O Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, irá ao Peru no mês de agosto, na diocese de Chimbote, para a beatificação dos três missionários dos quais foi reconhecido o Martírio: os franciscanos (OFM) Michele Tomaszek e Sbigneo Strzalkowski, poloneses, e o sacerdote diocesano italiano Alessandro Dordi, mortos pelos terroristas do Sendero Luminoso nos dias 9 e 25 de agosto de 1991 em Pariacoto e em Rinconada.
Segundo nota enviada pela Agência Fides, o anúncio foi feito ontem, durante uma coletiva de imprensa, pelo Bispo de Chimbote, Dom Francisco Simon Piorno.
"É uma grande satisfação, e devemos agradecer infinitamente a Deus por ter a graça de contar na nossa Igreja local, e também em todo o país, com três sacerdotes que serviram os vilarejos de Pariacoto e Santa, mas que tiveram que dar a vida num clima de tanta violência – destacou Dom Piorno -. Nesses sacerdotes podemos ver uma fé tão grande que não se perde em nenhum momento. Devemos agradecer a Deus porque agora temos os primeiros mártires da nossa diocese e do Peru ".
Fonte: Zenit.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Confrontar o programa de atividades de Jesus com a própria rotina de trabalho
O Livro de Jó é uma preciosa meditação a respeito da condição humana nesta terra, permeada pela pergunta provocante a respeito do mistério do sofrimento. Uma das constatações feitas pelo personagem, em cujo lugar poderíamos estar todos nós, é a rapidez com que corre o tempo e a fragilidade do dia a dia. “Se me deito, penso: Quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde e me encho de sofrimentos até o anoitecer. Meus dias correm mais rápido do que a lançadeira do tear e se consomem sem esperança” (Jó 7, 4-6). O tempo nos escapa velozmente pelos dedos, pelo que deve ser valorizado e aproveitado adequadamente. Que remédio temos para a correria interna e externa na qual fomos mergulhados? Como dar valor permanente aos frágeis gestos e atitudes que preenchem nosso dia a dia? Como dar sentido novo às agendas de todo tipo que se multiplicam, com os alertas cotidianos para o compromisso que se segue?
Nosso Salvador, Jesus Cristo, entrou nas estruturas humanas e no ritmo de vida da Palestina de seu tempo. Percorreu estradas, lagos e montanhas, encontrou pessoas e se deparou com uma imensa diversidade de situações. Todos foram tocados pela sua presença e ninguém passou em vão ao seu lado. Seu amor redentor consola, reanima, impulsiona. Morto e Ressuscitado, continua presente na Igreja! Basta experimentar o silêncio eloquente do Sacrário. Quantas lágrimas, exclamações, sorrisos e gratidão são desfiados diante de nossos Tabernáculos! Mas vale abrir o Evangelho e verificar como, de forma muito prática, Jesus conseguia trabalhar tanto e estar sempre “inteiro” diante das pessoas, fossem estas as mais pecadoras ou as mais simples, como fez com as crianças.
O Evangelista São Marcos descreve a jornada de Jesus (Cf. Mc 1, 29-39). Deixemos que seja nosso guia, ao acompanharmos o percurso feito pelo Senhor. Pela manhã, vai à Sinagoga, onde liberta um homem do demônio. Traz um “ensinamento novo, e com autoridade”. Em seguida, junto com Tiago e João, é hóspede na casa de Simão e André, onde se achava de cama, com febre, a sogra de Simão. Jesus não perde tempo! Aproxima-se, tomando-a pela mão, levantou-a, a febre a deixou, e ela se pôs a servi-los. Certamente a convivência em torno da mesa terá sido recheada de alegria e gratidão, tempo gasto com os outros! Ao anoitecer, depois do pôr do sol, levavam a Jesus todos os doentes e os que tinham demônios e a cidade inteira se ajuntou à porta da casa. Curava as pessoas e expulsava os demônios. De madrugada, ainda estava bem escuro, Jesus vai a um lugar deserto para rezar. Quando os discípulos o encontram, abre-lhes novos horizontes de missão, noutros lugares, pelas aldeias da redondeza, para proclamar a Boa Nova. Qualquer pessoa pode confrontar o programa de atividades de Jesus com a própria rotina de trabalho. Para reencontrar o equilíbrio necessário, superando a tentação de superficialidade oferecida pela correria, saibamos acolher as propostas do Senhor.
