas no teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno. Tu as repetirás com insistência a teus filhos e delas falarás quando estiveres sentado em casa ou andando a caminho, quando te deitares ou te levantares” (Dt 6,4). A primeira e decisiva opção na vida há de ser esta, como uma veste interior, que envolve e orienta todas as outras decisões: escolher Deus como tudo da própria existência.
O resumo da lei de Deus, expressa o Decálogo, se encontra na lapidar afirmação: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Mas foram necessários muitos séculos e, mais do que tudo, a revelação que vem do alto, para que tal mandamento viesse a ser compreendido. Aliás, foi preciso que o Pai do Céu enviasse seu Filho, como vítima de reparação por nossos pecados, para a humanidade entender o amor (1 Jo 4,7-10) e sua medida, que é justamente amar sem medida.
O amor ao próximo suscitou muitas perguntas. Afinal, o próximo é quem está perto de mim? Para povos que vagavam por desertos ou se sentiam ameaçados pelos potenciais inimigos, o estrangeiro é também próximo? Como tratar quem é diferente e incomoda? Jesus Cristo, amor do Pai que se faz carne no meio da humanidade, aproxima o amor do próximo ao amor de Deus, dizendo que o segundo é semelhante ao primeiro mandamento! Próximo vem a ser, para o Senhor, aquele de quem nos aproximamos e não apenas quem vem pedir qualquer ajuda: “Na tua opinião – perguntou Jesus –, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze tu a mesma coisa” (Lc 10, 36-37). Conhecemos o verdadeiro Bom Samaritano, o próprio Jesus, que veio percorrer as estradas do mundo, tomando a iniciativa de vir em socorro da humanidade.
Mas Jesus guarda a pérola de seu amor a ser revelada no ambiente especial da última Ceia: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 12-13). Aqui está um ponto de chegada, nascido do alto e que antecipa a realidade do Céu aqui na terra! Somos feitos para esta qualidade de amor!
Ainda que devamos amar a todos, sem distinção, cada cristão é chamado a ter um espaço de convivência, no qual possa declarar, com gestos e palavras, sua disposição para dar a vida e receber a vida doada. Nisto todos conhecerão que somos discípulos de Cristo (Jo 13,35). Pode ser a família, e quem dera que nossas famílias chegassem a esse ponto! Pode ser a experiência de uma Comunidade cristã viva, e para lá havemos de caminhar. Uma amizade sincera e pura proporciona esta declaração de amor. É uma potência indescritível de transformação da vida das pessoas. É necessário olhar ao nosso redor, pois existem, sim, pessoas, comunidades e grupos que oferecem este testemunho!
Nos mistérios da Páscoa, celebrados pela Igreja, Deus nos dá de presente esta capacidade de amar. De nossa parte, resta corresponder aos dons de Deus (Cf. Oração do dia do VI Domingo da Páscoa). Cada resposta e cada ato de amor a Deus e ao próximo contribuirão para que o mundo, sem deixar de ser mundo, seja mais parecido com o Céu!
Dom Alberto Taveira Corrêia - Arcebispo de Belém - Pará.
A especial devoção do Padre Pio a São Miguel Arcanjo
Nos últimos dois anos, as regiões da Itália vêm recebendo a exposição itinerante A devoção especial do Padre Pio a São Miguel Arcanjo, realizada por Vincenzo Comodo, professor de Sociologia no Pontifício Ateneu Regina Apostolorum, de Roma. Inaugurada em setembro de 2010 na Igreja de São Pio em San Giovanni Rotondo, a mostra seguiu para a Celeste Basílica de Monte Sant'Angelo e depois para os vários conventos onde o Padre Pio se formou como consagrado.
Professor Comodo, o que o levou a criar esta exposição fotográfica?
Comodo: Nós conhecemos o relacionamento extraordinário que o padre Pio tinha com os anjos. Em particular com o anjo da guarda. Ele recomendava para os seus devotos recorrer sempre a esse espírito celestial, não só nos momentos mais escuros da peregrinação terrena, mas sempre mesmo, fazendo dele um companheiro querido e fiel. Mas é menos conhecida a devoção ardente que ele tinha pelo Príncipe dos Anjos, São Miguel. Uma devoção que, durante a vida dele, assumiu os contornos de uma relação muito especial. Alguns aspectos são mais claros, outros ainda estão envoltos em segredos. Esta mostra foi projetada e criada para resgatar essa ligação extraordinária entre o padre Pio e o Comandante Supremo do Exército de Deus
Por que o padre Pio era tão profundamente devoto de São Miguel?
