sábado, 2 de outubro de 2010

Dom Erwin ganha Prêmio Nobel Alternativo

Dom Erwin Kräutler é um dos quatro ganhadores do Prêmio Right Livelihood 2010, um prêmio Nobel Alternativo, que honra o poder de mudança nas bases. A entidade publicou a informação nesta quinta-feira,30. Segundo os organizadores, dom Erwin recebeu o prêmio "por uma vida dedicada ao trabalho com direitos humanos e ambientais dos povos indígenas, e por seu incansável esforço para salvar a Amazônia da destruição”.

Dom Erwin justificou a alegria de receber o prêmio. “Não estou feliz em meu nome, mas por causa da Amazônia e dos povos indígenas que merecem esse reconhecimento!”, declarou.

Os outros premiados foram a organização israelense "Médicos para os Direitos Humanos-Israel", que atua em seu próprio país e na Palestina, o nigeriano Nnimmo Bassey, de 52 anos, que "revelou os horrores ecológicos e humanos da produção del petróleo", e o nepalês Shrikrishna Upadhyay, de 65 anos, em conjunto com a organização Sappros, que "trabalham contra as múltiplas causas da pobreza", segundo o júri.

A Cerimônia de Premiação no Parlamento sueco será realizada no dia 6 de dezembro.

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) havia encaminhado uma carta à fundação Right Livelihood Award ratificando a indicação do nome de dom Erwin Kräutler para o prêmio Nobel Alternativo dos Direitos Humanos em fevereiro deste ano. De acordo com a CNBB, a indicação é um gesto de reconhecimento à atuação “pastoral e profética” de dom Erwin “junto aos mais fracos e aos povos indígenas”.

Para o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, esse prêmio é uma grande homenagem a dom Erwin e também honra muito a própria CNBB. De acordo com dom Geraldo, o prêmio é o reconhecimento da grande luta de dom Erwin na defesa da vida dos povos indígenas e da própria dignidade humana destes povos.

"Dom Helder Câmara também recebeu esse prêmio na época em que vivíamos no regime ditatorial no Brasil, quando lhe foi negado o Prêmio Nobel da Paz. E agora, dom Erwin recebe esse mesmo prêmio! Quero parabenizar dom Erwin e também a nossa Igreja, por ter em seu meio um lutador pela justiça social, pelo meio ambiente e pela vida dos povos indígenas!”, declarou.

Dom Erwin Kräutler nasceu na Áustria em 1939, tornou-se padre em 1964 e veio para o Brasil como missionário. Em 1978, tornou-se cidadão brasileiro (embora também mantendo a sua cidadania austríaca). Em 1980, foi nomeado bispo do Xingu, a maior circunscrição eclesiástica do Brasil. Entre 1983-1991, e desde 2006 é o presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), entidade vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Ameaças
Em outubro de 1987, alguns meses antes da decisão de concessão de plenos direitos civis para os povos indígenas na Assembleia Constituinte, dom Erwin ficou gravemente ferido em um acidente de carro supostamente planejado. Desde 2006, o bispo está sob proteção policial por causa da ameaça de morte que tem recebido devido à sua atuação pastoral na região.

Fonte: CNBB/CIMI

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Cristãos iraquianos refugiados na Síria precisam de ajuda

O bispo de Alepo (Síria), Dom Antoine Audo, SJ, está encarregado de coordenador uma operação massiva de ajuda aos cristãos iraquianos que se refugiam no território sírio, diante da difícil situação de seu país.
Após o surto da crise dos refugiados depois da queda do regime de Saddam Hussein em 2003, o prelado dirigiu-se à associação caritativa internacional Ajuda à Igreja que Sofre, que desde então proporcionou ajudas consistentes.
Exaustos depois de uma longa e às vezes tortuosa viagem, os refugiados chegam à capital síria, Damasco, e a Alepo, no norte do país, onde recebem as primeiras ajudas e sobretudo são submetidos a intervenções cirúrgicas, quando necessário.
Coordenadas pelas paróquias católicas caldeias de ambas as cidades, as operações de ajuda incluem também a distribuição mensal de bens de primeira necessidade, como chá, manteiga, açúcar e óleo.
Em resposta às urgentes demandas das famílias jovens, o bispo Audo abriu uma escola para as crianças refugiadas em Alepo; tanto lá como em Damasco, os menores recebem apoio educativo por parte de voluntários das paróquias.
"Quando os cristãos iraquianos chegam à Síria, apenas a igreja os ajuda", destaca o prelado.
No prazo de um ano, desde a chegada à terra síria, a maior parte dos refugiados recebeu visto para viajar aos países ocidentais, entre eles Estados Unidos, Canadá e Austrália.
Ainda que a Síria seja o país mais escolhido pelos imigrantes iraquianos, de fato, as autoridades de Damasco raramente concedem vistos permanentes, trabalho ou permissões de residência.
O bispo não acredita que a situação dos cristãos iraquianos esteja melhorando e relata o quanto é difícil, especialmente em Mossul, no norte do Iraque.
"Em Bagdá varia muito - explica. A vida pode ser bastante normal e depois de repente pode haver ataques às igrejas e atos de perseguição contra as pessoas."
Seguindo o chamado do Papa Bento XVI, que advertiu que "as Igrejas no Oriente Médio estão ameaçadas em sua própria existência", Ajuda à Igreja que Sofre está se mobilizando para colaborar nestas realidades. Apoia concretamente os refugiados iraquianos na Síria, mas também na Turquia e Jordânia.

