sexta-feira, 6 de abril de 2012

Um mundo novo

Com a Páscoa o mundo se renova e começa uma nova perspectiva de história, porque o Cristo ressuscitado convoca os cristãos para construir uma humanidade diferente, convencida de que uma vida saudável é possível. Ela tem que ser construída, tendo como base a fé e a visão otimista de futuro. Os critérios devem aqueles fundados no testemunho autêntico de vida.
No caminho da Páscoa, é importante o desapego de ideias antigas, de antigos costumes e normas. É hora de pensar mais alto e olhar para frente com liberdade, com fermento novo e firmar os pés naquilo que é capaz de dar rumo certo aos nossos ideais. Isto é muito difícil quando nos abandonamos no próprio subjetivismo.
No âmbito da fé, sabemos que Deus dá novo sentido para os acontecimentos. Ele é o guia da história, que tira do fracasso um resultado de vitória para a vida. Não é fácil entender os mistérios de Deus, mas eles estão a serviço do bem da criação, especialmente das pessoas, criadas como suas imagens e semelhanças e chamadas para construir o mundo.
Não podemos ficar numa situação de trevas, de incertezas, como aconteceu com os discípulos de Jesus após sua morte na cruz. Não sabiam ainda de sua ressurreição, mesmo sabendo que o sepulcro tinha sido encontrado vazio. Custaram para entender as promessas do Mestre. Nelas estava inscrito que a morte traria vida nova.
Deus vai sempre à contramão dos critérios humanos. O que para nós parece derrota, para Ele é vitória; o que parece fim é começo, e com muito mais força e vigor. A ressurreição de Cristo é recomeço da criação, que depende da continuidade da nossa parte como co-criadores com Deus.
Todos nós estamos em busca de um novo mundo, de uma sociedade transformada e ressuscitada para o bem e para a paz. A Páscoa deve ser vida nova, superior a todo o passado de imperfeições e maldades. É olhar para frente com esperança e na certeza de bons frutos de quem se convence do valor dos seus bons atos.

Autor: Dom Paulo Mendes Peixoto.
Arcebispo eleito de Uberaba.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Apresentado o terceiro relatório sobre a Doutrina Social da Igreja no mundo

Na Sala Paulo VI, repleta, a Universidade Pontifícia Lateranense organizou a apresentação do Terceiro Informe sobre a Doutrina Social da Igreja no mundo.

Assistiram à apresentação numerosas personalidades, como o reitor da Universidade Católica do Sagrado Coração, professor Lorenzo Ornaghi, o secretário da Conferência Episcopal Italiana, dom Mariano Crociata, e o próprio reitor da Universidade Pontifícia Lateranense, dom Enrico Dal Covolo.

O evento foi promovido pelo Movimento Cristão de Trabalhadores (MCL) e apresentado pelo seu presidente, Carlo Costalli. O presidente do Observatório, dom Giampaolo Crepaldi, encerrou o evento.

Dal Covolo resumiu o contexto temático e temporal do relatório ressaltando o debate internacional promovido pela Caritas in Veritate, escolhida como guia.

O ano passado foi marcado pela “grande crise econômica e financeira” e pelas suas consequências extremas, observou ele, particularmente em algumas áreas do planeta. Entre essas consequências estão os comportamentos prejudiciais já denunciados pela encíclica pontifícia, que têm na sua base uma concepção exclusivamente materialista do desenvolvimento e da pessoa em geral.

A bússola do agir humano deve ou deveria ser sempre a caridade que promove a virtude e incentiva a dimensão decisiva da gratuidade, necessária nas relações humanas e sem a qual nenhuma sociedade permanece de pé. Porém, destaca o texto deste ano, a Doutrina Social da Igreja ainda tem vários inimigos, internos e externos.

São as “correntes” denunciadas pelo pontífice na viagem apostólica a Portugal, que prendem massivamente a sociedade civil e até os organismos eclesiais à secularização progressiva da doutrina social.

Para vencer os obstáculos, Dal Covolo considera necessária mais consciência e preparação: o estudo do informe representa uma ocasião valiosa de formação e de crescimento para todos os que hoje estão sinceramente empenhados na construção de uma sociedade política e econômica mais justa.

