quinta-feira, 19 de março de 2009

Angola: visita do Papa pode impulsionar rádio católica




O diretor da Rádio Ecclesia, padre Maurício Kamutu, espera que a visita do Papa a Angola ajude a desbloquear as emissões da emissora católica angolana para todo o país.
Segundo informa Agência Ecclesia, do episcopado de Portugal, a Rádio Ecclesia, a emitir atualmente apenas para Luanda, de acordo com a lei em vigor, aguarda há 10 anos que o Governo permita a cobertura nacional.
Padre Maurício Kamutu informou a Rádio Ecclesia apresenta já neste momento um prejuízo superior a três milhões de dólares em material nas províncias que se está a degradar por falta de uso.
«Os nossos técnicos que foram enviados para fazer a vistoria do material constataram que há muito material que já não serve», disse. Segundo o diretor, será necessário necessário adquirir novos equipamentos.

Fonte: Zenit.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Igreja na Colômbia comovida pelo assassinato de dois sacerdotes




Dirigiam um internato para indígenas


A Conferência Episcopal da Colômbia reprovou nesta terça-feira, com dor, o assassinato dos religiosos redentoristas Gabriel Fernando Montoya Tamayo (40) e Jesús Ariel Jiménez (45 anos), ocorrido na noite de 16 de março, no município de La Primavera (Vichada).
Os sacerdotes foram assassinados por um desconhecido em um internato indígena do setor ambiental colombiano.
O Pe. Montoya estava há pouco mais de sete anos como diretor do internato e estava passando a direção ao Pe. Jiménez, que havia chegado a La Pascua como novo responsável.
O crime foi denunciado às autoridades em Puerto Carreño, a capital de Vichada, pelo sacerdote Francisco Ceballos, provincial da Congregação do Santíssimo Redentor nessa cidade, a mais de 500 km de Bogotá e fronteiriça com a Venezuela.
Os redentoristas dirigem o Internato de La Pascua há dez anos, quando o receberam de seus fundadores, os Missionários Montfortianos. No estabelecimento estudam 120 indígenas de vários povos aborígines das selvas do leste colombiano.
O episcopado, em uma nota assinada por Dom Rubén Salazar Gómez, arcebispo de Barranquilla e presidente da Conferência Episcopal, «expressa seu sentimento de solidariedade ao reverendo Pe. Francisco Antonio Ceballos Escobar, pró-vigário apostólico de Puerto Carreño, aos familiares das vítimas, aos missionários redentoristas e às comunidades a cujo serviço estavam os dois religiosos».
«Ao condenar estes crimes que mais uma vez comovem a Igreja Católica e todo o país, confia em que se estabeleçam logo os motivos e autores deste fato violento e sacrílego, que atenta contra os anseios de reconciliação e de paz que a Igreja vem pregando.»
«Exortamos todos a orarem pelos dois sacerdotes assassinados e a pedir que o Senhor, Príncipe da Paz, toque o coração de quem semeia a morte na Colômbia», conclui o comunicado.

Fonte: Zenit.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Na África, papa verá onde a Igreja está em alta



