segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Bispos dos Estados Unidos: gravidez não é doença

A Conferência Episcopal dos Estados Unidos manifestou recentemente seu protesto ao Departamento de Serviços de Saúde do país por incluir os serviços de contracepção e esterilização como uma medida de prevenção de doenças e afirmaram que "a gravidez não é uma doença".
O Departamento de Serviços de Saúde divulgou recentemente uma lista sobre os serviços preventivos que oferecem planos de saúde individuais e grupais que devem ser cobertos como estipula a Patient Protection and Affordable Care Act (Lei de proteção e acesso ao paciente).
Em uma carta, datada de 17 de setembro, tanto os bispos como o advogado geral, Anthony Picarillo, e o associado geral, Michael Moses,expressaram a "particular preocupação" pela proposta.
"Prevenir a gravidez não é prevenir uma doença - começa a carta. De fato, a contracepção e a esterilização apresentam seus próprios, únicos e sérios riscos para a saúde do paciente."
A carta indicou que estes "serviços" também são "moralmente problemáticos para muitas partes interessadas, incluídos os afiliados a serviços de saúde", assim como "as comunidades religiosas, os prestadores de serviços e as companhias asseguradoras".
"Do nosso ponto de vista - afirmam os bispos -, anticoncepcionais com receita, assim como esterilização química e cirúrgica, são serviços particularmente inapropriados dentro da inclusão do termo ‘serviços preventivos' para todos os planos de saúde."
Não é uma justificativa médica
Na carta, os bispos reconhecem que, "em várias épocas, a mulher pode ter sérias razões pessoais para querer evitar ou adiar uma gravidez".
No entanto, acrescentam, "estas razões pessoais não se transformam em uma condição temporal ou permanente de infertilidade, em um requisito prévio para a saúde".
A carta destacou que a contracepção "é quase sempre percebida como uma razão pessoal ou estilo de vida", o que "apresenta seus próprios riscos e os efeitos secundários".
Os bispos afirmam que não se pode chamar o aborto de "anticoncepção preventiva", porque "o aborto não é em si mesmo uma condição da doença, mas um procedimento à parte que se realiza somente pelo acordo entre uma mulher e um profissional de saúde".
Além disso, os prelados acrescentam que "os estudos mostraram que a porcentagem de gravidezes não desejadas que terminam em abortos é mais alta que a das gravidezes que ocorrem durante o uso de anticoncepcionais".
Por último, os bispos manifestaram sua preocupação pelo fato de que esta lei possa "constituir um fato sem precedentes que ameaça os direitos de consciência dos funcionários que praticarem suas crenças religiosas" e a outros que, por sua moral ou objeções religiosas, se negarem a praticar estes procedimentos.
Os prelados advertiram que, com este tipo de medidas, podem ser promovidas, com o eufemismo de que estão cuidando da saúde, "reformas que teriam uma promessa vazia".

Para ler o texto completo: www.usccb.org/ogc/preventive.pdf

Fonte: Zenit.

domingo, 26 de setembro de 2010

A força da fé - 7º Cerco de Jericó

Hoje às 19H00 na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e São Judas Tadeu, abertura do 7º Cerco de Jericó com o tema: A força da Fé.

Frei Silvio da Ordem dos Padres Carmelitas fará a abertura com a imposição do escapulário de Nossa Senhora.

Haverá escapulário à venda antes da celebração.

Venha celebrar conosco e fazer uma grande experiência de Deus.

sábado, 25 de setembro de 2010

VIGÉSIMO SEXTO DOMINGO COMUM

Lucas 16,19-31
“Mesmo que um dos mortos ressuscite, eles não ficarão convencidos”

Este último trecho do capítulo dezesseis continua os ensinamentos de Jesus sobre as riquezas, ou melhor, sobre a questão fundamental da partilha dos bens como necessidade absoluta para os seus discípulos. Aqui temos a famosa parábola do “Rico e Lázaro”, e também a reflexão sobre o destino dos irmãos do rico. Levanta a questão: “irão seguir o exemplo do irmão rico, ou atender o ensinamento tanto de Jesus como do Antigo Testamento sobre o cuidado dos necessitados, como Lázaro, e assim se tornarem “Filhos de Abraão”?

