quarta-feira, 4 de abril de 2012

A vida que vence a morte

A luz do Cristo ressuscitado resplandece e ilumina todos os recantos da existência humana, portadora de esperança e vida. É Páscoa da Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo! A Igreja de Cristo celebra sua festa maior, oferecendo a todos os homens e mulheres o grande anúncio: “Eis agora a festa da Páscoa, em que o real Cordeiro se imolou: marcando nossas portas, nossas alma, com seu divino sangue nos salvou. Esta noite de Páscoa lava todo crime, liberta o pecador dos seus grilhões; dissipa o ódio e dobra os poderosos, enche de luz e paz os corações” (Proclamação da Páscoa na grande Vigília).

Celebramos a festa da Páscoa. Na quinta-feira santa, ao cair da tarde, entramos no Cenáculo, “num andar de cima” (Mc 14,15). Interrompe-se o ritmo do quotidiano, para pensar nas coisas do alto (Cl 3,2). Começou a Páscoa com a Páscoa da Ceia! Ali tudo ganha um novo sentido. A Páscoa é preparada! Quem sabe os discípulos que foram à casa para que tudo estivesse pronto sejam figura do povo de Deus que conclui sua quaresma. Prepara-se esta mesa com a sobriedade do jejum e da abstinência, para chegar à abundância do banquete da vida eterna. Para entrar no Cenáculo, o bilhete é a caridade vivida, um amor misterioso que inquieta, pois é mais do que uma simples amizade. É a noite de seu novo mandamento, tornado visível no gesto daquele que veio para servir e não ser servido, para que a Igreja continue a lavar os pés de todos, começando dos mais pobres! O Cenáculo é novo templo! A comunhão com Deus acontece em torno de uma mesa fraterna, a oração é feita de intimidade. No Cenáculo Jesus antecipa o dom de sua vida. Antes de sua Cruz, antecipa a nova Páscoa, para que os cristãos façam tudo o que Ele disse e fez, para assegurar sua presença perene. Dali para frente, Pão da Vida e Cálice da Salvação, do nascer ao pôr do sol, enquanto esperamos sua vinda!

Começamos a Páscoa com Jesus e não podemos voltar atrás. O medo dos discípulos de antanho, superado com a unção do Espírito Santo, faz com que os de hoje caminhem valorosos para chegar ao Calvário. Sexta-feira santa é a Páscoa da Cruz. Olhar para a Cruz, árvore da vida! Quais pássaros migratórios que percorrem os ares do mundo, pousemos sobre seus braços. Mais ainda, com suprema ousadia, entremos lá dentro do Coração de Cristo, para olhar o mundo pela fenda da chaga aberta pela lança! Tudo ficará diferente! Conversão radical, renúncia ao olhar egoísta dos fatos e sofrimentos. Na Cruz de Cristo, indo com Ele até a experiência do abandono! Ele foi até o fundo do poço, para resgatar o escravo. Não há mais qualquer escuridão e tristeza, desespero e até ateísmo que não sejam preenchidos pelo amor eterno de Deus. Prostremo-nos por terra em adoração! Beijemos devotos a Cruz de Cristo! Que ela seja içada, qual estandarte, sobre todos os montes do orgulho humano, marcada nas frontes para que todos os homens e mulheres olhem para o alto, onde Cristo está sentado à direita do Pai, e olhem uns para os outros, estabelecendo os laços da fraternidade. No coração de Cristo, onde se encontram os dois caminhos da Cruz, está a vitória definitiva, celebrada e comunicada a todos os passantes!

No sábado santo, inquietos pelo silêncio misterioso, Ele “desceu aos infernos. Significa que Cristo ultrapassou a porta da solidão, desceu ao mais profundo e inalcançável de nossa condição de solidão. Mas mesmo na noite mais escura e extrema, onde não penetra qualquer palavra, em que nos sentimos como crianças abandonadas que choram, aparece uma voz que chama, uma mão que nos toma e nos conduz, e a noite humana mais escura é superada porque Ele entrou na noite! O inferno foi vencido quando Ele entrou na região da morte e a “terra de ninguém” da solidão foi habitada por Ele” (Cardeal Joseph Ratzinger, “O sábado da história”, 1998).

