Como todos os anos, celebra-se na Solenidade da Epifania o Dia Missionário dos Jovens, cujo objetivo é formar os mais jovens à dimensão missionária da fé e conscientizá-los sobre a missão evangelizadora a eles confiada.
O Dia é promovido pela Pontifícia Obra da Infância Missionária, fundada em 1843, e envolve 6 mil jovens missionários. O tema escolhido para esta edição na Itália é “A Boa Nova viaja sem passaporte”, e quer destacar a eficácia da Palavra de Deus, que não conhece barreiras ou confins.
O subsídio elaborado para o evento ressalta que a Encarnação do Verbo aboliu qualquer distância entre Deus e o homem, já que o próprio Filho de Deus quis assumir a natureza humana para revelar ao homem o rosto do Pai.
Em todos os tempos e lugares, a Igreja de Deus – e seus fiéis mais jovens – dão continuidade à obra do Mestre e levam a Boa Nova a todos os homens, superando limites, tais como culturas, tradições e diferenças sociais.
O dia de amanhã será vivido pelos jovens com a oração, a partilha e a solidariedade. Durante a liturgia da Epifania, os pequenos doam as economias feitas durante o ano para pequenos projetos, em vários continentes.
Na África, a iniciativa beneficiará a diocese de Djougou, no Benim, onde as crianças órfãs são consideradas ‘feiticeiras’.
Na América, as ofertas vão ser destinadas à Guiana, Diocese de Georgetown, e serão utilizadas para construir um centro de assistência alimentar, médica e escolar para crianças abandonadas.
Dois projetos estão sendo ajudados na Ásia: em Bangladesh, na Diocese de Khulna, será realizada uma estrutura para a assistência escolar e social das crianças ‘Dalit’ (menos favorecidas); e na Diocese de Baku, no Azerbaijão, onde se pretende construir um edifício de assistência escolar, recreativa e de formação cristã para menores abandonados.
Na Oceania, as economias de juventude missionária contribuirão para criar um centro para crianças com problemas respiratórios na Papua Nova Guiné, na Diocese de Bougainville.
Fonte: Rádio Vaticano
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
A Igreja que não faz notícia
Um editorial do jornal vaticano, L'Osservatore Romano, questiona o motivo pelo qual a imprensa laica ignorou o dossiê da Agência Fides, que documentou, nos dias passados, o assassinato de 37 missionários em 2009.
"Um número assim tão alto jamais foi alcançado nos últimos dez anos, e a cifra não é definitiva, porque provavelmente outras mortes não tiveram repercussão" – escreve hoje L'Osservatore Romano, para o qual esta notícia não foi dada com relevo porque contradiz a imagem da Igreja dominante na mídia, ou seja, "de uma estrutura rica e potente, que quer impor suas leis também a quem não se sente parte do mundo católico, uma oligarquia que é incapaz de entender como o mundo mudou".
Uma instituição, portanto, antiga e rígida, e não composta por mulheres e homens seriamente engajados em uma missão difícil e muitas vezes perigosa, "tanto é verdade que perdem a vida por causa desta escolha de caridade corajosa" – lê-se no editorial assinado pela professora Lucetta Scaraffia, docente de História Contemporânea da Universidade La Sapienza, de Roma.
''Sem armas, e frequentemente com pouquíssimos meios, os missionários mártires testemunham que outro mundo é possível, um mundo de solidariedade e verdade, de amor gratuito. E isso já é suficiente para torná-los um alvo mortal" – destaca L'Osservatore, citando as histórias dos sacerdotes mortos durante assaltos, porque moram e atuam em regiões violentas, sem proteção. "Locais – conclui – pouco visitados e que poderiam ser definidos abandonados por Deus, mas que os missionários estão presentes para provar que Deus jamais abandona alguém. Esta é a verdadeira Igreja, aquela que não faz notícia."
Fonte: Rádio9 Vaticano
"Um número assim tão alto jamais foi alcançado nos últimos dez anos, e a cifra não é definitiva, porque provavelmente outras mortes não tiveram repercussão" – escreve hoje L'Osservatore Romano, para o qual esta notícia não foi dada com relevo porque contradiz a imagem da Igreja dominante na mídia, ou seja, "de uma estrutura rica e potente, que quer impor suas leis também a quem não se sente parte do mundo católico, uma oligarquia que é incapaz de entender como o mundo mudou".
