segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Papa convida sacerdotes a anunciarem Cristo no mundo digital



Bento XVI encoraja os sacerdotes a anunciarem Cristo no mundo digital, assegurando a eles que nesse contexto encontram-se como que no limiar de uma "história nova".
É a proposta contida na mensagem para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais (16 de maio), apresentada este sábado à imprensa e que tem por tema O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra.
No Ano Sacerdotal agora em curso, o Papa quis escolher este tema para mostrar como a comunicação no mundo digital oferece ao sacerdote “novas possibilidades para exercer o seu serviço à Palavra e da Palavra”.
Falando dos homens e mulheres do mundo digital, o Papa pede aos sacerdotes: “como hão-de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, se não houver quem lhes pregue? E como hão-de pregar, se não forem enviados?"
Início de uma história nova
Segundo o bispo de Roma, “o sacerdote acaba por encontrar-se como que no limiar de uma "história nova", porque quanto mais intensas forem as relações criadas pelas modernas tecnologias e mais ampliadas forem as fronteiras pelo mundo digital, tanto mais será chamado o sacerdote a ocupar-se disso pastoralmente, multiplicando o seu empenho em colocar os media ao serviço da Palavra”.
O Papa pede aos presbíteros “a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas "vozes" que surgem do mundo digital”.
Em particular, convida-os a “anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis inclusive para a evangelização e a catequese”.
“Através dos meios modernos de comunicação, o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios - adquirido já no período de formação - com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor.”
Deus vivo
O sacerdote não é um técnico da comunicação, assinala o Papa, no entanto, “o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da ‘rede’".
A este propósito, o pontífice propõe “uma pastoral que torne Deus vivo e atual na realidade de hoje e apresente a sabedoria religiosa do passado como riqueza donde haurir para se viver dignamente o tempo presente e construir adequadamente o futuro”.
Daí que “a tarefa de quem opera, como consagrado, nos media é aplanar a estrada para novos encontros, assegurando sempre a qualidade do contacto humano e a atenção às pessoas e às suas verdadeiras necessidades espirituais; oferecendo, às pessoas que vivem nesta nossa era ‘digital’, os sinais necessários para reconhecerem o Senhor”.
A mensagem foi apresentada esse sábado à imprensa pelo arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais.
Respondendo às perguntas dos jornalistas, o prelado explicou que com sua mensagem o Papa não quer dizer aos sacerdotes que eles abandonem a paróquia para dedicar todo o tempo à internet.
“Creio muito na pastoral da paróquia –afirmou. Mas creio que se possa fazer uma pastoral paroquial ‘digital’. Uma pessoa que se encontra no âmbito virtual deve ser encontrada depois na comunidade verdadeira, que a acolhe, e com a qual caminha”.
“Acredito que não é apenas uma questão de ter um site. O tema é mais profundo. Nasce no coração. De um coração apaixonado nascem as várias formas de comunicação”, disse.


Fonte: Zenit.

