sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

EUA: iniciativa para melhorar acesso de crianças latinas nas escolas católicas



Dom Thomas J. Curry, presidente da Comissão Episcopal para a Educação Católica dos Estados Unidos, e bispo auxiliar de Los Angeles, louvou a iniciativa da Universidade de Notre Dame para melhorar o acesso das crianças latinas nas escolas católicas.
A iniciativa baseia-se em um estudo da Universidade que foi apresentado no dia 12 de dezembro, sob o título: “Para alentar o espírito de uma nação: famílias latinas, escolas católicas e oportunidades educativas”.
O grupo de trabalho da Universidade – informa a Conferência Episcopal dos Estados Unidos – se propôs a alcançar o objetivo de que um milhão de crianças latinas ingressem em escolas católicas até 2020, duplicando assim a porcentagem de latinos atualmente matriculados em escolas católicas de 3% para 6%.
“O estudo ressalta dois aspectos em particular: os estudantes latinos que frequêntam escolas católicas costumam ir melhor do que aqueles que não frequentam; e as escolas católicas não estão atraindo um número suficiente de estudantes hispânicos, afirma o bispo Curry. “Este estudo é um desafio para que a Igreja passe a espalhar a boa nova nas comunidades latinas.”
O relatório salienta pesquisas sociológicas que sugerem que os estudantes latinos que frequentam escolas católicas se beneficiem das “vantagens das escolas católicas”, o que ajuda a melhorar seu desempenho acadêmico.
Entre outras conclusões, o estudo identifica o quadro de necessidades urgentes que têm de ser resolvidas para melhorar o desempenho acadêmico e aumentar o número de inscrições, e descreve oportunidades viáveis para escolas católicas principalmente em áreas urbanas.
O estudo também ressalta que o fator econômico é muitas vezes citado como o principal obstáculo que afeta as matrículas. Existem outros fatores, como falta de informação, diferenças culturais e de liderança, que também devem ser abordados.
“A visão guadalupana de uma cultura alimentada pela fé nos desafia a abrir uma grande oportunidade de uma boa educação católica para nosso filhos latinos”, afirma o bispo Jaime Soto, de Sacramento, presidente do Comitê de Diversidade Cultural na Igreja, e membro da Equipe de Trabalho.
“Como no passado, as escolas católicas são como um presente para os imigrantes católicos nos Estados Unidos. Isso é algo que nos enche de alegria e que devemos comemorar”.
O padre jesuíta Allan Figueroa Deck, diretor executivo da Secretaria da Diversidade Cultural e membro da Equipe de Trabalho, salientou que a iniciativa olha para o futuro.
“A presença latina, mais que nenhum outro fator, oferece à educação católica a oportunidade de se renovar e enfrentar os difíceis desafios que o século XXI apresenta.
A Equipe de Trabalho inclui mais de 50 dirigentes de todo o país procedentes da comunidade latina, a liderança eclesial, o mundo acadêmico, governo, os negócios, as entidades filantrópicas e a educação fundamental.


Fonte: Zenit.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Iraque: igrejas continuam sob ataque



Os cristãos e seus templos continuam a ser alvo de atentados no Iraque. Na última terça-feira, duas novas explosões atingiram igrejas cristãs na região de Mossul.
A igreja sírio-católica da Anunciação foi a primeira a ser alvejada pelos agressores, que lançaram uma bomba contra um dos muros perimetrais, que foi danificado. Ninguém ficou ferido.
Poucas horas depois, outra bomba, com poder destrutivo muito maior, foi detonada em frente à igreja da Nossa Senhora da Pureza, um templo sírio-ortodoxo. Várias pessoas ficaram feridas e a construção, situada no distrito de Al Shefaa, centro de Mossul, foi seriamente danificada.
O sacerdote redentorista Bashar Warda relatou à associação de caridade internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) que há “choque e pavor” entre os fiéis locais.
O Governo de Bagdá reforçou a segurança nas imediações das igrejas, e pediu aos sacerdotes que fiquem em alerta, especialmente nesse período de preparações para o Natal.
O padre Warda disse que as preparações para o Natal não serão interrompidas. “Em geral, o Natal é um período em que elevamos nosso espírito com muitas celebrações, pelo que se pode imaginar com estão os ânimos agora”.
O sacerdote afirmou ter falado com o pároco da igreja da Anunciação, padre Nazen Eshoa, e que este “estava, como todos nós, também chocado”, mas que também “queria dar continuidade aos preparativos para o Natal da melhor forma possível”.
Os ataques de terça-feira se somam aos ocorridos a menos de três semanas, em 26 de novembro, que danificaram gravemente a igreja de Santo Efrém e um convento próximo, também em Mossul.
A identidade dos agressores permanece desconhecida.


