quarta-feira, 2 de maio de 2012

Os símbolos da JMJ estão chegando na Capital do Brasil

Daqui a 10 dias os Símbolos da Jornada Mundial da Juventude estarão chegando na capital do Brasil, Brasília. A arquidiocese de Brasília se prepara para receber os símbolos da JMJ que estão em peregrinação pelas dioceses do País. Juntamente com o Ordinariato Militar do Brasil, a arquidiocese prepara a visita dos símbolos nos 4 Vicariatos que está dividido a arquidiocese de Brasília, convidando a todos os jovens da Capital para participarem do grande evento Bote Fé no sábado, 12 de Maio, na Esplanada dos Ministérios. A peregrinação pela arquidiocese de Brasília e pelo Ordinariato Militar terminará com a celebração da Santa Missa na Catedral Metropolitana de Brasília, no domingo, 13 de maio, às 18hs. Para maiores informações acesse: www.arquidiocesedebrasilia.org.br ou www.rio2013.com

Pedro To Rot: Marido e modelo de pai

Pietro To Rot é um catequista da Papua Nova Guiné, morto em 1945 por causa da sua oposição à poligamia; celebra-se este ano o centenário do seu nascimento. O Bispo de Rabaul, o Bergamês salesiano Francesco Panfilo, Bispo de Rabaul, propõe: "Por que não redescobrir essa figura marido e pai modelo, justo em vista do VII Encontro Mundial das Famílias que acontecerá em Milão?". O nome de To Rot nos diz pouco ou nada, mas para a Igreja de Papua é uma glória local genuína: é, de fato, o primeiro beato daquela terra, elevado à glória dos altares, no dia 17 de janeiro de 1995 por João Paulo II . Não é por acaso que, há poucos dias atrás, os bispos de Papua Nova Guiné e das Ilhas Salomão fizeram uma peregrinação ao santuário de Rakunai, país natal do beato. E no verão estão previstas celebrações jubilares a serem realizadas no dia 7 de julho, festa litúrgica do beato. Pedro nasce de um chefe da tribo, dentre os primeiros convertidos à fé católica. Do seu pai, Angelo, o jovem Pedro herda as qualidades de um líder, da sua mãe Maria – cristã fervorosa – uma sensibilidade religiosa não comum. Com estas características, unidas à predisposição para os estudos, algumas pessoas vêem muitos "sinais de vocação" para o sacerdócio e pensam enviar o garoto para estudar na Europa. Mas o pai escolhe para Pedro um futuro leigo: com apenas 21 anos já é um bom catequista, inestimável colaborador dos missionários. Em 1936, aos 24 anos, casou-se com Paula Varpit, uma menina de 16 anos, também ela muito fervorosa. "Inspirado por sua fé em Cristo, foi um marido devoto, pai amoroso e um catequista comprometido, conhecido pela sua cordialidade, pela sua gentileza e pela sua compaixão”: assim em 1995 o Papa Wojtyla falava de Pietro To Rot, acrescentando que ele " tratou a sua mulher Paola com grande respeito; orava com ela toda manhã e toda noite. Para os seus filhos tinha uma grande afeição passava com eles o máximo do tempo que fosse possível”. Ainda: o beato "teve uma grande visão do matrimônio e, apesar do grande risco pessoal e da oposição, defendeu a doutrina da Igreja sobre a unidade do matrimónio e da necessidade de fidelidade mútua." Durante a Segunda Guerra Mundial, de fato, a sua aldeia, Rakunai, foi ocupada pelos japoneses, os missionários acabaram presos, mas To Rot assumiu a responsabilidade pela vida espiritual dos seus concidadãos, continuando a ensinar os fiéis, a visitar os doentes e batizar . Mas quando as autoridades legalizaram a poligamia, o Beato Pedro denunciou firmemente essa prática. Comentou João Paulo II: "Ele proclamou com coragem a verdade sobre a santidade do casamento. Recusou tomar o "caminho mais fácil" do compromisso moral. "Devo cumprir o meu dever e como testemunho na Igreja de Jesus Cristo”, explicou. O medo do sofrimento e da morte não o pararam ." Mesmo na prisão Pedro permaneceu sereno, até mesmo alegre, até que ele foi assassinado com uma injeção em julho de 1945 por um médico japonês. Comenta Mons. Panfilo. "Pedro To Rot, catequista e mártir, foi um grande defensor da família e do sacramento do matrimônio. Este ano na Diocese de Rabaul estamos comemorando o centenário, apontando para a renovação da família. E eu espero que o VII Encontro Mundial das Famílias, programado em Milão, represente uma oportunidade para valorizar essa figura". Fonte: Zenit.