Por Rachel Donadio


Cidade do Vaticano - Quando o papa Bento 16 embarcar para sua primeira viagem à África como pontífice na terça-feira, em que irá para Camarões e Angola, ele visitará o futuro da Igreja, se não o presente.Com uma das maiores populações católicas do mundo, estimada em mais de158 milhões de pessoas, a África é o continente onde a Igreja é ao mesmo tempo mais forte -em termos de números e vitalidade devocional- e mais fraca, inevitavelmente atingida pela pobreza, corrupção, conflito e doenças que afligem a sociedade como um todo.Espera-se que Bento toque nessas duas realidades em sua visita, que dá início a um ano de atenção à África, que culminará em outubro, quando os bispos do mundo se encontrarão para seu sínodo anual de um mês em Roma. Este ano, o tema é "A Igreja na África a Serviço da Reconciliação, Justiça e Paz".Na primeira parade em sua viagem de seis dias, em Camarões, país que fala inglês e francês, o papa deve apresentar o documento de trabalho do sínodo, que foi pedido pelo papa João Paulo 2º antes de sua morte em 2005.O documento deve tocar no papel da Igreja em promover a democracia e a justiça social; "aculturação", ou encontrar um equilíbrio entre o dogma católico ditado por Roma e as variedades de práticas locais; saúde; e as tensões na África entre católicos, muçulmanos e a população pentecostal de rápido crescimento no continente.Há muita coisa em jogo. Em 2025, um sexto dos católicos do mundo, ou cerca de 230 milhões de pessoas, deverá ser de africanos. O maior seminário do mundo fica na Nigéria, que faz fronteira com Camarões na África ocidental, e, no geral, a África produz uma grande porcentagem dos padres do mundo. O papa João 23 nomeou o primeiro cardeal africano em 1960. Agora há 16 cardeais da África, entre 192.Para a Igreja, a África é o continente "onde a Igreja aparece mais viva, aparece numa fase de expansão", diz Sandro Magister, um veterano jornalista italiano do Vaticano. "Mas essa expansão é muito frágil".Ele acrescentou que "mostra as características típicas da juventude e da adolescência: grandes ondas de sentimento e emoção, mas com raízes fracas"."Às vezes, dizem que o principal problema do Vatiano é que ele fica a 2 mil milhas ao norte", diz Philip Jenkins, professor da Universidade Estadual da Pensilvânia e autor de "The Lost History of Christianity"["A História Perdida do Cristianismo"], sobre a história antiga do cristianismo na África e na Ásia.Em seus mais de 25 anos como papa, João Paulo 2º fez 16 viagens à África, visitando 42 países. Sob vários aspectos, a África deveria parecer uma prioridade improvável para Bento 16, que em seus quatro anos de papado esteve profundamente preocupado em fortalecer a Igreja na Europa, onde seu status está cada dia menor.Ainda assim, em comparação com a Europa e os Estados Unidos, as Igrejas africanas tendem a assumir uma linha mais tradicional em assuntos como o homossexualismo e a família."Não só o cristianismo está prosperando naquela parte do mundo, mas parece ser um tipo de catolicismo bem conservador", diz o professor Jenkins. "Acho que ele tem grandes esperanças nas Igrejas mundiais do sul" e as vê "como um equilíbrio muito importante para as tendências liberais do norte".Mas a situação no local é rica e complexa. Muitos bispos africanos precisam estabelecer seus próprios parâmetros para equilibrar o catolicismo com o curandeirismo e os sacrifícios animais praticados por muitos paroquianos.A Igreja Católica também teme que o tribalismo possa enfraquecer sua autoridade mais universal, especialmente se os clérigos são vistos como pessoas com uma ligação forte com alguma etnia ou grupo tribal.Da mesma forma, pregar o evangelho na língua local pode atá-lo a um grupo étnico específico, mas ler na língua colonial apresenta outras complicações.Bento 16 vem tentando tomar medidas duras contra a tendência de muitos padres africanos se casarem. Falando aos bispos africanos em 2005, Bento 16 implorou a eles que "selecionassem com consciência os candidatos ao sacerdócio", e para encorajá-los "a se abrirem totalmente a servirem às pessoas assim como Cristo fez, abraçando a vocação do celibato".No mesmo discurso, Bento 16 falou da Aids pela primeira vez enquanto papa, classificando-a de "uma epidemia cruel" que "não só mata como também ameaça a estabilidade econômica e social do continente".Ele também declarou a posição do Vaticano em proibir o uso de preservativos. "O ensinamento tradicional da Igreja já provou ser a única forma segura de prevenir a disseminação do HIV/Aids", disse Bento então, reforçando seu aval ao "casamento cristão e a fidelidade"e à "castidade".Em sua viagem à África, o papa não deve falar novamente sobre a posição do Vaticano em relação aos preservativos, de acordo com o assessor de imprensa do Vaticano, reverendo Federico Lombardi. "A posição que temos é que é uma ilusão pensar que se pode solucionar o problema da Aids com preservativos", disse Lombardi. Em vez disso, acrescenta, a Igreja continuará a apoiar a educação, incentivar uma "sexualidade mais regular" dentro dos limites do casamento.Em muitos lugares da África, incluindo a Nigéria, o catolicismo e o Islã estão lutando por almas. Em Camarões, que faz fronteira com a Nigéria e tem uma significativa população muçulmana, o papa deve se reunir com clérigos muçulmanos.Na Nigéria e no resto da África, a Igreja está cada vez mais preocupada em perder terreno para as Igrejas carismáticas pentecostais. Nos últimos anos, essas Igrejas transformaram radicalmente a paisagem religiosa na América Latina, que tem a maior população católica do mundo.Nos anos 90, os bispos africanos foram chamados para ajudar a moderar os conflitos no Burundi e Moçambique, mas recentemente a Igreja tem desempenhado um papel cada vez menor nessas situações.Em Angola, que em 2002 emergiu de 15 anos de guerra civil, Bento 16 deve encontrar-se com políticos e diplomatas para falar contra a corrupção e afirmar o papel renovado que a Igreja espera desempenhar para cultivar a democracia e a sociedade civil na África.Ele também destacará os 500 anos da chegada do catolicismo na antiga colônia portuguesa e encontrará grupos que promovem o papel das mulheres na África.


