Mais uma mudança de planos durante a visita de Francisco nas Filipinas. Hoje, em Manila, logo depois da Missa com o clero na Catedral da Imaculada Conceição, o Pontífice visitou, ao lado, o centro da Fundação Anak Tnk, uma fundação católica que se encarrega da acolhida e da recuperação de crianças de rua, para tirá-las das realidades de pobreza, prostituição e abandono.
O centro abriga atualmente cerca de 300 crianças, tentando dar-lhes um futuro diferente e de compensar as deficiências do sistema educacional filipino. O Papa quis tocar com a mão essa triste realidade do país (fala-se que existem centenas de milhares de crianças sozinhas pelas ruas, que terminam muitas vezes recrutadas por gangues criminosos). Entre abraços e piadas, mas também lágrimas, o Santo Padre ficou por cerca de meia hora com os pequenos e os voluntários, fora do programa planejado.
De fato, o Papa tinha entrado só para dar uma benção, disse a alguns jornalistas o cardeal Luis Antonio Tagle, arcebispo de Manila, presente no encontro. Mas, as “crianças se apertavam ao seu redor, buscavam sussurrar no seu ouvido as suas histórias, tinham preparado para ele alguns pequenos presentes” e Francisco não conseguia mais sair.
Uma grande emoção, então, que o Papa Bergoglio quis, em seguida, compartilhar com cerca de 20 milhões de pessoas reunidas no “Mall of Asia Arena” para o encontro com as famílias. “Fiquei comovido no coração, depois da missa, quando visitei as crianças sozinhas, sem família - confessou - quantas pessoas trabalham na igreja para dar-lhes uma família, isso significa seguir adiante profeticamente, mostrar o que significa uma família, uma abundância de dons para oferecer com caridade".
Também de surpresa, o Papa foi ontem à noite na Nunciatura Apostólica de Manila, onde cumprimentou 40 companheiros jesuítas, em uma reunião - descrita por algumas testemunhas - "densa".
Fonte: Zenit.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
domingo, 18 de janeiro de 2015
O papa à Igreja nas Filipinas: os pobres são o coração do Evangelho
Depois do encontro com as autoridades, o papa Francisco celebrou nesta sexta-feira uma Eucaristia com os bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas das Filipinas na Catedral da Imaculada Conceição, consagrada por João Paulo II como basílica menor em uma das suas duas viagens ao arquipélago.
No breve trajeto entre o palácio presidencial e a catedral, o Santo Padre viu a alegria de milhares de fiéis que foram às ruas para participar da histórica visita papal.
“O povo filipino se destaca pela fé e pela paixão musical”, recordou o arcebispo de Manila, cardeal Luis Antonio Tagle, ao saudar o pontífice antes do encerramento da missa. Por isso, a cerimônia religiosa contou com um coral magnífico.
Cerca de duas mil pessoas vestidas de branco, como é costume na Ásia devido às altas temperaturas, assistiram à celebração em que foram usados como idiomas o latim, o inglês e o tagalo.
Francisco improvisou em alguns momentos da homilia para destacar que "os pobres são o coração do Evangelho. Se deixarmos os pobres de fora do Evangelho, não poderemos compreender Jesus".
Em suas palavras, ele recordou que "a Igreja é chamada a reconhecer e combater as causas da desigualdade e da injustiça, profundamente arraigadas, que deformam o rosto da sociedade filipina contradizendo os ensinamentos de Cristo. Só se chegarmos a ser pobres e eliminarmos a nossa complacência é que seremos capazes de nos identificar com os últimos dos nossos irmãos e irmãs", enfatizou.
Desta maneira, explicou o papa, poderemos responder "com honestidade e integridade ao desafio de anunciar a radicalidade do Evangelho em uma sociedade acostumada à exclusão social, à polarização e a uma desigualdade escandalosa".
