O Papa Francisco está marcando o coração dos italianos. Confirma o relatório italiano Eurispes 2015, que mostra que 89,6% dos habitantes do país aprecia o Papa e acredita que ele está dando um novo impulso à Igreja Católica.
Simultaneamente ao crescimento da popularidade de Francisco, diminui a confiança dos italianos em relação às instituições. Os mais atingidos pelo que muitos chamam de "efeito Bergoglio" são os jovens: o consenso dobrou entre 18 e 24 anos de idade (de 27,1% para 51,1%) e entre 25 e 34 anos de idade (de 34,3 % para 53,5%).
As pessoas que mais gostam do Papa – revela a Eurispes – são as viúvas (77,3%) e os casados (69,9%). Aumenta o crédito com os separados / divorciados (63,6%). Quase um "plebiscito" italiano (89,6%) acredita que o Santo Padre está dando um novo ânimo à Igreja. O valor é 2,5% maior em relação ao ano passado.
Fonte: Zenit.
sábado, 31 de janeiro de 2015
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Os novos arcebispos receberão o pálio nas suas dioceses, não mais em Roma
A notificação enviada pela Santa Sé a todas as Nunciaturas Apostólicas anuncia a decisão do Papa Francisco de alterar a modalidade de imposição do pálio, faixa de lã branca bordada com cruzes pretas, simbolizando as ovelhas nos ombros do Bom Pastor. É usado pelo Papa e pelos arcebispos metropolitanos como sinal de comunhão.
Como revelado pelo site Vatican Insider, não será mais o Bispo de Roma que fará a imposição do Pálio aos novos arcebispos metropolitanos nomeados nos últimos doze meses, durante a missa celebrada pelo Papa em São Pedro a cada 29 de junho, festa dos santos Pedro e Paulo. A imposição do pálio ficará a cargo do núncio apostólico nas respectivas dioceses de origem. Uma forma, destaca a matéria, para "melhorar a sinodalidade".
O Vatican Insider mostra um trecho do comunicado do Vaticano, assinado em 12 janeiro de 2015 por Mons. Guido Marini, mestre de cerimônias pontifícias: "O Papa pede que o pálio abençoado na Missa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo seja imposto aos arcebispos metropolitanos em suas dioceses de origem por um seu representante".
Os novos arcebispos estarão presentes na Missa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, 29 de junho, quando receberão o pálio "de forma privada pelas mãos do Santo Padre". Portanto, foi cancelado a imposição oficial durante o rito, caracterizado por uma fila de novos arcebispos que se ajoelham diante do Papa e recebem o pálio nos ombros. Semelhante cerimônia ocorrerá nas igrejas locais.
"O Santo Padre - continua a carta de Mons. Marini – confere o mandato apostólico" para impor o pálio durante uma celebração “com a participação dos bispos das dioceses sufragâneas". A alteração na modalidade de imposição do antigo símbolo- que como emblema episcopal remete ao século IV, sendo mais antigo do que a mitra– na intenção do Papa Francisco comunicada às Nunciaturas, é "incentivar a participação da Igreja local" neste momento "importante" para sua vida e sua história.
Esta é a segunda decisão sobre o pálio introduzida por Francisco. Em 2014, segundo ano de seu pontificado, o Papa decidiu vestir o pálio tradicionalmente usado pelos Papas nos últimos séculos, idêntico ao dos arcebispos.
Este tipo de pálio foi usado pelos Papas até 2005, quando, durante o período da sede vacante, o ex-mestre de cerimônias Piero Marini confeccionou para o Papa um pálio de tamanho muito maior, não mais simétrico, para ser apoiado em um dos ombros, adornado com cruzes vermelhas. Modelo que corresponde àqueles dos primeiros séculos, como representado em alguns mosaicos da era bizantina. Este foi alterado novamente por Bento XVI, que, no entanto, não voltou ao modelo anterior mas usou outro um pouco diferente do apresentado por Mons. Marini.
Fonte: Zenit.
Como revelado pelo site Vatican Insider, não será mais o Bispo de Roma que fará a imposição do Pálio aos novos arcebispos metropolitanos nomeados nos últimos doze meses, durante a missa celebrada pelo Papa em São Pedro a cada 29 de junho, festa dos santos Pedro e Paulo. A imposição do pálio ficará a cargo do núncio apostólico nas respectivas dioceses de origem. Uma forma, destaca a matéria, para "melhorar a sinodalidade".
O Vatican Insider mostra um trecho do comunicado do Vaticano, assinado em 12 janeiro de 2015 por Mons. Guido Marini, mestre de cerimônias pontifícias: "O Papa pede que o pálio abençoado na Missa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo seja imposto aos arcebispos metropolitanos em suas dioceses de origem por um seu representante".
Os novos arcebispos estarão presentes na Missa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, 29 de junho, quando receberão o pálio "de forma privada pelas mãos do Santo Padre". Portanto, foi cancelado a imposição oficial durante o rito, caracterizado por uma fila de novos arcebispos que se ajoelham diante do Papa e recebem o pálio nos ombros. Semelhante cerimônia ocorrerá nas igrejas locais.
"O Santo Padre - continua a carta de Mons. Marini – confere o mandato apostólico" para impor o pálio durante uma celebração “com a participação dos bispos das dioceses sufragâneas". A alteração na modalidade de imposição do antigo símbolo- que como emblema episcopal remete ao século IV, sendo mais antigo do que a mitra– na intenção do Papa Francisco comunicada às Nunciaturas, é "incentivar a participação da Igreja local" neste momento "importante" para sua vida e sua história.