Fonte: Zenit.

Continua diálogo entre católicos e ortodoxos sobre primado do Papa

Uma das questões centrais que provocou há quase mil anos o cisma entre as Igrejas Ortodoxas e Roma, o primado do Papa, converteu-se no centro da fase atual do diálogo teológico entre católicos e ortodoxos em busca da unidade plena.
"O papel do bispo de Roma na comunhão da Igreja no primeiro milênio" foi precisamente o tema da 12ª sessão plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo entre a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica, realizada em Viena de 20 a 27 de setembro.
A reunião continuou trabalhando na redação de um documento conjunto, que começou a ser elaborada em 2009, durante a assembleia plenária do ano passado, celebrada em Pafos, Chipre.
"Nesta fase - revela o comunicado conjunto emitido pelos representantes católicos e ortodoxos no final do encontro -, a Comissão está discutindo este texto como um documento de trabalho e foi decidido que o texto deveria ser revisado. Foi decidido também formar uma subcomissão para começar a considerar os aspectos teológicos e eclesiásticos do primado em sua relação com a sinodalidade."
As comissões ortodoxa e católica sabiam perfeitamente, em 2007, quando foi decidido enfrentar a questão do primado do bispo de Roma em suas reuniões, que não resolveriam em poucos meses ou anos a questão mais decisiva do grande cisma do Oriente que separou o cristianismo em 1054. A reunião de Viena mostrou que, embora o caminho seja longo, a vontade de avançar é do interesse de católicos e ortodoxos, o que já foi visto como algo importante.
Em 24 de setembro, os dois copresidentes concederam uma coletiva de imprensa; por parte católica, o arcebispo Kurt Koch, novo presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos; e da parte ortodoxa, o metropolitano João Zizioulas de Pérgamo.
Este último constatou que "neste momento não há nuvens de desconfiança entre nossas duas igrejas. Nossos antecessores, em especial os responsáveis de ambas as igrejas, tanto por parte católica como ortodoxa, prepararam o caminho para uma discussão amigável e fraterna. E este espírito prevaleceu em nossas discussões".
"E por isso - acrescentou o representante ortodoxo - desejo assegurar que se continuarmos assim, Deus encontrará um caminho para superar as dificuldades que restam, e levará à plena comunhão nossas duas igrejas - as igrejas mais antigas, que compartilham o mesmo passado ecumênico, as mesmas tradições, o mesmo sentido da Igreja."
O arcebispo Koch, tocando na questão do primado do bispo de Roma, recordou que Joseph Ratzinger já havia afirmado, numa famosa conferência, pronunciada em Graz, em 1976, que "não podemos esperar mais da Ortodoxia o que se vivia no primeiro milênio".
"Portanto, a discussão fundamental é sobre como estas igrejas viviam no primeiro milênio e como podemos encontrar um novo caminho comum hoje. Esta discussão necessita de espaços de liberdade e paciência."
"Sei que algumas pessoas podem estar impacientes, mas a paciência é uma expressão do amor - garantiu o prelado suíço. As pessoas sabem, por experiência, o significado de duas pessoas que se separarem num matrimônio. E nós levamos mil anos de separação. Devemos e queremos empreender novos caminhos, pois Jesus nos deu a missão de viver juntos."
Na homilia, que o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, dirigiu na catedral da cidade durante a Eucaristia celebrada pelos membros católicos, na presença dos ortodoxos, explicou que "temos e necessitamos de um primado no sentido canônico, mas sobre ele está o primado da caridade. Todas as disposições canônicas na Igreja servem a este primado do amor".

Fonte: Zenit.