Internet e Pornografia

Foi publicado na Inglaterra, no dia 16 de abril, o relatório final de uma investigação Parlamentar sobre a Proteção Online da Criança. A conclusão é que o Internet Service Provider (ISP) e o governo devem fazer mais para manter as crianças seguras enquanto navegam na rede. O parlamentar conservador por trás do estudo, Claire Perry, pediu que provedores de Internet ofereçam para os pais uma maneira simples de filtrar conteúdos de adultos. "Nossa investigação revelou que muitas crianças têm acesso fácil à pornografia através da Internet, bem como a sites que mostram violência extrema ou promovem auto-mutilação e anorexia", disse à BBC no dia 18 de abril. O relatório começa elogiando os inúmeros benefícios da Internet, mas ao mesmo tempo, detecta a presença de aspectos negativos, entre os quais o fato, sempre mais evidente, de que a Internet tornou-se uma presença, always-on, ativa, fixa, em nossas vidas . Muitos na indústria da Internet - observa o relatório - dizem que seria melhor instalar em cada um dos computadores controles ou filtros, em vez de fazê-lo a nível de ISP, mas estes dispositivos a nível de filtros têm limitações e muitos pais não os usam. O uso destes filtros diminuiu 10% nos últimos três anos e quase seis em cada dez crianças têm acesso ilimitado. Como resultado mais e mais crianças têm encontrado, ou pelo menos buscado, material pornográfico. A idade média em que a criança começa a usar a Internet no Reino Unido é de 8 anos e muitas começam sozinhas. Uma pesquisa do 2008 constatou que o 27% dos meninos usa material pornográfico a cada semana. Outro estudo descobriu que um quarto dos jovens tinha recebido e-mail pornô indesejado ou mensagens instantâneas. Antes da investigação parlamentar, seja sondagens que testemunhos tinham expressado sérias preocupações com a facilidade de acesso à pornografia e às imagens muitas vezes violentas e degradantes disponíveis. Além disso, nos últimos tempos a quantidade de conteúdo explícito tem aumentado significativamente. Dessensibilização Na pesquisa algumas testemunhas disseram que o uso regular de pornografia insensibiliza as crianças e os jovens para atos violentos ou sexualmente agressivos, reduzindo as inibições, tornando-as mais vulneráveis aos abusos e à exploração. Além disso, a exposição à pornografia leva os jovens desde muito cedo ao envolvimento sexual. Em outros setores da mídia, governo e indústria privada trabalham juntos para proteger as crianças, através da criação de avaliações de filmes e normas de publicidade. O relatório, também lamentou o fato de que, com a Internet, qualquer proposta de regular os conteúdos antes do ponto de entrega seja atacada como censura. Em qualquer caso, algumas medidas positivas foram tomadas, disse o relatório. De outubro deste ano, as quatro principais ISPs britânicas decidiram implementar novos controles em que o consumidor deve escolher ativamente se instala ou não o dispositivo de filtros como parte do account no processo de inscrição. Embora este seja um passo na direção certa, o relatório apontou que nove em cada dez crianças vivem em casas que já têm acesso à Internet e as empresas não têm planos detalhados para oferecer esse filtro para clientes existentes. Além disso, não protege todos os dispositivos através dos quais pode-se acessar à rede. Os telefones celulares, de fato, assim como os jogos, os tocadores portáteis de mídia e e-reader, podem facilmente acessar a Internet e cada um destes dispositivos, em uma casa, precisariam portanto de um próprio filtro. Deve-se acrescentar também o fato de que, sempre de acordo com o relatório, muitos pais têm dificuldade para instalar os filtros e de mantê-los, e podem ser “superados em astúcia” pelas crianças mais expertas na tecnologia. A pesquisa também descobriu que os aparelhos não são vendidos com configurações de segurança de acesso ativadas como configurações padrão; os revendedores, além do mais, não perguntam nunca se os computadores ou os aparelhos com acesso à internet que estão vendendo, deverão ser utilizados por crianças e não fornecem informações sobre as configurações de segurança. Um novo sistema "Uma nova abordagem é necessária" afirma portanto o relatório. A proposta é de um sistema de opt-in, através do qual os clientes poderão optar por receber conteúdo pornográfico, preservando assim a escolha do consumidor, mas que fornece, ao mesmo tempo, conteúdos "limpos" da Internet, de forma a proteger as crianças. Este sistema já está em vigor para telefones celulares na Grã-Bretanha: a maioria das empresas, de fato, já bloqueou os conteúdos para adultos até a idade da verificação de controle estabelecida pelo cliente, ou seja, mais de 18 anos. Filtros de rede, que são oferecidos por somente um provedor britânico, TalkTalk, protegem todos os dispositivos que compartilham uma conexão com a Internet e melhoram a proteção para as crianças. Um único filtro de rede aplica os filtros num nível de conta única, de modo que cada dispositivo conectado a uma única conexão Internet está coberto pelas mesmas configurações. Tais sistemas já estão em vigor em muitas empresas e nas escolas. Nâo há evidências, afirma em seguida o relatório, que um modelo de opt-in poderia diminuir a velocidade da Internet e as principais objeções ao seu uso parecem ser apenas "ideológicas". Outra forma de proteção são os chamados whole-network filters, filtros de toda-rede, que excluem conteúdo de todas as contas atendidas pelos provedores de internet. O relatório disse no entanto que é preciso aprofundar e estudar ainda mais esta opção. Outros tipos de medidas têm sido recomendadas pelo relatório. Estas incluem a melhoria da educação em segurança na Internet; a filtragem de redes públicas de Wi-Fi e uma nova estrutura de regulamentação para os conteúdos online. É necessário ver se o governo vai implementar as recomendações da investigação. Fonte: Zenit.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Jesus também foi o filho do carpinteiro

