sexta-feira, 12 de junho de 2009

Autêntica autoridade é racionável, explica Papa



Ao apresentar a figura de João Escoto Erígena

Bento XVI explicou nesta quarta-feira, a 15 mil peregrinos, que a autoridade e a razão não devem estar em contraposição, pois, como esclareceu na audiência geral, realizada na Praça de São Pedro, Deus só diz e busca a verdade.
O bispo de Roma aprofundou neste aspecto da vida cristã ao ilustrar a figura de um dos maiores filósofos e teólogos do século IX, João Escoto Erígena, nome que faz referência à sua origem irlandesa.
Ao continuar com suas intervenções sobre as grandes figuras da história da Igreja, o pontífice recolheu ideias do pensamento de Escoto que, segundo disse, “poderiam sugerir interessantes aprofundamentos, inclusive para teólogos contemporâneos”.
Em particular, referiu-se ao “dever de exercer um discernimento apropriado sobre o que se apresenta como a verdadeira autoridade”.
O sucessor de Pedro sublinhou que “dado que Deus só diz a verdade, Escoto Erígena está convencido de que a autoridade e a razão nunca podem estar em contraposição”.
“Ele está certo de que a verdadeira religião e a verdadeira filosofia coincidem”, continuou esclarecendo, ao sintetizar o pensamento do filósofo do renascimento carolíngio.
O Papa citou esta significativa frase de João Escoto: “Qualquer tipo de autoridade que não estiver confirmada por uma verdadeira razão, deveria ser considerada como fraca... Só é verdadeira autoridade aquela que coincide com a verdade descoberta em virtude da razão, ainda que se trate de uma autoridade recomendada e transmitida para utilidade das posteriores gerações pelos santos padres”.
A intervenção do Papa esteve continuamente salpicada por atualíssimas mensagens escritas por um autor do século IX, como, por exemplo, esta: “Que nenhuma autoridade o atemorize ou o distraia do que lhe faz compreender a persuasão obtida graças a uma reta contemplação racional. De fato, a autêntica autoridade não contradiz nunca a reta razão, e esta última nunca contradiz uma verdadeira autoridade. Uma e outra procedem sem dúvida da mesma fonte, que é a sabedoria divina”.
“Vemos aqui uma valente afirmação do valor da razão, fundada sobre a certeza de que a verdadeira autoridade é razoável, pois Deus é a razão criadora”, afirmou Bento XVI.
O Papa concluiu com outro pensamento de João Escoto, capaz de iluminar a oração de todo crente: “Só se pode desejar a alegria da verdade, que é Cristo, e só se pode evitar a ausência d’Ele. É preciso considerar que esta é a única causa de total e eterna tristeza. Tire Cristo de mim e não me restará nenhum bem e não há nada que me aterrorizará tanto como sua ausência. O pior tormento de uma criatura racional são as privações e a ausência d’Ele”.
Esta foi uma audiência geral repleta de cores, não só pelas imagens de flores compostas na escadaria da Praça de São Pedro por ocasião do Corpus Christi – que no Vaticano se celebra nesta quinta-feira –, mas também pela presença do Variétés Club.
Trata-se de uma associação de famosos antigos jogadores de futebol e jornalistas esportivos da França, que organizam jogos com objetivos benéficos.
O Variétés Club se encontrava em Roma para participar à tarde de uma partida de futebol na qual, entre outras antigas glórias, deveria brilhar Karembeu, contra o time da Guarda Suíça Pontifícia. O árbitro do jogo era o bispo francês de Saint-Etienne, Dom Dominique Lebrun.

Fonte: Zenit.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Religiões: capazes do melhor e do pior, indica cardeal Tauran