Com as mulheres da esperança, vamos à porta do sepulcro. Parece que a terra pulsa ofegante! Certamente o coração da Mãe desolada que teve o corpo exangue de Jesus nos braços continua batendo ao ritmo da fé. Os discípulos escondidos experimentam um misto de santa vergonha e inquietação. Dá para imaginá-los algum tempo depois, comentando o que sentiram! De repente, o primeiro dia da semana ultrapassou o sábado judaico! Ele está vivo! A morte foi vencida! O testemunho é maior dos que as notícias falsas espalhadas pelos que tramaram sua morte. Quando tudo parecia terminado, agora começou! “Eu vi o Senhor”, diz a apóstola dos apóstolos, Maria Madalena!

E a Igreja chega à Páscoa da Ressurreição! A noite é vencida pela luz que resplandece: “Eis a luz de Cristo!”. À luz desse lume que se espalha, a Igreja se recolhe, ouve as maravilhas da História da Salvação. Ressoa de novo o Aleluia – Louvai a Deus! Os sinos repicam e os corações exultam. De pé – posição de ressuscitado! – ouvimos o Evangelho da Ressurreição, o querigma que converte gerações! O Batismo celebrado na noite de Páscoa recebe os que renascem em Cristo e todo o povo num comum “aniversário de Batismo”, renova a fé e assume de novo seus compromissos cristãos. Enfim, recolhidos em torno do Altar, celebramos o verdadeiro Cordeiro Pascal. Alimentados na Eucaristia Pascal, são enviados os cristãos, portadores de vida, quais procissões que cantam aleluia, revestidos da novidade que brota da Ressurreição. Homens novos para um mundo novo. Santa e feliz Páscoa!

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Dom Alberto Taveira é Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará. Ocupa também esses cargos dentro da Igreja: Bispo Assistente Nacional da Renovação Carismática Católica, Por nomeação da Santa Sé é Assistente Internacional das “Comunidades Novas nascidas da Renovação Carismática Católica, membro do Conselho Administrativo da Fundação “Populorum Progressio”, Presidente da Fundação Nazaré de Comunicação, preside anualmente o “Círio de Nazaré” e é membro da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

VATICANO FINANCIARÁ PROJETOS AGRÍCOLAS EM CUBA

O Pontifício Conselho Cor Unum, responsável pelas práticas de caridade do Vaticano, financiará um novo projeto de desenvolvimento agrícola em duas dioceses de Cuba.

De acordo com o jornal vaticano L'Osservatore Romano, essa iniciativa é o "primeiro fruto concreto da visita de Bento XVI ao povo da ilha caribenha".

Em sua estadia no país, o Pontífice foi acompanhado do cardeal Robert Sarah, presidente do conselho pontifício, para realizar acordos com os bispos cubanos em possíveis ações a favor da população local.

Segundo o prelado afirmou ao jornal vaticano, "localizamos duas possíveis áreas de intervenção e agora esperamos um projeto que financiaremos como expressão concreta da caridade do Papa pelas necessidades da população cubana". O cardeal não especificou, porém, os locais que serão beneficiados.

(ANSA)

O Papa pede para rezar pelas vocações e pela África

O Papa Bento XVI pede aos fiéis para rezarem no mês de abril pelas vocações sacerdotais e religiosas e também pela África.

É a proposta formulada pelo Pontífice na carta pontifícia que confiou ao Apostolado da Oração, iniciativa seguida por mais ou menos 50 milhões de pessoas em todo o mundo.

São duas as intenções - uma geral e uma missionária - que o Santo Padre confia a cada mês.

"Para que muitos jovens saibam acolher o chamado de Cristo a seguí-lo no sacerdócio e na vida religiosa", afirma a intenção geral para abril.

Aquela missionária diz assim: "Para que o Cristo ressuscitado seja sinal de segura esperança para homens e mulheres do Continente africano".

