A emigração dos cristãos do Oriente Médio é uma grande perda para os muçulmanos, que também estão sofrendo pela situação política e social atual.
Foi o que afirmaram nessa quinta-feira representantes religiosos sunitas e xiitas convidados à assembleia do Sínodo dos Bispos: Muhammad al-Sammak, conselheiro político do Mufti da República do Líbano, e o aiatolá Seyed Mostafa Mohaghegh Ahmadabadi, professor de Direito na Universidade Shadid Beheshti, em Teerã.
Ambos foram recebidos em audiência pelo próprio Papa, nessa quinta à tarde, depois da sétima congregação geral do sínodo.
Em suas intervenções na Sala sinodal, ambos se apoiaram em várias suras do Alcorão, entre elas a 82 e a 45, sublinhando que os cristãos são “amigos dos crentes”.
Grito comum
Durante sua fala, o representante sunita Muhammad al-Sammak, afirmou que, para os muçulmanos árabes, os problemas dos cristãos do Oriente são também os seus. Ele sublinhou que se trata de uma única questão.
“Nosso sofrimento como orientais é um só. Nós partilhamos nossos sofrimentos. Os vivemos em nosso atraso social e político, em nossa recessão econômica e de desenvolvimento, em nossa tensão religiosa e confessional”, afirmou.
A recente intolerância contra os cristãos é – acrescentou – “um fenômeno estranho ao Oriente e que está em contradição com nossas culturas religiosas e constituições nacionais”. É algo que “tenta desgarrar o tecido de nossas sociedades nacionais, demoli-las, e dissolver os laços de seu complexo tecido, traçado há muitos séculos”.
“A emigração do cristão é um empobrecimento da identidade árabe, de sua cultura e autenticidade”, afirmou. Ele insistiu em que “manter a presença cristã é um dever islâmico comum, tal e como é um dever cristão comum”.
Para al-Sammak, este fenômeno está mostrando uma “imagem distorcida do Islã”, por causa da incompreensão do espírito dos ensinamentos islâmicos específicos relativos às relações com os cristãos, que o Santo Alcorão qualificou como “os mais amigos dos crentes”.
Outra questão é “a falta de respeito pelos direitos dos cidadãos com plena igualdade perante a lei de alguns países”.
Perante isso, o representante muçulmano sublinhou a necessidade de inculcar no mundo oriental “o respeito pelos fundamentos e regras da cidadania, que aplica a igualdade nos direitos e também nos deveres”.
Ele também invocou uma “cultura da moderação, do amor e do perdão, entendida como respeito pela diferença de religião e credo, de língua, de cor e de raça, e depois, como nos ensina o Santo Alcorão, submetendo-nos ao juízo de Deus segundo nossas diferenças”.
Globalização
Para o representante xiita, o aiatolá Seyed Mostafa Mohaghegh Ahmadabadi, a necessidade de diálogo entre as religiões é hoje muito mais urgente, por causa da globalização, que mudou também o próprio conceito de “sociedade multicultural”.
“A experiência dos Bálcãs demonstra que a dominação cultural e étnica de um grupo sobre outros não pode ser defendida”, mas que “é necessário, pelo bem da estabilidade social e da saúde étnica”, respeitar sua presença e seus direitos”.
Na opinião de Ahmadabadi, o pensamento “cheio de preconceitos, expansionista e de supremacia política e cultural” está “diminuindo e está destinado a desaparecer”.
“O mundo ideal seria um estado onde os crentes de qualquer credo pudessem, de maneira livre e sem nenhuma apreensão, temor ou obrigação, viver segundo os princípios e costumes, suas próprias tradições. Este direito, que foi reconhecido universalmente, deve ser de fato posto em prática por estados e comunidades”, afirmou.
“É bom para a essência de cada religião e para seus fiéis que os discípulos de cada credo possam praticar seus direitos sem nenhum temor ou vergonha, e viver segundo seus próprio legado e cultura. A estabilidade do mundo depende da estabilidade dos pequenos e grandes grupos e sociedades.”