Esta é a segunda decisão sobre o pálio introduzida por Francisco. Em 2014, segundo ano de seu pontificado, o Papa decidiu vestir o pálio tradicionalmente usado pelos Papas nos últimos séculos, idêntico ao dos arcebispos.
Este tipo de pálio foi usado pelos Papas até 2005, quando, durante o período da sede vacante, o ex-mestre de cerimônias Piero Marini confeccionou para o Papa um pálio de tamanho muito maior, não mais simétrico, para ser apoiado em um dos ombros, adornado com cruzes vermelhas. Modelo que corresponde àqueles dos primeiros séculos, como representado em alguns mosaicos da era bizantina. Este foi alterado novamente por Bento XVI, que, no entanto, não voltou ao modelo anterior mas usou outro um pouco diferente do apresentado por Mons. Marini.
Fonte: Zenit.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
O inalienável valor da vida e da dignidade humana transcende qualquer finalidade econômica
A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou hoje, 28 de janeiro, nota por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A data foi criada em 2004 - lê-se em nota da CNBB- presta homenagem a quatro auditores do Ministério do Trabalho e Emprego, assassinados quando investigavam a suspeita de uso de mão de obra escrava em fazendas de feijão em Unaí (MG).
Confira a íntegra do texto:
Nota por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo
A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, neste Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, dirige uma palavra a todos os que se empenham em eliminar este crime.
Em 2014, a Campanha da Fraternidade teve como tema “Fraternidade e Tráfico Humano”, com o objetivo de identificar as práticas de tráfico humano e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal, com vistas ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus.
A exploração do ser humano, através do trabalho escravo, é um grave desrespeito à pessoa humana, especialmente ao direito de trabalhar em condições dignas, recebendo um salário justo. O trabalho é dimensão constitutiva do ser humano e não oportunidade para a violação da sua dignidade.
A sociedade tem a tarefa de conduzir-se por uma economia que preze a dignidade humana, acima de tudo. Isto implica, entre outras coisas, em eliminar a prática do trabalho escravo em qualquer faixa etária, nas diferentes relações de trabalho, seja na agropecuária, na construção civil, na indústria têxtil, nas carvoarias, nos serviços hoteleiros e em serviços domésticos. Os migrantes e imigrantes estão mais expostos à essa exploração, devido à sua situação de vulnerabilidade e a necessidade de trabalhar para prover seu próprio sustento e o de sua família.
Urge reafirmar, de forma inequívoca, o inalienável valor da vida e da dignidade humana que transcende qualquer finalidade econômica. Preocupa-nos a tramitação, no Congresso Nacional, de tratativas visando revisar a definição legal do trabalho escravo, sob pretexto de regulamentar a Emenda Constitucional 81/2014 (confisco da propriedade flagrada com trabalho escravo), bem como os ataques recentes à Lista Suja, um instrumento valioso no combate ao trabalho escravo. Não se pode, em hipótese alguma, retroceder na política nacional de combate ao trabalho escravo, iniciada há 20 anos.
Insistimos no compromisso do Estado brasileiro de continuar adotando medidas firmes que inibam a prática do trabalho escravo. Neste aniversário da trágica chacina de Unaí-MG, que ceifou a vida de quatro funcionários do Ministério do Trabalho, reitera-se o apelo a que se esmere na proteção e defesa dos que lutam pelo fim do trabalho escravo. A garantia da reinserção, na sociedade, das pessoas libertadas, também requer atenção e adoção de políticas facilitadoras deste processo.
Lembramos a todos as palavras do Papa Francisco, por ocasião do Dia Mundial da Paz - 2015: “Lanço um veemente apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade e a quantos, mesmo nos mais altos níveis das instituições, são testemunhas, de perto ou de longe, do flagelo da escravidão contemporânea, para que não se tornem cúmplices deste mal, não afastem o olhar à vista dos sofrimentos de seus irmãos e irmãs em humanidade, privados de liberdade e dignidade, mas tenham a coragem de tocar a carne sofredora de Cristo, o Qual Se torna visível através dos rostos inumeráveis daqueles a quem Ele mesmo chama os «meus irmãos mais pequeninos» (Mt 25, 40.45)”.
Jesus Cristo, que habitou o coração de Santa Bakhita, a escrava que testemunhou a esperança, nos anime a proclamar que a vida e a dignidade de todas as pessoas passam pelo trabalho digno e sua justa valorização.
Brasília, 28 de janeiro de 2015
Dom Guilherme Werlang
Bispo de Ipameri - GO
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o serviço da Caridade, da Justiça e da Paz
Nota por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo
A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, neste Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, dirige uma palavra a todos os que se empenham em eliminar este crime.
Em 2014, a Campanha da Fraternidade teve como tema “Fraternidade e Tráfico Humano”, com o objetivo de identificar as práticas de tráfico humano e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal, com vistas ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus.
A exploração do ser humano, através do trabalho escravo, é um grave desrespeito à pessoa humana, especialmente ao direito de trabalhar em condições dignas, recebendo um salário justo. O trabalho é dimensão constitutiva do ser humano e não oportunidade para a violação da sua dignidade.
A sociedade tem a tarefa de conduzir-se por uma economia que preze a dignidade humana, acima de tudo. Isto implica, entre outras coisas, em eliminar a prática do trabalho escravo em qualquer faixa etária, nas diferentes relações de trabalho, seja na agropecuária, na construção civil, na indústria têxtil, nas carvoarias, nos serviços hoteleiros e em serviços domésticos. Os migrantes e imigrantes estão mais expostos à essa exploração, devido à sua situação de vulnerabilidade e a necessidade de trabalhar para prover seu próprio sustento e o de sua família.