Os destinatários do Evangelho de Lucas eram as comunidades urbanas das cidades gregas do Império Romano. A imagem da parábola é típica da sociedade urbana - tanto a de então como a de hoje! De um lado, o rico que esbanja dinheiro e comida em banquetes e futilidades, e do outro lado o pobre miserável, faminto e doente. Ambos vivem lado ao lado, sem que o rico tome conhecimento da existência e dos sofrimentos do pobre! Quantos exemplos disso existem hoje - lado ao lado com a maior opulência, a mais desumana miséria, e entre as duas situações uma barreira de cegueira e indiferença?

É muito interessante - e importante para a nossa compreensão da parábola - que os vv. 22-26 não dizem que o rico foi para o inferno por que ele fazia algo moralmente repreensível; e nem que Lázaro foi para o céu porque ele era “santo”. Por isso, por tão inconveniente possa soar numa sociedade como a nossa, dá para entender que esse trecho condena o rico simplesmente por ser insensível, em uma sociedade de empobrecimento, e abençoa o pobre pelo simples fato de estar sofrendo a miséria em uma sociedade que esbanja os bens necessários para a vida. É interessante que no texto o rico não tem nome, mas o pobre sim – “Lázaro” que dizer em hebraico “auxiliado por Deus”. A riqueza torna-se pecado diante da situação desumana dos pobres, pois é a negação da partilha e da solidariedade! O rico foi condenado porque ele simplesmente se fechou diante do sofrimento alheio. Esse fechamento é a negação de todo o ensinamento do Antigo e do Novo Testamentos. O simples fato de existir lado ao lado o rico opulento e o Lázaro sofrido é a condenação de uma sociedade pecaminosa que permite esta situação anti-evangélica.

A segunda parte da história, versículos 27-31, continua com o diálogo entre o rico e Abraão, e mostra claramente que a sua indiferença diante do sofrimento de Lázaro não estava de acordo com o Antigo Testamento (vv. 29-31), e nem com Jesus (v 9). Enfatiza que nem manifestações milagrosas vão mudar o coração duro de quem não quer ouvir a Palavra de Deus: “E Abraão lhe disse: “Se eles não escutam a Moisés e os profetas, mesmo que um dos mortos ressuscite, eles não ficarão convencidos”. (v. 31)

Palavra tão atual! Pois não é por falta de conhecimento da Palavra de Deus que o mundo se acha na sua situação atual. Não é por desconhecimento do ensinamento de Jesus sobre a fraternidade e a solidariedade, que temos uma sociedade excludente hoje no Brasil! Não é por falta de celebrações litúrgicas e sacramentais que há tanto sofrimento nas nossas ruas e bairros! É simplesmente porque a sociedade opta por se organizar conforme critérios anti-evangélicos, e porque tantos cristão reduzem o cristianismo à uma série de leis e doutrinas - muitas vezes não ultrapassando muito uma simples lista de “boas maneiras”. Optamos por diluir as exigências do Evangelho para que possamos continuar com os “ricos” e os “Lázaros” de hoje, lado ao lado, sem que estes incomodem aqueles! Sabemos o que a Bíblia diz, conhecemos muito bem o ensinamento de Jesus - e continuamos na construção de uma sociedade injusta, fundamentada sobre a idolatria do lucro, com a consequência automática do sofrimento e exclusão.

O rico e Lázaro continuam morando hoje em nossas cidades. Jesus hoje nos desafia para que optemos para uma outra forma de sociedade, onde todos terão acesso aos bens necessários para uma vida digna. Se não queremos ouvir o que nos diz a Palavra de Deus, se nós queremos continuar surdos diante do grito dos excluídos, então o nosso destino será também aquele do rico da história.

“Tenho medo de não atender, de fingir que não escutei; tenho medo de ouvir teu chamado, virar doutro lado e fingir que não sei!”

Lucas não deixa que o leitor evite as questões gritantes da ligação entre fé e vida, entre religião e economia, como a Campanha da Fraternidade deste ano de 2010 – “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” - nos conscientizava!

