O mês do rosário e das missões, outubro, nos encontra com várias comemorações marianas: Nossa Senhora do Rosário, de Nazaré, de Fátima, Aparecida, da Penha. A estrela da evangelização é para nós uma inspiração de nossa disponibilidade para levar Cristo ao mundo através do nosso “sim” ao Plano de Deus.
A Igreja, na sua essência missionária, tem na figura de Maria o seu protótipo, o modelo de como ser evangelizadora, de como levar a Boa Nova a todos, tendo em vista que Maria é grande missionária. Trouxe em seu ventre o Redentor da humanidade! Com sua intercessão, leva as pessoas a Jesus e O traz às pessoas, ou seja, por ela vamos até Jesus e Jesus vem até nós.
O mandato que a Igreja recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo para evangelizar consiste no anúncio do Evangelho, em primeiro lugar aos pobres, visando à salvação e à libertação total de toda pessoa humana. A incumbência da Igreja é o anúncio explícito do evangelho. Maria Santíssima foi aquela que, ao longo de toda sua existência, nada mais fez do que estar disponível a Deus. Sua vida foi pautada na obediência e fidelidade a Deus, numa atitude de total desprendimento e serviço a favor do Reino. Ela, portanto, é, sem dúvida, a figura na qual devemos espelhar em nossas orações, em nossas relações com Deus e em nossos trabalhos missionários.
O mês de outubro ajuda-nos a recordar o fundamental convite missionário de Cristo e da Igreja em cada comunidade e apoiar o trabalho de quantos sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos trabalham nas fronteiras da missão da Igreja. O anúncio do Evangelho permanece o primeiro serviço que a Igreja deve à humanidade para oferecer a salvação de Cristo ao homem do nosso tempo, de tantas maneiras humilhado e oprimido, e para orientar em sentido cristão as transformações culturais, sociais e éticas que estão em ação no mundo.
O Papa Bento XVI, por ocasião do mês missionário, nos anima a sairmos do imobilismo e colocar a mão no arado do anúncio do Evangelho: “Caríssimos, neste Dia Missionário Mundial no qual o olhar do coração se dilata sobre os imensos espaços da missão, sintamo-nos todos protagonistas do compromisso da Igreja de anunciar o Evangelho. O estímulo missionário foi sempre sinal de vitalidade para as nossas Igrejas e a sua cooperação é testemunho singular de unidade, de fraternidade e de solidariedade, que nos torna críveis anunciadores do Amor que salva!”
“Como o "sim" de Maria, cada resposta generosa da Comunidade eclesial ao convite divino ao amor dos irmãos suscitará uma nova maternidade apostólica e eclesial (cf. Gl 4, 4.19.26), que, se deixando surpreender pelo mistério de Deus amor, o qual "ao chegar a plenitude dos tempos, enviou o Seu Filho, nascido de mulher" (Gl 4, 4), dará confiança e audácia a novos apóstolos. Esta resposta tornará todos os crentes capazes de ser "jubilosos na esperança" (Rm 12, 12) ao realizar o projeto de Deus, que deseja "que todo o gênero humano constitua um só Povo de Deus, se congregue num só Corpo de Cristo, e se edifique num só templo do Espírito Santo" (Ad gentes, 7)”.
A Igreja, seus ministros, suas lideranças, os batizados, todos somos convocados e chamados a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais. Trata-se de confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho arraigada em nossa história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, que desperte discípulos e missionários. Isso não depende tanto de grandes programas e estruturas, mas de homens e mulheres novos que encarnem essa tradição e novidade, como discípulos de Jesus Cristo e missionários de seu Reino, protagonistas de uma vida nova para uma América Latina que deseja reconhecer-se com a luz e a força do Espírito. Por isso, o estado permanente de missão, que é uma convocação de toda a Igreja na América Latina, à luz de Aparecida, tem por objetivo principal despertar e fomentar o ardor missionário em nossas comunidades. Como devotos de Maria, a Senhora dos mil nomes, em cada um dos títulos em que é venerada pelo nosso povo santo, nada mais justo e salutar do que não só imitá-la, mas colocá-la como patrona que nos ilumina no estado permanente de missão, a essência do discipulado e da missão da Igreja e de seus filhos.
Fonte: Dom Orani João Tempesta, O. Cist.Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Chile viveu um dia de Páscoa
Durante o resgate dos 33 mineiros, não houve nenhuma palavra mais pronunciada que esta: "Deus". Até o presidente Piñera o invocou várias vezes. A Igreja se manteve em vigília, em segundo plano, em muitas igrejas do país, orando pelo êxito da operação em São José. A Conferência Episcopal Chilena qualificou este dia como "um dia de Páscoa".
"Enquanto em diversos pontos do país são realizadas vigílias de oração que concluirão com o resgate do último mineiro, um povo agradecido e emocionado acompanha detalhadamente a operação São Lourenço, como foi batizado este resgate, em homenagem ao diácono e mártir, padroeiro dos mineiros", indicaram os bispos do Chile em uma nota.
Em Santiago, o cardeal Francisco Javier Errázuris iniciou a vigília pelo êxito do resgate com uma Eucaristia concelebrada que se prolongou até que o último mineiro, Luis Urzúa, saiu à luz.
"Com nossa oração, queremos estar unidos a estes 33 mineiros e às suas famílias, precisamente unidos na oração, implorando ao Senhor que traga todos à superfície, que não tenham nenhum contratempo com sua saúde ao sair e que esta vida, que para eles será uma vida nova que começa, conte em todo momento com a bênção de Deus. Que seja uma vida de família, muito feliz. Queremos rezar por este resgate e ao mesmo tempo pela vida que começa neles", disse o cardeal Errázuriz no início da celebração.
A Eucaristia culminou depois da meia-noite, quando o primeiro mineiro, Florencio Ávalos, chegava à superfície. O cardeal Errázuris pôde ver este instante por meio de um equipamento situado na Praça de Armas da capital, em companhia de bispos, vigários e sacerdotes que concelebraram a Missa, além de numerosas pessoas que se encontravam no local.
O grupo dava graças a Deus pelo milagre. Foi então que a recitação do Pai Nosso se misturou com sonoros "Viva o Chile!" e os sinos da paróquia El Sagrario repicaram anunciando a boa notícia à cidade.
Por sua vez, o bispo de Copiapó, Dom Gaspar Quintana CMF, desde o início da operação convidou todas as comunidades a acompanharem com a oração os familiares no acampamento Esperanza. "Nestes momentos cruciais, devemos manter a esperança e continuar acompanhando na oração e na fé", indicou.
O bispo local também afirmou que toda esta operação "não deve nos fazer esquecer as lições deste acidente, que são basicamente construir uma sociedade na qual o direito de trabalhar em condições de segurança seja respeitado e cada um assuma a responsabilidade que lhe corresponde, para que fatos como este não voltem a ocorrer".
Ao longo destes 70 dias, Dom Quintana esteve acompanhando os familiares dos mineiros. No dia do resgate, conversou com alguns familiares, convidando-os a ter fortaleza e esperança e a compartilhar a alegria das famílias que já haviam recuperado seus entes queridos. Depois retornou a Copiapó, para presidir uma Eucaristia de ação de graças no Santuário da Candelária.
A imagem da Candelária esteve presente em todas as etapas da odisseia dos mineiros e, uma vez realizado o resgate, voltou ao seu santuário em Copiapó.
No acampamento Esperanza, horas antes do início da operação, o bispo de Copiapó celebrou a Eucaristia em um barracão, junto aos familiares dos mineiros e as autoridades, encabeçadas pelo presidente Sebastián Piñera, sua esposa, Cecilia Morel, e a intendente regional, Ximena Matas.
