Quando chegar a paz, esta região do Oriente Médio poderá ser chamada verdadeiramente de “Terra Santa”, afirmou o patriarca latino de Jerusalém, Sua Beatitude Fouad Twal, durante a missa da noite de Natal em Belém.
Sua mensagem converteu-se em um pedido a todos os crentes do mundo para que rezem pela terra de Jesus.
Entre 50 e 70 mil turistas e peregrinos vieram à Terra Santa neste Natal, segundo informações da Custódia Franscicana.
“É uma terra que sofre e que espera. Seus habitantes vivem como irmãos inimigos. Quando compreenderemos que uma terra só merece o qualificativo de ‘santa’ quando o homem que nela vive se converte em santo?”, questionou.
“Esta terra só merecerá verdadeiramente o qualificativo de ‘santa’ quando pudermos respirar a liberdade, a justiça, o amor, a reconciliação, a paz e a segurança”, afirmou durante a celebração na igreja de Santa Catarina, adjacente à basílica da Natividade.
“Ao ver os sofrimentos do mundo, os conflitos de interesse, a mentira, a corrida armamentista e a posse de armas de destruição, assim como as crianças sem teto abandonadas nos campos de refugiados, peçamos ao Menino de Belém que sobre esta terra surja o sol da justiça, de amor e de vida, para expulsar o espectro da morte e da destruição”, concluiu.
Fonte: Zenit.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Santo Estêvão é modelo para hoje
O testemunho que o cristão está chamado a dar de Cristo foi recordado por ontem Bento XVI, na solenidade de Santo Estêvão, o primeiro mártir cristão, feriado em Itália. De acordo com o relato da Rádio Vaticano, dirigindo-se, ao meio-dia, da janela dos seus aposentos, a milhares de peregrinos congregados na Praça de São Pedro, o Papa recordou também os crentes que, em qualquer parte do mundo, sofrem perseguição pela sua fé. O exemplo de Santo Estêvão, observou o Santo Padre, “ajuda-nos a penetrar mais a fundo no mistério do Natal e testemunha-nos a maravilhosa grandeza do nascimento daquele Menino no qual se manifesta a graça de Deus, que traz aos homens a salvação.”“Aquele que balbucia na manjedoura é de facto o Filho de Deus feito homem, que nos pede que testemunhemos com coragem o seu Evangelho, como fez Santo Estêvão, que, cheio do Espírito Santo, não hesitou em dar a vida por amor do seu Senhor”Bento XVI fez notar que, “como o seu Mestre, Estêvão morre perdoando aos seus perseguidores, e faz-nos compreender que a entrada do Filho de Deus no mundo dá origem a uma nova civilização, a civilização do amor, que não se rende perante o mal e a violência e abate as barreiras entre os homens, tornando-os irmãos na grande família dos filhos de Deus”. “O testemunho de Estêvão, como o dos mártires cristãos, indica aos nossos contemporâneos tantas vezes distraídos e desorientados, em que hão-de pôr a sua confiança para dar sentido à vida”.
Fonte: Jornal da Madeira.
Fonte: Jornal da Madeira.
Pelo menos 7 morreram em confronto no Suriname, diz padre
O padre José Vergílio, que dirige a rádio Katolica no Suriname, afirmou que pelo menos sete pessoas morreram na região da cidade de Albina, onde ocorreu um ataque contra brasileiros na véspera do Natal. O religioso disse ter ajudado a atender 91 brasileiros e 30 chineses feridos.
Dados da Embaixada brasileira e do governo do Suriname contabilizavam até esta noite 14 feridos. Oficialmente, não há registro de brasileiros mortos. O tumulto teria sido motivado pela morte de um surinamês esfaqueado por um suspeito brasileiro. A cidade de Albina, a 130 km da capital, é o principal ponto de fronteira com a Guiana Francesa e atrai grande quantidade de garimpeiros brasileiros.
Vergílio disse que esteve no local do confronto o dia inteiro e que todo o bairro foi destruído. Segundo ele, os agressores eram cerca de 1 mil, munidos de paus e facões.