Fonte: Tomas Hughes, SVD.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Aliança de Batistas do Brasil faz pronunciamento sobre Eleições 2010

Diante do diálogo aberto no meio batista, sobre as eleições 2010, no último dia 10 de setembro, a Aliança de Batistas do Brasil, publicamente, realizou um pronunciamento reafirmando seu compromisso histórico, em todo o mundo, com a liberdade de consciência em matéria de religião, política e cidadania. O documento assinado pela Pastora Odja Barros Santos, presidente da Aliança de Batistas do Brasil pode ser conferido, abaixo, na íntegra.

PRONUNCIAMENTO DA ALIANÇA DE BATISTAS DO BRASIL
ELEIÇÕES 2010
A Aliança de Batistas do Brasil vem por meio deste documento reafirmar o compromisso histórico dos batistas, em todo o mundo, com a liberdade de consciência em matéria de religião, política e cidadania. A paixão pela liberdade faz com que, como batistas, sejamos um povo marcado pela pluralidade teológica, eclesiológica e ideológica, sem prejuízo de nossa identidade. Dessa forma, ninguém pode se sentir autorizado a falar como "a voz batista", a menos que isso lhe seja facultado pelos meios burocráticos e democráticos de nossa engrenagem denominacional.
Em nome da liberdade e da pluralidade batistas, portanto, a Aliança de Batistas do Brasil torna pública sua repulsa a toda estratégia político-religiosa de "demonização do Partido dos Trabalhadores do Brasil" (doravante PT). Nesse sentido, a intenção do presente documento é deixar claro à sociedade brasileira duas coisas: (1) mostrar que tais discursos de demonização do PT não representam o que se poderia conceber como o pensamento dos batistas brasileiros, mas somente um posicionamento muito pontual e situado; (2) e tornar notório que, como batistas brasileiros, as idéias aqui defendidas são tão batistas quanto as que estão sendo relativizadas.
1. A Aliança de Batistas do Brasil é uma entidade ecumênica e dedicada, entre outras tarefas, ao diálogo constante com irmãos e irmãs de outras tradições cristãs e religiosas. Compreendemos que tal posicionamento não fere nossa identidade. Do contrário, reafirma-a enquanto membro do Corpo de Cristo, misteriosamente Uno e Diverso. Assim, consideramos vergonhoso que pastores e igrejas batistas histórica e tradicionalmente anticatólicos, além de serem caracterizados por práticas proselitistas frente a irmãos e irmãs de outras tradições religiosas de nosso país, professem no presente momento a participação em coalizões religiosas de composição profundamente suspeita do ponto de vista moral, cujos fins dizem respeito ao destino político do Brasil. Vigoraria aí o princípio apontado por Rubem Alves (1987, p. 27-28) de que "em tempos difíceis os inimigos fazem as pazes"? Com o exposto, desejamos fazer notória a separação entre os interesses ideológicos de tais coalizões e os valores radicados no Evangelho. Por não representarem a prática cotidiana de grande fração de pastores e igrejas batistas brasileiras, tais coalizões deixam claro sua intenção e seu fundo ideológico, porém, bem pouco evangélico. Logrado o êxito buscado, as igrejas e os pastores batistas comprometidos com as coalizões "antipetistas" dariam continuidade à prática ecumênica e ao diálogo fraterno com a Igreja Católica, assim como com as demais denominações evangélicas e tradições religiosas brasileiras? Ou logrado o êxito perseguido, tais igrejas e pastores retornariam à postura de gueto e proselitismo que lhes marcam histórica e tradicionalmente?
2. Como entidade preocupada e atuante em face da injustiça social que campeia em nosso país desde seu "descobrimento", a Aliança de Batistas do Brasil sente-se na obrigação de contradizer o discurso que atribui ao PT a emergente "legalização da iniqüidade". Consideramos muito estranho que discursos como esse tenham aparecido somente agora, 30 anos depois de posicionamentos silenciosos e marcados por uma profunda e vergonhosa omissão diante da opressão e da violência a liberdades civis, sobretudo durante a ditadura militar (1964-1985). Estranhamos ainda que tais discursos se irmanem com grupos e figuras do universo político-evangélico maculadas pelo dinheiro na cueca em Brasília, além da fatídica oração ao "Senhor" (Mamon?). Estranhamos ainda que tais discursos não denunciem a fome, o acúmulo de riqueza e de terras no Brasil (cf. Isaías 5,8), a pedofilia no meio católico e entre pastores protestantes, como iniquidades há tempos institucionalizadas entre nós. Estranhamos ainda que tais discursos somente agora notem a possibilidade da legalização da iniquidade nas instituições governamentais, e faça vistas grossas para a fatídica política neoliberal de FHC, além da compra do congresso para aprovar a reeleição. Estranhamos que tais discursos não considerem nossos códigos penal e tributário como iniqüidades institucionalizadas. Os exemplos de como a iniqüidade está radicalmente institucionalizada entre nós são tantos que seriam extenuantes. Certamente para quem se domesticou a ver nas injustiças sociais de nosso Brasil um fato "natural", ou mesmo como a "vontade de Deus", nada do mencionado antes parece ser iníquo. Infelizmente!
3. Como entidade identificada com o rigor da crítica e da autocrítica, desejamos expressar nosso descontentamento com a manipulação de imagens e de informações retalhadas, organizadas como apelo emocional e ideológico que mais falseia a realidade do que a apreende ou a esclarece. Textos, vídeos, e outros recursos de comunicação de massa, devem ser criteriosamente avaliados. Os discursos difamatórios tais como os que se dirigem agora contra o PT quase sempre se caracterizam por exemplos isolados recortados da realidade. Quase sempre, tais exemplos não são representativos da totalidade dos grupos e das ideologias envolvidas. Dito de forma simples: uma das armas prediletas da difamação é a manipulação, que se dá quase sempre pelo uso de falas e declarações retiradas do contexto maior de onde foram emitidas. Em lugar de estratégias como essas, que consideramos como atentados à ética e à inteligência das pessoas, gostaríamos de instigar aos pastores, igrejas, demais grupos eclesiásticos e civis, o debate franco e aberto, marcado pelo respeito e pela honestidade, mesmo que resultem em divergências de pensamento entre os participantes.
