Na semana passada, aprofundamos reflexões sobre os “cenários da evangelização para o terceiro milênio” na Reunião Plenária do Pontifício Conselho dos Leigos, aqui em Roma, com o tema: “Encontrar Deus no coração da cidade”, trabalhando a missão nas grandes cidades e regiões metropolitanas. Escutamos várias palestras e testemunhos e pudemos intervir para colaborar. Nestes dias, estamos no Consistório no qual o Papa Francisco cria novos cardeais e discute assuntos da organização da Igreja com o Colégio Cardinalício.
Estamos nos aproximando da Quaresma e da Campanha da Fraternidade, quando seremos convidados a um tempo de conversão profunda. Neste Sexto Domingo do Tempo Comum, acredito que temos uma palavra para essa evangelização. São tantos feridos pelo caminho que nós, igreja, encontramos e que somos chamados a nos aproximar, como fez Jesus no Evangelho. Ele nos diz que "Um leproso chegou perto de Jesus". No tempo de Cristo, toda doença na pele que oferecesse perigo de contágio era considerada um tipo de lepra; tornava a pessoa impura. Na primeira leitura ouvimos: "O homem atingido por esse mal andará com as vestes rasgadas, os cabelos em desordem e a barba coberta, gritando: 'Impuro! Impuro'! Durante todo o tempo em que estiver leproso será impuro; e, sendo impuro, deve ficar isolado e morar fora do acampamento". Eis! É alguém assim que se aproxima de Jesus: ferido, excluído do convívio da Assembleia de Israel, colocado fora da Cidade, um morto-vivo... Um leproso não podia tocar as pessoas: elas se tornariam impuras como ele; um leproso não convivia com sua família, não podia entrar na Casa do Senhor para rezar com seus irmãos: era um ninguém: "Impuro! Impuro"! – ele gritava, com a barba coberta em sinal de luto e profunda tristeza.
O Evangelho (Mc1,40-45) narra a cena de um leproso que, ao encontrar-se com Jesus, ficou curado. A Lei de Moisés prescrevia o seguinte: “O leproso deve ficar isolado e morar fora do acampamento” (Lv 13, 46). Um preceito duro, que só se explica pela preocupação de evitar o contágio e pela ideia corrente entre os hebreus de que era um castigo de Deus aos pecadores.
Aquele homem, abandonado pelos homens e tido como rejeitado por Deus, demonstra sua fé! A fé autêntica não se perde em raciocínios sutis; tem uma lógica muito simples: Deus pode fazer tudo e basta, pois que o queira fazer. Ao pedido, que manifesta uma confiança ilimitada, Jesus responde com um gesto inaudito para um povo a quem fora proibido qualquer contato com os leprosos: “estendeu a mão, tocou-o”. Deus é o Senhor da Lei e demonstra um outro gesto: o da proximidade!
A cena do leproso que vai ao encontro de Jesus é tão marcante que a encontramos narradaem três Evangelistas, que contam o episódio e transmitem-nos o gesto surpreendente do Senhor: “Estendeu a mão e o tocou”. Até aquele momento, todos os homens haviam fugido dele com medo e repugnância. Cristo, porém, que podia tê-lo curado à distância – como já o fizera em outras ocasiões –, não só não se afasta dele, como chega a tocar a sua lepra. Não é difícil imaginar a ternura de Cristo e a gratidão do doente quando viu o gesto do Senhor e ouviu as suas palavras: “Quero, sê limpo”.
Os Santos Padres da Igreja viram na lepra a imagem do pecado. Porém, o pecado é incomparavelmente pior do que a lepra. Dizia o Cura d’Ars: “Se tivéssemos fé e víssemos uma alma em estado de pecado mortal, morreríamos de terror”. No entanto, uma realidade não podemos esquecer: Jesus é o único que nos pode curar. Só Ele!
O que Ele nos diz é que veio perdoar, redimir, veio livrar-nos dessa lepra da alma, que é o pecado. E proclama o seu perdão como um sinal de onipotência, como sinal de um poder que só o próprio Deus pode exercer. Cada uma das nossas confissões é expressão do poder e da misericórdia de Deus. É o próprio Jesus quem, no Sacramento da Penitência, pronuncia a palavra autorizada e paterna: “Os teus pecados te são perdoados”.
Um grande mal da nossa época, uma grande ilusão é achar que não temos pecado, pensar que somos maduros e integrados. Não somos capazes de reconhecer nossas lepras, somos incapazes de suplicar, de joelhos: "Senhor, se queres, podes curar-me"! E por que isso? Porque somos autossuficientes: olhamo-nos, examinamo-nos não à luz do amor de Deus manifestadoem Cristo Jesus, mas à luz de nós mesmos. Pensamos que somos senhores do bem e do mal, do certo e do errado! É tão comum vivermos de modo contrário à vontade do Senhor e ainda, cheios de orgulho e soberba, dizermos que estamos certos... É tão comum querermos moldar Jesus e a sua Palavra à nossa vontade... É tão frequente a ilusão de que podemos jogar na lata do lixo o ensinamento da Igreja, sobretudo no campo moral... E assim, vamos construindo nossa vida ao nosso modo, modo de pecado, modo de lepra, modo de doença: doença da descrença, da indiferença, da falta de fé!
É necessário anunciar ao povo da grande cidade que seus males são curados por Aquele que não tem medo de se aproximar de ninguém. Que também exerçamos a nossa missão de serviço (Eu vim para servir) para os nossos irmãos.
Peçamos, pois, Senhor, cura-nos! Senhor, somos leprosos, somos pecadores, nossos pecados mancham não a nossa pele, mas o nosso coração, o mais profundo da nossa alma! Senhor, de joelhos, como o leproso do Evangelho, te suplicamos: cura-nos e seremos curados! Dá-nos a graça de reconhecermos nossos pecados; reconhecendo-os, dá-nos a coragem e sinceridade de confessá-los; confessando-os, dá-nos a graça de experimentar teu perdão, de cumprir generosamente a penitência e de procurarmos, com responsabilidade, emendar a nossa vida! Tem piedade de nós, ó Autor da graça e Doador do perdão! A ti, a glória para sempre! Amém!
Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
domingo, 15 de fevereiro de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
"Com Francisco, muitas pessoas estão voltando para a Igreja"
Papa Francisco criará cardeal Dom Luis Villalba, arcebispo emérito de Tucumán, neste sábado, 14 de fevereiro, durante o Consistório.
Dom Villalba Nasceu em Buenos Aires dia 11 de outubro de 1934. Foi nomeado bispo auxiliar de Buenos Aires em 1984, bispo da diocese de San Martin em 1991 e arcebispo da arquidiocese de Tucuman em 1999, cargo do qual se aposentou por idade em 2011. Dom Villalba não tem o direito de votar em um conclave para eleger o futuro Papa por ter mais de 80 anos.
Quando conheceu Bergoglio?
Dom Villalba: Quando ele foi nomeado bispo em 1992, na paróquia de Flores, eu participei da sua ordenação. Ele assumiu o vicariato de Flores onde eu estava antes. Em 1999, eu fui para Tucumán. Naquele tempo os bispos me elegeram presidente da comissão que elaborou o documento 'Navegar Mar Adentro’, que convidava a assumir o apelo feito por João Paulo II. Este, foi aprofundado em Aparecida, e Bergoglio me apoiou muito.