Fonte: Zenit.

Pensamento do Papa é incisivo para futuro da humanidade

O Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, reconhece que o pensamento de Bento XVI "é difícil", mas é também "extraordinariamente incisivo” sobre o futuro da humanidade.
Dom José Policarpo falou sobre isso ao programa Ecclesia, à margem da apresentação da obra “Bento XVI. Um pensamento para o nosso tempo”, coletânea de textos do teólogo português Henrique Noronha Galvão.
Dom José Policarpo diz que Joseph Ratzinger ajudou a “reconduzir a eclesiologia à sua dimensão dogmática”, ou seja, “abordar o mistério da Igreja, não a organização da Igreja”, fazendo uma "ponte com as filosofias, marcando a diferença – porque o papel da teologia não é só conhecer o ser de Deus, mas também conhecer o Deus conosco em ação na história”.
Bento XVI chega assim, segundo Dom José Policarpo, a uma abordagem “muito interessante” da história da salvação, através de um estudo sobre São Boaventura, desenvolvendo uma tese “ousada” – “que eu também partilho” – de que a relação da salvação não é só “com uma comunidade concreta”, mas “com a humanidade inteira”.
“A história da humanidade é o lugar onde acontece a salvação”, precisa. Citando a última encíclica de Bento XVI, Caritas in veritate, o Patriarca de Lisboa indica como “grande motor da qualidade ética e da transformação positiva da humanidade só pode ser o amor”.
“Os valores fundamentais que Cristo e o Espírito Santo trazem à história são, fundamentalmente, a verdade e o amor", os dois muito ligados aos grandes movimentos transformadores da história da humanidade.

Fonte: Zenit.

Bíblia das Crianças completa 30 anos



A organização humanitária Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) celebra o 30º aniversário de sua “Bíblia das Crianças”. Já foram impressos mais de 47 milhões de exemplares da publicação, em 160 idiomas, os quais foram distribuídos em 140 países do mundo.
Maria Zurowski, diretora do Departamento de Apostolado Familiar da AIS e responsável pela supervisão da produção da Bíblia das Crianças, destacou a importância do livro: “em seus 30 anos de existência, o livro tem sido um instrumento para levar a mensagem de Jesus a inúmeras almas, tornando-se um símbolo de esperança de um futuro melhor para milhares de crianças e adultos do mundo todo”.
Além de ser utilizada por sacerdotes e catequistas, o livro também têm sido usado para ajudar as crianças a aprender a ler, visto que para alguns grupos étnicos é o único livro impresso em seu idioma natal.
“Na África” – diz Zurowski – "há mais de duas mil línguas, faladas pelos vários povos do continente. Muitos deles tiveram que esperar por muito tempo para ter a Bíblia das Crianças impressa em sua própria língua, e muitos outros ainda estão à espera”.
É o caso, por exemplo, do mambwe, uma das línguas na qual o texto já foi disponibilizado neste ano. A tribo mambwe foi a primeira a aceitar a fé católica na Zambia, em 1891, e a Bíblia das Crianças é um dos primeiros livros impressos em seu idioma.
Para Zurowski, o sucesso da publicação está em estar disponível no idioma natal das crianças. “É na língua nativa que se ora e se lamenta”, observou.
Desde o início, o projeto foi possível apenas com o apoio de doadores, de modo que a Bíblia das Crianças pudesse ser distribuída gratuitamente nos países pobres. Na Inglaterra, o livro é vendido por 3 libras esterlinas, de modo a ajudar no custeio dos exemplares distribuídos gratuitamente.
Ilustrado em cores, o livro tem 99 capítulos e cobre as passagens mais importantes do Antigo e do Novo Testamento.

Fonte: Zenit.