Faz bem estar radicalmente rompido com a maldade e com o pecado. Nenhuma concessão à corrupção à mentira e a iniquidade. Tal objetivo limpa a nossa vista ao começar cada dia, desintoxicando o relacionamento com o próximo. Mesmo quando não temos a missão de expulsar demônios formalmente, exorcizar é enfrentar corajosamente nossas conversões adiadas. Mas também prodigalizar ânimo e consolação, perdão, denúncia do mal. Nasce a alegria em quem se libertou do demônio! E o melhor exorcismo está na boca de quem sabe bendizer!
Na companhia de Jesus e sustentados pela sua graça, o dia não passe sem alguma iniciativa gratuita do bem, de forma especial pelos mais sofredores e marginalizados, como o Senhor fez com a Sogra de Simão. Viver para si envenena nosso coração e nosso tempo! Além disso, nossa conversão a Cristo exige disposição para gastar tempo com os outros. Talvez nossas refeições venham a demorar mais e ser mais humanas, para a elas acrescentar um pouco de conversa e convivência! Basta verificar o quanto nos sentimos bem nos encontros familiares mais longos, ou a refeição com amigos queridos. Não é desperdício de tempo!
O cair da tarde de Jesus foi magnífico, com uma fila de gente machucada pela vida e pelas enfermidades. Todos eram levados a ele e em todos ficava a marca de seu amor. Nossa vida tem também grandes chances de maior equilíbrio e sentido, se crescer nossa sensibilidade pelas necessidades alheias. Ampliar o horizonte para a sociedade e para as possibilidades que nos foram concedidas para fazer o bem! Aqui entram em cena os dons e carismas concedidos a cada cristão. Viver apenas para se enriquecer, ou a busca desenfreada do prazer e dos destaques na sociedade esvazia a alma. O Evangelho suscite em todos nós uma revisão do projeto de vida que orienta nossas opções!
De madrugada, podemos encontrar Jesus em oração! Sem o tempo para Deus, a escuta da Palavra do Senhor, o fecundo silencia, a abertura da alma para as alturas, não é possível ter uma vida equilibrada. Quem vive apenas da herança da formação cristã recebida em tenra idade, ou das orações feitas no passado, gasta depressa os presentes recebidos e se esvazia logo.
Enfim, Jesus nos faz olhar para as aldeias, cidades, metrópoles ou multidões que aguardam nosso zelo missionário. Cristão que se faz discípulo verdadeiro se transforma imediatamente em missionário! Abram-se os horizontes e cada pessoa descubra seu modo de servir no anúncio corajoso do Evangelho. Há muitos tesouros escondidos no coração das pessoas e que podem transformar-se em serviço ao Reino de Deus. Que ninguém se exclua do apelo que vem de Deus!
As respostas para os dilemas da correria ou do sofrimento humano não estão escritas num código de conduta, mas se encontram em alguém, Jesus Cristo! Quem se dispuser a segui-lo, encontrará o sadio equilíbrio para a vida e arregaçará as mangas para servir a Deus e ao próximo. Esta é a chave da realização. Mãos à obra!
Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará
Nosso Salvador, Jesus Cristo, entrou nas estruturas humanas e no ritmo de vida da Palestina de seu tempo. Percorreu estradas, lagos e montanhas, encontrou pessoas e se deparou com uma imensa diversidade de situações. Todos foram tocados pela sua presença e ninguém passou em vão ao seu lado. Seu amor redentor consola, reanima, impulsiona. Morto e Ressuscitado, continua presente na Igreja! Basta experimentar o silêncio eloquente do Sacrário. Quantas lágrimas, exclamações, sorrisos e gratidão são desfiados diante de nossos Tabernáculos! Mas vale abrir o Evangelho e verificar como, de forma muito prática, Jesus conseguia trabalhar tanto e estar sempre “inteiro” diante das pessoas, fossem estas as mais pecadoras ou as mais simples, como fez com as crianças.
