Bento XVI considera que a organização do trabalho - como mera busca do lucro - e a concepção atual da festa - como oportunidade de consumo - contribuem, infelizmente, para separar a família.
O Papa dirigiu uma carta, publicada no dia 24 de setembro, ao presidente do Conselho Pontifício para a Família, cardeal Ennio Antonelli, como preparação para o 7º Encontro Mundial das Famílias (EMF), que se realizará em Milão, de 30 de maio a 3 de junho de 2012, sobre o tema "Família: o trabalho e a festa".
Nesta carta, Bento XVI insta a "promover uma reflexão e um compromisso dirigidos a conciliar as exigências e os momentos do trabalho com os da família, e a recuperar o verdadeiro sentido da festa, especialmente da dominical, páscoa semanal, dia do Senhor e dia do homem, dia da família, da comunidade e da solidariedade".
"Em nossos dias, infelizmente, a organização do trabalho, pensada e realizada em função da concorrência do mercado e do lucro máximo, e a concepção da festa como oportunidade de evasão e de consumo, contribuem para separar a família e a comunidade, e a difundir um estilo de vida individualista", lamenta.
O Papa explica que "o trabalho e a festa estão intimamente ligados à vida das famílias: condicionam as decisões, influenciam as relações entre os cônjuges e entre os pais e filhos, e incidem na relação da família com a sociedade e com a Igreja".
Citando o livro do Gênesis, recorda que "família, trabalho e dia festivo são dons e bênçãos de Deus para ajudar-nos a viver uma existência plenamente humana".
Segundo o Pontífice, "o desenvolvimento autêntico da pessoa inclui tanto a dimensão individual, familiar e comunitária, como as atividades e as relações funcionais, assim como a abertura à esperança e ao Bem sem limites".
Bento XVI destaca que o próximo EMF "constitui uma ocasião privilegiada para reapresentar o trabalho e a festa a partir da perspectiva de uma família unida e aberta à vida, bem integrada na sociedade e na Igreja, atenta à qualidade das relações, além da economia do próprio núcleo familiar".
Também expressa sua confiança em que as famílias se coloquem em marcha rumo ao encontro "Milão 2012" e aproveitem, em 2011, o 30º aniversário da exortação apostólica Familiaris consortio, "‘carta magna' da pastoral familiar", para organizar iniciativas no âmbito paroquial, diocesano e nacional.
Finalmente, Bento XVI se refere aos momentos fortes do 7º EMF: a "festa dos testemunhos", no sábado à tarde e a Missa solene no domingo de manhã.
"Estas duas celebrações, que eu presidirei, nos mostrarão como ‘família de famílias'", disse.
Fonte: Zenit.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Populações pobres: “grandes demais para que fracassem”
- Se durante a recente crise, a política se mobilizou para ajudar os bancos, já que eram "grandes demais para que fracassem", com maior empenho terá de fazê-lo a favor dos povos que sofrem fome e pobreza, assegura o porta-voz vaticano.
O Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, fez uma análise do histórico discurso que Bento XVI pronunciou no Westminster Hall de Londres, no dia 17 de setembro, ao mundo político, social, acadêmico, cultural e empresarial britânico, à luz da recente cúpula da ONU sobre o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
No Reino Unido, o Pontífice recordou que os governos intervieram de forma massiva e imediata para salvar instituições financeiras muito importantes que estavam à beira do fracasso.
"Considerou-se necessário intervir destinando quantidades enormes - recordava o Papa -, porque estas instituições eram ‘grandes demais para que fracassem' (Too big to fail)."
Sem esta intervenção econômica, explicou, "a economia dos países interessados teria sofrido graves danos".
Segundo explica seu porta-voz no último editorial de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano, o Papa quis dizer que, "se foram capazes de intervir para salvar grandes instituições financeiras, por que não se aplica a mesma coisa quando se trata do desenvolvimento dos povos da terra, da fome e da pobreza?".
"Este, sim, é um verdadeiro objetivo ‘grande demais para que fracasse'!", sublinha o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.
"A partir desta perspectiva - acrescenta -, deve-se enfocar a cúpula de Nova York sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio."
"Certamente, haverá diversas avaliações - reconhece Lombardi. A empresa é ciclópea e é um apelo à colaboração, não só do governo, mas também de todas as forças ativas da sociedade, tanto do mundo desenvolvido como do que está em vias de desenvolvimento."
O sacerdote jesuíta recorda que a Igreja, nos diversos lugares do mundo, está comprometida neste campo "à luz de uma perspectiva espiritual e moral, consciente e atenta aos valores fundamentais, bem delineados na encíclica Caritas in veritate".
Como reiterava em Nova York o representante da Santa Sé, cardeal Peter Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, "a pessoa humana deve ser colocada no centro da pesquisa para o desenvolvimento; não deve ser vista como um peso, mas como parte ativa da solução".
Fonte: Zenit.
O Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, fez uma análise do histórico discurso que Bento XVI pronunciou no Westminster Hall de Londres, no dia 17 de setembro, ao mundo político, social, acadêmico, cultural e empresarial britânico, à luz da recente cúpula da ONU sobre o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
No Reino Unido, o Pontífice recordou que os governos intervieram de forma massiva e imediata para salvar instituições financeiras muito importantes que estavam à beira do fracasso.