O senhor trabalhou com o Papa?
Dom Villalba: Sim, porque Bergoglio foi presidente da Conferência Episcopal Argentina por dois mandatos e eu fui vice-presidente no primeiro. Foram seis anos nos encontrando mensalmente. Estávamos muito próximos, também viajamos juntos para Roma três vezes nesse período, visitando as Congregações, e fomos recebidos duas vezes por Bento XVI.
Nos entendemos muito. Ele é muito simples, sempre foi pastor, próximo das pessoas, isso não é novidade. Ele era assim, visitava as paróquias, os bairros, viajava de ônibus.
Quando ele fala dos problemas pastorais, muitas vezes, temos a impressão de que querem rotulá-lo ideologicamente. Certo?
Dom Villalba: Bergoglio nunca foi ideológico, devemos ter isso claro, ideológicos são os que o definem de direita, esquerda ou de centro. Ele sempre foi um homem da Igreja, com uma grande capacidade de discernimento, e, evidentemente, toda a espiritualidade inaciana o ajuda muito nisso. Um homem que consulta, pergunta, mas depois discerne e toma a decisão e quando decide é muito firme. Não é apressado, não resolver os problemas repentinamente, antes reza, medita, consulta, até que uma decisão, na certeza de que Deus está lhe pedindo aquilo.
O que mais impressiona no cotidiano de Bergoglio?
Dom Villalba: A simplicidade. É muito normal o que ele diz. E como Papa pede isso aos bispos e sacerdotes. Outra coisa, que é um dom, que marca, são aquelas frases como ‘o cheiro de ovelhas' que significa estar próximo e partilhar a vida com as pessoas.
E o Sínodo sobre a família?
Dom Villalba: O primeiro foi extraordinário, e em outubro haverá o segundo. Eu não participei, mas eu li tudo a respeito. Um marco do Papa foi que ele quis que os Padres sinodais falassem livremente, para expressar seus pensamentos, e isso é saudável. Eu acho que ele usou a expressão "dizer o que pensa" e claro, respeitar o pensamento de outro.
Em sua experiência pastoral, como Francisco está influenciando?
Dom Villalba: Na Argentina muito bem, não só no âmbito eclesiástico, mas todas as pessoas, muitos batizados e não praticantes de alguma forma estão voltando para a Igreja. Na Semana Santa Santa percebemos uma maior participação dos fiéis. Eles dizem 'Francisco fala claramente, nós o compreendemos, é um dos nossos’.
Este retorno é o início de uma conversão?
Dom Villalba: Muitos voltaram. No confessionário eu já vi. Era o que esperávamos, surpreendente, uma graça de Deus. Este domingo, em Roma, eu não consegui ver o Papa durante o Angelus, porque eu não consegui passar por tantas pessoas na Praça de São Pedro, eu fiquei do lado de fora, na Praça Pio XII.
Como o senhor recebeu a notícia do cardinalato?
Dom Villalba: Todos os domingos eu assisto pela televisão o Papa no Angelus. Devido à diferença de horário, na Argentina são 08:00 da manhã, eu assisto enquanto tomo o café da manhã. Eu sabia que haveria um consistório. Naquele domingo, o Papa primeiramente fez uma reflexão espiritual, em seguida, rezou o Angelus e, depois, leu a lista dos futuros cardeais. E eu ouvi o meu nome enquanto tomava mate. Eu não sabia de nada. E ele me telefonou às 6.
Francisco disse que em sua pessoa gostaria de reconhecer muitos pastores da Igreja...
Dom Villalba: Minha nomeação vai além de mim, é um reconhecimento também ao noroeste da Argentina e a Tucumán, por onde passa a corrente evangelizadora do norte, que veio de Lima. Uma das áreas mais pobres do país, duramente atingida pelo fechamento das usinas de açúcar na década de 60 e com isso todas as pessoas que lá trabalhavam. Ao mesmo tempo, uma área muito religiosa e que dá tantas vocações para a Igreja.
Fonte: Zenit.
Quando conheceu Bergoglio?
Dom Villalba: Quando ele foi nomeado bispo em 1992, na paróquia de Flores, eu participei da sua ordenação. Ele assumiu o vicariato de Flores onde eu estava antes. Em 1999, eu fui para Tucumán. Naquele tempo os bispos me elegeram presidente da comissão que elaborou o documento 'Navegar Mar Adentro’, que convidava a assumir o apelo feito por João Paulo II. Este, foi aprofundado em Aparecida, e Bergoglio me apoiou muito.
O senhor trabalhou com o Papa?
Dom Villalba: Sim, porque Bergoglio foi presidente da Conferência Episcopal Argentina por dois mandatos e eu fui vice-presidente no primeiro. Foram seis anos nos encontrando mensalmente. Estávamos muito próximos, também viajamos juntos para Roma três vezes nesse período, visitando as Congregações, e fomos recebidos duas vezes por Bento XVI.
Nos entendemos muito. Ele é muito simples, sempre foi pastor, próximo das pessoas, isso não é novidade. Ele era assim, visitava as paróquias, os bairros, viajava de ônibus.
Quando ele fala dos problemas pastorais, muitas vezes, temos a impressão de que querem rotulá-lo ideologicamente. Certo?
Dom Villalba: Bergoglio nunca foi ideológico, devemos ter isso claro, ideológicos são os que o definem de direita, esquerda ou de centro. Ele sempre foi um homem da Igreja, com uma grande capacidade de discernimento, e, evidentemente, toda a espiritualidade inaciana o ajuda muito nisso. Um homem que consulta, pergunta, mas depois discerne e toma a decisão e quando decide é muito firme. Não é apressado, não resolver os problemas repentinamente, antes reza, medita, consulta, até que uma decisão, na certeza de que Deus está lhe pedindo aquilo.
O que mais impressiona no cotidiano de Bergoglio?
Dom Villalba: A simplicidade. É muito normal o que ele diz. E como Papa pede isso aos bispos e sacerdotes. Outra coisa, que é um dom, que marca, são aquelas frases como ‘o cheiro de ovelhas' que significa estar próximo e partilhar a vida com as pessoas.
E o Sínodo sobre a família?
Dom Villalba: O primeiro foi extraordinário, e em outubro haverá o segundo. Eu não participei, mas eu li tudo a respeito. Um marco do Papa foi que ele quis que os Padres sinodais falassem livremente, para expressar seus pensamentos, e isso é saudável. Eu acho que ele usou a expressão "dizer o que pensa" e claro, respeitar o pensamento de outro.
Em sua experiência pastoral, como Francisco está influenciando?
Dom Villalba: Na Argentina muito bem, não só no âmbito eclesiástico, mas todas as pessoas, muitos batizados e não praticantes de alguma forma estão voltando para a Igreja. Na Semana Santa Santa percebemos uma maior participação dos fiéis. Eles dizem 'Francisco fala claramente, nós o compreendemos, é um dos nossos’.
Este retorno é o início de uma conversão?