Entre os mortos, de acordo com o padre, está a brasileira grávida que teve o bebê "arrancado" a golpes de facão.
A agência de notícias AP informou que 20 mulheres foram estupradas durante o tumulto. Vários locais foram depredados e incendiados.
O Ministério das Relações Exteriores informou que enviará um avião com ajuda aos brasileiros prejudicados nos ataques. O Itamaraty aguarda informações sobre as necessidades dos brasileiros para enviar a aeronave "o quanto antes".
Fonte: Terra.
Dados da Embaixada brasileira e do governo do Suriname contabilizavam até esta noite 14 feridos. Oficialmente, não há registro de brasileiros mortos. O tumulto teria sido motivado pela morte de um surinamês esfaqueado por um suspeito brasileiro. A cidade de Albina, a 130 km da capital, é o principal ponto de fronteira com a Guiana Francesa e atrai grande quantidade de garimpeiros brasileiros.
Vergílio disse que esteve no local do confronto o dia inteiro e que todo o bairro foi destruído. Segundo ele, os agressores eram cerca de 1 mil, munidos de paus e facões.
Entre os mortos, de acordo com o padre, está a brasileira grávida que teve o bebê "arrancado" a golpes de facão.
A agência de notícias AP informou que 20 mulheres foram estupradas durante o tumulto. Vários locais foram depredados e incendiados.
O Ministério das Relações Exteriores informou que enviará um avião com ajuda aos brasileiros prejudicados nos ataques. O Itamaraty aguarda informações sobre as necessidades dos brasileiros para enviar a aeronave "o quanto antes".
Fonte: Terra.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Implicações da dignidade humana para as 3 tradições monoteístas

27 líderes religiosos cristãos, judeus e muçulmanos se encontraram na Espanha
Um seminário de referência sobre as “Implicações da dignidade humana para as 3 tradições monoteístas” reuniu em Sevilha (Espanha) 27 líderes cristãos, judeus e muçulmanos. Organizado pela
Fundación Tres Culturas del Mediterráneo, contou com a participação dos cardeais Kasper e Tauran, do patriarca Fouad Twal e do arcebispo de Sevilha, Dom Juan José Asenjo.
Os participantes do encontro, realizado nos dias 9 e 10 de dezembro, foram designados pela Santa Sé, pelo Patriarcado Ecumênico, pelo Comitê Judaico Internacional para Consultas Inter-Religiosas e pela Liga Muçulmana Mundial.
Ainda que estas entidades mantenham extensas relações e diálogos com diversas comunidades religiosas – informa a Zenit um comunicado dos participantes –, esta é a primeira vez que escolheram unir-se para fomentar o entendimento inter-religioso. Os participantes procediam da Europa, Oriente Médio, América do Norte e do Sul.
O encontro começou com as boas-vindas e discursos de Elvira Saint-Gerons, diretora gerente da Fundación Tres Culturas; Miguel Lucena, secretário-general de Acción Exterior, Junta de Andaluzia; o cardeal Walter Kasper, presidente da Comissão para as Relações Religiosas com os Judeus; o cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso; o rabino Richard Marker, presidente do Comitê Judaico Internacional para as Consultas Inter-Religiosas; o metropolitano da Francia, Emmanuel Adamakis, do Patriarcado Ecumênico; o Dr. Saud Bin Abdullah Al-Ghedayan, diretor do Centro Cultural Islâmico de Madri; e Dom Juan José Asenjo, arcebispo de Sevilha.
As apresentações sobre o tema da conferência estiveram a cargo do rabino professor Daniel Sperber, do Dr. Saud Bin Abdullah Al-Gedayan, e do Pe. José Ramón Echeverría.
Em sua intervenção, o cardeal Walter Kasper disse: “Se quisermos evitar conflitos, temos de apelar ao diálogo: é a possibilidade para a sobrevivência da raça humana, já que os tempos mudaram e as religiões não podem viver de forma independente; têm de conviver umas com as outras”.
Richard Marker, por sua vez, pediu que se reconhecesse a dignidade do outro: “É uma maneira de gerar empatia com relação a ele e, assim, promover o caminho rumo à paz”.