Aos jovens sacerdotes, religiosos e seminaristas, Francisco exortou a ficar sempre próximos dos seus coetâneos, que "podem estar confundidos e desanimados, mas continuam vendo a Igreja como companheira no caminho e fonte de esperança". Instou-os também a mostrar proximidade "daqueles que, vivendo numa sociedade esmagada pela pobreza e pela corrupção, estão abatidos, tentados a se dar por derrotados, a abandonar os estudos e viver nas ruas". E os convidou "a proclamar a beleza e a verdade da mensagem cristã a uma sociedade tentada por uma visão confusa da sexualidade, do matrimônio e da família".
Por último, o Santo Padre alertou sobre a presença de "forças poderosas que ameaçam desfigurar o plano de Deus sobre a criação e traem os verdadeiros valores".
A celebração terminou com uma bela antífona mariana, cantada a Nossa Senhora por todos os fiéis presentes no templo construído em 1581 com bambu e folhas de palmeira e reconstruído oito vezes, depois de ser devastado por tufões, incêndios, terremotos e bombardeios.
Fonte: Zenit.
No breve trajeto entre o palácio presidencial e a catedral, o Santo Padre viu a alegria de milhares de fiéis que foram às ruas para participar da histórica visita papal.
“O povo filipino se destaca pela fé e pela paixão musical”, recordou o arcebispo de Manila, cardeal Luis Antonio Tagle, ao saudar o pontífice antes do encerramento da missa. Por isso, a cerimônia religiosa contou com um coral magnífico.
Cerca de duas mil pessoas vestidas de branco, como é costume na Ásia devido às altas temperaturas, assistiram à celebração em que foram usados como idiomas o latim, o inglês e o tagalo.
Francisco improvisou em alguns momentos da homilia para destacar que "os pobres são o coração do Evangelho. Se deixarmos os pobres de fora do Evangelho, não poderemos compreender Jesus".
Em suas palavras, ele recordou que "a Igreja é chamada a reconhecer e combater as causas da desigualdade e da injustiça, profundamente arraigadas, que deformam o rosto da sociedade filipina contradizendo os ensinamentos de Cristo. Só se chegarmos a ser pobres e eliminarmos a nossa complacência é que seremos capazes de nos identificar com os últimos dos nossos irmãos e irmãs", enfatizou.
Desta maneira, explicou o papa, poderemos responder "com honestidade e integridade ao desafio de anunciar a radicalidade do Evangelho em uma sociedade acostumada à exclusão social, à polarização e a uma desigualdade escandalosa".
Aos jovens sacerdotes, religiosos e seminaristas, Francisco exortou a ficar sempre próximos dos seus coetâneos, que "podem estar confundidos e desanimados, mas continuam vendo a Igreja como companheira no caminho e fonte de esperança". Instou-os também a mostrar proximidade "daqueles que, vivendo numa sociedade esmagada pela pobreza e pela corrupção, estão abatidos, tentados a se dar por derrotados, a abandonar os estudos e viver nas ruas". E os convidou "a proclamar a beleza e a verdade da mensagem cristã a uma sociedade tentada por uma visão confusa da sexualidade, do matrimônio e da família".
Por último, o Santo Padre alertou sobre a presença de "forças poderosas que ameaçam desfigurar o plano de Deus sobre a criação e traem os verdadeiros valores".
A celebração terminou com uma bela antífona mariana, cantada a Nossa Senhora por todos os fiéis presentes no templo construído em 1581 com bambu e folhas de palmeira e reconstruído oito vezes, depois de ser devastado por tufões, incêndios, terremotos e bombardeios.
Fonte: Zenit.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Teólogo muçulmano: demonizar o islã ajuda os terroristas
"Condenar a violência é um dever moral; especialmente, condenar a violência cometida em nome do islã e, portanto, por pessoas que pretendem ser mais muçulmanas do que os outros. Por isso, para defender os princípios islâmicos, para evitar a confusão entre o terrorismo e o islã, o dever dos líderes religiosos, dos eruditos muçulmanos, é denunciar e explicar a verdadeira mensagem do islã".
