Sofonías 2, 3; 3, 12-13; 1 Coríntios 1, 26-31; Mateus 5, 1-12.
Idéia principal: As bem-aventuradas são o retrato do cristão e do seguidor de Cristo.
Resumo da mensagem: Aos colaboradores que chamou no domingo passado e a todos os que queiram livremente seguir-lhe e amar-lhe, deixa as bem-aventuranças como carteira de identidade e mapa como guia (Evangelho). Estas impressões digitais, para muitos deste mundo, são um escândalo e os portadores de tal carteira serão considerados nécios e desprezíveis (segunda leitura).
Pontos da idéia principal:
Em primeiro lugar, Jesus deixa bem claro aos que querem seguir-lhe e acompanhar-lhe na sua missão universal salvadora (domingo passado) como devem ser, seguindo o seu exemplo, gravando nas suas frontes a palavra: “Bem-aventurados”. Pobres, porque elegeram ser pobres para pôr a confiança plena em Deus, a verdadeira riqueza imarcescível. Sofridos, perseguidos, caluniados e insultados por causa de Jesus, pois estes justos são incômodos para a sociedade. Famintos e sedentos de vontade de Deus e não de pratos mundanos: êxitos, ambições, prazeres. Misericordiosos, que saibam ser portadores do amor e ternura de Deus, como tantas vezes nos diz com amor o Papa Francisco. Os humildes, que colocam a Deus em primeiro lugar. Puros, que tem o coração livre de armadilhas, de cálculos e intenções torcidas; coração transparente, sincero, não hipócrita. Mansos e pacificadores, que não atuam com ira, mas sim com bondade, criando paz ao seu redor e não aprovam nenhuma classe de corrida armamentaria, nem violencia agresiva, física, psicológica nem afetiva.
Em segundo lugar, o mundo de hoje propoe outro tipo de identidade, totalmente contrario ao programa de Cristo. As bem-aventuranças deste mundo estão em contraste com as de Cristo. Este mundo, ainda não convertido a Cristo, chama de felizes aos ricos, a custa dos pobres; felizes aos violentos que conquistam a qualquer preço terras para engrandecer-se. O mundo aplaude aos que tem êxito, ainda que tenham que mentir; aos vingativos sem piedade; não aos que choram, mas aos que ridicularizam aos que vivem as virtudes e os valores mais elementares, como a honestidade, a honra e a pureza; o mundo os chama de hipócritas, tontos e retardados. Mas Cristo os chama de felizes.
Finalmente, Qual preferimos: as bem-aventuranças de Cristo ou as do mundo? Se são as de Cristo, então preparemos os ombros porque a cruz será pesada nesta vida, mas com a alegria no coração. Se optamos pelas do mundo, então, tudo é permitido, “comamos, bebamos, façamos banquetes”, pois a vida é breve e temos que aproveitar ao máximo o que o mundo nos oferece.
Para refletir: As portas do grande comercio do céu só se abrirão aos que seguiram e viveram as bem-aventuranças de Jesus (primeira leitura e Evangelho). Você é quem sabe.
Pe. Antônio Riveiro, L.C. Doutor em Teologia, professor e diretor espiritual no seminario diocesano Maria Mater Ecclesiae de São Paulo, (Brasil).
Quaisquer sugestões ou dúvidas podem comunicar-se com o Pe. Antonio neste e-mail:
arivero@legionaries.org
Fonte: Zenit.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Papa em Sta. Marta: Amar Cristo sem a Igreja é uma dicotomia absurda
Francisco afirmou na homilia ontem quinta-feira que “não entende um cristão sem Igreja”. Na missa celebrada nesta manhã, na capela da casa Santa Marta, o Papa indicou os três pilares do sentido de pertença eclesial: a humildade, a fidelidade e a oração pela Igreja.
“O cristão não é um batizado que recebe o Batismo e depois segue o seu caminho. O primeiro fruto do Batismo é fazer-te pertencer à Igreja, ao Povo de Deus. Não se entende um cristão sem Igreja. E por isto o grande Paulo VI diz que é uma dicotomia absurda amar Cristo sem a Igreja; escutar Jesus mas não a Igreja. Não se pode. É uma dicotomia absurda. Nós recebemos a mensagem evangélica na Igreja, e é nela que fazemos nossa santidade. O resto é pura fantasia, como dizia, uma dicotomia absurda”.
Deste modo, Francisco apontou que o “sensus ecclesiae” é justamente sentir, pensar e querer dentro da Igreja. Por isso recordou que há três pilares de pertença à Igreja, de sentir-se Igreja, e explicou cada um deles.
O primeiro é a humildade, ter a consciência de que estar dentro de uma comunidade é uma grande graça: “Uma pessoa que não é humilde, não pode sentir com a Igreja, sentirá aquilo que lhe agrada. E esta humildade que se vê em David: ‘Quem sou eu, Senhor Deus, e que coisa é a minha casa?’. Com aquela consciência que a história da salvação não começou comigo e não terminará quando eu morro. Não, é toda uma história da salvação: eu venho, o Senhor pega em ti, faz-te andar para a frente e depois chama-te e a história continua. A história da Igreja começou antes de nós e continuará depois de nós. Humildade: somos uma pequena parte de um grande povo, que vai pelo caminho do Senhor.”