Uma instituição, portanto, antiga e rígida, e não composta por mulheres e homens seriamente engajados em uma missão difícil e muitas vezes perigosa, "tanto é verdade que perdem a vida por causa desta escolha de caridade corajosa" – lê-se no editorial assinado pela professora Lucetta Scaraffia, docente de História Contemporânea da Universidade La Sapienza, de Roma.
''Sem armas, e frequentemente com pouquíssimos meios, os missionários mártires testemunham que outro mundo é possível, um mundo de solidariedade e verdade, de amor gratuito. E isso já é suficiente para torná-los um alvo mortal" – destaca L'Osservatore, citando as histórias dos sacerdotes mortos durante assaltos, porque moram e atuam em regiões violentas, sem proteção. "Locais – conclui – pouco visitados e que poderiam ser definidos abandonados por Deus, mas que os missionários estão presentes para provar que Deus jamais abandona alguém. Esta é a verdadeira Igreja, aquela que não faz notícia."
Fonte: Rádio9 Vaticano
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Dubai inaugura maior arranha-céu do mundo

O prédio mais alto do mundo, Burj Dubai - que em árabe quer dizer Torre Dubai - será aberto nesta segunda-feira em Dubai.
A inauguração ocorre pouco depois de o emirado pedir moratória e de ter que recorrer a um empréstimo de US$ 10 bilhões do emirado vizinho Abu Dhabi para pagar suas dívidas.
Com mais de 800 metros de altura, o edifício de 160 andares ultrapassa em centenas de metros o prédio que vinha sendo o mais alto do mundo, o Taipei 101, em Taiwan, que mede 508 metros de altura.
O prédio é duas vezes mais alto que o Empire State, em Nova York, é possível vê-lo a uma distância de 95 quilômetros e o exterior é coberto com cerca de 28 mil painéis de vidro, que brilham ao sol do deserto em torno de Dubai.
O desenho do edifício trouxe desafios técnicos e logísticos sem precedentes, não apenas por conta de sua altura, mas também porque Dubai é suscetível a fortes ventos e está perto de uma falha geológica.
Os ventos no emirado chegam a 50 km por hora, e no topo do prédio a velocidade pode ser três vezes mais alta.
"Você encontra as soluções para o problema, mas sempre se pergunta se elas vão realmente funcionar", disse à BBC Mohamed Ali Alabbar, diretor da Emaar, a empresa responsável pela construção.
"Fomos atingidos por raios duas vezes, houve um grande terremoto no ano passado originado no Irã, e tivemos todos os tipos de vento atingindo o prédio durante a construção. Os resultados foram bons e eu cumprimento os arquitetos e profissionais que ajudaram a construí-lo."
Poder do leste
Nas últimas duas décadas, houve um aumento da construção de arranha-céus na Ásia e Oriente Médio, onde se localizam hoje quatro dos cinco edifícios mais altos do mundo.
"Isso se deve à confiança", afirma Andrew Charlesworth da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle. "Muitas dessas economias emergentes se veem como importantes jogadores mundiais e querem demonstrar que são capazes de desenvolver este tipo de projeto."
"A riqueza do mundo está se mudando do Ocidente para o Oriente e as economias emergentes querem destacar suas expectativas para o futuro em termos de como elas vão se posicionar globalmente."
Elefante branco?
Dubai é uma cidade de superlativos, onde tudo é maior e mais arrojado. Nos últimos anos, a cidade atraiu a atenção internacional com ilhas artificiais, edifícios giratórios e um hotel sete estrelas.
Mas como muitos dos outros prédios mais altos do mundo do passado, Burj Dubai foi planejado e construído durante os anos de crescimento econômico, e foi concluído durante a crise global do mercado de crédito - o Empire State foi concluído durante a Grande Depressão dos anos 30 e as Torres Petronas, na Malásia, durante a crise asiática dos anos 90.
Muitos questionaram se o novo edifício seria um elefante branco, mas Ali Alabbar, presidente da empresa responsável pela construção, afirma que 90% do prédio já foram vendidos e que a construtora já obteve mais de 10% de lucro.
A maioria dos imóveis foi vendida ainda na planta, antes da crise no mercado imobiliário, e os compradores já pagaram 80% do valor, com os 20% restantes a serem pagos na ocupação.
Para os investidores, o resultado de seu empreendimento ainda é incerto. No auge de sua avaliação, os imóveis valiam até 5.000 dirhams (cerca de R$ 2.365) por metro quadrado, mas com a crise, o preço chegou a cair 50% e pode cair outros 30%, segundo o analista imobiliário do banco de investimentos USB Saud Masud.