Urge reafirmar, de forma inequívoca, o inalienável valor da vida e da dignidade humana que transcende qualquer finalidade econômica. Preocupa-nos a tramitação, no Congresso Nacional, de tratativas visando revisar a definição legal do trabalho escravo, sob pretexto de regulamentar a Emenda Constitucional 81/2014 (confisco da propriedade flagrada com trabalho escravo), bem como os ataques recentes à Lista Suja, um instrumento valioso no combate ao trabalho escravo. Não se pode, em hipótese alguma, retroceder na política nacional de combate ao trabalho escravo, iniciada há 20 anos.
Insistimos no compromisso do Estado brasileiro de continuar adotando medidas firmes que inibam a prática do trabalho escravo. Neste aniversário da trágica chacina de Unaí-MG, que ceifou a vida de quatro funcionários do Ministério do Trabalho, reitera-se o apelo a que se esmere na proteção e defesa dos que lutam pelo fim do trabalho escravo. A garantia da reinserção, na sociedade, das pessoas libertadas, também requer atenção e adoção de políticas facilitadoras deste processo.
Lembramos a todos as palavras do Papa Francisco, por ocasião do Dia Mundial da Paz - 2015: “Lanço um veemente apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade e a quantos, mesmo nos mais altos níveis das instituições, são testemunhas, de perto ou de longe, do flagelo da escravidão contemporânea, para que não se tornem cúmplices deste mal, não afastem o olhar à vista dos sofrimentos de seus irmãos e irmãs em humanidade, privados de liberdade e dignidade, mas tenham a coragem de tocar a carne sofredora de Cristo, o Qual Se torna visível através dos rostos inumeráveis daqueles a quem Ele mesmo chama os «meus irmãos mais pequeninos» (Mt 25, 40.45)”.
Jesus Cristo, que habitou o coração de Santa Bakhita, a escrava que testemunhou a esperança, nos anime a proclamar que a vida e a dignidade de todas as pessoas passam pelo trabalho digno e sua justa valorização.
Brasília, 28 de janeiro de 2015
Dom Guilherme Werlang
Bispo de Ipameri - GO
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o serviço da Caridade, da Justiça e da Paz
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Papa recebe um transexual no Vaticano
No sábado, o Papa Francisco recebeu em audiência privada na Casa Santa Marta um transexual espanhol, chamado Diego Neria Lejarraga, acompanhado por seu parceiro.
A notícia foi divulgada pelo jornal Hoy, segundo o qual Diego, ‘ex-mulher’ de 48 anos, natural de Plasencia em Extremadura, teria escrito há muito tempo para o Papa contando sua dramática história pessoal e religiosa.
Na carta o transexual teria dito ao Papa que, após a mudança de sexo realizada há oito anos, ele foi fortemente discriminado por parte da Igreja. Diego, filho de uma família de católicos fervorosos, que se declara católico e praticante, queixou-se de ser rejeitado em sua cidade por pessoas que frequentam a paróquia, e que o padre teria falado com ele em um tom muito duro chamando-o de "filho do diabo".
Francisco - relata o jornal - telefonou para Diego duas vezes em dezembro. A primeira tentativa teria sido no dia da Imaculada e, em outro dia, chegaram a um acordo sobre a data da audiência. No último sábado, 24 de janeiro, portanto, foi recebido no Vaticano.
Ao jornal espanhol que revelou a história, o transexual disse que se sentia mal em seu corpo feminino desde que era criança e que tinha confidenciado ao Bispo de Plasencia Amedeo Rodriguez Magro, no qual ele encontrou "coragem, consolo e apoio".
Fonte: Zenit.
A notícia foi divulgada pelo jornal Hoy, segundo o qual Diego, ‘ex-mulher’ de 48 anos, natural de Plasencia em Extremadura, teria escrito há muito tempo para o Papa contando sua dramática história pessoal e religiosa.
Na carta o transexual teria dito ao Papa que, após a mudança de sexo realizada há oito anos, ele foi fortemente discriminado por parte da Igreja. Diego, filho de uma família de católicos fervorosos, que se declara católico e praticante, queixou-se de ser rejeitado em sua cidade por pessoas que frequentam a paróquia, e que o padre teria falado com ele em um tom muito duro chamando-o de "filho do diabo".
Francisco - relata o jornal - telefonou para Diego duas vezes em dezembro. A primeira tentativa teria sido no dia da Imaculada e, em outro dia, chegaram a um acordo sobre a data da audiência. No último sábado, 24 de janeiro, portanto, foi recebido no Vaticano.
Ao jornal espanhol que revelou a história, o transexual disse que se sentia mal em seu corpo feminino desde que era criança e que tinha confidenciado ao Bispo de Plasencia Amedeo Rodriguez Magro, no qual ele encontrou "coragem, consolo e apoio".
Fonte: Zenit.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
O soco, os coelhos e os pretextos
Primeiro, o soco. O grupinho “pacifista e evangélico” está escandalizado: “Nós sempre damos a outra face”, declaram. Talvez seja verdade.
Depois, a história dos coelhos. Os jovens que são pura tradição (mas será que sabem do que falam?), com a medalha de católicos perfeitos, estão feridos. Mas...