No entanto, o diálogo deve dar um passo a mais, recordou Emmanuel Adamakis: “Tem de ir rumo à justiça social e o respeito aos direitos humanos, para conseguir a paz sem exceção”.
Porque, como afirmou Bin Abdullah, “a dignidade humana não se realiza se não houver um reconhecimento e uma garantia da liberdade e dos direitos da pessoa”.
Os participantes trabalharam em oficinas, aprofundando dos temas: “Santidade da vida: absoluta ou qualificada?”, “Reconhecendo a responsabilidade individual e comunal”, “Direitos humanos e liberdade de religião”.
Os diálogos se desenvolveram – diz o comunicado dos participantes – “em um espírito de respeito e amizade mútuos, centrados nos princípios fundacionais das três tradições sobre a inalienável e divinamente concedida dignidade de cada ser humano”.
De acordo com isso, os debates se dedicaram ao papel adequado e às responsabilidades da religião e dos líderes religiosos em sua relação com a sociedade secular e governos de todo tipo.
Os participantes afirmaram a indispensabilidade desse tipo de diálogos e, baseando-se nestas interações construtivas e positivas, comprometeram-se a “levar às suas respectivas comunidades as mensagens destas deliberações, adscritas a um mandato, compartilhadas pelas três tradições monoteístas para apreciar o valor infinito, a dignidade e os direitos de toda a humanidade”.
Fundación Tres Culturas del Mediterráneo, contou com a participação dos cardeais Kasper e Tauran, do patriarca Fouad Twal e do arcebispo de Sevilha, Dom Juan José Asenjo.
Os participantes do encontro, realizado nos dias 9 e 10 de dezembro, foram designados pela Santa Sé, pelo Patriarcado Ecumênico, pelo Comitê Judaico Internacional para Consultas Inter-Religiosas e pela Liga Muçulmana Mundial.
Ainda que estas entidades mantenham extensas relações e diálogos com diversas comunidades religiosas – informa a Zenit um comunicado dos participantes –, esta é a primeira vez que escolheram unir-se para fomentar o entendimento inter-religioso. Os participantes procediam da Europa, Oriente Médio, América do Norte e do Sul.
O encontro começou com as boas-vindas e discursos de Elvira Saint-Gerons, diretora gerente da Fundación Tres Culturas; Miguel Lucena, secretário-general de Acción Exterior, Junta de Andaluzia; o cardeal Walter Kasper, presidente da Comissão para as Relações Religiosas com os Judeus; o cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso; o rabino Richard Marker, presidente do Comitê Judaico Internacional para as Consultas Inter-Religiosas; o metropolitano da Francia, Emmanuel Adamakis, do Patriarcado Ecumênico; o Dr. Saud Bin Abdullah Al-Ghedayan, diretor do Centro Cultural Islâmico de Madri; e Dom Juan José Asenjo, arcebispo de Sevilha.
As apresentações sobre o tema da conferência estiveram a cargo do rabino professor Daniel Sperber, do Dr. Saud Bin Abdullah Al-Gedayan, e do Pe. José Ramón Echeverría.
Em sua intervenção, o cardeal Walter Kasper disse: “Se quisermos evitar conflitos, temos de apelar ao diálogo: é a possibilidade para a sobrevivência da raça humana, já que os tempos mudaram e as religiões não podem viver de forma independente; têm de conviver umas com as outras”.
Richard Marker, por sua vez, pediu que se reconhecesse a dignidade do outro: “É uma maneira de gerar empatia com relação a ele e, assim, promover o caminho rumo à paz”.
No entanto, o diálogo deve dar um passo a mais, recordou Emmanuel Adamakis: “Tem de ir rumo à justiça social e o respeito aos direitos humanos, para conseguir a paz sem exceção”.
Porque, como afirmou Bin Abdullah, “a dignidade humana não se realiza se não houver um reconhecimento e uma garantia da liberdade e dos direitos da pessoa”.
Os participantes trabalharam em oficinas, aprofundando dos temas: “Santidade da vida: absoluta ou qualificada?”, “Reconhecendo a responsabilidade individual e comunal”, “Direitos humanos e liberdade de religião”.