Nesse sentido, o aiatolá afirmou que a relação entre o Islã e o Cristianismo tal e como se estabelece no Alcorão, “baseia-se na amizade, no respeito e entendimento mútuo”.
Em sua opinião, “nos últimos 1400 anos, às vezes devido a considerações políticas, existiram momentos obscuros nesta relação. Mas não devemos relacionar esses atos ilegítimos de certos indivíduos e grupos nem com o Islã nem com o Cristianismo”.
Fonte: Zenit.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Bento XVI recebe presidente da Polônia
Coincidindo com o 32º aniversário da eleição de João Paulo II como Papa, Bento XVI recebeu nesse sábado em audiência o presidente da Polônia, Bronisław Komorowski, no Vaticano.
Segundo um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, “nas cordiais conversas”, destacou-se “a importância do diálogo entre Igreja e Estado, segundo as respectivas competências, para a promoção do bem comum”.
Também se reafirmou a recíproca vontade das partes de continuar cooperando de maneira eficaz nos âmbitos de interesse comum, por exemplo, na educação e na promoção dos valores fundamentais da sociedade”.
Nesse sentido – continua o comunicado –, “destacou-se a importância de tutelar a vida humana em todas as suas fases”.
Fonte: Zenit.
Segundo um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, “nas cordiais conversas”, destacou-se “a importância do diálogo entre Igreja e Estado, segundo as respectivas competências, para a promoção do bem comum”.
Também se reafirmou a recíproca vontade das partes de continuar cooperando de maneira eficaz nos âmbitos de interesse comum, por exemplo, na educação e na promoção dos valores fundamentais da sociedade”.
Nesse sentido – continua o comunicado –, “destacou-se a importância de tutelar a vida humana em todas as suas fases”.
Fonte: Zenit.
Deus está sempre disposto a escutar as orações, afirma Bento XVI
É necessário “rezar sempre”; “Deus, de fato, é a generosidade em pessoa, é misericordioso, e portanto está sempre disposto a escutar as orações”, afirmou Bento XVI neste domingo.
O Papa falou aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a canonização de seis novos santos da Igreja: Stanisław Sołtys, André Bessette, Cândida Maria de Jesús Cipitria y Barriola, Mary MacKillop, Giulia Salzano e Battista Camilla Varano.
“Renova-se hoje na Praça de São Pedro a festa da santidade. Com alegria dirijo minhas cordiais boas-vindas aos que chegaram, também de muito longe, para participar nessa festa”, disse o Papa ao início de sua homilia.
Segundo o pontífice, a liturgia deste domingo oferece “uma lição fundamental”: “a necessidade de rezar sempre, sem cessar. Às vezes, nós nos cansamos de rezar, temos a impressão de que a oração não é tão útil para a vida, que é pouco eficaz”.
“Por isso somos tentados a nos dedicar à atividade, a empregar todos os meios humanos para alcançar nossos objetivos, e não recorremos a Deus. Jesus, em contrapartida, afirma que é necessário rezar sempre.”
O Papa citou então a passagem do Evangelho deste domingo, em que Jesus conta a parábola de um juiz que não teme a Deus e uma viúva que acorre a ele de modo insistente, pedindo justiça.
“Se um juiz injusto, ao final, deixa-se convencer pela súplica de uma viúva, quando mais Deus, que é bom, escutará quem lhe rogue”, comenta o Papa, enfatizando as palavras de Jesus.
“Deus, de fato, é a generosidade em pessoa, é misericordioso, e portanto está sempre disposto a escutar as orações. Portanto, nunca devemos desesperar, mas insistir sempre na oração”, disse o Papa.
Segundo Bento XVI, a oração deve ser “expressão de fé, caso contrário, não é verdadeira oração”.
“Se alguém não crê na bondade de Deus, não pode rezar de uma maneira verdadeiramente adequada. A fé é essencial como base da atitude da oração.”