O Evangelista São Marcos descreve a jornada de Jesus (Cf. Mc 1, 29-39). Deixemos que seja nosso guia, ao acompanharmos o percurso feito pelo Senhor. Pela manhã, vai à Sinagoga, onde liberta um homem do demônio. Traz um “ensinamento novo, e com autoridade”. Em seguida, junto com Tiago e João, é hóspede na casa de Simão e André, onde se achava de cama, com febre, a sogra de Simão. Jesus não perde tempo! Aproxima-se, tomando-a pela mão, levantou-a, a febre a deixou, e ela se pôs a servi-los. Certamente a convivência em torno da mesa terá sido recheada de alegria e gratidão, tempo gasto com os outros! Ao anoitecer, depois do pôr do sol, levavam a Jesus todos os doentes e os que tinham demônios e a cidade inteira se ajuntou à porta da casa. Curava as pessoas e expulsava os demônios. De madrugada, ainda estava bem escuro, Jesus vai a um lugar deserto para rezar. Quando os discípulos o encontram, abre-lhes novos horizontes de missão, noutros lugares, pelas aldeias da redondeza, para proclamar a Boa Nova. Qualquer pessoa pode confrontar o programa de atividades de Jesus com a própria rotina de trabalho. Para reencontrar o equilíbrio necessário, superando a tentação de superficialidade oferecida pela correria, saibamos acolher as propostas do Senhor.
Faz bem estar radicalmente rompido com a maldade e com o pecado. Nenhuma concessão à corrupção à mentira e a iniquidade. Tal objetivo limpa a nossa vista ao começar cada dia, desintoxicando o relacionamento com o próximo. Mesmo quando não temos a missão de expulsar demônios formalmente, exorcizar é enfrentar corajosamente nossas conversões adiadas. Mas também prodigalizar ânimo e consolação, perdão, denúncia do mal. Nasce a alegria em quem se libertou do demônio! E o melhor exorcismo está na boca de quem sabe bendizer!
Na companhia de Jesus e sustentados pela sua graça, o dia não passe sem alguma iniciativa gratuita do bem, de forma especial pelos mais sofredores e marginalizados, como o Senhor fez com a Sogra de Simão. Viver para si envenena nosso coração e nosso tempo! Além disso, nossa conversão a Cristo exige disposição para gastar tempo com os outros. Talvez nossas refeições venham a demorar mais e ser mais humanas, para a elas acrescentar um pouco de conversa e convivência! Basta verificar o quanto nos sentimos bem nos encontros familiares mais longos, ou a refeição com amigos queridos. Não é desperdício de tempo!
O cair da tarde de Jesus foi magnífico, com uma fila de gente machucada pela vida e pelas enfermidades. Todos eram levados a ele e em todos ficava a marca de seu amor. Nossa vida tem também grandes chances de maior equilíbrio e sentido, se crescer nossa sensibilidade pelas necessidades alheias. Ampliar o horizonte para a sociedade e para as possibilidades que nos foram concedidas para fazer o bem! Aqui entram em cena os dons e carismas concedidos a cada cristão. Viver apenas para se enriquecer, ou a busca desenfreada do prazer e dos destaques na sociedade esvazia a alma. O Evangelho suscite em todos nós uma revisão do projeto de vida que orienta nossas opções!
De madrugada, podemos encontrar Jesus em oração! Sem o tempo para Deus, a escuta da Palavra do Senhor, o fecundo silencia, a abertura da alma para as alturas, não é possível ter uma vida equilibrada. Quem vive apenas da herança da formação cristã recebida em tenra idade, ou das orações feitas no passado, gasta depressa os presentes recebidos e se esvazia logo.
Enfim, Jesus nos faz olhar para as aldeias, cidades, metrópoles ou multidões que aguardam nosso zelo missionário. Cristão que se faz discípulo verdadeiro se transforma imediatamente em missionário! Abram-se os horizontes e cada pessoa descubra seu modo de servir no anúncio corajoso do Evangelho. Há muitos tesouros escondidos no coração das pessoas e que podem transformar-se em serviço ao Reino de Deus. Que ninguém se exclua do apelo que vem de Deus!
As respostas para os dilemas da correria ou do sofrimento humano não estão escritas num código de conduta, mas se encontram em alguém, Jesus Cristo! Quem se dispuser a segui-lo, encontrará o sadio equilíbrio para a vida e arregaçará as mangas para servir a Deus e ao próximo. Esta é a chave da realização. Mãos à obra!
Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
A missão da Igreja é curar as feridas do coração
Cura, erguer-se, libertar, expulsar os demônios. Depois, reconhecer com sobriedade: fui um simples "operário do Reino". Isso é o que você deve fazer, e deve dizer de si, um ministro de Cristo quando cura os feridos que esperam nos corredores da Igreja, um "hospital de campanha". Assim destacou Francisco, na homilia desta quinta-feira realizada em Santa Marta, refletindo sobre o Evangelho do dia no qual Jesus envia seus discípulos dois a dois nas aldeias para pregar, curar os doentes e expulsar os espíritos impuros.