As afirmações são de Adnane Mokrani, teólogo muçulmano, professor na Pontifícia Universidade Gregoriana e no Pontifício Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos (PISAI). Ele comenta o convite do papa Francisco aos líderes religiosos, políticos e intelectuais muçulmanos a condenar toda interpretação fundamentalista e extremista da religião e toda tentativa de justificar com essas interpretações os atos de violência e de terror.
Em declarações à Rádio Vaticano, Mokrani destacou que "a condenação não é suficiente, porque a denúncia pode ser ocasional: precisamos de um programa de educação, de um esforço contínuo para chegar até os jovens, até os grupos sociais mais afastados, que sofrem um risco maior de ser contaminados por este vírus do fundamentalismo. Assim poderemos evitar e intervir rápido, antes que seja pior".
“O fundamentalismo religioso rejeita Deus”, disse o Santo Padre, “relegando-o a mero pretexto ideológico”. O teólogo muçulmano concorda, “porque o exclusivismo radical do extremismo religioso não só rejeita o outro humano, o outro religioso, como também se apresenta como um juiz que julga no lugar de Deus. E só Deus sabe o que há no coração dos homens e só Deus pode julgar a nossa fé e as nossas intenções. Declarar-se juiz das almas é uma blasfêmia, é um ato antirreligioso e anti-islâmico”.
Como presidente do Centro Inter-Religioso para a Paz, Adnane Mokrani argumenta que demonizar os muçulmanos e a sua religião ajuda os terroristas. "O objetivo dos terroristas é criar divisão, uma polarização entre os dois campos opostos. Não podemos cair nesta armadilha, porque os muçulmanos na Europa são cidadãos, fazem parte desta sociedade como imigrantes e também como cidadãos. São seres humanos, têm seus direitos e por isso nós temos que deixar de fora as emoções, a reação emocional, e raciocinar para não fazer o que os terroristas querem: dividir e semear o ódio", enfatizou.
“Assim”, concluiu o professor, “corremos o risco de perder a alma e, se perdermos os nossos valores universais, baseados na igualdade, na dignidade humana, na liberdade, reagindo mal à provocação do terrorismo, significa que corremos o risco de perder a guerra contra o terror”.
Fonte: Zenit.
As afirmações são de Adnane Mokrani, teólogo muçulmano, professor na Pontifícia Universidade Gregoriana e no Pontifício Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos (PISAI). Ele comenta o convite do papa Francisco aos líderes religiosos, políticos e intelectuais muçulmanos a condenar toda interpretação fundamentalista e extremista da religião e toda tentativa de justificar com essas interpretações os atos de violência e de terror.
Em declarações à Rádio Vaticano, Mokrani destacou que "a condenação não é suficiente, porque a denúncia pode ser ocasional: precisamos de um programa de educação, de um esforço contínuo para chegar até os jovens, até os grupos sociais mais afastados, que sofrem um risco maior de ser contaminados por este vírus do fundamentalismo. Assim poderemos evitar e intervir rápido, antes que seja pior".
“O fundamentalismo religioso rejeita Deus”, disse o Santo Padre, “relegando-o a mero pretexto ideológico”. O teólogo muçulmano concorda, “porque o exclusivismo radical do extremismo religioso não só rejeita o outro humano, o outro religioso, como também se apresenta como um juiz que julga no lugar de Deus. E só Deus sabe o que há no coração dos homens e só Deus pode julgar a nossa fé e as nossas intenções. Declarar-se juiz das almas é uma blasfêmia, é um ato antirreligioso e anti-islâmico”.
Como presidente do Centro Inter-Religioso para a Paz, Adnane Mokrani argumenta que demonizar os muçulmanos e a sua religião ajuda os terroristas. "O objetivo dos terroristas é criar divisão, uma polarização entre os dois campos opostos. Não podemos cair nesta armadilha, porque os muçulmanos na Europa são cidadãos, fazem parte desta sociedade como imigrantes e também como cidadãos. São seres humanos, têm seus direitos e por isso nós temos que deixar de fora as emoções, a reação emocional, e raciocinar para não fazer o que os terroristas querem: dividir e semear o ódio", enfatizou.