Fonte: Zenit.

domingo, 1 de abril de 2012

Amar até o fim

Na Jornada dos missionários mártires de 24 de março, a RAI (televisão pública italiana), a TV2000 (emissora do episcopado italiano) e a prefeitura de Roma se uniram nesta segunda-feira em uma transmissão sem precedentes, para recordar um grupo de católicos que morreram pela fé em Cristo e no serviço à Igreja.

Um dos objetivos da Jornada é “evitar que o seu testemunho fique nas catacumbas”, disse a ZENIT o bispo de Terni, dom Vicenzo Paglia.

No famoso teatro Argentina de Roma, centenas de religiosos e leigos provenientes de vários continentes de missão participaram de um moderno espetáculo com vídeos exclusivos, declamações, relatos e testemunhos de quem conheceu e conviveu com os novos mártires. Era, para eles, como ver em perspectiva o que poderia acontecer com quem decidisse “ir até onde ninguém quer ir e ficar quando todos querem sair”: os territórios de perseguição e hostilidade contra os cristãos.

Centenas de cristãos e católicos foram assassinados nos últimos anos. A eles devem juntar-se os 26 registrados pela Igreja em 2011.

A homenagem a esses “cascos azuis” da fé se concentrou nos padres Fausto Tenorio (Filipinas, 2011), Rageed Ganni (Iraque, 2007), Andrea Santoro (Turquia, 2006), Raffaele Di Bari (Uganda, 2000); nas religiosas Dorothy Stang (Brasil, 2005) e Gina Simionato (Burundi, 2000), e na voluntária Annalena Toneli (Somália, 2003); assim como nos 19 leigos crucificados no Sudão (2009), no ministro paquistanês Shahbaz Bhatti (2011) e no arcebispo Oscar Romero (1980).

Dom Vicenzo Paglia, relator da causa do ex-arcebispo salvadorenho, trazendo ao peito a cruz de Romero, deu seu depoimento junto com irmã do padre Santoro e outros convidados. Todos compartilharam a experiência de ter conhecido e convivido com um mártir, inclusive nos momentos em que eram conscientes da sua morte iminente, da qual nunca fugiram.

Em breve diálogo com ZENIT, dom Paglia recordou que as perseguições continuam no mundo, algumas culminando na morte de católicos, como no Egito, Nigéria, Índia, Paquistão e América Latina, onde o fato da falta de liberdade para expressar a fé já é um tipo de martírio. E observou também que há outras perseguições mais sutis “e psicológicas” em alguns países ocidentais.

Fonte: Zenit.

O mundo em preparação para a JMJ Rio 2013

O Pontifício Conselho para os Leigos promoveu um encontro com os agentes da Pastoral da Juventude do mundo inteiro, para refletir sobre as Jornadas Mundiais da Juventude em preparação para a JMJ Rio 2013, em Rocca di Papa, na Itália.

ZENIT conversou com o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, nesta sexta-feira, momentos antes da missa celebrada em português e animada por missionários das comunidades Shalom, Canção Nova e Obra de Maria. Após a missa os participantes puderam assistir ao show do Pe Zezinho.

Dom Orani, como o senhor analisa este encontro?

Dom Orani:Eu creio que é um encontro muito importante porque as Jornadas Mundiais da Juventude têm uma finalidade de animação da juventude católica e também de animar a pastoral juvenil e, além disso, fazer a unidade universal, através da diversidade de línguas e situações representadas neste encontro.

Como se desenvolvem os trabalhos...

Dom Orani:Representantes do mundo inteiro tanto das nações como também das comunidades estão aqui para viverem juntos e examinarem a Jornada Mundial da Juventude de Madri, para escutarem e perguntarem sobre o Rio de Janeiro e para pensarem sobre a pastoral juvenil.

O que deverá acontecer a partir deste encontro...

Dom Orani:Eu creio que é um momento muito importante, creio que daqui tanto da avaliação da Jornada Mundial de Madri, como também da programação do Rio de Janeiro e da preocupação com a pastoral juvenil, deverão sair grandes idéias para todos os países que, adaptando estas idéias, poderão ajudar muito no trabalho pastoral com a juventude.

