quarta-feira, 27 de outubro de 2010

III Jornada Internacional de Intercessão pela Paz na Terra Santa

Nos dias 29 e 30 de janeiro de 2011, será realizada a 3ª Jornada Mundial de Intercessão pela Paz na Terra Santa, uma iniciativa de oração nascida da vontade de algumas associações católicas juvenis que, para este evento, preveem a participação de 2 mil cidades do mundo inteiro ao mesmo tempo, em uma oração que - esperam os organizadores - "possa subir até o coração do Senhor e trazer a paz à sua terra".
A iniciativa está patrocinada pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz. Seguindo a linha do Sínodo para o Oriente Médio, as 24 horas de oração ininterruptas começarão em conexão com a 5ª Oração extraordinária de todas as igrejas pela reconciliação, unidade e paz, começando por Jerusalém, que será transmitida em Mundovisión.
A Jornada de Oração coincidirá, além disso, com a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, em Jerusalém, no sábado, 29 de janeiro de 2011, às 17h (hora local).
No ano passado, a oração foi realizada em 1.103 cidades do mundo inteiro.
Esta Jornada é promovida pela associação italiana Papaboys (www.papaboys.it), pelo apostolado Jovens pela Vida (www.youthfl.org), pelas Capelas de Adoração Perpétua do mundo inteiro (www.adorazione.org), e, a partir de agora, também pela Associação para a Promoção da Oração Extraordinária de todas as igrejas para a reconciliação, unidade e paz, começando por Jerusalém.
Para inscrever-se pessoalmente ou como grupo/associação, pode-se visitar, no Facebook, o grupo Vogliamo la Pace in Terra Santa 2 (Queremos a Paz na Terra Santa 2), aderindo à Jornada, ou enviando um e-mail para ufficiostampa@papaboys.it (comunicando lugar e hora do ato organizado).
No dia 25 de janeiro de 2011 se divulgará a lista de lugares do mundo inteiro nos quais se poderá participar desta iniciativa pela paz.

Mais informação em www.prayrup.info.

Fonte: Zenit.

Jordânia, laboratório de convivência religiosa

Ignorada por muitas agências de viagem, que erroneamente não a consideram parte da Terra Santa e a excluem das peregrinações, a Jordânia, junto de Israel, Palestina e Chipre, um dos países sobre os quais têm jurisdição o Patriarcado latino de Jerusalém.
Assim recordou seu Patriarca, Dom Fouad Twal, de nacionalidade jordaniana, no encontro “Olhando para os cristãos do Oriente Médio”, organizado em em Roma com ocasião do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio.
“No reino jordaniano encontra-se a porção mais consistente de nossa comunidade cristã local, que cresceu numericamente em 1948 e em 1967, com a vinda de fugitivos palestinos”, explicou Dom Tawal.
O resultado é que hoje o país conta com 65 paróquias e 77 mil fiéis. 80% dos seminaristas do Patriarcado vêm da Jordânia.
Para o Patriarca, o tema dos cristãos na Terra Santa deve ser um centro de atenção para a Igreja universal: trata-se “dos descendentes da primeira comunidade formada pelo próprio Jesus Cristo”, e é mais do que nunca a “Igreja do Calvário”, até o ponto de que a presença dos cristãos deve ser vista como “uma missão”, a de “levar esta luz”.
Exemplo de diálogo e de convivência religiosa, a estabilidade pela qual a Jordânia passa pode ser vista em termos políticos, como também nas muitas obras sociais postas em prática pela minoria cristã (3-4%) nesta região do mundo. Trata-se de um país que acolhe e auxilia atualmente quase meio milhão de refugiados, sobretudo iraquianos.
A Jordânia aspira a ser um modelo para toda região. Dali, por exemplo, partiu a reação de maior abertura para com o Papa após as polêmicas surgidas do discurso de Ratisbona, uma abertura que culminou na visita de Bento XVI à mesquita de Amã, na qual foi acolhido explicitamente como sucessor de Pedro.
O papel decisivo dos cristãos na sociedade civil da Jordânia encontra-se no que Bento XVI definiu como “diálogo dos fatos”.