Dom Villalba: Muitos voltaram. No confessionário eu já vi. Era o que esperávamos, surpreendente, uma graça de Deus. Este domingo, em Roma, eu não consegui ver o Papa durante o Angelus, porque eu não consegui passar por tantas pessoas na Praça de São Pedro, eu fiquei do lado de fora, na Praça Pio XII.
Como o senhor recebeu a notícia do cardinalato?
Dom Villalba: Todos os domingos eu assisto pela televisão o Papa no Angelus. Devido à diferença de horário, na Argentina são 08:00 da manhã, eu assisto enquanto tomo o café da manhã. Eu sabia que haveria um consistório. Naquele domingo, o Papa primeiramente fez uma reflexão espiritual, em seguida, rezou o Angelus e, depois, leu a lista dos futuros cardeais. E eu ouvi o meu nome enquanto tomava mate. Eu não sabia de nada. E ele me telefonou às 6.
Francisco disse que em sua pessoa gostaria de reconhecer muitos pastores da Igreja...
Dom Villalba: Minha nomeação vai além de mim, é um reconhecimento também ao noroeste da Argentina e a Tucumán, por onde passa a corrente evangelizadora do norte, que veio de Lima. Uma das áreas mais pobres do país, duramente atingida pelo fechamento das usinas de açúcar na década de 60 e com isso todas as pessoas que lá trabalhavam. Ao mesmo tempo, uma área muito religiosa e que dá tantas vocações para a Igreja.
Fonte: Zenit.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
20 de fevereiro: Festa Litúrgica dos Pastorinhos de Fátima
No dia 20 de fevereiro celebra-se a Festa Litúrgica dos Pastorinhos de Fátima, no 90.º aniversário da vidente Jacinta Marto. Para assinalar a data, as celebrações no Santuário Fátima têm início no dia 19 com as vésperas dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, na Capelinha das Aparições, pelas 17:30, informa a assessoria de imprensa do Santuário de Fátima.
Conforme comunicado, o programa no dia 20 inicia com a oração do Rosário, pelas 10:00, na Capelinha das Aparições, seguida de procissão para a Basílica da Santíssima Trindade, onde será celebrada a Eucaristia com a bênção das crianças às 11:00. Da parte da tarde, pelas 15:00, haverá um momento de meditação sob o tema “Encontro com os Pastorinhos”, na Basílica da Santíssima Trindade. Às 17:30 terá lugar um momento de Adoração, “Adorar com os Pastorinhos”, na capela do Santíssimo Sacramento.
“O dia 20 de fevereiro é, em cada ano, um dia especial no Santuário de Fátima e um dia especial para quantos sentem Fátima como acontecimento significativo nas suas vidas: é o dia da celebração litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, os dois mais jovens videntes de Fátima. O Papa S. João Paulo II chamou-lhes Candeias que Deus acendeupara iluminar os nossos tempos conturbados”, refere o Reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas.
No mesmo dia, 20 de fevereiro, o Santuário de Fátima promove a realização em Lisboa de um concerto evocativo dos três videntes de Fátima, que terá como momento alto a estreia nacional da peça musical “Drei Hirtenkinder aus Fatima – Os Três Pastorinhos de Fátima”, da autoria de Arvo Pärt, compositor estoniano de referência na música contemporânea.
A Sé Patriarcal de Lisboa acolhe esta iniciativa integrada no programa oficial do Centenário das Aparições de Fátima. O início do concerto, intitulado “Sem amor nenhuns olhos são videntes”, verso do poema «Anátema», da autoria do escritor português Miguel Torga, está marcado para as 21:00, com entrada livre. O concerto será apresentado em três partes – com coro infantil, órgão e coro – de acordo com o seguinte alinhamento: Coro Infantil do Instituto Gregoriano de Lisboa; João Santos, organista titular do Santuário de Fátima; Coro Anonymus. O programa encontra-se disponível AQUI.
Nas palavras do reitor, a opção pela realização deste concerto fora do Santuário de Fátima “é apenas sinal de que a mensagem de Fátima vai muito além dos limites físicos do lugar e de que a figura dos Pastorinhos de Fátima não pode encerrar-se nos estreitos limites geográficos das suas terras de origem”.
Sobre a peça de Arvo Pärt, o reitor observa que “partindo do texto do Salmo 8, o compositor contempla os Pastorinhos de Fátima como aquelas crianças das quais brota o louvor à grandeza de Deus”.
Para o padre Carlos Cabecinhas, "culto e cultura não são concorrentes e menos ainda se excluem mutuamente", e também a linguagem da música "é caminho para a difusão da mensagem de Fátima, dando a conhecer os seus protagonistas".
Fonte: Zenit.
Conforme comunicado, o programa no dia 20 inicia com a oração do Rosário, pelas 10:00, na Capelinha das Aparições, seguida de procissão para a Basílica da Santíssima Trindade, onde será celebrada a Eucaristia com a bênção das crianças às 11:00. Da parte da tarde, pelas 15:00, haverá um momento de meditação sob o tema “Encontro com os Pastorinhos”, na Basílica da Santíssima Trindade. Às 17:30 terá lugar um momento de Adoração, “Adorar com os Pastorinhos”, na capela do Santíssimo Sacramento.
“O dia 20 de fevereiro é, em cada ano, um dia especial no Santuário de Fátima e um dia especial para quantos sentem Fátima como acontecimento significativo nas suas vidas: é o dia da celebração litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, os dois mais jovens videntes de Fátima. O Papa S. João Paulo II chamou-lhes Candeias que Deus acendeupara iluminar os nossos tempos conturbados”, refere o Reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas.
No mesmo dia, 20 de fevereiro, o Santuário de Fátima promove a realização em Lisboa de um concerto evocativo dos três videntes de Fátima, que terá como momento alto a estreia nacional da peça musical “Drei Hirtenkinder aus Fatima – Os Três Pastorinhos de Fátima”, da autoria de Arvo Pärt, compositor estoniano de referência na música contemporânea.
A Sé Patriarcal de Lisboa acolhe esta iniciativa integrada no programa oficial do Centenário das Aparições de Fátima. O início do concerto, intitulado “Sem amor nenhuns olhos são videntes”, verso do poema «Anátema», da autoria do escritor português Miguel Torga, está marcado para as 21:00, com entrada livre. O concerto será apresentado em três partes – com coro infantil, órgão e coro – de acordo com o seguinte alinhamento: Coro Infantil do Instituto Gregoriano de Lisboa; João Santos, organista titular do Santuário de Fátima; Coro Anonymus. O programa encontra-se disponível AQUI.
Nas palavras do reitor, a opção pela realização deste concerto fora do Santuário de Fátima “é apenas sinal de que a mensagem de Fátima vai muito além dos limites físicos do lugar e de que a figura dos Pastorinhos de Fátima não pode encerrar-se nos estreitos limites geográficos das suas terras de origem”.
Sobre a peça de Arvo Pärt, o reitor observa que “partindo do texto do Salmo 8, o compositor contempla os Pastorinhos de Fátima como aquelas crianças das quais brota o louvor à grandeza de Deus”.