As idéias que mais chamaram a atenção...

Dom Orani: A gente acaba escutando dos vários países muitas iniciativas bonitas, até de países que tem muita dificuldade de liberdade religiosa. A gente imagina que, muitas vezes, eles não têm a possibilidade de trabalhar com a pastoral, com as celebrações e fico vendo como eles conseguem, mesmo em países de pouca liberdade religiosa, reunir os jovens, fazer uma programação e isto nos ajuda a ver quais são as dificuldades, além das que temos; a nunca desanimar e tentar a cada momento trabalhar nas várias pastorais, especialmente na da juventude, que constrói o hoje e o amanhã da sociedade.

O que fica de mais importante deste encontro...

Dom Orani: Creio que os trabalhos e as várias preocupações que existem de organização pastoral da juventude, com reflexões e aprofundamentos de fé são muito importantes. Deve ser uma meta a ser seguida, um desafio a ser enfrentado, de como ajudar os nossos jovens a aprofundarem a fé e a serem homens e mulheres discípulos e missionários de Jesus Cristo para evangelizar.


Fonte: Zenit.

Sacerdotes cibernéticos para o Reino de Deus

Uma notícia puxa a outra. ZENIT publicou recentemente as experiências de dois sacerdotes, um da Espanha e outro da Colômbia, que evangelizam através das redes sociais. Os relatos suscitaram o envio de outras experiências.

O padre Juan Pablo Esquivel, argentino residente em San Bartolomeo, na Itália, nos narra as suas atividades nesta área, comprovando que não faltam "sacerdotes cibernéticos".

Ele mantém um espaço virtual dedicado à Palavra do Senhor de cada Domingo, mais as correspondentes homilias publicadas com uma semana de antecipação (nas segundas-feiras de manhã), "à disposição de tantos irmãos sacerdotes que precisam de material e de inspiração para as suas próprias homilias, e para servirem de preparação a tantos irmãos que têm fome e sede de escutar, compreender e saborear a Palavra que se proclama em cada Eucaristia dominical".

Todo o trabalho é duplicado: está em espanhol e em italiano. Os textos são divulgados no Facebook, em dois grupos especificamente criados para este fim: “Ángeles de San Miguel” e "Angeli di San Michele”.

Devido ao limite que o Facebook impõe à quantidade de amigos, Esquivel criou uma página para ter assinantes sem limitações.

Os números do seu trabalho:

* www.facebook.com/JuanPabloEsquivel (4.878 amigos e 1.315 assinantes). Recebe em média dez pedidos diários de amizade e os orienta às outras páginas:

* www.facebook.com/pages/Padre-João-Pablo-Esquivel/124114890994392 (1.244 “Curtir”).

* Ángeles de San Miguel (https://www.facebook.com/groups/84117542093/) Evangelhos e homilias em espanhol, com 6.081 membros.

* Angeli di san Michele (https://www.facebook.com/groups/120646078296/) Evangelhos e homilias em italiano, com 1.079 membros.

Fonte: Zenit.

Peço a Deus que os encoraje e sustente com a sua força

Ao deixar o território cubano depois da visita apostólica, o papa enviou ao presidente do Conselho de Estado e do Conselho de Ministros, Raúl Modesto Castro Ruz, o seguinte telegrama:

“Ao término da minha viagem apostólica a Cuba, desejo renovar a minha sincera gratidão a sua excelência e às demais autoridades, assim como aos pastores e fiéis desse amado país, pelas inumeráveis mostras de afeto que me dedicaram durante a minha permanência nessas benditas terras, que estão comemorando com alegria os quatrocentos anos do achado e da presença nelas da venerada imagem de Nossa Senhora da Caridade do Cobre.

Asseguro a todos os cubanos uma constante lembrança na oração e peço a Deus que os encoraje e sustente com a sua força, para que eles vejam realizadas suas justas aspirações e seus mais nobres anseios.

Com estes sentimentos e vivos desejos, e como penhor de copiosas graças celestiais, concedo-lhes de coração uma especial bênção apostólica.

Fonte: Zenit.