Comodo: Basicamente porque, desde criança, o padre Pio se beneficiou da sua companhia. Porque na luta contra Satanás e o seu exército do mal, ele sempre recebeu a ajuda de São Miguel, que era o guia dele para anunciar a verdade do Ressuscitado e para desmascarar a mentira, que o diabo está sempre espalhando pelo mundo para a destruição das almas. Por estas razões, ele queria que o arcanjo fosse conhecido como uma expressão do amor infinito de Deus, um exemplo superlativo de fé absoluta no Todo-Poderoso, especialmente para os seus devotos e filhos espirituais. Queria que todos pedissem a proteção do arcanjo vigilante e poderoso contra os enganos e as tentações de Satanás, que está sempre à espreita de todos. Ele queria que as pessoas se voltassem para São Miguel como um intercessor poderoso diante de Deus. Não por acaso, a gruta sagrada de Monte Sant'Angelo foi visitada por nobres, cavaleiros, reis, príncipes, cardeais da Igreja Católica Romana. Alguns se tornaram sucessores de Pedro no trono papal, como o inesquecível João Paulo II. E santos, como São Francisco de Assis e o padre Pio. Multidões de pessoas consagradas e simples peregrinos vão até ali para implorar graças e bênçãos.
Como é a mostra?
Comodo: A mostra é composta de várias telas que representam a presença de São Miguel Arcanjo na vida do padre Pio, desde a infância, com os testemunhos mais importantes de alguns dos seus filhos espirituais, que mostram sinais desta devoção tão especial. Por exemplo, os sinais que estão na Casa Sollievo della Sofferenza [Alívio do Sofrimento] e na igreja de Santa Maria delle Grazie, em San Giovanni Rotondo. Cada tela tem uma imagem acompanhada de uma legenda, para reforçar a mensagem através da combinação de imagem e texto. Falando a linguagem do coração. Esta iniciativa artística é uma grande oportunidade para aprendermos sobre este aspecto fundamental da espiritualidade do padre Pio, desconhecido para tanta gente, mas que o nosso santo capuchinho prezava muito. Tanto que o padre Pio costumava dizer para todos os seus devotos: "Vão cumprimentar São Miguel e se colocar sob a proteção dele".
O itinerário da exposição pode ser acompanhado pelo site www.padrepioesanmichelearcangelo.org (em italiano, inglês e espanhol) e no grupo do Facebook La speciale devozione di Padre Pio per San Michele Arcangelo (em italiano).
Contatos com o organizador: enzocomodo@tiscali.it.
Fonte: Zenit.
"Quiero vivir ", Marcha contra o aborto
"A associação ‘Quiero Vivir’ participará da Marcha pela vida em Roma neste domingo, 13 de maio, junto com a ‘Família Mañana’ e muitas outras associações provida, na convicção de que corresponde aos leigos sustentar publicamente a mensagem contra o aborto do Papa Bento XVI”. Com estas palavras, Julio Loredo, porta-voz da associação Luces sobre el este, da qual “Quiero Vivir” forma parte, reivindica o direito dos leigos católicos a introduzir o tema da vida no debate público, também através de manifestações e passeatas.
“O aborto – explica Loredo – é do ponto de vista moral, religioso e teológico um “crime abominável”, como lembrou muitas vezes também o Papa João Paulo II. Esta posição porém deve ser sustentada com convicção também no âmbito político e público. Deste modo os leigos que no domingo 13 se manifestarão em Roma, testemunharão sua fé e sua rejeição de todas as instâncias contrárias à vida, da contracepção ao aborto e à eutanásia. A Manifestação pela vida deve converter-se em um compromisso fixo, a ser repetido todos os anos”.
Os participantes, provenientes de aproximadamente 40 cidades italianas, partirão do Coliseu as 8h30 para chegar às 11h30 ao Castel Sant'Angelo, passando pelos Foros Imperiais, Praça Venezia e Largo Argentina. "A escolha do dia da Manifestação – acrescenta o Porta-voz de “Luces sobre el Este”- não é casual. No dia 13 de maio a liturgia lembra a aparição de Nossa Senhora, em Fátima em 1917. Nas suas mensagens aos três partorzinhos a Virgem Maria denunciou a situação de deterioração moral da sociedade, da qual o aborto e outras práticas contrárias à vida são fruto. A manifestação do 13 de maio cai no âmbito de um movimento mundial contrário a todas essas práticas”.
A primeira Manifestação pela vida, organizada pelos Cavaleiros da Imaculada, com a participação da associação “Quiero vivir”, aconteceu em Palermo em fevereiro de 2011. Em maio do mesmo ano, “Quiero vivir” participou na segunda edição em Desenzano del Garda (BS). Em fevereiro passado em Palermo, quase duas mil pessoas participaram na Marcha pela Vida, promovida por uma coordenação de associações da que forma parte “Quiero Vivir”.
Fonte: Zenit.
Bispos bolivianos contra o desmatamento e as plantações de coca
"O cultivo de coca e o desmatamento devem cessar imediatamente", conclama a Conferência Episcopal Boliviana diante da produção desenfreada desta planta no país, com suas consequências nefastas. Para discutir a questão, uma delegação da organização Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) visitou a Bolívia e se encontrou com o arcebispo coadjutor de Santa Cruz de la Sierra, dom Sergio Alfredo Gualberti.