A inauguração ocorre pouco depois de o emirado pedir moratória e de ter que recorrer a um empréstimo de US$ 10 bilhões do emirado vizinho Abu Dhabi para pagar suas dívidas.
Com mais de 800 metros de altura, o edifício de 160 andares ultrapassa em centenas de metros o prédio que vinha sendo o mais alto do mundo, o Taipei 101, em Taiwan, que mede 508 metros de altura.
O prédio é duas vezes mais alto que o Empire State, em Nova York, é possível vê-lo a uma distância de 95 quilômetros e o exterior é coberto com cerca de 28 mil painéis de vidro, que brilham ao sol do deserto em torno de Dubai.
O desenho do edifício trouxe desafios técnicos e logísticos sem precedentes, não apenas por conta de sua altura, mas também porque Dubai é suscetível a fortes ventos e está perto de uma falha geológica.
Os ventos no emirado chegam a 50 km por hora, e no topo do prédio a velocidade pode ser três vezes mais alta.
"Você encontra as soluções para o problema, mas sempre se pergunta se elas vão realmente funcionar", disse à BBC Mohamed Ali Alabbar, diretor da Emaar, a empresa responsável pela construção.
"Fomos atingidos por raios duas vezes, houve um grande terremoto no ano passado originado no Irã, e tivemos todos os tipos de vento atingindo o prédio durante a construção. Os resultados foram bons e eu cumprimento os arquitetos e profissionais que ajudaram a construí-lo."
Poder do leste
Nas últimas duas décadas, houve um aumento da construção de arranha-céus na Ásia e Oriente Médio, onde se localizam hoje quatro dos cinco edifícios mais altos do mundo.
"Isso se deve à confiança", afirma Andrew Charlesworth da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle. "Muitas dessas economias emergentes se veem como importantes jogadores mundiais e querem demonstrar que são capazes de desenvolver este tipo de projeto."
"A riqueza do mundo está se mudando do Ocidente para o Oriente e as economias emergentes querem destacar suas expectativas para o futuro em termos de como elas vão se posicionar globalmente."
Elefante branco?
Dubai é uma cidade de superlativos, onde tudo é maior e mais arrojado. Nos últimos anos, a cidade atraiu a atenção internacional com ilhas artificiais, edifícios giratórios e um hotel sete estrelas.
Mas como muitos dos outros prédios mais altos do mundo do passado, Burj Dubai foi planejado e construído durante os anos de crescimento econômico, e foi concluído durante a crise global do mercado de crédito - o Empire State foi concluído durante a Grande Depressão dos anos 30 e as Torres Petronas, na Malásia, durante a crise asiática dos anos 90.
Muitos questionaram se o novo edifício seria um elefante branco, mas Ali Alabbar, presidente da empresa responsável pela construção, afirma que 90% do prédio já foram vendidos e que a construtora já obteve mais de 10% de lucro.
A maioria dos imóveis foi vendida ainda na planta, antes da crise no mercado imobiliário, e os compradores já pagaram 80% do valor, com os 20% restantes a serem pagos na ocupação.
Para os investidores, o resultado de seu empreendimento ainda é incerto. No auge de sua avaliação, os imóveis valiam até 5.000 dirhams (cerca de R$ 2.365) por metro quadrado, mas com a crise, o preço chegou a cair 50% e pode cair outros 30%, segundo o analista imobiliário do banco de investimentos USB Saud Masud.
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil
Fonte: O GLOBO.
Um 2010 intenso para Bento XVI

O ano de 2010 promete ser um dos mais intensos dos cinco anos de pontificado de Bento XVI.
O pontífice, que a 16 de abril completará 83 anos, deve realizar quatro viagens apostólicas (Malta, Portugal, Chipre e Reino Unido), presidir um inédito Sínodo dos Bispos do Oriente Médio, e peregrinar, na Itália, a lugares tão simbólicos como Turim, que aloja o Santo Sudário.
Será um ano de decisões esperadas, como poderia ser a beatificação de João Paulo II, a redação da segunda parte de seu livro sobre “Jesus de Nazaré”, ou a publicação de sua exortação apostólica sobre a Palavra de Deus, na qual recolherá as conclusões do Sínodo dos Bispos do mundo de outubro de 2008.
E como em anos precedentes, 2010 pode trazer também decisões inesperadas em temas centrais para este pontificado, como é o avanço na unidade com os cristãos de outras confissões, ou com os crentes de outras religiões, em particular judeus e muçulmanos.
