sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Fiéis de Carpineto Romano e da República Checa visitam Papa no Vaticano

Um numeroso grupo de fiéis de Carpineto Romano e da República Checa estiveram presentes ontem na Praça de São Pedro. Os peregrinos quiseram devolver a visita que o Papa Bento XVI lhes fez.
O Papa dirigiu-lhes uma saudação antes da tradicional audiência das quartas-feiras.
Bento XVI renovou sua gratidão aos fiéis de Carpineto Romano, a pequena cidade natal do papa Leão XIII que o pontífice visitou no último dia 5 de setembro. O Papa agradeceu os peregrinos, acompanhados por seu bispo Dom Lorenzo Loppa, “pela calorosa acolhida” e desejou que “a lembrança daquela visita, cheia de significado eclesial e espiritual, reavive em cada um o desejo de aprofundar cada vez mais a vida de fé”.
O pontífice convidou os fiéis de Carpineto a continuar segundo os ensinamentos de Leão XIII, seu “ilustre concidadão”, “cuja valente ação pastoral suscitou uma renovação providencial do compromisso dos católicos na sociedade”.
“Não se cansem de confiar-se a Cristo e de anunciá-lo com sua própria vida, em família e em cada ambiente. Isto é o que os homens, ainda hoje, esperam da Igreja”, disse.
Depois, dirigindo-se aos peregrinos checos, lhes assegurou que conserva “uma querida e grata lembrança daquela agradável viagem a seu belo país”, aludindo à visita que realizou à República Checa de 26 a 28 de setembro de 2009.
Bento XVI afirmou que voltou impressionado não somente com os católicos, mas também com aqueles que, mesmo estando afastados da Igreja, manifestaram uma atenta consideração a sua pessoa e estão em busca de valores humanos espirituais autênticos.
“Rezo para que o Senhor torne frutíferas as graças daquela viagem e desejo que o povo cristão da República Checa prossiga, com ardor renovado, dando um valente testemunho evangélico por todos os lugares”.
Estavam presentes na basílica perto de 1.500 checos, entre eles o cardeal Miloslav Vlk, arcebispo emérito de Praga; todos os bispos checos, e o cardeal Giovanni Coppa, que durante muito tempo foi núncio apostólico na República Checa.

Fonte: Zenit.

Eucaristia: lugar de encontro da Igreja dos Estados Unidos e Cuba

Dois bispos de origem cubana, um nos Estados Unidos e outro em Cuba, encontraram-se no sul da Flórida para planejar uma maior colaboração entre a Igreja dos dois países. Os dois imigraram quando crianças desde a ilha de Cuba aos Estados Unidos na operação chamada Peter Pan.
O bispo cubano Arturo González está nos Estados Unidos para celebrar missas e reunir-se com sacerdotes católicos, dentro do processo de aproximação entre as duas presenças da Igreja na América do Norte.
“A meta desta missão é precisamente descobrir e os vínculos que unem os cubanos em qualquer parte do mundo, disse o bispo aos jornalistas.
O arcebispo Thomas Wenski deu as boas-vindas ao clero numa missa na última segunda-feira.
Dom Wenski afirmou, diante de 200 fiéis, que a Igreja Católica sobrevive em Cuba a pesar da “situação difícil” que teve de enfrentar. Ele participou da inauguração das novas instalações do Seminário de Havana, formando parte de uma delegação da Conferência Episcopal dos Estados Unidos.
Dom Arturo González chegou acompanhado por três sacerdotes e uma religiosa, de acordo com o porta-voz da Arquidiocese de Miami.
Segundo informou o jornal Miami Herald, os encontros no sul da Flórida entre cubanos de um e de outro lado do Caribe, são o objetivo da visita de quatro dias. O encontro pretende melhorar a compreensão e promover a solidariedade.
Os bispos ofereceram uma conferencia de imprensa no Santuário de Nossa Senhora da Caridade, em Coconut Grove.
“O objetivo desta comissão é precisamente descobrir e ajudar a descobrir os laços que unem os cubanos”, disse Dom González.
Com relação à libertação de prisioneiros de Cuba, Dom González afirmou que a Igreja cubana tem feito o que deve, empenhando-se há anos nessa tarefa.Ele rebateu assim as críticas contra a Igreja cubana e o governo da Espanha, que participa no processo de libertação.
“Recebemos uma promessa de que este processo de libertação vai continuar. Já há um grande número de presos libertados. Houve uma oferta de liberdade para prisioneiros que desejavam sair do país e para aqueles que queiram permanecer também”, acrescentou o bispo.
Os bispos González e Estévez, que imigraram a Miami quando crianças na Operação Peter Pan, falaram também de futuros objetivos da Igreja em Cuba e no sul da Flórida. “É um grande desafio para a Igreja cubana depois de cinqüenta anos de vida limitada”, comentou Estévez, titular do santuário de Coconut Grove.
“Os bispos de Cuba desejam que o Papa nos visite”, disse, acrescentando que s prelados de seu país mandaram um convite ao Vaticano, num esforço conjunto com a Igreja da República Dominicana. Seria a primeira visita papal desde a viagem de João Paulo II à Cuba, em 1998.
Estévez confirmou que a Arquidiocese está considerando uma possível peregrinação a Cuba em 2012, pelo 400º aniversario da aparição de Nossa Senhora da Caridade do Cobre.

