As Pontifícias Obras Missionárias (POM) da Bolívia apresentaram ontem o primeiro material realizado para a animação, a formação e a informação com vistas no CAM 5-COMLA 10 (Quinto Congresso Missionário Americano, Décimo Congresso Missionário Latino-americano) previsto para se realizar na Bolívia em 2018. Além de uma apresentação global do evento, são propostas algumas atividades para este ano e o próximo.
“Este material – explica Irmã Cilenia Rojas, Coordenadora geral das POM na Bolívia, informou a agência Fides – é um instrumento que leva a refletir sobre os principais textos bíblicos da missão: ‘sereis minhas testemunhas até os confins da terra’. Neste sentido, o CAM5-COMLA10 será chamado a alimentar e renovar a consciência missionária dos batizados no continente”.
Com efeito, o objetivo central do CAM5 é “reforçar a identidade e o engajamento missionário da nossa Igreja para responder com mais coragem, generosidade e eficácia aos desafios da Nova Evangelização”.
As POM da Bolívia estão vivendo um período de compromisso especial com a animação missionária desde que a Bolívia foi escolhida como sede do CAM5-COMLA10. A isto, soma-se a anunciada visita do Papa Francisco e o V Congresso Eucarístico Nacional Boliviano, em Tarija, de 1° a 5 de julho de 2015.
Fonte: Zenit.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Não se pode fazer ofertas à Igrejas e ser injusto com seus funcionários
Os cristãos, especialmente durante a Quaresma, são chamados a viver coerentemente o amor a Deus e o amor ao próximo, recordou o Santo Padre durante a homilia desta manhã em Santa Marta. Por outro lado, o Papa advertiu aqueles que mandam um cheque para a igreja, mas são injustos com seus funcionários.
O povo se lamenta diante do Senhor por não ouvir seus jejuns. Assim, o Papa comentou o trecho de Isaías, da primeira leitura de hoje, enfatizando a necessidade de distinguir entre "o formal e o real". Para o Senhor "não adianta jejuar, não comer carne" e depois "brigar ou explorar os trabalhadores". Por isso Jesus condenou os fariseus, porque eles faziam "muitas observações exteriores, mas sem a verdade do coração".
Portanto, o jejum que Jesus quer é o que desfaz as cadeias da injustiça, liberta os oprimidos, veste quem está nu, faz justiça. "Este é o verdadeiro jejum, o jejum não é apenas exterior, mas deve vir do coração", explicou o Papa.
Além disso, Francisco afirmou que "nas tábuas da lei há o preceito em relação a Deus, em relação ao próximo e os dois estão juntos”. Alguém pode dizer: “Mas, não, eu cumpro os três primeiros mandamentos... e os outros mais ou menos. Não, se não cumpre estes, não pode cumprir aqueles, e se cumpre este, deve cumprir aquele. Estão unidos: o amor a Deus e o amor ao próximo são uma unidade e se quiser fazer penitência, real e não formal, deve fazê-la diante de Deus e também com o seu irmão, com o próximo”.
E, como diz o apóstolo Tiago, você pode ter muita fé, mas se não realiza obras, é inútil. Por isso, o Papa advertiu que se alguém vai à missa todos os domingos e comunga, pode-se perguntar "como é a sua relação com seus funcionários? Os paga de maneira irregular? Dá a eles um salário justo? Paga também as taxas para a aposentaria? Para a assistência de saúde?”
A este respeito, o Santo Padre alertou sobre esses homens e mulheres de fé que dividem as tábuas da lei: “'Sim, sim, eu faço isso'. Mas você dá esmolas? Sim, sim, sempre mando um cheque para a Igreja. Mas na tua Igreja, na tua casa, com quem depende de você é generoso, é justo? Não se pode fazer ofertas à Igreja e pelas costas, ser injusto com seus funcionários. Este é um pecado gravíssimo, usar Deus para cobrir a injustiça ", alertou.
Além disso, Francisco disse em sua homilia que o caminho da Quaresma é duplo: a Deus e ao próximo, ou seja, é real, e não meramente formal. “Não somente deixar de comer carne na sexta-feira, fazer alguma coisa e depois, deixar aumentar o egoísmo, a exploração do próximo, a ignorância dos pobres”.
A este respeito, o Papa quis dar um exemplo: quando precisam se curar algumas pessoas vão ao hospital e, por ter um plano de saúde, conseguem rapidamente uma consulta. "É uma coisa boa, graças a Deus. Mas me diga, você já pensou naqueles que não têm esta facilidade e quando vão ao hospital devem esperar 6, 7, 8 horas para uma coisa urgente", questionou Bergoglio.
O Papa recordou que existem pessoas em Roma que vivem assim, e a Quaresma ajuda a pensar neles: "O que posso fazer pelas crianças, pelos idosos que não têm possibilidade de ter uma consulta com um médico? Que esperam horas e horas e depois têm que voltar uma semana depois?”.
Francisco questionou também se ainda existe no coração lugar para quem não cumpriu os mandamentos, "para aqueles que cometeram erros e estão na prisão". “Se você não está preso é porque o Senhor te ajudou a não cair”, advertiu o Pontífice.
Por fim, o Papa pediu ao Senhor para nos acompanhar em nosso caminho quaresmal, “para que a observância exterior corresponda a uma profunda renovação espiritual”.