O Chile e o mundo inteiro continuam vivendo este dia pascal, agradecendo pelos "ressuscitados" que voltaram à vida.
Fonte: Zenit. - (Nieves San Martín)
"Enquanto em diversos pontos do país são realizadas vigílias de oração que concluirão com o resgate do último mineiro, um povo agradecido e emocionado acompanha detalhadamente a operação São Lourenço, como foi batizado este resgate, em homenagem ao diácono e mártir, padroeiro dos mineiros", indicaram os bispos do Chile em uma nota.
Em Santiago, o cardeal Francisco Javier Errázuris iniciou a vigília pelo êxito do resgate com uma Eucaristia concelebrada que se prolongou até que o último mineiro, Luis Urzúa, saiu à luz.
"Com nossa oração, queremos estar unidos a estes 33 mineiros e às suas famílias, precisamente unidos na oração, implorando ao Senhor que traga todos à superfície, que não tenham nenhum contratempo com sua saúde ao sair e que esta vida, que para eles será uma vida nova que começa, conte em todo momento com a bênção de Deus. Que seja uma vida de família, muito feliz. Queremos rezar por este resgate e ao mesmo tempo pela vida que começa neles", disse o cardeal Errázuriz no início da celebração.
A Eucaristia culminou depois da meia-noite, quando o primeiro mineiro, Florencio Ávalos, chegava à superfície. O cardeal Errázuris pôde ver este instante por meio de um equipamento situado na Praça de Armas da capital, em companhia de bispos, vigários e sacerdotes que concelebraram a Missa, além de numerosas pessoas que se encontravam no local.
O grupo dava graças a Deus pelo milagre. Foi então que a recitação do Pai Nosso se misturou com sonoros "Viva o Chile!" e os sinos da paróquia El Sagrario repicaram anunciando a boa notícia à cidade.
Por sua vez, o bispo de Copiapó, Dom Gaspar Quintana CMF, desde o início da operação convidou todas as comunidades a acompanharem com a oração os familiares no acampamento Esperanza. "Nestes momentos cruciais, devemos manter a esperança e continuar acompanhando na oração e na fé", indicou.
O bispo local também afirmou que toda esta operação "não deve nos fazer esquecer as lições deste acidente, que são basicamente construir uma sociedade na qual o direito de trabalhar em condições de segurança seja respeitado e cada um assuma a responsabilidade que lhe corresponde, para que fatos como este não voltem a ocorrer".
Ao longo destes 70 dias, Dom Quintana esteve acompanhando os familiares dos mineiros. No dia do resgate, conversou com alguns familiares, convidando-os a ter fortaleza e esperança e a compartilhar a alegria das famílias que já haviam recuperado seus entes queridos. Depois retornou a Copiapó, para presidir uma Eucaristia de ação de graças no Santuário da Candelária.
A imagem da Candelária esteve presente em todas as etapas da odisseia dos mineiros e, uma vez realizado o resgate, voltou ao seu santuário em Copiapó.
No acampamento Esperanza, horas antes do início da operação, o bispo de Copiapó celebrou a Eucaristia em um barracão, junto aos familiares dos mineiros e as autoridades, encabeçadas pelo presidente Sebastián Piñera, sua esposa, Cecilia Morel, e a intendente regional, Ximena Matas.
O Chile e o mundo inteiro continuam vivendo este dia pascal, agradecendo pelos "ressuscitados" que voltaram à vida.
Fonte: Zenit. - (Nieves San Martín)
Dom Paul Hinder: um bispo católico nos países árabes
O vigário apostólico dos países árabes participa do Sínodo dos Bispos
Por Carmen Elena Villa
Dom Paul Hinder, ofmcap, é pastor de um rebanho forte na fé e disperso no território que diariamente vive e respira com o islamismo. Tem a missão de guiar a Igreja nos países árabes. A sede do vicariado está situada na cidade de Abu Dabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
O vicariado apostólico da Arábia compreende 5 países: Emirados Árabes (com 7 paróquias), Omã (4), Iêmen (4), Qatar (1) e Bahrein (1).
Compreende uma superfície de 3 milhões de quilômetros quadrados, que poderia ser considerada a "diocese" mais extensa do mundo. Não há cristãos locais, só imigrantes. Há paroquianos de 90 nacionalidades, especialmente das Filipinas, Índia, Indonésia, Nigéria, Europa e Estados Unidos.
As igrejas não têm sinais externos nem símbolos visíveis, como cruzes ou campanários. Os fiéis se reúnem para rezar em casas privadas, em geral situadas na periferia.
Desde 2005, este bispo capuchinho de 68 anos, nascido em Lanterswil-Stehrenberg (Suíça), guia cerca de 1,3 milhão de católicos.
Como é a fé das pessoas nos países árabes?
Dom Paul Hinder: É verdade que os católicos em geral vivem um pouco fechados entre eles, em um contexto de indivíduos que professam a mesma fé. Não só quando vêm à Igreja, mas também nos lugares de encontro, como o trabalho. Não é que estejam completamente isolados, mas é verdade que enfrentam uma situação de desafio de fé pessoal. Por exemplo, sobre os valores da própria vida ou como vivem a relação com Deus e a relação com os demais, ou no compromisso com e a partir do Evangelho.
Isso preocupa nossos fiéis, a uns mais, a outros menos. Por isso, eles se organizam frequentemente com o pretexto da oração, em associações nas quais podem viver esta fé, eu diria, mais desenvolvida, talvez que as outras, sobretudo na Santa Missa. A liturgia eucarística é muito importante para eles; de fato, nossas poucas igrejas sempre estão repletas de gente. Inclusive durante a semana assistem milhares de pessoas.
Os fiéis participam das obras de caridade?
Dom Paul Hinder: Sim. Existe todo um desafio também do ponto de vista moral, como viver uma vida conforme o Evangelho e o mandamento de Deus. Essa gente vive não somente o aspecto inspirado na devoção religiosa do sacramento. Eles mesmos se perguntam como podem ajudar seus irmãos que estão na prisão, nos hospitais. Visitam os doentes, levam-lhes a Comunhão etc.; organizam grupos e buscam fazer tudo o que estiver ao seu alcance, incluindo também a possibilidade de que possam se confessar. Também ajudando os sacerdotes aos poucos e indo a lugares aonde eles talvez não consigam chegar. E sem omitir as tarefas cotidianas da Igreja, eu gostaria de acrescentar que todas as catequeses estão nas mãos dos leigos: em Abu Dabi, há mais de 20 mil crianças na catequese, toda sexta-feira.
Quais são as principais riquezas da fé nestes países?
Dom Paul Hinder: Eu diria que é uma fé profunda, que se exprime também em uma devoção bastante intensa, vivida de diferentes maneiras e não somente sob o aspecto sacramental, mas também na veneração dos santos, na participação nos grupos de oração ou com a Bíblia, entre outras atividades. E, como comentei antes, são sensíveis e atentos na ajuda aos outros, tanto nos próprios países como nos de origem. Se há um desastre em outro país, por exemplo, no Paquistão, organiza-se uma coleta especial na igreja e as pessoas são generosas. Têm um sentido na partilha, apesar das problemáticas existentes.
Como os cristãos podem permanecer fiéis convivendo com uma realidade tão diferente, como o islamismo?
Dom Paul Hinder: Vivemos a presença cotidiana do islamismo (também acusticamente, sobretudo). Eu diria que os imigrantes vivem mais "junto" com os outros, não "como" os outros. É outra forma de viver. Há contatos profissionais inevitáveis, nos escritórios ou na vida cotidiana, quando se deve fazer algo oficialmente, sempre existe alguma coisa para fazer com os cidadãos locais. Está claro que os educadores são os mais expostos a esta situação, mas é um momento único para o diálogo com os muçulmanos. Acreditamos que sempre haverá um elemento marginal, eu diria que se pode encontrar alguma possibilidade, mas na vida cotidiana, pelo menos nestes países, não é tão presente nem tão factível.
