No ano passado foram assassinadas no mundo 37 testemunhas do Evangelho, segundo noticiou a agência Fides. A maior parte dos homicídios aconteceu na América.
A agência subordinada à Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos destaca que se tratou do número mais elevado da última década.
Foram mortos 30 sacerdotes, três religiosas, dois seminaristas e três evangelizadores laicos de diferentes nacionalidades.
Nesse ano, o continente mais violento foi a América, “banhada pelo sangue de 23 agentes evangelizadores (18 sacerdotes, dois seminaristas, um religioso e dois leigos)”, assassinados no Brasil, na Colômbia, no México, em El Savador, nos Estados Unidos, na Guatemala e em Honduras, explica Fides.
Entre os seis sacerdotes assassinados no Brasil, país com o maior número de vítimas missionárias, encontra-se o espanhol Ramiro Ludeña, que trabalhou 34 anos a favor de crianças e meninos de rua. Ele perdeu a vida nas mãos de um jovem de 15 anos em uma tentativa de roubo.
O presbítero e missionário italiano Ruggero Ruvoletto foi assassinado em uma paróquia, na qual furtaram 50 reais.
O padre Evaldo Martiol foi assassinado por dois jovens durante um roubo que acabou em homicídio.
“Seu método de evangelização era a benevolência”, afirmou o bispo durante o funeral do padre Gisley Azevedo Gomes, assessor da seção de juventude da Conferência de Bispos Católicos do Brasil, assassinado por vários jovens, durante um assalto.
Na Colômbia, em 2009, foram assassinados cinco sacerdotes e um leigo, se tornando, assim, o segundo país com o maior índice de vítimas missionárias. Todos os presbíteros foram vítimas de roubos que terminaram em tragédia.
No México, foram assassinados no último ano um sacerdote e dois seminaristas, quando iam a uma reunião da pastoral vocacional, de carro. Os assassinos obrigaram-lhes a sair do carro e dispararam com armas de fogo.
Uma particular comoção despertou-se no universo católico com a morte, em Cuba, de dois sacerdotes espanhóis: Eduardo de la Fuente Serrano, assassinado em uma rua na periferia de Habana, e Mariano Arroyo Merino, morto em sua paróquia. Seu corpo foi amarrado, amordaçado e parcialmente queimado.
Duas das vítimas faleceram em El Salvador. Ainda uma religiosa foi assassinada no continente. Marguerite Bartz, das Irmãs do Santíssimo Sacramento, morta em seu convento situado em Saint Berard, na zona indígena de Navajo, no Novo México (Estados Unidos). Era conhecida pela sua paixão ao promover a paz e a justiça.
Nos Estados Unidos também foi assassinado o padre Ed Hinds, sacerdote da Igreja de São Patrício, em Chatham, Nova Jersey, cujo corpo sem vida apareceu na casa paroquial, coberto de golpes e feridas de arma branca.
Na Guatemala, o padre Lorenzo Rosebaugh, dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada, também encontrou a morte. Foi vítima de um assalto por dois homens armados em uma estrada rural.
Por último, perdeu a vida em uma província oriental da Guatemala o sacerdote capuchinho guatemalteco Miguel Angel Hernandez, sequestrado dias antes.
O outro continente onde mais vidas de evangelizadores tiveram um triste fim foi o africano: nove sacerdotes, um religioso e um leigo; seguido do asiático, com dois sacerdotes assassinados, e do europeu, com uma vítima na França.
Fonte: Zenit.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
CNBB alenta iniciativas que promovem a paz

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) manifestou seu apoio às iniciativas “que promovem o encontro, o diálogo, a cooperação e a convivência pacífica entre pessoas, povos, culturas e religiões”.
O organismo episcopal manifestou-se a esse respeito em uma mensagem de início de ano, divulgada hoje. A CNBB considera que “a acolhida, o diálogo, a convivência pacífica e a cooperação são exigências fundamentais para toda a humanidade”.
A mensagem, assinada pela presidência da CNBB – chefiada pelo arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio – afirma que as diferentes expressões religiosas e culturais podem-se sentir irmanadas “na construção de um mundo de justiça, paz e liberdade para todos”.