Os diálogos se desenvolveram – diz o comunicado dos participantes – “em um espírito de respeito e amizade mútuos, centrados nos princípios fundacionais das três tradições sobre a inalienável e divinamente concedida dignidade de cada ser humano”.
De acordo com isso, os debates se dedicaram ao papel adequado e às responsabilidades da religião e dos líderes religiosos em sua relação com a sociedade secular e governos de todo tipo.
Os participantes afirmaram a indispensabilidade desse tipo de diálogos e, baseando-se nestas interações construtivas e positivas, comprometeram-se a “levar às suas respectivas comunidades as mensagens destas deliberações, adscritas a um mandato, compartilhadas pelas três tradições monoteístas para apreciar o valor infinito, a dignidade e os direitos de toda a humanidade”.
Fonte: Zenit.
Terra Santa ainda espera pela paz
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Mensagem de Dom Fouad Twal, patriarca latino de Jerusalém
O patriarca latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, expressou, em uma mensagem de Natal publicada nesta terça-feira, o desejo de paz “a todos os habitantes desta Terra Santa: palestinos e israelenses, cristãos, muçulmanos, judeus e drusos”. Mas afirmou: “nossos sonhos de reconciliação na Terra Santa ainda parecem uma utopia”.
O prelado explicou que “a despeito dos nobres esforços de políticos e homens de boa vontade de buscar uma solução para o conflito em curso, todas as tentativas de alcançar a paz, seja por parte dos palestinos ou dos israelenses, têm sido fadadas ao fracasso”, acrescentando que “a realidade contradiz nossos sonhos”.
Em sua mensagem, Dom Fouad Twal aponta os principais obstáculos para a solução do conflito, entre os quais estariam: o fato de os palestinos ainda não possuírem um Estado próprio; o fato do status final de Jerusalém ainda estar sob disputa e de sua vocação, a de “cidade universal para as três religiões”, estar sob ameaça; e ainda o grande temor por parte da sociedade israelense.
Mas enfatiza: “nossas esperanças permanecem vivas”, citando alguns recentes avanços, como a remoção, por parte das forças armadas israelenses, de mais de 50 checkpoints, além da paralisação temporária da construção de assentamentos judaicos, na Cisjordânia, possibilitando maior movimentação dos palestinos e uma melhoria de suas condições econômicas. “Os palestinos estão cada vez mais expressando sua resistência de maneira não-violenta”, acrescentou.
O prelado afirmou que a "chegada massiva de peregrinos" foi um sinal positivo para a Terra Santa. "2009 será como o ano de 2000, que foi um recorde na história das peregrinações, com 2.700.000 de peregrinos", disse.
Ele reconheceu a esperança trazida pela construção de um novo hospital pediátrico em Belém, a Universidade de Madaba, na Jordânia, e de um projeto habitacional em Jerusalém.
"O melhor presente que buscamos, acima do dinheiro e da riqueza, é a paz", afirmou o arcebispo. "É o desejo de todos os habitantes desta terra: israelenses e palestinos." E concluiu: "a paz é um dom de Deus para os homens de boa vontade. Temos de merecê-la."
O prelado explicou que “a despeito dos nobres esforços de políticos e homens de boa vontade de buscar uma solução para o conflito em curso, todas as tentativas de alcançar a paz, seja por parte dos palestinos ou dos israelenses, têm sido fadadas ao fracasso”, acrescentando que “a realidade contradiz nossos sonhos”.
Em sua mensagem, Dom Fouad Twal aponta os principais obstáculos para a solução do conflito, entre os quais estariam: o fato de os palestinos ainda não possuírem um Estado próprio; o fato do status final de Jerusalém ainda estar sob disputa e de sua vocação, a de “cidade universal para as três religiões”, estar sob ameaça; e ainda o grande temor por parte da sociedade israelense.
Mas enfatiza: “nossas esperanças permanecem vivas”, citando alguns recentes avanços, como a remoção, por parte das forças armadas israelenses, de mais de 50 checkpoints, além da paralisação temporária da construção de assentamentos judaicos, na Cisjordânia, possibilitando maior movimentação dos palestinos e uma melhoria de suas condições econômicas. “Os palestinos estão cada vez mais expressando sua resistência de maneira não-violenta”, acrescentou.