De acordo com o pontífice, “assim fizeram os seis novos santos que hoje são propostos à veneração da Igreja universal”.
O Papa agradeceu a Deus “pelo dom da santidade, que resplandece na Igreja e hoje se reflete no rosto destes irmãos e irmãs nossos”.
“Jesus também nos convida a segui-lo para herdar a vida eterna. Deixemo-nos atrair por estes exemplos luminosos, deixemo-nos guiar por seus ensinamentos, para que nossa existência seja um cântico de louvor a Deus.”
“Nos obtenham esta graça a Virgem Maria e a intercessão dos seis novos santos que hoje com alegria veneramos”, afirmou o Papa.
Fonte: Zenit.
O Papa falou aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a canonização de seis novos santos da Igreja: Stanisław Sołtys, André Bessette, Cândida Maria de Jesús Cipitria y Barriola, Mary MacKillop, Giulia Salzano e Battista Camilla Varano.
“Renova-se hoje na Praça de São Pedro a festa da santidade. Com alegria dirijo minhas cordiais boas-vindas aos que chegaram, também de muito longe, para participar nessa festa”, disse o Papa ao início de sua homilia.
Segundo o pontífice, a liturgia deste domingo oferece “uma lição fundamental”: “a necessidade de rezar sempre, sem cessar. Às vezes, nós nos cansamos de rezar, temos a impressão de que a oração não é tão útil para a vida, que é pouco eficaz”.
“Por isso somos tentados a nos dedicar à atividade, a empregar todos os meios humanos para alcançar nossos objetivos, e não recorremos a Deus. Jesus, em contrapartida, afirma que é necessário rezar sempre.”
O Papa citou então a passagem do Evangelho deste domingo, em que Jesus conta a parábola de um juiz que não teme a Deus e uma viúva que acorre a ele de modo insistente, pedindo justiça.
“Se um juiz injusto, ao final, deixa-se convencer pela súplica de uma viúva, quando mais Deus, que é bom, escutará quem lhe rogue”, comenta o Papa, enfatizando as palavras de Jesus.
“Deus, de fato, é a generosidade em pessoa, é misericordioso, e portanto está sempre disposto a escutar as orações. Portanto, nunca devemos desesperar, mas insistir sempre na oração”, disse o Papa.
Segundo Bento XVI, a oração deve ser “expressão de fé, caso contrário, não é verdadeira oração”.
“Se alguém não crê na bondade de Deus, não pode rezar de uma maneira verdadeiramente adequada. A fé é essencial como base da atitude da oração.”
De acordo com o pontífice, “assim fizeram os seis novos santos que hoje são propostos à veneração da Igreja universal”.
O Papa agradeceu a Deus “pelo dom da santidade, que resplandece na Igreja e hoje se reflete no rosto destes irmãos e irmãs nossos”.
“Jesus também nos convida a segui-lo para herdar a vida eterna. Deixemo-nos atrair por estes exemplos luminosos, deixemo-nos guiar por seus ensinamentos, para que nossa existência seja um cântico de louvor a Deus.”
“Nos obtenham esta graça a Virgem Maria e a intercessão dos seis novos santos que hoje com alegria veneramos”, afirmou o Papa.
Fonte: Zenit.
Católicos celebram em São Pedro canonização de seis novos santos
Uma festa de fé e universalidade da Igreja foi vivida na manhã deste domingo com a canonização de seis novos santos provenientes da Itália, Espanha, Polônia, Canadá e Austrália.
Os fiéis balançavam as bandeiras dos respectivos países e se preparavam desde horas antes que começasse a cerimônia, lendo as biografias que se encontravam em diversos idiomas, no livro que serviu de guia para a celebração.
O Papa Bento XVI entrou às 10h no papamóvel para saudar e ver de perto os peregrinos. Em seguida, Dom Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, leu uma breve biografia de cada um e solicitou ao pontífice a canonização dos beatos.
Depois, os postuladores chegaram com as relíquias, para colocá-las no altar, e o Papa apresentou oficialmente a fórmula de canonização.