"Considerou-se necessário intervir destinando quantidades enormes - recordava o Papa -, porque estas instituições eram ‘grandes demais para que fracassem' (Too big to fail)."
Sem esta intervenção econômica, explicou, "a economia dos países interessados teria sofrido graves danos".
Segundo explica seu porta-voz no último editorial de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano, o Papa quis dizer que, "se foram capazes de intervir para salvar grandes instituições financeiras, por que não se aplica a mesma coisa quando se trata do desenvolvimento dos povos da terra, da fome e da pobreza?".
"Este, sim, é um verdadeiro objetivo ‘grande demais para que fracasse'!", sublinha o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.
"A partir desta perspectiva - acrescenta -, deve-se enfocar a cúpula de Nova York sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio."
"Certamente, haverá diversas avaliações - reconhece Lombardi. A empresa é ciclópea e é um apelo à colaboração, não só do governo, mas também de todas as forças ativas da sociedade, tanto do mundo desenvolvido como do que está em vias de desenvolvimento."
O sacerdote jesuíta recorda que a Igreja, nos diversos lugares do mundo, está comprometida neste campo "à luz de uma perspectiva espiritual e moral, consciente e atenta aos valores fundamentais, bem delineados na encíclica Caritas in veritate".
Como reiterava em Nova York o representante da Santa Sé, cardeal Peter Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, "a pessoa humana deve ser colocada no centro da pesquisa para o desenvolvimento; não deve ser vista como um peso, mas como parte ativa da solução".
Fonte: Zenit.
Sudão: lançamento de 101 dias de oração pela paz
A campanha de "101 dias de oração pela paz no Sudão", lançada pela Conferência Episcopal do país antes do referendo sobre a autodeterminação do Sudão do Sul, previsto para 9 de janeiro, já começou nas paróquias.
Esta iniciativa, que termina em 1° de janeiro, Dia Mundial da Paz, foi proposta pelos bispos para animar as pessoas de todas as confissões a rezarem pela paz.
O convite à oração chega num momento de grande tensão política entre quem, sobretudo no norte, pede um Sudão unido e também os que são favoráveis a uma separação.
Neste país, atingido pela maior guerra civil do continente africano (1983-2005) "estes 101 dias de oração poderiam ser essenciais para manter a paz", afirmou o bispo auxiliar de Jartum, Dom Daniel Adwok Kur, em entrevista com a associação internacional de caridade Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).
"A mensagem que surge desta iniciativa de oração é de reconciliação e perdão", precisou.
"Devemos ver esse processo como uma viagem pacífica, como um momento acompanhado sobretudo pela oração, colocando Deus em primeiro lugar em nossa vida, pelo bem do país", destacou o bispo.
Os 101 dias de oração, que envolvem as novas dioceses católicas do Sudão, se concentram no tema: "Mude seu coração, mude seu mundo".
A cada semana, os participantes serão convidados a encontrar-se e debater sobre questões precisas - justiça, paz, construção da comunidade e perdão -, com ideias e propostas que depois apresentarão aos bispos e sacerdotes.
A campanha conta também com um opúsculo que contém citações e orações cotidianas para cada uma das 14 semanas da iniciativa.
"Queremos que as pessoas pensem no dever de viver em paz, em que cada um deva envolver-se no processo e em que devemos refletir sobre a afirmação do Papa João Paulo II: quando se quer a paz, é preciso buscar a justiça", disse Dom Adwok Kur.
A iniciativa partiu da diocese de Rumbek, liderada pelo bispo local, Dom Cesare Mazzolari, que apresentou o programa destes 101 dias em agosto, indicando que uma das celebrações mais importantes será o Dia do Rosário (7 de outubro). Haverá também uma Missa e uma procissão na solenidade de Cristo Rei (21 de novembro) e o congresso anual dos jovens em dezembro, voltado neste ano para o compromisso dos jovens no período anterior ao referendo e sobre seu envolvimento na ajuda ao processo de votação.
Fonte: Zenit.
Esta iniciativa, que termina em 1° de janeiro, Dia Mundial da Paz, foi proposta pelos bispos para animar as pessoas de todas as confissões a rezarem pela paz.
O convite à oração chega num momento de grande tensão política entre quem, sobretudo no norte, pede um Sudão unido e também os que são favoráveis a uma separação.
Neste país, atingido pela maior guerra civil do continente africano (1983-2005) "estes 101 dias de oração poderiam ser essenciais para manter a paz", afirmou o bispo auxiliar de Jartum, Dom Daniel Adwok Kur, em entrevista com a associação internacional de caridade Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).
"A mensagem que surge desta iniciativa de oração é de reconciliação e perdão", precisou.
"Devemos ver esse processo como uma viagem pacífica, como um momento acompanhado sobretudo pela oração, colocando Deus em primeiro lugar em nossa vida, pelo bem do país", destacou o bispo.
Os 101 dias de oração, que envolvem as novas dioceses católicas do Sudão, se concentram no tema: "Mude seu coração, mude seu mundo".