Inculturação e evangelização: desafios dos franciscanos na China



A inculturação e a difusão do Evangelho são duas das prioridades da Ordem Franciscana em sua missão na China, esclareceu o padre José Rodrigues Carballo, ministro geral da Ordem, ao intervir na Universidade Pontifica Antonianum de Roma, no dia 15 de janeiro.
Nesse dia, foi celebrada uma jornada de estudo sobre a Igreja na China, a fim de celebrar o VII centenário da ordenação episcopal do frade Juan Montecorvino, primeiro bispo no país asiático, nomeado arcebispo da atual Pequim e Patriarca do Oriente.
O ministro geral dos Frades Franciscanos lembrou que a sociedade chinesa está vivendo atualmente “um período histórico de transição em direção a uma colaboração cada vez maior com o mundo ocidental, especialmente no âmbito econômico”.
“A juventude parece vazia de valores e entre os mais sensíveis aparece a busca por uma nova espiritualidade que possa dar um sentido à vida”, reconheceu.
“Neste sentido, o cristianismo, enquanto religião estrangeira, a muitas pessoas parece oferecer algo novo e algo mais que as religiões ou ideologias já conhecidas ou experimentadas na China”, disse.
“Isso explica em parte o crescimento dos cristãos no continente, e a participação dos budistas nas celebrações mais importantes da Igreja”, continuou.
Neste contexto, o desafio para a Igreja na China e para os franciscanos é “como ajudar a sociedade neste tempo de transição”, afirmou o padre Carballo.
Com este objetivo, destacou alguns compromissos que a Ordem deverá enfrentar. O primeiro deles, a inculturação.
“Para nós, franciscanos, a primeira forma de inculturação é a implantatio Ordinis en China”.
Isto significa, explicou, formar verdadeiros frades menores autóctones, representar nosso carisma na religiosidade, na cultura chinesa e, como consequência, oferecer à Igreja um modelo vivido de inculturação.
Um segundo desafio é “contribuir de maneira importante à comunhão interna na única Igreja que há na China”, seguido do compromisso com as obras sociais e com o desenvolvimento humano.
“Hoje, a evangelização na China é transmitida através das atividades sociais e caritativas, nas quais o testemunho silencioso, mas vivo, de tantos religiosos, se faz mensagem dos valores do Evangelho de Jesus Cristo”.
Também pede compromisso o acompanhamento e a formação dos franciscanos na China, onde estão presentes várias congregações femininas e ao menos quatro mil membros da Ordem Franciscana Secular.
Missão franciscana na China
Entre os aspectos característicos da evangelização franciscana na China, o padre Rodriguez Carballo destacou em primeiro lugar “a utilização por parte dos missionários, de ‘caminhos humanos’ que lhes são abertos”.
Da mesma forma, tem sido fundamental a “promoção humana e cultural”, disse.
“Não foram poucos os franciscanos que se dedicaram à língua chinesa” e constituíram “muitas obras humanitárias e caritativas” dedicadas, sobretudo, às populações das zonas rurais.
A principal atividade visava a difundir o Evangelho para “fornecer o conhecimento sobre Jesus Cristo, provocar e acompanhar as conversões ao cristianismo e oferecer a graça de Deus com a administração dos sacramentos”.
No anúncio missionário, tal como na cultura chinesa, a palavra possui uma função muito importante.
Juan de Montecorvino já havia traduzido à língua dos dominadores tártaros o Saltério e o Novo Testamento. No século XX, frade Gabriele M. Allegra decidiu traduzir toda a Bíblia para o chinês.
Depois de passar por diversas dificuldades, não podia deixar de ser especialmente importante o testemunho do martírio.
Nas primeiras missões e terríveis experiências de “tantos outros frades anônimos que deram sua vida com penúrias e sofrimentos de vários tipos na prisão, onde estavam fechados como em um túmulo”.
Neste contexto, o padre Rodriguez Carballo lembrou que “dizer vocação franciscana significa o compromisso de sair de si mesmo” e “andar pelas ruas do mundo para anunciar o Evangelho como frades e menores”, porque “o Evangelho é um dom a ser compartilhado”.
“É a hora de responder, com imaginação e criatividade, a esta exigência de nossa vocação”, declarou.
A Ordem dos Frades Franciscanos “não pode renunciar a obedecer ao mandato de Jesus” de ir a todos.
E concluiu: “nesta obediência está a fidelidade à nossa vocação e à missão de portadores do dom do Evangelho”.


Fonte: Zenit.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Igreja alerta para o risco de genocídio dos índios no Brasil



A Igreja Católica no Brasil alertou para o risco de genocídio que correm os povos indígenas isolados neste país.
Num abaixo-assinado endereçado ao presidente Lula da Silva, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), um organismo católico vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), afirma que “é intolerável que a sociedade e o Estado Brasileiro compactuem ou se mostrem omissos” diante da “opressão e genocídio expresso em pleno século XXI, que se tem configurado sobre os últimos povos nativos livres em território nacional”.
O documento alerta para as condições críticas de sobrevivência dos povos indígenas isolados ou aqueles que recentemente entraram em contacto com os brancos, particularmente no estado de Rondónia, área do oeste do Brasil, na fronteira com a Bolívia. Ali foi recentemente assassinada por um pistoleiro “a última sobrevivente de um povo massacrado”.
O documento destaca o perigo que representa para alguns dos 67 grupos indígenas "sem contacto" que ainda vivem no Brasil a construção de barragens na Amazónia, no âmbito do programa para acelerar o crescimento do governo de Lula.
O abaixo-assinado denuncia “métodos facínoras com requintes de crueldade”, como o incêndio de aldeias, o derrube de habitações, envenenamento, escravatura e abusos sexuais, execuções sumárias caçadas humanas e torturas “de todo tipo”.
“Para nossa vergonha e espanto, não são factos remotos, mas sim eventos históricos registados nas últimas décadas, quando o Brasil deveria vivenciar o pleno estado democrático de direito”, lamenta o Cimi.

Fonte: Agência Ecclesia.

Mais de 200 católicos do movimento dos Focolares em congresso

Mais de 200 membros do "Movimento dos Focolares", afecto a igreja católica, reúnem-se de hoje a 10 de Janeiro corrente, na cidade do Uíge, no seu quarto congresso anual, denominado "Mariápolis" para a abordagem de temas ligados a unidade.

De acordo com a porta-voz do conclave, Miriam Pina, o evento, que se realiza sob o signo da unidade, visa tornar o mundo uma família, adiantando que a unidade baseada na espiritualidade constitui o modelo de uma nova cultura.