Amanhã, 1 de maio, celebra-se em quase todos os países do mundo o Dia do Trabalho, lembrando reinvindicações laborais de especial relevância. Há mais de 50 anos a Igreja viu a importância desta festa para refletir sobre a figura de São José, o pai de Jesus, que foi um modelo de trabalhador, no sustento da sua família. Mas, acima de tudo, foi aquele que acompanhou seu filho adotivo em sua formação humana, abrindo assim as portas para a redenção do próprio trabalho. Por este motivo, ZENIT entrevistou o sacerdote Tarcisio Giuseppe Stramare OSJ, diretor do Movimento Josefino com sede em Roma, que realiza um extenso trabalho de pesquisa e de valorização da figura de São José no mundo inteiro. Como foi que o 1 de maior mudou, da festa dos trabalhadores para a festa de São José Operário? Pe. Stramare: A Festa de São José Operário, estabelecida no 1 de maio de 1955, é recente. Foi o Papa Pio XII que quis reivindicar do trabalho e da sua “festa”, o verdadeiro significado e o valor cristão. O trabalho, de fato, não pertence a uma ideologia ou a um partido, mas ao homem: por isso, foi especialmente redimido por Jesus, tanto que João Paulo II, na encíclica Laborem Exercens usou a expressão comprometida de "Evangelho do trabalho". Gostaria de aprofundar a expressão "Evangelho do trabalho"? Pe. Stramare: "Evangelho" é a boa notícia a respeito de Jesus, o salvador da humanidade. Bem, embora geralmente vemos Jesus como alguém que ensina e faz milagres, tinha se identificado de tal modo com o trabalho, que em seu tempo foi considerado como "o filho do carpinteiro", ou seja, artesão em si mesmo. Entre as muitas atividades possíveis, a sabedoria de Deus escolheu para Jesus aquela do trabalho manual, confiando a educação do seu próprio filho não à escola dos sábios, mas a um humilde artesão, ou seja, a São José. Mas São José era um descendente do rei Davi? Pe. Stramare: Certamente, e essa origem mantém toda a sua importância no registro para reivindicar em Jesus o título de Messias, que também é importante. Do ponto de vista social, no entanto, Jesus quis ser catalogado como "operário", nascido de Maria, a esposa de José, que era um "trabalhador". Além do título davídico, essencial para seu reconhecimento como o Messias, Jesus recebeu de José a dimensão humana do trabalhador. Com a festa de São José Operário, Pio XII enfatizou a importância da dimensão social de Jesus, talvez muito oculta nas suas atividades como mestre e curador, certo? Pe. Stramare: O trabalho, de fato, que tem sido uma parte integrante da "existência" de Jesus, também faz parte da revelação cristã. Os Evangelhos enfatizam especialmente "o fato de que ele, que sendo Deus se fez semelhante a nós em tudo, dedicou a maior parte da sua vida terrena ao trabalho manual, no banco do carpinteiro". Esta circunstância é de grande importância para a teologia da Encarnação, que ensina que Jesus se associou às realidades terrenas, não só para mostrar a sua humanidade, mas para "santificá-la" por ele. Podemos dizer que o trabalho foi "redimido"? Pe. Stramare: Sim, isso é exatamente o que diz a definição acima mencionada do "Evangelho do trabalho". "O trabalho humano