De fato, um dos acontecimentos que marcarão este ano será protagonizado já a 17 de janeiro, dia em que pela primeira vez visitará a sinagoga de Roma, um gesto de reconciliação em momentos em que setores judaicos criticaram o reconhecimento das virtudes heróicas de Pio XII.
Ano do Oriente Médio
Bento XVI, ao fazer um balanço de 2009 junto a seus colaboradores da Cúria Romana, recordando o Sínodo da África e sua primeira visita a esse continente como Papa, no mês de março passado, constatava que foi um ano marcado pelo “sinal da África”.
Deste modo, se poderia dizer que 2010 se apresenta sob o sinal do Oriente Médio, pois de 10 a 24 de outubro, reúnem-se os bispos desta área turbulenta do mundo, em torno do tema: “A Igreja Católica no Oriente Médio: comunhão e testemunho”.
O documento de trabalho (Instrumentum laboris) dessa assembleia de patriarcas, bispos e outros representantes cristãos será entregue pelo Santo Padre em sua visita ao Chipre, programada para 4 a 6 de junho.
Essa viagem é estratégica, pois enfoca, ademais, temas centrais para este pontificado, como o diálogo com a Igreja ortodoxa local, que desde a eleição do arcebispo Crisóstomo II se converteu em um poderoso motor do ecumenismo, assim como com o Islã, por causa da presença turca na dividida ilha.
Outras viagens
A primeira viagem que Bento XVI realizará terá por objetivo Malta, entre 17 e 18 de abril, em coincidência do 1.950º aniversário do naufrágio de São Paulo no arquipélago, que, segundo a tradição, ocorreu no ano 60 durante sua viagem para Roma. O apóstolo foi acolhido pela população local e permaneceu ali três meses.
O Papa Ratzinger celebrará a festa litúrgica da Virgem de Fátima, nesse santuário, a 13 de maio, no 93º aniversário do início das aparições aos três pastorinhos, durante sua peregrinação apostólica a Portugal, onde visitará ainda Lisboa e Porto.
Trata-se de uma etapa em sua volta ao mundo pelos grandes santuários marianos (Loreto --Itália--, Altötting --Alemanha--, Mariazell --Áustria--, Aparecida --Brasil--, Lourdes --França--, Mvolyé -Camarões--, Pompeia --Itália--, e outros).
A quarta viagem internacional prevista para este ano tem por meta o Reino Unido. Ainda que as datas não sejam oficiais, espera-se que ocorra entre 17 e 19 de outubro.
Nesta viagem, deveria beatificar John Henry Newman (1801-1890), intelectual anglicano que se converteu ao catolicismo e chegou a ser cardeal.
A visita teria, portanto, decisivas repercussões ecumênicas, depois da publicação do “motu proprio”, anunciado a 20 de outubro, que prevê a possibilidade de acolher no seio da Igreja Católica comunidades anglicanas que desejam voltar à comunhão plena com o bispo de Roma.
Para este ano, o Santo Padre prevê quatro viagens pastorais à Itália. A primeira será a Turim, onde rezará ante o Santo Sudário, a 2 de maio, no contexto da exposição extraordinária da relíquia (10 de abril a 23 de maio - http://www.sindone.org/).
A 4 de julho irá a Sulmona, na região flagelada pelo terremoto de abril passado. A ocasião da visita é o 8º centenário do nascimento do Papa Celestino V (falecido em 1296).
A 5 de setembro, o Papa visitará Carpineto Romano, pequeno povoado Da província de Roma, ao se celebrar o segundo centenário do nascimento do Papa Leão XIII.
A outra viagem à Itália está prevista para o domingo 3 de outubro, a Palermo, capital da Sicília, para participar de dois importantes encontros para a Igreja na ilha: com as famílias e com os jovens.
Outros acontecimentos
Entre os acontecimentos programados para o ano 2010, um dos mais importantes será o encerramento do Ano Sacerdotal, que terá lugar em Roma, de 9 a 11 de junho de 2010.
A este encontro, o Papa não só convidou os sacerdotes do mundo, mas todos os batizados, para testemunhar o amor de toda Igreja por seus sacerdotes, no encerramento do 150º aniversário do falecimento de São João Maria Vianney.
Em 2010, poderia acontecer a beatificação de João Paulo II. Para isso, necessita-se que avance o processo, que prevê o reconhecimento de um milagre por parte de uma comissão científica, de uma comissão de teólogos, de uma comissão de cardeais e bispos, e, por último, do próprio Papa.