“Afirmamos, assim, que a paz é possível e que a vida é um valor sagrado, cooperando para a realização de um dos anseios fundamentais de toda a humanidade”, destaca o texto.
O organismo episcopal manifestou-se a esse respeito em uma mensagem de início de ano, divulgada hoje. A CNBB considera que “a acolhida, o diálogo, a convivência pacífica e a cooperação são exigências fundamentais para toda a humanidade”.
A mensagem, assinada pela presidência da CNBB – chefiada pelo arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio – afirma que as diferentes expressões religiosas e culturais podem-se sentir irmanadas “na construção de um mundo de justiça, paz e liberdade para todos”.
“Afirmamos, assim, que a paz é possível e que a vida é um valor sagrado, cooperando para a realização de um dos anseios fundamentais de toda a humanidade”, destaca o texto.
Fonte: Zenit.
Papa felicita pelo Natal das Igrejas Orientais
Por ocasião da solenidade da Epifania, o Papa Bento XVI quis felicitar as Igrejas Orientais pelo seu Natal, celebrado amanhã, seguindo o calendário juliano.
“Estou contente por dirigir meu augúrio mais cordial aos irmãos e irmãs das Igrejas Orientais, que celebram amanhã o Santo Natal”, afirmou após a oração do Ângelus junto aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
“Que o mistério da luz seja fonte de alegria e de paz para cada família e comunidade”, acrescentou.
Também aludiu ao Dia da Infância Missionária, celebrado hoje com o lema “As crianças ajudam as crianças”.
“Promovida pelo venerável Papa Pio XII em 1950, esta iniciativa educa as crianças a formarem uma mentalidade aberta ao mundo e a serem solidárias com seus coetâneos que mais sofrem”, explicou o Papa.
Neste contexto, quis saudar “com afeto todos os pequenos missionários presentes nos cinco continentes” e animá-los “a ser sempre testemunhas de Jesus e anunciadores do seu Evangelho”.
No Dia da Infância Missionária, são organizadas milhares de iniciativas de solidariedade, apoiadas pela Obra Pontifícia da Infância Missionária.
A Infância Missionária ou Santa Infância foi instituída pelo bispo de Nancy (França), Dom Charles de Forbin Janson, no dia 9 de maio de 1843, em Paris, e depende da congregação vaticana para a Evangelização dos Povos. Está composta por milhões de “pequenos missionários” até os 14 anos, espalhados em paróquias, escolas e movimentos dos cinco continentes.
Fonte: Zenit.
“Estou contente por dirigir meu augúrio mais cordial aos irmãos e irmãs das Igrejas Orientais, que celebram amanhã o Santo Natal”, afirmou após a oração do Ângelus junto aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
“Que o mistério da luz seja fonte de alegria e de paz para cada família e comunidade”, acrescentou.
Também aludiu ao Dia da Infância Missionária, celebrado hoje com o lema “As crianças ajudam as crianças”.
“Promovida pelo venerável Papa Pio XII em 1950, esta iniciativa educa as crianças a formarem uma mentalidade aberta ao mundo e a serem solidárias com seus coetâneos que mais sofrem”, explicou o Papa.
Neste contexto, quis saudar “com afeto todos os pequenos missionários presentes nos cinco continentes” e animá-los “a ser sempre testemunhas de Jesus e anunciadores do seu Evangelho”.
No Dia da Infância Missionária, são organizadas milhares de iniciativas de solidariedade, apoiadas pela Obra Pontifícia da Infância Missionária.
A Infância Missionária ou Santa Infância foi instituída pelo bispo de Nancy (França), Dom Charles de Forbin Janson, no dia 9 de maio de 1843, em Paris, e depende da congregação vaticana para a Evangelização dos Povos. Está composta por milhões de “pequenos missionários” até os 14 anos, espalhados em paróquias, escolas e movimentos dos cinco continentes.
Fonte: Zenit.
Cinco bispos chamados a assessorar Santa Sé nas comunicações
Bento XVI pediu a 5 bispos de diferentes países que assessorassem a Santa Sé na pastoral das comunicações.
Dois deles são de língua espanhola. Um é o bispo de Engativa, na Colômbia, Dom Héctor Luis Gutiérrez Pabón, presidente do departamento de Comunicação Social e Imprensa do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM).