Rádio Vaticano/Edição Zenit
O povo se lamenta diante do Senhor por não ouvir seus jejuns. Assim, o Papa comentou o trecho de Isaías, da primeira leitura de hoje, enfatizando a necessidade de distinguir entre "o formal e o real". Para o Senhor "não adianta jejuar, não comer carne" e depois "brigar ou explorar os trabalhadores". Por isso Jesus condenou os fariseus, porque eles faziam "muitas observações exteriores, mas sem a verdade do coração".
Portanto, o jejum que Jesus quer é o que desfaz as cadeias da injustiça, liberta os oprimidos, veste quem está nu, faz justiça. "Este é o verdadeiro jejum, o jejum não é apenas exterior, mas deve vir do coração", explicou o Papa.
Além disso, Francisco afirmou que "nas tábuas da lei há o preceito em relação a Deus, em relação ao próximo e os dois estão juntos”. Alguém pode dizer: “Mas, não, eu cumpro os três primeiros mandamentos... e os outros mais ou menos. Não, se não cumpre estes, não pode cumprir aqueles, e se cumpre este, deve cumprir aquele. Estão unidos: o amor a Deus e o amor ao próximo são uma unidade e se quiser fazer penitência, real e não formal, deve fazê-la diante de Deus e também com o seu irmão, com o próximo”.
E, como diz o apóstolo Tiago, você pode ter muita fé, mas se não realiza obras, é inútil. Por isso, o Papa advertiu que se alguém vai à missa todos os domingos e comunga, pode-se perguntar "como é a sua relação com seus funcionários? Os paga de maneira irregular? Dá a eles um salário justo? Paga também as taxas para a aposentaria? Para a assistência de saúde?”
A este respeito, o Santo Padre alertou sobre esses homens e mulheres de fé que dividem as tábuas da lei: “'Sim, sim, eu faço isso'. Mas você dá esmolas? Sim, sim, sempre mando um cheque para a Igreja. Mas na tua Igreja, na tua casa, com quem depende de você é generoso, é justo? Não se pode fazer ofertas à Igreja e pelas costas, ser injusto com seus funcionários. Este é um pecado gravíssimo, usar Deus para cobrir a injustiça ", alertou.
Além disso, Francisco disse em sua homilia que o caminho da Quaresma é duplo: a Deus e ao próximo, ou seja, é real, e não meramente formal. “Não somente deixar de comer carne na sexta-feira, fazer alguma coisa e depois, deixar aumentar o egoísmo, a exploração do próximo, a ignorância dos pobres”.
A este respeito, o Papa quis dar um exemplo: quando precisam se curar algumas pessoas vão ao hospital e, por ter um plano de saúde, conseguem rapidamente uma consulta. "É uma coisa boa, graças a Deus. Mas me diga, você já pensou naqueles que não têm esta facilidade e quando vão ao hospital devem esperar 6, 7, 8 horas para uma coisa urgente", questionou Bergoglio.
O Papa recordou que existem pessoas em Roma que vivem assim, e a Quaresma ajuda a pensar neles: "O que posso fazer pelas crianças, pelos idosos que não têm possibilidade de ter uma consulta com um médico? Que esperam horas e horas e depois têm que voltar uma semana depois?”.
Francisco questionou também se ainda existe no coração lugar para quem não cumpriu os mandamentos, "para aqueles que cometeram erros e estão na prisão". “Se você não está preso é porque o Senhor te ajudou a não cair”, advertiu o Pontífice.
Por fim, o Papa pediu ao Senhor para nos acompanhar em nosso caminho quaresmal, “para que a observância exterior corresponda a uma profunda renovação espiritual”.
Rádio Vaticano/Edição Zenit
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
A "legião" cristã que combate o Isis
O fenômeno dos "combatentes estrangeiros" assume um novo contorno. Os ocidentais que saem para o Oriente Médio não são apenas os aspirantes jihadistas, há aqueles que deixam casa e afetos para irem a terras distantes para combater ao lado dos curdos. E depois, fenômeno emergente, mas em expansão, há aqueles que se unem para defender a presença cristã da ferocidade do terrorismo islâmico.
Prova disso é a história de Brett, 28 anos, americano, que se juntou a uma milícia cristã assíria com o nome de Dwekh Nawsha que tem como seu reduto, a cidade de al-Qosh, no cimo das montanhas no norte do Iraque. Para este jovem, que falou sobre a sua escolha em um vídeo de Askanews, é um retorno ao Iraque, uma vez que ele tinha lutado no Exército dos EUA entre o 2006 e o 2007, durante a segunda Guerra do Golfo.
Experiência, que viveu no Exército dos EUA, que ele chama de "um recurso essencial", uma vez que pode agora passar aos que agora chama de “irmãos” o seu treinamento e tudo o que aprendeu “em condições muito duras e perigosas”.
Quando fala sobre as razões que o levaram a tomar uma decisão tão radical, Brett olha para seu antebraço esquerdo e fixa os olhos em Cristo coroado de espinhos que está tatuado ali. Depois disso, responde com mansidão aparente: "Não podia ficar sentado em casa, tranquilo, olhando para o que acontece aqui, as atrocidades, as crucifixões, os estupros, a escravidão sexual, as pessoas expulsas de casa. Tudo isso, para mim, era inaceitável”. Por isso decidiu dar a sua contribuição para conter o avanço do Isis, “retomar as cidades e permitir que essas pessoas voltem para as suas casas”.
