quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Nomeado bispo auxiliar de Porto Alegre (Brasil)

Segundo informou a Santa Sé nesta quarta-feira, Bento XVI nomeou o frei Jaime Spengler, da Ordem dos Frades Menores (OFM), bispo auxiliar da arquidiocese de Porto Alegre (Rio Grande do Sul).
Atual pároco da paróquia Bom Jesus dos Perdões e Guardião da Fraternidade Franciscana Bom Jesus em Curitiba (Paraná), frei Jaime nasceu em Gaspar (Santa Catarina), em 6 de setembro de 1960. Ingressou no seminário Frei Galvão, em Guaratinguetá (São Paulo) em 1980 e emitiu seus primeiros votos em 1983.
Frei Jaime fez os cursos de filosofia e teologia em Petrópolis (Rio de Janeiro) e foi ordenado padre em 17 de novembro de 1990. De 1991 a 1995 foi mestre dos postulantes e professor no Seminário Frei Galvão. Em Roma, fez o doutorado de filosofia na Pontifícia Universidade Antonianum. Foi vice-reitor e professor do Instituto Filosófico São Boaventura, em Campo Largo (Paraná).
Em 2002, foi nomeado Guardião da Fraternidade de Campo Largo e, em 2003, transferido para o Convento Bom Jesus dos Perdões, em Curitiba, como Guardião, vigário paroquial e professor de filosofia no Centro Universitário Franciscano do Paraná.
Em entrevista ao site Franciscanos divulgada nesta quarta-feira, frei Jaime explica o que significa ser bispo, como frade menor.
“Penso que significa, antes de tudo, se colocar a serviço. A serviço de uma realidade, de uma porção do povo de Deus, que toma forma na figura jurídica, denominada diocese. Eu creio que o frade menor, como está na nossa Regra Franciscana, é aquele que promete obediência e reverência ao Senhor Papa Honório e seus sucessores.”
“Penso que o bispo, e o bispo frade menor, não pode fugir deste espírito, desta indicação. Ser um frade menor bispo é se colocar como menor entre os menores. E ali entre os menores ser uma presença evangélica. Com simplicidade e na alegria, ir ao encontro das pessoas, estar próximo das pessoas, sentir e participar de suas alegrias e esperanças”, afirma o religioso.

Fonte: Zenit.

Obra de Gaudí “remete ao céu”

Na audiência geral de hoje, o Papa fez um balanço de sua visita à Espanha. Ao comentar sua ida a Barcelona, confessou ficar impressionado ao celebrar a Missa na famosa Sagrada Família, de Antoni Gaudí.
"Ao contemplar a grandiosidade e a beleza deste edifício, que convida a elevar o olhar e a alma ao alto, a Deus, eu recordava as grandes construções religiosas, como as catedrais do Medievo, que marcaram profundamente a história e a fisionomia das principais cidades da Europa", afirmou.
"Essa obra esplêndida - riquíssima em simbologia religiosa, preciosa no entretecido das formas, fascinante no jogo de luzes e cores - quase uma imensa escultura em pedra, fruto da profunda fé, da sensibilidade espiritual e do talento artístico de Antoni Gaudí."
A Sagrada Família "remete ao verdadeiro santuário, o lugar do culto real, o céu, onde Cristo entrou para aparecer diante de Deus a nosso favor", declarou.
"Nesse edifício tão importante, ele colocou sua própria genialidade ao serviço do belo. De fato, a extraordinária capacidade expressiva e simbólica das formas e dos motivos artísticos, como também as inovadoras técnicas arquitetônicas e esculturais, evocam a Fonte suprema de toda beleza."
O mais impressionante foi que esta obra também transformou a vida de Gaudí, como destacou o Papa: "Desde o momento em que aceitou a tarefa de construção dessa igreja, sua vida foi marcada por uma mudança profunda. Ele empreendeu, assim, uma intensa prática de oração, jejum e pobreza, advertindo a necessidade de preparar-se espiritualmente para conseguir expressar na realidade material o mistério insondável de Deus".
"Pode-se dizer que, enquanto Gaudí trabalhava na construção do templo, Deus construía nele o edifício espiritual, reforçando-o na fé e aproximando-o cada vez mais da intimidade de Cristo."
"Inspirando-se continuamente na natureza, obra do Criador, e dedicando-se com paixão a conhecer a Sagrada Escritura e a liturgia, soube realizar no coração da cidade um edifício digno de Deus e, por isso mesmo, digno do homem", afirmou o Pontífice.
Apoiar a família
Ao comentar sua visita à Obra do Nen Déu, o Papa afirmou que esta é "uma iniciativa antiquíssima, muito ligada a essa arquidiocese, onde se cuida, com profissionalismo e amor, de crianças e jovens portadores de deficiência".
"Suas vidas são preciosas aos olhos de Deus e nos convidam constantemente a sair do nosso egoísmo", reconheceu.
"Nessa casa, fui partícipe da alegria e da caridade profunda e incondicional das Irmãs Franciscanas dos Sagrados Corações, do generoso trabalho de médicos, educadores e de tantos outros profissionais e voluntários, que trabalham com dedicação elogiável nessa instituição."
Finalmente, o Papa afirmou que um dos seus pensamentos mais importantes nesta viagem foi a situação da família.
"Enquanto estava em Barcelona, rezei intensamente pelas famílias, células vitais e esperança da sociedade e da Igreja. Recordei também aqueles que sofrem, em particular neste momento de sérias dificuldades econômicas."
Neste sentido, convidou os jovens a descobrir "a beleza, o valor e o compromisso do matrimônio, no qual um homem e uma mulher formam uma família que, com generosidade, acolhe a vida e a acompanha desde sua concepção até seu término natural".
"Tudo o que se faz para apoiar o matrimônio e a família, para ajudar as pessoas mais necessitadas, tudo o que aumenta a grandeza do homem e sua dignidade inviolável contribui para o aperfeiçoamento da sociedade. Nenhum esforço é feito em vão, neste sentido", concluiu.