Em um colóquio sobre o ensino das religiões

Nas sociedades pluriculturais e plurirreligiosas como as nossas, “as religiões são capazes do melhor e do pior: podem estar ao serviço de um projeto saudável, mas também de um projeto de alienação”, afirmou o cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, em um colóquio internacional sobre o ensino das religiões, realizado na localidade francesa de Montauban.
Segundo informou a Rádio Vaticano, o cardeal Tauran se referiu, em sua conferência, a todas as pessoas que dizem perpetrar ações terroristas por motivos religiosos. Denunciou que isso alimenta o “paradoxo de que as religiões sejam percebidas como perigosas”.
Ao falar do islã, afirmou que “tudo isso não se refere ao verdadeiro islã, praticado pela grande maioria dos fiéis desta religião”.
Atualmente, “a questão de Deus emerge de maneira mais forte que nunca – indicou o cardeal francês – e assistimos a um retorno do fato religioso, a um renascimento do sagrado”.
“A religião se converteu em um fator capital na vida cultural, política, econômica e também no ensino”, na formação da pessoa, destacou.
O cardeal Tauran sinalizou a importância do “conhecimento sério da própria tradição religiosa” para ter clara a própria identidade.
Também explicou que “a Igreja está aberta ao mundo” e considerou “o diálogo com os crentes de outras confissões como uma fonte de enriquecimento para todos”.
Mas advertiu que o diálogo inter-religioso não significa dizer que “todas as religiões ensinam mais ou menos a mesma coisa”.
Significa, sobretudo, que “todas as pessoas que buscam Deus têm a mesma dignidade”, disse.
É necessário “fazer todo o possível para compreender o ponto de vista do outro”, destacou, e sublinhou também a importância da dignidade da pessoa e do caráter sagrado da vida.
O purpurado concluiu citando Bento XVI, para assegurar que “a busca e o diálogo inter-religioso não são uma opção a mais, e sim uma necessidade para o nosso tempo”.

Fonte: Zenit.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Quando a ideologia de gênero se opõe à mulher

Entrevista com a socióloga chilena Ana María Yévenes Ramírez

Por Gilberto Hernández García

SANTIAGO DO CHILE, domingo, 7 de junho de 2009 (El Observador).- O tema da ideologia de gênero – em sua vertente mais difundida de “equidade de gênero” – ganhou muitas posições no cenário social e na agenda política; contudo, continua sendo um tópico difícil de se tratar visto que em muitos aspectos e em suas origens aponta em sentido contrário à essência da família.
A doutora Ana María Yévenez Ramírez, socióloga chilena e especialista em temas da família, faz uma análise da ideologia de gênero desde as ciências sociais e particularmente a partir da análise cultural. Esclarece que não pretende “demonizar absolutamente nada”, o que não significa a ausência de uma visão crítica.

–O gênero é uma “construção” social?
–Ana María Yévenes Ramírez: A ideologia de gênero tem suas raízes nos movimentos feministas radicais dos anos sessenta, já que alguns autores que iniciaram esta ideologia dizem que o gênero é uma construção cultural, por conseguinte não é resultado do sexo, nem tão aparentemente fixo como o próprio sexo. Ao teorizar sobre isto, o gênero vem a ser como um artifício livre de ataduras; em consequência, homem e masculino poderiam significar tanto um corpo feminino como um masculino; mulher e feminino, tanto um corpo masculino como um feminino.
Estas ideias estiveram presentes dentro do debate que se fez tanto na opinião pública como nas discussões da IV Conferência da Mulher, patrocinada pela ONU em Pequim em 1995: As feministas de gênero manifestaram a urgência de desconstruir os papéis sociais de homem e mulher porque esta socialização afetava a mulher negativa e injustamente. O homem-marido, desde esta perspectiva, então aparece como um opressor, e passamos aqui do que é o conceito de luta de classes ao que podemos chamar luta de sexos.
Assim, o matrimônio e a família podem ser vistos quase como uma seita, e a maternidade como um estorvo. Toda diferença entre o homem e a mulher, sob esta visão, é construção social e portanto pode ser mudada. Já não existem, desta forma, dois sexo, mas muitas orientações sexuais.
–Como uma ideologia tão distante do normal teve tanta acolhida?
–Ana María Yévenes Ramírez: Porque abordou um problema real, a situação desvalorizada da mulher. Desta forma, a ideologia de gênero faz surgir o conceito de tomada de poder político, econômico, trabalhista e na relação com o casal. Deve-se ter em conta que as linhas originais sofreram grandes mudanças. Não chega às pessoas o que é a ideologia de gênero, digamos, de maneira quimicamente pura, como acontecem com todas as coisas. Particularmente na América Latina, vivemos processos de individuação e mestiçagem. Por exemplo, fala-se do combate do machismo, como bandeira de luta tão presente no México. No Chile, há muitas mulheres que participaram de programas dos diferentes governos no tema da igualdade de gênero, mas quando se lhes propõem estes outros temas, a visão da família, a visão da maternidade, não concordam com isso.
O que hoje se aplica como equidade de gênero não é o que originalmente se aplicava a este pensamento; este processo de mestiçagem é parte da mudança cultural mais profunda que se produz em nossa sociedade. Basta lembrar que a mudança se inicia em como usamos nossas palavras, na linguagem que utilizamos. Junto com a crítica que se dirige a esta ideologia, devemos fazer-nos uma autocrítica como Igreja Católica: que resposta nós demos a esta problemática de fundo? Sinto que muito do que aconteceu é nossa responsabilidade por nosso silêncio, por não termos respondido a essa necessidade que havia dentro da cultura.
–A ideologia de gênero oferece alguma contribuição positiva?
–Ana María Yévenes Ramírez: Primeiramente, colocar a mulher no foco porque objetivamente a mulher estava sendo de alguma forma ignorada: parte disso é porque o tema do trabalho remunerado considerava o trabalho doméstico muito distante. Também a ideologia de gênero trouxe melhoras substanciais em matéria de saúde da mulher; maior cuidado físico, por exemplo na detenção de alguns tipos de câncer; uma maior preocupação pelo corpo; trouxe também uma maior proteção à mulher quanto ao tema da violência familiar; ou em matéria trabalhista. Permitiu melhorar o acesso a uma maior educação formal da mulher.
–E negativa?
–Ana María Yévenes Ramírez: A ideologia de gênero fomentou uma tomada de poder antagônica da mulher contra o homem. Na prática, transformou a mulher em um objeto que era exatamente o que se pretendia combater. Digo um objeto, porque segundo muitos textos dos estudos que estão sendo desenvolvidos sobre esta matéria, se privilegia a dimensão econômica, do desenvolvimento, do trabalho acima do desenvolvimento humano e próprio da mulher, consequência precisamente do anterior é que o desenvolvimento integral da mulher está se tornando um obstáculo, e com isso a mulher está sendo privada da felicidade.
–Finalmente, quais são as repercussões na família?
–Ana María Yévenes Ramírez: Não é um mistério para ninguém como aumentou o número de mulheres assassinadas por seus companheiros porque não se trabalhou com os homens na mesma velocidade com que se trabalhou com as mulheres. Também causou impacto no tema do testemunho, porque ao final nossos jovens se entusiasmam pelo matrimônio pelo testemunho que recebem, testemunho de amor, de companheirismo. E mais, está-se colocando em cheque o desenvolvimento dos povos.