A cada semana, os participantes serão convidados a encontrar-se e debater sobre questões precisas - justiça, paz, construção da comunidade e perdão -, com ideias e propostas que depois apresentarão aos bispos e sacerdotes.
A campanha conta também com um opúsculo que contém citações e orações cotidianas para cada uma das 14 semanas da iniciativa.
"Queremos que as pessoas pensem no dever de viver em paz, em que cada um deva envolver-se no processo e em que devemos refletir sobre a afirmação do Papa João Paulo II: quando se quer a paz, é preciso buscar a justiça", disse Dom Adwok Kur.
A iniciativa partiu da diocese de Rumbek, liderada pelo bispo local, Dom Cesare Mazzolari, que apresentou o programa destes 101 dias em agosto, indicando que uma das celebrações mais importantes será o Dia do Rosário (7 de outubro). Haverá também uma Missa e uma procissão na solenidade de Cristo Rei (21 de novembro) e o congresso anual dos jovens em dezembro, voltado neste ano para o compromisso dos jovens no período anterior ao referendo e sobre seu envolvimento na ajuda ao processo de votação.
Fonte: Zenit.
Índia: concurso sobre Bíblia atrai quase meio milhão de pessoas
Neste domingo, cerca de meio milhão de pessoas participou, em todo o estado de Kerala (Índia), de um concurso sobre a Bíblia, no âmbito diocesano. A etapa final do popular Quiz será realizada em novembro, em Cochin, capital comercial do estado.
A iniciativa, que foi divulgada neste domingo no jornal vaticano L'Osservatore Romano, "é uma forma de conhecer cada vez mais e melhor a Bíblia e incentivar seu estudo", segundo afirmou o Pe. Joshy Mayyattil, secretário da Kerala Catholic Bible Society, apoiadora da iniciativa.
O Logos Quiz, realizado ontem, contou com a participação de "cerca de meio milhão de pessoas, pertencentes a 3.200 paróquias de Kerala", na sua décima edição.
Os concursantes - informa uma nota de imprensa dos organizadores - foram divididos em grupos por idades, desde os 10 anos até mais de 60; os ganhadores da primeira fase participarão da final, que acontecerá em novembro.
Kerala é o estado indiano com maior número de cristãos: cerca de 7 milhões, dos quais mais de 4 milhões são católicos.
Esta região da costa sudoeste da Índia goza de uma fé com séculos de história, já que, segundo a tradição, chegou a estas terras graças ao apóstolo Tomé.
O concurso, iniciado em 2000, só aumentou seu número de participantes, dos 125 mil iniciais até os 483,170 que se inscreveram neste ano.
O testemunho de Leena Mathew, funcionária bancária de Cochin, que ganhou o concurso em 2007 e 2008, revela a evolução desta iniciativa.
Há três anos, Leena começou a preparar sua filha, que queria participar do quiz. Ela considerava a leitura da Bíblia apenas outra tarefa, assim como as de casa e do trabalho. Pouco a pouco, descobriu que a Bíblia é "fonte de grande alimento espiritual" e decidiu participar também; ganhou duas edições seguidas.
Kerala é o estado mais alfabetizado do país, com uma taxa de mais de 90%. Aqui, os católicos estão 10 vezes mais presentes que em outros lugares, e convivem em paz com hindus e muçulmanos. É também o estado com o maior índice de leitura de todo o país.
Atualmente, uma edição semanal do jornal L'Osservatore Romano é impressa na língua local, o malayalam.
Para mais informações: www.keralabiblesociety.com.
Fonte: Zenit.
A iniciativa, que foi divulgada neste domingo no jornal vaticano L'Osservatore Romano, "é uma forma de conhecer cada vez mais e melhor a Bíblia e incentivar seu estudo", segundo afirmou o Pe. Joshy Mayyattil, secretário da Kerala Catholic Bible Society, apoiadora da iniciativa.
O Logos Quiz, realizado ontem, contou com a participação de "cerca de meio milhão de pessoas, pertencentes a 3.200 paróquias de Kerala", na sua décima edição.
Os concursantes - informa uma nota de imprensa dos organizadores - foram divididos em grupos por idades, desde os 10 anos até mais de 60; os ganhadores da primeira fase participarão da final, que acontecerá em novembro.
Kerala é o estado indiano com maior número de cristãos: cerca de 7 milhões, dos quais mais de 4 milhões são católicos.
Esta região da costa sudoeste da Índia goza de uma fé com séculos de história, já que, segundo a tradição, chegou a estas terras graças ao apóstolo Tomé.
O concurso, iniciado em 2000, só aumentou seu número de participantes, dos 125 mil iniciais até os 483,170 que se inscreveram neste ano.
O testemunho de Leena Mathew, funcionária bancária de Cochin, que ganhou o concurso em 2007 e 2008, revela a evolução desta iniciativa.
Há três anos, Leena começou a preparar sua filha, que queria participar do quiz. Ela considerava a leitura da Bíblia apenas outra tarefa, assim como as de casa e do trabalho. Pouco a pouco, descobriu que a Bíblia é "fonte de grande alimento espiritual" e decidiu participar também; ganhou duas edições seguidas.