Fonte: Zenit.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Iraque: Novos atentados contra cristãos em Bagdá

No último domingo, dia 7 de novembro, celebrou-se a primeira missa na catedral católica síria de Bagdá, uma semana depois do massacre que matou 58 pessoas. Neste mesmo dia mais dois cristãos foram assassinados a tiros.
Louay Daniel Yacoub, de 49 anos, foi morto diante da porta de seu apartamento por desconhecidos; assim como outro cristão ainda não identificado.
Na sexta-feira, durante a oração, em todas as mesquitas de Kirkuk, no norte do país, condenou-se o “bárbaro atentado” conta a catedral católica de Bagdá.
Os líderes religiosos e o arcebispo de Kirkuk, Dom Louis Sako, condenaram o massacre do dia 31 de outubro. As autoridades muçulmanas pediram que se respeite o “mosaico” de etnias e religiões iraquianas.
Os próprios imames pediram aos muçulmanos que protegessem os cristãos, a quem qualificaram como “modelos de lealdade”.
Os cristãos de Bagdá afirmaram, no domingo, a força de sua fé, pouco depois do assassinato de mais de 50 fiéis e três sacerdotes. As ameaças da organização terrorista Al-Qaeda não fizeram efeito nas “pedras vivas” da fé cristã naquele país martirizado pelo terrorismo e pela violência.
Centenas de velas – informava a agencia France Presse (AFP) – formavam uma cruz gigante e no centro era possível ler os nomes das vítimas do massacre do domingo anterior.
Depois de atribuir a autoria do atentado, o grupo auto-denominado Estado Islâmico no Iraque, organização que abriga insurgentes que atuam sob o comando da Al-Qaeda, decretou que os cristãos eram já “objetivos legítimos”.
Traumatizados pelo terrível atentado, numerosos fiéis, num primeiro momento, manifestaram seu desejo de fugir do Iraque, como fizeram antes 300.000 dos 450.000 cristãos que viviam em Bagdá em 2003, antes da invasão liderada pelos Estados Unidos.
O arcebispo ortodoxo iraquiano Athanasios Dawood, em Londres, pediu aos cristãos, num pronunciamento à BBC, neste domingo, que abandonem o Iraque depois do atentado do dia 31 de outubro.
Trinta e sete fiéis da paróquia atacada foram levados a Paris, para serem hospitalizados.

Fonte: Zenit.

Oração especial pelos toxicômanos

Cidade do Vaticano – A Igreja Católica faz um apelo para que as orações, neste mês de novembro, sejam dedicadas especialmente aos usuários de droga. As pessoas que sofrem de qualquer tipo de dependência química estão no centro das intenções gerais de oração do Papa durante o mês que acaba de iniciar.

O Santo Padre dedicará grande parte das suas orações desse mês para que as vítimas das drogas e de quaisquer outras dependências encontrem, na potência de Deus Salvador, a força necessária para mudarem radicalmente de vida, encontrando também apoio na comunidade cristã.

Em entrevista à Rádio Vaticano, o professor Giovanni Paolo Ramonda, responsável pela Comunidade João XIII, homem que dedica sua vida a acolher as pessoas, disse que a carência de pai e de mãe durante a crise de identidade dos pré-adolescentes e adolescentes faz com que tal crise evolua a um desconforto existencial mais grave, o qual poderá assumir a forma de anorexia, bulimia, dependência de droga, ou, nos casos mais extremos, suicídio.