4. A Aliança de Batistas de Brasil é uma entidade identificada com a promoção e a defesa da vida para toda a sociedade humana e para o planeta. Mas consideramos também que é um perigo quando o discurso de defesa da vida toma carona em rancores de ordem política e ideológica. Consideramos, além disso, como uma conquista inegociável a laicidade de nosso estado. Por isso, desconfiamos de todo discurso e de todo projeto que visa (re)unir certas visões religiosas com as leis que regem nossa sociedade. A laicidade do estado, enquanto conquista histórica, deve permanecer como meio de evitar que certas influências religiosas usurpem o privilégio perante o estado, e promova assim a segregação de confissões religiosas diferentes. É mister recordar uma afirmação de um dos grandes referenciais teológicos entre os batistas brasileiros, atualmente esquecido: "Os batistas crêem na liberdade religiosa para si próprios. Mas eles crêem também na igualdade de todos os homens. Para eles, isso não é um direito; é uma paixão. Embora não tenhamos nenhuma simpatia pelo ateísmo, agnosticismo ou materialismo, nós defendemos a liberdade do ateu, do agnóstico e do materialista em suas convicções religiosas ou não-religiosas" (E. E. Mullins, citado por W. Shurden). Nossa posição está assentada na convicção de que o Evangelho, numa dada sociedade, não deve se garantir por meio das leis, mas por meio da influência da vida nova em Jesus Cristo. Não reza a maior parte das Histórias Eclesiásticas a convicção de que a derrota do Cristianismo consistiu justamente em seu irmanamento com o Império Romano? Impor a influência de nossa fé por meio das leis do estado não é afirmar a fraqueza e a insuficiência do Evangelho como "poder de Deus para a salvação de todo o que crê"? No mais, em regimes democráticos como o estado brasileiro, existem mecanismos de participação política e popular cuja finalidade é a construção de uma estrutura governamental cada vez mais participativa. Foi-se o tempo em que nossa participação política estava confinada à representatividade daqueles em quem votamos.
5. A Aliança de Batistas do Brasil se posiciona contra a demonização do PT, levando em consideração também que tal processo nega o legado histórico do Partido dos Trabalhadores na construção de um projeto político nascido nas bases populares e identificado com a inclusão e a justiça social. Os que afirmam o nascimento de um "império da iniquidade", com uma possível vitória do PT nas atuais eleições, "esquecem" o fundamental papel deste partido em projetos que trouxeram mais justiça para a nação brasileira, como, por exemplo: na reorganização dos movimentos trabalhistas, ainda no período da ditadura militar, visando torná-los independentes da tutela do estado; na implantação e fortalecimento do movimento agrário-ecológico dos seringueiros do Acre pela instalação de reservas extrativistas na Amazônia, dirigido, na década de 1980, por Chico Mendes; nas ações em favor da democracia, lutando contra a ditadura militar e utilizando, em sua própria organização, métodos democráticos, rompendo com o velho "peleguismo" e com a burocracia sindical dos tempos varguistas; nas propostas e lutas em favor da reforma agrária ao lado de movimentos de trabalhadores rurais, sobretudo o MST; no apoio às lutas pelos direitos das crianças, adolescentes, jovens, mulheres, homossexuais, negros e indígenas; e na elaboração de estratégias, posteriormente transformadas em programas, de combate à fome e à miséria. Atualmente, na reta final do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, vemos que muita coisa desse projeto político nascido nas bases populares foi aplicado. O governo Lula caminha para seu encerramento apresentando um histórico de significativas mudanças no Brasil: diminuição do índice de desemprego, ampliação dos investimentos e oportunidades para a agricultura familiar, aumento do salário mínimo, liquidação das dívidas com o FMI, fim do ciclo de privatização de empresas estatais, redução da pobreza e miséria, melhor distribuição de renda, maior acesso à alimentação e à educação, diminuição do trabalho escravo, redução da taxa de desmatamento etc. É verdade que ainda há muito a se avançar em várias áreas vitais do Brasil, mas não há como negar que o atual governo do PT na Presidência da República tem favorecido a garantia dos direitos humanos da população brasileira, o que, com certeza, não aconteceria num "império de iniquidade". Está ficando cada vez mais claro que os pregadores que anunciam dos seus púpitos o início de uma suposta amplitude do mal, numa continuidade do PT no Executivo Federal, são os que estão com saudade do Brasil ajoelhado diante do capital estrangeiro, produzindo e gerenciando miséria, matando trabalhadores rurais, favorecendo os latifundiários, tratando aposentados como vagabundos, humilhando os desempregados e propondo o fim da história.
Enfim, a Aliança de Batistas do Brasil vem a público levantar o seu protesto contra o processo apelatório e discriminador que nos últimos dias tem associado o Partido dos Trabalhadores às forças da iniquidade. Lamentamos, sobretudo, a participação de líderes e igrejas cristãs nesses discursos e atitudes, que lembram muito a preparação das fogueiras da inquisição.