Para o padre Carlos Cabecinhas, "culto e cultura não são concorrentes e menos ainda se excluem mutuamente", e também a linguagem da música "é caminho para a difusão da mensagem de Fátima, dando a conhecer os seus protagonistas".
Fonte: Zenit.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Encontro Mundial das Famílias abre inscrições com desconto
As famílias e grupos de peregrinos que desejam participar do Encontro Mundial das Famílias na Filadélfia 2015, com o papa Francisco, devem se apressar. O evento acontecerá na Filadélfia, de 22 a 25 de setembro próximo. O prazo para inscrições antecipadas terminam no dia 30 de abril. Até a data, os participantes ganham descontos no pagamento.
Os pacotes de inscrição são oferecidos em três modalidades, na categoria de adulto ou criança/adolescente até 17 anos: 1) pacote completo, 2) modificado e 3) básico. O pacote completo inclui alimentação, vale transporte, kit do peregrino, além de um cartão de débito com cem dólares para gastar no local.
Conheça aqui os demais pacotes e valores.
Como se inscrever
Os interessados podem se inscrever nas modalidades famílias, grupos ou na categoria individual. A inscrição garantirá acesso ao Centro de Convenções da Pensilvânia, nos quatro dias do evento, entre outros benefícios descritos nos pacotes, de acordo com o tipo de inscrição. Garanta sua vaga no evento, inscreva-se pelo site oficial.
Durante o Encontro Mundial das Famílias, haverá também uma creche para crianças menores de seis anos de idade. O Congresso para adultos acima dos 18 anos será composto de sessões que abordarão maneiras de fortalecer os laços familiares, diante dos desafios que enfrentam a família no contexto atual.
Amor em missão
"O amor é a nossa missão: a família plenamente viva" será tema do Encontro Mundial das Famílias. O Encontro Mundial contará com dois grandes Congressos, sendo um para adultos e o outro para jovens entre 6 e 17 anos. Serão oferecidos programas interativos para os jovens, buscando favorecer reflexões sobre a missão de amor em uma família.
A expectativa da organização é receber 15 mil delegados de mais de 150 nações. Cerca de 100 palestrantes de diferentes partes do mundo irão contribuir com o debate dos temas. De acordo com o arcebispo do Filadélfia, dom Charles J. Chaput, o Encontro Mundial das Famílias será uma oportunidade de debater questões da família, buscando oferecer caminhos pastorais para enfrentar as dificuldades da vida familiar.
Saiba mais: www.worldmeeting2015.org
Fonte: Zenit.
Os pacotes de inscrição são oferecidos em três modalidades, na categoria de adulto ou criança/adolescente até 17 anos: 1) pacote completo, 2) modificado e 3) básico. O pacote completo inclui alimentação, vale transporte, kit do peregrino, além de um cartão de débito com cem dólares para gastar no local.
Conheça aqui os demais pacotes e valores.
Como se inscrever
Os interessados podem se inscrever nas modalidades famílias, grupos ou na categoria individual. A inscrição garantirá acesso ao Centro de Convenções da Pensilvânia, nos quatro dias do evento, entre outros benefícios descritos nos pacotes, de acordo com o tipo de inscrição. Garanta sua vaga no evento, inscreva-se pelo site oficial.
Durante o Encontro Mundial das Famílias, haverá também uma creche para crianças menores de seis anos de idade. O Congresso para adultos acima dos 18 anos será composto de sessões que abordarão maneiras de fortalecer os laços familiares, diante dos desafios que enfrentam a família no contexto atual.
Amor em missão
"O amor é a nossa missão: a família plenamente viva" será tema do Encontro Mundial das Famílias. O Encontro Mundial contará com dois grandes Congressos, sendo um para adultos e o outro para jovens entre 6 e 17 anos. Serão oferecidos programas interativos para os jovens, buscando favorecer reflexões sobre a missão de amor em uma família.
A expectativa da organização é receber 15 mil delegados de mais de 150 nações. Cerca de 100 palestrantes de diferentes partes do mundo irão contribuir com o debate dos temas. De acordo com o arcebispo do Filadélfia, dom Charles J. Chaput, o Encontro Mundial das Famílias será uma oportunidade de debater questões da família, buscando oferecer caminhos pastorais para enfrentar as dificuldades da vida familiar.
Saiba mais: www.worldmeeting2015.org
Fonte: Zenit.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Visitar os Enfermos
A doença nos mostra o quanto somos limitados. A busca da saúde e a preocupação com a dignidade da assistência fazem parte de nossa faina e de nosso próprio instinto. Diante de tantas circunstâncias e situações, a Pastoral dos Enfermos é uma presença da Igreja em todos os âmbitos ligados a esta situação. É o anúncio de que Deus está presente em nossa vida, de maneira especial nesse momento de fragilidade em que aprendemos a trabalhar de um outro modo e a ser mais contemplativo, além do esforço de arrancar o mal pela raiz. É o que celebramos na Unção dos Enfermos. Pela sagrada Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e salve. Exorta os mesmos a que livremente se associem à paixão e à morte de Cristo, e contribuam para o bem do povo de Deus.
O Sacramento da Unção dos Enfermos, que podemos receber mais de uma vez quando passamos por doenças graves que necessitam de cuidados, é essa presença de fé e esperança nesse momento da vida. Costuma-se, na celebração, o padre dar ao doente o Sacramento da Confissão, com o propósito de o doente também arrepender-se de seus pecados e viver esse momento na graça de Deus.
Um importante requisito para a realização do Sacramento é a vontade do doente em querer recebê-lo. A família pode aconselhá-lo, chamar o padre a casa dele e propor o Sacramento, mas sem impô-lo ao doente. Recebido com fé, o Sacramento dará muitos frutos e graças.
Jesus sempre teve um grande carinho pelos doentes. Quando os judeus os desprezavam, porque consideravam a doença um castigo de Deus, Ele os acolhia com amor e os curava. “E passando, Jesus viu um cego de nascença. Os seus discípulos perguntaram-lhe: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: nem ele nem seus pais, mas foi para se manifestarem nele as obras de Deus” (Jo 9, 1-3). Jesus quis que aqueles que o acompanhavam continuassem sua missão, por isso deu a seus discípulos o dom da cura. “Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungindo-os com óleo” (Mc 6, 12s). O Senhor ressuscita e renova este envio e confirma, através de sinais realizados pela Igreja, ao invocar seu nome: "Quando colocarem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados" (Mt 16, 18).
Para aprofundar este tema é que temos a oportunidade de viver mais um Dia Mundial do Doente. Ele foi instituído por São João Paulo II em 1992, e é celebrado, anualmente, em 11 de fevereiro, na festividade de Nossa Senhora de Lourdes.Em nossa Arquidiocese, além da celebração na Basílica de Lourdes, teremos missa especial em hospitais de cada Vicariato com os agentes da pastoral, doentes, familiares, médicos, enfermeiros e funcionários para aprofundar esta proximidade da Igreja junto àquele que sofre.
Para reflexão desse dia, a Santa Sé divulgou, no dia 30 de dezembro de2014, amensagem do Papa Francisco para esse XXIII Dia Mundial do Doente.