Conte-nos sobre sua experiência pessoal como pastor de um povo tão especial, que vive junto a uma cultura e uma fé tão diversas.
Dom Paul Hinder: Ser pastor de um rebanho tão variado é um desafio que supera as capacidades de um homem. Se não existisse a promessa do Senhor de estar sempre conosco e se não existisse a fé intensa dos meus irmãos e irmãs, eu não poderia assumir esta missão. Estar exposto cada dia a uma fé tão potente como o Islã pode ser um estímulo para aprofundar na própria fé e em sua prática.
Os ataques que os cristãos sofreram no Oriente (Índia, Paquistão, Nigéria, Iraque), especialmente nos últimos dois anos, semeiam temor nos cristãos dos países árabes?
Dom Paul Hinder: Em nossos países, ao contrário dos que você mencionou, nós nos sentimos relativamente seguros. Existem e podem existir situações precárias de segurança em certas partes, mas geralmente não são ameaças diretas. Está claro que isso não elimina o fato de que frequentemente o fato de ser cristão tem consequências de discriminação.
Como é a relação com os cristãos não-católicos da Arábia?
Dom Paul Hinder: Geralmente é boa. O maior problema para nós é o proselitismo de alguns grupos evangélicos que pescam em nossas águas porque não têm permissão de fazê-lo entre os não-cristãos. Muito frequentemente trabalham com métodos mais do que questionáveis...
Como os católicos podem transmitir a religião aos seus filhos em
um contexto de restrição tão forte da liberdade religiosa?
Dom Paul Hinder: Não existe outra forma de fazer isso, a não ser nas próprias famílias. Estas, em geral, não têm tempo ou conhecimento suficiente da Bíblia ou da fé católica. É importante que enviem seus filhos a essas catequeses das nossas paróquias (em 2009, foram mais de 25 mil crianças cada final de semana). Em certas situações de liberdade restrita, devem fazê-lo, inclusive escondido ou em privado. É de admirar tantos leigos que colocam seus dons ao serviço da Igreja. Procuramos dar-lhes a formação necessária, ainda que nem sempre seja fácil.
O que os párocos e fiéis presentes no Sínodo esperam?
Dom Paul Hinder: Acho que os nossos fiéis esperam principalmente um estímulo em sua situação, que é tudo, exceto fácil. Esperam dos bispos que levem a sério suas responsabilidades de pastores, para que deem ao seu rebanho o pão da Palavra de o Pão da Vida. Finalmente, esperam ser reconhecidos, ou seja, que a Igreja inteira perceba sua existência e suas lutas. Neste sentido, esperam a solidariedade na fé, que se expressa especialmente na oração.
Fonte: Zenit.
Por Carmen Elena Villa
Dom Paul Hinder, ofmcap, é pastor de um rebanho forte na fé e disperso no território que diariamente vive e respira com o islamismo. Tem a missão de guiar a Igreja nos países árabes. A sede do vicariado está situada na cidade de Abu Dabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
O vicariado apostólico da Arábia compreende 5 países: Emirados Árabes (com 7 paróquias), Omã (4), Iêmen (4), Qatar (1) e Bahrein (1).
Compreende uma superfície de 3 milhões de quilômetros quadrados, que poderia ser considerada a "diocese" mais extensa do mundo. Não há cristãos locais, só imigrantes. Há paroquianos de 90 nacionalidades, especialmente das Filipinas, Índia, Indonésia, Nigéria, Europa e Estados Unidos.
As igrejas não têm sinais externos nem símbolos visíveis, como cruzes ou campanários. Os fiéis se reúnem para rezar em casas privadas, em geral situadas na periferia.
Desde 2005, este bispo capuchinho de 68 anos, nascido em Lanterswil-Stehrenberg (Suíça), guia cerca de 1,3 milhão de católicos.
Como é a fé das pessoas nos países árabes?
Dom Paul Hinder: É verdade que os católicos em geral vivem um pouco fechados entre eles, em um contexto de indivíduos que professam a mesma fé. Não só quando vêm à Igreja, mas também nos lugares de encontro, como o trabalho. Não é que estejam completamente isolados, mas é verdade que enfrentam uma situação de desafio de fé pessoal. Por exemplo, sobre os valores da própria vida ou como vivem a relação com Deus e a relação com os demais, ou no compromisso com e a partir do Evangelho.
Isso preocupa nossos fiéis, a uns mais, a outros menos. Por isso, eles se organizam frequentemente com o pretexto da oração, em associações nas quais podem viver esta fé, eu diria, mais desenvolvida, talvez que as outras, sobretudo na Santa Missa. A liturgia eucarística é muito importante para eles; de fato, nossas poucas igrejas sempre estão repletas de gente. Inclusive durante a semana assistem milhares de pessoas.
Os fiéis participam das obras de caridade?
Dom Paul Hinder: Sim. Existe todo um desafio também do ponto de vista moral, como viver uma vida conforme o Evangelho e o mandamento de Deus. Essa gente vive não somente o aspecto inspirado na devoção religiosa do sacramento. Eles mesmos se perguntam como podem ajudar seus irmãos que estão na prisão, nos hospitais. Visitam os doentes, levam-lhes a Comunhão etc.; organizam grupos e buscam fazer tudo o que estiver ao seu alcance, incluindo também a possibilidade de que possam se confessar. Também ajudando os sacerdotes aos poucos e indo a lugares aonde eles talvez não consigam chegar. E sem omitir as tarefas cotidianas da Igreja, eu gostaria de acrescentar que todas as catequeses estão nas mãos dos leigos: em Abu Dabi, há mais de 20 mil crianças na catequese, toda sexta-feira.
Quais são as principais riquezas da fé nestes países?
Dom Paul Hinder: Eu diria que é uma fé profunda, que se exprime também em uma devoção bastante intensa, vivida de diferentes maneiras e não somente sob o aspecto sacramental, mas também na veneração dos santos, na participação nos grupos de oração ou com a Bíblia, entre outras atividades. E, como comentei antes, são sensíveis e atentos na ajuda aos outros, tanto nos próprios países como nos de origem. Se há um desastre em outro país, por exemplo, no Paquistão, organiza-se uma coleta especial na igreja e as pessoas são generosas. Têm um sentido na partilha, apesar das problemáticas existentes.
Como os cristãos podem permanecer fiéis convivendo com uma realidade tão diferente, como o islamismo?
Dom Paul Hinder: Vivemos a presença cotidiana do islamismo (também acusticamente, sobretudo). Eu diria que os imigrantes vivem mais "junto" com os outros, não "como" os outros. É outra forma de viver. Há contatos profissionais inevitáveis, nos escritórios ou na vida cotidiana, quando se deve fazer algo oficialmente, sempre existe alguma coisa para fazer com os cidadãos locais. Está claro que os educadores são os mais expostos a esta situação, mas é um momento único para o diálogo com os muçulmanos. Acreditamos que sempre haverá um elemento marginal, eu diria que se pode encontrar alguma possibilidade, mas na vida cotidiana, pelo menos nestes países, não é tão presente nem tão factível.
Conte-nos sobre sua experiência pessoal como pastor de um povo tão especial, que vive junto a uma cultura e uma fé tão diversas.
Dom Paul Hinder: Ser pastor de um rebanho tão variado é um desafio que supera as capacidades de um homem. Se não existisse a promessa do Senhor de estar sempre conosco e se não existisse a fé intensa dos meus irmãos e irmãs, eu não poderia assumir esta missão. Estar exposto cada dia a uma fé tão potente como o Islã pode ser um estímulo para aprofundar na própria fé e em sua prática.