Depois, o Papa citou o segundo pilar: fidelidade, que está “unida à obediência”. E afirmou: “Fidelidade à Igreja; fidelidade ao seu ensinamento; fidelidade ao Credo; fidelidade à doutrina, conservar esta doutrina. Humildade e fidelidade. Também Paulo VI nos recordava que nós recebemos a mensagem do Evangelho como um dom e devemos transmiti-lo como um dom, mas não como uma coisa nossa: é um dom recebido que damos. E nesta transmissão ser fieis. Porque nós recebemos e devemos dar um Evangelho que não é nosso, que é de Jesus e não devemos – dizia ele – ser proprietários do Evangelho, donos da doutrina recebida, para utiliza-la ao nosso prazer.”
Por fim, o Papa Francisco disse que o terceiro pilar é um serviço particular: “oração pela Igreja”. “Como vai a nossa oração pela Igreja? Nós rezamos pela Igreja? Na missa todos os dias, mas em casa, não? Quando rezamos?”- questionou o Santo Padre-. Por isso pediu “ao Senhor que nos ajude a ir por este caminho para aprofundarmos a nossa pertença e o nosso sentir com a Igreja”.
Fonte: Zenit.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Presbíteros segundo o coração de Jesus, para o mundo de hoje
“Presbíteros segundo o coração de Jesus para o mundo de hoje” foi o tema do 2º Seminário Nacional sobre Formação Presbiteral, promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e pela Organização de Seminários e Institutos Filosófico-Teológicos do Brasil, que aconteceu na cidade de Aparecida de 20 a 25 de janeiro.
Cerca de 232 pessoas, entre reitores de seminários, seminaristas, diretores de institutos, professores, psicólogos, padres, bispos, religiosos (as) participaram do evento.
A mensagem final do Seminário destaca a vocação ao ministério ordenado como um dom, pois, sua origem “não está em nós mesmos”, mas no “encontro com a Pessoa de Jesus e seu projeto”, bem como uma tarefa, pois, “cada um é convocado a fazer crescer e frutificar o dom recebido na comunhão do presbitério”.
Sobre os desafios das instituições, reconhecendo “as fragilidades e as dificuldades” existentes, o documento ressalta a necessidade de “melhor qualificar o processo formativo”. “Sabemos que o testemunho de pessoas apaixonadas pelo Crucificado-Ressuscitado é fundamental neste nosso serviço. “Ele é a fonte da nossa esperança, e não nos faltará a sua ajuda para a missão que nos foi confiada” (Papa Francisco. Evangelii Gaudium, n. 278).”
A mensagem exorta a “deixar de lado tudo que atrapalha à configuração com Jesus Cristo” e “a cuidar do coração, tornando-o pleno de ardor e fervor”.
Por fim convida os presbíteros a perseverarem e a não se deixarem “abater pelos desafios”, pois “Cristo é nossa vida e nosso guia, nossa esperança e nosso fim, nossa única referência”.
A mensagem conclui pedindo a intercessão de São Luiz Gonzaga e São João Maria Vianney, padroeiros dos seminaristas e dos padres.
Fonte: Zenit.
A mensagem final do Seminário destaca a vocação ao ministério ordenado como um dom, pois, sua origem “não está em nós mesmos”, mas no “encontro com a Pessoa de Jesus e seu projeto”, bem como uma tarefa, pois, “cada um é convocado a fazer crescer e frutificar o dom recebido na comunhão do presbitério”.
Sobre os desafios das instituições, reconhecendo “as fragilidades e as dificuldades” existentes, o documento ressalta a necessidade de “melhor qualificar o processo formativo”. “Sabemos que o testemunho de pessoas apaixonadas pelo Crucificado-Ressuscitado é fundamental neste nosso serviço. “Ele é a fonte da nossa esperança, e não nos faltará a sua ajuda para a missão que nos foi confiada” (Papa Francisco. Evangelii Gaudium, n. 278).”
A mensagem exorta a “deixar de lado tudo que atrapalha à configuração com Jesus Cristo” e “a cuidar do coração, tornando-o pleno de ardor e fervor”.
Por fim convida os presbíteros a perseverarem e a não se deixarem “abater pelos desafios”, pois “Cristo é nossa vida e nosso guia, nossa esperança e nosso fim, nossa única referência”.
A mensagem conclui pedindo a intercessão de São Luiz Gonzaga e São João Maria Vianney, padroeiros dos seminaristas e dos padres.
Fonte: Zenit.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Pescadores
Jesus morou em Cafarnaum, que fica às margens do Mar da Galileia, mar de água doce, também chamado de Lago de Genesaré. Um “rio-mar”! São principalmente as águas que vêm do Monte Hermon que o constituem, para depois prosseguir, Rio Jordão, até o Mar Morto. Às margens do Jordão acorreram multidões para o batismo de João, na preparação penitencial à vinda do Messias Salvador. Em seu entorno aconteceu a maior parte dos eventos da vida pública do Senhor naquela região (Mt 4, 12-23). Foram poucas as incursões em outras áreas, além das viagens a Jerusalém e algumas cidades ou aldeias da Judeia.