A primeira leitura realizou-se em inglês. O salmo foi cantado em espanhol. A segunda leitura se fez em francês, como símbolo da universalidade da Igreja e dos diferentes lugares de procedência dos santos. Na apresentação das ofertas, participaram algumas pessoas que receberam o milagre sob intercessão dos novos santos.
Na missa estavam presente alguns bispos e sacerdotes que participam da assembleia do Sínodo dos Bispos para ao Oriente Médio.
Três fundadoras
Ao encerrar a cerimônia, ZENIT entrevistou na praça de São Pedro vários fiéis que participaram da canonização, movidos pela devoção particular a um desses seis novos santos.
Entre os fiéis estava Antonio Grau, proveniente de Murcia (Espanha), que veio com um grupo de 67 pessoas para a canonização de Cândida Maria de Jesús (1845 – 1912), fundadora da comunidade das Filhas de Jesus.
Antonio expressou “um agradecimento a Deus por nos ter permitido vir e poder participar ao vivo para ver como a fazem santa”.
Também foi canonizada a primeira australiana, Santa Mary MaKillop (1842 – 1909), fundadora das Irmãs de São José do Sagrado Coração, mais conhecidas como irmãs josefinas.
Na cerimônia participou o padre Pierre E. Koury, que viajou com um grupo de peregrinos da paróquia Nossa Senhora do Líbano, de imigrantes libaneses na Austrália.
“Todos esperávamos este momento. Foi um belo momento”, disse o sacerdote. A seu grupo, uniram-se alguns cristãos ortodoxos.
Foi canonizada ainda a Santa Guglia Salzano (1846 – 1929), nascida em Nápoles. Fundadora das Irmãs Catequistas do Sagrado Coração.
ZENIT falou com um casal de catequistas napolitanos, Sandra e Rosário. “Nossos filhos frequentaram as escolas católicas do Sagrado Coração e permaneceu em nosso coração essa pertença à comunidade fundada pela nova santa”, disse Sandra.
Um sacerdote e um irmão porteiro
Centenas de peregrinos viajaram do Canadá para celebrar a canonização do primeiro homem nascido nessas terras: Santo André Bessette (1845 – 1937), pertencente aos irmãos da Santa Cruz, de Montreal.
Para George Cifa, que viajou a Roma com um grupo de 40 pessoas, é edificante “sua humildade”, porque ele “alcançou a santidade sendo um simples porteiro, mas fazendo tudo com o amor do Senhor”.
Por sua parte, Ewa Zaolluzna viajou da Polônia para a canonização de Stanisław Sołtys (1433 – 1489), o santo mais antigo deste grupo.
“Esta experiência me ajudará a aprofundar minha fé”, disse Ewa, que viajou 24 horas de ônibus com um grupo de 49 pessoas.
De princesa a religiosa contemplativa
Em um dos 50 ônibus que chegaram da arquidiocese de Camerino, no centro da Itália, estava o padre Vincenzo. Ele veio para participar da canonização de Camilla Battista Varano, que passou de ser uma princesa da corte de Varano para ser religiosa da ordem das Clarissas (1458 – 1524)
“Para nós foi um ato grandioso, porque desde 1939 não tínhamos uma canonização em nossa diocese”, disse o sacerdote.
Padre Vincenzo considera que a experiência de universalidade vivida na praça de São Pedro se pode resumir em uma frase: “ a santidade deve ser a condição normal do bom cristão”.
Fonte: Zenit.
Os fiéis balançavam as bandeiras dos respectivos países e se preparavam desde horas antes que começasse a cerimônia, lendo as biografias que se encontravam em diversos idiomas, no livro que serviu de guia para a celebração.
O Papa Bento XVI entrou às 10h no papamóvel para saudar e ver de perto os peregrinos. Em seguida, Dom Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, leu uma breve biografia de cada um e solicitou ao pontífice a canonização dos beatos.