Brett não partiu sozinho. Convidou cinco amigos para segui-lo nesta arriscada aventura, primeiro grupo daquela que, na sua mente, logo logo se tornará uma “legião estrangeira” cristã no Iraque e na Síria. Uma unidade composta por homens motivados somente e exclusivamente por razões ideais. Se, muitas vezes, estrangeiros engajados no Isis testemunham que o fizeram só por dinheiro, os amigos de Brett fazem questão de esclarecer que não são mercenários.
Diz Louis Park, ex-fuzileiro, vindo do Texas: “Não recebo qualquer salário, me dão de comer, me dão as armas, mas todo o equipamento que me serve, eu mesmo paguei”. E acrescenta: “Acredito nesta causa e estou pronto para qualquer sacrifício”. Da mesma forma também outro voluntário americano que se apresentou no Daily Mail com o nome de Park. “Se o meu Governo não os combate (os terroristas do Isis, ndr), eu o faço”, disse.
A cidade de al-Qosh nunca foi ocupada pela milícia do Isis, mas a população fugiu em agosto, quando os terroristas tomaram conta uma série de aldeias na área circundante. A sobrevivência de uma das mais antigas comunidades cristãs na região está, portanto, seriamente em perigo. Uma hipótese contra a qual o grupo de voluntários ocidentais lutará até a última gota de sangue, como demonstram as palavras de Brett: “Aqui estamos combatendo pela liberdade de um povo para viver em paz, para permitir que os sinos das Igrejas possam tocar”.
Até agora, nos Estados Unidos não existe nenhuma lei que proíba os próprios cidadãos de partir para o Oriente Médio e combater com o exército de um outro povo. Proibição que, pelo contrário, já na Austrália, onde o Governo quis, por um lado, frear a adesão a organizações terroristas, por outro lado, evitar que a eventual captura dos próprios cidadãos se transforme em uma arma de chantagem nas mãos do Isis.
Fonte: Zenit.
Prova disso é a história de Brett, 28 anos, americano, que se juntou a uma milícia cristã assíria com o nome de Dwekh Nawsha que tem como seu reduto, a cidade de al-Qosh, no cimo das montanhas no norte do Iraque. Para este jovem, que falou sobre a sua escolha em um vídeo de Askanews, é um retorno ao Iraque, uma vez que ele tinha lutado no Exército dos EUA entre o 2006 e o 2007, durante a segunda Guerra do Golfo.
Experiência, que viveu no Exército dos EUA, que ele chama de "um recurso essencial", uma vez que pode agora passar aos que agora chama de “irmãos” o seu treinamento e tudo o que aprendeu “em condições muito duras e perigosas”.
Quando fala sobre as razões que o levaram a tomar uma decisão tão radical, Brett olha para seu antebraço esquerdo e fixa os olhos em Cristo coroado de espinhos que está tatuado ali. Depois disso, responde com mansidão aparente: "Não podia ficar sentado em casa, tranquilo, olhando para o que acontece aqui, as atrocidades, as crucifixões, os estupros, a escravidão sexual, as pessoas expulsas de casa. Tudo isso, para mim, era inaceitável”. Por isso decidiu dar a sua contribuição para conter o avanço do Isis, “retomar as cidades e permitir que essas pessoas voltem para as suas casas”.
Brett não partiu sozinho. Convidou cinco amigos para segui-lo nesta arriscada aventura, primeiro grupo daquela que, na sua mente, logo logo se tornará uma “legião estrangeira” cristã no Iraque e na Síria. Uma unidade composta por homens motivados somente e exclusivamente por razões ideais. Se, muitas vezes, estrangeiros engajados no Isis testemunham que o fizeram só por dinheiro, os amigos de Brett fazem questão de esclarecer que não são mercenários.
Diz Louis Park, ex-fuzileiro, vindo do Texas: “Não recebo qualquer salário, me dão de comer, me dão as armas, mas todo o equipamento que me serve, eu mesmo paguei”. E acrescenta: “Acredito nesta causa e estou pronto para qualquer sacrifício”. Da mesma forma também outro voluntário americano que se apresentou no Daily Mail com o nome de Park. “Se o meu Governo não os combate (os terroristas do Isis, ndr), eu o faço”, disse.
A cidade de al-Qosh nunca foi ocupada pela milícia do Isis, mas a população fugiu em agosto, quando os terroristas tomaram conta uma série de aldeias na área circundante. A sobrevivência de uma das mais antigas comunidades cristãs na região está, portanto, seriamente em perigo. Uma hipótese contra a qual o grupo de voluntários ocidentais lutará até a última gota de sangue, como demonstram as palavras de Brett: “Aqui estamos combatendo pela liberdade de um povo para viver em paz, para permitir que os sinos das Igrejas possam tocar”.
Até agora, nos Estados Unidos não existe nenhuma lei que proíba os próprios cidadãos de partir para o Oriente Médio e combater com o exército de um outro povo. Proibição que, pelo contrário, já na Austrália, onde o Governo quis, por um lado, frear a adesão a organizações terroristas, por outro lado, evitar que a eventual captura dos próprios cidadãos se transforme em uma arma de chantagem nas mãos do Isis.