Jesus tinha aprendido de São José o digno ofício de carpinteiro, provavelmente exercido nos anos de juventude, mas é do meio de pescadores que chama seus primeiros discípulos. Foi também da pesca e do mar que tirou muitas de suas belíssimas parábolas, com as quais aproximava os ouvintes da realidade do Reino de Deus. E a Galileia das nações (Mt 4,15) foi o espaço para o convite ao Reino e a conversão de muitas pessoas. O Senhor tinha a paixão pelo Reino. “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo” era como um refrão repetido! E até hoje é esta a palavra que pode tocar no coração das pessoas.
Pregar o Evangelho do Reino e curar as doenças e enfermidades (Mt 4, 23) eram as ocupações principais de Jesus. Palavra e gestos que a expressavam, fé e vida! Por onde passava, as pessoas encontravam um sentido novo naquilo que faziam, descobriam novos laços de relacionamento, mudavam as prioridades de sua existência. E ele se revelava Senhor, dominando as doenças, as forças da natureza, o demônio e a morte. Os discípulos foram chamados a testemunhar as mudanças e a se comprometerem com elas, tornando-se depois multiplicadores da mesma graça.
Simão, André, Tiago e João eram pescadores de profissão, não apenas ocasionais ou diletantes. Nem dava para exercitar a mentira sobre o tamanho do peixe, como se costuma brincar com pescadores de nosso tempo. Sua labuta incluía noites e madrugadas mar adentro, para levar à praia, ao nascer do sol, o fruto de seu trabalho, a ser negociado e transformado em sustento. Daí em diante o pescador devia descansar um pouco em casa e retornar, ao cair da tarde, ao seu trabalho. Pode-se imaginar o que estava por trás da resposta de Pedro a Jesus: “Mestre, trabalhamos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, pela tua palavra, lançarei as redes” (Lc 5, 5).
De sua profissão podem-se recolher preciosos ensinamentos, que aparecem como sinais da verdade do Reino de Deus. O pescador deve saber a hora adequada para pescar. Confere lua, vento, maré, estação do ano! Não se precipita! Sua tarefa é tantas vezes um grande exercício de paciência. Depois o pescador sabe identificar as espécies de peixes. Seu discernimento contribui para a própria profissão, assim como assegura a continuidade do produto de seu trabalho. Nem se pode pensar em pesca predatória! O trabalho que faz exige persistência e perseverança dedicação de dias e anos. Sua pele é curtida pelo vento, o sol e as intempéries, para aguentar firme!
Nossa Região Amazônica é rica de rios, barcos, ilhas, ribeirinhos, pescadores. Esta é uma excelente oportunidade para reconhecer a bravura e a coragem os povos dos rios e das florestas. Considero preciosos dons de Deus o Açaí, a mandioca e a farinha, o peixe e o camarão, ao lado de outros produtos prodigalizados pela Providência de Deus. Os ribeirinhos e pescadores carregam consigo os mesmos dons acima citados, que correspondem a valores do Reino de Deus. É que Deus fala através de sua Palavra proclamada e fala através dos sinais de seu Reino oferecidos pela própria vida, um livro eivado de sabedoria! Não poucas vezes pude contemplar o vai-e-vem de homens e mulheres levando ao comércio de nossos portos o fruto de seu trabalho, tantas vezes submetidos a condições duras e até injustas para ganhar o dinheiro literalmente suado, com o qual as famílias são sustentadas. As viagens em “casquinhas”, os remos ou os pequenos motores, até chegar aos barcos maiores e navios, tudo é carregado de paciência, persistência, perseverança, discernimento, coragem! Deus seja louvado por tantos “livros” abertos na vida! Deus seja louvado pela abundância das águas. Deus seja louvado, olhando de Belém, pelo nosso “rio-mar”!
E foram pescadores de peixes que se tornaram pescadores de homens! Chegue ao coração de todos os fiéis, das diversas culturas e ambientes, o convite a que crianças, adolescentes e jovens olhem para o Senhor e descubram seu olhar e sua palavra forte e firme, que chama ao seu seguimento. Em nome do Senhor e de sua Igreja, quero chamar do meio dos povos das terras, das águas e das florestas homens e mulheres generosos, dispostos a dar tudo a Deus. Amplio este convite a todos os que do continente olham para nossos rios e mares, a fim de que surjam muitas vocações ao serviço do Senhor e de seu Reino.
E a todos os povos e culturas que nos conhecem ou querem conhecer, chegue a convicção expressa na recente Carta de Manaus: “A Igreja Católica na Amazônia Legal vive e cresce com características próprias, enraizadas na sabedoria tradicional e na religiosidade popular que durante séculos alimentou e continua a manter viva a espiritualidade dos povos da floresta e das águas, e agora, do mundo urbano. Enfrenta com alegria as dificuldades das distâncias e da falta de comunicação para encontrar e oferecer ao rebanho, confiado a nós pelo Senhor da messe, a luz da Palavra de Deus e a Eucaristia como alimentos que revigoram e animam as forças para viver a comunhão com Deus e cuidar da Amazônia como chão da partilha, pátria solidária, “morada de povos irmãos e casa dos pobres” (Carta de Manaus, no Primeiro Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal; Cf. Documento de Aparecida, número 8). Que o Brasil se apaixone conosco pelos desafios da missão!