Já Crepaldi observou que a missão principal do Observatório é gerar “um serviço contínuo em fidelidade ao magistério do Santo Padre”, com ênfase na dimensão do servir, o que inclui o estudo e a conseqüente difusão, inclusive especializada, de tudo o que o pontífice transmite nos seus pronunciamentos e documentos.

O secretário da Conferência Episcopal, dom Crociata, retomou os conteúdos do relatório, recordando em particular o quanto são perniciosas as novas ideologias da sociedade relativista, como as propagadas frequentemente por agências da ONU em matéria de “saúde reprodutiva e filosofia do gênero”.

Crociata mencionou o incômodo debate internacional das últimas semanas sobre a possível licitude do infanticídio, levantado por um artigo de dois pesquisadores italianos em uma notável revista “científica”. Faz sentido escandalizar-se com tais afirmações se já faz décadas que a maior parte dos estados ocidentais legalizaram o aborto, que, para usar as palavras do Concílio Vaticano II, na Gaudium et Spes, é um “abominável delito”? Com que autoridade um Estado pode falar de moralidade se, ao longo de anos, ele foi dos primeiros vetores da imoralidade, permitindo-a abertamente e até promovendo-a, com suas próprias leis?

O professor Ornaghi, por sua vez, falou da elaboração do conceito de “cultura” e das suas consequências públicas, tanto para o bem quanto para o mal.

A Doutrina Social da Igreja, segundo ele, volta a apelar com insistência para a urgência de uma reflexão adequada sobre o desenvolvimento, querendo ampliar os horizontes da cultura que as classes dirigentes dos nossos países frequentemente restringem a um radical positivismo científico. O desenvolvimento, porém, não é apenas o que pode ser medido: Aristóteles, um pagão, ensinava que o ser humano é constitutivamente social, o que o leva, por natureza, a estar com os outros e a se relacionar com os outros. Daqui brota a família como o primeiro corpo social.

Mas como é considerada hoje a família para os fins do desenvolvimento? O papa João Paulo II, no célebre discurso à Unesco em Paris, em 2 de julho de 1980, falava da necessidade de reconhecer um “primado da família”, explicando que ela é “um ambiente criador fundamental de cultura”. Cada nação, segundo João Paulo II, tem a sua soberania mais profunda fundamentada não nos confins geopolíticos que todos vemos, mas na sua cultura histórica e no primado da família dentro da obra da educação, o que frequentemente não vemos.

Para os cristãos, a esperança não é uma ideia, mas uma certeza concreta, porque se fundamenta na própria Revelação. Em nome desta esperança, concluiu Crepaldi, o cardeal Van Thuân ofereceu a vida, desgastando-se pelo bem da Doutrina Social da Igreja após anos de autêntico martírio e sacrifício pessoal

Fonte: Zenit.

Episcopado colombiano comemora libertação de reféns das FARC

O presidente da Conferência Episcopal da Colômbia, em nome de todos os bispos do país, divulgou um comunicado expressando alegria pela libertação de dez policiais e militares, alguns dos quais tinham passado mais de doze anos como reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Os reféns das FARC foram soltos nesta segunda-feira numa única operação, de acordo com Jordi Raich, delegado do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) no país. Raich confirmou que os libertados chegaram ao aeroporto militar de Catam, na localidade de Villavicencio, no helicóptero emprestado pelo governo do Brasil para a missão de resgate. De lá viajaram até Bogotá para receber atendimento médico.

O presidente da Conferência Episcopal da Colômbia, dom Rubén Salazar Gómez, arcebispo de Bogotá, publicou um comunicado em que expressa a sua alegria em nome dos bispos colombianos.

"No contexto da celebração da Páscoa, que é a festa da vida, nós, bispos da Colômbia, nos unimos à alegria que invade hoje a vida de todos os libertos do cativeiro e dos seus familiares e amigos, bem como de todos os colombianos, que não perdem a esperança do retorno de todos os sequestrados à liberdade".

"Exortamos os grupos que ainda mantêm pessoas sequestradas a libertá-las o quanto antes, para que desapareça definitivamente da nossa pátria o crime atroz do sequestro e se consolide o respeito profundo pelos direitos de todos e de cada um dos colombianos, base indispensável para a construção de uma sociedade justa e fraterna".