Fonte: Zenit.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Papa: peçamos o dom das lágrimas para uma oração autêntica e sem hipocrisia
Nos fará bem, no começo desta Quaresma, a todos, mas especialmente aos sacerdotes, o dom das lágrimas, para fazer a nossa oração e nosso caminho de conversão cada vez mais autêntico e sem hipocrisia. Nos fará bem perguntar-nos: eu choro?, o Papa chora?, os cardeais choram?, os bispos choram? Os consagrados choram?, o choro está nas nossas orações? Este foi o convite do santo padre Francisco durante a celebração eucarística da quarta-feira de cinzas. Também advertiu que "os hipócritas não sabem chorar, se esqueceram de como é chorar. Não pedem o dom das lágrimas".
Às 16h30, na Igreja de Santo Anselmo no Aventino, houve um momento de oração, seguido de uma procissão penitencial para a Basílica de Santa Sabiana. Na procissão participaram também cardeais, arcebispos, bispos, monges beneditinos de Santo Anselmo, os padres dominicanos de Santa Sabina e alguns fiéis. Após a procissão, em Santa Sabina, foi celebrada a missa.
Em sua homilia, o Papa recordou que hoje começa a Quaresma, “tempo em que procuramos ficar mais perto do Senhor Jesus Cristo, para compartilhar o mistério da sua Paixão e sua Ressurreição”.
Também destacou que a liturgia deste dia propõe a passagem do profeta Joel, enviado por Deus para chamar o povo à penitência e conversão, por uma calamidade que assola a Judéia. "Só o Senhor pode salvar do flagelo e é preciso suplicar-lhe com orações e jejuns, confessando o próprio pecado”, afirmou. O profeta fala de conversão interior, “voltem a mim com todo o coração”. Por isso, Francisco explicou que “voltar ao Senhor com todo o coração significa empreender um caminho de uma conversão não superficial e transitória, mas um itinerário espiritual que se refere ao lugar mais íntimo da nossa pessoa”. O coração – destacou – é a sede dos nossos sentimentos, o centro onde amadurecem as nossas escolhas, nossas atitudes. E esse “voltem a mim com todo o coração” não afeta somente os indivíduos, mas se estende a toda a comunidade, disse o Papa.
Referindo-se ao Evangelho de hoje, o Papa explicou que "Jesus relê as três obras de piedade prescritas pela lei de Moisés: a esmola, a oração e o jejum".
Aliás, o Papa recordou que ao longo do tempo estas disposições tinham sido arruinadas pelo formalismo exterior ou até mesmo se transformado em um sinal de superioridade social. E por isso Jesus enfatiza uma tentação comum a estas três obras, que podem ser resumidas na hipocrisia.
Assim, o Papa observou que, quando se realiza algo bom, quase instintivamente nasce em nós o desejo de ser estimados e admirados por esta boa ação. "Jesus nos convida a fazer estas obras sem ostentação, e a confiar simplesmente na recompensa do Pai que vê no segredo”, recordou.
Em seguida, o Santo Padre insistiu em que o Senhor “não se cansa de ter misericórdia de nós, e quer oferecer-nos mais uma vez o seu perdão, todos precisamos, convidando-nos a voltar para Ele com um coração novo, purificado do mal, purificado pelas lágrimas, para participar da sua alegria”.
Para saber como aceitar este convite, disse o Papa, São Paulo na segunda leitura de hoje faz uma sugestão: "Em nome de Cristo, lhe pedimos que se reconciliem com Deus”. Este esforço de conversão – acrescentou – não é somente uma obra humana.
Assim, o Papa disse que a reconciliação entre Deus e nós é possível graças à misericórdia do Pai que, por amor a nós, não hesitou em sacrificar o seu Filho. “Nele podemos converter-nos em justos, nele podemos mudar, se acolhemos a graça de Deus e não deixamos passar em vão o momento favorável”, disse.
Por outro lado, pediu que Maria Imaculada nos sustente no nosso combate espiritual contra o pecado, “nos acompanhe neste momento favorável, para que possamos chegar e cantar juntos a exultação da vitória na Páscoa da Ressurreição".
Finalmente, sobre o gesto da imposição das cinzas e a fórmula proferida pelo celebrante, o Bispo de Roma indicou que são um lembrete da verdade da existência humana: "somos criaturas limitadas, pecadores cada vez mais necessitados de penitência e conversão”.
Fonte: Zenit.
Às 16h30, na Igreja de Santo Anselmo no Aventino, houve um momento de oração, seguido de uma procissão penitencial para a Basílica de Santa Sabiana. Na procissão participaram também cardeais, arcebispos, bispos, monges beneditinos de Santo Anselmo, os padres dominicanos de Santa Sabina e alguns fiéis. Após a procissão, em Santa Sabina, foi celebrada a missa.
Em sua homilia, o Papa recordou que hoje começa a Quaresma, “tempo em que procuramos ficar mais perto do Senhor Jesus Cristo, para compartilhar o mistério da sua Paixão e sua Ressurreição”.
Também destacou que a liturgia deste dia propõe a passagem do profeta Joel, enviado por Deus para chamar o povo à penitência e conversão, por uma calamidade que assola a Judéia. "Só o Senhor pode salvar do flagelo e é preciso suplicar-lhe com orações e jejuns, confessando o próprio pecado”, afirmou. O profeta fala de conversão interior, “voltem a mim com todo o coração”. Por isso, Francisco explicou que “voltar ao Senhor com todo o coração significa empreender um caminho de uma conversão não superficial e transitória, mas um itinerário espiritual que se refere ao lugar mais íntimo da nossa pessoa”. O coração – destacou – é a sede dos nossos sentimentos, o centro onde amadurecem as nossas escolhas, nossas atitudes. E esse “voltem a mim com todo o coração” não afeta somente os indivíduos, mas se estende a toda a comunidade, disse o Papa.