"Sabemos que há vários modelos de relacionamento entre as pessoas, modelos baseados no poder, poder económico, poder tecnológico e outros", disse, acrescentando que "a unidade é o modelo de relacionamento que o evangelho apresenta aos homens, baseada na mensagem de Jesus, na fraternidade e solidariedade".
Segundo Miriam Pina, quando as pessoas se amam reciprocamente, quando se respeitam, difícil será existir a maldade entre elas, por isso, argumentou, na Mariápolis se aprofundam temas que giram em torno da unidade.

Este é o quarto congresso do género que se realiza na província do Uíge, por este movimento que surgiu na Itália em 1949.

Fonte: Angola Press.

Estados Unidos - Igreja pede reforma migratória



A Igreja Católica nos Estados Unidos pediu ontem ao Congresso que aprove este ano uma reforma migratória integral, que permita a legalização da população clandestina. O pedido foi feito durante a realização da Semana Nacional do Migrante.O presidente do Comitê de Migração da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Dom John Charles Wester, afirmou que a opinião pública, incluindo os católicos e demais confissões religiosas, "querem uma solução humana e integral" aos problemas do sistema migratório."Todos queremos que o Congresso responda a este assunto e o faça agora. Estamos fazendo todo o possível para garantir que isso ocorra" – afirmou Dom Wester, que acrescentou que o Congresso tem que oferecer uma via para a legalização para os cerca de doze milhões de imigrantes ilegais que vivem no país. "Somente uma reforma migratória integral ofereceria a solução mais prática, humana e eficaz ao problema da imigração ilegal nos Estados Unidos" – observou.Todavia, o prelado considera importante ajudar a resolver as causar que obrigam milhares de pessoas a emigrar ilegalmente de seus países. Essa opinião é compartilhada pelo responsável pelo Comitê de Política Internacional da Conferência Episcopal, Dom Howard Hubbard, para quem a emigração deve ser uma opção, e não uma necessidade.Os bispos dos EUA realizam uma campanha de pressão a favor da reforma migratória, que inclui a distribuição de 1,5 milhão cartões-postais que os fiéis enviam aos líderes do Congresso, vigílias e projetos de conscientização sobre o assunto nos próximos meses. Em 2007, o projeto para reforma migratória integral não foi aprovada no Senado devido a disputas partidárias.


Fonte: Rádio Vaticano.

Assassinam seis pessoas após celebração do Natal copta no Egito

Cinco cristãos e um policial mulçumano morreram na noite desta quarta-feira, 6, ao serem atingidos pelos disparos de um homem armado contra um grupo de fiéis que havia participado das celebrações do Natal na Igreja Católica Copta, em uma localidade egípcia.Segundo algumas fontes confirmaram, o homem estava a bordo de um veículo junto a outras duas pessoas, que gufiram após a agressão, ocorrida no povoado de Naya Hamadi, na província de Qeuna, ao sul do Cairo.O Ministério do Interior, em um comunicado difundido nesta quinta-feira, 7, pela Mena (agência oficial de notícias egípcia), assegurou que o ataque aconteceu às 23h30min locais, quando um grupo de fiéis saía da igreja Anba Basaya após participar da Missa que marca o início do Natal Copta, que começa no dia 7 de janeiro.

Fonte: Canção Nova.

Bento XVI reafirma «empenho da Igreja Católica no diálogo inter-religioso»

Turquia «está bem situada para agir como ponte entre o Islão e o Ocidente», afirmou o Pontífice ao receber as credenciais do novo embaixador
A sua situação geográfica estratégica permite que a Turquia possa ter «uma contribuição significativa para os esforços pela paz e pela estabilidade no Médio Oriente». A Santa Sé – declarou Bento XVI – «aprecia as numerosas iniciativas que a Igreja tem já tomado a este propósito, e deseja apoiar ulteriores esforços para que se ponha termo aos persistentes conflitos na região». O Santo Padre, ao receber as credenciais do novo embaixador na Turquia, relembrou que as disputas territoriais e as contraposições étnicas «só podem ser resolvidas quando as legitimas aspirações de cada parte forem devidamente levadas em conta, além de reconhecer as injustiças do passado e, quando for possível, repará-las». A Santa Sé – acrescentou - tem como prioridade uma paz justa e duradoura em todos os conflitos, e está preparada para oferecer todos seus recursos diplomáticos ao serviço da paz e da reconciliação. O Papa recordou ainda o seu encontro em 2006 com o patriarca Bartolomeu I, na sua primeira visita enquanto Pontífice a um país predominantemente islâmico. «Tive a satisfação de exprimir a minha estima para com os muçulmanos e para reafirmar o empenho da Igreja Católica em prosseguir o diálogo inter-religioso, num espírito de mútuo respeito e amizade», disse referindo-se ao esforço de um maior e mútuo conhecimento entre cristãos e muçulmanos.

Fonte: Fátima Missionária.