O tema deste ano convida-nos a meditar uma frase do livro de Jó: “Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo” (29,15). O Papa Francisco encoraja a fazer esta meditação na perspectiva da “sapientia cordis”, ou seja, da sabedoria do coração, e frisa que sabedoria do coração significa servir o irmão. Com efeito, as palavras de Jó evidenciam o serviço aos necessitados – insiste o Papa –, recordando aqui as pessoas que permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar.
Este serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e pesado; é relativamente fácil servir alguns dias, mas torna-se difícil cuidar de uma pessoa durante meses ou até anos, inclusive quando ela já não é capaz nem de agradecer. E, no entanto, que grande caminho de santificação é este! – exclama o Papa. Em tais momentos, pode-se contar, de modo particular, com a proximidade do Senhor, sendo, também, de especial apoio a missão da Igreja – escreve o Papa –, que continua: sabedoria do coração é sair de si para ir ao encontro do irmão.
Às vezes, o nosso mundo se esquece do valor especial que tem o tempo gasto à cabeceira do doente, porque, obcecados pela rapidez, pelo frenesi do fazer e do produzir, esquece-se a dimensão da gratuidade, do prestar cuidados, do encarregar-se do outro. No fundo, por detrás dessa atitude, há muitas vezes uma fé morna, que esqueceu a palavra do Senhor que diz: “a Mim mesmo o fizestes”. Por isso, o Papa Francisco recorda uma vez mais a “absoluta prioridade da ‘saída de si próprio’” para se pôr ao serviço do irmão necessitado.
Na mensagem, o Papa Francisco fala das sabedorias: 1- Sabedoria do coração; 2- Sabedoria do coração é servir o irmão; 3- Sabedoria do coração é estar com o irmão; 4- Sabedoria do coração é sair de si ao encontro do irmão; 5- Sabedoria do coração é ser solidário com o irmão, sem julgá-lo.
Ao concluir a mensagem, o Papa Francisco se remete a Maria Santíssima, pois foi ela que acolheu em seu ventre a Sabedoria Encarnada, que é Jesus Cristo, e depois recitou uma prece: “Ó Maria, Sede da Sabedoria, intercedei como nossa Mãe por todos os doentes e quantos cuidam deles. Fazei que possamos, no serviço ao próximo sofredor e através da própria experiência do sofrimento, acolher e fazer crescer em nós a verdadeira sabedoria do coração”.
Temos um belo serviço de visita aos enfermos, que vejo com alegria que cada vez melhor se organiza. Agradeço a Deus e a tantos irmãos do clero que se desdobram em ser essa presença. Convido outros irmãos e irmãs para que se associem nessa missão evangelizadora e importantíssima, seja nas visitas aos hospitais, seja nas residências. Eu mesmo gostaria de ter mais possibilidade de ter essa presença, e, quando consigo, agradeço a Deus, como pude fazer algumas vezes durante a Trezena de São Sebastião.
Este é um convite que faço a todos os arquidiocesanos, para que, neste Ano da Esperança Cristã, levemos a esperança que é Cristo para os que estão nos leitos hospitalares, ou em suas residências presos a uma cama, enfermos. Tenho visto muitos exemplos e sinais dessa presença.
Que a luz divina do Cristo Ressuscitado brilhe nos corações de todos os enfermos e nas suas famílias. Que Maria Santíssima, Auxiliadora dos Cristãos, Mãe dos Enfermos e Consoladora dos Aflitos nos ensine a aceitar o caminho do sofrimento guiado pela Palavra de Deus, que nos anima e nos guia ao do Cristo Redentor!
Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
O Sacramento da Unção dos Enfermos, que podemos receber mais de uma vez quando passamos por doenças graves que necessitam de cuidados, é essa presença de fé e esperança nesse momento da vida. Costuma-se, na celebração, o padre dar ao doente o Sacramento da Confissão, com o propósito de o doente também arrepender-se de seus pecados e viver esse momento na graça de Deus.
Um importante requisito para a realização do Sacramento é a vontade do doente em querer recebê-lo. A família pode aconselhá-lo, chamar o padre a casa dele e propor o Sacramento, mas sem impô-lo ao doente. Recebido com fé, o Sacramento dará muitos frutos e graças.
Jesus sempre teve um grande carinho pelos doentes. Quando os judeus os desprezavam, porque consideravam a doença um castigo de Deus, Ele os acolhia com amor e os curava. “E passando, Jesus viu um cego de nascença. Os seus discípulos perguntaram-lhe: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: nem ele nem seus pais, mas foi para se manifestarem nele as obras de Deus” (Jo 9, 1-3). Jesus quis que aqueles que o acompanhavam continuassem sua missão, por isso deu a seus discípulos o dom da cura. “Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungindo-os com óleo” (Mc 6, 12s). O Senhor ressuscita e renova este envio e confirma, através de sinais realizados pela Igreja, ao invocar seu nome: "Quando colocarem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados" (Mt 16, 18).
Para aprofundar este tema é que temos a oportunidade de viver mais um Dia Mundial do Doente. Ele foi instituído por São João Paulo II em 1992, e é celebrado, anualmente, em 11 de fevereiro, na festividade de Nossa Senhora de Lourdes.Em nossa Arquidiocese, além da celebração na Basílica de Lourdes, teremos missa especial em hospitais de cada Vicariato com os agentes da pastoral, doentes, familiares, médicos, enfermeiros e funcionários para aprofundar esta proximidade da Igreja junto àquele que sofre.
Para reflexão desse dia, a Santa Sé divulgou, no dia 30 de dezembro de2014, amensagem do Papa Francisco para esse XXIII Dia Mundial do Doente.
O tema deste ano convida-nos a meditar uma frase do livro de Jó: “Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo” (29,15). O Papa Francisco encoraja a fazer esta meditação na perspectiva da “sapientia cordis”, ou seja, da sabedoria do coração, e frisa que sabedoria do coração significa servir o irmão. Com efeito, as palavras de Jó evidenciam o serviço aos necessitados – insiste o Papa –, recordando aqui as pessoas que permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar.
Este serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e pesado; é relativamente fácil servir alguns dias, mas torna-se difícil cuidar de uma pessoa durante meses ou até anos, inclusive quando ela já não é capaz nem de agradecer. E, no entanto, que grande caminho de santificação é este! – exclama o Papa. Em tais momentos, pode-se contar, de modo particular, com a proximidade do Senhor, sendo, também, de especial apoio a missão da Igreja – escreve o Papa –, que continua: sabedoria do coração é sair de si para ir ao encontro do irmão.
Às vezes, o nosso mundo se esquece do valor especial que tem o tempo gasto à cabeceira do doente, porque, obcecados pela rapidez, pelo frenesi do fazer e do produzir, esquece-se a dimensão da gratuidade, do prestar cuidados, do encarregar-se do outro. No fundo, por detrás dessa atitude, há muitas vezes uma fé morna, que esqueceu a palavra do Senhor que diz: “a Mim mesmo o fizestes”. Por isso, o Papa Francisco recorda uma vez mais a “absoluta prioridade da ‘saída de si próprio’” para se pôr ao serviço do irmão necessitado.