Depois, os postuladores chegaram com as relíquias, para colocá-las no altar, e o Papa apresentou oficialmente a fórmula de canonização.
A primeira leitura realizou-se em inglês. O salmo foi cantado em espanhol. A segunda leitura se fez em francês, como símbolo da universalidade da Igreja e dos diferentes lugares de procedência dos santos. Na apresentação das ofertas, participaram algumas pessoas que receberam o milagre sob intercessão dos novos santos.
Na missa estavam presente alguns bispos e sacerdotes que participam da assembleia do Sínodo dos Bispos para ao Oriente Médio.
Três fundadoras
Ao encerrar a cerimônia, ZENIT entrevistou na praça de São Pedro vários fiéis que participaram da canonização, movidos pela devoção particular a um desses seis novos santos.
Entre os fiéis estava Antonio Grau, proveniente de Murcia (Espanha), que veio com um grupo de 67 pessoas para a canonização de Cândida Maria de Jesús (1845 – 1912), fundadora da comunidade das Filhas de Jesus.
Antonio expressou “um agradecimento a Deus por nos ter permitido vir e poder participar ao vivo para ver como a fazem santa”.
Também foi canonizada a primeira australiana, Santa Mary MaKillop (1842 – 1909), fundadora das Irmãs de São José do Sagrado Coração, mais conhecidas como irmãs josefinas.
Na cerimônia participou o padre Pierre E. Koury, que viajou com um grupo de peregrinos da paróquia Nossa Senhora do Líbano, de imigrantes libaneses na Austrália.
“Todos esperávamos este momento. Foi um belo momento”, disse o sacerdote. A seu grupo, uniram-se alguns cristãos ortodoxos.
Foi canonizada ainda a Santa Guglia Salzano (1846 – 1929), nascida em Nápoles. Fundadora das Irmãs Catequistas do Sagrado Coração.
ZENIT falou com um casal de catequistas napolitanos, Sandra e Rosário. “Nossos filhos frequentaram as escolas católicas do Sagrado Coração e permaneceu em nosso coração essa pertença à comunidade fundada pela nova santa”, disse Sandra.
Um sacerdote e um irmão porteiro
Centenas de peregrinos viajaram do Canadá para celebrar a canonização do primeiro homem nascido nessas terras: Santo André Bessette (1845 – 1937), pertencente aos irmãos da Santa Cruz, de Montreal.
Para George Cifa, que viajou a Roma com um grupo de 40 pessoas, é edificante “sua humildade”, porque ele “alcançou a santidade sendo um simples porteiro, mas fazendo tudo com o amor do Senhor”.
Por sua parte, Ewa Zaolluzna viajou da Polônia para a canonização de Stanisław Sołtys (1433 – 1489), o santo mais antigo deste grupo.
“Esta experiência me ajudará a aprofundar minha fé”, disse Ewa, que viajou 24 horas de ônibus com um grupo de 49 pessoas.
De princesa a religiosa contemplativa
Em um dos 50 ônibus que chegaram da arquidiocese de Camerino, no centro da Itália, estava o padre Vincenzo. Ele veio para participar da canonização de Camilla Battista Varano, que passou de ser uma princesa da corte de Varano para ser religiosa da ordem das Clarissas (1458 – 1524)
“Para nós foi um ato grandioso, porque desde 1939 não tínhamos uma canonização em nossa diocese”, disse o sacerdote.
Padre Vincenzo considera que a experiência de universalidade vivida na praça de São Pedro se pode resumir em uma frase: “ a santidade deve ser a condição normal do bom cristão”.
Fonte: Zenit.
sábado, 16 de outubro de 2010
VIGÉSIMO NONO DOMINGO COMUM
Lucas 18, 1-8“Será que o Filho do Homem vai encontrar a fé sobre a terra?”