Fonte: Zenit.

Igreja em Portugal estuda ampliar ação social

Os bispos de Portugal estudam a criação de um observatório nacional de ação social, para identificar melhor as necessidades da população em tempo de crise.
Foi o que adiantou nessa quarta-feira aos jornalistas o padre Manuel Morujão, secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), ao informar sobre a assembleia plenária do organismo, que decorre em Fátima.
Segundo informa Agência Ecclesia, os grandes objetivos do Observatório seriam, diante do aumento dos pedidos de ajuda por parte da população, identificar necessidades e gerir apoios.
“A Igreja, quando vê que pode ajudar, deve ajudar e é isso que quer fazer”, disse o secretário da CEP.
“A ação social da Igreja é uma fatia da resolução da crise com um dinamismo e uma amplidão espantosa”, afirmou.
Algumas áreas contempladas pelas ajudas de emergência são alimentação, vestuário, moradia e medicamentos.
Nesse contexto de ação assistencial está também a regulamentação do Fundo Social Solidário, que, anunciado em julho, recolheu até o momento cerca de 62 mil Euros, um montante que a CEP espera que “vá engrossando”.
“Os pedidos às várias instituições ligadas à Igreja têm crescido, nalguns pontos têm crescido para o dobro nestes últimos meses”, afirmou padre Morujão, alertando para a “pobreza envergonhada”.
Crise econômica
Em comunicado divulgado pela CEP nesta quinta-feira, ao final de sua assembleia plenária, os bispos convidam todos a enfrentar a “grave situação que o nosso País atravessa, inevitavelmente prolongada”, com “espírito patriótico de coesão responsável”.
“O bem comum da nação assume prioridade nos critérios da construção do nosso futuro. Lucros indevidos, meros proveitos eleitorais e resultados oportunistas não servem a recuperação nacional”, afirmam os prelados.
Segundo a CEP, “as medidas de austeridade, para merecerem acolhimento benévolo dos cidadãos, têm de ser acompanhadas de forte intervenção na correção de desequilíbrios inaceitáveis e de provocantes atentados à justiça social”.
“É hora para pôr cobro à atribuição de remunerações, pensões e recompensas exorbitantes, ao lado de pessoas a viver sem condições mínimas de dignidade.”
“Os Bispos propõem caminhos de conversão, dentro do autêntico espírito evangélico, como grande esperança para o futuro. Todos devem sentir-se responsáveis pelas causas motivadoras da atual situação, uma vez embarcados no consumismo do supérfluo e seduzidos pelos bens materiais como centro de uma vida feliz.”
“É hora para repensar as atitudes éticas e cívicas com lucidez vigorosa, com coragem para congregar as energias necessárias no esforço de reformas profundas no estilo de vida, e alicerçada com esperança no humanismo aberto à transcendência e para muitos alimentada no Pai comum que a todos irmana”, afirma o comunicado.
A CEP compromete-se “a um trabalho de coordenação e articulação dos diversos organismos eclesiais, presentes em cada diocese, para corresponderem com qualificada vitalidade e competente prontidão às situações dos mais desfavorecidos”.

Fonte: Zenit.