Referindo-se ao Evangelho de hoje, o Papa explicou que "Jesus relê as três obras de piedade prescritas pela lei de Moisés: a esmola, a oração e o jejum".
Aliás, o Papa recordou que ao longo do tempo estas disposições tinham sido arruinadas pelo formalismo exterior ou até mesmo se transformado em um sinal de superioridade social. E por isso Jesus enfatiza uma tentação comum a estas três obras, que podem ser resumidas na hipocrisia.
Assim, o Papa observou que, quando se realiza algo bom, quase instintivamente nasce em nós o desejo de ser estimados e admirados por esta boa ação. "Jesus nos convida a fazer estas obras sem ostentação, e a confiar simplesmente na recompensa do Pai que vê no segredo”, recordou.
Em seguida, o Santo Padre insistiu em que o Senhor “não se cansa de ter misericórdia de nós, e quer oferecer-nos mais uma vez o seu perdão, todos precisamos, convidando-nos a voltar para Ele com um coração novo, purificado do mal, purificado pelas lágrimas, para participar da sua alegria”.
Para saber como aceitar este convite, disse o Papa, São Paulo na segunda leitura de hoje faz uma sugestão: "Em nome de Cristo, lhe pedimos que se reconciliem com Deus”. Este esforço de conversão – acrescentou – não é somente uma obra humana.
Assim, o Papa disse que a reconciliação entre Deus e nós é possível graças à misericórdia do Pai que, por amor a nós, não hesitou em sacrificar o seu Filho. “Nele podemos converter-nos em justos, nele podemos mudar, se acolhemos a graça de Deus e não deixamos passar em vão o momento favorável”, disse.
Por outro lado, pediu que Maria Imaculada nos sustente no nosso combate espiritual contra o pecado, “nos acompanhe neste momento favorável, para que possamos chegar e cantar juntos a exultação da vitória na Páscoa da Ressurreição".
Finalmente, sobre o gesto da imposição das cinzas e a fórmula proferida pelo celebrante, o Bispo de Roma indicou que são um lembrete da verdade da existência humana: "somos criaturas limitadas, pecadores cada vez mais necessitados de penitência e conversão”.
Fonte: Zenit.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Síria: os cristãos querem ficar
"Felizmente, as batalhas pararam por agora. Houve lutas ferozes em Nebek durante todo o Advento. Ninguém pôde fugir. As pessoas ficaram bloqueadas. A paz foi finalmente restaurada na semana antes do Natal, mas nunca se sabe".
A irmã Houda Fadoul parece aliviada. A freira siro-católica preside uma congregação de religiosas perto de Nebek, cidade com cerca de 50.000 habitantes ao nordeste de Damasco, já nas bordas do deserto. O rebanho local é composto por apenas 120 famílias, numa população católica total de 500, que conta com duas paróquias, uma siro-católica e a outra melquita.
O inverno está na metade. A cidade, que permaneceu sob o controle do governo desde a eclosão da guerra civil na Síria em 2011, está desfrutando de certa calmaria nos confrontos entre o governo e os extremistas islâmicos. No entanto, a ameaça de novos combates é sempre iminente. Diz a irmã Fadoul: "Os jihadistas não estão longe. Nós, cristãos, estamos com medo deles. Mas os muçulmanos de Nebek também estão. Afinal, os jihadistas também matam muçulmanos. Ninguém os quer aqui. Em Nebek, os cristãos e os muçulmanos são como uma família".
Cerca de 90 casas de cristãos foram destruídas ou danificadas nas batalhas do ano passado. "Os jihadistas pensaram que o governo os deixaria atacar o bairro cristão. Mas não foi o caso. Houve uma luta feroz aqui. Só que o bairro cristão está desprotegido, em uma colina. Por isso, as casas dos cristãos foram as mais afetadas. O povo ficou escondido durante semanas em porões".
A prioridade da irmã Fadoul é fazer algo para aliviar a falta de habitação. "Muitas famílias não têm onde ficar ou têm lugares que estão inabitáveis. Temos que ajudar essas pessoas. Os cristãos de Nebek não querem sair. Eles querem ficar em casa. Mas as casas precisam ser reconstruídas". Algumas só estão com vidraças quebradas e sem energia elétrica. Outras foram destruídas por completo. "As pessoas estão vivendo em habitações de emergência. Elas perderam tudo e precisam urgentemente de colchões, fogões a gás, cobertores e uma série de artigos para o lar".
A vida em Nebek já não era fácil nem mesmo antes dos recentes confrontos. "Nós ficamos muitas vezes sem eletricidade. As pessoas se sentam no escuro. Falta combustível para o aquecimento. Não há nem madeira. E no inverno faz bastante frio, as pessoas sofrem". Além disso, o preço dos alimentos, quando disponíveis, subiu demais; os cuidados médicos são escassos e faltam remédios.