O cultivo da coca nas nações andinas é restrito, mas o presidente boliviano Evo Morales, que já foi um dos maiores produtores da planta, vem defendendo a expansão das plantações. Reeleito em dezembro de 2009, o ex-"cocalero" ligado a Hugo Chávez levou seus planos adiante, apesar das críticas da comunidade internacional e do mundo católico. Estas críticas, por sinal, não favoreceram a melhora das relações entre o episcopado e o governo boliviano, que se tornaram especialmente complicadas em 2009 com a promulgação da nova constituição: o texto tirou do catolicismo o status de religião oficial e estabeleceu limites mais rígidos entre a Igreja e o Estado.
O bispo disse à AIS que Morales está prestes a aprovar novos desmatamentos para construir uma rodovia no coração de uma reserva natural. "A estrada chegaria até o Brasil, destruindo grande parte do Parque Nacional Isiboro, região reconhecida oficialmente como território indígena". A construção inevitável de estruturas ao longo da rodovia, segundo dom Gualberti, promoveria um desmatamento e destruição ambiental maiores ainda. "É por isso que nós, bispos bolivianos, escrevemos uma carta pastoral em defesa do meio ambiente, da justiça e do desenvolvimento".
O texto dos bispos, intitulado "O universo, um dom de Deus para a vida", também denuncia a "perda dos valores espirituais e humanos e dos princípios éticos e morais que fizeram e fazem parte da nossa identidade". Embora mais de três quartos dos dez milhões de bolivianos sejam católicos, a prática da fé está se enfraquecendo muito no país. O compromisso da Igreja é, portanto, reforçar o trabalho de evangelização. "Intensificar o ministério e promover a formação de catequistas e seminaristas são as nossas prioridades atuais".
Estas prioridades são apoiadas pela Ajuda à Igreja que Sofre, que em 2010 doou para a Igreja na Bolívia mais de 350 mil euros. Entre os projetos financiados, estão o XXIX Encontro Nacional e Internacional da Juventude da Bolívia, a formação de seminaristas e noviças, a construção de instalações para a paróquia de Nossa Senhora da Misericórdia, na diocese de Potosí, e a restauração do convento das irmãs carmelitas de Cochabamba.
Fonte: Zenit.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Estive preso e foste me visitar
A assessoria de imprensa de Jovens Conectados enviou para ZENIT esta matéria sobre a visita dos símbolos da JMJ 2013 aos encarcerados na Capital de Tocantins. Publicamos matéria na íntegra:
Durante a peregrinação da Cruz da JMJ e do Ícone de Maria pela Arquidiocese de Palmas, houve três momentos de encontro dos símbolos com os encarcerados da capital do Tocantins.
Conseguimos autorização para entrar no presídio feminino e conversar com as detentas. Ao entrar na cela, olhares desconfiados. Nas primeiras tentativas de diálogo, respostas curtas. Explicamos o que eram a Cruz da JMJ e o Ícone de Nossa Senhora. Nos aproximamos, pegamos nas mãos, elogiamos as meninas - que realmente estavam bonitas, bem arrumadas e maquiadas para receber os presentes especiais enviados pelo papa João Paulo II. E logo arrancamos sorrisos e relatos emocionantes.
G. M. foi presa por tráfico de drogas. Com apenas 21 anos, já morou com cinco homens e teve uma uma filha aos 13. Sem muitas referências familiares nem religiosas, ela afirma não ser muito católica, mas mostra interesse em conhecer melhor a igreja e nos enche de perguntas. C. A. não estava para conversa, só ficou nos ouvindo. Descobrimos depois que ela tinha uma namorada no presídio.
Quando a cruz e o ícone se aproximaram, elas se calaram e tiveram a mesma reação: colocaram os braços para fora das grades, encostaram nos símbolos e fecharam os olhos. Muitas choraram. G. M. disse que acredita em Deus para mudar sua vida. C.A., chorando, resolveu falar: pediu perdão a Deus por seus pecados. Surge então F. A., que estava quieta até então, para exclamar: eu acredito no Deus do impossível, acredito que vou sair logo daqui!
Não conseguimos entrar no presídio masculino. Os agentes trouxeram para o lado de fora nove detentos. Eles cumprem regime semi-aberto e pediram para ver os símbolos da JMJ. O arcebispo de Palmas, Dom Pedro Brito, disse a eles que muitos se encontram nessa situação porque não encontraram uma base familiar. "Não somos juízes agora, somos Igreja e queremos estar juntos de vocês".
Assim que o arcebispo os convidou para tocar os símbolos, eles se apressaram. Alguns se ajoelharam, outros ficaram de pé, e todos rezaram com fé e lágrimas. J. S., condenado a 5 anos e 4 meses de prisão, deseja ser uma nova pessoa. Ele ficou muito agradecido pela visita. "Já estou gostando dessa cruz".
Os símbolos ainda fizeram uma rápida visita ao centro para jovens infratores. O amor de Cristo enfrentou barreiras, atravessou as grades e inundou as prisões.
Equipe Jovens Conectados
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