Polo momento, não é possível prever uma data precisa, pois como explicaram várias vozes da Santa Sé, é necessário deixar que o processo siga seu curso habitual.
O pontífice, que a 16 de abril completará 83 anos, deve realizar quatro viagens apostólicas (Malta, Portugal, Chipre e Reino Unido), presidir um inédito Sínodo dos Bispos do Oriente Médio, e peregrinar, na Itália, a lugares tão simbólicos como Turim, que aloja o Santo Sudário.
Será um ano de decisões esperadas, como poderia ser a beatificação de João Paulo II, a redação da segunda parte de seu livro sobre “Jesus de Nazaré”, ou a publicação de sua exortação apostólica sobre a Palavra de Deus, na qual recolherá as conclusões do Sínodo dos Bispos do mundo de outubro de 2008.
E como em anos precedentes, 2010 pode trazer também decisões inesperadas em temas centrais para este pontificado, como é o avanço na unidade com os cristãos de outras confissões, ou com os crentes de outras religiões, em particular judeus e muçulmanos.
De fato, um dos acontecimentos que marcarão este ano será protagonizado já a 17 de janeiro, dia em que pela primeira vez visitará a sinagoga de Roma, um gesto de reconciliação em momentos em que setores judaicos criticaram o reconhecimento das virtudes heróicas de Pio XII.
Ano do Oriente Médio
Bento XVI, ao fazer um balanço de 2009 junto a seus colaboradores da Cúria Romana, recordando o Sínodo da África e sua primeira visita a esse continente como Papa, no mês de março passado, constatava que foi um ano marcado pelo “sinal da África”.
Deste modo, se poderia dizer que 2010 se apresenta sob o sinal do Oriente Médio, pois de 10 a 24 de outubro, reúnem-se os bispos desta área turbulenta do mundo, em torno do tema: “A Igreja Católica no Oriente Médio: comunhão e testemunho”.
O documento de trabalho (Instrumentum laboris) dessa assembleia de patriarcas, bispos e outros representantes cristãos será entregue pelo Santo Padre em sua visita ao Chipre, programada para 4 a 6 de junho.
Essa viagem é estratégica, pois enfoca, ademais, temas centrais para este pontificado, como o diálogo com a Igreja ortodoxa local, que desde a eleição do arcebispo Crisóstomo II se converteu em um poderoso motor do ecumenismo, assim como com o Islã, por causa da presença turca na dividida ilha.
Outras viagens
A primeira viagem que Bento XVI realizará terá por objetivo Malta, entre 17 e 18 de abril, em coincidência do 1.950º aniversário do naufrágio de São Paulo no arquipélago, que, segundo a tradição, ocorreu no ano 60 durante sua viagem para Roma. O apóstolo foi acolhido pela população local e permaneceu ali três meses.
O Papa Ratzinger celebrará a festa litúrgica da Virgem de Fátima, nesse santuário, a 13 de maio, no 93º aniversário do início das aparições aos três pastorinhos, durante sua peregrinação apostólica a Portugal, onde visitará ainda Lisboa e Porto.
Trata-se de uma etapa em sua volta ao mundo pelos grandes santuários marianos (Loreto --Itália--, Altötting --Alemanha--, Mariazell --Áustria--, Aparecida --Brasil--, Lourdes --França--, Mvolyé -Camarões--, Pompeia --Itália--, e outros).
A quarta viagem internacional prevista para este ano tem por meta o Reino Unido. Ainda que as datas não sejam oficiais, espera-se que ocorra entre 17 e 19 de outubro.
Nesta viagem, deveria beatificar John Henry Newman (1801-1890), intelectual anglicano que se converteu ao catolicismo e chegou a ser cardeal.
A visita teria, portanto, decisivas repercussões ecumênicas, depois da publicação do “motu proprio”, anunciado a 20 de outubro, que prevê a possibilidade de acolher no seio da Igreja Católica comunidades anglicanas que desejam voltar à comunhão plena com o bispo de Roma.
Para este ano, o Santo Padre prevê quatro viagens pastorais à Itália. A primeira será a Turim, onde rezará ante o Santo Sudário, a 2 de maio, no contexto da exposição extraordinária da relíquia (10 de abril a 23 de maio - http://www.sindone.org/).
A 4 de julho irá a Sulmona, na região flagelada pelo terremoto de abril passado. A ocasião da visita é o 8º centenário do nascimento do Papa Celestino V (falecido em 1296).