"E nada disso é pior do que a falta de trabalho. Muitas fábricas fecharam ou foram destruídas. Os jovens estão desempregados. Nós temos que cuidar deles", disse a irmã, que também se empenha em conseguir matérias-primas para as pequenas empresas locais. "Estou pensando nos carpinteiros, por exemplo. Nós poderíamos fornecer madeira para eles. E também ajudar as pequenas lojas que vendem baterias e lampiões, conseguindo mercadorias".
Apesar de todas as dificuldades, a irmã Houda destaca que a fé das pessoas não se abalou. "Os cristãos daqui são muito corajosos. Eles celebraram uma grande missa de ação de graças depois das batalhas mais recentes. As casas destruídas são só uma coisa, eles não consideram isso tão importante. O importante é o fato de que eles ainda estão vivos, e foi por isso que eles agradeceram a Deus. Nós temos que ajudar as pessoas a recuperar a esperança e a fé no futuro na Síria. Se não, vamos perdê-las".
Fonte: Zenit.
A irmã Houda Fadoul parece aliviada. A freira siro-católica preside uma congregação de religiosas perto de Nebek, cidade com cerca de 50.000 habitantes ao nordeste de Damasco, já nas bordas do deserto. O rebanho local é composto por apenas 120 famílias, numa população católica total de 500, que conta com duas paróquias, uma siro-católica e a outra melquita.
O inverno está na metade. A cidade, que permaneceu sob o controle do governo desde a eclosão da guerra civil na Síria em 2011, está desfrutando de certa calmaria nos confrontos entre o governo e os extremistas islâmicos. No entanto, a ameaça de novos combates é sempre iminente. Diz a irmã Fadoul: "Os jihadistas não estão longe. Nós, cristãos, estamos com medo deles. Mas os muçulmanos de Nebek também estão. Afinal, os jihadistas também matam muçulmanos. Ninguém os quer aqui. Em Nebek, os cristãos e os muçulmanos são como uma família".
Cerca de 90 casas de cristãos foram destruídas ou danificadas nas batalhas do ano passado. "Os jihadistas pensaram que o governo os deixaria atacar o bairro cristão. Mas não foi o caso. Houve uma luta feroz aqui. Só que o bairro cristão está desprotegido, em uma colina. Por isso, as casas dos cristãos foram as mais afetadas. O povo ficou escondido durante semanas em porões".
A prioridade da irmã Fadoul é fazer algo para aliviar a falta de habitação. "Muitas famílias não têm onde ficar ou têm lugares que estão inabitáveis. Temos que ajudar essas pessoas. Os cristãos de Nebek não querem sair. Eles querem ficar em casa. Mas as casas precisam ser reconstruídas". Algumas só estão com vidraças quebradas e sem energia elétrica. Outras foram destruídas por completo. "As pessoas estão vivendo em habitações de emergência. Elas perderam tudo e precisam urgentemente de colchões, fogões a gás, cobertores e uma série de artigos para o lar".
A vida em Nebek já não era fácil nem mesmo antes dos recentes confrontos. "Nós ficamos muitas vezes sem eletricidade. As pessoas se sentam no escuro. Falta combustível para o aquecimento. Não há nem madeira. E no inverno faz bastante frio, as pessoas sofrem". Além disso, o preço dos alimentos, quando disponíveis, subiu demais; os cuidados médicos são escassos e faltam remédios.
"E nada disso é pior do que a falta de trabalho. Muitas fábricas fecharam ou foram destruídas. Os jovens estão desempregados. Nós temos que cuidar deles", disse a irmã, que também se empenha em conseguir matérias-primas para as pequenas empresas locais. "Estou pensando nos carpinteiros, por exemplo. Nós poderíamos fornecer madeira para eles. E também ajudar as pequenas lojas que vendem baterias e lampiões, conseguindo mercadorias".
Apesar de todas as dificuldades, a irmã Houda destaca que a fé das pessoas não se abalou. "Os cristãos daqui são muito corajosos. Eles celebraram uma grande missa de ação de graças depois das batalhas mais recentes. As casas destruídas são só uma coisa, eles não consideram isso tão importante. O importante é o fato de que eles ainda estão vivos, e foi por isso que eles agradeceram a Deus. Nós temos que ajudar as pessoas a recuperar a esperança e a fé no futuro na Síria. Se não, vamos perdê-las".
Fonte: Zenit.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Califado decapita 21 coptos. Dura condenação do Al Azhar
Militantes islâmicos do autoproclamado Califado Islâmico (Isis por sua sigla em Inglês) publicaram neste domingo um vídeo onde mostram 21 trabalhadores cristãos coptos egípcios sequestrados na cidade líbia de Sirte em dezembro e janeiro, quando são levados para serem decapitados.
Na Líbia, as milícias do Califado pegaram parte do território e ameaçam chegar a Trípoli, a tal ponto que a Itália anunciou neste Domingo fechar a sua sede diplomática devido à deterioração da situação.
Egito declarou sete dias de luto pelo assassinato dos coptos, religião que professa cerca de 10% da população do Iraque. Al Azhar, a instituição mais prestigiosa do Islã sunita, com sede no Cairo, descreveu o crime de "barbárie". As vítimas estavam trabalhando na Líbia e foram sequestradas em dois turnos, há algumas semanas.