Dom Gómez considera que "a libertação unilateral de todos os sequestrados é um primeiro passo necessário para iniciar processos de diálogo que permitam à Colômbia exterminar o flagelo da guerra fratricida e avançar pelas estradas da paz, anseio permanente de todos os colombianos".

O comunicado convida "os católicos da Colômbia a viverem intensamente a celebração do mistério da Páscoa como uma passagem da morte para a vida, da escravidão para a liberdade, da inimizade para a irmandade, da divisão para a unidade".

Fonte: Zenit.

Os discípulos do Senhor devem fazer crescer a alegria de ser Cristãos

“Os discípulos do Senhor devem fazer crescer a alegria de ser cristãos, a alegria de pertencer à sua Igreja. Desta alegria nascem também as energias para servir a Cristo nas situações difíceis e de sofrimento”.

Afirmou na Praça de São Pedro em Roma, hoje, 4 de Abril, o Pontífice Bento XVI, durante a Audiência Geral.

O Papa narrou a sua recente viagem ao México e Cuba afirmando “Foram dias inesquecíveis de alegria e esperança, que permanecerão impressos no meu coração!”

Relembrando as filas intermináveis de pessoas nas ruas, que acompanharam com entusiasmo o Bispo de Roma, Bento XVI revelou: “naqueles rostos alegres, naqueles gritos de alegria captei a forte esperança dos cristãos mexicanos, esperança que permanece acessa nos corações ainda nos momentos difíceis de violência, que não deixei de deplorar e às quais vítimas dirigi um triste pensamento, podendo confortar pessoalmente algumas”.

O Santo Padre falou do encontro com as inúmeras crianças e adolescentes, que são “o futuro da Nação e da Igreja”.

“A sua inesgotável alegria, - disse – expressada com estrondosos cantos e músicas, como também o seu olhar e gestos, exprimiam o forte desejo de todos os jovens do México, da América Latina e do Caribe de poder viver em paz, com serenidade e harmonia, numa sociedade mais justa e reconciliada”.

“Exortei todos a confiarem na bondade de Deus Onipontente que pode mudar de dentro, a partir do coração, as situações insuportáveis e obscuras”, sublinhou Bento XVI, e acrescentou “Os mexicanos responderam com a sua ardente fé e, na sua adesão convicta do Evangelho, reconheci mais uma vez sinais consoladores de esperança para o Continente”.

Aos católicos cubanos que, juntamente com toda a população, esperam um futuro sempre melhor, o Santo Padre dirigiu o convite de “dar novo vigor à sua fé e contribuir, com a coragem do perdão e da compreensão, na construção de uma sociedade aberta e renovada, onde haja sempre mais espaço para Deus, porque quando Deus está fora, o mundo se transforma num lugar inóspito para o homem”.

Para todos os cubanos o Pontífice lembrou que Cuba e o mundo “têm necessidade de mudanças”, mas estas só existirão se “cada um se abrir à verdade integral sobre o homem, pressuposto imprescindível para alcançar a liberdade, e decide semear em torno a si reconciliação e fraternidade, fundando a própria vida em Jesus Cristo”.

Porque só Cristo “pode dissipar as trevas do erro, ajudando-nos a afastar o mal e tudo aquilo que nos oprime”.

O Santo Padre concluiu a Audiência geral com uma invocação “Possam o povo Mexicano e aquele cubano tirar frutos abundantes para construir na comunhão eclesial e com coragem evangélica um futuro de paz e de fraternidade”.

Fonte: Zenit.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A brisa leve que vem de Cuba

"A suave brisa fresca" com que o papa Bento XVI comparou a visita de João Paulo II a Cuba trouxe melhorias para a sociedade do país. Uma delas foi o retorno de algumas congregações religiosas, a pedido dos bispos cubanos. Eles não tiveram obstáculos para contar novamente com esse apoio tão valioso.

A congregação dos Irmãos Maristas voltou, mesmo não podendo desenvolver diretamente o seu carisma, já que, ao chegar, foram comunicados de que a educação em Cuba é um assunto resolvido e a cargo do estado. Porém, diante da queda na qualidade educativa durante as duas últimas décadas na ilha, os filhos de Marcelino Champagnat vêm oferecendo serviços gratuitos de reforço escolar, o que é muito apreciado pelas famílias.