Os ataques que os cristãos sofreram no Oriente (Índia, Paquistão, Nigéria, Iraque), especialmente nos últimos dois anos, semeiam temor nos cristãos dos países árabes?
Dom Paul Hinder: Em nossos países, ao contrário dos que você mencionou, nós nos sentimos relativamente seguros. Existem e podem existir situações precárias de segurança em certas partes, mas geralmente não são ameaças diretas. Está claro que isso não elimina o fato de que frequentemente o fato de ser cristão tem consequências de discriminação.
Como é a relação com os cristãos não-católicos da Arábia?
Dom Paul Hinder: Geralmente é boa. O maior problema para nós é o proselitismo de alguns grupos evangélicos que pescam em nossas águas porque não têm permissão de fazê-lo entre os não-cristãos. Muito frequentemente trabalham com métodos mais do que questionáveis...
Como os católicos podem transmitir a religião aos seus filhos em
um contexto de restrição tão forte da liberdade religiosa?
Dom Paul Hinder: Não existe outra forma de fazer isso, a não ser nas próprias famílias. Estas, em geral, não têm tempo ou conhecimento suficiente da Bíblia ou da fé católica. É importante que enviem seus filhos a essas catequeses das nossas paróquias (em 2009, foram mais de 25 mil crianças cada final de semana). Em certas situações de liberdade restrita, devem fazê-lo, inclusive escondido ou em privado. É de admirar tantos leigos que colocam seus dons ao serviço da Igreja. Procuramos dar-lhes a formação necessária, ainda que nem sempre seja fácil.
O que os párocos e fiéis presentes no Sínodo esperam?
Dom Paul Hinder: Acho que os nossos fiéis esperam principalmente um estímulo em sua situação, que é tudo, exceto fácil. Esperam dos bispos que levem a sério suas responsabilidades de pastores, para que deem ao seu rebanho o pão da Palavra de o Pão da Vida. Finalmente, esperam ser reconhecidos, ou seja, que a Igreja inteira perceba sua existência e suas lutas. Neste sentido, esperam a solidariedade na fé, que se expressa especialmente na oração.
Fonte: Zenit.
Brasil: festa da padroeira reúne 150 mil pessoas
O Santuário Nacional de Aparecida acolheu, na última terça-feira, 12, cerca de 150 mil romeiros para a celebração do dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
Durante o dia, diversas missas foram celebradas, mas o ponto alto ocorreu às 10 horas, na missa solene presidida pelo arcebispo emérito de Belo Horizonte (MG), cardeal Serafim Fernandes de Araujo. Somente nesta celebração, houve a participação de 35 mil fiéis.
"Para que possamos continuar a seguir Jesus Cristo, através do olhar da Mãe Aparecida, é necessário que se fortaleça a família, que é a base para a formação do ser humano", disse o cardeal em sua homilia. Ele destacou a importância da reflexão sobre a Sagrada família e recordou a história do encontro da Virgem Aparecida nas águas do Rio Paraíba.
Ao final do dia, foi realizada uma procissão. Devotos de diversas partes do Brasil percorreram as ruas da cidade levando a imagem de Nossa Senhora Aparecida até a matriz Basílica velha, realizando suas promessas em agradecimento as graças alcançadas. "Fico emocionada. Há quatro anos venho a Aparecida e só vou embora quando a procissão termina", explicou Sueli Castro, de Curitiba (PR), que está na cidade desde a última sexta-feira, 8.
(Com CNBB)
Durante o dia, diversas missas foram celebradas, mas o ponto alto ocorreu às 10 horas, na missa solene presidida pelo arcebispo emérito de Belo Horizonte (MG), cardeal Serafim Fernandes de Araujo. Somente nesta celebração, houve a participação de 35 mil fiéis.
"Para que possamos continuar a seguir Jesus Cristo, através do olhar da Mãe Aparecida, é necessário que se fortaleça a família, que é a base para a formação do ser humano", disse o cardeal em sua homilia. Ele destacou a importância da reflexão sobre a Sagrada família e recordou a história do encontro da Virgem Aparecida nas águas do Rio Paraíba.
Ao final do dia, foi realizada uma procissão. Devotos de diversas partes do Brasil percorreram as ruas da cidade levando a imagem de Nossa Senhora Aparecida até a matriz Basílica velha, realizando suas promessas em agradecimento as graças alcançadas. "Fico emocionada. Há quatro anos venho a Aparecida e só vou embora quando a procissão termina", explicou Sueli Castro, de Curitiba (PR), que está na cidade desde a última sexta-feira, 8.
(Com CNBB)
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
“Se nos calarmos, até as pedras gritarão!”(Lc 19, 40)
Católicos e evangélicos declaram voto em Dilma Rousseff
"Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira", diz manifesto assinado por cristãos católicos e evangélicos. Documento também denuncia campanha de boatos e mentiras que circulam pela internet.
Redação
“Se nos calarmos, até as pedras gritarão!”(Lc 19, 40)
Manifesto de Cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da vida em Abundância!Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:
1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).
2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:
3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.
4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).
5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.
6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.
7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.
Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:
Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional.
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Feliz do Araguaia-MT.
Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional.
Dom Luiz Eccel – Bispo de Caçador-SC
Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia.
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão.
Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Viana- Maranhão.
Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Feliz do Araguaia /MT
Jether Ramalho, líder ecumênico, Rio de Janeiro.
Marcelo Barros, monge beneditino, teólogoProfessor
Candido Mendes, cientista político e reitor
Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor
Zé Vicente, cantador popular. Ceará
Chico César. Cantador popular. Paraíba/são paulo
Revdo Roberto Zwetch, Igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.
Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJAntonio
Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Juazeiro – Bahia
Maria Victoria Benevides, professora, da USP
Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo
Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.
Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.
Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação
Frei Betto, escritor, dominicano.
Luiza E. Tomita – Sec. Executiva EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)
Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian InternacionalPe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP
Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz
Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins.
Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos
Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC
Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.
Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho
Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.
Pe. John Caruana, Rondônia.
Pe. Julio Gotardo, São Paulo.
Toninho Kalunga, São Paulo,
Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)
Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia
Silvania CostaMercedez Lopes,
André MarmiliczRaimundo
Cesar Barreto Jr, Pastor Batista, Doutor em ética social
Pe. Arnildo Fritzen, Carazinho. RS.
Darciolei Volpato, RS
Frei Ildo Perondi – Londrina PR
Ir. Inês Weber, irmãs de Notre Dame.
Pe. Domingos Luiz Costa Curta, Coord. Dioc de Pastoral da Diocese de Chapecó/SC.
Pe. Luis Sartorel,Itacir Gasparin
Célio Piovesan, Canoas.RS
Toninho Evangelista – Hortolândia/SPGeter
Borges de Sousa, Evangélicos Pela Justiça (EPJ), Brasília.
Caio César Sousa Marçal – Missionário da Igreja de Cristo – Frecheirinha/CE
Rodinei Balbinot, Rede Santa Paulina
Pe. Cleto João Stulp, diocese de Chapecó.
Odja Barros Santos – Pastora batista
Ricardo Aléssio, cristão de tradição presbiteriana, professor universitário.
Maria Luíza Aléssio, professora universitária, ex-secretária de educação do Recife
Rosa Maria Gomes
Roberto Cartaxo Machado Rios
Rute Maria Monteiro Machado Rios
Antonio Souto, Caucaia, CE
Olidio Mangolim – Maringá -PR
Joselita Alves Sampaio – PR
Kleber Jorge e silva, teologia – Passo Fundo – RS
Terezinha AlbuquerquePR.
Marco Aurélio Alves Vicente – EPJ – Evangélicos pela Justiça, pastor-auxiliar da Igreja Catedral da Família/Goiânia-GO
Padre Ferraro, Campinas.