Oferecer alegria de viver, tarefa especialmente urgente, indica Papa

O Papa afirmou que hoje é urgente oferecer às pessoas a alegria de viver, em um discurso pronunciado no ato em que lhe foi conferida a cidadania honorária de Introd, realizado hoje no Vaticano.
Em seu discurso, expressou em primeiro lugar sua grande alegria por receber a cidadania honorária do município do Vale de Aosta no qual passou “inesquecíveis períodos de descanso, cercado pelo esplêndido panorama alpino, que favorece o encontro com o Criador e restaura o espírito”.
Considerou este gesto, aprovado pela prefeitura de Introd no último mês de julho, como um “sinal de afeto, de todos os introleins e dos habitantes de todo o Vale de Aosta, que sempre me reservaram uma acolhida cálida e cordial e, ao mesmo tempo, discreta e respeitosa do meu descanso”.
“Agora posso dizer, com maior direito, que ‘sou de casa’ em Introd, essa deliciosa localidade alpina à qual me unem alegres e agradecidas lembranças e um sentimento de particular proximidade espiritual”, afirmou.
O Santo Padre destacou que a Igreja que está no Vale de Aosta “não se cansa de inserir a ‘notícia’ sempre nova de Jesus, Verbo de Deus, que se fez homem para oferecer às pessoas a alegria de viver, já nesta terra, a emocionante experiência de ser filhos amados de Deus”.
“Esta tarefa parece especialmente urgente em uma sociedade que alimenta, sobretudo nas novas gerações, ilusões e falsas esperanças, mas o Senhor também chama hoje a transformar-se em ‘família’ dos filhos de Deus, que vivem com ‘um só coração e uma só alma’ para testemunhar o amor à vida e aos pobres”, acrescentou.
Finalmente, Bento XVI pediu que o Senhor continue protegendo a região do Vale de Aosta e “a ajude a construir um futuro que, colocando Deus em primeiro lugar, será sempre mais justo, solidário e cheio de esperança”.
Uma delegação e Introd, na qual se encontravam o presidente da região do Vale de Aosta, vários prefeitos e conselheiros municipais e o pároco de Introd, transladou-se ao Vaticano para a entrega oficial do título honorífico.
O prefeito de Introd, Osvaldo Naudin, dirigiu umas palavras ao Papa e destacou que a presença de João Paulo II e de Bento XVI no Vale de Aosta favoreceram o crescimento na fé dessas populações, ricas em tradições cristãs e em sinais de vitalidade religiosa.

Fonte: Zenit.

Bento XVI: separação preocupante entre razão e liberdade

São equitativas as leis que respeitam a vida e promovem a solidariedade

Em muitos países se assiste hoje a uma separação preocupante entre razão e liberdade, que pode levar a uma ditadura do relativismo.
Assim observou hoje Bento XVI por ocasião da audiência geral, refletindo sobre o pensamento do teólogo inglês João de Salisbúria.
Falando para cerca de 9 mil pessoas presentes na sala Paulo VI, o pontífice explicou que este pensador do medievo sustentava que as leis humanas e a atuação política deveriam sempre conformar-se à lei natural.
Para João de Salisbúria, prosseguiu o Papa, existe “uma verdade objetiva e imutável, cuja origem é Deus, acessível à razão humana e que tem a ver com a atuação prática e social. Trata-se de um direito natural, no qual as leis humanas e as autoridades políticas e religiosas devem inspirar-se, para que possam promover o bem comum”.
Ao contrário da nossa época, observou o Papa, “sobretudo em alguns países, assistimos a um desapego preocupante entre a razão, que tem a tarefa de descobrir os valores éticos ligados à dignidade da pessoa humana, e a liberdade, que tem a responsabilidade de acolhê-los e promovê-los”.
“Talvez João de Salisbúria nos recordasse hoje que são conformes à equidade somente essas leis que tutelam a sacralidade da vida humana e rejeitam a licitação do aborto, da eutanásia e das experimentações genéticas sem limites, essas leis que respeitam a dignidade do matrimônio entre um homem e uma mulher, que se inspiram em uma correta laicidade do Estado – laicidade que comporta sempre a salvaguarda da liberdade religiosa – e que buscam a subsidiariedade e a solidariedade no âmbito nacional e internacional.”
“Do contrário, acabaria por instaurar-se o que João de Salisbúria define como ‘a tirania do príncipe’ ou, diríamos nós, ‘a ditadura do relativismo’: um relativismo que, como recordava há alguns anos, ‘não reconhece nada como definitivo e deixa como última medida somente o próprio eu e seus caprichos’.”
Um tipo de relativismo ético, o que o Papa sublinha, que “frequentemente se estende à mídia”.
“Hoje – afirmou –, o que João chamava de ‘eloquência’, isto é, a possibilidade de comunicar com instrumentos cada vez mais elaborados e difundidos, multiplicou-se enormemente. Contudo, continua sendo urgente a necessidade de comunicar mensagens dotadas de ‘sabedoria’, isto é, inspiradas na verdade, na bondade, na beleza.”
“Esta é uma grande responsabilidade, que interpela em particular as pessoas que trabalham no âmbito multiforme e complexo da cultura, da comunicação, da mídia.”
A fonte última desta verdade, disse o Santo Padre, que deve guiar cada esfera da atuação humana, é Deus: “Este princípio é muito importante para a sociedade e para o desenvolvimento, enquanto nem uma nem outro podem ser somente produtos humanos”.
“A própria vocação ao desenvolvimento das pessoas e dos povos não se funda sobre a simples deliberação humana, mas está inscrita num plano que nos precede e constitui para todos nós um dever que há de ser livremente assumido” para que nasça a justiça.
Após a audiência, o Papa cumprimentou Rumiana Jeleva, ministra do Exterior da Bulgária, que foi recebida depois por Dom Dominique Mamberti, secretário para as Relações com os Estados.
O Papa cumprimentou também, entre outros, a tripulação do Space Shuttle e o ex-jogador de basquete Dino Meneghin, presidente da Federação de Basquete Italiana, que presenteou o Papa com uma bola e a camiseta da seleção italiana personalizada.