Fonte: Zenit.

Israel revoga sequestro de fundos da Igreja na Terra Santa



São fundos para instituições educativas

A embaixada de Israel na Santa Sé confirmou a ZENIT que não será efetuado o sequestro de fundos do Ministério da Educação desse país destinados a instituições educativas da Igreja Católica, como os meios de comunicação haviam denunciado.
Segundo havia informado a agência missionária AsiaNews em 20 de maio passado, poucos dias depois da visita de Bento XVI à Terra Santa, o chefe arrecadador do Ministério das Finanças de Israel, Iezekel Abrahamov, havia comunicado as instituições da Igreja em Israel que havia sequestrado seus fundos para obrigar-lhes a submeter-se a todas as exigências fiscais que considerava obrigatórias.
Este gesto acontecia quando avançavam as negociações entre a Santa Sé e o Estado de Israel sobre questões que envolvem, entre outras coisas, o estatuto fiscal da Igreja em Israel e de suas instituições educativas e caritativas, em virtude do Acordo Fundamental que ambos firmaram ao estabelecer as relações diplomáticas em 1994.
Esta medida, contudo, parecia anunciar uma mudança de posição no governo israelense com respeito às últimas reuniões mantidas com a Santa Sé e as promessas feitas ao Papa em sua visita a Israel.
Um comunicado de imprensa enviado nesta segunda-feira voltava atrás e confirmava que não se aplicará o anunciado sequestro destas propriedades.
“A embaixada de Israel na Santa Sé informa que o sequestro de fundos do Ministério da Educação destinados a algumas instituições educativas da Igreja Católica em Israel não será efetuado e que a situação permanece inalterada”, explica o comunicado recebido por ZENIT.
O delegado da Custódia da Terra Santa em Roma, o padre franciscano David Jaeger, em declarações à AsiaNews expressou sua satisfação ao ver a mudança de posição de Israel.
“Acredito que as negociações entre a Santa Sé e o Estado de Israel possam continuar em um clima de serenidade, e seguindo o compromisso compartilhado, várias vezes anunciado, de chegar ao Acordo o quanto antes possível”, afirmou o sacerdote.

