quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

China e Santa Sé, sinais de reconciliação

Taiwan - O cardeal de Taiwan, Dom Paul Shan, que deve realizar uma viagem à China em junho, declarou hoje esperar que o Vaticano e Pequim possam reconciliar-se e minimizar suas diferenças.



Em entrevista ao jornal chinês South China Morning Post, e replicada pela Ansa,o cardeal afirmou que “será preciso tempo. O governo chinês tem sua jurisdição e o Vaticano também tem a sua. Deveriam respeitar-se reciprocamente”.



A Santa Sé e o governo de Pequim romperam as relações diplomáticas em 1951, quando o Estado católico reconheceu a independência de Taiwan, território reivindicado pela China.



A Igreja Patriótica da China, controlada pelo governo, não reconhece a autoridade do Papa e reprime a Igreja clandestina, que segue o Pontífice como única autoridade católica no mundo.



Nos últimos anos, os dois Estados reconheceram alguns sacerdotes e bispos, o que para o cardeal de Taiwan representa um primeiro sinal da possibilidade de uma futura retomada das relações.



No entanto, as ordenações de novos bispos sem o consenso do Vaticano e as eleições de líderes da Igreja Patriótica em 2010 reacenderam as tensões entre a Santa Sé e Pequim.



Existem na China cerca de cinco milhões de católicos fiéis da Igreja oficial e cerca de 11 milhões que aderem à “Igreja subterrânea”.



Dom Paul Shan foi nomeado cardeal pelo papa João Paulo II em 1998. Nasceu na China central e foi enviado para Taiwan em 1949. Em junho deve realizar uma viagem a Xangai, durante a qual celebrará uma missa com o bispo local, Dom Aloysius Jin Luxian.



Promotor de campanhas de luta contra o câncer, o cardeal também é ativo em causas de proteção do meio-ambiente e prevenção de desastres naturais.



Fonte: Rádio Vaticano

Nenhum comentário:

Postar um comentário