O Patriarca de Alexandria dos Coptos católicos, Ibrahim Isaac Sidrak, ao tomar conhecimento da massacre, “enviou suas condolências a todas as famílias dos mártires que deram suas vidas por sua fé, e ao mesmo tempo agradeceu o Presidente Al Sisi e todas as instituições do governo egípcio pela rápida resposta a este ato terrorista”.
A resposta do Cairo foi rápida e aviões de guerra lançaram ataques contra alvos sensíveis do Califado. As Forças Armadas do Egito indicaram em um comunicado: "A vingança por causa do sangue dos egípcios é um direito absoluto e será aplicada". O país árabe também declarou sete dias de luto pela morte dos cristãos coptos, religião professada por um dez por cento da população.
Por sua parte, Al Azhar, universidade do Islã sunita baseada no Cairo, chamou o crime de crime ‘bárbaro’. As vítimas estavam trabalhando na Líbia e foram sequestradas em dois turnos, há algumas semanas.
Por outro lado, em declaração feita à Agência Fides por seus colaboradores, o Primaz da Igreja Católica Copta pediu para que se veja a trágica morte desses irmãos coptas ortodoxos com um olhar iluminado pela fé, enquanto que considera como algo importante que em todo o país, diante da sangrenta barbárie dos jihadistas, aconteça uma onde de reação humanitária.
"Este trágico episódio – diz o padre Hani Bakhoum Kiroulos, secretário do Patriarcado copto católico – está unindo todo o país, cristãos e muçulmanos. Se o objetivo era dividir-nos, o projeto fracassou. A dura condenação da Universidade de Al Azhar (máximo centro teológico do Islã sunita) foi imediata e inapelável. Bem como a operação militar da aviação egípcia contra as bases do Estado Islâmico na Líbia mostra que para o governo os cidadãos egípcios são todos iguais, e que o Egito se sente atacado como nação pelo delírio desses terroristas sedentos de sangue”.
Fonte: Zenit.
Na Líbia, as milícias do Califado pegaram parte do território e ameaçam chegar a Trípoli, a tal ponto que a Itália anunciou neste Domingo fechar a sua sede diplomática devido à deterioração da situação.
Egito declarou sete dias de luto pelo assassinato dos coptos, religião que professa cerca de 10% da população do Iraque. Al Azhar, a instituição mais prestigiosa do Islã sunita, com sede no Cairo, descreveu o crime de "barbárie". As vítimas estavam trabalhando na Líbia e foram sequestradas em dois turnos, há algumas semanas.
O Patriarca de Alexandria dos Coptos católicos, Ibrahim Isaac Sidrak, ao tomar conhecimento da massacre, “enviou suas condolências a todas as famílias dos mártires que deram suas vidas por sua fé, e ao mesmo tempo agradeceu o Presidente Al Sisi e todas as instituições do governo egípcio pela rápida resposta a este ato terrorista”.
A resposta do Cairo foi rápida e aviões de guerra lançaram ataques contra alvos sensíveis do Califado. As Forças Armadas do Egito indicaram em um comunicado: "A vingança por causa do sangue dos egípcios é um direito absoluto e será aplicada". O país árabe também declarou sete dias de luto pela morte dos cristãos coptos, religião professada por um dez por cento da população.
Por sua parte, Al Azhar, universidade do Islã sunita baseada no Cairo, chamou o crime de crime ‘bárbaro’. As vítimas estavam trabalhando na Líbia e foram sequestradas em dois turnos, há algumas semanas.
Por outro lado, em declaração feita à Agência Fides por seus colaboradores, o Primaz da Igreja Católica Copta pediu para que se veja a trágica morte desses irmãos coptas ortodoxos com um olhar iluminado pela fé, enquanto que considera como algo importante que em todo o país, diante da sangrenta barbárie dos jihadistas, aconteça uma onde de reação humanitária.
"Este trágico episódio – diz o padre Hani Bakhoum Kiroulos, secretário do Patriarcado copto católico – está unindo todo o país, cristãos e muçulmanos. Se o objetivo era dividir-nos, o projeto fracassou. A dura condenação da Universidade de Al Azhar (máximo centro teológico do Islã sunita) foi imediata e inapelável. Bem como a operação militar da aviação egípcia contra as bases do Estado Islâmico na Líbia mostra que para o governo os cidadãos egípcios são todos iguais, e que o Egito se sente atacado como nação pelo delírio desses terroristas sedentos de sangue”.
Fonte: Zenit.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Francisco no Angelus: "Jesus se expõe diretamente ao contágio do nosso mal"
Queridos irmãos e irmãs,
Neste domingo, o evangelista Marcos nos fala da ação de Jesus contra toda espécie de mal, para o benefício daqueles que sofrem no corpo e no espírito: possuídos, doentes, pecadores ... Ele se apresenta como aquele que luta e vence o mal onde quer que o encontre. No Evangelho de hoje (cf. Mc 1,40-45) esta sua luta enfrenta um caso emblemático, pois o enfermo é um leproso. A lepra é uma doença contagiosa e impiedosa, que desfigura a pessoa, e que era símbolo de impureza: o leproso tinha que ficar fora das cidades e anunciar a sua presença aos transeuntes. Era marginalizado pela comunidade civil e religiosa. Era como um morto-vivo.