A 5 de setembro, o Papa visitará Carpineto Romano, pequeno povoado Da província de Roma, ao se celebrar o segundo centenário do nascimento do Papa Leão XIII.
A outra viagem à Itália está prevista para o domingo 3 de outubro, a Palermo, capital da Sicília, para participar de dois importantes encontros para a Igreja na ilha: com as famílias e com os jovens.
Outros acontecimentos
Entre os acontecimentos programados para o ano 2010, um dos mais importantes será o encerramento do Ano Sacerdotal, que terá lugar em Roma, de 9 a 11 de junho de 2010.
A este encontro, o Papa não só convidou os sacerdotes do mundo, mas todos os batizados, para testemunhar o amor de toda Igreja por seus sacerdotes, no encerramento do 150º aniversário do falecimento de São João Maria Vianney.
Em 2010, poderia acontecer a beatificação de João Paulo II. Para isso, necessita-se que avance o processo, que prevê o reconhecimento de um milagre por parte de uma comissão científica, de uma comissão de teólogos, de uma comissão de cardeais e bispos, e, por último, do próprio Papa.
Polo momento, não é possível prever uma data precisa, pois como explicaram várias vozes da Santa Sé, é necessário deixar que o processo siga seu curso habitual.
Fonte: Zenit.
Bento XVI almoçou com pobres de Roma

Bento XVI almoçou no domingo passado com alguns dos mais necessitados que vivem em Roma e recordou que há mais alegria em compartilhar que no egoísmo.
Depois do Angelus ao meio-dia, o Papa dirigiu-se ao bairro do Trastévere para visitar uma casa da Comunidade de Sant’Egídio que assiste os pobres.
Como ele almoçaram na mesma mesa 12 pessoas necessitadas. O Papa recordou-lhes que também a família de Jesus, desde seus primeiros passos, encontrou dificuldades.
“Vocês sabem o que significa a dificuldade, mas têm alguém que os quer bem e os ajuda”, fazendo referência ao auxilio da Comunidade de Sant’Egídio.
Reconhecendo o serviço dos voluntários e membros da Comunidade, assegurou que amar e servir traz a alegria do Senhor, que diz: “há mais alegria em dar que em receber”.
“Neste tempo de particulares dificuldades econômicas, cada um deve ser sinal de esperança e testemunho de um mundo novo para quem, fechado no próprio egoísmo e iludido de poder ser feliz sozinho, vive na tristeza ou na alegria efêmera que deixa o coração vazio.”
Depois do Angelus ao meio-dia, o Papa dirigiu-se ao bairro do Trastévere para visitar uma casa da Comunidade de Sant’Egídio que assiste os pobres.
Como ele almoçaram na mesma mesa 12 pessoas necessitadas. O Papa recordou-lhes que também a família de Jesus, desde seus primeiros passos, encontrou dificuldades.
“Vocês sabem o que significa a dificuldade, mas têm alguém que os quer bem e os ajuda”, fazendo referência ao auxilio da Comunidade de Sant’Egídio.
Reconhecendo o serviço dos voluntários e membros da Comunidade, assegurou que amar e servir traz a alegria do Senhor, que diz: “há mais alegria em dar que em receber”.
“Neste tempo de particulares dificuldades econômicas, cada um deve ser sinal de esperança e testemunho de um mundo novo para quem, fechado no próprio egoísmo e iludido de poder ser feliz sozinho, vive na tristeza ou na alegria efêmera que deixa o coração vazio.”
Fonte: Zenit.
A paz começa por um “olhar respeitoso”, diz Papa

A paz começa por um olhar respeitoso, e as pessoas serão capazes de respeitar os outros e o meio ambiente se levarem em seu espírito um sentido pleno da vida, afirmou Bento XVI esta sexta-feira.
O Papa presidiu, na Basílica de São Pedro, esta manhã, a missa da solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, no 43º Dia Mundial da Paz.
O pontífice meditou sobre o mistério do rosto de Deus e do homem, enfocando “uma via privilegiada que conduz à paz”.
A paz, “de fato – disse o Papa –, começa por um olhar respeitoso, que reconhece no rosto do outro uma pessoa, qualquer que seja a cor de sua pele, sua nacionalidade, sua língua, sua religião”.
“Mas quem, a não ser Deus, pode garantir, por assim dizer, a ‘profundidade’ do rosto do homem?”
Na realidade –prosseguiu o pontífice –, “só se temos Deus no coração, estamos em condições de detectar no rosto do outro um irmão de humanidade, não um meio, mas um fim, não um rival ou um inimigo, mas outro eu, uma faceta do infinito mistério do ser humano”.