O outro é Dom Joan Píris Frígola, bispo de Lleida e atual presidente da Comissão Episcopal de Meios de Comunicação Social da Conferencia Episcopal Espanhola.
O Papa também nomeou para esta tarefa Dom Thomas Christopher Collins, arcebispo de Toronto (Canadá); Dom Francis Xavier Kriengsak Kovithavanij, arcebispo de Bangkok (Tailândia); e Dom Béchara Raï, bispo de Jbeil, Byblos dos Maronitas (Líbano).
O Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, presidido pelo arcebispo Claudio Maria Celli, segundo a constituição apostólica Pastor Bonus, “ocupa-se das questões concernentes aos instrumentos de comunicação social, a fim de que, também por meio deles, a mensagem de salvação e o progresso humano possam servir para o incremento da civilização e dos costumes”.
O secretário do conselho pontifício é Dom Paul Tighe, irlandês, e o secretario adjunto é Dom Giuseppe Antonio Scotti, italiano, quem também é presidente do Conselho de Administração da Livraria Editora Vaticana.
Fonte: Zenit.
Dois deles são de língua espanhola. Um é o bispo de Engativa, na Colômbia, Dom Héctor Luis Gutiérrez Pabón, presidente do departamento de Comunicação Social e Imprensa do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM).
O outro é Dom Joan Píris Frígola, bispo de Lleida e atual presidente da Comissão Episcopal de Meios de Comunicação Social da Conferencia Episcopal Espanhola.
O Papa também nomeou para esta tarefa Dom Thomas Christopher Collins, arcebispo de Toronto (Canadá); Dom Francis Xavier Kriengsak Kovithavanij, arcebispo de Bangkok (Tailândia); e Dom Béchara Raï, bispo de Jbeil, Byblos dos Maronitas (Líbano).
O Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, presidido pelo arcebispo Claudio Maria Celli, segundo a constituição apostólica Pastor Bonus, “ocupa-se das questões concernentes aos instrumentos de comunicação social, a fim de que, também por meio deles, a mensagem de salvação e o progresso humano possam servir para o incremento da civilização e dos costumes”.
O secretário do conselho pontifício é Dom Paul Tighe, irlandês, e o secretario adjunto é Dom Giuseppe Antonio Scotti, italiano, quem também é presidente do Conselho de Administração da Livraria Editora Vaticana.
Fonte: Zenit.
Papa diz que a humanidade fechou o coração a Deus
O papa Bento XVI afirmou nesta quarta-feira que a humanidade, muito segura de si mesma e garantindo "conhecer perfeitamente a realidade", com "a presunção de já ter formado um juízo definitivo sobre as coisas", fechou o coração "à novidade de Deus".
O pronunciamento foi feito na Basílica de São Pedro durante a Solenidade da Epifania do Senhor, celebração popularmente conhecida como Dia de Reis ou dos Reis Magos.
Segundo o chefe máximo da Igreja Católica, o que falta às pessoas é a humildade e a coragem autênticas, que sabem submeter-se e levam a crer naquilo que é verdadeiramente grande.
- Muitos viram a estrela, mas poucos entenderam a mensagem - afirmou o papa. - Embora os poucos de Belém tenham se tornado muitos, os crentes em Jesus parecem sempre poucos - acrescentou.
De acordo com a tradição católica, os Reis Magos Melchior, Gaspar e Baltasar vieram do Oriente, seguindo o brilho de uma estrela, até chegar a Belém e à manjedoura onde Maria dera à luz Jesus. Eles traziam ouro, incenso e mirra para presentear o recém nascido.
Lembrando a história, o papa comentou que os objetos dados pelos Reis Magos pareciam pouco apropriados para uma família privada de tudo, que "certamente teria tido mais necessidade de qualquer coisa diferente de incenso e mirra" e a quem "nem mesmo o ouro poderia ser imediatamente útil".
- Mas estes presentes têm um significado profundo: são um ato de justiça. De fato, segundo a mentalidade vigente naquele tempo no Oriente, representam o reconhecimento de uma pessoa como Deus e Rei. São, portanto, um ato de submissão. Querem dizer que a partir daquele momento os doadores pertencem ao soberano e reconhecem sua autoridade - acrescentou Bento XVI.