“Assim”, concluiu o professor, “corremos o risco de perder a alma e, se perdermos os nossos valores universais, baseados na igualdade, na dignidade humana, na liberdade, reagindo mal à provocação do terrorismo, significa que corremos o risco de perder a guerra contra o terror”.
Fonte: Zenit.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
2015 se desenha como um ano muito intenso para o papa
Além das catequeses das quartas-feiras na Praça de São Pedro e das suas homilias na missa que celebra todos os dias na Casa Santa Marta, o papa Francisco tem uma série de compromissos já programados, como os relacionados com o Ano da Vida Consagrada a celebrar-se em 2015.
Em janeiro, de 12 a 19, ele realiza a viagem apostólica ao Sri Lanka e às Filipinas.
Em fevereiro, de 9 a 12, o papa se reúne com o conselho dos nove cardeais que o ajudam na reforma da cúria e no governo da Igreja. Em 12 e 13 de fevereiro, Francisco realiza um consistório com todos os cardeais para refletir sobre o rumo e as propostas da reforma da cúria romana, como solicitado nas congregações gerais anteriores ao conclave. Em 14 de fevereiro, o Santo Padre realizará um consistório em que nomeará 20 novos cardeais de 18 países de todos os continentes, dos quais 15 são eleitores e 5 são eméritos. Em 15 de fevereiro, Francisco preside a solene celebração em que os 20 novos cardeais serão elevados à púrpura.
Para março ou abril é esperada a nova encíclica sobre meio ambiente e ecologia humana, que servirá como base para um encontro de líderes religiosos mundiais em preparação para a Assembleia Geral das Nações Unidas (setembro) e a cúpula de Paris sobre o clima (dezembro).
Em junho está programada uma viagem do papa a Turim pelo segundo centenário do nascimento de São João Bosco. No dia 21, ele venera o Santo Sudário, cuja ostensão pública será de 19 a 24 de junho.
Em setembro, o papa faz a viagem apostólica aos Estados Unidos, onde realiza um discurso diante do Capitólio e na Assembleia Geral das Nações Unidas. Depois, o papa viaja à Filadélfia para participar do Encontro Mundial das Famílias.
Em outubro, de 4 a 25, o Sínodo da Família expõe as conclusões que serão enviadas ao papa Francisco.
Há também eventos ainda sem data, como a viagem à Espanha para o quinto centenário do nascimento de Santa Teresa de Ávila.
Especula-se a possibilidade de que Francisco visite três países da América Latina e um da África, possivelmente Bolívia, Cuba, México e Uganda. A França também espera recebê-lo em Paris, Lourdes e Lisieux, onde nasceu Santa Teresinha do Menino Jesus.
Além dos eventos programados, podem-se esperar algumas surpresas, que não têm faltado neste pontificado.
Fonte: Zenit.
Em fevereiro, de 9 a 12, o papa se reúne com o conselho dos nove cardeais que o ajudam na reforma da cúria e no governo da Igreja. Em 12 e 13 de fevereiro, Francisco realiza um consistório com todos os cardeais para refletir sobre o rumo e as propostas da reforma da cúria romana, como solicitado nas congregações gerais anteriores ao conclave. Em 14 de fevereiro, o Santo Padre realizará um consistório em que nomeará 20 novos cardeais de 18 países de todos os continentes, dos quais 15 são eleitores e 5 são eméritos. Em 15 de fevereiro, Francisco preside a solene celebração em que os 20 novos cardeais serão elevados à púrpura.
Para março ou abril é esperada a nova encíclica sobre meio ambiente e ecologia humana, que servirá como base para um encontro de líderes religiosos mundiais em preparação para a Assembleia Geral das Nações Unidas (setembro) e a cúpula de Paris sobre o clima (dezembro).
Em junho está programada uma viagem do papa a Turim pelo segundo centenário do nascimento de São João Bosco. No dia 21, ele venera o Santo Sudário, cuja ostensão pública será de 19 a 24 de junho.