Kerala é o estado mais alfabetizado do país, com uma taxa de mais de 90%. Aqui, os católicos estão 10 vezes mais presentes que em outros lugares, e convivem em paz com hindus e muçulmanos. É também o estado com o maior índice de leitura de todo o país.
Atualmente, uma edição semanal do jornal L'Osservatore Romano é impressa na língua local, o malayalam.
Para mais informações: www.keralabiblesociety.com.
Fonte: Zenit.
Episcopado colombiano espera paz após morte do chefe guerrilheiro
O presidente da Conferência Episcopal Colombiana (CEC), arcebispo Rubén Salazar Gómez, afirmou que acredita que a morte do chefe guerrilheiro Víctor Suárez Rojas, conhecido como "Jorge Briceño" ou "Mono Jojoy", possa servir como início de um processo de acordo com o grupo subversivo Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
"Recebemos a notícia pedindo ao Senhor que esta morte - no começo dói, pois é um colombiano morto - seja o princípio de um processo de acordo com as FARC. Que essa morte signifique que as FARC estejam num processo de reflexão política e se aproximem do governo para começar um diálogo de paz", afirmou Dom Salazar Gómez em conversa com os jornalistas, na abertura da Expocatólica Colômbia 2, em Bogotá.
"A mensagem é que façamos a paz, já que a guerra nos causou muitos danos, tivemos angústia, dor, perdas de vida e essa guerra tem de cessar. Mas, para que isso aconteça, é preciso que as FARC deixem a atitude de guerra e, portanto, aceitem as condições fundamentais que o governo propõe, que não são nada além do respeito ao Direito Internacional Humanitário para poder iniciar um verdadeiro processo de paz", acrescentou o presidente do episcopado, em 23 de setembro.
Nesse dia aconteceu uma operação do exército colombiano contra o acampamento da La Macarena, na qual morreu o comandante militar das FARC e cerca de 20 guerrilheiros.
Fonte: Zenit
"Recebemos a notícia pedindo ao Senhor que esta morte - no começo dói, pois é um colombiano morto - seja o princípio de um processo de acordo com as FARC. Que essa morte signifique que as FARC estejam num processo de reflexão política e se aproximem do governo para começar um diálogo de paz", afirmou Dom Salazar Gómez em conversa com os jornalistas, na abertura da Expocatólica Colômbia 2, em Bogotá.
"A mensagem é que façamos a paz, já que a guerra nos causou muitos danos, tivemos angústia, dor, perdas de vida e essa guerra tem de cessar. Mas, para que isso aconteça, é preciso que as FARC deixem a atitude de guerra e, portanto, aceitem as condições fundamentais que o governo propõe, que não são nada além do respeito ao Direito Internacional Humanitário para poder iniciar um verdadeiro processo de paz", acrescentou o presidente do episcopado, em 23 de setembro.
Nesse dia aconteceu uma operação do exército colombiano contra o acampamento da La Macarena, na qual morreu o comandante militar das FARC e cerca de 20 guerrilheiros.
Fonte: Zenit
Superar as diferenças e disputas para viver a unidade
Artigo de Dom Orani sobre a visita “ad limina” dos bispos do Rio de Janeiro
Apresentamos, a seguir, a reflexão de Dom Orani João Tempesta sobre a visita ad limina apostolorum que os bispos do Rio de Janeiro (Regional Leste 1) estão realizando à Santa Sé.
* * *
A visita "ad limina Apostolorum", que significa no limiar, na soleira, na entrada, nos limites (das basílicas) dos apóstolos (Pedro e Paulo), é uma visita dos bispos diocesanos aos túmulos dos Apóstolos, na Diocese de Roma, a primeira de todas as Dioceses do mundo e onde está a Sé de Pedro, com quem se encontram na pessoa do Santo Padre.Visita esta carregada de importância e feita com periodicidade quinquenal, ou seja, obrigatória a cada cinco anos. Evidentemente que isso depende muito da época e dos compromissos do Papa e do número de Bispos Católicos. Ela é prevista no Código de Direito Canônico nos seus cânones 399-400 ("o Bispo deve ir a Roma para venerar os sepulcros dos Apóstolos Pedro e Paulo e apresentar-se ao Romano Pontífice").Essa tradição salutar é uma graça de Deus que nos dá oportunidade de estar junto à Sé de Pedro como um voltar às fontes e às inspirações originais em tudo aquilo que significa esses locais. Também as congregações, institutos, comunidades e grupos diversos hoje fazem o mesmo, enviando as pessoas que estão ligadas a certo trabalho ou carisma a irem atualizar-se nos locais onde a vida e o carisma iniciaram. Isso faz parte de toda instituição que busca retornar sempre ao carisma inicial. Recordemos o esforço do Concílio Ecumênico Vaticano II sobre o tema da "volta às fontes". A presença nos locais históricos ajuda-nos a estar ainda mais unidos ao espírito inicial.Por isso, no seu cerne, é uma demonstração de afeto e de obediência ao sucessor de Pedro, num reconhecimento visível de sua universal jurisdição sobre todo o orbe católico, dentro de uma peregrinação dos bispos a Roma e com um encontro pessoal com o Santo Padre.Por sua vez, o Santo Padre demonstra afeto e solicitude para com todas as dioceses