Bento XVI acrescentou que “nossa percepção do mundo e, em particular, de nossos similares, depende essencialmente da presença em nós do Espírito de Deus”.
“É uma espécie de ‘ressonância’: quem tem o coração vazio, não percebe mais que imagens planas, privadas de esplendor.”
Em contrapartida – afirmou o pontífice –, “quanto mais estivermos habitados por Deus, seremos também mais sensíveis a sua presença no que nos cerca: em todas as criaturas, e especialmente nas outras pessoas, ainda que às vezes o rosto humano, marcado pela dureza da vida e do mal, possa resultar difícil de apreciar e de acolher como epifania de Deus”.
Segundo o Papa, “para nos reconhecermos e respeitarmos como realmente somos, quer dizer, irmãos, precisamos nos referir a um Pai comum, que nos ama a todos, apesar de nossos limites e nossos erros”.
Ao recordar este Dia Mundial da Paz, Bento XVI enfatizou que “a pessoa é capaz de respeitar as criaturas na medida em que leva em seu próprio espírito um sentido pleno da vida”.
“De outro modo – prosseguiu – será levada a depreciar a si mesmo e ao que a cerca, a não ter respeito pelo entorno em que vive, pelo criado.”
“Se a pessoa se degrada, degrada-se o entorno em que vive; se a cultura tende a um niilismo, se não teórico, prático, a natureza não poderá não pagar as consequências disso”, afirmou Bento XVI.
O Papa presidiu, na Basílica de São Pedro, esta manhã, a missa da solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, no 43º Dia Mundial da Paz.
O pontífice meditou sobre o mistério do rosto de Deus e do homem, enfocando “uma via privilegiada que conduz à paz”.
A paz, “de fato – disse o Papa –, começa por um olhar respeitoso, que reconhece no rosto do outro uma pessoa, qualquer que seja a cor de sua pele, sua nacionalidade, sua língua, sua religião”.
“Mas quem, a não ser Deus, pode garantir, por assim dizer, a ‘profundidade’ do rosto do homem?”
Na realidade –prosseguiu o pontífice –, “só se temos Deus no coração, estamos em condições de detectar no rosto do outro um irmão de humanidade, não um meio, mas um fim, não um rival ou um inimigo, mas outro eu, uma faceta do infinito mistério do ser humano”.
Bento XVI acrescentou que “nossa percepção do mundo e, em particular, de nossos similares, depende essencialmente da presença em nós do Espírito de Deus”.
“É uma espécie de ‘ressonância’: quem tem o coração vazio, não percebe mais que imagens planas, privadas de esplendor.”
Em contrapartida – afirmou o pontífice –, “quanto mais estivermos habitados por Deus, seremos também mais sensíveis a sua presença no que nos cerca: em todas as criaturas, e especialmente nas outras pessoas, ainda que às vezes o rosto humano, marcado pela dureza da vida e do mal, possa resultar difícil de apreciar e de acolher como epifania de Deus”.
Segundo o Papa, “para nos reconhecermos e respeitarmos como realmente somos, quer dizer, irmãos, precisamos nos referir a um Pai comum, que nos ama a todos, apesar de nossos limites e nossos erros”.
Ao recordar este Dia Mundial da Paz, Bento XVI enfatizou que “a pessoa é capaz de respeitar as criaturas na medida em que leva em seu próprio espírito um sentido pleno da vida”.
“De outro modo – prosseguiu – será levada a depreciar a si mesmo e ao que a cerca, a não ter respeito pelo entorno em que vive, pelo criado.”
“Se a pessoa se degrada, degrada-se o entorno em que vive; se a cultura tende a um niilismo, se não teórico, prático, a natureza não poderá não pagar as consequências disso”, afirmou Bento XVI.
Fonte: Zenit.
Homenagem de um candidato ao Nobel da Paz, judeu, a João XXIII

Entre os primeiros candidatos ao prêmio Nobel da Paz, atribuído este ano ao presidente Barak Obama, encontrava-se Baruj Tenembaum, criador da Fundação Internacional Raoul Wallenberg.
ZENIT perguntou a Tenembaum, judeu de origem argentina, pioneiro do diálogo inter-religioso deste os tempos de Paulo VI, por que, segundo ele, tanto interesse por sua figura e obra.
“Quem sou eu?”, pergunta-se com simplicidade Tenembaum. “Não me referirei concretamente ao sucedido pois não me considero tão importante”.
