sexta-feira, 27 de abril de 2012
Cristãos no mundo árabe: Um ano após a primavera Árabe
Na quarta-feira, 9 de maio, os grupos políticos PPE e ECR do Parlamento Europeu organizarão, em conjunto com a Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia (COMECE), um seminário sobre os Cristãos no Oriente Médio e Norte da África, que se estende um pouco ao seminário de 2010 sobre a perseguição dos cristãos.
Para este seminário, dedicado aos "Os Cristãos no mundo árabe: um ano depois da primavera árabe" a COMECE convidou organizações, como Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), Portas Abertas Internacional, e Pew Forum on Religion & Public Life, a apresentar os informes respectivos e a sua análise.
O seminário acolherá testemunhos ligados ao Oriente Médio: Cornélius Hulsman, Arab-West Report, Egito; monsenhor Samir Nassar, arcebispo maronita de Damas, na Síria; monsenhor Pierbattista Pizzaballa, custódio da Terra Santa, Jerusalém; e Demianos Kattar, ex-ministro das Finanças do Líbano.
Este seminário, diz uma nota da COMECE, "nos ajudará a compreender até que ponto a "primavera árabe" dá atenção a valores mais liberais como a democracia e os direitos fundamentais".
A palestra será dirigida por Jan Olbrycht MEP (Grupo PPE); Konrad Szymański MEP
(Grupo ECR); e Monsenhor Joe Vella Gauci (COMECE).
às 16h40, haverá a apresentação dos relatórios sobre os cristãos no mundo árabe por AIN, Portas Abertas Internacional e Pew Fórum on Religion an Public Life.
Às 17h40, haverá o depoimento de testemunhas sobre a prática da liberdade religiosa no mundo árabe.
Às 18h45, será apresentado o relatório da Conferência do Líbano por monsenhor Piotr Mazurkiewicz, secretário-geral da COMECE.
Fonte: Zenit.
Pesquisa sobre as sequelas psicológicas em crianças que venceram o câncer
A Universidade Pontifícia de Comillas e a Asion, associação espanhola de pais de crianças com câncer, firmaram um convênio de colaboração para desenvolver o projeto de pesquisa “Transtorno e sintomas de estresse pós-traumático em sobreviventes de câncer pediátrico”, cujo principal responsável é Carlos Pitillas Salvá, do Instituto Universitário da Família, da mesma universidade. O acordo foi assinado por Teresa González Herradas, presidente da Asion, e José Ramón Busto, SJ, reitor da universidade.
O objetivo da pesquisa é conhecer com mais precisão as sequelas psicológicas do câncer pediátrico nas crianças tratadas contra essa doença. Em contraste com a evolução clínica da oncologia pediátrica, ainda são desconhecidos os mecanismos que levam alguns destes pacientes a superar com mais dificuldades a experiência da doença. A pergunta básica a ser respondida é: por que algumas crianças se tornam adultos sadios dos pontos de vista médico, psicológico e social e outras não?
A metodologia usada será a de enquetes, para explorar a experiência da criança e dos seus responsáveis, assim como a relação entre esta experiência e as sequelas psicológicas no longo prazo. A tese central do projeto é que uma parte importante da qualidade de vida e do ajuste psicológico na sobrevivência responde aos intercâmbios emocionais em família durante o tratamento. A premissa da tese é um dos princípios básicos da psicologia do desenvolvimento: a criança extrai informação sobre o significado de uma experiência através das respostas e das expressões de quem cuida dela.
O Instituto Universitário da Família é um centro orientado à pesquisa dos fenômenos sociais, psicológicos e de saúde que afetam a família e a infância. Desde a fundação, procura atender uma quantidade cada vez maior de pessoas em risco de exclusão social ou em situações adversas, como a doença. Recentemente, o instituto abriu uma linha de pesquisa focada na família que enfrenta a enfermidade, contexto em que se desenvolve este estudo.
A Asion colaborará com o Instituto Universitário da Família distribuindo a enquete entre os afiliados e pacientes da sua base, com a certeza de que o estudo proporcionará uma série de diretrizes para pais e responsáveis, as quais facilitarão a volta à normalidade para as crianças que superaram a doença.
A Asion é uma associação sem fins de lucro, nascida em 1989 por iniciativa de um pequeno grupo de pais que passaram pela cruel experiência de ter um filho atingido pelo câncer. O grupo cresceu com os anos até se tornar uma organização de utilidade pública reconhecida pelo governo espanhol, em 1995. O objetivo prioritário é ajudar crianças com câncer e suas famílias a enfrentarem os problemas que surgem a partir do diagnóstico. A associação trabalha com doentes de zero a 18 anos diagnosticados ou tratados na Comunidade de Madri, bem como com qualquer membro da família que precise da sua ajuda.