O prelado afirmou que a "chegada massiva de peregrinos" foi um sinal positivo para a Terra Santa. "2009 será como o ano de 2000, que foi um recorde na história das peregrinações, com 2.700.000 de peregrinos", disse.
Ele reconheceu a esperança trazida pela construção de um novo hospital pediátrico em Belém, a Universidade de Madaba, na Jordânia, e de um projeto habitacional em Jerusalém.
"O melhor presente que buscamos, acima do dinheiro e da riqueza, é a paz", afirmou o arcebispo. "É o desejo de todos os habitantes desta terra: israelenses e palestinos." E concluiu: "a paz é um dom de Deus para os homens de boa vontade. Temos de merecê-la."
Fonte: Zenit.
Papa deseja criar espaços de diálogo com agnósticos e ateus
Ao constatar seu número e os questionamentos que lançam
Bento XVI assegurou que a Igreja precisa criar espaços de diálogo e de encontro com agnósticos e ateus, que em algumas sociedades representam um grande número de pessoas.
O Papa fez essa proposição ontem, em uma audiência que concedeu a seus colaboradores da Cúria Romana nas vésperas do Natal, um discurso no qual analisou suas três viagens internacionais deste ano: África, Terra Santa e República Checa.
Referindo-se ao último país, que conta com uma porcentagem notoriamente elevada de ateus e agnósticos, o bispo de Roma considerou importante que os cristãos levem em seus corações estas pessoas.
“Quando falamos de uma nova evangelização, talvez essas pessoas se assustam. Não querem se enxergar convertidas em um objeto de missão, nem renunciar a sua liberdade de pensamento e de vontade. Mas a questão sobre Deus segue desafiando-os, ainda que não possam crer no caráter concreto de sua atenção por nós”.
“A busca a Deus”, disse, é o “motivo fundamental pelo qual nasceu o monaquismo ocidental e, com ele, a cultura ocidental”.
“Como primeiro passo da evangelização, temos de manter viva esta busca; temos de nos preocupar de que o homem não abandone a questão de Deus, essencial para sua existência”.
“Temos de nos preocupar que aceite a questão e a nostalgia que nela se esconde”.
Recorrendo a uma imagem, o Papa recordou o pátio dos gentios, que se encontrava no Templo de Jerusalém, onde estes podiam “rezar ao Deus desconhecido” e “desde modo selar uma relação com o Deus verdadeiro, mesmo que em meio a obscuridades”.
“Penso que a Igreja também deveria abrir hoje uma espécie de ‘pátio dos gentios’, onde os homens possam, de alguma forma, manter contato com Deus, sem conhecê-lo, antes de encontrarem o acesso a seu mistério, a cujo serviço se encontra a vida interior da Igreja”.
“Ao diálogo com as religiões deve-se acrescentar hoje todo diálogo com aqueles que enxergam a religião como algo estranho, aqueles que desconhecem Deus e que, todavia, não gostariam de permanecer simplesmente sem Deus, mas aproximar-se dele, ao menos como Desconhecido”, concluiu.
Fonte: Zenit.
Bento XVI assegurou que a Igreja precisa criar espaços de diálogo e de encontro com agnósticos e ateus, que em algumas sociedades representam um grande número de pessoas.
O Papa fez essa proposição ontem, em uma audiência que concedeu a seus colaboradores da Cúria Romana nas vésperas do Natal, um discurso no qual analisou suas três viagens internacionais deste ano: África, Terra Santa e República Checa.
Referindo-se ao último país, que conta com uma porcentagem notoriamente elevada de ateus e agnósticos, o bispo de Roma considerou importante que os cristãos levem em seus corações estas pessoas.
“Quando falamos de uma nova evangelização, talvez essas pessoas se assustam. Não querem se enxergar convertidas em um objeto de missão, nem renunciar a sua liberdade de pensamento e de vontade. Mas a questão sobre Deus segue desafiando-os, ainda que não possam crer no caráter concreto de sua atenção por nós”.