Embora possa parecer que o tema deste trecho seja simplesmente a oração, na realidade Lucas o liga ao trecho anterior (17, 22-37), que versava sobre a segunda vinda de Filho do Homem, através da referência em v. 8: “Mas, o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar a fé sobre a terra?” Então devemos entender o sentido original do texto em referência à situação das comunidades do fim do primeiro século - Jesus tardava a retornar, as perseguições estavam no horizonte, as comunidades estavam sofrendo vários tipos de pressão, e a fé começava a vacilar. Por isso, Lucas quer dar-lhes um ensinamento claro - Deus não vai abandoná-las; então, devem ficar firmes, constantes na oração até que Ele venha.
O tema da oração cristã já foi tratado no capítulo 11 de Lucas. Aqui volta à tona. O versículo 8 mostra que não se refere à simples oração permanente, mas à uma atitude de oração baseada na fé, até que Jesus volte.
Jesus tira uma mensagem de uma situação que devia ter sido comum nos tempos idos (sem falar da atualidade!) - a impotência de uma pobre mulher diante da prepotência de um juiz corrupto. Por ser viúva em uma sociedade patriarcal e machista, ela encarna a impotência dos pobres e marginalizados diante dos poderes do mundo.
Jesus dá uma lição clara - se até um juiz injusto atende os pedidos insistentes da viúva, quanto mais Deus vai atender os pedidos daqueles que Ele ama! Se a persistência da viúva alcança o seu objetivo, quanto mais a oração persistente do discípulo, diante de um Deus gracioso: “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por Ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu lhes digo que Deus fará justiça para eles, e bem depressa.” (v 7)
Aqui o texto nos faz lembrar um dos temas centrais de toda a Bíblia - o grito do oprimido e a resposta de Deus. É um tema constante, passando pelas páginas bíblicas desde Êxodo 3. Assim, a questão decisiva não é se Deus fará ou não justiça às comunidades oprimidas - é óbvio que vai! A pergunta a ser respondida se formula no versículo 8, que já foi citado: “O Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar a fé sobre a terra?” O problema não é Deus, mas os discípulos - será que os discípulos de Jesus ficarão fiéis a Ele durante a longa espera até a sua segunda vinda? Para que tenham forças para vencer, então é necessário que eles rezem constantemente e com fé. Essa mesma ideia se faz presente no fim da Oração do Senhor: “Não nos deixes cair em tentação” (Lc 11, 4). Lá também, Jesus ensinou que a comunidade deve pedir o dom da fé e da perseverança, para não desanimar diante dos problemas da vida.
É muito atual esse ensinamento de Jesus. Em uma época de tanto desânimo, tanta falta de perspectivas, quando se chega a falar no “fim das utopias”, devemos sempre rezar para que não sucumbamos à tentação do desânimo e do desespero, de não acreditar na força do “grão da mostarda”, de desacreditar na presença do Reino. O evangelho de hoje, aplicado a nós, existe para mostrar-nos: “a necessidade de rezar sempre, sem nunca desistir” (v. 1). Cabe a nós praticá-lo!
Fonte: Tomas Hughes, SVD.
Embora possa parecer que o tema deste trecho seja simplesmente a oração, na realidade Lucas o liga ao trecho anterior (17, 22-37), que versava sobre a segunda vinda de Filho do Homem, através da referência em v. 8: “Mas, o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar a fé sobre a terra?” Então devemos entender o sentido original do texto em referência à situação das comunidades do fim do primeiro século - Jesus tardava a retornar, as perseguições estavam no horizonte, as comunidades estavam sofrendo vários tipos de pressão, e a fé começava a vacilar. Por isso, Lucas quer dar-lhes um ensinamento claro - Deus não vai abandoná-las; então, devem ficar firmes, constantes na oração até que Ele venha.
O tema da oração cristã já foi tratado no capítulo 11 de Lucas. Aqui volta à tona. O versículo 8 mostra que não se refere à simples oração permanente, mas à uma atitude de oração baseada na fé, até que Jesus volte.
Jesus tira uma mensagem de uma situação que devia ter sido comum nos tempos idos (sem falar da atualidade!) - a impotência de uma pobre mulher diante da prepotência de um juiz corrupto. Por ser viúva em uma sociedade patriarcal e machista, ela encarna a impotência dos pobres e marginalizados diante dos poderes do mundo.