Maceió, 10 de setembro de 2010.

Pastora Odja Barros Santos - Presidente

“Cristãos e muçulmanos devem colaborar na construção da Nigéria”

Em uma mensagem publicada com motivo dos 50 anos da independência nacional, os bispos da Nigéria denunciam a má situação do país e pedem aos fiéis de todas as religiões que colaborem para criar uma realidade justa e solidária.
Na mensagem – enviada à agência Fides – os bispos afirmam que, "enquanto Deus nos abençoou com recursos abundantes, estes não têm se tomado em benefício dos nigerianos".
“Nossos recursos são constantemente dissipados por meio de atos de injustiça, subornos e corrupção, com o resultado de que muitos de nossos conterrâneos são ignorantes e estão famintos, enfermos e indefesos. Nossos sistemas educativos e sanitários são ruins, nossas estradas e rodovias estão em colapso, o sistema elétrico também é ruim e o desemprego só aumenta.”
Neste contexto, os bispos nigerianos convocam o patriotismo como capacidade de unir todos os nigerianos pelo bem comum.
“Os cristãos e os muçulmanos devem colaborar juntos na construção da nação e assimilar os valores positivos de sua fé, como o amor, a compaixão, a justiça e a paz”, destacam.
“É responsabilidade constitucional do governo intervir nos Estados onde é impedido o direito de estabelecer lugares para culto religioso”, acrescentam.
Olhando para as eleições presidenciais do ano que vem, os prelados convidam os eleitores a superar as divisões étnicas, religiosas e de gênero, para que o voto seja verdadeiramente livre e democrático.

Fonte: Zenit.