Em 2010, foi lançado o programa “La Hucha de Tomás” [O cofrinho de Tomás, ndr], da área científica da Asion, com o objetivo de apoiar as pesquisas em oncologia pediátrica. Esta iniciativa levou à parceria com a Universidade Pontifícia de Comillas.
Mais informação: www.asion.org.
Fonte: Zenit.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Sem a oração nossa atividade converte-se em puro ativismo
Bento XVI continuou sua reflexão sobre a oração durante a catequese dirigida aos fiéis e peregrinos reunidos, nesta quarta-feira, na Praça de São Pedro, para a tradicional Audiência Geral.
O Papa recordou que a catequese anterior mostrou as difíceis situações às quais a “Igreja procurou dar respostas à luz da fé, guiada pelo Espírito Santo”. Nesta quarta, a reflexão foi sobre a oração, que é prioridade para os cristãos, como narrado por São Lucas nos Atos dos Apóstolos(Cfr Ato 6).
Os apóstolos “cientes de que a prioridade da missão era o anúncio da Palavra de Deus”, não ignoravam o mandato de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Duas realidades que devem ser vivas na Igreja – “o anúncio da Palavra e a caridade concreta” ,disse o Santo Padre, "criavam dificuldade" e era preciso encontrar uma solução para que ambas ocupassem seus devidos lugares, a “necessária relação entre elas”.
Por isso, continuou o Pontífice, foram escolhidos “sete homens de boa fama para serviço da caridade, ao passo que os Apóstolos se dedicariam inteiramente à oração e ao serviço da Palavra”. Estes devem gozar não apenas de “boa reputação”, mas devem ser “cheios do Espírito Santo”, ou seja, não apenas “organizadores que sabem fazer”, mas fazer no “espírito da fé, com a luz de Deus, na sabedoria do coração”.
Bento XVI citou o seguinte episódio, narrado por Lucas: “Marta, Marta, tu te inquietas e te agitas por muitas coisas; no entanto, pouca coisa é necessária, até mesmo uma só. Maria, com efeito, escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada"(Cfr Lucas 10, 41-42). Este e outros episódios nos ensinam que, “no meio das atividades de cada dia, não devemos perder de vista a prioridade da nossa relação com Deus na oração”.
O Papa recordou que “num mundo acostumado a avaliar tudo segundo os critérios da produtividade e eficiência”, devemos lembrar que, “sem a oração, a nossa atividade se esvazia, convertendo-se em puro ativismo, que nos deixa insatisfeitos.
A passagem dos Atos dos Apóstolos nos recorda a importância do trabalho que, sem dúvidas, cria um verdadeiro e próprio ministério, no empenho das atividades quotidianas “desenvolvidas com responsabilidade e dedicação”, mas também mostra a nossa “necessidade de Deus”.
A oração deve ser para nós como que a respiração da alma e da vida”, afirmou o Santo Padre.
Ao final Bento XVI dirigiu a seguinte saudação aos peregrinos de língua portuguesa:
Uma saudação cordial aos diversos grupos de brasileiros e demais peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente aos fiéis da Diocese de Serrinha acompanhados do seu Bispo, Dom Ottorino Assolari. No meio dos inúmeros afazeres diários, é justamente na oração, alimentada pela Palavra de Deus, que encontrareis novas luzes para vos guiar em cada momento e situação. E que Deus vos abençoe a vós e vossas famílias
Fonte: Zenit.
Vietnã: atentado a um orfanato e ataque selvagem a um sacerdote
O arcebispo de Hanói, Vietnã, pediu uma investigação sobre as violências que levaram à destruição de um futuro orfanato e à agressão a um padre.
Ao amanhecer do dia 14 de abril, em uma paróquia da diocese de Hanói, um grupo de indivíduos de origem desconhecida destruiu uma instalação destinada a acolher os órfãos. O padre responsável deste estabelecimento foi espancado de forma selvagem, perdeu a consciência e foi levado ao hospital. No dia seguinte, 15 de abril, foi enviado um comunicado assinado pelo chanceler da arquidiocese narrando os fatos e a "agressão brutal" cometida por um grupo de indivíduos qualificados como mafiosos.
O padre Nguyen Van Binh, pároco da paróquia de Yên Kiên, tinha comprado um terreno de 500 metros quadrados localizado no terreno de outra paróquia, Go Cao (no distrito de Chuong My pertencente à cidade de Hanoi). Tinha construído uma casa com a intenção de acolher jovens órfãos da região.