Em primeiro lugar, o Papa falou da descrição que Jesus faz do estilo de quem assume o papel de seu enviado; pessoas livres de ostentação: “nada de pão, bolsas, e dinheiro”. Jesus disse isso porque – afirmou o Papa- "a salvação não é uma teologia da prosperidade". É apenas o “feliz anúncio” de libertação levado aos oprimidos.
E explicou: "Esta é a missão da Igreja; a Igreja que cuida e que cura. Algumas vezes, eu falei da Igreja como um hospital de campo. É verdade! Há muitos feridos, muitos feridos! Muita gente precisa que suas feridas sejam curadas!". Esta é a missão da Igreja, disse o Papa, "curar as feridas do coração, abrir as portas, libertar, dizer que Deus é bom, que Deus perdoa tudo, que Deus é Pai, que Deus é ternura, que Deus nos espera sempre... ".
Francisco alertou que desviar a essencialidade deste anúncio abre ao risco de deturpar a missão da Igreja, para a qual o compromisso de aliviar as várias formas de miséria se esvazia da única coisa que conta: levar Cristo aos pobres, aos cegos, aos prisioneiros.
A este respeito, o Papa disse: "é verdade, nós temos que ter ajuda, e criar organizações que ajudem a fazer isso, porque o Senhor nos dá os dons para isso. Mas quando esquecemos esta missão, esquecemos a pobreza, esquecemos o zelo apostólico e colocamos a esperança nestes meios, a igreja lentamente desliza em uma ONG e se torna uma bela organização: poderosa, mas não evangélica, porque lhe falta aquele espírito, aquela pobreza, aquela força para curar."
Por fim, o Santo Padre recordou que os discípulos retornam "felizes" de sua missão e Jesus os leva consigo para descansar. Neste ponto, destacou que Jesus não lhes disse que eles eram grandes, e que na próxima saída deveriam organizar melhor as coisas... Só lhes disse – enfatizou Francisco-: "Quando vocês tiverem feito tudo isso, digam a si mesmos: 'Somos servos inúteis’". Este é o apóstolo. E qual seria o mais belo elogio para um apóstolo? – perguntou o Santo Padre-. "Ele foi um operário do Reino, um operário do Reino" seria a resposta.
Por fim, o Bispo de Roma concluiu, explicando que "este é o maior elogio, porque vai por esse caminho o anúncio de Jesus: vai curar, proteger, proclamar esta boa notícia e este ano de graça. Para fazer com que o povo reencontre o Pai, levar a paz aos corações das pessoas."
Fonte: Zenit.
Em primeiro lugar, o Papa falou da descrição que Jesus faz do estilo de quem assume o papel de seu enviado; pessoas livres de ostentação: “nada de pão, bolsas, e dinheiro”. Jesus disse isso porque – afirmou o Papa- "a salvação não é uma teologia da prosperidade". É apenas o “feliz anúncio” de libertação levado aos oprimidos.
E explicou: "Esta é a missão da Igreja; a Igreja que cuida e que cura. Algumas vezes, eu falei da Igreja como um hospital de campo. É verdade! Há muitos feridos, muitos feridos! Muita gente precisa que suas feridas sejam curadas!". Esta é a missão da Igreja, disse o Papa, "curar as feridas do coração, abrir as portas, libertar, dizer que Deus é bom, que Deus perdoa tudo, que Deus é Pai, que Deus é ternura, que Deus nos espera sempre... ".
Francisco alertou que desviar a essencialidade deste anúncio abre ao risco de deturpar a missão da Igreja, para a qual o compromisso de aliviar as várias formas de miséria se esvazia da única coisa que conta: levar Cristo aos pobres, aos cegos, aos prisioneiros.
A este respeito, o Papa disse: "é verdade, nós temos que ter ajuda, e criar organizações que ajudem a fazer isso, porque o Senhor nos dá os dons para isso. Mas quando esquecemos esta missão, esquecemos a pobreza, esquecemos o zelo apostólico e colocamos a esperança nestes meios, a igreja lentamente desliza em uma ONG e se torna uma bela organização: poderosa, mas não evangélica, porque lhe falta aquele espírito, aquela pobreza, aquela força para curar."