Anna Maria Adorni será beatificada em Parma neste domingo

"Se existiu na vida uma pessoa feliz, essa sou eu", dizia muito segura de si a Madre Anna Maria Adorni (1805 - 1893), mesmo tendo sofrido com a morte de seu esposo e seus seis filhos.
Esta mulher, que aos 52 anos fundou a congregação das Escravas de Maria Imaculada e o Instituto Bom Pastor, será beatificada no próximo domingo em Parma, ao norte da Itália, numa cerimônia presidida por Dom Angelo Amato, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, em representação do Papa Bento XVI.
Em diálogo com ZENIT, o Pe. Guglielmo Camera, postulador para sua causa de beatificação, garantiu que a futura beata é modelo de "jovem cristã, esposa, mãe e fundadora".
"É muito original que só uma pessoa possa ser modelo para diversos estágios da vida", diz.
Nasceu e cresceu em Fivizzano, na província de Massa-Carrara, ao norte da Itália. Aos 15 anos, sofreu com a morte de seu pai. Queria ser monja capuchinha, mas se submeteu à vontade de sua mãe e casou-se em 1826 com Antonio Domenico Botti, a quem amou muito. Apenas três meses depois de casada, enfrentou a morte de sua mãe.
"Basta amar muito", dizia a futura beata sobre o matrimônio. "Todos os maridos seriam bons se as mulheres fossem sempre detalhistas e prestativas", dizia. Com Antonio Domenico ela teve seis filhos.
"Ela acreditava que os filhos eram um dom, verdadeiramente os formou para que fossem ao céu, no sentido da oração, fé, do passar deste mundo para a casa do Pai", disse seu postulador.
Uma dura prova
Seu marido morreu quando ela tinha 39 anos, após quatro meses de uma grande doença, durante a qual ela foi capaz de oferecer todos os cuidados. Ficou sozinha com quatro filhos (dois deles morreram ainda muito pequenos): Poldino, de 16, Alberto, de 7, Guido, de 4, e Celestina, de 3 meses.
Anna Maria sentiu o chamado a ser viúva consagrada, a dedicar-se às obras de caridade, especialmente aos presos: "Era muito comprometida com os presos, pessoas por quem ninguém se interessava", disse o Pe. Camera.
Depois vieram outros momentos de dor: morreram ainda sendo crianças, seus filhos Guido, Alberto e Celestina. Restou apenas Poldino, que, após ir para o mosteiro Beneditino, morreu aos 26 anos.
Após todos estes acontecimentos, Anna Maria não perdia a esperança. Muitas pessoas de fé ficavam admiradas por sua atitude e algumas a buscavam para pedir conselhos. Entre essas pessoas estava São João Bosco, o bispo Domenico Maria Villa e o beato Andrea Ferrari, arcebispo de Milão.
Várias mulheres quiseram seguir seu exemplo e assim nasceu a chamada Pia União de Damas Visitadoras da Prisão sob a Proteção dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, uma associação de mulheres voluntárias especializadas na pastoral carcerária.
Anna Maria alugou uma casa para as mulheres que saíam da prisão, para que pudessem ser reinseridas na sociedade. Também recebia nessa casa crianças órfãs em risco.
Em 1° de maio de 1857, junto a 8 companheiras, deu início à nova congregação, Escravas de Maria Imaculada de Parma. Dois anos mais tarde, pronunciou junto delas os votos de castidade, obediência e pobreza.
Essas mulheres se comprometeram a dedicar sua vida religiosa à recuperação das mulheres necessitadas, à proteção de quem estivesse em perigo, ao cuidado maternal de moradores de rua e órfãos. "Não apenas iam visitá-los, mas também se comprometiam a inseri-los na sociedade com um emprego. Elas os acolhiam para garantir assim, seu futuro", disse o Pe. Camara.
O bispo de Parma, Andrés Miotti, confirmou os estatutos desta comunidade em 28 de janeiro de 1893. Anna Maria morreu no dia 7 de fevereiro do mesmo ano, apenas 9 dias depois deste fato. "Ela vestiu o hábito religioso praticamente no leito de sua morte", comentou seu postulador.
A fama de santidade de Anna Maria começou a espalhar rapidamente. Foram registrados 57 supostos milagres que foram feitos graças à sua intercessão. Além disso, muitos falavam de milagres que a futura beata havia feito em vida: "O Senhor agiu em sua vida. Teve uma fé muito bela, porque ela confiava em seus confessores, nas mediações humanas, buscava entender o que o Senhor queria em cada instante; e esta fé a levou a muito alto. Creio que os milagres que fez foram devidos a esta fé", conclui o Pe. Guigliermo.

Fonte: Zenit.