Jesus dá uma lição clara - se até um juiz injusto atende os pedidos insistentes da viúva, quanto mais Deus vai atender os pedidos daqueles que Ele ama! Se a persistência da viúva alcança o seu objetivo, quanto mais a oração persistente do discípulo, diante de um Deus gracioso: “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por Ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu lhes digo que Deus fará justiça para eles, e bem depressa.” (v 7)
Aqui o texto nos faz lembrar um dos temas centrais de toda a Bíblia - o grito do oprimido e a resposta de Deus. É um tema constante, passando pelas páginas bíblicas desde Êxodo 3. Assim, a questão decisiva não é se Deus fará ou não justiça às comunidades oprimidas - é óbvio que vai! A pergunta a ser respondida se formula no versículo 8, que já foi citado: “O Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar a fé sobre a terra?” O problema não é Deus, mas os discípulos - será que os discípulos de Jesus ficarão fiéis a Ele durante a longa espera até a sua segunda vinda? Para que tenham forças para vencer, então é necessário que eles rezem constantemente e com fé. Essa mesma ideia se faz presente no fim da Oração do Senhor: “Não nos deixes cair em tentação” (Lc 11, 4). Lá também, Jesus ensinou que a comunidade deve pedir o dom da fé e da perseverança, para não desanimar diante dos problemas da vida.
É muito atual esse ensinamento de Jesus. Em uma época de tanto desânimo, tanta falta de perspectivas, quando se chega a falar no “fim das utopias”, devemos sempre rezar para que não sucumbamos à tentação do desânimo e do desespero, de não acreditar na força do “grão da mostarda”, de desacreditar na presença do Reino. O evangelho de hoje, aplicado a nós, existe para mostrar-nos: “a necessidade de rezar sempre, sem nunca desistir” (v. 1). Cabe a nós praticá-lo!
Fonte: Tomas Hughes, SVD.
Guaratinguetá celebra Santo Antônio de Sant’Anna Galvão
De 16 a 25 de outubro a cidade de Guaratinguetá (SP) celebra a festa do 1º santo brasileiro: Santo Antônio de Sant’Anna Galvão. A novena será às 14h30 e, logo após, missa às 15h na Igreja dedicada ao santo, no bairro Jardim do Vale 1.
O tema central da novena é “Os sacramentos na vida de Santo Antônio de Sant’anna Galvão”. E todos os dias um padre da arquidiocese participará da celebração.
No dia 25 de outubro, dia de Frei Galvão, às 7h30 da manhã haverá concentração na Igreja de Frei Galvão e, em seguida, procissão até o Recinto de Exposições onde será celebrada a missa solene da festa, às 10h, presidida pelo cardeal dom Serafim Fernandes de Araújo, arcebispo emérito de Belo Horizonte (MG).
LivroNo dia 16 de outubro, às 14h30, acontece o lançamento do livro História Ilustrada do Santo Frei Galvão, do artista Edson Galvão, na Igreja de Frei Galvão. O livro será vendido em vários lugares e é destinado ao público infantil.
No dia 17 será realizada a tradicional cavalaria em honra ao santo, com saída da Chácara Selles, às 10h, com destino ao Recinto de Exposições.
ShowsDurante toda a novena estão programados shows e quermesse no Recinto de Exposições de Guaratinguetá.
No dia 16, às 20h, Cleber Oliveira e a Banda Comitiva; Dia 17 às 14h, Banda Acauã e às 20h Chapéu Brasil; Dia 18, às 20h, Banda Batuque Geral; Dia 19, às 20h, Grupo Proposta; Dia 21, às 20h, Banda Toque de Samba; Dia 22, às 20h, Banda Amigos Sertanejos; Dia 23, às 20h, Fábio Satin e Luciana; Dia 24, às 21h, João Neto e Frederico e Dia 25, às 19h, Banda 8 Segundos.