e, particularmente, o trabalho manual encontram no evangelho uma especial importância. Junto com a humanidade do Filho de Deus, este foi incorporado no mistério da Encarnação, que também foi redimido de modo particular”. O criador do universo realmente “trabalhou com mãos humanas", santificando diretamente o trabalho humano. São José, portanto, desempenhou um papel importante na vida de Jesus ... Pe. Stramare: São José foi, no plano da providência divina, o instrumento necessário da redenção do trabalho, que aconteceu justamente na sua humilde oficina, através da missão que ele realizou não só com Jesus, mas ainda por acima de Jesus, que "era-lhes submisso". "Esta" ‘submissão’, ou a obediência de Jesus em Nazaré, também é entendida como a participação no trabalho de José. Aquele que foi chamado de"o filho do carpinteiro” tinha aprendido o trabalho do seu ‘pai’ putativo. Se a família de Nazaré, na ordem da salvação e da santidade, é o exemplo e o modelo para as famílias humanas, por analogia, é o trabalho de Jesus ao lado de José o carpinteiro". Então é claro que junto ao Redentor do trabalho, que não pode ser outro senão Jesus, a presença paterna de São José não podia ser ignorada... Pe. Stramare: Exatamente. Nenhum dos homens, depois de Maria, esteve tão perto das mãos, da mente, da vontade e do coração de Jesus, como São José. Ressalta-o Pio XII, sugerindo o exemplo de São José para os trabalhadores. Tendo em conta, de fato, que o espírito do evangelho brota do coração do Homem-Deus em todos os homens, “a verdade é que nenhum trabalhador foi tão perfeito e profundamente penetrado como o pai adotivo de Jesus, que morou com ele numa grande intimidade e comunidade de vida e trabalho.”Daí o convite do mesmo pontífice para os trabalhadores: “Se querem estar próximos de Cristo, Ite a Ioseph” , vão à São José! Como modelo dos trabalhadores, por tanto, são José é também seu padroeiro especial. Mas quem foi realmente Jesus? Sob qual aspecto deve ser levado em conta? Pe. Stramare:Jesus é, acima de tudo, o Filho de Deus e, portanto, é Deus. O professamos abertamente no Credo e o expressamos com o título de “Senhor”, que sempre colocamos diante dos nomes de Jesus e Cristo. Durante a sua vida terrena, porém, Jesus quis ser conhecido como "o Nazareno", originário de um país desprezado, e também como "Galileu", ou seja, que pertence a uma região periférica. Até mesmo durante a sua vida pública, quando será o Mestre, não se esquecerá - para denegri-lo - que ele era apenas o “filho do carpinteiro”. Humanamente falando, Jesus era um "trabalhador" a título completo. Na identidade de “filho de José” estava incluído “o estado civil, a classe social, a posição econômica, a experiência de trabalho, familiares, a educação", como gostava de apontar o Papa Paulo VI. Jesus, porém, não tinha vergonha de vestir a sua excelsa dignidade com a humilde condição de trabalhador, plenamente consciente de que seria para ele motivo de descrédito. Embora pudesse gabar-se de títulos mais nobres, Jesus deliberadamente escolheu para si o mais comum, o mais amplamente compartilhado da condição humana, ou seja, o de ser trabalhor. Fonte: Zenit.