Ir, Carmem Vedovatto
Ir. Letícia Pontini, discípulas, Manaus.
Padre Manoel Silva Filho, - Maringá, PR
Padre Leomar Antônio Montagna, Maringá, Pr
Magali Nascimento Cunha, metodista
Stela Maris da Silva
Ir. Neusa Luiz, Abelardo Luz- SC
Lucia Ribeiro, socióloga
Marcelo Timotheo da Costa, historiador
Maria Helena Silva
Timotheo da CostaIanete Sampaio
Ney Paiva Chavez, professora educação visual, Rio de janeiro
Antonio Carlos Fester
Ana Lucia Alves, Brasília
Ivo Forotti, Cebs – Canoas – RS
Agnaldo da Silva Vieira – Pastor Batista. Igreja Batista da Esperança – Rio de Janeiro
Irmã Claudia Paixão, Rio de Janeiro
Marlene Ossami de Moura, antropóloga / Goiânia.
Ir. Maria Celina Correia Leite, Recife
Pedro Henriques de Moraes Melo – UFC/ACEG
Fernanda Seibel, Caxias do Sul.
Benedito Cunha, pesquisador popular, membro do Centro Mandacaru – Fortaleza
Pe. Lino Allegri – Pastoral do Povo da Rua de Fortaleza, CE.
Juciano de Sousa Lacerda, Prof. Doutor de Comunicação Social da UFRN
Pasqualino Toscan – Guaraciaba SC
Francisco das Chagas de Morais, Natal – RN.
Elida Araújo
Maria do Socorro Furtado Veloso – Natal, RN
Maria Letícia Ligneul Cotrim, educadora
Maria das Graças Pinto Coelho/ professora universitária/UFRN
Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife
Xavier Uytdenbroek, prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
Maria Mércia do Egito Souza, agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
Leonardo Fernando de Barros
Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSSKarla
Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
Targelia de Souza Albuquerque
Maria Lúcia F de Barbosa, Professora UFPE
Débora Costa-Maciel, Profª. UPEMaria
Theresia Seewer107.
Ida Vicenzia Dias Maciel108.
Marcelo Tibaes109.
Sergio Bernardoni, diretor da CARAVIDEO- Goiânia – Goiás110.
Claudio de Oliveira Ribeiro. Pastor da Igreja Metodista em Santo André, SP.104 . Pe. Paulo Sérgio Vaillant – Presbítero da Arquidiocese de Vitória – ES106. Roberto Fernandes de Souza. RG 08539697-6 IFP RJ – Secretario do CEBI RJ107. Sílvia Pompéia.108. Pe. Maro Passerini – coordenador Past. Carcerária – CE109. Dora Seibel – Pedagoga, caxias do sul.110. Mosara Barbosa de Melo111. Maria de Fátima Pimentel Lins112. Prof. Renato Thiel, UCB-DF114 . Alexandre Brasil Fonseca , Sociólogo, prof. da UFRJ, Ig. Presbiteriana e coordenador da Rede FALE)115 Daniela Sanches Frozi, (Nutricionista, profa. da UERJ, Ig. Presbiteriana, conselheira do CONSEA Nacional e vice-presidente da ABUB)116. Marcelo Ayres Camurça – Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – Universidade Federal de Juiz de Fora117. Revd. Cônego Francisco de Assis da Silva,Secretário Geral da IEAB e membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil118. Irene Maria G.F. da Silva Telles119. Manfredo Araújo de Oliveira120. Agnaldo da Silva Vieira – Pedagogo e Pastor Auxiliar da Igreja Batista da Esperança-Centro do Rio de Janeiro121. Pr. Marcos Dornel – Pastor Evangélico – Igreja Batista Nova Curuçá – SP122. Adriano Carvalho.123. Pe. Sérgio Campos, Fundação Redentorista de Comunicações Sociais – Paranaguá/Pr.124. Eduardo Dutra Machado, pastor presbiteriano125. Maria Gabriela Curubeto Godoy – médica psiquiatra – RS126. Genoveva Prima de Freitas- Professora – Goiânia127. M. Candida R. Diaz Bordenave128. Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife129. Xavier Uytdenbroek prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP130. Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife131. Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS132. Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito133. Targelia de Souza Albuquerque134. Maria Lúcia F de Barbosa (Professora – UFPE)135. Paulo Teixeira, parlamentar, São Paulo.136. Alessandro Molon, parlamentar, Rio de janeiro.137. Adjair Alves (Professor – UPE)138. Luziano Pereira Mendes de Lima – UNEAL139. Cláudia Maria Afonso de Castro-psicóloga- trabalhadora da Saúde-SMS Suzano-SP140. Fátima Tavares, Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Antropologia FFCH/UFBA141. Carlos Cardoso, Professor Associado do Departamento de Antropologia e Etnologia da UFBA.142. Isabel Tooda143. Joanildo Burity (Anglicano, cientista político, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco,144. Paulo Fernando Carneiro de Andrade, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Teologia PUC- Rio145. Aristóteles Rodrigues – Psicólogo, Mestre em Ciência da Religião146. Zwinglio Mota Dias – Professor Associado III – Universidade Federal de Juiz de Fora147. Antonio Francisco Braga dos Santos- IFCE148. Paulo Couto Teixeira, Mestrando em Teologia na EST/IECLB149. Rev. Luis Omar Dominguez Espinoza150. Anivaldo Padilha – Metodista, KOINONIA, líder ecumênico151. Nercina Gonçalves152. Hélio Rios, pastor presbiteriano153. João José Silva Bordalo Coelho, Professor- RJ154. Lucilia Ramalho. Rio de janeiro.155. Maria Tereza Sartorio, educadora, ES156. Maria José Sartorio, saúde, ES157. Nilda Lucia Sartorio, secretaria de ação social, Espírito santo158. Ângela Maria Fernandes -Curitiba 159. Lúcia Adélia Fernandes160. Jeanne Nascimento – Advogada em São Paulo/SP161. Frei José Alamiro, franciscano, São Paulo, SP162. Otávio Velho, antropólogo163. Iraci Poleti,educadora164.Antonio Canuto165. Maria Luisa de Carvalho Armando166. Susana Albornoz167. Maria Helena Arrochellas168. Francisco Guimarães169. Eleny Guimarães(mandar mais adesõoes para
gomezdesouza@uol.com.br )
"Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira", diz manifesto assinado por cristãos católicos e evangélicos. Documento também denuncia campanha de boatos e mentiras que circulam pela internet.
Redação
“Se nos calarmos, até as pedras gritarão!”(Lc 19, 40)
Manifesto de Cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da vida em Abundância!Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:
1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).
2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:
3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.
4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).
5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.
6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.
7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.
Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:
Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional.
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Feliz do Araguaia-MT.
Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional.
Dom Luiz Eccel – Bispo de Caçador-SC
Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia.
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão.
Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Viana- Maranhão.
Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Feliz do Araguaia /MT
Jether Ramalho, líder ecumênico, Rio de Janeiro.
Marcelo Barros, monge beneditino, teólogoProfessor
Candido Mendes, cientista político e reitor
Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor
Zé Vicente, cantador popular. Ceará
Chico César. Cantador popular. Paraíba/são paulo
Revdo Roberto Zwetch, Igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.
Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJAntonio
Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Juazeiro – Bahia
Maria Victoria Benevides, professora, da USP
Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo
Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.
Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.
Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação
Frei Betto, escritor, dominicano.
Luiza E. Tomita – Sec. Executiva EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)
Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian InternacionalPe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP
Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz
Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins.
Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos
Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC
Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.
Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho
Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.
Pe. John Caruana, Rondônia.
Pe. Julio Gotardo, São Paulo.