Relembrando as palavras do fundador da Comunidade pela qual responde, Dom Oreste Benzi, disse que "um bom marido é o que ama profundamente a sua esposa, e uma boa esposa é a que ama profundamente seu marido". "Os filhos – explicou ele – desejam isso profundamente, e quando isso falta (de acordo com relatos dos jovens dependentes químicos que atendemos), as conseqüências podem ser uma rebeldia desmedida, que vai ou pelo caminho da violência, ou por aquele da adição química."

O Professor falou ainda sobre a dependência dos jogos de azar, que agora acharam na internet mais um veículo, classificando este tipo de vício como "um verdadeiro drama" e criticando o Estado que, de um lado chama à moralidade, enquanto de outro faz publicidade para esse tipo de atividade.

Ele falou ainda sobre o corpo e a sexualidade, relembrando que esta deve ser fundada em uma educação sadia, equilibrada, inteligente, vinda, em um primeiro momento, dos pais, depois, das escolas. "O corpo – disse ele – não é algo de negativo, de feio, mas de positivo". "É um dom de Deus" e deve ser cuidado como tal.

Fonte: Rádio Vaticano

Presença dos leigos é contributo para humanização da vida pública

Ao reconhecer que “o Estado e o poder político não são os únicos responsáveis no governo da nação”, Dom Jorge Ortiga afirma que “o espírito de missão e de humanidade impõe que todas a forças e todos os quadrantes colaborem em ordem ao bem comum”.
O presidente da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) abriu nessa segunda-feira os trabalhos da assembleia plenária do organismo, de decorre até quinta-feira em Fátima.
Em seu discurso, o arcebispo de Braga defendeu a presença de leigos cristãos “na vida política, cultural, econômica, financeira, na comunicação social”, o que “será certamente um contributo em ordem à humanização da vida pública”.
“Um laicado, em sintonia com o Evangelho e com a doutrina social da Igreja, exercerá certamente uma força positiva na resolução dos problemas do nosso país.”
O arcebispo manifestou sua “perplexidade pela falta de verdade nos centros de decisão da gestão pública, pela ausência de vontade em solucionar os desafios atuais e pela ânsia obsessiva do lucro que conduz à desumanização da vida”.
“Inverdade frequentemente resultante de querelas pessoais e de jogos político-partidários pouco transparentes, que aprisionam os líderes aos interesses instalados nas estruturas público-privadas.”
“A comunidade humana não pode pactuar com a teoria dos consensos políticos mínimos que geralmente não resultam em soluções sustentadas. O apelo à justiça e à igualdade surge esvaziado de conteúdo porque sem resultados práticos”, afirmou.
Dom Jorge Ortiga assinalou que as novas gerações “não têm expectativas em relação ao futuro, quer pela falta de trabalho, quer por falta de horizontes para a vida”, e que os centros sociais e lares cada vez mais se enchem de pessoas que já não têm lugar à mesa das suas famílias.
“Surgem novas formas de liberalização e de imposição forçada de uma cultura da morte sem precedentes e minimalista, em que as propostas conduzem tendencialmente para a desumanização das relações humanas”, advertiu.
Segundo o presidente da CEP, neste contexto de incerteza, “o apelo da Igreja à «verdade na caridade» (Bento XVI) faz todo o sentido. A verdade é um imperativo colocado a todos, é um ato de honestidade, sobretudo ao nível dos centros de decisão dos diversos cargos políticos, econômicos, sociais e culturais”.
O prelado advertiu que “aí falta, por vezes, uma verdade objetiva que é relativizada em detrimento do prestígio e do protagonismo pessoal”.
“Sem o testemunho nem os exemplos das lideranças, como se poderá exigir sacrifícios às pessoas? Não serão necessários esforços de concertação e de mobilização na procura de um modelo social que perdure e dê esperança à geração presente e futura?”, questionou.
A Igreja – prossegue o arcebispo – “continuará a anunciar a Páscoa do Senhor, na expectativa de cumprirmos o mandato do amor de Cristo, de realizar as bem-aventuranças no quotidiano das pessoas, nos locais onde as estruturas do Estado não chegam ou desistem de chegar”.
“Com todas as dificuldades e entraves que surjam, nas nossas paróquias ou dioceses, procuraremos realizar o Evangelho e marcar presença onde a vida humana é desrespeitada e debilitada por falta de bens e por ausência de sentido para a vida.”
“Cabe-nos a responsabilidade apostólica de propor com desassombro a beleza do Evangelho de Cristo aos crentes e à humanidade e de semear a possibilidade de uma vida feliz para todos”, considera o presidente da CEP.