Em setembro, o papa faz a viagem apostólica aos Estados Unidos, onde realiza um discurso diante do Capitólio e na Assembleia Geral das Nações Unidas. Depois, o papa viaja à Filadélfia para participar do Encontro Mundial das Famílias.
Em outubro, de 4 a 25, o Sínodo da Família expõe as conclusões que serão enviadas ao papa Francisco.
Há também eventos ainda sem data, como a viagem à Espanha para o quinto centenário do nascimento de Santa Teresa de Ávila.
Especula-se a possibilidade de que Francisco visite três países da América Latina e um da África, possivelmente Bolívia, Cuba, México e Uganda. A França também espera recebê-lo em Paris, Lourdes e Lisieux, onde nasceu Santa Teresinha do Menino Jesus.
Além dos eventos programados, podem-se esperar algumas surpresas, que não têm faltado neste pontificado.
Fonte: Zenit.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Ser como os três reis magos: perceber os sinais e ir ao encontro do Menino
“Eis que a estrela, que tinham visto no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria.” (Mt 2,8-9)
Ao escutarmos essas profundas palavras do relato da visita dos três reis magos, podemos ficar imaginando como deve ter sido a experiência deles. Acontece neste momento o que conhecemos por epifania, que se traduz literalmente por manifestação.
No grego antigo epifaneia e as suas variações significavam no seu sentido religioso a aparição visível de uma divindade que trazia saúde para o povo. Os cristãos aplicaram esse termo à manifestação salvadora do Filho de Deus. Deus vem ao nosso encontro e nos manifesta o seu amor, nos traz a reconciliação.
O frio e as trevas que habitavam no mundo são dissipados pelo calor e a luz que emanam do Menino, que nasce em um singelo presépio. A força de Deus se manifesta em um lugar que para o mundo seria considerado uma fraqueza, um fracasso.
Os três reis magos
Neste relato do Evangelho aparecem três personagens que um olhar superficial poderia até imaginar que sua presença seria fora de contexto: os três reis magos.
A palavra grega magoi parece derivar-se da forma persa maga. Os magos eram originalmente uma tribo da Meda, que na religião persa exercia funções sacerdotais ou também possuíam alguma ciência ou poder secreto. Eles em muitos casos eram entendidos de Astronomia e Astrologia.
Os magos aparecem no Evangelho como personagens importantes, homens sábios, dedicados ao estudo dos astros. Para estes sábios a grande estrela era sinal inequívoco do nascimento «do Rei dos judeus ». Mas não se tratava de um rei qualquer. No antigo oriente a estrela anunciava o nascimento de um rei divinizado, por isso dizem a Herodes: «viemos adorá-lo».
Os cristãos representaram aos magos como reis, provavelmente influenciados pela profecia de Isaías (Is 60,6). Que sejam “três reis magos” está relacionado ao número de presentes que são oferecidos ao Menino: ouro, incenso e mirra; sinais da realeza, divindade e humanidade de Cristo, respectivamente. A partir do século VIII surgem os nomes dos três reis magos: Melchior, Gaspar e Baltasar.
Ser como os três reis magos: perceber os sinais e colocar-se a caminho
Agora que conhecemos um pouco desses três personagens, gostaria de fazer uma breve reflexão com vocês.
Primeiramente fica claro que eles são capazes de perceber os sinais. São homens que estão em uma atitude de reflexão, atentos. Por estarem abertos, Deus falou às suas mentes e corações e eles foram capazes de interpretar as profecias e os sinais de sua época. Fizeram silêncio e por isso conseguiram notar os detalhes, interpretando corretamente as profecias.
No mundo de hoje, onde tudo acontece com tanta rapidez, onde queremos fazer tantas coisas ao mesmo tempo, onde há tanto barulho como nos faz falta termos essa atitude dos reis! Muitas vezes deixamos de perceber os sinais de Deus em nossas vidas por estarmos distraídos ou preocupados com tantas coisas! Também não percebemos a necessidade do outro, que às vezes está debaixo do nosso nariz. Aprendamos desses homens a fazer silêncio e sermos reverentes!