Estas reações demostram apenas ignorância, meus caros jovens. Será que nós lemos o que o papa disse? Tentamos entender? Ou só vimos as manchetes na internet, que, em muitos casos, são fuxicos miseráveis e nem um pouco inocentes de “ilustres” jornalistas ou “autodenominados” teólogos?
O papa Francisco ama a comunicação direta e não se preocupa em ser sutil, especialmente nas conversas informais. Mas ele sempre diz a verdade. Ele não se preocupa em equilibrar cada coisa que diz: ele é o papa, fala dentro de um contexto mais amplo, que é o Magistério da Igreja, e dentro do magistério pessoal, que, não custa lembrar, é o magistério petrino.
A jogada dos senhores da informação, dos vendedores de fumaça, é precisamente a de desacreditar o magistério, seja diante de quem se opõe a ele, seja diante de quem o apoia, embora vários apoiem o que lhes convém, deformando todo o sentido. Querem dividir a Igreja. “Divide et impera”, como de fato acontece. E não poucos (e bons) católicos se prestam a esse jogo. Não podemos continuar caindo na armadilha!
O papa Francisco conhece muito bem esses problemas e por isso escreveu a Evangelii gaudium, a exortação apostólica que contém as diretrizes do seu modo de agir e de todas as suas afirmações. É preciso estudá-la melhor! O papa quer evangelizar, chegar a todos, não pode usar sempre uma linguagem especializada e pomposa. Ele quer chamar a todos à conversão, começando por si mesmo.
Até os pais de muitos filhos, que o Santo Padre estima e encoraja, precisam ser chamados à conversão. Ter filhos, em si, não é garantia de nada: em muitas partes do mundo existe uma frequente irresponsabilidade com os filhos, gerados e abandonados a si mesmos e às ruas. O papa vem desses lugares, dessas situações.
E depois, meia dúzia de ocidentais que clamam o direito de insultar impunemente as religiões (ah, vejam que curioso, em particular a nossa!)... E, no mesmo país, se alguém afirma que o casamento é entre um homem e uma mulher, corre o risco de ir para a cadeia!
Mas a questão é outra. O papa é amado “independentemente”. É o sinal visível da unidade da Igreja. Ele é, na terra, a Cabeça do Corpo de Cristo entre os homens do nosso tempo. Nele a Igreja encontra unidade e é universal. Muitas confissões cristãs não têm o presente do papa e, sejamos claros, isso é algo que se faz notar. A comunidade desmorona, a Tradição se perde ou se mumifica, a Igreja se deteriora.
Santa Catarina, que é Doutora da Igreja, chamava os papas de “doce Cristo na terra”. E os papas do tempo dela foram Gregório XI e Urbano VI, ambos discutíveis e discutidos. Basta pensar que com o papa Urbano aconteceu um grave cisma. Catarina, porém, amou os dois, apoiou os dois. Se ela os chamou a honrar o seu dever, foi porque Cristo diretamente lhe deu esta ordem, que ela cumpriu de forma estritamente privada, pessoalmente ou por meio de cartas, que se tornaram públicas só depois da morte da santa e dos papas. Não eram artigos de jornal!
Diante de Pedro, mesmo que ele diga ou faça coisas que não nos agradam, só tem sentido o respeito e a gratidão. A menos que sejamos perfeitos alienados. Não é questão de ver quem tem razão, mas de considerar os papéis que Deus deu à Igreja.
Eu também, às vezes, demoro a entender o papa. Nesses casos, quando se trata de algo importante, escuto com mais atenção e leio melhor as declarações sobre o tema, porque não acho sensata a ideia de que eu tenha toda a verdade católica no bolso e o papa não.
No final das contas, estou sempre de acordo com o Santo Padre. Aprendi a compreender as preocupações dele, mesmo que inicialmente não fossem as minhas, e, assim, elas se tornaram minhas também. Além do mais, o papa é o papa. Demos graças a Deus por ele e rezemos por ele!
Fonte: Zenit.
Depois, a história dos coelhos. Os jovens que são pura tradição (mas será que sabem do que falam?), com a medalha de católicos perfeitos, estão feridos. Mas...
Estas reações demostram apenas ignorância, meus caros jovens. Será que nós lemos o que o papa disse? Tentamos entender? Ou só vimos as manchetes na internet, que, em muitos casos, são fuxicos miseráveis e nem um pouco inocentes de “ilustres” jornalistas ou “autodenominados” teólogos?
O papa Francisco ama a comunicação direta e não se preocupa em ser sutil, especialmente nas conversas informais. Mas ele sempre diz a verdade. Ele não se preocupa em equilibrar cada coisa que diz: ele é o papa, fala dentro de um contexto mais amplo, que é o Magistério da Igreja, e dentro do magistério pessoal, que, não custa lembrar, é o magistério petrino.
A jogada dos senhores da informação, dos vendedores de fumaça, é precisamente a de desacreditar o magistério, seja diante de quem se opõe a ele, seja diante de quem o apoia, embora vários apoiem o que lhes convém, deformando todo o sentido. Querem dividir a Igreja. “Divide et impera”, como de fato acontece. E não poucos (e bons) católicos se prestam a esse jogo. Não podemos continuar caindo na armadilha!
O papa Francisco conhece muito bem esses problemas e por isso escreveu a Evangelii gaudium, a exortação apostólica que contém as diretrizes do seu modo de agir e de todas as suas afirmações. É preciso estudá-la melhor! O papa quer evangelizar, chegar a todos, não pode usar sempre uma linguagem especializada e pomposa. Ele quer chamar a todos à conversão, começando por si mesmo.