“A busca a Deus”, disse, é o “motivo fundamental pelo qual nasceu o monaquismo ocidental e, com ele, a cultura ocidental”.
“Como primeiro passo da evangelização, temos de manter viva esta busca; temos de nos preocupar de que o homem não abandone a questão de Deus, essencial para sua existência”.
“Temos de nos preocupar que aceite a questão e a nostalgia que nela se esconde”.
Recorrendo a uma imagem, o Papa recordou o pátio dos gentios, que se encontrava no Templo de Jerusalém, onde estes podiam “rezar ao Deus desconhecido” e “desde modo selar uma relação com o Deus verdadeiro, mesmo que em meio a obscuridades”.
“Penso que a Igreja também deveria abrir hoje uma espécie de ‘pátio dos gentios’, onde os homens possam, de alguma forma, manter contato com Deus, sem conhecê-lo, antes de encontrarem o acesso a seu mistério, a cujo serviço se encontra a vida interior da Igreja”.
“Ao diálogo com as religiões deve-se acrescentar hoje todo diálogo com aqueles que enxergam a religião como algo estranho, aqueles que desconhecem Deus e que, todavia, não gostariam de permanecer simplesmente sem Deus, mas aproximar-se dele, ao menos como Desconhecido”, concluiu.
Fonte: Zenit.
Cardeal Bagnasco: Deus confia nos homens
Mensagem de Natal do presidente da Conferência Episcopal Italiana
“Gostaria que a mensagem de Natal para este ano nos fizesse lembrar o quanto Deus confiou e continua a confiar nos homens”. É a saudação dirigida ao povo italiano pelo cardeal Angelo Bagnasco, arcebispo de Gênova e presidente da Conferência Episcopal Italiana
“Na ausência do mistério do Verbo de Deus que se fez homem, o filho de Deus feito carne”, disse o purpurado, o Natal “evidentemente não passaria de uma festa como outra qualquer, e não o verdadeiro Natal do Senhor”.
“Por isso, parabenizo cada um e a todos a quem o Natal seja verdadeiramente um Natal cristão, porque é centrado justamente no evento do nascimento de Deus”.
“Com a entrada de Deus na história, a eternidade se insere no tempo, o infinito nos nossos limites, o grande sentido de nossa vida de homens peregrinos rumo ao céu.”
ara o cardeal Bagnasco, “uma maior confiança nas relações humanas, em todos os níveis” é “um desejo que não tem origem apenas em meu coração de pastor”, “mas que é também uma exigência do momento histórico em que vivemos”.
“Tenhamos mais confiança entre nós, valorizando-nos mutuamente, porque Deus tem valorizado profundamente o homem, e não perde sua confiança em cada um de nós”, concluiu.
Fonte: Zenit.
“Gostaria que a mensagem de Natal para este ano nos fizesse lembrar o quanto Deus confiou e continua a confiar nos homens”. É a saudação dirigida ao povo italiano pelo cardeal Angelo Bagnasco, arcebispo de Gênova e presidente da Conferência Episcopal Italiana
“Na ausência do mistério do Verbo de Deus que se fez homem, o filho de Deus feito carne”, disse o purpurado, o Natal “evidentemente não passaria de uma festa como outra qualquer, e não o verdadeiro Natal do Senhor”.
“Por isso, parabenizo cada um e a todos a quem o Natal seja verdadeiramente um Natal cristão, porque é centrado justamente no evento do nascimento de Deus”.
“Com a entrada de Deus na história, a eternidade se insere no tempo, o infinito nos nossos limites, o grande sentido de nossa vida de homens peregrinos rumo ao céu.”
ara o cardeal Bagnasco, “uma maior confiança nas relações humanas, em todos os níveis” é “um desejo que não tem origem apenas em meu coração de pastor”, “mas que é também uma exigência do momento histórico em que vivemos”.
“Tenhamos mais confiança entre nós, valorizando-nos mutuamente, porque Deus tem valorizado profundamente o homem, e não perde sua confiança em cada um de nós”, concluiu.
Fonte: Zenit.
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