Na mensagem, o Papa Francisco fala das sabedorias: 1- Sabedoria do coração; 2- Sabedoria do coração é servir o irmão; 3- Sabedoria do coração é estar com o irmão; 4- Sabedoria do coração é sair de si ao encontro do irmão; 5- Sabedoria do coração é ser solidário com o irmão, sem julgá-lo.
Ao concluir a mensagem, o Papa Francisco se remete a Maria Santíssima, pois foi ela que acolheu em seu ventre a Sabedoria Encarnada, que é Jesus Cristo, e depois recitou uma prece: “Ó Maria, Sede da Sabedoria, intercedei como nossa Mãe por todos os doentes e quantos cuidam deles. Fazei que possamos, no serviço ao próximo sofredor e através da própria experiência do sofrimento, acolher e fazer crescer em nós a verdadeira sabedoria do coração”.
Temos um belo serviço de visita aos enfermos, que vejo com alegria que cada vez melhor se organiza. Agradeço a Deus e a tantos irmãos do clero que se desdobram em ser essa presença. Convido outros irmãos e irmãs para que se associem nessa missão evangelizadora e importantíssima, seja nas visitas aos hospitais, seja nas residências. Eu mesmo gostaria de ter mais possibilidade de ter essa presença, e, quando consigo, agradeço a Deus, como pude fazer algumas vezes durante a Trezena de São Sebastião.
Este é um convite que faço a todos os arquidiocesanos, para que, neste Ano da Esperança Cristã, levemos a esperança que é Cristo para os que estão nos leitos hospitalares, ou em suas residências presos a uma cama, enfermos. Tenho visto muitos exemplos e sinais dessa presença.
Que a luz divina do Cristo Ressuscitado brilhe nos corações de todos os enfermos e nas suas famílias. Que Maria Santíssima, Auxiliadora dos Cristãos, Mãe dos Enfermos e Consoladora dos Aflitos nos ensine a aceitar o caminho do sofrimento guiado pela Palavra de Deus, que nos anima e nos guia ao do Cristo Redentor!
Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
A revolução do Papa Francisco
Tem despertado certo estupor a inauguração dos chuveiros e da barbearia para os desabrigados, na Praça de São Pedro. Os chuveiros foram instalados próximo aos correios do Vaticano, à direita da colunata de Bernini. A iniciativa foi pessoalmente solicitada pelo Papa Francisco. Nenhum Papa jamais havia feito isso.
A este respeito, devemos lembrar o que disse Jorge Mario Bergoglio no dia 16 de março de 2013, poucos dias depois da sua eleição à Cátedra de Pedro, quando ele se encontrou com cerca de 6.000 jornalistas. Depois de ler as primeiras linhas de seu discurso previamente preparado, ele decidiu abandoná-lo e falou espontaneamente sobre o Conclave, como ele havia sido eleito e por que ele escolheu o nome de Francisco.
Quando sua eleição tornou-se conhecida, o cardeal brasileiro Claudio Hummes, sentado ao lado dele disse: "Não se esqueça dos pobres". Então, o Cardeal Bergoglio imediatamente pensou em Francisco de Assis. Depois, ele pensou da guerra, o que foi uma confirmação: Francisco, um homem de paz. Por isso ele escolheu este nome, e tornou-se o primeiro Papa Francisco na longa história da Igreja.
Ainda durante essa audiência, ele indicou o programa de seu pontificado; o Papa Francisco parou, olhou para nós intensamente e muito sério, disse: "Desejo uma Igreja pobre e para os pobres".
Descrentes muitos colegas comentaram no dialeto romano: “ma questo Papa c’è o ci fà?” (‘Esse Papa está fazendo tipo?’). Estavam céticos até mesmo alguns padres que trabalhavam na Cúria, "vamos ver daqui há alguns meses...”. Já se passaram quase dois anos desde aquele dia, e Papa Francisco demonstrou que o seu programa de ajuda e atenção aos pobres e marginalizados, o seu compromisso com a paz, não se trata de uma retórica.
No consistório de 14 de fevereiro, o Papa Francisco conferirá o solidéu cardinalício a 15 novos cardeais, de todos os continentes. Com exceção da nomeação de Dom Dominique Mamberti - cujo cargo de prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica prevê a nomeação como cardeal - para nenhum dos outros bispos era esperado a púrpura.
O Papa nomeou cardeais de países pequenos e pobres, na periferia do mundo, como a ilha de Tonga, na Polinésia e o arquipélago de Cabo Verde, ao largo da costa do Senegal. Ou cardeais de países onde a Igreja Católica tem sido discriminada e perseguida como Hanói (Vietnã) e Yangon (Myanmar). Da Itália provenientes de dioceses ‘não cardinalícias’ como Ancona e Agrigento. Compromissos que representam uma verdadeira revolução e que respondem ao sonho de uma Igreja pobre para os pobres.
A liberdade absoluta e a determinação com que Francisco age é apreciado por todos, mesmo aqueles de outras religiões e nações não católicas. Sua radicalidade e coerência evangélica fazem dele o personagem mais apreciado e amado do mundo. No ano passado mais de seis milhões de pessoas vieram a Roma para assistir o Angelus no domingo e participar da Audiência Geral. Mais de um milhão de cartas chegaram ao Vaticano. Cerca de dezessete milhões de pessoas no Twitter seguem a conta @pontifex. Em sua última viagem a Manila, nas Filipinas, sete milhões de pessoas participaram da celebração da missa de encerramento.
Não há nenhum encontro em que o Papa argentino não reze ou faça rezar. Em todos os encontros públicos e privados encontra tempo para ouvir, observar, abraçar, consolar, encorajar, os doentes, os deficientes, os que sofrem, os marginalizados, os representantes de outras religiões.
Entre as muitas iniciativas que promove, pela paz e desenvolvimento, é impressionante o que ele conseguiu fazer contra as velhas e novas formas de escravidão. Os signatários do Acordo que ele propôs são representantes de religiões que contabilizam mais de dois bilhões e meio de fiéis.
Graças a Bergoglio se reuniram em Roma a Hindu Mata Amritanandamayi (Amma), considerada um guru e um Mahatma, também conhecido como "a santa do abraço", dois líderes budistas, dois rabinos, o Patriarca ecumênico ortodoxo, um imã, dois Aiatolás, um xeique e o arcebispo anglicano de Canterbury. Todos muito disponíveis a assinar e apresentar ao mundo uma declaração que tem o objetivo de erradicar, no período de cinco anos, o horror das novas formas de escravidão. Da prostituição ao trabalho infantil, da exploração econômica e sexual aos exércitos que usam crianças para lutar. Assim, o Papa Francisco conseguiu montar uma espécie de ONU das religiões para combater a barbárie e extinguir definitivamente a escravidão.
Fonte: Zenit.
A este respeito, devemos lembrar o que disse Jorge Mario Bergoglio no dia 16 de março de 2013, poucos dias depois da sua eleição à Cátedra de Pedro, quando ele se encontrou com cerca de 6.000 jornalistas. Depois de ler as primeiras linhas de seu discurso previamente preparado, ele decidiu abandoná-lo e falou espontaneamente sobre o Conclave, como ele havia sido eleito e por que ele escolheu o nome de Francisco.