“Concretamente, sou descendente de escravos, daqueles judeus que trabalharam no Egito sob o jugo dos faraós, e que foram libertados por Moisés.”
“Sou tão judeu como os que foram expulsos de Jerusalém quando se destruiu o Primeiro Templo, e logo o Segundo”, segue explicando.
“Tão judeu como meus irmãos que foram expulsos de Portugal e da Espanha”, “como os que foram perseguidos na Europa”, “como aqueles seis milhões aniquilados pelos Hitlers, no plural”.
“Sou um simples filho de colonos que dedica sua vida a agradecer aqueles seres humanos que salvaram vidas, que se arriscaram. Os Wallenberg, Souza Dantas, Sousa Mendes, mais de 20.000 gentios, não judeus, a quem devemos gratidão, recordação, a educação a nossos descendentes.”
Deste modo, confessa, pôde descobrir nos arquivos o alcance da figura de Angelo Roncalli (João XXIII), que durante a Segunda Guerra Mundial, sendo representante diplomático de Pio XII em vários países, realizou uma corajosa obra de ajuda a judeus perseguidos.
“Não podemos deixar de nos emocionar com lágrimas que escapam dos olhos quando nos inteiramos das ações que esse filho do povo italiano, simples, humilde, grande, executou em circunstâncias totalmente adversas para salvar, por exemplo, crianças expostas à sombra do inferno; rompendo, destruindo preconceitos, indo além do que supõem ou indicam as regras.”
“A cada momento imaginamos Roncalli rezando, também na presença de terceiros, pedindo a seu chofer que se detenha em frente à sinagoga de Roma para rezar ‘por meus irmãos judeus’”, explica Tenembaum.
“Ou quando recebeu no Vaticano um delegação de judeus, levantou seus braços e exclamou desde a cadeira papal, citando a Bíblia: ‘Sou José, vosso irmão’”.
“Então, novamente: quem sou eu? O que sobrevive, o que fica; o importante, o nobre é destacar o que ‘sobre-vive’, por exemplo: Angelo Roncalli”.
ZENIT perguntou a Tenembaum, judeu de origem argentina, pioneiro do diálogo inter-religioso deste os tempos de Paulo VI, por que, segundo ele, tanto interesse por sua figura e obra.
“Quem sou eu?”, pergunta-se com simplicidade Tenembaum. “Não me referirei concretamente ao sucedido pois não me considero tão importante”.
“Concretamente, sou descendente de escravos, daqueles judeus que trabalharam no Egito sob o jugo dos faraós, e que foram libertados por Moisés.”
“Sou tão judeu como os que foram expulsos de Jerusalém quando se destruiu o Primeiro Templo, e logo o Segundo”, segue explicando.
“Tão judeu como meus irmãos que foram expulsos de Portugal e da Espanha”, “como os que foram perseguidos na Europa”, “como aqueles seis milhões aniquilados pelos Hitlers, no plural”.
“Sou um simples filho de colonos que dedica sua vida a agradecer aqueles seres humanos que salvaram vidas, que se arriscaram. Os Wallenberg, Souza Dantas, Sousa Mendes, mais de 20.000 gentios, não judeus, a quem devemos gratidão, recordação, a educação a nossos descendentes.”
Deste modo, confessa, pôde descobrir nos arquivos o alcance da figura de Angelo Roncalli (João XXIII), que durante a Segunda Guerra Mundial, sendo representante diplomático de Pio XII em vários países, realizou uma corajosa obra de ajuda a judeus perseguidos.
“Não podemos deixar de nos emocionar com lágrimas que escapam dos olhos quando nos inteiramos das ações que esse filho do povo italiano, simples, humilde, grande, executou em circunstâncias totalmente adversas para salvar, por exemplo, crianças expostas à sombra do inferno; rompendo, destruindo preconceitos, indo além do que supõem ou indicam as regras.”
“A cada momento imaginamos Roncalli rezando, também na presença de terceiros, pedindo a seu chofer que se detenha em frente à sinagoga de Roma para rezar ‘por meus irmãos judeus’”, explica Tenembaum.
“Ou quando recebeu no Vaticano um delegação de judeus, levantou seus braços e exclamou desde a cadeira papal, citando a Bíblia: ‘Sou José, vosso irmão’”.
“Então, novamente: quem sou eu? O que sobrevive, o que fica; o importante, o nobre é destacar o que ‘sobre-vive’, por exemplo: Angelo Roncalli”.
Fonte: Zenit.
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