Às 9 horas da manhã, 14 de abril de 2012, vieram avisar que casa tinha sido demolida no início da manhã. Foi imediatamente ao local. Ali foi agredido de surpresa por uma gangue de mafiosos que lhe agrediram de modo selvagem e o deixaram ali no chão sem sentidos. O comunicado do arcebispo declarou que se tratava de um relato da mesma vítima. Por causa da agressão o padre Binh sofre do tímpano, de derrame de sangue no interior dos ouvidos, de esquimose na cara. Também sente fortes dores na cabeça e no estômado.
Graças ao arcebispo de Hanói e ao conselho paroquial de Yên Kiên, pôde ser transferido a um centro onde recebeu atendimento de emergência e foi submetido a vários testes. O padre está agora sendo cuidado na arquidiocese de Hanói. Seu estado de saúde melhorou um pouco.
Segundo o comunicado do arcebispo, os golpes dados pelo grupo desordeiro constitui uma violação da lei, um atentado brutal à dignidade humana. Esta ato inaceitável e desprovido de humanidade comoveu e encheu de indignação os sacerdotes e os leigos. Semeou confusão e ansiedade no espírito dos fiéis de diversas comunidades católicas de Chong My. Esta é conclusão do comunicado da arquidiocese.
O arcebispo de Hanói, enviou uma carta à Segurança Pública de Chuong My, pedindo-lhe para fazer uma pesquisa rápida, para que possam acabar estas práticas bárbaras e que nenhuma pessoa possa voltar a sofrer o mesmo. A dignidade humana deve ser respeitada, sublinhou o arcebispo.
Deram-se detalhes adicionais por outras fontes que ofereceram uma versão dos fatos um pouco diferentes. Dão mais ênfase sobre a presença de agentes de Segurança Pública com o grupo desordeiro.
O projeto e a construção do orfanato foi colocado sob a responsabilidade de uma associação beneficente local chamada "Família Agadé”
Fonte: Zenit.
Sudão e Sudão do Sul devem evitar a guerra
A Caritas Internacional teme uma guerra iminente entre o Sudão e o Sudão do Sul, com trágicas consequências humanitárias para ambos, a menos que eles interrompam a ação militar que está em curso.
O Sudão do Sul se separou do Sudão em julho passado, após referendo a favor da independência. Foi a culminação do Acordo de Paz Global de 2005, que acabou com duas décadas de guerra. Até agora, porém, as áreas de contenção que incluem a demarcação da fronteira, o status das áreas disputadas em Abyei, Kordofan Sul e Nilo Azul e os direitos sobre o petróleo não foram resolvidos. A confederação da Caritas, com mais de 160 agências de ajuda católicas, teme que os recentes enfrentamentos levem os dos países ao extremo.
Há preocupação também com o uso de uma retórica extremista pelos oficiais, que está incitando um clima de medo. Os ataques no Sudão contra os cristãos, como o saque da Igreja Presbiteriana Evangélica em Cartum no sábado passado, são profundamente preocupantes. Cerca de 500.000 sudaneses do sul vivem no Sudão. As relações entre os predominantes sudaneses muçulmanos e os cristãos sudaneses do sul continuam boas.
O secretário geral da Caritas Internacional, Michel Roy, afirma: "A Caritas apela ao Sudão e ao Sudão do Sul para interromperem as ações militares na fronteira. Não é tarde para os dois governos evitarem a guerra. A paz só pode ser conseguida na mesa de negociação e com a completa implementação do Acordo de Paz Global".
"A comunidade internacional fracassou na tarefa de evitar o risco iminente de guerra e precisa honrar seus compromissos para garantir que todos os temas pendentes sejam resolvidos pacificamente".
"Dois milhões de pessoas morreram na guerra passada. Todos serão perdedores em outro conflito. Os povos do Sudão e do Sudão do Sul desejam a paz. Seus governos e a comunidade internacional conseguiram grandes coisas ao acabar com a guerra, e não podem permitir que as conquistas se percam".
"Ambas partes devem exercer a moderação. Têm o dever, para com seu povo, de garantir a sua segurança. Isto inclui refrear a linguagem acalorada que incita à violência contra as minorias. A Caritas Internacional permanece em solidariedade com o povo do Sudão e do Sudão do Sul e está comprometida no apoio aos esforços da Igreja para proporcionar assistência humanitária e fomentar a paz entre as duas nações".