Por fim, o Santo Padre recordou que os discípulos retornam "felizes" de sua missão e Jesus os leva consigo para descansar. Neste ponto, destacou que Jesus não lhes disse que eles eram grandes, e que na próxima saída deveriam organizar melhor as coisas... Só lhes disse – enfatizou Francisco-: "Quando vocês tiverem feito tudo isso, digam a si mesmos: 'Somos servos inúteis’". Este é o apóstolo. E qual seria o mais belo elogio para um apóstolo? – perguntou o Santo Padre-. "Ele foi um operário do Reino, um operário do Reino" seria a resposta.
Por fim, o Bispo de Roma concluiu, explicando que "este é o maior elogio, porque vai por esse caminho o anúncio de Jesus: vai curar, proteger, proclamar esta boa notícia e este ano de graça. Para fazer com que o povo reencontre o Pai, levar a paz aos corações das pessoas."
Fonte: Zenit.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Ler o Evangelho ao invés de ver novela ou ouvir conversas do vizinho
O convite é o de sempre: ler a Bíblia diariamente e meditar sobre uma passagem do Evangelho. Mesmo correndo o risco de soar repetitivo, Francisco novamente exortou os cristãos a usar este poderoso instrumento que é a Bíblia. Mesmo que seja somente por 10 minutos, apenas uma página, disse hoje na Missa em Santa Marta, a fim que um momento do dia seja de diálogo com o Senhor, ao invés de perder tempo vendo novela ou ouvindo conversas do vizinho.
A contemplação diária do Evangelho ajuda-nos a ter a verdadeira esperança, disse o Santo Padre. Que esperança? Aquela mencionada pelo apóstolo Paulo na Carta aos Hebreus, que aprendemos somente "com os nossos olhos fixos em Jesus". Sem ouvir o Senhor podemos “ser otimistas, positivos”, mas a esperança se aprende somente olhando a Jesus, explicou o Santo Padre.
Portanto, precisamos da "oração de contemplação". Claro, "faz bem rezar o terço todos os dias", disse Francisco, conversar "com o Senhor quando tiver um problema, ou com a Virgem Maria ou com os santos...". Mas é importante fazer a "oração de contemplação", que só se pode fazer com “o Evangelho na mão".
O Papa explicou então como fazer este tipo de oração. Tomou como exemplo o Evangelho da liturgia de hoje, que diz: "Jesus estava no meio do povo, uma multidão estava ao seu redor”. A palavra “multidão é repetida cinco vezes”. “Sempre com a multidão... Jesus passou a maior parte da vida na rua, com o povo. Mas não descansou? Sim, uma vez, diz o Evangelho que dormiu em um barco, mas chegou uma tempestade e os discípulos o acordaram. Jesus estava sempre entre as pessoas. E olhando para Jesus, eu contemplo Jesus assim, eu imagino Jesus assim, e digo a Jesus o que me passa pela cabeça."
Precisamente nesta multidão - continuou Bergoglio - o olhar do Messias repousa sobre uma mulher doente que, em meio à multidão, o toca. Por que Jesus "não só entende a multidão, toca a multidão, sente o bater do coração de cada um de nós". Também quando “o chefe da sinagoga lhe conta que sua filha está gravemente doente, Ele deixa tudo e se ocupa". Ele "tem cuidado por todos nós, smepre”.
Ele também tem muita paciência, acrescentou o Papa Francisco, imaginando a cena de Jesus que chega na casa onde a menina morreu. Lá Ele encontra as mulheres que choram. Jesus lhes tranquiliza e as pessoas zombam dele, não acreditam nas suas palavras. E depois da ressurreição da menina, ao invés de dizer “Força Deus”, lhes diz: “Por favor, deem comida para ela”. “Jesus tem sempre os pequenos detalhes diante de Si”, comentou o Pontífice.
A "oração de contemplação" é isto: “Pegar o Evangelho, ler e imaginar-me na cena, imaginar-me o que acontece e falar com Jesus, como me vem do coração. E com isso nós fazemos crescer a esperança, porque temos e mantemos fixo o olhar em Jesus”.
"Façam esta oração de contemplação", insistiu o Papa. "’Mas eu tenho tanta coisa para fazer!'. Sim, mas em casa, 15 minutos, pegue o Evangelho, um pequeno trecho, imagine o que aconteceu e fale com Jesus sobre aquilo. Assim o seu olhar estará fixo em Jesus, e não tanto na novela, por exemplo; o seu ouvido estará fixo nas palavras de Jesus e não tanto nas conversas do vizinho, da vizinha... ".