Fonte: Zenit.

Mensagem pontifícia para migrantes apela à caridade cristã

A mensagem do Papa Bento XVI por ocasião do 97º Dia Mundial do Migrante e Refugiado "incentiva o crescimento da caridade viva e concreta, especialmente com relação aos mais pobres e fracos".
Assim afirmou hoje Dom Antonio María Vegliò, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.
O prelado interveio em uma coletiva de imprensa realizada na Santa Sé, por ocasião da apresentação da mensagem pontifícia, com o tema "Uma só família humana".
Também interveio no evento o Pe. Gabriele Ferdinando Bentoglio C.S, subsecretário do mesmo dicastério.
Este afirmou que, quando os cidadãos pedem asilo em outro país, trata-se de "atos de valentia", ao descobrir que seus direitos fundamentais estão sendo violados, e ao ver a necessidade de estabelecer-se em outro lugar.
Refugiados
"São vítimas de guerra e de violência, obrigados a encarar condições humanas nas quais ninguém deveria viver", disse o sacerdote.
A isso se une o fato de ter vivido experiências traumáticas e de ter de suportar muitas vezes que as respectivas famílias se encontrem ainda em regiões de perigo.
O presbítero comentou algumas estatísticas, como os cerca de 15 milhões de refugiados, dos quais, 10,4 milhões estão sob a responsabilidade direta do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), enquanto os 4,8 restantes estão a cargo da Agência de Trabalho e Sustento das Nações Unidas para o Oriente Próximo e o Oriente Médio.
Segundo o Pe. Bentolio, "o desafio consiste em criar áreas de tolerância, esperança, cura, proteção, nas quais não voltem a ocorrer dramas e tragédias - já longos demais no passado e também no presente".
Xenofobia
O Pe. Bentoglio denunciou também que nos países onde chegam tantos imigrantes, há "comportamentos ditados pelo medo do estrangeiro e, muitas vezes, também de discriminação". Isso tem como consequência "uma disparidade cada vez mais acentuada entre os compromissos assumidos e suas ações".
"Os que se aventuram com os meios de transporte marinhos ou utilizam outras vias de escape, geralmente são tratados com preconceito. (...) Seus casos nem sempre são examinados individualmente, enquanto ocorre com frequência que alguns são devolvidos em bloco", expressou o subsecretário.
Também se referiu aos milhares de camponeses que vivem e morrem, com condições muito limitadas, dependentes da porção diária de alimento que recolhem e que às vezes é insuficiente. Muitas vezes, pelas precárias condições de vida, eles se veem obrigados a mudar-se para a cidade.
Frente a estes desafios, o subsecretário destacou como a mensagem pontifícia "toca em um dos temas fortes da experiência cristã milenar, o do acolhimento", que pode ser traduzido "em hospitalidade na compaixão e na busca da igualdade".

(Carmen Elena Villa)