- No caminho da história, sempre existiram pessoas iluminadas pela luz da estrela, que encontram a estrada e chegam a Ele - complementou.
O papa explicou que os Reis Magos foram "os primeiros da grande procissão dos que, através de todas as épocas da história, souberam reconhecer a mensagem da estrela, caminhar na estrada indicada pelas Santas Escrituras, e encontrar Aquele que aparentemente é débil e frágil mas que, ao invés disso, tem o poder de dar a maior e mais profunda alegria ao coração do homem".
De acordo com Bento XVI, é na figura dos Reis que se manifesta a realidade de que a grandeza e potência de Deus não podem ser exprimidas através da lógica do mundo, mas da lógica de uma criança indefesa, cuja força é a do amor que depende da humanidade.
A história da Epifania, representada nos presépios, "não é um sonho e nem mesmo um vão jogo de sensações e emoções privadas de vigor e realidade, mas é a Verdade que se irradia no mundo".
- Somente naquele Menino se manifesta a força de Deus, que reúne os homens de todos os séculos, para que sob sua autoridade percorram a estrada do amor, que transforma o mundo - completou o papa.
Fonte: ANSA.
O pronunciamento foi feito na Basílica de São Pedro durante a Solenidade da Epifania do Senhor, celebração popularmente conhecida como Dia de Reis ou dos Reis Magos.
Segundo o chefe máximo da Igreja Católica, o que falta às pessoas é a humildade e a coragem autênticas, que sabem submeter-se e levam a crer naquilo que é verdadeiramente grande.
- Muitos viram a estrela, mas poucos entenderam a mensagem - afirmou o papa. - Embora os poucos de Belém tenham se tornado muitos, os crentes em Jesus parecem sempre poucos - acrescentou.
De acordo com a tradição católica, os Reis Magos Melchior, Gaspar e Baltasar vieram do Oriente, seguindo o brilho de uma estrela, até chegar a Belém e à manjedoura onde Maria dera à luz Jesus. Eles traziam ouro, incenso e mirra para presentear o recém nascido.
Lembrando a história, o papa comentou que os objetos dados pelos Reis Magos pareciam pouco apropriados para uma família privada de tudo, que "certamente teria tido mais necessidade de qualquer coisa diferente de incenso e mirra" e a quem "nem mesmo o ouro poderia ser imediatamente útil".
- Mas estes presentes têm um significado profundo: são um ato de justiça. De fato, segundo a mentalidade vigente naquele tempo no Oriente, representam o reconhecimento de uma pessoa como Deus e Rei. São, portanto, um ato de submissão. Querem dizer que a partir daquele momento os doadores pertencem ao soberano e reconhecem sua autoridade - acrescentou Bento XVI.
- No caminho da história, sempre existiram pessoas iluminadas pela luz da estrela, que encontram a estrada e chegam a Ele - complementou.
O papa explicou que os Reis Magos foram "os primeiros da grande procissão dos que, através de todas as épocas da história, souberam reconhecer a mensagem da estrela, caminhar na estrada indicada pelas Santas Escrituras, e encontrar Aquele que aparentemente é débil e frágil mas que, ao invés disso, tem o poder de dar a maior e mais profunda alegria ao coração do homem".
De acordo com Bento XVI, é na figura dos Reis que se manifesta a realidade de que a grandeza e potência de Deus não podem ser exprimidas através da lógica do mundo, mas da lógica de uma criança indefesa, cuja força é a do amor que depende da humanidade.
A história da Epifania, representada nos presépios, "não é um sonho e nem mesmo um vão jogo de sensações e emoções privadas de vigor e realidade, mas é a Verdade que se irradia no mundo".
- Somente naquele Menino se manifesta a força de Deus, que reúne os homens de todos os séculos, para que sob sua autoridade percorram a estrada do amor, que transforma o mundo - completou o papa.
Fonte: ANSA.
Bispos da Europa e dos Estados Unidos visitam Terra Santa
Os bispos da coordenação das Conferências Episcopais da Europa e dos EUA realizarão entre 10 e 14 de Janeiro a tradicional visita à Terra Santa, com o objectivo de apoiar a Igreja Católica e os cristãos daquela região do Próximo Oriente.