Tudo bem "rezar as orações, rezar o terço, falar com o Senhor", mas você também deve fazer esta oração de contemplação, porque desta vem "a esperança" e "a nossa vida cristã se move naquela moldura, entre memória e esperança”. Memória - disse o Papa - de "todo o caminho passado" e "de tantas graças recebidas pelo Senhor, e esperança, olhando o Senhor, que é o único que pode dar-me esperança".
Assim, concluiu o Pontífice, "peguemos o Evangelho e façamos esta oração de contemplação". Hoje, tente por 10 minutos, 15, não mais, leiam o Evangelho, imaginem e digam algo a Jesus e nada mais. E assim o seu conhecimento de Jesus será maior e a sua esperança crescerá".
Fonte: Zenit.
A contemplação diária do Evangelho ajuda-nos a ter a verdadeira esperança, disse o Santo Padre. Que esperança? Aquela mencionada pelo apóstolo Paulo na Carta aos Hebreus, que aprendemos somente "com os nossos olhos fixos em Jesus". Sem ouvir o Senhor podemos “ser otimistas, positivos”, mas a esperança se aprende somente olhando a Jesus, explicou o Santo Padre.
Portanto, precisamos da "oração de contemplação". Claro, "faz bem rezar o terço todos os dias", disse Francisco, conversar "com o Senhor quando tiver um problema, ou com a Virgem Maria ou com os santos...". Mas é importante fazer a "oração de contemplação", que só se pode fazer com “o Evangelho na mão".
O Papa explicou então como fazer este tipo de oração. Tomou como exemplo o Evangelho da liturgia de hoje, que diz: "Jesus estava no meio do povo, uma multidão estava ao seu redor”. A palavra “multidão é repetida cinco vezes”. “Sempre com a multidão... Jesus passou a maior parte da vida na rua, com o povo. Mas não descansou? Sim, uma vez, diz o Evangelho que dormiu em um barco, mas chegou uma tempestade e os discípulos o acordaram. Jesus estava sempre entre as pessoas. E olhando para Jesus, eu contemplo Jesus assim, eu imagino Jesus assim, e digo a Jesus o que me passa pela cabeça."
Precisamente nesta multidão - continuou Bergoglio - o olhar do Messias repousa sobre uma mulher doente que, em meio à multidão, o toca. Por que Jesus "não só entende a multidão, toca a multidão, sente o bater do coração de cada um de nós". Também quando “o chefe da sinagoga lhe conta que sua filha está gravemente doente, Ele deixa tudo e se ocupa". Ele "tem cuidado por todos nós, smepre”.
Ele também tem muita paciência, acrescentou o Papa Francisco, imaginando a cena de Jesus que chega na casa onde a menina morreu. Lá Ele encontra as mulheres que choram. Jesus lhes tranquiliza e as pessoas zombam dele, não acreditam nas suas palavras. E depois da ressurreição da menina, ao invés de dizer “Força Deus”, lhes diz: “Por favor, deem comida para ela”. “Jesus tem sempre os pequenos detalhes diante de Si”, comentou o Pontífice.
A "oração de contemplação" é isto: “Pegar o Evangelho, ler e imaginar-me na cena, imaginar-me o que acontece e falar com Jesus, como me vem do coração. E com isso nós fazemos crescer a esperança, porque temos e mantemos fixo o olhar em Jesus”.
"Façam esta oração de contemplação", insistiu o Papa. "’Mas eu tenho tanta coisa para fazer!'. Sim, mas em casa, 15 minutos, pegue o Evangelho, um pequeno trecho, imagine o que aconteceu e fale com Jesus sobre aquilo. Assim o seu olhar estará fixo em Jesus, e não tanto na novela, por exemplo; o seu ouvido estará fixo nas palavras de Jesus e não tanto nas conversas do vizinho, da vizinha... ".
Tudo bem "rezar as orações, rezar o terço, falar com o Senhor", mas você também deve fazer esta oração de contemplação, porque desta vem "a esperança" e "a nossa vida cristã se move naquela moldura, entre memória e esperança”. Memória - disse o Papa - de "todo o caminho passado" e "de tantas graças recebidas pelo Senhor, e esperança, olhando o Senhor, que é o único que pode dar-me esperança".
Assim, concluiu o Pontífice, "peguemos o Evangelho e façamos esta oração de contemplação". Hoje, tente por 10 minutos, 15, não mais, leiam o Evangelho, imaginem e digam algo a Jesus e nada mais. E assim o seu conhecimento de Jesus será maior e a sua esperança crescerá".