Humanidade é uma família, também o migrante, afirma Bento XVI

O acolhimento do migrante deve se situar dentro da perspectiva da pertença de todas as pessoas a uma mesma família humana, com seus direitos e seus deveres, afirma o Papa.
"Uma só família humana" é o título da Mensagem que o Papa Bento XVI escreveu por ocasião do próximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, dada a conhecer hoje, em coletiva de imprensa, por Dom Antonio Maria Vegliò, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.
O Papa sublinha a importância desta "perspectiva de família" na hora de abordar as questões relacionadas às migrações.
"Todos, tanto os migrantes como as populações locais que os acolhem, fazem parte de uma só família e todos têm o mesmo direito de usufruir dos bens da terra, cujo destino é universal, como ensina a doutrina social da Igreja", sublinha a Mensagem.
O lema escolhido para este ano, explica o Pontífice, alude a "uma só família de irmãos e irmãs em sociedades que são cada vez mais multiétnicas e interculturais, onde também as pessoas de diversas religiões se veem impulsionadas ao diálogo, para que se possa encontrar uma convivência serena e proveitosa no respeito das legítimas diferenças".
Os homens são irmãos porque "têm uma mesma origem, já que Deus fez que todo o gênero humano habitasse sobre a face da terra, e têm também um fim último, que é Deus".
Para a Igreja, as migrações constituem "um sinal eloquente da nossa época, que evidencia ainda mais a vocação da humanidade a formar uma só família e, ao mesmo tempo, as dificuldades que, ao invés de uni-la, dividem-na e a ferem".
Muitas pessoas "devem enfrentar a difícil experiência da migração, em suas diferentes expressões: internas ou internacionais, permanentes ou estacionais, econômicas ou políticas, voluntárias ou forçadas".
Em alguns casos, inclusive, "as pessoas são forçadas a abandonar o próprio país, impulsionadas por diversas formas de perseguição, razão pela qual a fuga aparece como necessária".
Além disso, acrescentou o Papa, "o fenômeno da globalização, característico da nossa época, não é só um processo socioeconômico, mas carrega também uma humanidade cada vez mais inter-relacionada, que supera fronteiras geográficas e culturais".
A fraternidade humana "é a experiência, ‘as vezes surpreendente, de uma relação que une, de um vínculo profundo com o outro, diferente de mim, baseado no simples fato de ser homens".
"Assumida e vivida responsavelmente, alimenta uma vida de comunhão e de partilha com todos, de forma especial com os migrantes; sustenta a entrega de si mesmo aos demais, ao seu bem, ao bem de todos, na comunidade política local, nacional e mundial."
Direitos e deveres
Por isso, a Igreja reconhece o direito de migrar "a todo homem, no duplo aspecto da possibilidade de sair do próprio país e a possibilidade de entrar em outro, em busca de melhores condições de vida".
A Igreja reconhece também, ao mesmo tempo, que os países "têm o direito de regular os fluxos migratórios e defender suas fronteiras, garantindo sempre o respeito devido ‘a dignidade de toda pessoa humana".
"Trata-se, então, de conjugar o acolhimento que se deve a todos os seres humanos, em especial se são indigentes, com a consideração sobre as condições indispensáveis para uma vida decorosa e pacífica, tanto para os habitantes originários como para os novos", afirmou.
O Pontífice convida a considerar especialmente a situação dos refugiados e dos demais migrantes forçados, especialmente aqueles que "fogem de violências e perseguições".
"Aos que se veem forçados a deixar suas casas ou sua terra, é preciso ajudar a encontrar um lugar onde possam viver em paz e segurança, onde possam trabalhar e assumir os direitos e deveres existentes no país que os acolhe, contribuindo para o bem comum, sem esquecer da dimensão religiosa da vida", sublinha.
Outro grupo ao qual o Papa dedica sua atenção é o dos estudantes que vão a outros países, "uma categoria também socialmente relevante na perspectiva do seu regresso, como futuros dirigentes, aos seus países de origem".
"Na escola e na universidade, forma-se a cultura das novas gerações: destas instituições depende, em grande medida, sua capacidade de conceber a humanidade como uma família chamada a estar unida na diversidade", conclui.

Fonte: Zenit.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Entre Serra e Dilma, o que está em jogo?

Frei Gilvander Moreira - Carmelita.

Feliz quem consegue ler os sinais dos tempos e dos lugares e se posicionar do lado onde marcha o movimento em defesa da dignidade da pessoa humana e de toda a biodiversidade. No segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, de 4 a 31 de outubro de 2010, está acontecendo vários tipos de posicionamentos das pessoas e instituições, entre os quais destaco quatro: Uns se engajaram na defesa da candidatura de José Serra (PSDB-DEM); outros militam na defesa da candidatura de Dilma Rousseff (PT-PMDB), que poderá se tornar a primeira mulher a ocupar a Presidência da República do Brasil; outros dizem “somos a-políticos...”, “não somos partidários”, “nossa instituição não pode se posicionar...” e outros defendem o voto nulo.