A Caritas Internacional procura mais informações depois que seu escritório Sudan Aid fechou as portas em Nyala, Darfur, obrigado pelas forças de segurança. O Sudan Aid faz parte dos esforços de ajuda a 500.000 pessoas em Darfur, onde distribui comida, água limpa, cuidados de saúde e outras formas de ajuda humanitária.
As organizações da Caritas têm operações no Sudão e no Sudão do Sul, incluindo planos de pré-emergência para enfrentar uma volta aos combates, o que provocaria uma grande onda de refugiados.
Fonte: Zenit.
EUA: ecografia antes do aborto
A partir de 1º de julho, as mulheres de Virgínia, EUA, terão que fazer uma ecografia se quiserem abortar. Serão isentas apenas as mulheres que sofreram estupro ou incesto, conforme informações do site francês Gènéthique, da Fundação Jérôme Lejeune.
A Virgínia é o oitavo estado a impor este procedimento antes de um aborto. As mulheres podem se recusar a ver a imagem do feto e ouvir as batidas do seu coração, desde que reiterem a recusa por escrito. No entanto, não poderão recusar o ultrassom.
O médico é obrigado a informar as mulheres sobre os riscos do aborto para a saúde e sobre as chances de entregar o bebê para adoção. Nos Estados Unidos, observa a fundação, o aborto está “na mira dos legisladores”.
A lei foi aprovada com o objetivo de "ajudar as mulheres a tomar uma decisão bem informada". Para Rosemary Codding, porém, feminista e diretora de Falls Church Health Care, centro de saúde da Virgínia que realiza abortos, a medida representaria uma "intrusão total do governo na prática médica, com o único objetivo de continuar desgraçando e humilhando as mulheres".
Em 32 estados norte-americanos, o aborto não é reembolsado por fundos públicos; em 46, os estabelecimentos de saúde podem se recusar a fazê-lo, e em 19 é obrigatório informar as mulheres sobre o risco "de câncer de mama, sofrimento do feto e depressão pós-aborto". Além disso, outros estados estão tentando "reconhecer a humanidade do embrião e os seus direitos constitucionais".
Fonte: Zenit.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
"Quando os elefantes brigam, a grama é que sofre"
“Rejeitamos firmemente a ação militar e qualquer forma de violência”: esta foi a reação dos bispos de Guiné-Bissau ao golpe de 12 de abril. Em nota de 17 de abril, enviada para a Ajuda à Igreja que Sofre, os bispos do país condenaram o golpe, destacando a sua inutilidade.
"A nossa história recente já viu várias vezes este ato e o resultado é óbvio para todos: as causas da crise não são nem minimamente tocadas e surgem ainda novos conflitos".
Quem paga a conta de tanta violência, como sempre, é o povo, incapaz de compreender plenamente as razões do que aconteceu. "É como um dos nossos ditados populares: quando os elefantes brigam, a grama é que sofre".
O episcopado sublinha "o risco grave" e "as consequências imprevisíveis" do atual momento de impasse. Durante longo tempo, a Guiné-Bissau viveu sinais claros de crise, mas "muitos desses sinais se mostraram com mais força nas últimas eleições".
Um mês atrás, o país votou para eleger o sucessor do presidente Malam Bacai Sanha, que morreu em janeiro passado. A votação correu tranquila até pouco depois do fechamento das urnas, quando o coronel Samba Diallo, ex-chefe da inteligência militar, foi assassinado.
O segundo turno foi marcado primeiro para o dia 22 e depois para 29 de abril, mas, na noite do dia 12, alguns militares capturaram o presidente interino Raimundo Pereira e o ex-primeiro-ministro Carlos Domingos Gomes Júnior, favorito no segundo turno presidencial contra Kumba Yala. Foi veiculado recentemente que o presidente interino escolhido pelos líderes do golpe, Manuel Serifo Nhamadjo, renunciou ao poder alegando que a sua sucessão a Pereira é ilegal.
Os bispos indicaram ao povo "o caminho nobre do diálogo" como meio para a reconciliação, para a justiça e para a harmonia social, e chamam as pessoas a "corrigir a consciência moral" para procurar o bem comum e evitar comportamentos nocivos à coexistência pacífica, como a violência, a busca ilegal de poder e riqueza, a corrupção, a impunidade, a falta de transparência na administração pública e a negligência dos próprios deveres. "Devemos manter o sagrado respeito pelas nossas leis e instituições democraticamente eleitas".
A nota termina com um apelo urgente à comunidade internacional: "Continuem ajudando a Guiné-Bissau a encontrar soluções adequadas e a garantir para todos os cidadãos a sua paz e tranquilidade".
Fonte: Zenit.
Assinar:
Postagens (Atom)