Tradução: Eloise de Vylder

quinta-feira, 12 de março de 2009

Crise econômica: cardeal Stafford convida banqueiros a pedir perdão

Reconhece que os sacerdotes hoje enfrentam casos de consciência complicados

O cardeal americano James Francis Stafford, penitenciário maior, fez nesta quarta-feira um convite a que os banqueiros assumam a responsabilidade nesta crise financeira e econômica e peçam perdão.
O purpurado que preside o tribunal vaticano fez estas declarações aos microfones da Rádio Vaticano à margem do curso sobre fórum interno (questões de consciência) que se está celebrando em Roma.
O curso procura formar os sacerdotes diante de casos de consciência muito complexos e delicados que hoje devem enfrentar.
«Nosso mundo é complexo – afirma. Pensemos no mundo econômico, que agora é chamado de global: os pecados neste mundo econômico e global são diferentes em sua complexidade e profundidade com relação ao passado.»
«Por exemplo – acrescenta –, esta crise econômica está arraigada na falta de respeito, por parte dos líderes do mundo, pelas demais pessoas. Os banqueiros devem assumir responsabilidades morais e pedir de Deus o perdão por estes pecados complexos.»
Segundo o cardeal, «é importante descobrir a dimensão teológica e pastoral do pecado», que «não é uma ofensa contra a lei, mas antes de tudo uma ofensa contra uma pessoa, uma pessoa divina, contra a Trindade de Deus e contra as pessoas humanas. É importante para nós, ministros ordenados, redescobrir a fé quando indicamos que Jesus Cristo é o Salvador, o Redentor de nossos pecados».
Este tribunal da Santa Sé nasceu no século XII, com a tarefa fundamental de receber a confissão dos pecados, em nome do Papa, que só podiam ser perdoados diretamente por ele, dada sua gravidade, ou para conceder dispensas e graças reservadas ao Sumo Pontífice.
A constituição apostólica Pastor Bonus que rege a Cúria Romana, publicada por João Paulo II, confirma que a competência do Tribunal da Penitenciaria compreende tudo o que se refere ao fórum interno (as questões de consciência), assim como tudo o que corresponde às indulgências.

Fonte: Zenit.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Bento XVI viaja à Terra Santa para promover a paz no Oriente Médio



De 8 a 15 de maio, informa a Santa Sé

Bento XVI pediu este domingo "apoio espiritual" na preparação de sua viagem à Terra Santa, que acontecerá de 8 a 15 de maio, segundo ele explicou, para promover a paz no Oriente Médio.
Em sua visita a Jordânia, Israel e Territórios Palestinos, o Santo Padre visitará Amã, Jerusalém, Belém e Nazaré.
O próprio bispo de Roma assegurou que empreenderá essa peregrinação "para pedir ao Senhor o precioso dom da unidade e da paz".
Segundo um comunicado emitido pela Sala de Informação da Santa Sé, o Papa realizará a visita acolhendo o convite que lhe apresentaram o rei da Jordânia, o presidente de Israel, o presidente da autoridade nacional palestina, assim como os pastores católicos da Terra Santa.
O comunicado de imprensa da Santa Sé não oferece outros detalhes. Em dias passados, um porta-voz da Igreja católica na Jordânia, o Pe. Riffat Bader, precisou que em seu país o Papa visitará o monte Nebo (40 km ao sul de Amã), e inaugurará uma igreja no lugar do batismo de Jesus, no Jordão.
Segundo o porta-voz, está prevista também uma reunião com dirigentes islâmicos jordanianos na mesquita do rei Hussein (Amã). O Papa participará de uma cerimônia de recordação das vítimas da Shoá em Yad Vashem e manterá encontros com os mais altos representantes religiosos judeus e muçulmanos.
Em Jerusalém manterá vários encontros com Shimon Peres, presidente de Israel, e em Belém com o presidente da autoridade palestina, Mahmud Abbas.

Fonte: Zenit.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Três dias de oração dedicados aos mártires do século XX