Toninho Kalunga, São Paulo,
Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)
Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia
Silvania CostaMercedez Lopes,
André MarmiliczRaimundo
Cesar Barreto Jr, Pastor Batista, Doutor em ética social
Pe. Arnildo Fritzen, Carazinho. RS.
Darciolei Volpato, RS
Frei Ildo Perondi – Londrina PR
Ir. Inês Weber, irmãs de Notre Dame.
Pe. Domingos Luiz Costa Curta, Coord. Dioc de Pastoral da Diocese de Chapecó/SC.
Pe. Luis Sartorel,Itacir Gasparin
Célio Piovesan, Canoas.RS
Toninho Evangelista – Hortolândia/SPGeter
Borges de Sousa, Evangélicos Pela Justiça (EPJ), Brasília.
Caio César Sousa Marçal – Missionário da Igreja de Cristo – Frecheirinha/CE
Rodinei Balbinot, Rede Santa Paulina
Pe. Cleto João Stulp, diocese de Chapecó.
Odja Barros Santos – Pastora batista
Ricardo Aléssio, cristão de tradição presbiteriana, professor universitário.
Maria Luíza Aléssio, professora universitária, ex-secretária de educação do Recife
Rosa Maria Gomes
Roberto Cartaxo Machado Rios
Rute Maria Monteiro Machado Rios
Antonio Souto, Caucaia, CE
Olidio Mangolim – Maringá -PR
Joselita Alves Sampaio – PR
Kleber Jorge e silva, teologia – Passo Fundo – RS
Terezinha AlbuquerquePR.
Marco Aurélio Alves Vicente – EPJ – Evangélicos pela Justiça, pastor-auxiliar da Igreja Catedral da Família/Goiânia-GO
Padre Ferraro, Campinas.
Ir, Carmem Vedovatto
Ir. Letícia Pontini, discípulas, Manaus.
Padre Manoel Silva Filho, - Maringá, PR
Padre Leomar Antônio Montagna, Maringá, Pr
Magali Nascimento Cunha, metodista
Stela Maris da Silva
Ir. Neusa Luiz, Abelardo Luz- SC
Lucia Ribeiro, socióloga
Marcelo Timotheo da Costa, historiador
Maria Helena Silva
Timotheo da CostaIanete Sampaio
Ney Paiva Chavez, professora educação visual, Rio de janeiro
Antonio Carlos Fester
Ana Lucia Alves, Brasília
Ivo Forotti, Cebs – Canoas – RS
Agnaldo da Silva Vieira – Pastor Batista. Igreja Batista da Esperança – Rio de Janeiro
Irmã Claudia Paixão, Rio de Janeiro
Marlene Ossami de Moura, antropóloga / Goiânia.
Ir. Maria Celina Correia Leite, Recife
Pedro Henriques de Moraes Melo – UFC/ACEG
Fernanda Seibel, Caxias do Sul.
Benedito Cunha, pesquisador popular, membro do Centro Mandacaru – Fortaleza
Pe. Lino Allegri – Pastoral do Povo da Rua de Fortaleza, CE.
Juciano de Sousa Lacerda, Prof. Doutor de Comunicação Social da UFRN
Pasqualino Toscan – Guaraciaba SC
Francisco das Chagas de Morais, Natal – RN.
Elida Araújo
Maria do Socorro Furtado Veloso – Natal, RN
Maria Letícia Ligneul Cotrim, educadora
Maria das Graças Pinto Coelho/ professora universitária/UFRN
Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife
Xavier Uytdenbroek, prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
Maria Mércia do Egito Souza, agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
Leonardo Fernando de Barros
Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSSKarla
Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
Targelia de Souza Albuquerque
Maria Lúcia F de Barbosa, Professora UFPE
Débora Costa-Maciel, Profª. UPEMaria
Theresia Seewer107.
Ida Vicenzia Dias Maciel108.
Marcelo Tibaes109.
Sergio Bernardoni, diretor da CARAVIDEO- Goiânia – Goiás110.
Claudio de Oliveira Ribeiro. Pastor da Igreja Metodista em Santo André, SP.104 . Pe. Paulo Sérgio Vaillant – Presbítero da Arquidiocese de Vitória – ES106. Roberto Fernandes de Souza. RG 08539697-6 IFP RJ – Secretario do CEBI RJ107. Sílvia Pompéia.108. Pe. Maro Passerini – coordenador Past. Carcerária – CE109. Dora Seibel – Pedagoga, caxias do sul.110. Mosara Barbosa de Melo111. Maria de Fátima Pimentel Lins112. Prof. Renato Thiel, UCB-DF114 . Alexandre Brasil Fonseca , Sociólogo, prof. da UFRJ, Ig. Presbiteriana e coordenador da Rede FALE)115 Daniela Sanches Frozi, (Nutricionista, profa. da UERJ, Ig. Presbiteriana, conselheira do CONSEA Nacional e vice-presidente da ABUB)116. Marcelo Ayres Camurça – Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – Universidade Federal de Juiz de Fora117. Revd. Cônego Francisco de Assis da Silva,Secretário Geral da IEAB e membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil118. Irene Maria G.F. da Silva Telles119. Manfredo Araújo de Oliveira120. Agnaldo da Silva Vieira – Pedagogo e Pastor Auxiliar da Igreja Batista da Esperança-Centro do Rio de Janeiro121. Pr. Marcos Dornel – Pastor Evangélico – Igreja Batista Nova Curuçá – SP122. Adriano Carvalho.123. Pe. Sérgio Campos, Fundação Redentorista de Comunicações Sociais – Paranaguá/Pr.124. Eduardo Dutra Machado, pastor presbiteriano125. Maria Gabriela Curubeto Godoy – médica psiquiatra – RS126. Genoveva Prima de Freitas- Professora – Goiânia127. M. Candida R. Diaz Bordenave128. Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife129. Xavier Uytdenbroek prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP130. Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife131. Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS132. Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito133. Targelia de Souza Albuquerque134. Maria Lúcia F de Barbosa (Professora – UFPE)135. Paulo Teixeira, parlamentar, São Paulo.136. Alessandro Molon, parlamentar, Rio de janeiro.137. Adjair Alves (Professor – UPE)138. Luziano Pereira Mendes de Lima – UNEAL139. Cláudia Maria Afonso de Castro-psicóloga- trabalhadora da Saúde-SMS Suzano-SP140. Fátima Tavares, Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Antropologia FFCH/UFBA141. Carlos Cardoso, Professor Associado do Departamento de Antropologia e Etnologia da UFBA.142. Isabel Tooda143. Joanildo Burity (Anglicano, cientista político, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco,144. Paulo Fernando Carneiro de Andrade, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Teologia PUC- Rio145. Aristóteles Rodrigues – Psicólogo, Mestre em Ciência da Religião146. Zwinglio Mota Dias – Professor Associado III – Universidade Federal de Juiz de Fora147. Antonio Francisco Braga dos Santos- IFCE148. Paulo Couto Teixeira, Mestrando em Teologia na EST/IECLB149. Rev. Luis Omar Dominguez Espinoza150. Anivaldo Padilha – Metodista, KOINONIA, líder ecumênico151. Nercina Gonçalves152. Hélio Rios, pastor presbiteriano153. João José Silva Bordalo Coelho, Professor- RJ154. Lucilia Ramalho. Rio de janeiro.155. Maria Tereza Sartorio, educadora, ES156. Maria José Sartorio, saúde, ES157. Nilda Lucia Sartorio, secretaria de ação social, Espírito santo158. Ângela Maria Fernandes -Curitiba 159. Lúcia Adélia Fernandes160. Jeanne Nascimento – Advogada em São Paulo/SP161. Frei José Alamiro, franciscano, São Paulo, SP162. Otávio Velho, antropólogo163. Iraci Poleti,educadora164.Antonio Canuto165. Maria Luisa de Carvalho Armando166. Susana Albornoz167. Maria Helena Arrochellas168. Francisco Guimarães169. Eleny Guimarães(mandar mais adesõoes para
gomezdesouza@uol.com.br )
Rabino ao Sínodo: judeus e cristãos se estimam quando se conhecem
Quando se conhecem, judeus e cristãos colaboram e se apreciam profundamente, segundo afirmou hoje um rabino diante do Sínodo dos Bispos do Oriente Médio.