Fonte: Zenit.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Bento XVI abraça a atormentada Gaza



Em sua visita a Belém

Por Mirko Testa

No dia dedicado aos Territórios Palestinos em sua peregrinação à Terra Santa, Bento XVI manifestou nesta quarta-feira sua proximidade à cidade de Gaza, empoeirada pelas ruínas do recente conflito que terminou no dia 18 de janeiro com um balanço de mais de 1.300 mortos.
Suas palavras de solidariedade ressoaram particularmente durante a Missa celebrada em Belém, na Praça do Presépio, junto à Basílica da Natividade, coberta pelo rio humano conformado por cerca de 10 mil pessoas, que transbordou nas ruas laterais.
“De uma forma especial, meu coração se dirige aos peregrinos da martirizada Gaza”, disse o Papa, dirigindo-se ao grupo de católicos procedentes da faixa controlada desde 2007 pelos extremistas islâmicos do Hamas.
Dos 93 católicos de Gaza que haviam enviado às autoridades palestinas a petição para receber a autorização para ir a Belém, só 48, após meses de espera, incertezas e protestos, conseguiram chegar à cidade cisjordaniana. Os demais tiveram de parar no posto de controle de Eretz, e de lá foram obrigados a voltar.
“Peço-lhes que levem para suas famílias e comunidades meu abraço fraterno e minha tristeza pelas perdas, pela dificuldade e pelo sofrimento que vocês tiveram de suportar”, disse, dirigindo-se ao 1,5 milhão e meio de pessoas que moram na Faixa de Gaza, onde a comunidade local conta com cerca de 300 fiéis."Estejam certos de minha solidariedade para com vocês no imenso trabalho de reconstrução que agora levam adiante, e minhas orações para que o embargo seja logo suspenso", acrescentou, referindo-se ao bloqueio imposto a Gaza por Israel desde que o Hamas tomou o poder na Faixa, eliminando os opositores de Al Fatah, ligado ao presidente Mahmud Abas.Antes, na cerimônia de boas-vindas aos Territórios Palestinos, realizada na praça do palácio presidencial de Belém, o Papa denunciou "os graves problemas que afetam a segurança em Israel e nos Territórios Palestinos", exigindo que sejam "logo suficientemente mitigados para permitir uma maior liberdade de movimento, especialmente com relação aos contatos entre familiares e ao acesso aos lugares santos".Além disso, Bento XVI fez um convite à comunidade internacional para que se empreendam rapidamente as obras de reconstrução.

Fonte: Zenit.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Primeira missa de um Papa ao ar livre em Jerusalém