Arcebispo espanhol: jejuar para preparar-se para visita do Papa

O arcebispo de Santiago de Compostela, Dom Julián Barrio, propôs jejuar no dia anterior à visita do Papa para preparar-se interiormente e, ao mesmo tempo, ajudar os mais necessitados.
Sua proposta aparece em uma carta pastoral que o prelado acaba de enviar às paróquias e casas religiosas da diocese, na qual convida todos os diocesanos a participarem da peregrinação de Bento XVI a Santiago de Compostela.
"Como preparação espiritual, convido-lhes a jejuar no dia 5 de novembro, oferecendo uma contribuição econômica à Cáritas diocesana para que, com o arrecadado, seja possível ajudar as pessoas mais necessitadas", indica a carta.
O arcebispo propõe também outras iniciativas espirituais e pastorais para preparar a viagem: formação nas catequeses e encontros pastorais, celebração semanal de um ato eucarístico na catedral, nas paróquias e casas religiosas de Santiago e a oração do terço pelos frutos espirituais e pastorais da peregrinação.
Dom Barrio também convida seus diocesanos a acompanhar Bento XVI no trajeto que fará no papamóvel, do aeroporto à Plaza del Obradoiro.
"A peregrinação do Papa é um gesto pelo qual temos de agradecer-lhe vivamente, acompanhando-o com nossa oração e com nossa presença", destaca.
A visita de Bento XVI constará de 3 atos públicos. Ele chegará no sábado, 6 de novembro, pela manhã, ao aeroporto de Lavacolla, informou o arcebispado.
Lá será recebido oficialmente por membros da Casa Real e autoridades eclesiásticas e civis, nacionais, autônomas e locais.
Após transladar-se no papamóvel do aeroporto até a cidade, entrará na catedral pela porta de Azabachería, como peregrino da fé e testemunha de Cristo Ressuscitado.
Terá a oportunidade de rezar na Capela da Comunhão, contemplar o Pórtico da Glória, rezar diante do túmulo do apóstolo Tiago, passar pela Porta Santa, abraçar o Apóstolo e dirigir umas palavras aos presentes.
Depois de comer e descansar no palácio arcebispal, presidirá uma Missa na praça da catedral.
E na última hora da tarde, ele se dirigirá a Lavacolla, onde participará da cerimônia de despedida com um número reduzido de autoridades e viajará até Barcelona.
Também o arcebispo de Barcelona, cardeal Lluís Martínez Sistach, pediu que se participe pessoalmente da dedicação do templo da Sagrada Família e se cumprimente o Papa pelas ruas e praças pelas quais ele passará.
Em uma exortação pastoral intitulada "Com o Papa começamos um novo curso", indica que "o Santo Padre deixará o Vaticano para vir visitar-nos" e "nós temos de acolhê-lo saindo da nossa casa, deixando nossos povoados e cidades".

Fonte: Zenit.

Espanha: conflito de educação chega à ONU

Os direitos dos pais espanhóis e o conflito ocasionado pela disciplina da Educação para a Cidadania (EpC) protagonizaram a 15° Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, celebrada nesta quarta-feira.
Grégor Puppinck, diretor da organização não-governamental European Center for Law and Justice, que tem caráter consultivo em várias instituições da ONU, manifestou que o conflito espanhol da EpC vulnera os direitos humanos internacionalmente reconhecidos.
Em sua intervenção, Puppinck recordou que mais de 50 mil pais se opuseram à EpC, uma disciplina obrigatória que estes pais consideram que “afeta os valores e a intimidade dos alunos e suas famílias”, segundo um comunicado de Profissionais para a Ética.
O diretor da ECLJ afirma “que esta matéria escolar entra em conflito com as convicções e a religião de diversos pais, o que deu lugar a 2.300 denúncias judiciais pedindo a exclusão da EpC, obtendo sentenças favoráveis na maioria dos casos”. Contudo, o Tribunal Supremo espanhol negou aos pais esse direito em fevereiro de 2009.
Puppinck concluiu sua exposição qualificando este fato de “grave problema de liberdade de consciência”, e pediu ao Conselho de Direitos Humanos que convide o Governo espanhol “a refletir sobre sua posição”.
O ECLJ, com sede em Estrasburgo, é uma das entidades que representa mais de 300 espanhóis em sua ação contra o Estado espanhol no do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, referente ao conflito de Educação para Cidadania.

Fonte: Zenit.