Até os pais de muitos filhos, que o Santo Padre estima e encoraja, precisam ser chamados à conversão. Ter filhos, em si, não é garantia de nada: em muitas partes do mundo existe uma frequente irresponsabilidade com os filhos, gerados e abandonados a si mesmos e às ruas. O papa vem desses lugares, dessas situações.
E depois, meia dúzia de ocidentais que clamam o direito de insultar impunemente as religiões (ah, vejam que curioso, em particular a nossa!)... E, no mesmo país, se alguém afirma que o casamento é entre um homem e uma mulher, corre o risco de ir para a cadeia!
Mas a questão é outra. O papa é amado “independentemente”. É o sinal visível da unidade da Igreja. Ele é, na terra, a Cabeça do Corpo de Cristo entre os homens do nosso tempo. Nele a Igreja encontra unidade e é universal. Muitas confissões cristãs não têm o presente do papa e, sejamos claros, isso é algo que se faz notar. A comunidade desmorona, a Tradição se perde ou se mumifica, a Igreja se deteriora.
Santa Catarina, que é Doutora da Igreja, chamava os papas de “doce Cristo na terra”. E os papas do tempo dela foram Gregório XI e Urbano VI, ambos discutíveis e discutidos. Basta pensar que com o papa Urbano aconteceu um grave cisma. Catarina, porém, amou os dois, apoiou os dois. Se ela os chamou a honrar o seu dever, foi porque Cristo diretamente lhe deu esta ordem, que ela cumpriu de forma estritamente privada, pessoalmente ou por meio de cartas, que se tornaram públicas só depois da morte da santa e dos papas. Não eram artigos de jornal!
Diante de Pedro, mesmo que ele diga ou faça coisas que não nos agradam, só tem sentido o respeito e a gratidão. A menos que sejamos perfeitos alienados. Não é questão de ver quem tem razão, mas de considerar os papéis que Deus deu à Igreja.
Eu também, às vezes, demoro a entender o papa. Nesses casos, quando se trata de algo importante, escuto com mais atenção e leio melhor as declarações sobre o tema, porque não acho sensata a ideia de que eu tenha toda a verdade católica no bolso e o papa não.
No final das contas, estou sempre de acordo com o Santo Padre. Aprendi a compreender as preocupações dele, mesmo que inicialmente não fossem as minhas, e, assim, elas se tornaram minhas também. Além do mais, o papa é o papa. Demos graças a Deus por ele e rezemos por ele!
Fonte: Zenit.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Estamos todos ao serviço do único e mesmo Evangelho
Abaixo a homilia pronunciada pelo Papa Francisco no final da tarde de ontem (25/01), na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, na celebração da Segundas Vésperas da Festa da Conversão de São Paulo Apóstolo, na conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
Na sua viagem da Judeia para a Galileia, Jesus passa através da Samaria. Não tem dificuldade em encontrar os samaritanos considerados hereges, cismáticos, separados dos judeus. A sua atitude diz-nos que o confronto com quem é diferente de nós pode fazer-nos crescer.
Jesus, cansado da viagem, não hesita em pedir de beber à mulher samaritana. Mas a sua sede estende-se muito para além da água física: é também sede de encontro, desejo de abrir diálogo com aquela mulher, oferecendo-lhe assim a possibilidade de um caminho de conversão interior. Jesus é paciente, respeita a pessoa que tem à sua frente, revela-Se-lhe progressivamente. O seu exemplo encoraja a procurar um confronto sereno com o outro. As pessoas, para se compreenderem e crescerem na caridade e na verdade, precisam de se deter, acolher e escutar. Desta forma, começa-se já a experimentar a unidade.
A mulher de Sicar interpela Jesus sobre o verdadeiro lugar da adoração a Deus. Jesus não toma partido em favor do monte nem do templo, mas vai ao essencial derrubando todo o muro de separação. Remete para a verdade da adoração: «Deus é espírito; por isso, os que O adoram devem adorá-Lo em espírito e verdade» (Jo 4, 24). É possível superar muitas controvérsias entre cristãos, herdadas do passado, pondo de lado qualquer atitude polémica ou apologética e procurando, juntos, individuar em profundidade aquilo que nos une, ou seja, a chamada a participar no mistério de amor do Pai, que nos foi revelado pelo Filho através do Espírito Santo. A unidade dos cristãos não será o fruto de sofisticadas discussões teóricas, onde cada um tenta convencer o outro da justeza das suas opiniões. Temos de reconhecer que, para se chegar à profundeza do mistério de Deus, precisamos uns dos outros, encontrando-nos e confrontando-nos sob a guia do Espírito Santo, que harmoniza as diversidades e supera os conflitos.
Pouco a pouco, a mulher samaritana compreende que Aquele que lhe pediu de beber é capaz de a saciar. Jesus apresenta-Se-lhe como a fonte donde jorra a água viva que mata a sua sede para sempre (cf. Jo 4, 13-14). A existência humana revela aspirações ilimitadas: busca de verdade, sede de amor, de justiça e de liberdade. Trata-se de desejos apenas parcialmente saciados, porque o homem, do fundo do seu próprio ser, é movido para um «mais», um absoluto capaz de satisfazer definitivamente a sua sede. A resposta a estas aspirações é dada por Deus em Jesus Cristo, no seu mistério pascal. Do lado trespassado de Jesus, jorraram sangue e água (cf. Jo 19, 34): Ele é a fonte donde brota a água do Espírito Santo, isto é, «o amor de Deus derramado nos nossos corações» (Rm 5, 5) no dia do Baptismo. Por acção do Espírito, tornamo-nos um só com Cristo, filhos no Filho, verdadeiros adoradores do Pai. Este mistério de amor é a razão mais profunda da unidade que liga todos os cristãos e que é muito maior do que as divisões ocorridas no decurso da história. Por este motivo, na medida em que nos aproximamos humildemente do Senhor Jesus Cristo, acontece também a aproximação entre nós.