O programa desta deslocação, que terá a sua base em Jerusalém, prevê encontros com o núncio apostólico, D. Antonio Franco, com o patriarca latino daquela cidade, D. Fouad Twal, com os líderes religiosos dos cristãos presentes na Terra Santa e com as comunidades cristãs de Ramallah e Belém.
Entre as actividades agendadas destaca-se a reunião com os responsáveis do "Kairós", projecto que se propõe chamar a atenção da comunidade internacional para o percurso dos palestinianos rumo à liberdade.
Os prelados avistar-se-ão igualmente com dignitários e líderes políticos israelitas e palestinianos. No final da visita será divulgado um comunicado.
A delegação é composta por bispos da Alemanha, Canadá, Espanha, França, Espanha, EUA e Suíça. A comitiva inclui representantes do Conselho das Conferências Episcopais Europeias e da Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia.
A visita deste ano assume um significado especial devido à realização da assembleia especial do sínodo dos bispos para o Médio Oriente, que ocorrerá em Roma, de 10 a 24 de Outubro de 2010, com o tema "A Igreja Católica no Médio Oriente: comunhão e testemunho".
Com Rádio Vaticano
O programa desta deslocação, que terá a sua base em Jerusalém, prevê encontros com o núncio apostólico, D. Antonio Franco, com o patriarca latino daquela cidade, D. Fouad Twal, com os líderes religiosos dos cristãos presentes na Terra Santa e com as comunidades cristãs de Ramallah e Belém.
Entre as actividades agendadas destaca-se a reunião com os responsáveis do "Kairós", projecto que se propõe chamar a atenção da comunidade internacional para o percurso dos palestinianos rumo à liberdade.
Os prelados avistar-se-ão igualmente com dignitários e líderes políticos israelitas e palestinianos. No final da visita será divulgado um comunicado.
A delegação é composta por bispos da Alemanha, Canadá, Espanha, França, Espanha, EUA e Suíça. A comitiva inclui representantes do Conselho das Conferências Episcopais Europeias e da Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia.
A visita deste ano assume um significado especial devido à realização da assembleia especial do sínodo dos bispos para o Médio Oriente, que ocorrerá em Roma, de 10 a 24 de Outubro de 2010, com o tema "A Igreja Católica no Médio Oriente: comunhão e testemunho".
Com Rádio Vaticano
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
O nascimento de Jesus segundo os evangelhos
Todos os anos, ao celebrarmos o Natal de Jesus, nos encontramos com figuras e fatos que evocam a memória desse Natal de há dois mil anos. Vivemos de memórias e somos uma memória viva. Não há história sem memória nem memória sem história. Ao lermos o Evangelho de S. Mateus, nos dois primeiros capítulos, cheios de encanto e significado, passam por nós os reis magos, a estrela, o encontro dos magos com Herodes, a adoração do Menino, a fuga para o Egito, o massacre dos inocentes, o regresso do Egito e a vinda para Nazaré, dois anos e tal depois de se refugiarem no Egito. Porém, ao lermos o Evangelho de S. Lucas, também nos dois primeiros capítulos, deparamos com figuras e facos completamente distintos dos de S. Mateus: o anúncio do nascimento de S. João Batista a seu pai Zacarias, o anúncio do nascimento e Jesus a sua mãe, através do arcanjo S. Gabriel, a visita de Maria a Santa Isabel, o nascimento e circuncisão de Jesus no Templo de Jerusalém, juntamente com Simeão e Ana, o regresso da Sagrada Família a Nazaré, apenas uns quinze dias depois do nascimento, e, finalmente, o encontro de Jesus no Templo.