Fonte: CNBB
O tema central da novena é “Os sacramentos na vida de Santo Antônio de Sant’anna Galvão”. E todos os dias um padre da arquidiocese participará da celebração.
No dia 25 de outubro, dia de Frei Galvão, às 7h30 da manhã haverá concentração na Igreja de Frei Galvão e, em seguida, procissão até o Recinto de Exposições onde será celebrada a missa solene da festa, às 10h, presidida pelo cardeal dom Serafim Fernandes de Araújo, arcebispo emérito de Belo Horizonte (MG).
LivroNo dia 16 de outubro, às 14h30, acontece o lançamento do livro História Ilustrada do Santo Frei Galvão, do artista Edson Galvão, na Igreja de Frei Galvão. O livro será vendido em vários lugares e é destinado ao público infantil.
No dia 17 será realizada a tradicional cavalaria em honra ao santo, com saída da Chácara Selles, às 10h, com destino ao Recinto de Exposições.
ShowsDurante toda a novena estão programados shows e quermesse no Recinto de Exposições de Guaratinguetá.
No dia 16, às 20h, Cleber Oliveira e a Banda Comitiva; Dia 17 às 14h, Banda Acauã e às 20h Chapéu Brasil; Dia 18, às 20h, Banda Batuque Geral; Dia 19, às 20h, Grupo Proposta; Dia 21, às 20h, Banda Toque de Samba; Dia 22, às 20h, Banda Amigos Sertanejos; Dia 23, às 20h, Fábio Satin e Luciana; Dia 24, às 21h, João Neto e Frederico e Dia 25, às 19h, Banda 8 Segundos.
Fonte: CNBB
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Nota de esclarecimento
A Pastoral e Assessoria de Comunicação da Arquidiocese da Paraíba esclarece que, ao contrário do que está sendo noticiado, o vídeo postado no YouTube com declarações do Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, sobre o aborto, não foi postado pelo próprio Arcebispo nem pela Arquidiocese.
O depoimento do Arcebispo foi gravado por uma instituição que se diz denominada de Pró-Vida, do Sudeste do País. Três representantes dessa Instituição vieram a João Pessoa especialmente para fazer a gravação dizendo ser para um documentário sobre a defesa da vida. Lamentamos que essas pessoas tenham agido de má-fé divulgando o vídeo na íntegra, e ainda fazendo entender que havia sido uma iniciativa do próprio Arcebispo.
A Arquidiocese da Paraíba espera uma explicação para o ocorrido por parte das pessoas que fizeram a gravação. Até então, acreditamos que o Arcebispo foi vítima de uma armação para denegrir a sua imagem num momento tão delicado como este período eleitoral.
Esperamos a compreensão de todos para com esse momento tão delicado pelo qual passa o Nosso Pastor, que, ao gravar a referida mensagem, quis somente deixar claro que defende a vida em todas as suas instâncias.
Fonte: Eisenhower Almeida de Albuquerque (assessor de imprensa)
O depoimento do Arcebispo foi gravado por uma instituição que se diz denominada de Pró-Vida, do Sudeste do País. Três representantes dessa Instituição vieram a João Pessoa especialmente para fazer a gravação dizendo ser para um documentário sobre a defesa da vida. Lamentamos que essas pessoas tenham agido de má-fé divulgando o vídeo na íntegra, e ainda fazendo entender que havia sido uma iniciativa do próprio Arcebispo.
A Arquidiocese da Paraíba espera uma explicação para o ocorrido por parte das pessoas que fizeram a gravação. Até então, acreditamos que o Arcebispo foi vítima de uma armação para denegrir a sua imagem num momento tão delicado como este período eleitoral.
Esperamos a compreensão de todos para com esse momento tão delicado pelo qual passa o Nosso Pastor, que, ao gravar a referida mensagem, quis somente deixar claro que defende a vida em todas as suas instâncias.
Fonte: Eisenhower Almeida de Albuquerque (assessor de imprensa)
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