O encontro com Jesus transforma a samaritana numa missionária. Tendo recebido um dom maior e mais importante do que a água do poço, a mulher deixa lá o seu cântaro (cf. Jo 4, 28) e corre a contar aos seus compatriotas que encontrou o Messias (cf. Jo 4, 29). O encontro com Ele restituiu-lhe o significado e a alegria de viver, e a mulher sente o desejo de comunicá-lo. Hoje, há uma multidão de homens e mulheres, cansados e sedentos, que nos pedem, a nós cristãos, para lhes dar de beber. É um pedido a que não nos podemos subtrair. Na chamada a ser evangelizadores, todas as Igrejas e Comunidades eclesiais encontram uma área essencial para uma colaboração mais estreita. Para se poder cumprir eficazmente esta tarefa, é preciso evitar de fechar-se em particularismos e exclusivismos e também de impor uniformidade segundo planos meramente humanos (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 131). O compromisso comum de anunciar o Evangelho permite superar qualquer forma de proselitismo e a tentação da competição. Estamos todos ao serviço do único e mesmo Evangelho!
E, neste momento de oração pela unidade, gostaria de recordar os nossos mártires hoje. Eles dão testemunho de Jesus Cristo e são perseguidos e mortos, porque são cristãos, sem fazer distinção, por parte dos perseguidores, da confissão à que pertencem. São cristãos e por isso são perseguidos. Este é, irmãos e irmãs, o ecumenismo do sangue.
Com esta jubilosa certeza, dirijo as minhas cordiais e fraternas saudações a Sua Eminência o Metropolita Gennadios, representante do Patriarcado Ecuménico, a Sua Graça David Moxon, representante pessoal em Roma do Arcebispo de Cantuária, e a todos os representantes das diversas Igrejas e Comunidades eclesiais aqui congregados na Festa da Conversão de São Paulo. Além disso, saúdo com grande prazer os membros da Comissão Mista para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas Orientais, aos quais desejo um frutuoso trabalho na sessão plenária que terá lugar em Roma nos próximos dias. Saúdo também os alunos do Ecumenical Institute of Bossey e os jovens que beneficiam de bolsas de estudo oferecidas pelo Comité de Colaboração Cultural com as Igrejas Ortodoxas, operativo no Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
Hoje estão presentes também religiosos e religiosas pertencentes a diferentes Igrejas e Comunidades eclesiais que, nestes dias, participaram num convénio ecuménico organizado pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, em colaboração com o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, por ocasião do Ano da vida consagrada. A vida religiosa, como profecia do mundo futuro, é chamada a dar testemunho, no nosso tempo, daquela comunhão em Cristo que ultrapassa toda a diferença e é feita de opções concretas de recepção e diálogo. Consequentemente, a busca da unidade dos cristãos não pode ser prerrogativa apenas de qualquer indivíduo ou comunidade religiosa particularmente sensível a tal problemática. O conhecimento recíproco das diferentes tradições de vida consagrada e um fecundo intercâmbio de experiências podem ser úteis para a vitalidade de toda a forma de vida religiosa nas diferentes Igrejas e Comunidades eclesiais.
Amados irmãos e irmãs, hoje nós, que estamos sedentos de paz e fraternidade, com coração confiante invocamos do Pai celeste, por meio de Jesus Cristo único Sacerdote e por intercessão da Virgem Maria, do Apóstolo Paulo e de todos os Santos, o dom da comunhão plena de todos os cristãos, a fim de que possa resplandecer «o sagrado mistério da unidade da Igreja» (Conc. Ecum. Vat. II, Decr. sobre o Ecumenismo Unitatis redintegratio, 2) como sinal e instrumento de reconciliação para o mundo inteiro.
(Rádio Vaticano)
Na sua viagem da Judeia para a Galileia, Jesus passa através da Samaria. Não tem dificuldade em encontrar os samaritanos considerados hereges, cismáticos, separados dos judeus. A sua atitude diz-nos que o confronto com quem é diferente de nós pode fazer-nos crescer.
Jesus, cansado da viagem, não hesita em pedir de beber à mulher samaritana. Mas a sua sede estende-se muito para além da água física: é também sede de encontro, desejo de abrir diálogo com aquela mulher, oferecendo-lhe assim a possibilidade de um caminho de conversão interior. Jesus é paciente, respeita a pessoa que tem à sua frente, revela-Se-lhe progressivamente. O seu exemplo encoraja a procurar um confronto sereno com o outro. As pessoas, para se compreenderem e crescerem na caridade e na verdade, precisam de se deter, acolher e escutar. Desta forma, começa-se já a experimentar a unidade.
A mulher de Sicar interpela Jesus sobre o verdadeiro lugar da adoração a Deus. Jesus não toma partido em favor do monte nem do templo, mas vai ao essencial derrubando todo o muro de separação. Remete para a verdade da adoração: «Deus é espírito; por isso, os que O adoram devem adorá-Lo em espírito e verdade» (Jo 4, 24). É possível superar muitas controvérsias entre cristãos, herdadas do passado, pondo de lado qualquer atitude polémica ou apologética e procurando, juntos, individuar em profundidade aquilo que nos une, ou seja, a chamada a participar no mistério de amor do Pai, que nos foi revelado pelo Filho através do Espírito Santo. A unidade dos cristãos não será o fruto de sofisticadas discussões teóricas, onde cada um tenta convencer o outro da justeza das suas opiniões. Temos de reconhecer que, para se chegar à profundeza do mistério de Deus, precisamos uns dos outros, encontrando-nos e confrontando-nos sob a guia do Espírito Santo, que harmoniza as diversidades e supera os conflitos.