Quando sua eleição tornou-se conhecida, o cardeal brasileiro Claudio Hummes, sentado ao lado dele disse: "Não se esqueça dos pobres". Então, o Cardeal Bergoglio imediatamente pensou em Francisco de Assis. Depois, ele pensou da guerra, o que foi uma confirmação: Francisco, um homem de paz. Por isso ele escolheu este nome, e tornou-se o primeiro Papa Francisco na longa história da Igreja.
Ainda durante essa audiência, ele indicou o programa de seu pontificado; o Papa Francisco parou, olhou para nós intensamente e muito sério, disse: "Desejo uma Igreja pobre e para os pobres".
Descrentes muitos colegas comentaram no dialeto romano: “ma questo Papa c’è o ci fà?” (‘Esse Papa está fazendo tipo?’). Estavam céticos até mesmo alguns padres que trabalhavam na Cúria, "vamos ver daqui há alguns meses...”. Já se passaram quase dois anos desde aquele dia, e Papa Francisco demonstrou que o seu programa de ajuda e atenção aos pobres e marginalizados, o seu compromisso com a paz, não se trata de uma retórica.
No consistório de 14 de fevereiro, o Papa Francisco conferirá o solidéu cardinalício a 15 novos cardeais, de todos os continentes. Com exceção da nomeação de Dom Dominique Mamberti - cujo cargo de prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica prevê a nomeação como cardeal - para nenhum dos outros bispos era esperado a púrpura.
O Papa nomeou cardeais de países pequenos e pobres, na periferia do mundo, como a ilha de Tonga, na Polinésia e o arquipélago de Cabo Verde, ao largo da costa do Senegal. Ou cardeais de países onde a Igreja Católica tem sido discriminada e perseguida como Hanói (Vietnã) e Yangon (Myanmar). Da Itália provenientes de dioceses ‘não cardinalícias’ como Ancona e Agrigento. Compromissos que representam uma verdadeira revolução e que respondem ao sonho de uma Igreja pobre para os pobres.
A liberdade absoluta e a determinação com que Francisco age é apreciado por todos, mesmo aqueles de outras religiões e nações não católicas. Sua radicalidade e coerência evangélica fazem dele o personagem mais apreciado e amado do mundo. No ano passado mais de seis milhões de pessoas vieram a Roma para assistir o Angelus no domingo e participar da Audiência Geral. Mais de um milhão de cartas chegaram ao Vaticano. Cerca de dezessete milhões de pessoas no Twitter seguem a conta @pontifex. Em sua última viagem a Manila, nas Filipinas, sete milhões de pessoas participaram da celebração da missa de encerramento.
Não há nenhum encontro em que o Papa argentino não reze ou faça rezar. Em todos os encontros públicos e privados encontra tempo para ouvir, observar, abraçar, consolar, encorajar, os doentes, os deficientes, os que sofrem, os marginalizados, os representantes de outras religiões.
Entre as muitas iniciativas que promove, pela paz e desenvolvimento, é impressionante o que ele conseguiu fazer contra as velhas e novas formas de escravidão. Os signatários do Acordo que ele propôs são representantes de religiões que contabilizam mais de dois bilhões e meio de fiéis.
Graças a Bergoglio se reuniram em Roma a Hindu Mata Amritanandamayi (Amma), considerada um guru e um Mahatma, também conhecido como "a santa do abraço", dois líderes budistas, dois rabinos, o Patriarca ecumênico ortodoxo, um imã, dois Aiatolás, um xeique e o arcebispo anglicano de Canterbury. Todos muito disponíveis a assinar e apresentar ao mundo uma declaração que tem o objetivo de erradicar, no período de cinco anos, o horror das novas formas de escravidão. Da prostituição ao trabalho infantil, da exploração econômica e sexual aos exércitos que usam crianças para lutar. Assim, o Papa Francisco conseguiu montar uma espécie de ONU das religiões para combater a barbárie e extinguir definitivamente a escravidão.
Fonte: Zenit.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
"Enfermos, uma via privilegiada para encontrar Cristo"
Ontem, o Papa Francisco comentou o Evangelho do dia. Apresentamos o texto na íntegra:
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
O Evangelho de hoje (Mc 1,29-39) apresenta Jesus que, depois de pregar no sábado, na sinagoga, cura muitos enfermos. Pregar e curar: esta é a principal atividade de Jesus na sua vida pública. Com a pregação, Ele anuncia o Reino de Deus e com a cura demonstra que este está próximo, que o Reino de Deus está entre nós.
Ao entrar na casa de Simão Pedro, Jesus vê que a sua sogra está na cama com uma febre; imediatamente a toma pela mão, a cura e a faz levantar-se. Depois do pôr do sol, quando terminado o sábado as pessoas podem sair e levar-lhes os doentes, reúne-se uma multidão de pessoas com todos os tipos de doença: físicas, psíquicas e espirituais. Vindo sobre a terra para anunciar e realizar a salvação de todo o homem e de todos os homens, Jesus mostra uma especial predileção por aqueles que estão feridos no corpo e no espírito: os pobres, os pecadores, os endemoninhados, os doentes e os marginalizados. Ele assim se revela médico seja das almas, seja dos corpos, bom Samaritano do homem. É o verdadeiro Salvador: Jesus salva, Jesus cuida, Jesus cura.
Esta realidade da cura dos enfermos por parte de Cristo, nos convida a refletir sobre o sentido e o valor de doença. E nos recorda o Dia Mundial do Enfermo, que celebraremos na próxima quarta-feira, 11 de fevereiro, memória litúrgica da Bem-Aventurada Virgem Maria de Lourdes. Abençoo as iniciativas preparadas para este dia, especialmente a Vigília que será realizada em Roma, na noite de 10 de Fevereiro. Lembremo-nos também do presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, Dom Zygmunt Zimowski, que está muito doente, na Polônia. Uma oração por ele, pela sua saúde, ele é o idealizador desta jornada e ele nos acompanha com o seu sofrimento neste dia. Uma oração para Dom Zimowski.
A obra salvífica de Cristo não termina com a sua pessoa e no arco de sua vida terrena; continua mediante a Igreja, sacramento do amor e da ternura de Deus para com os homens. Enviando em missão seus discípulos, Jesus confere a eles um duplo mandato: anunciar o Evangelho da salvação e curar os enfermos (cf. Mt 10,7-8). Fiel a este ensino, a Igreja sempre considerou a assistência aos doentes parte integrante da sua missão.
“Pobres vós tereis sempre convosco”, adverte Jesus (cf. Mt 26,11), e a Igreja continuamente os encontra pelo caminho, considerando os enfermos uma via privilegiada para encontrar Cristo, para acolhê-lo e servi-lo. Curar um doente, acolhê-lo, servi-lo, é servir Cristo: o doente é a carne de Cristo.