Espanha: preparativos para a visita do Papa

A Conferência Episcopal Espanhola, assim como a arquidiocese de Santiago de Compostela, deram a conhecer novos detalhes da preparação para a visita do Papa Bento XVI à Espanha, que se realizará nos dias 6 e 7 de novembro, às cidades de Barcelona e Santiago de Compostela.
Em um comunicado enviado a ZENIT, o arcebispado de Santiago de Compostela informou que todos os sinos da arquidiocese tocarão ao uníssono no dia 6 de novembro, às 11h30, para receber o Papa Bento XVI. Depois, tocarão novamente às 16h30, quando se tem prevista a Celebração Eucarística na Praça do Obradoiro da capital da comunidade autônoma de Galícia.
Igualmente, a arquidiocese convocou todas as paróquias para que participem de uma coleta, com o fim de ajudar a cobrir os gastos desta visita papal. A coleta será realizada no sábado, 9 de outubro, nas Missas vespertinas, e nos domingo, 10, em todas as Missas.
Na rede
A Conferência Episcopal Espanhola informou também que criou um site oficial para acompanhar a visita do Papa (www.visitadelpapa2010.org). Também será possível acompanhar os eventos através do Facebook e do Twitter.
No site oficial, que pode ser consultado em espanhol, italiano, inglês e francês, está disponível o programa desta visita, a biografia de Bento XVI, detalhes de outras viagens do Papa à Espanha e dados da Igreja no país.
O Papa visitará Santiago de Compostela por ocasião da celebração do Ano Jubilar, que esta arquidiocese comemora cada vez que o dia 25 de julho - dia de São Tiago Apóstolo - cai num domingo. O próximo jubileu será em 2021.
O Papa também estará em Barcelona no dia 7 de novembro, por ocasião da consagração do templo da Sagrada Família, obra do célebre arquiteto Antonio Gaudi.

Fonte: Zenit.

Papa pede que em outubro se reze pelas universidades católicas

Bento XVI pediu orações dos cristãos, para o próximo mês de outubro, pelas universidades católicas e pela celebração do Dia Mundial das Missões, que será realizado em 24 de outubro.
Esta é a proposta que faz nas intenções de oração para o mês que vem, contidas na carta pontifícia dirigida ao Apostolado da Oração, iniciativa seguida por cerca de 50 milhões de pessoas nos cinco continentes.
O Bispo de Roma apresenta duas intenções: uma geral e outra missionária.
A intenção geral para outubro é: "Para que as Universidades Católicas se tornem sempre mais lugares onde, graças à luz do Evangelho, seja possível experimentar a harmônica unidade existente entre fé e razão".
Sua intenção missionária é: "Para que a celebração do Dia Mundial das Missões seja ocasião para compreender que a tarefa de anunciar Cristo é um serviço necessário e irrenunciável que a Igreja é chamada a realizar em favor da humanidade".

Fonte: Zenit.

Acho que vc precisa falar sobre as atividades de outubro:

Na abertura do ano escolar e catequético, a Comissão Episcopal da Educação Cristã (CEEC) invoca a experiência de 100 anos de República.
"Cem anos passados, são tempo aprendido, por entre conquistas alcançadas e vicissitudes sofridas, para avançarmos com firmeza de propósitos e respeito democrático, felizmente conseguido, no caminho do futuro", realça a CEEC, numa nota pastoral enviada à agência ECCLESIA.
O documento assinala a Semana Nacional da Educação Cristã, de 3 a 10 de Outubro, que marca o início do ano escolar, nas Escolas Católicas, e o arranque da Catequese um pouco por todo o país.
A Comissão Episcopal diz que "a educação cristã" deve ser, "para lá das diferenças e ideologias que separam, uma oportunidade de diálogo, respeito e recíprocas aprendizagens na sociedade contemporânea e na cultura actual".
Trabalhar para uma "educação de qualidade e excelência" tem de ser a meta da Escola Católica, transmitindo às novas gerações valores de fé e de ética.
Objectivo que, de acordo com a CEEC, só se consegue atingir através "de uma audácia profética e uma capacidade renovada no pensar e no agir dos crentes".
Neste sentido, aquele organismo episcopal lança um convite a todas as pessoas, para que "mantenham despertas na vida pessoal, nas famílias, nas escolas, comunidades cristãs e movimentos apostólicos, a busca da verdade e a procura de Deus".
Os pais, catequistas, e agentes da pastoral, em todas as comunidades cristãs, "dão voz e vida" à mensagem da Igreja, sublinha a CEEC, destacando também a responsabilidade dos professores de Educação Moral e Religiosa.
"O caminho da renovada evangelização e o rosto missionário da Igreja, pedem-nos e exigem-nos criatividade pedagógica e decisão pastoral" conclui a CEEC.

Fonte: - (Com agência Ecclesia)