A especificidade da arte sacra

Que significa “arte sacra”? A definição do conceito de “arte” é muito complexa. Difícil é também a conotação da noção de “sacro”. Obter uma resposta à pergunta inicial mediante a soma das definições do substantivo “arte” e do adjetivo “sacro” é particularmente árduo e, talvez, infrutífero. Fecundo, em contrapartida, é buscar a identidade da arte sacra nos documentos magisteriais, seguindo seu percurso quase topográfico, em que, mediante observações progressivas, descobre-se qual é o lugar e a finalidade específica da própria arte sacra.
Pode ser útil partir de um documento do Concílio Vaticano II, a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, em que lemos: “dedicando-se às várias disciplinas da história, filosofia, ciências matemáticas e naturais, e cultivando as artes, pode o homem ajudar muito a família humana a elevar-se a concepções mais sublimes da verdade, do bem e da beleza e a um juízo de valor universal” (n. 57).
A arte se coloca entre as disciplinas que elevam o homem, e portanto possui uma autêntica conotação humanística, entendendo o humanismo como cultivatio animi. Esta elevação da família humana acontece mediante o conhecimento do verdadeiro, do bem e do belo. Está clara a referência às características transcedentais do ser, quer dizer, a essas características possuídas por todo aquele que é enquanto é, ou seja, a verdade, a bondade e a beleza, que são perfeições compartilhadas por Deus com toda criação. Está também que a arte se define por uma singular relação com a beleza.
Dado que a noção de arte é muito vasta e plural, é útil fazer referência à distinção entre artes liberais (as artes teóricas, que não implicam um trabalho físico, como a poesia) e as artes mecânicas (as artes que implicam trabalho manual, como a escultura e a pintura). Contudo se trata de uma distinção que o Renascimento já demonstrou superar.
É necessário também enfrentar a distinção entre artes úteis e artes belas. As artes úteis estão dirigidas a fins práticos, enquanto que as artes belas estão dirigidas à beleza. A arte, portanto, vai-se precisando em sua identidade específica, por uma relação particular com a beleza. E é precisamente neste contexto das belas artes onde devemos buscar o lugar da arte sacra. De fato, a beleza da arte expressa a beleza do criado e, por isso mesmo, do Criador, e está portanto constitutivamente aberta em relação a Deus.
Dentro das belas artes se distingue a arte religiosa, quer dizer, uma arte que expressa um sentimento religioso. Dentro, ou melhor, no cume da arte religiosa encontramos finalmente a arte sacra. Aqui torna-se iluminador citar a Constituição sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium, do Concílio Vaticano II: “entre as mais nobres atividades do espírito humano estão, de pleno direito, as belas artes, e muito especialmente a arte religiosa e o seu mais alto cimo, que é a arte sacra” (n. 122).
Poderíamos dizer que entre a obra de arte religiosa e a obra de arte sacra existe a mesma relação que une e separa uma poesia que fala de Deus e uma oração: também a oração é bela, como a poesia, mas tem uma identidade específica diferente. O adjetivo “sacro” atribui-se de fato ao culto, aos ritos, aos lugares, precisamente, sacris, e da mesma forma à arte sacra e suas obras. A arte religiosa converte-se em sacra quando está dirigida ao culto sagrado, ao rito sagrado, para que “sirva com a devida reverência e a devida honra às exigências dos edifícios e ritos sagrados” (n. 123).
Portanto, a arte sacra é integramente arte, mas encontra sua identidade na sacralidade do rito ao que está destinada e que a molda por inteiro, de modo que uma obra de arte sacra deve ser de forma autêntica uma obra de arte, deve de fato estar íntima e completamente dirigida à sacralidade, deve-se fazer espelho das verdades da fé, deve-se fazer celebração e liturgia. Isso impõe uma conotação peculiar da própria obra de arte, tanto que nos documentos magisteriais encontramos também as indicações para distinguir ulteriormente a arte sacra em “autêntica” e “não autêntica”. Este caminho, que leva para uma arte não só bela mas também boa e verdadeira, realista sem exageros, simbólica sem abstrações, é tão importante que precisa de um tratamento à parte.
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* Rodolfo Papa é historiador da arte, professor de história das teorias estéticas na Universidade Urbaniana, em Roma; presidente da Accademia Urbana delle Arti. Pintor, autor de ciclos pictóricos de arte sacra em várias basílicas e catedrais. Especialista em Leonardo Da Vinci e Caravaggio, é autor de livros e colaborar de revistas.

Fonte: Zenit.