Oficialmente, eles estão comprometidos com a pastoral juvenil, razão pela qual ZENIT entrevistou o religioso mexicano Héctor Ávalos Gil, que está em Cuba desde 2001, durante a reunião internacional realizada em Roma como preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2013, no Rio de Janeiro. Secretário executivo da pastoral juvenil da Conferência Episcopal Cubana, ele está muito atento às “novas brisas frescas” e espera levar muitos jovens à JMJ no Brasil.

Os jovens cubanos já estão se preparando para a JMJ do Rio?

- Ir. Ávalos: Sim, os preparativos começaram ainda na missa de envio em Madri. Os jovens cubanos, e com eles a pastoral latino-americana, acolheram o convite com entusiasmo e alegria. Vai ser uma oportunidade para irem mais jovens do continente americano.

Essa JMJ vai ter alguma novidade?

- Ir. Ávalos: Vai, ela vai ser enriquecida pela Semana Missionária, prévia à jornada, como resposta à Missão Continental lançada em Aparecida. Os integrantes da equipe organizadora oferecem um quadro completo de atividades, que pode ser vistas no site rio2013.com.

Como vai ser a participação dos jovens cubanos?

- Ir. Ávalos: A participação deles é muito discreta, mas significativa, por causa da representatividade de todas as dioceses. Para esses eventos internacionais nós contamos com o apoio de igrejas irmãs e de organizações diversas, às quais agradecemos por todo o apoio. Em especial, ao Conselho Pontifício para os Leigos, que nos ajuda a participar das JMJ.

Como as JMJ estão contribuindo com a pastoral juvenil da Igreja?

- Ir. Ávalos: A JMJ tem a sua dinâmica própria e enfatiza o lado festivo, e nós temos que cuidar para que elas não virem puro “turismo religioso”, e conseguir fazer com que Jesus seja o centro da vida dos jovens. A chave para conseguirmos “jovens de Cristo” é a universalidade da igreja, a doação no serviço voluntário, a adoração eucarística, sentir-se amados por Deus no sacramento do perdão e a alegria de celebrar a vida em comunidade.

Os irmãos maristas se dedicam atualmente a que trabalho em Cuba?

- Ir. Ávalos: A nossa missão está acontecendo nas dioceses de Cienfuegos e Havana. Em Cienfuegos nós temos espaços de formação para catequistas, animadores da pastoral juvenil, leigos, missões, entre outros. Em Havana colaboramos na formação de seminaristas, na vida religiosa e com os leigos.

Têm alguma presença nos colégios do estado?

- Ir. Ávalos: Não, nenhuma.

Fonte: Zenit.

Escritório da Caritas no Mali é destruído

A Caritas Mali informou que o seu escritório em Gao, no norte do país, foi destruído junto com a igreja local depois que rebeldes tuaregues tomaram a cidade neste fim de semana.

Apesar do conflito no norte e do golpe do mês passado, a Caritas Internacional informou a ZENIT, em nota, que a Caritas Mali mantém suas operações para ajudar o país na atual emergência alimentar, que é gravíssima.

Os rebeldes tuaregues se apoderaram de três capitais regionais em poucos dias. O principal grupo rebelde é o Movimento Nacional para a Libertação de Azawad (MNLA), que opera junto com o grupo islamita Ansar Edine, vinculado ao braço norte-africano da Al Qaeda.

O padre Jean-Jacques, diretor da Caritas Gao, afirma: "A equipe da Caritas abandonou Gao no sábado. Soubemos pelo nosso vigia, hoje, que o escritório e a igreja foram destruídos".

"Recebemos ligações da pequena comunidade católica em Gao. Agora eles estão escondidos, temendo pela própria vida". O padre Jean-Jacques informa que há cerca de duzentos católicos em Gao.

A capital do Mali está relativamente calma. “Tudo está normal aqui em Bamako”, diz Théodore Togo, secretário geral da Caritas Mali. “Estamos acompanhando a situação no norte. Exceto em Gao e em Mopti, temporariamente, o nosso programa continua ajudando os atingidos pela crise alimentar”.

A Caritas Mali está distribuindo milho, arroz e sorgo, além de sementes para as cem mil pessoas afetadas pela crise alimentar crescente.