Essas quatro posturas merecem algumas considerações. Primeiro, é mais cômodo ficar “em cima do muro”, o que pode ajudar a ver melhor os dois lados, mas é uma postura ingênua cúmplice do status quo, pois diante de conflitos estruturais acaba lavando as mãos como Pilatos. Mais: “o muro já é território do inferno”, diz um causo da sabedoria rabínica. Assim, quem se omite acaba cometendo um grande pecado, pois reforça a posição de quem tem mais poder econômico e midiático. Quem diz “não posso me posicionar, porque sou responsável por uma instituição que não deve se comprometer com candidatura A ou B” está também assumindo uma postura mais cômoda e corporativista, aquela que preserva o meu/nosso corpo, as instituições. Assim, o “eu” ou “minha instituição” passa a ser o fim maior. O outro, o próximo, fica em segundo plano. Em encruzilhada quem não se decide por um lado ou outro acaba se dando mal e comprometendo a vida de outros.
Segundo, os que se posicionam de forma fundamentalista e moralista acabam usando em vão o nome de Deus, o evangelho e a fé das pessoas. Blasfemam. Isso aparece em panfleto que coloca a assinatura de José Serra e a fotografia dele após a frase “Jesus é a verdade e a justiça” e quando se bate da tecla dizendo “Serra é do bem”. Isso mesmo: messianismo. É querer passar a ideia falsa de que é possível haver um salvador da pátria, é fortalecer o maniqueísmo que desqualifica o outro como sendo do mal e “eu sou do bem”. Assim mistifica o que não pode ser mistificado e revela o ódio que muitos da classe dominante têm em relação aos pobres.
Por defender a dignidade humana que estava sendo humilhada na ditadura militar-civil-empresarial, Dilma Rousseff sofreu por três anos no próprio corpo as agruras da tortura e dos cárceres dos tiranos que tratoraram 17 mil lideranças, cérebro da nação brasileira que estava se rebelando contra os ditames do capitalismo na década de 60 do século XX.
Importa recordar que não está no Plano de Governo da Dilma nenhuma das acusações alardeadas em panfletos, distribuídos aos milhares e via internet. Logo, são calúnias e difamações execráveis. Questões, tais como, aborto e união civil de homossexuais são assuntos complexos que precisam ser debatidos a fundo pela sociedade brasileira, sob a liderança do Congresso Nacional, que é quem tem competência para legislar sobre isso.
Terceiro, há o grupo que, de forma cidadã, se posiciona a favor de Dilma, ou de José Serra ou ainda defende o voto nulo. Fazem isso com argumentos históricos, éticos, filosóficos, sociológicos e políticos, defendem o que pensam ser melhor para o povo brasileiro. Aí, beleza! A construção de uma democracia real e verdadeira respeita e fortalece a liberdade de expressão e o debate de ideias e projetos de nação, o que ajuda a desfazer mitos, derrubar preconceitos, superar moralismos, dualismos, maniqueísmos, idealismos e posturas simplistas.
Mas por que tanta boataria e baixaria no segundo turno das eleições? Não é por acaso. Isso foi engendrado por quem quer ver a opressão de classe continuar no Brasil. Quem ganha e quem perde com o rebaixamento do nível da campanha eleitoral? Melhor seria que no segundo turno se apresentasse de forma aprofundada as propostas para se superar os grandes problemas sentidos pelo povo brasileiro nas áreas de alimentação, educação, saúde, meio ambiente, agricultura, reformas agrária e urbana etc. Gastar o tempo com acusações difamatórias beneficia quem não tem projeto, ou quem tem o pior projeto de governo, pois se for posto com transparência o que cada candidato e seus partidos farão, o povo, que não é bobo, certamente optará pelo melhor.
É do conhecimento de todos o que PSDB-DEM fizeram em oito anos de FHC na presidência e que estão fazendo em Minas e em São Paulo. Por outro lado, o povo está vendo o que o presidente Lula e o PT - com seus aliados - estão fazendo nos últimos oito anos no Brasil. A carta de Tiago, na Bíblia, diz “a fé sem obras é morta; mostra-me suas ações que direi que tipo de fé você tem.” (Cf. Tiago 2,14-25). Logo, faz bem não acreditar em boataria, em panfletos caluniosos e nem observar apenas o que dizem os candidatos, mas o que fizeram e fazem. Urge comparar o jeito de Lula-Dilma-PT governarem e o jeito de FHC-Serra-PSDB governarem. Há semelhanças entre PT e PSDB, mas há diferenças substanciais também. Chamo atenção para cinco pontos:
1) A política social do governo Lula é melhor do que a do FHC-Serra-PSDB-DEM. São 13 milhões de famílias que tiveram sua vida melhorada. Na era FHC, com Serra sendo ministro, a política social era inexpressiva. Dona Maria, uma senhora de 60 anos, andou 14 quilômetros à pé e chegou ao aeroporto de Montes Claros, MG, com uma nota de 50 reais na mão, e disse: “Soube pelo rádio que Lula ia chegar aqui agora cedo. Vim para agradecê-lo, pois se conheço esta nota e se posso almoçar e jantar todos os dias, com meus filhos e netos, agradeço ao governo Lula.” Não é por acaso que grande parte dos pobres preferem Dilma e a maioria dos ricos preferem Serra.
2) FHC-Serra-PSDB-DEM comandaram o maior processo de privatização de empresas estatais da história do Brasil. Precarizaram e, posteriormente, privatizaram dezenas e dezenas de empresas que eram patrimônio do povo brasileiro. Até a Vale do Rio Doce foi praticamente doada para a iniciativa privada. Hoje tramita na Justiça mais de 100 ações questionando o processo de privatização da Vale. Quiseram, mas não conseguiram privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, companhias de saneamento e universidades federais. Se não tivéssemos feito o Plebiscito Popular contra a ALCA – Área de Livre Comércio das Américas – e a implantação de uma base militar dos Estados Unidos em Alcântara, no Maranhão, FHC-Serra e PSDB teriam assinado a ALCA e os EUA estariam oficialmente com base militar dentro do nosso território.
3) A Política externa do governo Lula-Dilma é muito melhor que a política externa do FHC-Serra-PSDB-DEM. Países, tais como, Argentina, Paraguai, Bolívia, Equador e Venezuela, estão sendo apoiados pelo governo Lula. São povos empobrecidos que estão se levantando e autonomamente se libertando de tantas opressões. Uma eventual vitória de Serra seria desserviço do povo brasileiro aos pobres da América afrolatíndia. PSDB-DEM é arrogante no trato com os pequenos do Brasil e da América Latina, mas subserviente aos interesses do império dos Estados Unidos e das transnacionais. Lula-PT tem altivez nas relações com os grandes países e está aprendendo a respeitar a dignidade dos pequenos no Brasil e fora do Brasil. Exemplo disso, foi o aumento no valor do gás comprado da Bolívia e da energia comprada do Paraguai, via Itaipu.
4) Na era FHC-Serra-PSDB-DEM dá para contar nos dedos o número de criminosos de colarinho branco presos pela Polícia Federal. Mas em oito anos de governo Lula-Dilma, o contingente da Polícia Federal aumentou e mais de 2 mil servidores públicos, além de políticos profissionais, juízes, desembargadores, latifundiários e empresários foram presos pela Polícia Federal, após investigação séria que comprovaram crimes de colarinho branco. Logo, há ainda corrupção, mas antes quase não se investigava. Agora se investiga e prende. Falta o poder judiciário respeitar a Constituição Federal julgando e condenando os grandes criminosos que lesam o povo.
5) Na educação também podemos afirmar que há muito a se fazer, mas considerando os muros quase intransponíveis antes existentes e que impediam que a maioria da população tivesse acesso principalmente ao ensino superior, hoje temos de reconhecer que o governo Lula garantiu o direito ao ensino superior por meio de bolsas (PROUNI) e ampliando muito as vagas nas Universidades públicas. Um número grande de centros de formação profissional – os CEFETs – multiplicaram-se Brasil a fora. Houve efetivos incentivos à formação de professores capazes de ministrar aulas nas comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas e em acampamentos assentamentos de reforma agrária. Houve a valorização da cultura popular e inter-racial por meio da educação. Além de revigorar as Universidades Federais, outras 13 Universidades Federais foram criadas com centenas de Campus.
Por tudo isso, defendo o nome de Dilma e apoio um Projeto Popular para o Brasil, que ainda está longe de ser concluído, mas que passa por um caminho a seguir: o da eleição de Dilma Rousseff para a Presidência do Brasil. A partir dos pobres, dia 31 de outubro de 2010, votarei - e aconselho - 13, Dilma.
Em tempo, espero que a convergência que está acontecendo em torno da Dilma e o desinstalar-se de quem estava acomodado possam acontecer após as eleições, pois a grande política deverá ser feita cotidianamente mediante o exercício de cidadania e soberania popular.