do mundo, dando-lhes conselhos e orientações e, claro, diretrizes. Nos pronunciamentos do Papa, encontramos algo próprio para cada regional que faz a visita e também uma orientação para toda a Igreja que está no Brasil, de forma que, colecionando e publicando os textos dos discursos do Santo Padre, temos um tratado de reflexões sobre a caminhada da Igreja em nosso País.Desde remotos idos, era costume que os bispos fizessem esta visita periódica ao Papa, em Roma. As primeiras manifestações dessas visitas, nós as encontramos na prática entre os bispos italianos, cuja jurisdição se mostrava mais próximas da Sé Apostólica. Sob o Primado do Papa Zacarias (743), encontramos decretos pedindo aos bispos da Sicília que fizessem uma visita a Roma uma vez pelo menos a cada três anos, o que depois foi alongado para cinco anos. O caráter obrigatório das visitas foi expresso sob o Pontificado de Pascoal II e principalmente em decretos de Inocêncio III.O ritmo atual das visitas está nas decretais do Papa São Pio X. Em dezembro de 1909 o Sumo Pontífice já pedia que os Bispos enviassem junto com a visita um relatório completo sobre o estado de suas dioceses. Essa obrigatoriedade é contemplada hoje no Código de Direito Canônico: "o Bispo Diocesano tem obrigação de apresentar ao Sumo Pontífice, a cada cinco anos, um relatório sobre a situação da diocese que lhe está confiada" (can 399).Nesse relatório, os bispos prestam contas de suas administrações ao Papa e à Santa Sé. Podemos resumir este relatório da seguinte forma: nome, idade e pátria, sua ordem religiosa, se a ela o bispo pertenceu quando foi sagrado bispo. Depois uma declaração geral do estado da sua diocese e o crescimento ou decréscimo do número de fiéis, e a sua relação com o último quinquênio apresentado. Informa-se também a origem da diocese, seu grau hierárquico: diocese ou arquidiocese, e, nesta última, o número de sedes sufragâneas. A extensão territorial da diocese, a sua língua e endereços de correspondências para eventuais consultas posteriores e complementares. Se há católicos de outros ritos presentes em seu território, o número possível de não católicos e a presença de outras igrejas ou denominações religiosas de expressão. Informa-se também, é claro, o número de sacerdotes e de ordenações acontecidas e a questão vocacional e a presença de seminaristas em sua casa de formação. Menciona-se o número de paróquias e outros lugares de culto e também a presença e o número de casas religiosas e colégios católicos. Enfim, é um relatório minucioso sobre a situação geral e o estado específico da diocese. Esse relatório deve ser entregue em até seis meses antes da visita e não menos de três meses do início desta.A periodicidade começou em 1911. Existia, no passado, certa organização, quando, nos primeiros cinco anos, caberia aos bispos da Itália e aos bispos das ilhas da Córsega, Sardenha e Sicilia e Malta; no segundo período, aos bispos da Espanha, Portugal, França, Bélgica, Países Baixos, Inglaterra, Escócia e Irlanda; no terceiro período caberia aos Bispos do Império austro-húngaro e Alemão, e o resto da Europa, no quarto período aos bispos da América e quinto período aos bispos Africanos, Ásia, Austrália e ilhas adjacentes. Evidentemente que hoje depende muito das circunstâncias e das novas realidades. Hoje os documentos que regulam a visita são o Decreto "Ad Romanan Ecclesiam" de 29 de junho de 1975 e os artigos 28 a 32 da Constituição "Pastor Bonus" de João Paulo II, de 28 de Junho de 1988.Durante o ano santo de 2000, o Papa João Paulo II suspendeu as visitas ad limina devido às comemorações do Ano Santo. Com a sua doença e retorno ao Pai e a eleição do Papa Bento XVI, as datas foram postergadas. Podemos notar também que o número de bispos cresceu significativamente nos últimos anos. De acordo com o anuário pontifício, no final de 1983 tínhamos 2.285 bispos diocesanos no mundo e outros 651 bispos auxiliares. Até o final de 2006 havia 2.705 bispos e cerca de 610 bispos auxiliares. Em essência, isso significa que o Papa teria que atender, em média, 457 bispos diocesanos a cada ano, a fim de vê-los todos, novamente, em cinco anos. Hoje essa média subiu para 541.Embora a obrigação da visita seja dos bispos titulares, estes, em geral, se fazem acompanhar pelos auxiliares. Assim como o Papa assume uma visita de cerca de 10-20 minutos por grupo, se multiplicarmos isso em horas chegaremos a números significativos para a agenda papal.Essa visita é, evidentemente, uma visita de trabalho, de reuniões e de contatos que os bispos fazem junto à Santa Sé e a seus diversos organismos e dicastérios e comissões pontifícias. O nosso Regional Leste 1, além das celebrações nas Basílicas Romanas e da audiência e encontro com o Santo Padre, já agendou em média três visitas aos vários departamentos da Cúria Romana, durante os dias da visita "ad limina", que acontece de 23 a 30 deste mês de setembro.Peçamos ao Senhor que esta visita seja uma fonte de graças para a nossa Arquidiocese, e que