Fonte: Zenit.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mianmar: crise financeira atinge também seminaristas



Os seminaristas católicos de Mianmar, antiga Birmânia, enfrentam grave crise financeira, enquanto a ajuda externa continua a declinar.
A Igreja local, certamente uma minoria no país, busca meios alternativos para satisfazer suas necessidades por seus próprios meios, segundo a "Eglises d'Asie", a agência das Missões Estrangeiras de Paris.
O país abriga algo em torno de vinte seminários menores e um único seminário maior, o de São José, em Yangon, dividido em três unidades distintas.
Segundo o reitor do seminário de São José, padre Hyginus Myint Soe, “a ajuda econômica está minguando a cada ano”, o que obriga os seminários a adotar “meios que possibilitem sua independência”.
John Saw Yaw Han, reitor de um dos seminários menores, afirmou que as contribuições provenientes de doadores estrangeiros caíram 50% nos últimos dois anos, tendência que se agravou com a crise financeira mundial.
“Os sacerdotes têm o dever de agir para garantir a sobrevivência de seus seminários”, acrescentou. “Não pode haver sacerdotes sem seminários, e sem sacerdotes é impossível que uma comunidade católica possa crescer espiritualmente”.
As despesas com a formação de um seminarista chegam a 450.000 kyats por ano, algo em torno de 300 euros. Os 51 seminaristas do centro São José devem contribuir anualmente com uma taxa de 100.000 kyats cada um para ajudar a pagar suas despesas.
Visando reduzir as despesas, o seminário estabeleceu uma forma de agricultura de subsistência, buscando a autossuficiência alimentar. Os seminaristas dedicam parte de seu tempo à criação de porcos ao cultivo de frutas e hortaliças. Apesar dos trabalhos dos futuros sacerdotes, a principal fonte de renda do seminário ainda provém das doações de fiéis.
A mesma situação é vista na região de Mandalay, no centro do país. Uma associação local, a St Aloyius Family Association, criada em 2005 para oferecer suporte material e espiritual aos seminaristas da região, pretende ampliar suas atividades para outras regiões do país, e para isso está recrutando novos voluntários.
Dom Paul Zinghtung Grawn, arcebispo de Mandalay, exortou os fiéis de toda arquidiocese a unirem-se à associação. “Essa ajuda constitui um meio dos leigos participarem da missão de evangelização”, acrescentando que “a Igreja de Mianmar deve buscar, pouco a pouco, deixar de depender da ajuda externa, encontrando meios de se tornar economicamente autossuficiente”, concluiu.


Fonte: Zenit.