Papa pede a G20 medidas justas para sair da crise

Bento XVI desejou que o G20 seja consciente de que a eficácia dos instrumentos adotados contra a crise depende de que sejam destinados a um autêntico progresso humano.
O Papa enviou uma mensagem a Lee Myung-bak, presidente da Coréia do Sul, sede do encontro que começa hoje em Seul.
Na mensagem, publicada no L'Osservatore Romano, o pontífice constata que o mundo espera que o G20 “adote instrumentos adequados para sair da crise, com acordos comuns que não privilegiem alguns países em detrimento de outros”.
“As soluções adotadas só funcionarão se, em última análise, estiverem destinadas a buscar o mesmo objetivo: o autêntico e integral desenvolvimento humano", destaca Bento XVI
Para que sejam eficazes, tais instrumentos “deverão ser aplicados com sinergia e, principalmente, respeitando a natureza do homem”, acrescentou Bento XVI.
Na mensagem, o Papa animou os líderes do G20 a enfrentar os problemas “de uma maneira coerente com as razões mais profundas da crise financeira atual”. E, mais adiante, “ tendo em consideração as conseqüências das medidas que se adotem para compensar a crise e na busca de soluções duradouras, sustentáveis e justas’.
Na opinião de Bento XVI, é “decisivo” demonstrar que, “também, graças à crise, o homem amadureceu a ponto de reconhecer que os sistemas e culturas podem e devem convergir em uma visão compartilhada da dignidade humana, que respeite as leis e exigências pensadas por Deus criador”.
O Papa inicia sua mensagem destacando a celebração do G20 como “um sinal eloqüente da relevância e da responsabilidade adquiridas pela Ásia no cenário internacional no começo do século XXI”.
Dirigindo-se ao presidente da Coreia do Sul, Bento XVI considerou a escolha o país como sede e presidente da cúpula “um reconhecimento do significativo nível de desenvolvimento alcançado pela Coreia, que é o primeiro país, entre os que pertencem ao G8, em receber o G20 e guiar suas decisões no mundo depois da crise”.
O Papa relembra que os mandatários reunidos nesta cúpula ‘buscam soluções para resolver questões complexas, das quais depende o futuro das próximas gerações e que também requerem a cooperação de toda a comunidade internacional, baseadas no reconhecimento – que é compartilhado e aceito por todos os povos – da primazia e centralidade do valor da dignidade humana, o objetivo final de suas decisões”.
Bento XVI conclui sua mensagem afirmando: “O G20 responderá às expectativas e terá êxito se souber delinear as características do bem comum universal e demonstrar a vontade de cooperar para alcançá-lo”.

Fonte: Zenit.

Papa incentiva instituição de uma comissão bilateral entre Santa Sé e Irã

Bento XVI incentiva a instituição de uma comissão bilateral Santa Sé - Irã, na carta que enviou ao presidente da República Islâmica do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.
O texto, divulgado hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé, foi entregue ao presidente iraniano pelo presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, cardeal Jean-Louis Tauran, durante um encontro realizado no dia 9 de novembro, em Tehran.
"Tenho certeza de que a criação de uma comissão bilateral será especialmente útil no tratamento de questões de interesse comum, incluindo a o status jurídico da Igreja Católica em seu país", declara o Pontífice na carta.
"Os católicos presentes no Irã e os que estão espalhados pelo mundo realizam esforços para colaborar com seus concidadãos, para contribuir leal e honestamente para o bem comum das sociedades nas quais vivem, convertendo-se em construtores de paz e de reconciliação", recorda.
Neste espírito, expressa "a esperança de que as relações cordiais já felizmente existentes entre a Santa Sé e o Irã continuem progredindo, assim como as da Igreja local com as autoridades civis".
Na carta ao presidente do Irã, Bento XVI se mostra profundamente certo de que "o respeito à dimensão transcendente da pessoa humana é uma condição indispensável para a construção de uma ordem social justa e uma paz estável".
"De fato, a relação com Deus é o fundamento último da inalienável dignidade e do caráter sagrado de toda vida humana", acrescenta.
"Quando a promoção da dignidade da pessoa humana é a principal inspiração da atividade política e social que está comprometida na busca do bem comum, criam-se fundamentos sólidos e duradouros para construir a paz e a harmonia entre os povos."
A paz, recorda o Bispo de Roma, "é, antes de tudo, um dom de Deus, que se solicita na oração, mas também é o resultado dos esforços das pessoas de boa vontade".
"Desse ponto de vista - destaca -, os crentes de todas as religiões têm uma responsabilidade especial e podem desempenhar uma função decisiva, cooperando em iniciativas comuns."
E acrescenta: "O diálogo inter-religioso é um caminho fundamental para a paz".
Neste contexto, o Papa recorda a Assembleia Especial para o Oriente Médio, do Sínodo dos Bispos, realizada no Vaticano de 10 a 24 de outubro.
E qualifica como "um momento significativo de reflexão e partilha sobre a situação no Oriente Médio e sobre os grandes desafios das comunidades católicas presentes lá".
"Em alguns países - constata -, essas comunidades enfrentam circunstâncias difíceis, discriminação e inclusive violência, e carecem da liberdade para viver e professar publicamente sua fé."
E indica: "Tenho certeza de que o trabalho do Sínodo trará bons frutos para a Igreja e para o conjunto da sociedade".
A carta responde a uma mensagem que o presidente do Irã havia dirigido ao Papa. Como explica o Pontífice no início, tem como objetivo "reconhecer as cordiais palavras de saudação e as reflexões" que o presidente enviou a Bento XVI pelos "bons ofícios" do vice-presidente do Irã, Hojjat ol Eslam Haj Sayyed Mohammad Reza Mir Tajjadini.
O cardeal Tauran participou do 7º Colóquio do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso com o Centro para o Diálogo Inter-Religioso do Islamic Culture and Relations Organization.
Este encontro foi realizado na capital do Irã entre os dias 9 e 11 de outubro, com o tema "Religião e sociedade: perspectivas cristãs e muçulmanas".
Durante a recepção do presidente Ahmadinejad ao cardeal Tauran, na qual o purpurado lhe entregou a carta do Papa, na última terça-feira, destacou-se a necessidade de promover a colaboração entre cristãos e muçulmanos ao serviço da paz no mundo.