Dom Alberto Taveira Correa reflete sobre a missão na Amazônia
Pregar o Evangelho do Reino e curar as doenças e enfermidades (Mt 4, 23) eram as ocupações principais de Jesus. Palavra e gestos que a expressavam, fé e vida! Por onde passava, as pessoas encontravam um sentido novo naquilo que faziam, descobriam novos laços de relacionamento, mudavam as prioridades de sua existência. E ele se revelava Senhor, dominando as doenças, as forças da natureza, o demônio e a morte. Os discípulos foram chamados a testemunhar as mudanças e a se comprometerem com elas, tornando-se depois multiplicadores da mesma graça.
Simão, André, Tiago e João eram pescadores de profissão, não apenas ocasionais ou diletantes. Nem dava para exercitar a mentira sobre o tamanho do peixe, como se costuma brincar com pescadores de nosso tempo. Sua labuta incluía noites e madrugadas mar adentro, para levar à praia, ao nascer do sol, o fruto de seu trabalho, a ser negociado e transformado em sustento. Daí em diante o pescador devia descansar um pouco em casa e retornar, ao cair da tarde, ao seu trabalho. Pode-se imaginar o que estava por trás da resposta de Pedro a Jesus: “Mestre, trabalhamos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, pela tua palavra, lançarei as redes” (Lc 5, 5).
De sua profissão podem-se recolher preciosos ensinamentos, que aparecem como sinais da verdade do Reino de Deus. O pescador deve saber a hora adequada para pescar. Confere lua, vento, maré, estação do ano! Não se precipita! Sua tarefa é tantas vezes um grande exercício de paciência. Depois o pescador sabe identificar as espécies de peixes. Seu discernimento contribui para a própria profissão, assim como assegura a continuidade do produto de seu trabalho. Nem se pode pensar em pesca predatória! O trabalho que faz exige persistência e perseverança dedicação de dias e anos. Sua pele é curtida pelo vento, o sol e as intempéries, para aguentar firme!
Nossa Região Amazônica é rica de rios, barcos, ilhas, ribeirinhos, pescadores. Esta é uma excelente oportunidade para reconhecer a bravura e a coragem os povos dos rios e das florestas. Considero preciosos dons de Deus o Açaí, a mandioca e a farinha, o peixe e o camarão, ao lado de outros produtos prodigalizados pela Providência de Deus. Os ribeirinhos e pescadores carregam consigo os mesmos dons acima citados, que correspondem a valores do Reino de Deus. É que Deus fala através de sua Palavra proclamada e fala através dos sinais de seu Reino oferecidos pela própria vida, um livro eivado de sabedoria! Não poucas vezes pude contemplar o vai-e-vem de homens e mulheres levando ao comércio de nossos portos o fruto de seu trabalho, tantas vezes submetidos a condições duras e até injustas para ganhar o dinheiro literalmente suado, com o qual as famílias são sustentadas. As viagens em “casquinhas”, os remos ou os pequenos motores, até chegar aos barcos maiores e navios, tudo é carregado de paciência, persistência, perseverança, discernimento, coragem! Deus seja louvado por tantos “livros” abertos na vida! Deus seja louvado pela abundância das águas. Deus seja louvado, olhando de Belém, pelo nosso “rio-mar”!
E foram pescadores de peixes que se tornaram pescadores de homens! Chegue ao coração de todos os fiéis, das diversas culturas e ambientes, o convite a que crianças, adolescentes e jovens olhem para o Senhor e descubram seu olhar e sua palavra forte e firme, que chama ao seu seguimento. Em nome do Senhor e de sua Igreja, quero chamar do meio dos povos das terras, das águas e das florestas homens e mulheres generosos, dispostos a dar tudo a Deus. Amplio este convite a todos os que do continente olham para nossos rios e mares, a fim de que surjam muitas vocações ao serviço do Senhor e de seu Reino.
E a todos os povos e culturas que nos conhecem ou querem conhecer, chegue a convicção expressa na recente Carta de Manaus: “A Igreja Católica na Amazônia Legal vive e cresce com características próprias, enraizadas na sabedoria tradicional e na religiosidade popular que durante séculos alimentou e continua a manter viva a espiritualidade dos povos da floresta e das águas, e agora, do mundo urbano. Enfrenta com alegria as dificuldades das distâncias e da falta de comunicação para encontrar e oferecer ao rebanho, confiado a nós pelo Senhor da messe, a luz da Palavra de Deus e a Eucaristia como alimentos que revigoram e animam as forças para viver a comunhão com Deus e cuidar da Amazônia como chão da partilha, pátria solidária, “morada de povos irmãos e casa dos pobres” (Carta de Manaus, no Primeiro Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal; Cf. Documento de Aparecida, número 8). Que o Brasil se apaixone conosco pelos desafios da missão!