David Rosen, conselheiro do Grão-Rabinato de Israel, diretor do Departamento para os Assuntos Inter-Religiosos do Comitê Judaico Americano, convidado especial para participar da assembleia episcopal, fez uma longa análise sobre o estado das relações judaico-católicas.
Segundo o rabino, "hoje, a relação entre a Igreja Católica e o povo judeu vive uma abençoada transformação da nossa época, que possivelmente não tem comparação histórica".
Considerou que os Estados Unidos talvez sejam o país em que este diálogo mais progrediu, "onde judeus e cristãos vivem em uma sociedade aberta, um ao lado do outro, como vibrantes minorias seguras de si mesmas e comprometidas civicamente".
"Hoje, os Estados Unidos se gloriam, literalmente, de contar com dezenas de instituições acadêmicas de estudos e relações católico-judaicas, enquanto no resto do mundo, se houver três já seria muito", acrescentou o rabino.
Relações "despercebidas" quando há maiorias predominantes
Estas relações, no entanto, "passam despercebidas", segundo o representante judeu, "na maioria dos países onde o catolicismo é a força social predominante".
"Confesso que me surpreendeu encontrar-me com membros do clero católico, às vezes inclusive da hierarquia de alguns países, que desconhecem não só o judaísmo contemporâneo, mas também a Nostra Aetate", o documento do Concílio Vaticano II que foi um marco histórico nas relações judaico-católicas.
Segundo o rabino, "o único Estado do mundo onde os judeus são maioria é o Estado de Israel; este problema se acentua devido ao contexto político e sociológico".
"Até há pouco tempo, a sociedade israelense, em sua grande maioria, não era consciente das profundas mudanças nas relações católico-judaicas", constatou.
Mudanças de percepção em Israel
Isso, no entanto, mudou na última década, devido a dois fatores. Em primeiro lugar, os comoventes gestos de João Paulo II em sua visita a Israel, no ano 2000, após o início das plenas relações bilaterais entre Israel e a Santa Sé, seis anos antes.
A segunda causa da mudança de percepção em Israel sobre o cristianismo é a imigração, pois se duplicou a presença de cristãos nesse país, segundo o rabino.
Em concreto, fez referência aos quase 50 mil cristãos praticantes que emigraram a Israel nas últimas duas décadas, provenientes da União Soviética.
"Ao estar intimamente em contato com a sociedade judaica por meio de laços familiares e culturais, possivelmente representem a primeira minoria cristã que se considera parte integrante da maioria judaica, desde a primeira comunidade cristã", afirma.
Além disso, há 250 mil trabalhadores emigrantes das Filipinas, Leste da Europa, América Latina e África Subsaariana, que nos últimos anos chegaram a Israel e que vivem uma religiosidade dinâmica.
O rabino, reconhecendo o direito do Estado de Israel de defender-se da violência, constatou também que "a grave situação dos palestinos, em geral, e dos palestinos cristãos, em particular, deveria ser de grande preocupação para os judeus, tanto de Israel como da Diáspora".
"Para mim, como israelense de Jerusalém, a angustiante situação da Terra Santa e o sofrimento de tantas pessoas nos diferentes lados da divisão política é uma fonte de muita dor", afirmou.
A minoria cristã, um barômetro no Oriente Médio
Por último, Rosen considerou que "a situação das minorias é sempre um profundo reflexo da condição social e moral de uma sociedade em sua totalidade".
"O bem-estar das comunidades cristãs do Oriente Médio é uma espécie de barômetro da condição moral dos nossos países. O grau de direitos civis e religiosos e de liberdade de que gozam os cristãos é testemunha da saúde ou doença das respectivas sociedades no Oriente Médio", assegurou.
Fonte: Zenit.
David Rosen, conselheiro do Grão-Rabinato de Israel, diretor do Departamento para os Assuntos Inter-Religiosos do Comitê Judaico Americano, convidado especial para participar da assembleia episcopal, fez uma longa análise sobre o estado das relações judaico-católicas.
Segundo o rabino, "hoje, a relação entre a Igreja Católica e o povo judeu vive uma abençoada transformação da nossa época, que possivelmente não tem comparação histórica".
Considerou que os Estados Unidos talvez sejam o país em que este diálogo mais progrediu, "onde judeus e cristãos vivem em uma sociedade aberta, um ao lado do outro, como vibrantes minorias seguras de si mesmas e comprometidas civicamente".
"Hoje, os Estados Unidos se gloriam, literalmente, de contar com dezenas de instituições acadêmicas de estudos e relações católico-judaicas, enquanto no resto do mundo, se houver três já seria muito", acrescentou o rabino.
Relações "despercebidas" quando há maiorias predominantes
Estas relações, no entanto, "passam despercebidas", segundo o representante judeu, "na maioria dos países onde o catolicismo é a força social predominante".
"Confesso que me surpreendeu encontrar-me com membros do clero católico, às vezes inclusive da hierarquia de alguns países, que desconhecem não só o judaísmo contemporâneo, mas também a Nostra Aetate", o documento do Concílio Vaticano II que foi um marco histórico nas relações judaico-católicas.
Segundo o rabino, "o único Estado do mundo onde os judeus são maioria é o Estado de Israel; este problema se acentua devido ao contexto político e sociológico".
"Até há pouco tempo, a sociedade israelense, em sua grande maioria, não era consciente das profundas mudanças nas relações católico-judaicas", constatou.
Mudanças de percepção em Israel
Isso, no entanto, mudou na última década, devido a dois fatores. Em primeiro lugar, os comoventes gestos de João Paulo II em sua visita a Israel, no ano 2000, após o início das plenas relações bilaterais entre Israel e a Santa Sé, seis anos antes.
A segunda causa da mudança de percepção em Israel sobre o cristianismo é a imigração, pois se duplicou a presença de cristãos nesse país, segundo o rabino.
Em concreto, fez referência aos quase 50 mil cristãos praticantes que emigraram a Israel nas últimas duas décadas, provenientes da União Soviética.
"Ao estar intimamente em contato com a sociedade judaica por meio de laços familiares e culturais, possivelmente representem a primeira minoria cristã que se considera parte integrante da maioria judaica, desde a primeira comunidade cristã", afirma.
Além disso, há 250 mil trabalhadores emigrantes das Filipinas, Leste da Europa, América Latina e África Subsaariana, que nos últimos anos chegaram a Israel e que vivem uma religiosidade dinâmica.
O rabino, reconhecendo o direito do Estado de Israel de defender-se da violência, constatou também que "a grave situação dos palestinos, em geral, e dos palestinos cristãos, em particular, deveria ser de grande preocupação para os judeus, tanto de Israel como da Diáspora".
"Para mim, como israelense de Jerusalém, a angustiante situação da Terra Santa e o sofrimento de tantas pessoas nos diferentes lados da divisão política é uma fonte de muita dor", afirmou.
A minoria cristã, um barômetro no Oriente Médio
Por último, Rosen considerou que "a situação das minorias é sempre um profundo reflexo da condição social e moral de uma sociedade em sua totalidade".
"O bem-estar das comunidades cristãs do Oriente Médio é uma espécie de barômetro da condição moral dos nossos países. O grau de direitos civis e religiosos e de liberdade de que gozam os cristãos é testemunha da saúde ou doença das respectivas sociedades no Oriente Médio", assegurou.