A apresentação destas figuras e fatos tem um objetivo: fazer com que o leitor perceba que as figuras e fatos narrados em S. Mateus não são os mesmos que em S. Lucas. De comum, os dois evangelistas só têm a conceição virginal de Jesus e o nascimento em Belém. Não seria mais normal que ambos apresentassem as mesmas figuras e fatos? Não podemos, de modo algum, estabelecer uma concordância entre os dois evangelistas, pois o concordismo bíblico é mau conselheiro. Assim sendo, temos de concluir que o evangelista S. Mateus não conhecia S. Lucas e vice versa. Por outro lado, partindo do princípio que S. Marcos foi o primeiro a escrever um Evangelho, onde não aparece o “evangelho da infância”, significa que nas primeiras comunidades cristãs o problema não era abordado. S. Paulo é o primeiro a escrever, cerca de quinze anos antes de S. Marcos, e deixa-nos apenas dois breves apontamentos sobre o nascimento de Jesus. Na carta aos Romanos 1,3 escreve que Jesus “nasceu da descendência de David segundo a carne, constituído Filho de Deus em poder, segundo o Espírito santificador pela ressurreição de entre os mortos”, e na carta aos Gálatas 4,4 escreve que “Deus enviou o seu filho, nascido de uma mulher, nascido sob o domínio da Lei, a fim de recebermos a adopção de filhos”.
Para S. Paulo só interessava a pessoa de Jesus como Salvador, mas nascido de uma mulher, sob o domínio da Lei, para acentuar que Jesus não é nenhum herói divino (aner theos), que caiu do céu, rodeado de esplendor e mistério. Ele é filho de uma mulher judia que vive na economia da “Lei de Moisés” e veio à terra para estabelecer a “economia do Espírito” em oposição à da Lei dos judeus. Só a economia do Espírito pode estabelecer a Fraternidade nova e a nova criação, rompendo com todas as culturas baseadas no sangue, família, pátria, circuncisão de Abraão.
É natural que os cristãos, sobretudo depois da derrocada de Jerusalém no ano 70, tenham começado a pensar seriamente sobre o nascimento do seu Salvador e tenham nascido muitas histórias divergentes. Nada do que está escrito nos Evangelhos é em directo, mas em diferido. S. Mateus e S. Lucas fornecem-nos narrativas vivas e coloridas, mas todas iluminadas pelo programa narrativo da salvação, segundo as promessas do Antigo Testamento e respectivas profecias. S. Mateus é bem explícito nesse programa narrativo ao apresentar quatro encenações arrancadas às Profecias: Mt 2,22: “Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho...”; Mt 5: “Eles responderam: Em Belém da Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta...”; Mt 2, 15: “Assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta...; Mt 2, 23: “Assim se cumpriu o que foi anunciado pelos profetas...”. Não há contradição entre S. Mateus e S. Lucas porque o objetivo de ambos não é narrar cenas de história factual, mas cenas de história de salvação, a que os exegetas bíblicos classificam de midrache bíblico. O Antigo Testamento está cheio destas cenas. À luz da história da salvação, estas cenas valem tanto como se fossem narrativas de história factual. E no meio de todas elas há duas comuns a ambos os evangelistas: nascimento de Jesus de uma mulher virgem e nascimento em Belém. É verdade que alguns exegetas modernos, católicos e protestantes, colocam no mesmo pé de história “midráchica” todas as cenas “construídas” a partir das profecias. Mas se assim for como compreender as demais cenas, ao longo da vida “histórica” de Jesus, como é o caso da pregação na Galileia (Mt 4, 14) e dos milagres (Mt 8, 17). No entanto, o que mais interessa nestas cenas da infância é a realidade do seu simbolismo messiânico. Deixemos que os nosso presépios contenham a estrela, magos, pastores, anjos, mas não façamos disso a centralidade da mensagem. Não é verdade que quando somos invadidos por sentimento de um grande amor, ou medo, ou opção de vida, sobretudo de ordem espiritual, dizemos: “Não tenho palavras para descrever”? Foi o que aconteceu com Mateus e Lucas diante do “mistério” da incarnação de Jesus como Emanuel, Deus-connosco. Para serem compreendidos, apresentaram o “mistério” através de cenas catequéticas, criadas e construídas de acordo com a sua mensagem de fé em Jesus Cristo. escreveram em diferido, muitos anos depois do “mistério” da paixão, morte e ressurreição do Menino nascido em Belém, duma virgem mãe.