Dom Alberto Taveira Correa reflete sobre a missão na Amazônia
sábado, 25 de janeiro de 2014
Terceiro domingo do Tempo Comum
Textos: Isaías 8, 23 – 9, 3; 1 Co 1, 10-13.17; Mateus 4, 12-23.
Ideia principal: a missão salvadora de Cristo é universal, ou seja, veio para salvar a todos.
Resumo da mensagem: O Filho de Deus, Jesus, que tem sua identidade de Servo (mensagem do último domingo), precisa de colaboradores para levar adiante a missão salvífico universal confiada pelo Pai (Evangelho), que é de luz (primeira leitura) de amor e de união (segunda leitura).
Pontos da ideia principal:
Em primeiro lugar, Jesus começa sua missão salvífico universal não na Jerusalém sagrada e religiosa, nem na pacífica Judéia, mas na Galiléia dos gentios, onde havia uma mistura de raças e um trânsito de civilizações, mistura de judeus e pagãos. Galiléia estava “na fronteira” e ali aconteciam ultrajes, delírios e descrenças. A escolha deste cenário nos sugere que Jesus oferecerá uma salvação universal. Jesus é apresentado como luz (primeira leitura), como o amor como salvação para todos. Ninguém é excluído.
Em segundo lugar, como a missão salvífico universal de Jesus é difícil, quer a livre e amorosa colaboração dos homens para que lhe ajudem. Portanto, os chama com amor e confiança. Eles respondem livremente deixando tudo para segui-lo. E têm que ir e evangelizar, como nos diz o Papa Francisco em sua exortação, não a lugares fáceis, mas a lugares “incômodos”, e isto “sem demora, sem repugnância e sem medo” (Evangelii Gaudium, 23), "primereando" no amor (Id. 24) e levando a palavra de ordem de conversão a Jesus (Evangelho) e vínculo mútuo que quebra tudo partidarismo eclesial (segunda leitura).
Finalmente, para esta missão salvífico universal Jesus nos convidou a todos os batizados para sermos seus colaboradores. Cristo passa através das escolas, das fábricas, das legislaturas, nas estradas, e convida a todos para segui-lo e espalhar seu evangelho, cada um segundo a sua capacidade e de acordo com sua vocação peculiar. Alguns como leigos – a maioria -, outros como religiosos e outros como sacerdotes. Como batizados somos chamados a apoiar esta missão salvífico universal de Cristo, sendo profetas que anunciam a Cristo e à Sua Palavra e denunciam, a partir do evangelho, o que fere a Deus e aos irmãos; sacerdotes que sabem oferecer os seus sofrimentos e alegrias, e reis para servir a todos e lutar contra o pecado em seus corações e nos corações dos outros. Para isso temos que deixar nosso barco, nossas redes, nossos pais e talvez possibilidades boas e legítimas (Evangelho).
Para refletir: se Cristo me chamasse hoje a me comprometer com mais seriedade em sua missão salvífico universal, responderia que “sim” ou “não”? Que coisas me prendem ao meu barco e minhas redes? Estou revestido da luz e do amor de Jesus para transmiti-lo aos outros.
P. Antonio Rivero, L.C. Doutor em Teologia Espiritual, professor e diretor espiritual no seminário diocesano Maria Mater Ecclesiae de São Paulo (Brasil).
Para qualquer sugestão ou dúvida, podem se comunicar com o padre Antônio neste e-mail: arivero@legionaries.org
Ideia principal: a missão salvadora de Cristo é universal, ou seja, veio para salvar a todos.
Resumo da mensagem: O Filho de Deus, Jesus, que tem sua identidade de Servo (mensagem do último domingo), precisa de colaboradores para levar adiante a missão salvífico universal confiada pelo Pai (Evangelho), que é de luz (primeira leitura) de amor e de união (segunda leitura).
Pontos da ideia principal:
Em primeiro lugar, Jesus começa sua missão salvífico universal não na Jerusalém sagrada e religiosa, nem na pacífica Judéia, mas na Galiléia dos gentios, onde havia uma mistura de raças e um trânsito de civilizações, mistura de judeus e pagãos. Galiléia estava “na fronteira” e ali aconteciam ultrajes, delírios e descrenças. A escolha deste cenário nos sugere que Jesus oferecerá uma salvação universal. Jesus é apresentado como luz (primeira leitura), como o amor como salvação para todos. Ninguém é excluído.
Em segundo lugar, como a missão salvífico universal de Jesus é difícil, quer a livre e amorosa colaboração dos homens para que lhe ajudem. Portanto, os chama com amor e confiança. Eles respondem livremente deixando tudo para segui-lo. E têm que ir e evangelizar, como nos diz o Papa Francisco em sua exortação, não a lugares fáceis, mas a lugares “incômodos”, e isto “sem demora, sem repugnância e sem medo” (Evangelii Gaudium, 23), "primereando" no amor (Id. 24) e levando a palavra de ordem de conversão a Jesus (Evangelho) e vínculo mútuo que quebra tudo partidarismo eclesial (segunda leitura).