Fonte: Zenit.

Estreia hino da Jornada Mundial da Juventude 2011

“Firmes na Fé”, cantado na vigília da Almudena, padroeira de Madri

O hino e a trilha sonora da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri 2011 estreou ontem, véspera da festa de Nossa Senhora da Almudena, padroeira de Madri.
Com o título "Firmes na fé", o hino foi interpretado pela Joven Orquesta de la Comunidad de Madrid (JORCAM) e pelo coral da Escolanía de El Escorial. Ambos os grupos gravaram o hino que será distribuído a partir do dia 19 de novembro.
"Firmes na fé" acompanhará os jovens na preparação e na realização da JMJ de Madri. Está inspirado no texto de São Paulo - "Enraizados e edificados n'Ele... firmes na fé" (Col 2,7) - escolhido por Bento XVI como tema da JMJ Madri 2011.
O autor da letra é o bispo auxiliar de Madri, César Franco, coordenador geral da JMJ.
Para Dom Franco, "as estrofes realçam a humanidade santíssima de Cristo, ao estilo da tradição mística espanhola, e pretendem aproximá-la dos jovens".
Enrique Vázquez, sacerdote vitoriano e compositor de música religiosa, compôs a melodia. O sacerdote recordou o processo de composição do hino, do qual destaca: "O primeiro desafio por pensar em uma melodia que ajudasse a entender o texto, cantá-lo e rezá-lo".
Da letra, afirmou: "As estrofes começam com um caráter mais lírico, que reflete o assombro, a admiração e o agradecimento diante da Pessoa e da obra do nosso Redentor".
A obra foi gravada em três versões: uma litúrgica, outra instrumental para grandes corais e, finalmente, uma versão popular, com acompanhamento de violão. As três versões estão disponíveis gratuitamente no site oficial da JMJ, no qual também podem ser baixadas, incluindo as partituras.
Quem preferir em formato de CD, pode adquiri-lo na editora San Pablo, que patrocinou a gravação do hino e a produção dos discos compactos.
Um clipe do hino, em versão multilíngue, será distribuído em breve.

Para baixar o hino (música, letra e partitura):http://www.madrid11.com/es/oficina-de-prensa/descargas/346-himno-2011.

Lojas nas quais se vendem os CDs:http://libreria.sanpablo.es/redlibrerias.php.

Fonte: Zenit.

Adolescente infrator: promover uma segunda chance

A Pastoral do Menor lançou nessa segunda-feira em Brasília, na sede da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a Campanha em Favor das Medidas Socioeducativas para menores infratores no país.
Segundo informa a assessoria de imprensa da CNBB, o principal foco da campanha é programar o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), que pretende ajudar adolescentes infratores (pessoas que têm entre 12 e 18 anos de idade) a terem uma segunda chance de reconstruir suas vidas.
A campanha também prevê a aplicação da liberdade assistida para adolescentes autores de atos infracionais. Trata-se de uma das seis medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que responsabiliza o adolescente que cometeu delito sem o afastar do lar, da escola e do trabalho. Neste caso, o adolescente fica sob a supervisão de um orientador.
O secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, parabenizou o trabalho da Pastoral do Menor e das entidades parceiras na Campanha e assegurou que o melhor remédio para o adolescente infrator é uma segunda chance.
“É fundamental mostrar que é possível acreditar na criança e no adolescente mesmo quando eles estejam envolvidos em algum tipo de infração. É muito importante para a sociedade acreditar na pessoa humana, pois não existe, no projeto de Deus, uma pessoa que seja irrecuperável.”
“Pelo contrário – prosseguiu Dom Dimas –, a experiência tem mostrado que nossos irmãos adolescentes, quando recebem carinho e afeto e têm uma segunda chance, eles com certeza podem descobrir o seu protagonismo e se tornarem pessoas renovadas na construção da sociedade.”
O bispo de Paracatu (Minas Gerais) e responsável pela Pastoral do Menor, Dom Leonardo de Miranda Pereira, que desenvolve o trabalho com as medidas socioeducativas desde março de 2006 em sua diocese, garantiu que o rebaixamento da idade penal para 16 anos não é a melhor forma de combater o problema.
“A redução da maioridade penal jamais vai acabar com atos infracionais. Só tem como acabar com as infrações cometidas por menores se o sistema ir a fundo e descobrir a fonte que leva ao erro: o crime organizado, aliciadores de menores etc. O mais assertivo e efetivo é enfrentar o caminho das pedras e não o caminho fácil da redução da idade penal”, afirmou o bispo.

Fonte: Zenit.