Fonte: Zenit.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
As indicações do Papa ao Cardeal Braz de Aviz
Ontem, 2 de fevereiro de 2015 o Papa Francisco presidiu a missa na basílica de São Pedro por ocasião do Ano da Vida Consagrada. ‘É um dia muito especial’, disse o cardeal João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, em entrevista à Rádio Vaticano, e lembrou que Maria, pela sua vocação, “resume todas as vocações porque, além de ser consagrada, gerou na virgindade o seu Filho, esteve casada, mas também era uma consagrada”. Ou seja, pode-se dizer que é “o modelo de toda a vida consagrada”.
O cardeal acrescentou que para os religiosos e consagrados este dia da Apresentação do Senhor no Templo é um momento muito especial, porque é quando se evidencia que estes consagrados a Deus são um dom. “Também porque no mundo eles são muitos: mais de um milhão seguem esta vocação, que é uma vocação profética, que anuncia valores que são o Reino de Deus”.
Sobre o fato de que o Papa pediu aos consagrados que acordem o mundo, o cardeal indicou: “Nós tentamos. A partir da experiência prática que vivemos em nossa Congregação, vemos essa realidade da vida consagrada com grande objetividade, mas também com os pés no chão".
O cardeal reconheceu que existem problemas, e não poucos. “O Papa, por exemplo, ficou surpreso ao saber que o número das pessoas consagradas – homens e mulheres – que a cada ano abandonam a vida consagrada. Isso o comoveu profundamente, porque é um número bastante grande”, três ou quatro mil por ano, como disse a Rádio Vaticano.
O Papa disse a eles, continuou o cardeal, que "há três coisas na qual precisam prestar mais atenção: o discernimento vocacional, a formação, e o ministério da pessoa".
Também temos que levar em conta "as áreas em que estamos: a vida comunitária, a formação, a forma de exercer a autoridade e a obediência, e a forma de administrar o dinheiro".
"Temos que recuperar tudo isso", disse o cardeal, "principalmente por meio da vida comunitária, da fraternidade. Estes são os pontos que temos em vista".
Fonte: Zenit.
O cardeal acrescentou que para os religiosos e consagrados este dia da Apresentação do Senhor no Templo é um momento muito especial, porque é quando se evidencia que estes consagrados a Deus são um dom. “Também porque no mundo eles são muitos: mais de um milhão seguem esta vocação, que é uma vocação profética, que anuncia valores que são o Reino de Deus”.
Sobre o fato de que o Papa pediu aos consagrados que acordem o mundo, o cardeal indicou: “Nós tentamos. A partir da experiência prática que vivemos em nossa Congregação, vemos essa realidade da vida consagrada com grande objetividade, mas também com os pés no chão".
O cardeal reconheceu que existem problemas, e não poucos. “O Papa, por exemplo, ficou surpreso ao saber que o número das pessoas consagradas – homens e mulheres – que a cada ano abandonam a vida consagrada. Isso o comoveu profundamente, porque é um número bastante grande”, três ou quatro mil por ano, como disse a Rádio Vaticano.
O Papa disse a eles, continuou o cardeal, que "há três coisas na qual precisam prestar mais atenção: o discernimento vocacional, a formação, e o ministério da pessoa".
Também temos que levar em conta "as áreas em que estamos: a vida comunitária, a formação, a forma de exercer a autoridade e a obediência, e a forma de administrar o dinheiro".
"Temos que recuperar tudo isso", disse o cardeal, "principalmente por meio da vida comunitária, da fraternidade. Estes são os pontos que temos em vista".
Fonte: Zenit.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Há uma inquisição laica que associa a religião à violência
O secretário geral da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), pe. José Maria Gil Tamayo, declarou nesta quinta-feira que "o fato religioso está sendo submetido à suspeita" e associado à "violência e [aos] fundamentalismos", o que estabelece uma "inquisição laica" no mundo atual.
A declaração foi feita durante um encontro da iniciativa “entreParéntesis”, dos jesuítas, na qual o porta-voz do episcopado espanhol deu a conferência “A presença pública da Igreja” e destacou que o espaço público pode estar sendo "ameaçado por fundamentalismos, mas também por um laicismo que exclui”.
Tamayo instou os cristãos a fazerem com que reine no espaço público uma "laicidade positiva e integradora" e que o fato religioso não seja relegado ao âmbito privado, a fim de "superar a invisibilidade da fé neste mundo".
