domingo, 1 de maio de 2011

João Paulo II visto por Bento XVI

Bento XVI tinha uma elevada opinião de seu predecessor, João Paulo II, afirma o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

Em seu editorial para o semanário informativo ‘Octava Dies’, do Centro Televisivo Vaticano, Lombardi afirma que Bento XVI “é o primeiro Papa dos tempos modernos que pode proclamar beato seu predecessor, de quem foi durante mais de duas décadas um de seus principais colaboradores”.

Entre as muitas vozes que nestes dias oferecem seu testemunho sobre João Paulo II – afirma o porta-voz vaticano –, “é justo escutar em particular a sua”, recordando a entrevista que Bento XVI concedeu à Televisão Polonesa em outubro de 2005.

Lombardi recorda no editorial algumas das frases que o pontífice pronunciou sobre seu predecessor durante aquela entrevista, que ZENIT publicou em seu serviço de 16 de outubro de 2005 (Cf. http://www.zenit.org/article-9090?l=portuguese).

“No que diz respeito ao mundo, criou uma nova sensibilidade pelos valores morais, pela importância da religião no mundo”, dizia Bento XVI. “Todos os cristãos reconheceram – não obstante as diferenças – que é ele o porta voz da cristandade. Mas também para a não cristandade e para as outras religiões, era ele o porta-voz dos grandes valores da humanidade.”

E também “soube entusiasmar a juventude por Cristo. Que a juventude se tenha entusiasmado por Cristo e pela Igreja e também por valores difíceis, podia consegui-lo somente uma personalidade com aquele carisma; somente Ele podia dessa maneira mobilizar a juventude do mundo pela causa de Deus e pelo amor de Cristo”.

Por fim – dizia o Papa naquela ocasião –, “era o homem do Concilio (...). Ajuda-nos a ser verdadeiramente Igreja do nosso tempo e do tempo futuro”.

“Deus, Jesus Cristo, a unidade dos cristãos, o diálogo entre as religiões pelo bem da pessoa e de toda a humanidade: são desde o primeiro dia de pontificado as prioridades do Papa Bento”, sublinha Federico Lombardi.

“É a herança que recolhe de seu predecessor. Não só como indicação operativa, mas como poderosa inspiração espiritual, que surge de seu testemunho e de sua viva e contínua presença espiritual no caminho do Povo de Deus”, conclui.

Fonte: Zenit.

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