Belo Horizonte, 21 de outubro de 2010

Padre carmelita; mestre em Exegese Bíblica; professor de Teologia Bíblica do Instituto Santo Tomás de Aquino – ISTA -, em Belo Horizonte e em Mariana, MG; assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina; e-mail:


gilvander@igrejadocarmo.com.br


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e www.gilvander.org.br

Santa Sé e Seychelles coincidem em defender dignidade humana

O compromisso comum na promoção da dignidade humana foi um dos temas principais da audiência que Bento XVI concedeu nesta segunda-feira ao presidente da República de Seychelles, James Alix Michel.
O dignatário reuniu-se posteriormente com o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, acompanhado, como é de costume neste tipo de encontro, por Dom Dominique Mamberti, secretário para as Relações com os Estados.
Em um comunicado vaticano, destaca-se que neste encontro “foi manifestada uma viva complacência pelas cordiais relações bilaterais” entre a Santa Sé e a República de Seychelles.
O Papa e o presidente Michel trocaram “opiniões sobre temas de comum interesse”.
“Detiveram-se particularmente no compromisso e na colaboração para a promoção da dignidade humana”, destaca o comunicado.
Esta colaboração tem como objetivo sobretudo “âmbitos de grande relevância social como a família, educação da juventude e a proteção do meio ambiente”.
A República de Seychelles é um arquipélago situado no Oceano Índico, a nordeste de Madagascar. Tem uma população de cerca de 87.500 habitantes, dos quais 82,5% são católicos.

Fonte: Zenit.

Santa Sé na ONU: nunca utilizar crianças-soldado

A utilização de crianças como combatentes nos conflitos é “uma das piores formas de escravidão”, denunciou na sexta-feira em Nova York o observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, Dom Francis Chullikatt.
Diante deste problema, a delegação vaticana recordou o valor dos Protocolos para Convenção sobre os Direitos da Criança – sobre o envolvimento de crianças nos conflitos armados e sobre a venda de crianças, prostituição infantil e pornografia infantil –, de cuja adoção se celebra o décimo aniversário.
Ainda que “nenhum instrumento internacional seja perfeito”, disse Dom Chullikatt, os protocolos “servem para reforçar a aplicação dos direitos das crianças afirmados na Convenção dos Direitos da Criança”.
Entre as formas de violência, ele destaca a “maior vulnerabilidade das crianças nessas situações em que se aplicam novas táticas bélicas”.
“Foi definida como uma das piores formas de escravidão: as crianças são usadas como soldados em uma idade na qual deveriam aprender como amar e respeitar seus vizinhos”, denunciou.
Calcula-se que 250 mil crianças sejam usadas com este objetivo, “obrigadas a matar seus vizinhos, às vezes até mesmo seus próprios familiares, irmãos e amigos”.
Para o observador permanente, “isso é desprezível, mas também possível de ser evitado”.
Todas as partes interessadas devem se “comprometer de forma concreta na defesa” dos mais jovens e na promoção de “planos de ação” para enfrentar estes “crimes impactantes” com a finalidade de que “acabem para sempre”.
“A comunidade internacional tem este dever diante de todas as crianças e jovens que sofrem violência contra sua dignidade.”
“Todos os Estados, as agências da ONU, a sociedade civil e as instituições inter-religiosas baseadas na fé deverão colaborar numa associação mais eficaz para garantir assistência aos afetados pela violência e abuso – concluiu –, e trabalhar para promover um mundo de esperança, no qual estas crianças possam sonhar e aspirar por um futuro livre de violência e derramamento de sangue”.

Fonte: Zenit.