Por iniciativa de Ajuda à Igreja que Sofre

In Memoriam Martyrum é o título dos três dias de oração e reflexão sobre a paixão de Cristo e da Igreja, organizados pela seção italiana da organização internacional Ajuda à Igreja que Sofre, que acontecerão da sexta-feira, dia 13, ao domingo, 15 de março.
A iniciativa está dedicada aos mártires do século XX e aos sofrimentos da Igreja no mundo contemporâneo, e acontecerá na sede da Universidade Pontifícia da Santa Croce de Roma.
Os três dias de oração, assegura um comunicado de Ajuda à Igreja que Sofre recebido pela Zenit, representa a evolução das tradicionais «48 horas de oração pela Igreja que Sofre, realizada pela AIS em anos anteriores em Roma e em numerosas dioceses italianas.
Entre as diversas propostas do programa, cabe destacar a exposição «na vida e na morte», que percorre o dramático caminho dos mártires do século XX, e da qual participarão algumas escolas, e a Via Sacra dedicada aos mártires, que acontecerá na sexta-feira à tarde, na antiga basílica de Santo Apolinário; realizar-se-á também a adoração do Santíssimo Sacramento na capela da Universidade,.
Haverá espaço também para testemunhos da experiência da Igreja na Índia, Vietnã, Eritreia e Iraque.
Na conferência «Sede minhas testemunhas» participarão os sacerdotes Luis Romero, reitor da Universidade que acolhe o evento, e Tone Presern, vice-decano da Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade Pontifícia Salesiana; também Pierre-Marie Morel, secretário-geral da AIS, e Dom Sante Babolin, presidente de AIS na Itália.


Fonte: Zenit.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Possibilidades do jejum

Entrevista com Jean-Christophe Normand, animador de retiros

Por Marine Soureau

«Sempre se sente muita angústia diante da idéia de privar-se de comida», constata Jean-Christophe Normand, animador de retiros, nesta entrevista sobre o jejum.
Ele reconhece que nesta prática «encontra-se em jogo uma autêntica conversão espiritual», ainda que «os frutos sejam diferentes segundo as pessoas». «O que está claro é que o jejum oferece respostas».
Jean-Christophe Normand é um leigo, pai de família, consultor em recursos humanos, assistente de direção de empresas, que anima retiros de iniciação ao jejum desde 2007.
Ele retomou o projeto lançado pelo teólogo suíço Harri Wettstein, que apresentava no mosteiro beneditino francês de Pierre-qui-Vire a experiência de um jejum de seis dias, segundo um método adaptado à nossa época. Normand oferece esta experiência também na abadia de São Guénolé de Landévennec, em Bretanha.
Zenit o entrevistou ao começar esta Quaresma na qual Bento XVI propôs redescobrir o valor do jejum, que «pode ajudar-nos a mortificar nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e sumo mandamento da nova lei e compêndio de todo o Evangelho.
Benefícios espirituais
Antes de tudo, explica que o jejum é um campo adaptado para permitir uma «autêntica conversão espiritual».
«As pessoas que vão aos nossos retiros, às vezes não crentes, estão em busca. Uma busca que tomará corpo durante a semana e à qual não sempre são capazes de dar um nome. Diante desta proposta da mudança, o jejum oferece recursos para dar este passo.»
«Para ajudá-los, se propõem-se momentos de acompanhamento individual com um monge, ainda que não se impõe nada. As pessoas que vêm têm necessidade de ser guiadas. Durante o retiro, realiza-se um trabalho considerável em cada pessoa e, em geral, têm necessidade de expressar o que sentem.»
«Este retiro oferece também a oportunidade de acompanhar os ofícios litúrgicos dos monges beneditinos e a vida de sua comunidade. Nós lhes propomos procurar viver a liturgia e entrar nela, ver como se desenvolve.»
«No dia em que nos despedimos, fazemos um balanço. Então, as pessoas conseguem colocar um nome ao que vieram buscar. Os frutos dependem de cada pessoa, mas o certo é que o jejum oferece respostas.»
Superar o medo e a privação
No âmbito psicológico, continua dizendo Normand, o jejum permite enfrentar «o medo da privação».
«É muito estimulante dar-se conta de que é possível conseguir. Em último termo, isso dá uma confiança pessoal muito forte: meu corpo tem recursos para viver períodos de escassez!»
Através do jejum, percebemos também as disfunções da nossa alimentação. Há pessoas que fazem excessos: isso permite tomar distância, reencontrar uma forma de higiene de vida, de bem-estar.
Normand reconhece que o jejum não é algo natural, pois «sempre provoca muita angústia a idéia de privar-se de alimentação».
«Ao colocar-nos em uma posição de humildade, renunciamos ao nosso apetite de poder. Vamos compreender o que é realmente necessário em nossas vidas e o que não é. Neste trabalho de introspecção e de distanciamento se compreende o que é excessivo em nossas vidas.»
Dimensão caritativa
Segundo o animador dos retiros, o jejum não é algo egoísta. «Não se jejua para si mesmo – adverte. O jejum nos abre aos demais e à vida de caridade. Por este motivo, propomos sistematicamente, ao final do retiro, que façam uma doação, que apoiem uma obra.»
«Assim, vivemos plenamente os carismas associados à vida de Cristo – conclui. Além da alegria do bem-estar físico, experimentamos a alegria de estar em comunhão com nossos irmãos e irmãs.»

Fonte: Zenit.