Fonte: Zenit.

Papa incentiva instituição de uma comissão bilateral entre Santa Sé e Irã

Bento XVI incentiva a instituição de uma comissão bilateral Santa Sé - Irã, na carta que enviou ao presidente da República Islâmica do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.
O texto, divulgado hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé, foi entregue ao presidente iraniano pelo presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, cardeal Jean-Louis Tauran, durante um encontro realizado no dia 9 de novembro, em Tehran.
"Tenho certeza de que a criação de uma comissão bilateral será especialmente útil no tratamento de questões de interesse comum, incluindo a o status jurídico da Igreja Católica em seu país", declara o Pontífice na carta.
"Os católicos presentes no Irã e os que estão espalhados pelo mundo realizam esforços para colaborar com seus concidadãos, para contribuir leal e honestamente para o bem comum das sociedades nas quais vivem, convertendo-se em construtores de paz e de reconciliação", recorda.
Neste espírito, expressa "a esperança de que as relações cordiais já felizmente existentes entre a Santa Sé e o Irã continuem progredindo, assim como as da Igreja local com as autoridades civis".
Na carta ao presidente do Irã, Bento XVI se mostra profundamente certo de que "o respeito à dimensão transcendente da pessoa humana é uma condição indispensável para a construção de uma ordem social justa e uma paz estável".
"De fato, a relação com Deus é o fundamento último da inalienável dignidade e do caráter sagrado de toda vida humana", acrescenta.
"Quando a promoção da dignidade da pessoa humana é a principal inspiração da atividade política e social que está comprometida na busca do bem comum, criam-se fundamentos sólidos e duradouros para construir a paz e a harmonia entre os povos."
A paz, recorda o Bispo de Roma, "é, antes de tudo, um dom de Deus, que se solicita na oração, mas também é o resultado dos esforços das pessoas de boa vontade".
"Desse ponto de vista - destaca -, os crentes de todas as religiões têm uma responsabilidade especial e podem desempenhar uma função decisiva, cooperando em iniciativas comuns."
E acrescenta: "O diálogo inter-religioso é um caminho fundamental para a paz".
Neste contexto, o Papa recorda a Assembleia Especial para o Oriente Médio, do Sínodo dos Bispos, realizada no Vaticano de 10 a 24 de outubro.
E qualifica como "um momento significativo de reflexão e partilha sobre a situação no Oriente Médio e sobre os grandes desafios das comunidades católicas presentes lá".
"Em alguns países - constata -, essas comunidades enfrentam circunstâncias difíceis, discriminação e inclusive violência, e carecem da liberdade para viver e professar publicamente sua fé."
E indica: "Tenho certeza de que o trabalho do Sínodo trará bons frutos para a Igreja e para o conjunto da sociedade".
A carta responde a uma mensagem que o presidente do Irã havia dirigido ao Papa. Como explica o Pontífice no início, tem como objetivo "reconhecer as cordiais palavras de saudação e as reflexões" que o presidente enviou a Bento XVI pelos "bons ofícios" do vice-presidente do Irã, Hojjat ol Eslam Haj Sayyed Mohammad Reza Mir Tajjadini.
O cardeal Tauran participou do 7º Colóquio do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso com o Centro para o Diálogo Inter-Religioso do Islamic Culture and Relations Organization.
Este encontro foi realizado na capital do Irã entre os dias 9 e 11 de outubro, com o tema "Religião e sociedade: perspectivas cristãs e muçulmanas".
Durante a recepção do presidente Ahmadinejad ao cardeal Tauran, na qual o purpurado lhe entregou a carta do Papa, na última terça-feira, destacou-se a necessidade de promover a colaboração entre cristãos e muçulmanos ao serviço da paz no mundo.

Fonte: Zenit.