O desafio do desenvolvimento para a África

"Da Ecclesia in Africa de João Paulo II à Africae munus de Bento XVI" é o título do seminário organizado pela Área de Pesquisa e Estudos Interdisciplinares para o Desenvolvimento da Cultura Africana, da Pontifícia Universidade Lateranense, que acontece neste dia 2 de maio na Sala Paulo VI da universidade. A iniciativa tem o objetivo de analisar a situação da África e os seus diversos aspectos e perspectivas, identificando desafios e modalidades para o desenvolvimento da cultura africana à luz das duas exortações apostólicas. Evangelização, inculturação, justiça e paz, comunicação, governança, reconciliação e perdão são os temas apresentados pelos palestrantes. Entre eles, o presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, cardeal Robert Sarah; os bispos Enrico dal Covolo e Barthélemy Adoukonou, respectivamente reitor da Pontifícia Universidade Lateranense e secretário do Conselho Pontifício para a Cultura, e o deputado italiano Jean Léonard Touadi. Fonte: Zenit.

Rezar em defesa da família e que Maria acompanhe todos os missionários

Duas são as intenções de oração – uma geral e uma missionária – que o Papa Bento XVI propõe todos os meses. As confiadas ao Apostolado da Oração para o mês de maio de 2012, que se inicia, são as seguinte: “Para que sejam promovidas na sociedade iniciativas que defendam e reforcem o papel da família”, cita a intenção geral. A intenção missionária para maio – mês mariano por excelência – afirma: “Que Maria, Rainha do Mundo e Estrela da Evangelização, acompanhe todos os missionários no anúncio de seu filho Jesus”. Fonte: Zenit.

"João Paulo II levou à sede de Pedro a mensagem da Divina Misericórdia"