Pouco a pouco, a mulher samaritana compreende que Aquele que lhe pediu de beber é capaz de a saciar. Jesus apresenta-Se-lhe como a fonte donde jorra a água viva que mata a sua sede para sempre (cf. Jo 4, 13-14). A existência humana revela aspirações ilimitadas: busca de verdade, sede de amor, de justiça e de liberdade. Trata-se de desejos apenas parcialmente saciados, porque o homem, do fundo do seu próprio ser, é movido para um «mais», um absoluto capaz de satisfazer definitivamente a sua sede. A resposta a estas aspirações é dada por Deus em Jesus Cristo, no seu mistério pascal. Do lado trespassado de Jesus, jorraram sangue e água (cf. Jo 19, 34): Ele é a fonte donde brota a água do Espírito Santo, isto é, «o amor de Deus derramado nos nossos corações» (Rm 5, 5) no dia do Baptismo. Por acção do Espírito, tornamo-nos um só com Cristo, filhos no Filho, verdadeiros adoradores do Pai. Este mistério de amor é a razão mais profunda da unidade que liga todos os cristãos e que é muito maior do que as divisões ocorridas no decurso da história. Por este motivo, na medida em que nos aproximamos humildemente do Senhor Jesus Cristo, acontece também a aproximação entre nós.
O encontro com Jesus transforma a samaritana numa missionária. Tendo recebido um dom maior e mais importante do que a água do poço, a mulher deixa lá o seu cântaro (cf. Jo 4, 28) e corre a contar aos seus compatriotas que encontrou o Messias (cf. Jo 4, 29). O encontro com Ele restituiu-lhe o significado e a alegria de viver, e a mulher sente o desejo de comunicá-lo. Hoje, há uma multidão de homens e mulheres, cansados e sedentos, que nos pedem, a nós cristãos, para lhes dar de beber. É um pedido a que não nos podemos subtrair. Na chamada a ser evangelizadores, todas as Igrejas e Comunidades eclesiais encontram uma área essencial para uma colaboração mais estreita. Para se poder cumprir eficazmente esta tarefa, é preciso evitar de fechar-se em particularismos e exclusivismos e também de impor uniformidade segundo planos meramente humanos (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 131). O compromisso comum de anunciar o Evangelho permite superar qualquer forma de proselitismo e a tentação da competição. Estamos todos ao serviço do único e mesmo Evangelho!
E, neste momento de oração pela unidade, gostaria de recordar os nossos mártires hoje. Eles dão testemunho de Jesus Cristo e são perseguidos e mortos, porque são cristãos, sem fazer distinção, por parte dos perseguidores, da confissão à que pertencem. São cristãos e por isso são perseguidos. Este é, irmãos e irmãs, o ecumenismo do sangue.
Com esta jubilosa certeza, dirijo as minhas cordiais e fraternas saudações a Sua Eminência o Metropolita Gennadios, representante do Patriarcado Ecuménico, a Sua Graça David Moxon, representante pessoal em Roma do Arcebispo de Cantuária, e a todos os representantes das diversas Igrejas e Comunidades eclesiais aqui congregados na Festa da Conversão de São Paulo. Além disso, saúdo com grande prazer os membros da Comissão Mista para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas Orientais, aos quais desejo um frutuoso trabalho na sessão plenária que terá lugar em Roma nos próximos dias. Saúdo também os alunos do Ecumenical Institute of Bossey e os jovens que beneficiam de bolsas de estudo oferecidas pelo Comité de Colaboração Cultural com as Igrejas Ortodoxas, operativo no Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
Hoje estão presentes também religiosos e religiosas pertencentes a diferentes Igrejas e Comunidades eclesiais que, nestes dias, participaram num convénio ecuménico organizado pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, em colaboração com o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, por ocasião do Ano da vida consagrada. A vida religiosa, como profecia do mundo futuro, é chamada a dar testemunho, no nosso tempo, daquela comunhão em Cristo que ultrapassa toda a diferença e é feita de opções concretas de recepção e diálogo. Consequentemente, a busca da unidade dos cristãos não pode ser prerrogativa apenas de qualquer indivíduo ou comunidade religiosa particularmente sensível a tal problemática. O conhecimento recíproco das diferentes tradições de vida consagrada e um fecundo intercâmbio de experiências podem ser úteis para a vitalidade de toda a forma de vida religiosa nas diferentes Igrejas e Comunidades eclesiais.
Amados irmãos e irmãs, hoje nós, que estamos sedentos de paz e fraternidade, com coração confiante invocamos do Pai celeste, por meio de Jesus Cristo único Sacerdote e por intercessão da Virgem Maria, do Apóstolo Paulo e de todos os Santos, o dom da comunhão plena de todos os cristãos, a fim de que possa resplandecer «o sagrado mistério da unidade da Igreja» (Conc. Ecum. Vat. II, Decr. sobre o Ecumenismo Unitatis redintegratio, 2) como sinal e instrumento de reconciliação para o mundo inteiro.