Bento XVI pede que se evite o êxodo de cristãos da Terra Santa

A missa que Bento XVI celebrou na tarde desta terça-feira no Vale de Josafá converteu-se na manifestação de apoio da Igreja universal aos sofridos católicos da Terra Santa e em uma reivindicação perante as autoridades para que evitem seu êxodo.
Pela primeira vez na história, um Papa celebrava uma missa ao ar livre em Jerusalém, com a participação de cerca de seis mil fiéis. O lugar não podia ser mais sugestivo, pois se encontra sob o Horto das Oliveiras, no qual Jesus sofreu a agonia antes da morte.
“Desejo conhecer as dificuldades, as frustrações, a dor e o sofrimento que tantos de vocês suportam por causa dos conflitos que afligiram estas terras, e as amargas experiências de deslocamento que tantas famílias experimentaram e possam ainda experimentar”, disse o Papa detrás da muralha de Jerusalém.
O patriarca latino de Jerusalém, Sua Beatitude Fouad Twal, ao início da missa, descreveu a situação em que vivem os católicos da Terra Santa com palavras fortes.
“Assistimos por um lado à agonia do povo palestino, que sonha em viver em um Estado palestino livre e independente, mas não chega – afirmou o patriarca –; e assistimos por outro lado à agonia do povo israelense, que sonha com uma vida normal na paz e na segurança mas, apesar da força midiática e militar, esta vida não chega”.
O Papa desejou que sua presença “seja um sinal de que vocês não estão esquecidos, que sua perseverante presença e testemunho são de fato preciosos aos olhos de Deus e importantes para o futuro destas terras”.
“Precisamente por causa de sua profunda raiz nesta terra, sua antiga e forte cultura cristã, e sua inabalável confiança nas promessas de Deus, vocês, cristãos da Terra Santa, são chamados a servir não apenas como farol de fé para a Igreja universal, mas também como um fermento de harmonia, sabedoria e equilíbrio na vida de uma sociedade que tradicionalmente foi, e continua sendo, pluralista, multiétnica e multi-religiosa”.
O Papa lançou um enérgico chamado para que se evite a migração dos cristãos da Terra Santa. Segundo dados da Custódia da Terra Santa, em 1946, dois anos antes da fundação do Estado de Israel, a comunidade cristã de Jerusalém contava com 31 mil membros; 20% da população. Hoje os cristãos representam 2% da população, cerca de 14 mil, incluindo religiosos e sacerdotes estrangeiros.
O Santo Padre mencionou “a trágica realidade que não pode deixar de ser um motivo de consenso para todos que amam esta Cidade e esta terra – da partida de tantos membros da comunidade cristã nos anos recentes. Enquanto compreensíveis razões levam muitos, especialmente os jovens, a migrar, esta decisão traz consigo um empobrecimento cultural e espiritual para a cidade”, assegurou.
O Papa repetiu uma mensagem que já havia pronunciado no passado: “na Terra Santa há espaço para todos!”.
O Papa exortou “as autoridades a respeitar e apoiar a presença cristã” e assegurou a esses seguidores de Cristo em sua própria terra “a solidariedade, o amor e o apoio de toda a Igreja e da Santa Sé”.
Amnon Ramon do Instituto de Jerusalém para os Estudos de Israel, autor de amplos estudos sobre as comunidades cristãs do país, afirma que a comunidade católica em Jerusalém é a mais numerosa, com cerca de 4.500 membros; os greco-ortodoxos são 3.500, os armênios 1.500, os protestantes em suas diferentes denominações 850, os siro-coptos 250 e os etíopes 60.
A missa foi celebrada em vários idiomas, sobretudo em latim e árabe. Nas orações dos fiéis se rezou em hebraico, francês, espanhol, inglês e italiano.
A mensagem que o Papa deixou com sua homilia, aplaudida já no primeiro instante, foi antes de tudo de esperança.
“Nesta Cidade Santa onde a vida venceu a morte, onde o Espírito foi derramado como primeiros frutos da nova criação, a esperança continua a combater o desespero, a frustração e o cinismo, enquanto a paz que é dom de Deus e chamado continua a ser ameaçada pelo egoísmo, o conflito, a divisão e as cinzas de erros passados”.
Nesta quarta-feira, o Papa visitará a cidade cisjordaniana de Belém, onde celebrará a missa na Praça do Manjedoura, visitará a Gruta da Natividade, o campo de refugiados Aida, sendo recebido pela Autoridade Nacional Palestina.

Fonte: Zenit.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Bento XVI: Maria, exemplo supremo da virtude feminina



Palavras na oração Regina Coeli


AMÃ, domingo, 10 de maio de 2009 (Ao término da Missa no Estádio Internacional de Amã, Bento XVI conduziu a oração do Regina Coeli junto dos fiéis presentes. Estas foram as palavras do Papa na introdução da oração mariana da época da Páscoa.
* * *
Caros amigos,
durante a Missa, falei do carisma profético das mulheres, como portadoras do amor, mestras da misericórdia e construtoras da paz. O supremo exemplo da virtude feminina é a Virgem Maria: Mãe da Misericórdia e Rainha da Paz. Enquanto agora nos voltamos a ela, invocamos sua intercessão materna para todas as famílias destas terras, para que possam realmente ser escolas de oração e de amor. Pedimos à Mãe da Igreja que coloque seu olhar misericordioso sobre todos os cristãos destas terras, e com a ajuda de suas orações, eles possam ser verdadeiramente unos na fé que professam e no testemunho que oferecem. A ela, que tão generosamente respondeu ao anjo e aceitou o convite para se tornar a Mãe de Deus, pedimos que dê coragem e força a todos os jovens que hoje discernem sua vocação, para que também eles possam dedicar-se generosamente a cumprir a vontade do Senhor.
Neste tempo de Páscoa, é com o título do Regina Coeli que nos voltamos à Santíssima Virgem. Como fruto da Redenção alcançada pela morte e ressurreição do seu Filho, ela foi elevada à glória eterna e coroada Rainha dos Céus. Com grande confiança no poder de sua intercessão, nos voltamos agora a ti, com alegria nos nossos corações e amor pela nossa gloriosa e sempre Virgem Mãe.


Traduzido por Zenit.