lá, junto ao túmulo de Pedro e junto ao seu sucessor, o Santo Padre Bento XVI, possamos buscar forças para a nossa caminhada, e que as suas diretivas nos ajudem, como sinalizou em sua recente visita pastoral ao Reino Unido, já "que a proclamação cristã e o testemunho são cada vez mais importantes em um mundo marcado não somente pelo individualismo, mas também "indiferente ou inclusive hostil à mensagem cristã". Por isso, estar com o Papa Bento XVI é ter a certeza de "que a fidelidade exige obediência para poder alcançar uma compreensão mais profunda da vontade do Senhor".Irei levando todos os queridos arquidiocesanos no coração e nas orações em todas as atividades que teremos durante esta semana, anseios, alegrias, dificuldades, buscas, sonhos. Assim, junto com os bispos do Regional Leste 1, que compreende o Estado do Rio de Janeiro e alguns irmãos bispos que se associaram a nós, fazemos essa romaria para renovar a bonita e corajosa obediência que deve estar "livre de conformismo intelectual ou acomodação fácil às modas do momento". Por isso, unidos ao Papa Bento XVI, temos a convicção de que as suas palavras são sempre palavras que nos guiam neste momento histórico: "de fidelidade ao seu ministério de Bispo de Roma e Sucessor de São Pedro, encarregado de cuidar especialmente da unidade do rebanho de Cristo."É isso que esperamos desta visita e esta é a nossa meta de Arcebispo do Rio de Janeiro: superar as diferenças e disputas para vivermos a unidade "UT OMNES UNUM SINT".
(Com Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro)
Apresentamos, a seguir, a reflexão de Dom Orani João Tempesta sobre a visita ad limina apostolorum que os bispos do Rio de Janeiro (Regional Leste 1) estão realizando à Santa Sé.
* * *
A visita "ad limina Apostolorum", que significa no limiar, na soleira, na entrada, nos limites (das basílicas) dos apóstolos (Pedro e Paulo), é uma visita dos bispos diocesanos aos túmulos dos Apóstolos, na Diocese de Roma, a primeira de todas as Dioceses do mundo e onde está a Sé de Pedro, com quem se encontram na pessoa do Santo Padre.Visita esta carregada de importância e feita com periodicidade quinquenal, ou seja, obrigatória a cada cinco anos. Evidentemente que isso depende muito da época e dos compromissos do Papa e do número de Bispos Católicos. Ela é prevista no Código de Direito Canônico nos seus cânones 399-400 ("o Bispo deve ir a Roma para venerar os sepulcros dos Apóstolos Pedro e Paulo e apresentar-se ao Romano Pontífice").Essa tradição salutar é uma graça de Deus que nos dá oportunidade de estar junto à Sé de Pedro como um voltar às fontes e às inspirações originais em tudo aquilo que significa esses locais. Também as congregações, institutos, comunidades e grupos diversos hoje fazem o mesmo, enviando as pessoas que estão ligadas a certo trabalho ou carisma a irem atualizar-se nos locais onde a vida e o carisma iniciaram. Isso faz parte de toda instituição que busca retornar sempre ao carisma inicial. Recordemos o esforço do Concílio Ecumênico Vaticano II sobre o tema da "volta às fontes". A presença nos locais históricos ajuda-nos a estar ainda mais unidos ao espírito inicial.Por isso, no seu cerne, é uma demonstração de afeto e de obediência ao sucessor de Pedro, num reconhecimento visível de sua universal jurisdição sobre todo o orbe católico, dentro de uma peregrinação dos bispos a Roma e com um encontro pessoal com o Santo Padre.Por sua vez, o Santo Padre demonstra afeto e solicitude para com todas as dioceses do mundo, dando-lhes conselhos e orientações e, claro, diretrizes. Nos pronunciamentos do Papa, encontramos algo próprio para cada regional que faz a visita e também uma orientação para toda a Igreja que está no Brasil, de forma que, colecionando e publicando os textos dos discursos do Santo Padre, temos um tratado de reflexões sobre a caminhada da Igreja em nosso País.Desde remotos idos, era costume que os bispos fizessem esta visita periódica ao Papa, em Roma. As primeiras manifestações dessas visitas, nós as encontramos na prática entre os bispos italianos, cuja jurisdição se mostrava mais próximas da Sé Apostólica. Sob o Primado do Papa Zacarias (743), encontramos decretos pedindo aos bispos da Sicília que fizessem uma visita a Roma uma vez pelo menos a cada três anos, o que depois foi alongado para cinco anos. O caráter obrigatório das visitas foi expresso sob o Pontificado de Pascoal II e principalmente em decretos de Inocêncio III.O ritmo atual das visitas está nas decretais do Papa São Pio X. Em dezembro de 1909 o Sumo Pontífice já pedia que os Bispos enviassem junto com a visita um relatório completo sobre o estado de suas dioceses. Essa obrigatoriedade é contemplada hoje no Código de Direito Canônico: "o Bispo Diocesano tem obrigação de apresentar ao Sumo Pontífice, a cada cinco anos, um relatório sobre a situação da diocese que lhe está confiada" (can 399).Nesse relatório, os bispos prestam contas de suas administrações ao Papa e à Santa Sé. Podemos resumir este