Finalmente, para esta missão salvífico universal Jesus nos convidou a todos os batizados para sermos seus colaboradores. Cristo passa através das escolas, das fábricas, das legislaturas, nas estradas, e convida a todos para segui-lo e espalhar seu evangelho, cada um segundo a sua capacidade e de acordo com sua vocação peculiar. Alguns como leigos – a maioria -, outros como religiosos e outros como sacerdotes. Como batizados somos chamados a apoiar esta missão salvífico universal de Cristo, sendo profetas que anunciam a Cristo e à Sua Palavra e denunciam, a partir do evangelho, o que fere a Deus e aos irmãos; sacerdotes que sabem oferecer os seus sofrimentos e alegrias, e reis para servir a todos e lutar contra o pecado em seus corações e nos corações dos outros. Para isso temos que deixar nosso barco, nossas redes, nossos pais e talvez possibilidades boas e legítimas (Evangelho).
Para refletir: se Cristo me chamasse hoje a me comprometer com mais seriedade em sua missão salvífico universal, responderia que “sim” ou “não”? Que coisas me prendem ao meu barco e minhas redes? Estou revestido da luz e do amor de Jesus para transmiti-lo aos outros.
P. Antonio Rivero, L.C. Doutor em Teologia Espiritual, professor e diretor espiritual no seminário diocesano Maria Mater Ecclesiae de São Paulo (Brasil).
Para qualquer sugestão ou dúvida, podem se comunicar com o padre Antônio neste e-mail: arivero@legionaries.org
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Superar o "escândalo" da divisão entre os cristãos
"Cristo não está dividido"; por isso, "a divisão entre os cristãos" só pode ser definida como um "escândalo", disse hoje o papa Francisco numa chuvosa e lotada audiência geral. É uma resposta clara para a pergunta que São Paulo fez aos cristãos de Corinto: "Cristo acaso está dividido?".
A pergunta é o tema inspirador da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, em andamento até o próximo sábado, dia da Conversão do Apóstolo dos Gentios. Uma "iniciativa espiritual preciosa", define o papa, que, há mais de um século, envolve as comunidades cristãs e deve ser aproveitada como um "tempo dedicado à oração pela unidade de todos os batizados", à luz da exortação de Cristo para que "todos sejam um".
Hoje, observa o papa, "precisamos reconhecer sinceramente e com dor que as nossas comunidades continuam vivendo entre divisões que são um escândalo". É um paradoxo, porque "o nome de Cristo cria comunhão e unidade, não divisão! Ele veio trazer a comunhão entre nós, não nos dividir".
As divisões "enfraquecem a credibilidade e a eficácia do nosso compromisso de evangelização", ameaçando "esvaziar" o poder do batismo e da cruz, os dois elementos centrais comuns a todo o "discipulado cristão". O convite do papa é para "nos alegrarmos sinceramente com as graças concedidas por Deus aos cristãos", a exemplo de Paulo, que, como recorda o Santo Padre, sabe "reconhecer com alegria os dons de Deus presentes em outras comunidades".
"É bonito reconhecer a graça com que Deus nos abençoa", diz o bispo de Roma, e, mais ainda, "encontrar, em outros cristãos, aquilo de que precisamos, aquilo que podemos receber como um presente dos nossos irmãos e irmãs". O primeiro passo é, portanto, "encontrar-se": um gesto aparentemente trivial, mas que, muitas vezes, se torna um objetivo difícil de alcançar. O encontro, explicou o papa, "exige algo mais: muita oração, humildade, reflexão e conversão contínua". Não nos desanimemos, exorta o papa. "Sigamos em frente neste caminho, rezando pela unidade dos cristãos, para que este escândalo acabe e não exista mais entre nós".
Como na última quarta-feira, no momento da saudação aos fiéis na Praça de São Pedro, o papa Francisco dirigiu seus pensamentos primeiramente aos peregrinos de língua árabe, especialmente aos que vieram do Egito. Para eles, o auspício de que "a fé não seja motivo de divisão, mas instrumento de unidade e de comunhão com Deus e com os irmãos (...) A invocação do nome do Senhor não seja razão de encerramento, mas de abertura do coração para o amor que une e acrescenta". Bergoglio convidou a perseverar na oração, para que "nosso Senhor conceda a unidade aos cristãos, vivendo a diferença como riqueza; vendo no outro um irmão a ser acolhido com amor".
O Santo Padre saudou depois os participantes do encontro e coordenadores regionais do Apostolado do Mar, liderado pelo cardeal Antonio Maria Vegliò, exortando-os a ser "a voz dos trabalhadores que vivem longe dos seus entes queridos e que enfrentam o perigo e a dificuldade".
No final da audiência, o papa dedicou um pensamento à Conferência Internacional de Apoio à Paz na Síria, que acaba de começar em Montreux, Suíça, e que incluirá negociações de paz em Genebra a partir de 24 de janeiro. A oração do Sucessor de Pedro é um apelo tocante ao Senhor para que Ele "abrande o coração de todos, a fim de que, procurando apenas o bem maior do povo sírio, já tão duramente provado, não poupem nenhum esforço para chegar urgentemente ao fim da violência e ao fim do conflito que já causou sofrimento demais".