Ao perceberem os sinais colocam-se imediatamente a caminho. Podemos imaginar quanto de tempo, recursos, esforço deve ter custado para esses homens. Porém não temem abandonar suas seguranças, comodidades e arriscar tudo para encontrar o sentido de suas vidas, a felicidade plena.
A atitude deles lembra uma frase presente de alguma forma no Evangelho e que os últimos papas tem repetido: “Não tenham medo, Cristo não tira nada, dá tudo”. Abandonemos nossas falsas seguranças e nos coloquemos a caminho em busca da verdadeira felicidade. E se precisarmos fazer mudanças importantes, que nos tirará da “zona de conforto”, não tenhamos medo de fazer.
O encontro dos reis com Jesus, Maria e José
Para terminar a nossa reflexão gostaria que imaginássemos como deve ter sido aquele encontro dos reis magos com a Família de Nazaré. Qual não deve ter sido a alegria deles ao perceber que aquela estrela os guiou ao que os seus corações ansiavam? Podemos imaginar essa estrela como um sinal da presença do Espírito Santo, que sempre nos guia ao caminho correto.
Certamente neste momento a maternidade espiritual de Maria já se havia manifestado. A Mãe acolhe os humildes pastores e aos reis magos com um coração aberto. Ela já naquele momento ao receber os presentes dos reis lhes dá um presente maior ainda: o seu Filho Jesus, salvador da humanidade.
Como os reis magos acolhamos sempre aos sinais de Deus em nossas vidas e não tenhamos medo de segui-los.
Nesta caminhada Maria nos acompanha e nos leva sempre ao encontro do seu Filho. Adoremos ao Menino e entreguemos a Ele as nossas vidas!
Fonte: A12.com
domingo, 4 de janeiro de 2015
"O que teria dito e feito Cristo se tivessem havido ataques terroristas durante o seu tempo?"
“O que teria dito e feito Cristo se tivessem havido ataques terroristas durante o seu tempo?” perguntam os líderes cristãos do Quênia em uma mensagem conjunta por ocasião do Natal - informou a Agência de notícias Fidei - dirigido aos fiéis ainda abalados pelos atentados contra fiéis de crenças diferentes da islâmica no norte do Quênia.
“Teria dito que a vingança não lhes pertence. “Quando se encontrarem diante da violência, combatam-na com a paz; quando se encontrarem diante do ódio, combatam-no com o amor; sejam custódios de seus irmãos e irmãs, qualquer que seja a sua religião”. A mensagem auspicia ainda que “o Natal reforce as relações que unem suas famílias”, e exorta os fiéis “a emular a sacra família”. “Que o amor de Deus possa tocar os nossos corações neste Natal. Que nos ajude a apreciar o valor de cada pessoa, de qualquer religião, idade, raça ou tribo de pertença”, conclui a mensagem.
Fonte: Zenit.
“Teria dito que a vingança não lhes pertence. “Quando se encontrarem diante da violência, combatam-na com a paz; quando se encontrarem diante do ódio, combatam-no com o amor; sejam custódios de seus irmãos e irmãs, qualquer que seja a sua religião”. A mensagem auspicia ainda que “o Natal reforce as relações que unem suas famílias”, e exorta os fiéis “a emular a sacra família”. “Que o amor de Deus possa tocar os nossos corações neste Natal. Que nos ajude a apreciar o valor de cada pessoa, de qualquer religião, idade, raça ou tribo de pertença”, conclui a mensagem.
Fonte: Zenit.
sábado, 3 de janeiro de 2015
A violência causou mais de 90 mil vítimas no Iraque e na Síria em 2014
A violência no Iraque provocou a morte de mais de 15 mil pessoas em 2014 e o número de feridos superou 22 mil nos últimos 12 meses, um período marcado pela intensa ofensiva lançada pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) em várias regiões do país.