relatório da seguinte forma: nome, idade e pátria, sua ordem religiosa, se a ela o bispo pertenceu quando foi sagrado bispo. Depois uma declaração geral do estado da sua diocese e o crescimento ou decréscimo do número de fiéis, e a sua relação com o último quinquênio apresentado. Informa-se também a origem da diocese, seu grau hierárquico: diocese ou arquidiocese, e, nesta última, o número de sedes sufragâneas. A extensão territorial da diocese, a sua língua e endereços de correspondências para eventuais consultas posteriores e complementares. Se há católicos de outros ritos presentes em seu território, o número possível de não católicos e a presença de outras igrejas ou denominações religiosas de expressão. Informa-se também, é claro, o número de sacerdotes e de ordenações acontecidas e a questão vocacional e a presença de seminaristas em sua casa de formação. Menciona-se o número de paróquias e outros lugares de culto e também a presença e o número de casas religiosas e colégios católicos. Enfim, é um relatório minucioso sobre a situação geral e o estado específico da diocese. Esse relatório deve ser entregue em até seis meses antes da visita e não menos de três meses do início desta.A periodicidade começou em 1911. Existia, no passado, certa organização, quando, nos primeiros cinco anos, caberia aos bispos da Itália e aos bispos das ilhas da Córsega, Sardenha e Sicilia e Malta; no segundo período, aos bispos da Espanha, Portugal, França, Bélgica, Países Baixos, Inglaterra, Escócia e Irlanda; no terceiro período caberia aos Bispos do Império austro-húngaro e Alemão, e o resto da Europa, no quarto período aos bispos da América e quinto período aos bispos Africanos, Ásia, Austrália e ilhas adjacentes. Evidentemente que hoje depende muito das circunstâncias e das novas realidades. Hoje os documentos que regulam a visita são o Decreto "Ad Romanan Ecclesiam" de 29 de junho de 1975 e os artigos 28 a 32 da Constituição "Pastor Bonus" de João Paulo II, de 28 de Junho de 1988.Durante o ano santo de 2000, o Papa João Paulo II suspendeu as visitas ad limina devido às comemorações do Ano Santo. Com a sua doença e retorno ao Pai e a eleição do Papa Bento XVI, as datas foram postergadas. Podemos notar também que o número de bispos cresceu significativamente nos últimos anos. De acordo com o anuário pontifício, no final de 1983 tínhamos 2.285 bispos diocesanos no mundo e outros 651 bispos auxiliares. Até o final de 2006 havia 2.705 bispos e cerca de 610 bispos auxiliares. Em essência, isso significa que o Papa teria que atender, em média, 457 bispos diocesanos a cada ano, a fim de vê-los todos, novamente, em cinco anos. Hoje essa média subiu para 541.Embora a obrigação da visita seja dos bispos titulares, estes, em geral, se fazem acompanhar pelos auxiliares. Assim como o Papa assume uma visita de cerca de 10-20 minutos por grupo, se multiplicarmos isso em horas chegaremos a números significativos para a agenda papal.Essa visita é, evidentemente, uma visita de trabalho, de reuniões e de contatos que os bispos fazem junto à Santa Sé e a seus diversos organismos e dicastérios e comissões pontifícias. O nosso Regional Leste 1, além das celebrações nas Basílicas Romanas e da audiência e encontro com o Santo Padre, já agendou em média três visitas aos vários departamentos da Cúria Romana, durante os dias da visita "ad limina", que acontece de 23 a 30 deste mês de setembro.Peçamos ao Senhor que esta visita seja uma fonte de graças para a nossa Arquidiocese, e que lá, junto ao túmulo de Pedro e junto ao seu sucessor, o Santo Padre Bento XVI, possamos buscar forças para a nossa caminhada, e que as suas diretivas nos ajudem, como sinalizou em sua recente visita pastoral ao Reino Unido, já "que a proclamação cristã e o testemunho são cada vez mais importantes em um mundo marcado não somente pelo individualismo, mas também "indiferente ou inclusive hostil à mensagem cristã". Por isso, estar com o Papa Bento XVI é ter a certeza de "que a fidelidade exige obediência para poder alcançar uma compreensão mais profunda da vontade do Senhor".Irei levando todos os queridos arquidiocesanos no coração e nas orações em todas as atividades que teremos durante esta semana, anseios, alegrias, dificuldades, buscas, sonhos. Assim, junto com os bispos do Regional Leste 1, que compreende o Estado do Rio de Janeiro e alguns irmãos bispos que se associaram a nós, fazemos essa romaria para renovar a bonita e corajosa obediência que deve estar "livre de conformismo intelectual ou acomodação fácil às modas do momento". Por isso, unidos ao Papa Bento XVI, temos a convicção de que as suas palavras são sempre palavras que nos guiam neste momento histórico: "de fidelidade ao seu ministério de Bispo de Roma e Sucessor de São Pedro, encarregado de cuidar especialmente da unidade do rebanho de Cristo."É isso que esperamos desta visita e esta é a nossa meta de Arcebispo do Rio de Janeiro: superar as diferenças e disputas para vivermos a unidade "UT OMNES UNUM SINT".