Sofrimento que, traduzido em números, deixou em três anos de conflito mais de 130 mil mortos e uma quantidade incontável de refugiados. O papa pede que todos, fiéis, cidadãos e pessoas de boa vontade, contribuam para abrir nessa terra martirizada "um caminho decidido de reconciliação, de harmonia e de reconstrução (...) Que cada um encontre no outro não um inimigo, não um concorrente, e sim um irmão para aceitar e para abraçar".
Fonte: Zenit.
Hoje, observa o papa, "precisamos reconhecer sinceramente e com dor que as nossas comunidades continuam vivendo entre divisões que são um escândalo". É um paradoxo, porque "o nome de Cristo cria comunhão e unidade, não divisão! Ele veio trazer a comunhão entre nós, não nos dividir".
As divisões "enfraquecem a credibilidade e a eficácia do nosso compromisso de evangelização", ameaçando "esvaziar" o poder do batismo e da cruz, os dois elementos centrais comuns a todo o "discipulado cristão". O convite do papa é para "nos alegrarmos sinceramente com as graças concedidas por Deus aos cristãos", a exemplo de Paulo, que, como recorda o Santo Padre, sabe "reconhecer com alegria os dons de Deus presentes em outras comunidades".
"É bonito reconhecer a graça com que Deus nos abençoa", diz o bispo de Roma, e, mais ainda, "encontrar, em outros cristãos, aquilo de que precisamos, aquilo que podemos receber como um presente dos nossos irmãos e irmãs". O primeiro passo é, portanto, "encontrar-se": um gesto aparentemente trivial, mas que, muitas vezes, se torna um objetivo difícil de alcançar. O encontro, explicou o papa, "exige algo mais: muita oração, humildade, reflexão e conversão contínua". Não nos desanimemos, exorta o papa. "Sigamos em frente neste caminho, rezando pela unidade dos cristãos, para que este escândalo acabe e não exista mais entre nós".
Como na última quarta-feira, no momento da saudação aos fiéis na Praça de São Pedro, o papa Francisco dirigiu seus pensamentos primeiramente aos peregrinos de língua árabe, especialmente aos que vieram do Egito. Para eles, o auspício de que "a fé não seja motivo de divisão, mas instrumento de unidade e de comunhão com Deus e com os irmãos (...) A invocação do nome do Senhor não seja razão de encerramento, mas de abertura do coração para o amor que une e acrescenta". Bergoglio convidou a perseverar na oração, para que "nosso Senhor conceda a unidade aos cristãos, vivendo a diferença como riqueza; vendo no outro um irmão a ser acolhido com amor".
O Santo Padre saudou depois os participantes do encontro e coordenadores regionais do Apostolado do Mar, liderado pelo cardeal Antonio Maria Vegliò, exortando-os a ser "a voz dos trabalhadores que vivem longe dos seus entes queridos e que enfrentam o perigo e a dificuldade".
No final da audiência, o papa dedicou um pensamento à Conferência Internacional de Apoio à Paz na Síria, que acaba de começar em Montreux, Suíça, e que incluirá negociações de paz em Genebra a partir de 24 de janeiro. A oração do Sucessor de Pedro é um apelo tocante ao Senhor para que Ele "abrande o coração de todos, a fim de que, procurando apenas o bem maior do povo sírio, já tão duramente provado, não poupem nenhum esforço para chegar urgentemente ao fim da violência e ao fim do conflito que já causou sofrimento demais".
Sofrimento que, traduzido em números, deixou em três anos de conflito mais de 130 mil mortos e uma quantidade incontável de refugiados. O papa pede que todos, fiéis, cidadãos e pessoas de boa vontade, contribuam para abrir nessa terra martirizada "um caminho decidido de reconciliação, de harmonia e de reconstrução (...) Que cada um encontre no outro não um inimigo, não um concorrente, e sim um irmão para aceitar e para abraçar".
Fonte: Zenit.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Catequese do Papa Francisco na audiência de ontem quarta-feira
Queridos irmão e irmãs,
Sábado passado iniciou-se a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que se concluirá sábado próximo, festa da conversão de São Paulo apóstolo. Esta iniciativa espiritual, mais do que nunca preciosa, envolve as comunidades cristãs há mais de cem anos. Trata-se de um tempo dedicado à oração pela unidade de todos os batizados, segundo a vontade de Cristo: “que todos sejam um” (Jo 17, 21). Todos os anos, um grupo ecumênico de uma região do mundo, sob a condução do Conselho Ecumênico das Igrejas e do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, sugere um tema e prepara subsídios para a Semana de Oração. Este ano, tais subsídios são provenientes das Igrejas e comunidades eclesiais do Canadá, e fazem referência à pergunta dirigida por Paulo aos cristãos de Corinto: “Então estaria Cristo dividido?” (1 Cor 1, 13).