Na medida que o tempo passa, descobrimos mais riquezas deixadas pelo então beato João Paulo II, seja à Igreja como a todo mundo. Grandes mensagens e intervenções a favor dos povos, bem como intermediações reservadas, mostram a grandeza do coração de um papa que pensava e rezava por todos. Também soubemos que esse coração tinha sido forjado desde uma tenra idade pela imitação de Jesus Misericordioso, grande devoção da sua Cracóvia natal, e que ele mesmo apoiou do seu pontificado, deixando assim uma riqueza para a fé nestes tempos difíceis. Há um ano da beatificação do papa polonês, visitamos a Igreja do Espírito Santo em Sassia, Roma, que muitos já reconhecem como o "Santuário da Divina Misericórdia" - e também de João Paulo II - dado o número de peregrinos que a visitam. Ali param diante de uma relíquia que contém seu sangue e uma grande pintura do novo beato, abençoada anos atrás pelo seu ex-secretário e hoje cardeal de Cracóvia, o arcebispo Stanislaw Dziwisz. Outros chegam até aí para contemplar a cadeira usada pelo beato na sua visita e que o reitor do santuário utiliza e se encomenda a cada dia, monsenhor Josef Bart, com quem ZENIT pôde conversar no meio de uma (normal) jornada agitada. Ele, como polonês, dirige todos os seus esforços para tornar conhecido o dom da Divina Misericórdia e seus dois grandes apóstolos, Santa Faustina Kowalska e o Beato João Paulo II. Esta igreja está intimamente ligada a João Paulo II, certo? - Mons. Josef Bart: Sim, a Igreja do Espírito Santo em Sassia, que está a poucos passos da Basílica de São Pedro, é uma igreja que o Beato João Paulo II, por escolha pessoal, dedicou ao culto da Divina Misericórdia. Ele trouxe até à Sé de Pedro, da sua Cracóvia natal - a capital da Divina Misericórdia - essa grande mensagem enviada à Santa Faustina Kowalska; e quis que aqui, no mesmo coração do cristianismo, se elevasse o grito para a misericórdia de Deus. E agora também se tornou um santuário para João Paulo II ... - Mons. Josef Bart: Claro, uma vez que esta igreja foi dedicada pelo Papa João Paulo II à Divina Misericórdia, da qual fez um grande clamor durante o seu pontificado. Após sua morte, nesta igreja há uma capela lateral dedicada a ele com as suas relíquias, que é uma gota de sangue depositada num relicário antigo. A sua presença e sua relíquia estão para ajudar aqueles que vêm a esta igreja para receber esta grande herança que João Paulo II nos deixou, com Santa Faustina. Neste último ano, após a beatificação, as pessoas visitam muito essa capela? - Mons. Josef Bart: Dado que João Paulo II morreu na véspera da Festa da Divina Misericórdia, sem dúvida, muitas pessoas após a sua morte redescobriram essa grande mensagem. A partir da sua morte aumentou consideravelmente o afluxo de peregrinos nesta igreja, seja para venerar a imagem da Divina Misericórdia, seja para honrar o grande apóstolo da Divina Misericórdia que foi João Paulo II, e Santa Faustina. Que papel cumpriu esta igreja um ano atrás, durante a beatificação? - Mons. Josef Bart: Devemos lembrar que o Papa Bento XVI escolheu o domingo da Divina Misericórdia para elevar aos altares João Paulo II, justamente por causa dessa estreita relação entre o pontificado de João Paulo II e a mensagem da Divina Misericórdia. O Papa disse que é possível resumir todo o anúncio do pontificado de João Paulo II como o anúncio da Divina Misericórdia. Por isso, naquele dia, distribuimos na igreja aproximadamente 100.000 sagradas comunhões. Você já ouviu pessoas falarem sobre graças recebidas por intercessão do Beato João Paulo II? - Mons. Josef Bart: As pessoas todos os dias, quando vêm a este santuário e aproximam-se das relíquias de João Paulo II, deixam cartas escritas com diversas intenções e pedem pela conversão, ou também pela volta de um filho que há tempo não voltou para a família. Também pedem pelas crianças doentes, já que nossa Igreja está próxima do hospital Menino Jesus, e os pais de família vêm rezar e pedir graças. Você já leu cartas nas quais os fiéis agradecem alguma graça recebida? - Mons. Josef Bart: Alguém encontrou a graça do trabalho, especialmente agora que estamos em uma crise econômica e muitas pessoas perderam seus empregos. Sabemos que João Paulo II foi trabalhador e apreciava o trabalho, e tem lutado durante o seu pontificado para que cada homem tenha o direito de trabalhar. No ano passado, o que as pessoas reconhecem do novo Beato, na medida em que o conhecem? - Mons. Josef Bart: João Paulo II era um homem de grande coragem. Não nos esqueceremos que começou o seu pontificado dizendo: "Não tenhais medo!". Hoje em dia, onde nos enfrentamos com muitos problemas no mundo, seja de ordem material ou espiritual, as pessoas que sentem a tentação de cair no desespero, na tristeza, na angústia e na solidão, encontram no pontificado de João Paulo II – na sua figura, no rico ensinamento que nos deixou - a grande coragem para fixar o olhar em Cristo e confiar na sua misericórdia infinita, da qual provém toda graça. Será que João Paulo II visitou esta igreja? - Mons. Josef Bart: Sim, no 23 de abril de 1993 veio a esta igreja para doar-nos esse grande ícone de Jesus Misericordioso, e nesta igreja, pela primeira vez, deu a bênção solene com esta imagem. Não era ainda oficial o domingo da Divina Misericórdia. Fonte: Zenit.