Fonte: Pe. Joaquim Carreira das Neves, OFM
A apresentação destas figuras e fatos tem um objetivo: fazer com que o leitor perceba que as figuras e fatos narrados em S. Mateus não são os mesmos que em S. Lucas. De comum, os dois evangelistas só têm a conceição virginal de Jesus e o nascimento em Belém. Não seria mais normal que ambos apresentassem as mesmas figuras e fatos? Não podemos, de modo algum, estabelecer uma concordância entre os dois evangelistas, pois o concordismo bíblico é mau conselheiro. Assim sendo, temos de concluir que o evangelista S. Mateus não conhecia S. Lucas e vice versa. Por outro lado, partindo do princípio que S. Marcos foi o primeiro a escrever um Evangelho, onde não aparece o “evangelho da infância”, significa que nas primeiras comunidades cristãs o problema não era abordado. S. Paulo é o primeiro a escrever, cerca de quinze anos antes de S. Marcos, e deixa-nos apenas dois breves apontamentos sobre o nascimento de Jesus. Na carta aos Romanos 1,3 escreve que Jesus “nasceu da descendência de David segundo a carne, constituído Filho de Deus em poder, segundo o Espírito santificador pela ressurreição de entre os mortos”, e na carta aos Gálatas 4,4 escreve que “Deus enviou o seu filho, nascido de uma mulher, nascido sob o domínio da Lei, a fim de recebermos a adopção de filhos”.
Para S. Paulo só interessava a pessoa de Jesus como Salvador, mas nascido de uma mulher, sob o domínio da Lei, para acentuar que Jesus não é nenhum herói divino (aner theos), que caiu do céu, rodeado de esplendor e mistério. Ele é filho de uma mulher judia que vive na economia da “Lei de Moisés” e veio à terra para estabelecer a “economia do Espírito” em oposição à da Lei dos judeus. Só a economia do Espírito pode estabelecer a Fraternidade nova e a nova criação, rompendo com todas as culturas baseadas no sangue, família, pátria, circuncisão de Abraão.
É natural que os cristãos, sobretudo depois da derrocada de Jerusalém no ano 70, tenham começado a pensar seriamente sobre o nascimento do seu Salvador e tenham nascido muitas histórias divergentes. Nada do que está escrito nos Evangelhos é em directo, mas em diferido. S. Mateus e S. Lucas fornecem-nos narrativas vivas e coloridas, mas todas iluminadas pelo programa narrativo da salvação, segundo as promessas do Antigo Testamento e respectivas profecias. S. Mateus é bem explícito nesse programa narrativo ao apresentar quatro encenações arrancadas às Profecias: Mt 2,22: “Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho...”; Mt 5: “Eles responderam: Em Belém da Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta...”; Mt 2, 15: “Assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta...; Mt 2, 23: “Assim se cumpriu o que foi anunciado pelos profetas...”. Não há contradição entre S. Mateus e S. Lucas porque o objetivo de ambos não é narrar cenas de história factual, mas cenas de história de salvação, a que os exegetas bíblicos classificam de midrache bíblico. O Antigo Testamento está cheio destas cenas. À luz da história da salvação, estas cenas valem tanto como se fossem narrativas de história factual. E no meio de todas elas há duas comuns a ambos os evangelistas: nascimento de Jesus de uma mulher virgem e nascimento em Belém. É verdade que alguns exegetas modernos, católicos e protestantes, colocam no mesmo pé de história “midráchica” todas as cenas “construídas” a partir das profecias. Mas se assim for como compreender as demais cenas, ao longo da vida “histórica” de Jesus, como é o caso da pregação na Galileia (Mt 4, 14) e dos milagres (Mt 8, 17). No entanto, o que mais interessa nestas cenas da infância é a realidade do seu simbolismo messiânico. Deixemos que os nosso presépios contenham a estrela, magos, pastores, anjos, mas não façamos disso a centralidade da mensagem. Não é verdade que quando somos invadidos por sentimento de um grande amor, ou medo, ou opção de vida, sobretudo de ordem espiritual, dizemos: “Não tenho palavras para descrever”? Foi o que aconteceu com Mateus e Lucas diante do “mistério” da incarnação de Jesus como Emanuel, Deus-connosco. Para serem compreendidos, apresentaram o “mistério” através de cenas catequéticas, criadas e construídas de acordo com a sua mensagem de fé em Jesus Cristo. escreveram em diferido, muitos anos depois do “mistério” da paixão, morte e ressurreição do Menino nascido em Belém, duma virgem mãe.
Fonte: Pe. Joaquim Carreira das Neves, OFM
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