"Se os rebeldes limitarem as ações ao norte do país, a maioria dos nossos programas de ajuda poderá continuar conforme o planejado", disse Théodore Togo.

Um golpe no mês passado destituiu o presidente Amadou Toumani Toure, piorando a insegurança no país.

Os membros da Caritas no Níger também estão proporcionando ajuda a refugiados do conflito. A Caritas Internacional continua em contato permanente com o escritório nacional do Mali.


Fonte: Zenit.

Cristãos e Budistas: partilhar a responsabilidade de educar as jovens gerações

Apresentamos a mensagem enviada pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso em ocasião da Festa do Vesakh/Hanamatsuri 2012 A.D/ 2555 B.E., o acontecimento mais importante no calendário religioso budista. O texto é assinado pelo cardeal Jean-Louis Tauran e pelo arcebispo Píer Luigi Celata, respectivamente presidente e secretário do dicastério.


Cristãos e Budistas: partilhar a responsabilidade de educar as jovens gerações
para a justiça e a paz através do diálogo interreligioso


Caros amigos budistas

1. Em nome do Conselho Pontifício para o Diálogo Interreligioso, tenho a alegria de vos apresentar uma vez mais este ano, os bons votos muito cordiais por ocasião do Vesakh/Hanamatsuri. É meu desejo que esta festa anual traga serenidade e alegria ao coração de cada um de vós em todas as partes do mundo.

2. Hoje, cada vez mais, nas aulas do mundo inteiro, estudantes pertencentes a várias religiões e crenças sentam-se lado a lado, aprendendo uns com os outros e uns dos outros. Esta diversidade lança desafios e suscita uma reflexão mais profunda sobre a necessidade de educar os jovens ao respeito e á compreensão das crenças e das praticas religiosas dos outros, a aumentar o conhecimento acerca da própria, a avançar juntos como seres humanos responsáveis e a estar prontos para se unir àqueles que pertencem a outras religiões para resolver os conflitos e promover amizade, justiça, paz e um desenvolvimento humano autentico.

3. Com Sua Santidade o Papa Bento XVI, reconhecemos que a verdadeira educação pode favorecer uma abertura ao transcendente e àqueles que nos circundam. Lá onde a educação é uma realidade, existe umaoportunidade de diálogo, de interrelação e de escuta receptiva dos outros.Neste clima, os jovens sentem-se apreciados por aquilo que são e por aquilo que pode ser o seu contributo; aprendem a crescer na estima pelos seus irmãos e irmãs cujas crenças e pratica religiosa diferem da própria. Quando isto se verifica, daí deriva a alegria de ser pessoas solidárias e cheias de compaixão, chamadas a construir uma sociedade justa e fraterna dando assim esperança ao futuro(cfr. Mensagem para o Dia Mundial da Paz, 1 de Janeiro de 2012).

4. Como budistas, vós transmitis aos jovens a necessária sabedoria de abster-se de prejudicar os outros e de viver uma vida de generosidade e compaixão, uma prática que deve ser apreciada e reconhecida como um dom precioso para a sociedade. Esta é uma maneira concreta com a qual a religião contribui para educar as jovens gerações a partilhar a responsabilidade e cooperar com os outros.

5. È um dado de fato que osjovens são um recurso para cada sociedade. Com a sua autenticidade, encorajam-nos a encontrar uma respostas ás perguntas fundamentais sobre a vida e a morte, a justiça e a paz, o sentido do sofrimento e as razões da esperança. Desta maneira ajudam-nos a progredir na nossa peregrinação para a Verdade. Com o seu dinamismo, enquanto artífices do futuro,eles impulsionam-nos a destruir todos os muros que infelizmente ainda nos separam. Com as suas perguntas alimentam o diálogo entre religiões e culturas.

6. Caros amigos, unimos os nossos corações aos vossos e rezamos para que juntos possamos guiar os jovens, com o nosso exemplo e ensinamento a tornarem-se instrumentos de justiça e paz. Partilhamos a responsabilidade comum que temos em relação á gerações futuras, educando-as a crescer como seres pacíficos e obreiros de paz.

Felice Vesakh/Hanamatsuri.

Jean-Louis Cardinal Tauran
Presidente

Arcivescovo Pier Luigi Celata
Secreário

Fonte: Zenit.