Num informe elaborado conjuntamente pelos ministérios da Saúde, Interior e Defesa, o governo iraquiano destacou nesta quinta-feira que os mortos pelo conflito em 2014 chegaram a 15.580 pessoas, ou seja, quase o dobro do total de 6.522 vítimas da violência no ano anterior. O país não registrava uma quantidade de vítimas tão alta desde 2007, quando 17.956 pessoas perderam a vida.
Por sua vez, a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou nesta quinta-feira que os seus registros documentam 76.012 pessoas mortas em 2014, das quais 3.501 são menores, por causa da guerra civil que assola a Síria desde 2011.
Do total de mortos, 17.790 são civis e cerca de 15 mil são combatentes rebeldes, enquanto os jihadistas da Frente Nusra (facção síria da Al Qaeda) e os milicianos do Estado Islâmico (EI) registraram aproximadamente 17 mil baixas. Além disso, morreram pelo menos 22.627 combatentes leais ao governo de Bashar Al Assad, grupo que inclui soldados e milícias.
A ONG, com sede na Grã-Bretanha, declarou que os números não incluem as milhares de pessoas desaparecidas após cair em mãos dos jihadistas ou depois de ser encarceradas em prisões estatais.
Em 2013, tinham morrido 73.447 pessoas; em 2012, 49.294; em 2011, 7.841.
Na sua tradicional mensagem de Natal, o papa Francisco rogou a Deus pelos cristãos do "Iraque e da Síria, que padecem há tempo demais os efeitos do conflito ainda em andamento e que, junto com os membros de outros grupos étnicos e religiosos, sofrem uma perseguição brutal".
Diante das dezenas de milhares de fiéis que abarrotavam a Praça de São Pedro para a bênção Urbi et Orbi, o Santo Padre também pediu que os numerosos desabrigados e refugiados da região, crianças, adultos e idosos, "recebam a ajuda humanitária necessária para sobreviver aos rigores do inverno e possam retornar aos seus países e viver com dignidade".
Fonte: Zenit.
Num informe elaborado conjuntamente pelos ministérios da Saúde, Interior e Defesa, o governo iraquiano destacou nesta quinta-feira que os mortos pelo conflito em 2014 chegaram a 15.580 pessoas, ou seja, quase o dobro do total de 6.522 vítimas da violência no ano anterior. O país não registrava uma quantidade de vítimas tão alta desde 2007, quando 17.956 pessoas perderam a vida.
Por sua vez, a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou nesta quinta-feira que os seus registros documentam 76.012 pessoas mortas em 2014, das quais 3.501 são menores, por causa da guerra civil que assola a Síria desde 2011.
Do total de mortos, 17.790 são civis e cerca de 15 mil são combatentes rebeldes, enquanto os jihadistas da Frente Nusra (facção síria da Al Qaeda) e os milicianos do Estado Islâmico (EI) registraram aproximadamente 17 mil baixas. Além disso, morreram pelo menos 22.627 combatentes leais ao governo de Bashar Al Assad, grupo que inclui soldados e milícias.
A ONG, com sede na Grã-Bretanha, declarou que os números não incluem as milhares de pessoas desaparecidas após cair em mãos dos jihadistas ou depois de ser encarceradas em prisões estatais.
Em 2013, tinham morrido 73.447 pessoas; em 2012, 49.294; em 2011, 7.841.
Na sua tradicional mensagem de Natal, o papa Francisco rogou a Deus pelos cristãos do "Iraque e da Síria, que padecem há tempo demais os efeitos do conflito ainda em andamento e que, junto com os membros de outros grupos étnicos e religiosos, sofrem uma perseguição brutal".
Diante das dezenas de milhares de fiéis que abarrotavam a Praça de São Pedro para a bênção Urbi et Orbi, o Santo Padre também pediu que os numerosos desabrigados e refugiados da região, crianças, adultos e idosos, "recebam a ajuda humanitária necessária para sobreviver aos rigores do inverno e possam retornar aos seus países e viver com dignidade".
Fonte: Zenit.
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