Certamente Cristo não está dividido. Mas devemos reconhecer sinceramente e com dor que as nossas comunidades continuam a viver divisões que são um escândalo. As divisões entre nós cristãos são um escândalo. Não há outra palavra: um escândalo. “Cada um de vós – escrevia o apóstolo – diz: “Eu sou de Paulo”, “Eu sou de Apolo”, “E eu de Cefas”, “E eu de Cristo”” (1, 12). Mesmo aqueles que professavam Cristo como seu líder não são aplaudidos por Paulo, porque usavam o nome de Cristo para separar-se dos outros dentro da comunidade cristã. Mas o nome de Cristo cria comunhão e unidade, não divisão! Ele veio para fazer comunhão entre nós, não para dividir-nos. O Batismo e a Cruz são elementos centrais do discipulado cristão que temos em comum. As divisões, em vez disso, enfraquecem a credibilidade e a eficácia do nosso compromisso de evangelização e arriscam esvaziar a Cruz do seu poder (cfr 1,17).
Paulo repreende os coríntios pelas suas disputas, mas também dá graças ao Senhor “por causa da graça de Deus que vos foi dada em Cristo Jesus, porque Nele fostes enriquecidos de todos os dons, aqueles da palavra e aqueles do conhecimento” (1, 4-5). Estas palavras de Paulo não são uma simples formalidade, mas o sinal que ele vê antes de tudo – e disto se alegra sinceramente – os dons feitos por Deus à comunidade. Esta atitude do Apóstolo é um encorajamento para nós e para cada comunidade cristã a reconhecer com alegria os dons de Deus presentes nas outras comunidades. Apesar do sofrimento das divisões, que infelizmente ainda permanecem, acolhemos as palavras de Paulo como um convite a alegrar-nos sinceramente pelas graças concedidas por Deus a outros cristãos. Temos o mesmo Batismo, o mesmo Espírito Santo que nos deu a Graça: reconheçamos isso e nos alegremos.
É belo reconhecer a graça com a qual Deus nos abençoa e, ainda mais, encontrar nos outros cristãos algo de que necessitamos, algo que podemos receber como um dom dos nossos irmãos e irmãs. O grupo canadense que preparou os subsídios desta Semana de Oração não convidou as comunidades a pensarem naquilo que poderiam dar a seus vizinhos cristãos, mas os exortou a encontrar-se para entender aquilo que todos podem receber de tempos em tempos dos outros. Isso requer algo a mais. Requer muita oração, requer humildade, requer reflexão e contínua conversão. Sigamos adiante neste caminho, rezando pela unidade dos cristãos, para que este escândalo seja exterminado e não esteja mais entre nós.
(Tradução: Jéssica Marçal/Canção Nova) - Fonte: Zenit.
Certamente Cristo não está dividido. Mas devemos reconhecer sinceramente e com dor que as nossas comunidades continuam a viver divisões que são um escândalo. As divisões entre nós cristãos são um escândalo. Não há outra palavra: um escândalo. “Cada um de vós – escrevia o apóstolo – diz: “Eu sou de Paulo”, “Eu sou de Apolo”, “E eu de Cefas”, “E eu de Cristo”” (1, 12). Mesmo aqueles que professavam Cristo como seu líder não são aplaudidos por Paulo, porque usavam o nome de Cristo para separar-se dos outros dentro da comunidade cristã. Mas o nome de Cristo cria comunhão e unidade, não divisão! Ele veio para fazer comunhão entre nós, não para dividir-nos. O Batismo e a Cruz são elementos centrais do discipulado cristão que temos em comum. As divisões, em vez disso, enfraquecem a credibilidade e a eficácia do nosso compromisso de evangelização e arriscam esvaziar a Cruz do seu poder (cfr 1,17).
Paulo repreende os coríntios pelas suas disputas, mas também dá graças ao Senhor “por causa da graça de Deus que vos foi dada em Cristo Jesus, porque Nele fostes enriquecidos de todos os dons, aqueles da palavra e aqueles do conhecimento” (1, 4-5). Estas palavras de Paulo não são uma simples formalidade, mas o sinal que ele vê antes de tudo – e disto se alegra sinceramente – os dons feitos por Deus à comunidade. Esta atitude do Apóstolo é um encorajamento para nós e para cada comunidade cristã a reconhecer com alegria os dons de Deus presentes nas outras comunidades. Apesar do sofrimento das divisões, que infelizmente ainda permanecem, acolhemos as palavras de Paulo como um convite a alegrar-nos sinceramente pelas graças concedidas por Deus a outros cristãos. Temos o mesmo Batismo, o mesmo Espírito Santo que nos deu a Graça: reconheçamos isso e nos alegremos.
É belo reconhecer a graça com a qual Deus nos abençoa e, ainda mais, encontrar nos outros cristãos algo de que necessitamos, algo que podemos receber como um dom dos nossos irmãos e irmãs. O grupo canadense que preparou os subsídios desta Semana de Oração não convidou as comunidades a pensarem naquilo que poderiam dar a seus vizinhos cristãos, mas os exortou a encontrar-se para entender aquilo que todos podem receber de tempos em tempos dos outros. Isso requer algo a mais. Requer muita oração, requer humildade, requer reflexão e contínua conversão. Sigamos adiante neste caminho, rezando pela unidade dos cristãos, para que este escândalo seja exterminado e não esteja mais entre nós.
(Tradução: Jéssica Marçal/Canção Nova) - Fonte: Zenit.
Assinar:
Postagens (Atom)