Isso também acontece no nosso tempo, apesar dos avanços da ciência, o sofrimento interior e físico das pessoas suscita fortes interrogações sobre o sentido da doença e da dor e do porquê da morte. Trata-se de perguntas existenciais, às quais a ação pastoral da Igreja deve responder à luz da fé, tendo diante dos olhos o Crucifixo, o qual revela todo o mistério salvífico de Deus Pai, que por amor aos homens não poupou o seu próprio Filho (Rm 8,32). Portanto, cada um de nós é chamado a levar a luz do Evangelho aos que sofrem e aos os assistem, parentes, médicos e enfermeiros, para que o serviço ao doente seja realizado sempre mais com humanidade, com dedicação generosa, com amor evangélico, com ternura. A Igreja, através de nossas mãos, acaricia os nossos sofrimentos e cura as nossas feridas, e o faz com a ternura de uma mãe.
Rezemos a Maria, Saúde dos enfermos, para que cada pessoa na doença possa experimentar, graças à solicitude de quem lhe está próximo, a potência do amor de Deus e o conforto de sua ternura maternal.
(Depois do Angelus)
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje, 08 de fevereiro, memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, a Irmã do Sudão que quando criança fez a dramática experiência de ser vítima do tráfico, as Uniões das Superioras e Superiores Gerais dos Institutos religiosos promovem o Dia de oração e reflexão contra o tráfico de pessoas. Encorajo os que estão empenhados em ajudar os homens, mulheres e crianças escravizados, explorados e abusados como instrumentos de trabalho ou de prazer e, com frequência, torturados e mutilados. Faço votos que os que têm responsabilidade de governo trabalhem com decisão para remover as causas desta vergonhosa chaga: é uma chaga vergonhosa indigna de uma sociedade civil. Cada um de nós se sinta empenhado em ser voz desses nossos irmãos e irmãs, humilhados em sua dignidade. Rezemos todos juntos a Maria, por eles e por seus familiares. (Ave Maria)
Saúdo todos os peregrinos presentes, famílias, grupos paroquiais, associações. Saúdo em particular os fiéis de Caravaca de la Cruz (Espanha), Anagni, Marcon, Quartirolo e Corato; coros da Arquidiocese de Modena-Nonantola, e os jovens de Buccinasco, bem como os da Letónia e Brasil.
Desejo a todos um bom domingo. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e adeus!
Fonte: Zenit.
O Evangelho de hoje (Mc 1,29-39) apresenta Jesus que, depois de pregar no sábado, na sinagoga, cura muitos enfermos. Pregar e curar: esta é a principal atividade de Jesus na sua vida pública. Com a pregação, Ele anuncia o Reino de Deus e com a cura demonstra que este está próximo, que o Reino de Deus está entre nós.
Ao entrar na casa de Simão Pedro, Jesus vê que a sua sogra está na cama com uma febre; imediatamente a toma pela mão, a cura e a faz levantar-se. Depois do pôr do sol, quando terminado o sábado as pessoas podem sair e levar-lhes os doentes, reúne-se uma multidão de pessoas com todos os tipos de doença: físicas, psíquicas e espirituais. Vindo sobre a terra para anunciar e realizar a salvação de todo o homem e de todos os homens, Jesus mostra uma especial predileção por aqueles que estão feridos no corpo e no espírito: os pobres, os pecadores, os endemoninhados, os doentes e os marginalizados. Ele assim se revela médico seja das almas, seja dos corpos, bom Samaritano do homem. É o verdadeiro Salvador: Jesus salva, Jesus cuida, Jesus cura.
Esta realidade da cura dos enfermos por parte de Cristo, nos convida a refletir sobre o sentido e o valor de doença. E nos recorda o Dia Mundial do Enfermo, que celebraremos na próxima quarta-feira, 11 de fevereiro, memória litúrgica da Bem-Aventurada Virgem Maria de Lourdes. Abençoo as iniciativas preparadas para este dia, especialmente a Vigília que será realizada em Roma, na noite de 10 de Fevereiro. Lembremo-nos também do presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, Dom Zygmunt Zimowski, que está muito doente, na Polônia. Uma oração por ele, pela sua saúde, ele é o idealizador desta jornada e ele nos acompanha com o seu sofrimento neste dia. Uma oração para Dom Zimowski.
A obra salvífica de Cristo não termina com a sua pessoa e no arco de sua vida terrena; continua mediante a Igreja, sacramento do amor e da ternura de Deus para com os homens. Enviando em missão seus discípulos, Jesus confere a eles um duplo mandato: anunciar o Evangelho da salvação e curar os enfermos (cf. Mt 10,7-8). Fiel a este ensino, a Igreja sempre considerou a assistência aos doentes parte integrante da sua missão.
“Pobres vós tereis sempre convosco”, adverte Jesus (cf. Mt 26,11), e a Igreja continuamente os encontra pelo caminho, considerando os enfermos uma via privilegiada para encontrar Cristo, para acolhê-lo e servi-lo. Curar um doente, acolhê-lo, servi-lo, é servir Cristo: o doente é a carne de Cristo.
Isso também acontece no nosso tempo, apesar dos avanços da ciência, o sofrimento interior e físico das pessoas suscita fortes interrogações sobre o sentido da doença e da dor e do porquê da morte. Trata-se de perguntas existenciais, às quais a ação pastoral da Igreja deve responder à luz da fé, tendo diante dos olhos o Crucifixo, o qual revela todo o mistério salvífico de Deus Pai, que por amor aos homens não poupou o seu próprio Filho (Rm 8,32). Portanto, cada um de nós é chamado a levar a luz do Evangelho aos que sofrem e aos os assistem, parentes, médicos e enfermeiros, para que o serviço ao doente seja realizado sempre mais com humanidade, com dedicação generosa, com amor evangélico, com ternura. A Igreja, através de nossas mãos, acaricia os nossos sofrimentos e cura as nossas feridas, e o faz com a ternura de uma mãe.
Rezemos a Maria, Saúde dos enfermos, para que cada pessoa na doença possa experimentar, graças à solicitude de quem lhe está próximo, a potência do amor de Deus e o conforto de sua ternura maternal.
(Depois do Angelus)
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje, 08 de fevereiro, memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, a Irmã do Sudão que quando criança fez a dramática experiência de ser vítima do tráfico, as Uniões das Superioras e Superiores Gerais dos Institutos religiosos promovem o Dia de oração e reflexão contra o tráfico de pessoas. Encorajo os que estão empenhados em ajudar os homens, mulheres e crianças escravizados, explorados e abusados como instrumentos de trabalho ou de prazer e, com frequência, torturados e mutilados. Faço votos que os que têm responsabilidade de governo trabalhem com decisão para remover as causas desta vergonhosa chaga: é uma chaga vergonhosa indigna de uma sociedade civil. Cada um de nós se sinta empenhado em ser voz desses nossos irmãos e irmãs, humilhados em sua dignidade. Rezemos todos juntos a Maria, por eles e por seus familiares. (Ave Maria)
Saúdo todos os peregrinos presentes, famílias, grupos paroquiais, associações. Saúdo em particular os fiéis de Caravaca de la Cruz (Espanha), Anagni, Marcon, Quartirolo e Corato; coros da Arquidiocese de Modena-Nonantola, e os jovens de Buccinasco, bem como os da Letónia e Brasil.
Desejo a todos um bom domingo. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e adeus!
Fonte: Zenit.
Assinar:
Postagens (Atom)