O episódio da cura do leproso acontece em três passos curtos: a invocação do enfermo, a resposta de Jesus, as consequências de cura milagrosa. O leproso suplica para Jesus “de joelhos” e lhe diz: “Se quiser, você pode me purificar” (v. 40). A esta oração humilde e confiante, Jesus responde com uma atitude profunda da sua alma: a compaixão, que significa" sofrer- com- o outro". O coração de Cristo manifesta a compaixão paterna de Deus por aquele homem, aproximando-se dele e tocando-o. Este particular é muito importante. Jesus “estendeu a mão e tocou-o ... e imediatamente desapareceu dele a lepra e foi purificado" (V.41). A misericórdia de Deus supera todas as barreiras e a mão de Jesus toca o leproso. Ele não se coloca a uma distância segura e não age delegando a outro, mas se expõe diretamente ao contágio do nosso mal; e assim, o nosso mal se torna o lugar do contato: Ele, Jesus, pega a nossa humanidade enferma e nós pegamos Dele a sua humanidade saudável e que cura. Isso acontece cada vez que recebemos com fé um sacramento: o Senhor Jesus nos “toca” e nos presenteia a sua graça. Neste caso pensamos especialmente no Sacramento da Reconciliação, que nos cura da lepra do pecado.
Mais uma vez, o Evangelho nos mostra o que Deus faz com o nosso mal: não vem a “dar-nos uma lição” sobre a dor; não vem, nem sequer, a eliminar do mundo o sofrimento e a morte; vem, antes, tomar sobre si o peso da nossa condição humana, leva-la até as últimas consequências, para livrar-nos de forma radical e definitiva. Assim Cristo combate o mal e os sofrimentos do mundo: tomando sobre si e vencendo-os com a força da misericórdia de Deus.
O Evangelho da cura do leproso nos diz hoje que, se quisermos ser verdadeiros discípulos de Jesus, somos chamados a nos tornarmos, unidos a Ele, instrumentos do seu amor misericordioso, superando todo tipo de marginalização. Para ser “imitadores de Cristo” (cf. 1 Cor 11,1) diante de um pobre ou um enfermo, não devemos ter medo de olhá-lo nos olhos e de aproximar-nos com ternura e compaixão. Se o mal é contagioso, o bem também é. Portanto, é preciso que abunde em nós, sempre mais, o bem. Deixemo-nos contagiar pelo bem e contagiemos o bem!
Fonte: Zenit.
Neste domingo, o evangelista Marcos nos fala da ação de Jesus contra toda espécie de mal, para o benefício daqueles que sofrem no corpo e no espírito: possuídos, doentes, pecadores ... Ele se apresenta como aquele que luta e vence o mal onde quer que o encontre. No Evangelho de hoje (cf. Mc 1,40-45) esta sua luta enfrenta um caso emblemático, pois o enfermo é um leproso. A lepra é uma doença contagiosa e impiedosa, que desfigura a pessoa, e que era símbolo de impureza: o leproso tinha que ficar fora das cidades e anunciar a sua presença aos transeuntes. Era marginalizado pela comunidade civil e religiosa. Era como um morto-vivo.
O episódio da cura do leproso acontece em três passos curtos: a invocação do enfermo, a resposta de Jesus, as consequências de cura milagrosa. O leproso suplica para Jesus “de joelhos” e lhe diz: “Se quiser, você pode me purificar” (v. 40). A esta oração humilde e confiante, Jesus responde com uma atitude profunda da sua alma: a compaixão, que significa" sofrer- com- o outro". O coração de Cristo manifesta a compaixão paterna de Deus por aquele homem, aproximando-se dele e tocando-o. Este particular é muito importante. Jesus “estendeu a mão e tocou-o ... e imediatamente desapareceu dele a lepra e foi purificado" (V.41). A misericórdia de Deus supera todas as barreiras e a mão de Jesus toca o leproso. Ele não se coloca a uma distância segura e não age delegando a outro, mas se expõe diretamente ao contágio do nosso mal; e assim, o nosso mal se torna o lugar do contato: Ele, Jesus, pega a nossa humanidade enferma e nós pegamos Dele a sua humanidade saudável e que cura. Isso acontece cada vez que recebemos com fé um sacramento: o Senhor Jesus nos “toca” e nos presenteia a sua graça. Neste caso pensamos especialmente no Sacramento da Reconciliação, que nos cura da lepra do pecado.
Mais uma vez, o Evangelho nos mostra o que Deus faz com o nosso mal: não vem a “dar-nos uma lição” sobre a dor; não vem, nem sequer, a eliminar do mundo o sofrimento e a morte; vem, antes, tomar sobre si o peso da nossa condição humana, leva-la até as últimas consequências, para livrar-nos de forma radical e definitiva. Assim Cristo combate o mal e os sofrimentos do mundo: tomando sobre si e vencendo-os com a força da misericórdia de Deus.
O Evangelho da cura do leproso nos diz hoje que, se quisermos ser verdadeiros discípulos de Jesus, somos chamados a nos tornarmos, unidos a Ele, instrumentos do seu amor misericordioso, superando todo tipo de marginalização. Para ser “imitadores de Cristo” (cf. 1 Cor 11,1) diante de um pobre ou um enfermo, não devemos ter medo de olhá-lo nos olhos e de aproximar-nos com ternura e compaixão. Se o mal é contagioso, o bem também é. Portanto, é preciso que abunde em nós, sempre mais, o bem. Deixemo-nos contagiar pelo bem e contagiemos o bem!
Fonte: Zenit.
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