Fonte: Zenit.
Chile: fé, esperança e amor no “Milagre de Copiapó”
“Obrigado, Senhor!”, diz camiseta dos resgatados
Estão saindo, um a um, os trabalhadores presos na mina São José, observados por 1 bilhão de espectadores do mundo inteiro. Todos, com a mesma camiseta: "Obrigado Senhor!" e nas costas um versículo bíblico. O que já chamam de "milagre de Copiapó" é - garantem os observadores - um milagre técnico, de humanidade, e - por que não? - de fé.
Bento XVI, que esteve presente com diversos gestos, ao longo dos 69 dias de permanência destes mineiros nas entranhas da terra, pronunciou na audiência de hoje algumas palavras dirigidas a eles em espanhol: "Que a beata Ângela de Foligno nos ajude a compreender que a verdadeira felicidade consiste na amizade com Cristo, crucificado por nosso amor. À sua divina bondade confio com esperança os mineiros da região do Atacama, no Chile".
Quando os resgatados saem, como um "nascimento" da terra, suas camisetas dizem "Obrigado, Senhor!" e, quando eles dão as costas para abraçar seus familiares, podemos ler as palavras do salmo: "Na sua mão estão os abismos da terra, são suas as alturas dos montes" (Salmo 95,4).
Vários leitores de ZENIT enviaram suas observações sobre as datas e nomes que rodeiam este sucesso. A operação foi chamada de São Lourenço, padroeiro dos mineiros; os trabalhadores salvaram-se e puderam refugiar-se ilesos, no dia 5 de agosto, festividade litúrgica de Nossa Senhora das Neves; a empresa se chama Santo Estêvão e a mina, São José.
O primeiro contato com os mineiros foi no dia 22 de agosto, festa do Coração Imaculado de Maria; o resgate, em outubro, mês do rosário, uma quarta-feira precedida de outras duas festas marianas: a Maternidade e o Pilar. No dia 13 de outubro, aconteceu o "milagre do sol" em Fátima. E uma data muito humana: emEm 15 de setembro, nasce a filha de um dos mineiros e recebe o nome - não previsto - de Esperança.
O número 33 levantou suposições: número dos mineiros do Chile, número de dias que durou a perfuração, e combinações numéricas com a data em que se iniciou o resgate: 13-12-2010.
Mas além dos sinais nos quais cada um apoia sua fé, estão os gestos dos resgatados. Vários mineiros que emergiam da rocha, neste segundo nascimento, faziam gestos de ação de graças a Deus: Mario Gómez se ajoelhou em oração, logo após sair da cápsula salvadora. Era o mineiro mais velho e tinha problemas de saúde. "Nunca perdi a fé", disse ele a Evo Morales e Sebastián Piñera, presidentes da Bolívia e Chile.
Outro, mais expressivo, Mario Sepúlveda, como um moderno Jacó, confessou sua luta interior: "Estive com Deus e com o diabo e lutei. Deus venceu, agarrei-me na melhor mão e em nenhum momento duvidei de que Deus iria me tirar daqui".
Um dos resgatadores, diante dos presidentes Piñera e Morales, que abraçavam a cada um dos resgatados, declarou: "Pedi a Deus que me desse a oportunidade de estar naquela equipe de resgate. Estou participando 100% e estou orgulhoso disso. Por ter oferecido este grão de areia".
Em um povo naturalmente religioso como latino-americano, os gestos de pedido de força e esperança a Deus e a Maria que foram vistos nesses dias são incalculáveis.
Quando este texto foi escrito, 17 mineiros já haviam sido retirados das entranhas da terra e já se passaram 14 horas de resgate. O número de "renascidos" da terra superava o esperado para tais horas de resgate.
Este ponto do deserto do Atacama, cheio de gestos de amor, fé e esperança, converteu-se, entre o dia 5 de agosto e 13 de outubro, em um lugar teológico de encontro com Deus.
Fonte: Zenit.
Estão saindo, um a um, os trabalhadores presos na mina São José, observados por 1 bilhão de espectadores do mundo inteiro. Todos, com a mesma camiseta: "Obrigado Senhor!" e nas costas um versículo bíblico. O que já chamam de "milagre de Copiapó" é - garantem os observadores - um milagre técnico, de humanidade, e - por que não? - de fé.
Bento XVI, que esteve presente com diversos gestos, ao longo dos 69 dias de permanência destes mineiros nas entranhas da terra, pronunciou na audiência de hoje algumas palavras dirigidas a eles em espanhol: "Que a beata Ângela de Foligno nos ajude a compreender que a verdadeira felicidade consiste na amizade com Cristo, crucificado por nosso amor. À sua divina bondade confio com esperança os mineiros da região do Atacama, no Chile".
Quando os resgatados saem, como um "nascimento" da terra, suas camisetas dizem "Obrigado, Senhor!" e, quando eles dão as costas para abraçar seus familiares, podemos ler as palavras do salmo: "Na sua mão estão os abismos da terra, são suas as alturas dos montes" (Salmo 95,4).
Vários leitores de ZENIT enviaram suas observações sobre as datas e nomes que rodeiam este sucesso. A operação foi chamada de São Lourenço, padroeiro dos mineiros; os trabalhadores salvaram-se e puderam refugiar-se ilesos, no dia 5 de agosto, festividade litúrgica de Nossa Senhora das Neves; a empresa se chama Santo Estêvão e a mina, São José.
O primeiro contato com os mineiros foi no dia 22 de agosto, festa do Coração Imaculado de Maria; o resgate, em outubro, mês do rosário, uma quarta-feira precedida de outras duas festas marianas: a Maternidade e o Pilar. No dia 13 de outubro, aconteceu o "milagre do sol" em Fátima. E uma data muito humana: emEm 15 de setembro, nasce a filha de um dos mineiros e recebe o nome - não previsto - de Esperança.
O número 33 levantou suposições: número dos mineiros do Chile, número de dias que durou a perfuração, e combinações numéricas com a data em que se iniciou o resgate: 13-12-2010.
Mas além dos sinais nos quais cada um apoia sua fé, estão os gestos dos resgatados. Vários mineiros que emergiam da rocha, neste segundo nascimento, faziam gestos de ação de graças a Deus: Mario Gómez se ajoelhou em oração, logo após sair da cápsula salvadora. Era o mineiro mais velho e tinha problemas de saúde. "Nunca perdi a fé", disse ele a Evo Morales e Sebastián Piñera, presidentes da Bolívia e Chile.
Outro, mais expressivo, Mario Sepúlveda, como um moderno Jacó, confessou sua luta interior: "Estive com Deus e com o diabo e lutei. Deus venceu, agarrei-me na melhor mão e em nenhum momento duvidei de que Deus iria me tirar daqui".
Um dos resgatadores, diante dos presidentes Piñera e Morales, que abraçavam a cada um dos resgatados, declarou: "Pedi a Deus que me desse a oportunidade de estar naquela equipe de resgate. Estou participando 100% e estou orgulhoso disso. Por ter oferecido este grão de areia".
Em um povo naturalmente religioso como latino-americano, os gestos de pedido de força e esperança a Deus e a Maria que foram vistos nesses dias são incalculáveis.
Quando este texto foi escrito, 17 mineiros já haviam sido retirados das entranhas da terra e já se passaram 14 horas de resgate. O número de "renascidos" da terra superava o esperado para tais horas de resgate.
Este ponto do deserto do Atacama, cheio de gestos de amor, fé e esperança, converteu-se, entre o dia 5 de agosto e 13 de outubro, em um lugar teológico de encontro com Deus.
Fonte: Zenit.
Assinar:
Postagens (Atom)