(Rádio Vaticano)
domingo, 25 de janeiro de 2015
Papa autoriza publicação de 11 decretos de novos Beatos
O Papa Francisco recebeu nesta quinta-feira, 22 de janeiro, o cardeal Angelo Amato S.D.B, prefeito da Congregação para Causa dos Santos e autorizou a publicação dos 11 decretos que publicamos a seguir:
- Milagre atribuído à intercessão da venerável Serva de Deus Maria Teresa Casini, Fundadora da Congregação das Irmãs Oblatas do Sagrado Coração de Jesus, que nasceu em Frascati (Itália) em 27 de outubro de 1864 e faleceu em Grottaferrata (Itália) dia 3 de abril de 1937;
- Martírio da Serva de Deus Iirmã Fidelia (Dolores Oller Angelats) e duas companheiras religiosas do Instituto das Irmãs de São José de Girona, mortas por ódio à fé entre 26 e 29 de agosto de 1936, durante a guerra civil espanhola;
- Martírio de Padre Pio Heredia e 17 companheiros e companheiras das Ordens dos Cistercienses da Estreita Observância (Trapistas) e de São Bernardo, mortos por ódio à fé, em 1936, durante a guerra civil espanhola;
- Martírio do leigo Tshimangadzo Samuele Benedetto Daswa (Bakali), morto por ódio à fé na África do Sul em 2 de outubro de 1990;
- Virtudes heroicas do Servo de Deus Padre Ladislao Bukowiński, sacerdote diocesano, nascido em Berdyczów (Ucrânia) dia22 de dezembro de 1904 e falecido em Karaganda (Casaquistão) dia 3 de dezembro de 1974;
- Virtudes heroicas do Padre Luigi Schwartz, sacerdote diocesano, fundador das Congregações das Irmãs de Maria e dos Irmãos de Cristo, nascido em Washington (Estados Unidos) dia 18 de setembro de 1930 e falecido em Manila (Filipinas) dia 16 de março de 1992;
- Virtudes heroicas da Serva de Deus Cointa Jáuregui Osés, monja, professora da Sociedade de Maria Nossa Senhora, nascida dia 8 de fevereiro em Falces (Espanha) e falecida dia 17 de janeiro de 1954 em San Sebástian (Espanha);
- Virtudes heroicas da leiga italiana Teresa Gardi, da Ordem Terceira de São Francisco, nascida dia 22 de outubro de 1769 em Imola (Itália) e falecida dia 1 de janeiro de 1837;
- Virtudes heroicas do leigo espanhol e fundador da Adoração Noturna na Espanha, Luigi Trelles y Noguerol, nascido dia 20 de agosto de 1819 em Viveiro (Espanha) e falecido dia 01 de julho de 1891 em Zamora (Espanha);
- Virtudes heroicas da leiga japonesa Elisabetta Maria Satoko Kitahara, nascida em Tokyo (Japão) dia 22 de agosto e falecida dia 23 de janeiro de 1958;
- Virtudes heroicas da leiga boliviana Virginia Blanco Tardío, nascida em Cochabamba (Bolívia) dia 18 de abril de 1916 e falecida dia 23 de julho de 1990.
Fonte: Zenit.
- Martírio da Serva de Deus Iirmã Fidelia (Dolores Oller Angelats) e duas companheiras religiosas do Instituto das Irmãs de São José de Girona, mortas por ódio à fé entre 26 e 29 de agosto de 1936, durante a guerra civil espanhola;
- Martírio de Padre Pio Heredia e 17 companheiros e companheiras das Ordens dos Cistercienses da Estreita Observância (Trapistas) e de São Bernardo, mortos por ódio à fé, em 1936, durante a guerra civil espanhola;
- Martírio do leigo Tshimangadzo Samuele Benedetto Daswa (Bakali), morto por ódio à fé na África do Sul em 2 de outubro de 1990;
- Virtudes heroicas do Servo de Deus Padre Ladislao Bukowiński, sacerdote diocesano, nascido em Berdyczów (Ucrânia) dia22 de dezembro de 1904 e falecido em Karaganda (Casaquistão) dia 3 de dezembro de 1974;
- Virtudes heroicas do Padre Luigi Schwartz, sacerdote diocesano, fundador das Congregações das Irmãs de Maria e dos Irmãos de Cristo, nascido em Washington (Estados Unidos) dia 18 de setembro de 1930 e falecido em Manila (Filipinas) dia 16 de março de 1992;
- Virtudes heroicas da Serva de Deus Cointa Jáuregui Osés, monja, professora da Sociedade de Maria Nossa Senhora, nascida dia 8 de fevereiro em Falces (Espanha) e falecida dia 17 de janeiro de 1954 em San Sebástian (Espanha);
- Virtudes heroicas da leiga italiana Teresa Gardi, da Ordem Terceira de São Francisco, nascida dia 22 de outubro de 1769 em Imola (Itália) e falecida dia 1 de janeiro de 1837;
- Virtudes heroicas do leigo espanhol e fundador da Adoração Noturna na Espanha, Luigi Trelles y Noguerol, nascido dia 20 de agosto de 1819 em Viveiro (Espanha) e falecido dia 01 de julho de 1891 em Zamora (Espanha);
- Virtudes heroicas da leiga japonesa Elisabetta Maria Satoko Kitahara, nascida em Tokyo (Japão) dia 22 de agosto e falecida dia 23 de janeiro de 1958;
- Virtudes heroicas da leiga boliviana Virginia Blanco Tardío, nascida em Cochabamba (Bolívia) dia 18 de abril de 1916 e falecida dia 23 de julho de 1990.
Fonte: Zenit.
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