(Com Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro)
Papa a bispos brasileiros: a renovação se funda no perdão
Do perdão nasce a verdadeira renovação da Igreja e da sociedade: assim sublinhou o Papa no último sábado, no discurso dirigido aos bispos brasileiros do Regional Leste 1, que compreende o Estado do Rio de Janeiro, em sua visita ad limina apostolorum à Santa Sé.
De fato, afirmou o Papa, "o núcleo da crise espiritual do nosso tempo tem as suas raízes no obscurecimento da graça do perdão. Quando este não é reconhecido como real e eficaz, tende-se a libertar a pessoa da culpa, fazendo com que as condições para a sua possibilidade nunca se verifiquem. Mas, no seu íntimo, as pessoas assim ‘libertadas' sabem que isso não é verdade, que o pecado existe e que elas mesmas são pecadoras".
Bento XVI criticou, portanto, certas correntes da psicologia que sentem "grande dificuldade em admitir que, entre os sentimentos de culpa, possa haver também os devidos a uma verdadeira culpa".
No entanto, sublinhou o Pontífice, "todos nós temos necessidade d'Ele, como Escultor divino que remove as incrustações de pó e lixo que se pousaram sobre a imagem de Deus inscrita em nós. Precisamos do perdão, que constitui o cerne de toda a verdadeira reforma: refazendo a pessoa no seu íntimo, torna-se também o centro da renovação da comunidade".
Só a partir dessa renovação profunda do indivíduo é que nasce a Igreja, "que une e sustenta na vida e na morte. Ela é uma companhia na subida, na realização daquela purificação que nos torna capazes da verdadeira altura do ser homens, da companhia com Deus".
Jovens
O Papa mostrou também sua especial solicitude pelos jovens, revelando que um tema habitual das suas conversas com os bispos nas visitas ad limina é precisamente a situação dos jovens em suas dioceses.
"Deixando transparecer o rosto de Cristo, a Igreja é a juventude do mundo - afirmou o Papa. Mas será muito difícil convencer alguém disso mesmo, se não se revê nela a geração jovem de hoje."
"Confiado na providência divina, que amorosamente preside os destinos da história não cessando de preparar os tempos futuros, apraz-me ver raiar o dia de amanhã nos jovens de hoje", acrescentou, recordando como o Papa João Paulo II saudou os jovens em Roma, no ano 2000, chamando-os de "as sentinelas da manhã".
Os jovens cristãos têm "a tarefa de despertar os seus irmãos para se fazerem ao largo no vasto oceano do terceiro milênio", afirmou, recordando "as longas filas de jovens que esperavam para se confessar no Circo Máximo e que voltaram a dar a muitos sacerdotes a confiança no sacramento da Penitência".
Fonte: Zenit.
De fato, afirmou o Papa, "o núcleo da crise espiritual do nosso tempo tem as suas raízes no obscurecimento da graça do perdão. Quando este não é reconhecido como real e eficaz, tende-se a libertar a pessoa da culpa, fazendo com que as condições para a sua possibilidade nunca se verifiquem. Mas, no seu íntimo, as pessoas assim ‘libertadas' sabem que isso não é verdade, que o pecado existe e que elas mesmas são pecadoras".
Bento XVI criticou, portanto, certas correntes da psicologia que sentem "grande dificuldade em admitir que, entre os sentimentos de culpa, possa haver também os devidos a uma verdadeira culpa".
No entanto, sublinhou o Pontífice, "todos nós temos necessidade d'Ele, como Escultor divino que remove as incrustações de pó e lixo que se pousaram sobre a imagem de Deus inscrita em nós. Precisamos do perdão, que constitui o cerne de toda a verdadeira reforma: refazendo a pessoa no seu íntimo, torna-se também o centro da renovação da comunidade".
Só a partir dessa renovação profunda do indivíduo é que nasce a Igreja, "que une e sustenta na vida e na morte. Ela é uma companhia na subida, na realização daquela purificação que nos torna capazes da verdadeira altura do ser homens, da companhia com Deus".
Jovens
O Papa mostrou também sua especial solicitude pelos jovens, revelando que um tema habitual das suas conversas com os bispos nas visitas ad limina é precisamente a situação dos jovens em suas dioceses.
"Deixando transparecer o rosto de Cristo, a Igreja é a juventude do mundo - afirmou o Papa. Mas será muito difícil convencer alguém disso mesmo, se não se revê nela a geração jovem de hoje."
"Confiado na providência divina, que amorosamente preside os destinos da história não cessando de preparar os tempos futuros, apraz-me ver raiar o dia de amanhã nos jovens de hoje", acrescentou, recordando como o Papa João Paulo II saudou os jovens em Roma, no ano 2000, chamando-os de "as sentinelas da manhã".
Os jovens cristãos têm "a tarefa de despertar os seus irmãos para se fazerem ao largo no vasto oceano do terceiro milênio", afirmou, recordando "as longas filas de jovens que esperavam para se confessar no Circo Máximo e que voltaram a dar a muitos sacerdotes a confiança no sacramento da Penitência".
Fonte: Zenit.
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