Ele rejeitou ainda o "contágio da ideologização" da presença cristã, qualificando uns de progressistas (os que colocam a justiça em primeiro plano) e outros de conservadores (os que põem em primeiro lugar o direito à vida e à educação). "Por que não passamos a mensagem completa em vez de fatiá-la ao gosto do consumidor?", indagou.
Por último, Gil Tamayo lamentou que direitos como o da liberdade religiosa fiquem relegados a segundo plano e que "se fale até de direito à blasfêmia", o que é "um atentado à dignidade".
Fonte: Zenit.
A declaração foi feita durante um encontro da iniciativa “entreParéntesis”, dos jesuítas, na qual o porta-voz do episcopado espanhol deu a conferência “A presença pública da Igreja” e destacou que o espaço público pode estar sendo "ameaçado por fundamentalismos, mas também por um laicismo que exclui”.
Tamayo instou os cristãos a fazerem com que reine no espaço público uma "laicidade positiva e integradora" e que o fato religioso não seja relegado ao âmbito privado, a fim de "superar a invisibilidade da fé neste mundo".
Ele rejeitou ainda o "contágio da ideologização" da presença cristã, qualificando uns de progressistas (os que colocam a justiça em primeiro plano) e outros de conservadores (os que põem em primeiro lugar o direito à vida e à educação). "Por que não passamos a mensagem completa em vez de fatiá-la ao gosto do consumidor?", indagou.
Por último, Gil Tamayo lamentou que direitos como o da liberdade religiosa fiquem relegados a segundo plano e que "se fale até de direito à blasfêmia", o que é "um atentado à dignidade".
Fonte: Zenit.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
EUA: senadores pedem criação de província autônoma para os cristãos no Iraque
A situação de sofrimento dos cristãos e de outras minorias obrigadas a fugir da planície de Nínive levantou a urgência de um compromisso direto do Departamento de Estado norte-americano em "apoiar a criação, por parte do governo iraquiano, de uma província administrativa autônoma na planície de Nínive" e em oferecer "apoio direto às forças locais de segurança encarregadas de proteger as minorias étnicas e religiosas vulneráveis no Iraque".
Estas propostas fazem parte da petição enviada por 17 senadores de várias orientações políticas ao Secretário de Estado John Kerry, instando o governo dos Estados Unidos a intervir junto às instituições iraquianas por mais proteção das comunidades cristãs autóctones, segundo informações da agência Fides.
Os senadores apelaram às disposições legislativas para o ano fiscal 2015, que preveem ações do Departamento de Estado em apoio a "programas para ajudar minorias étnico-religiosas". Eles citam também a lei FY15, de programação das atividades da Defesa Nacional, que autoriza o apoio às forças de segurança encarregadas de proteger as comunidades minoritárias do Iraque.
Na carta de 26 de janeiro, os senadores mencionam ainda o artigo 125 da constituição iraquiana, que garante a regulação legal dos "direitos administrativos, políticos, culturais e educativos de diferentes nacionalidades, incluindo os turcomanos, caldeus, assírios e todos os outros componentes".
A definição das comunidades cristãs iraquianas como entidades étnico-nacionais, contida também na atual constituição iraquiana, é apoiada e teorizada pelos círculos e grupos nacionalistas que são mais ativos nas comunidades da diáspora caldeia e assíria nos EUA.
Fonte: Zenit.
Estas propostas fazem parte da petição enviada por 17 senadores de várias orientações políticas ao Secretário de Estado John Kerry, instando o governo dos Estados Unidos a intervir junto às instituições iraquianas por mais proteção das comunidades cristãs autóctones, segundo informações da agência Fides.
Os senadores apelaram às disposições legislativas para o ano fiscal 2015, que preveem ações do Departamento de Estado em apoio a "programas para ajudar minorias étnico-religiosas". Eles citam também a lei FY15, de programação das atividades da Defesa Nacional, que autoriza o apoio às forças de segurança encarregadas de proteger as comunidades minoritárias do Iraque.
Na carta de 26 de janeiro, os senadores mencionam ainda o artigo 125 da constituição iraquiana, que garante a regulação legal dos "direitos administrativos, políticos, culturais e educativos de diferentes nacionalidades, incluindo os turcomanos, caldeus, assírios e todos os outros componentes".
A definição das comunidades cristãs iraquianas como entidades étnico-nacionais, contida também na atual constituição iraquiana, é apoiada e teorizada pelos círculos e grupos nacionalistas que são mais ativos nas comunidades da diáspora caldeia e assíria nos EUA.
Fonte: Zenit.
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