quarta-feira, 17 de junho de 2009

Padre assessor da CNBB é assassinado

Pe. Gisley Azevedo Gomes atuava no Setor Juventude do organismo episcopal

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) comunicou na tarde de hoje o assassinato do padre Gisley Azevedo Gomes, CSS, assessor nacional do Setor Juventude do organismo episcopal, ocorrido ontem, 15 de junho.
“Profundamente consternada” com o episódio, a CNBB divulgou nota em que afirma que o crime está sendo investigado pela Polícia com o acompanhamento dos advogados da Conferência e da Congregação dos Sagrados Estigmas (Estigmatinos) à qual padre Gisley pertencia. Na nota, a CNBB não dá mais detalhes sobre o crime.
Ordenado em 29 de maio de 2005, padre Gisley estava na assessoria do Setor Juventude da CNBB há pouco mais de dois anos.
“Comprometido com a vida da juventude, organizava, juntamente com as Pastorais da Juventude do Brasil, a Campanha Nacional contra o Extermínio da Juventude que tem como lema ‘Juventude em marcha contra a violência’. Lamentavelmente ele foi vítima da violência que ansiava combater”, afirma a nota assinada pelo presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio.
“Esperamos confiantes que o crime seja apurado com eficiência e os culpados punidos com justiça. Lembrando a Campanha da Fraternidade que realizamos sobre a Segurança Pública, reafirmamos a urgência de toda a sociedade se mobilizar para por fim à violência que ceifa vidas tão precocemente.”
Aos familiares e amigos do padre Gisley, à Congregação dos Estigmatinos, às Pastorais da Juventude do Brasil e aos Movimentos Juvenis a CNBB “manifesta seu pesar e sua solidariedade”.

Fonte: Zenit.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ingratidão

A "ingratidão" por si só
Já diz muito...muito triste,
Por quem a sente, sentimos dó,
Dó, porque esta palavra existe!

É tão triste, é tão penosa,
Esta palavra "ingratidão",
É como facada dolorosa
Certeira ao coração!

Não é fácil de a dizer,
Mais difícil é de a sentir,
É preferível morrer
Antes de a "ingratidão" sentir!

Não rima com Amor
Não rima com alegria,
Só nos faz sentir tanta dor,
Esta palavra triste...e vazia!

Ingratos são os filhos com os pais,
Desde a mais nova geração,
Não se lembram que mais tarde
Irão sentir essa mesma "ingratidão"!

Os amigos ingratos são
Para quem os ama e estima,
Esquecendo que a "ingratidão",
É o que de pior há na vida!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Direitos humanos na China



Controle populacional continua a fazer vítimas

Por Padre John Flynn, LC

Em matéria de direitos humanos, a China foi mais uma vez o foco da atenção no dia 4 de junho, data que marcou o 20° aniversário da sangrenta repressão dos protestos pró-democracia na Praça Tiananmen, em Pequim.
O fluxo constante da mídia incidiu sobre os direitos civis e políticos. Mas a negação do direito das famílias de escolherem quantos filhos querem continua a oprimir muitos chineses.
Em 7 de maio o site LifeNews.com publicou um relatório detalhando os resultados de um inquérito secreto realizado por Colin Mason na China.
As multas por ter um filho agora são de três a cinco vezes a renda da família, LifeNews relatou. Não surpreendentemente, quando os casais são confrontados com a perspectiva de tal multa, muitos consentem no aborto ou na esterilização.
De acordo com Mason, na província Guangxi, bebês nascidos fora dos limites do governo são tomados em custódia por funcionários do governo, que permanecem com as crianças até que os pais sejam capazes de pagar as enormes multas.
Em 15 de fevereiro, o jornal Times de Londres relatou que as severas restrições do governo estão provocando protestos generalizados.
Segundo o relatório, comentaristas da internet e da mídia chinesa estão quebrando as restrições para relatar os abusos no controle de natalidade.

Entre os abusos, o Times mencionou que as mulheres que já têm um filho enfrentam testes regulares de gravidez, bem como a pressão para serem esterilizadas. Os meios utilizados para obrigar as mulheres vão de sanções financeiras à ameaça de serem demitidas de seus empregos.
Aborto Forçado
Um caso que o Times mencionou foi o de Zhang Linla, que cometeu o erro de ficar grávida quando ela já tinha dado à luz uma filha. Apenas seis dias antes da data em que deveria dar à luz, ela foi submetida a um aborto forçado.
O artigo citou outros exemplos envolvendo esterilizações forçadas e bebês vivos deixados para morrer.
Em 17 de novembro, o Web site Christian Post informou sobre o caso de Arzigul Tursun, uma mulher muçulmana uighur que enfrentou a ameaça de um aborto forçado.
Até o momento do artigo, ela estava há mais de seis meses grávida e estava sendo pressionada pelas autoridades para abortar, já que tinha dois filhos.
Em 5 de outubro o jornal South China Morning Post publicou um longo artigo com crônicas sobre medidas coercivas enfrentadas pelos casais que não respeitam as rigorosas leis de planejamento familiar.
O artigo detalhou a natureza invasiva das restrições sobre as famílias. Todo casal constituído tem de responder à Comissão de Planejamento Familiar e População Nacional. Todas as aldeias e todas as ruas das cidades são monitoradas por uma clínica de planejamento familiar controlada por essa Comissão.
Segundo o jornal, existem oficialmente 650.000 pessoas empregadas para fazer cumprir as leis de planejamento familiar. No entanto, as estimativas não oficiais dizem que o número real é superior a um milhão.
O South China Morning Post deu o exemplo de Jin Yani, que foi submetida a um aborto forçado, devido à sua violação aos limites estritos. O aborto foi realizado de uma forma tão brutal que ela esteve em perigo de morte e posteriormente ficou 44 dias no hospital. Como resultado do que aconteceu, ela nunca será capaz de engravidar novamente.
Segundo o artigo, as autoridades são capazes de agir sem controle em zonas rurais, e que empregam métodos brutais, incluindo a destruição de casas e esterilizações forçadas.
O jornal citou Mark Allison, pesquisador do Leste Asiático para a Anistia Internacional, que disse que abortos forçados continuam sendo comuns.
Sanções
Em 22 de maio, a South China Morning Post informou que as autoridades governamentais têm renovado a sua determinação em fazer aplicar estritamente os limites de planejamento familiar. Entre as recentes medidas anunciadas estão a distribuição gratuita de contraceptivos para os trabalhadores migrantes, e o aumento das sanções para crianças extras.
Regulamentações revisadas do planejamento familiar liberadas pelo Conselho de Estado anunciaram que multas cobradas dos trabalhadores migrantes que violarem a política de filho único seriam avaliadas com base no que poderiam ganhar no lugar em que estejam trabalhando, em vez do nível de rendimento das suas cidades de origem.
A fixação do valor da multa por quebrar a regra de planejamento familiar na cidade onde estão vivendo resultará em maiores penas.
Incentivos para seguir as restrições oficiais incluem férias extras para aqueles que esperarem até que eles estejam mais velhos para procriar, ou que voluntariamente se submetam à esterilização. Casais complacentes também receberão tratamento preferencial das autoridades quando se trata de gerir as suas próprias empresas ou receber benefícios sociais.
Estas restrições vão contra o que a maioria das mulheres chinesas quer, como até mesmo os funcionários do governo admitem. De acordo com um relatório da BBC do dia 16 de janeiro, funcionários chineses do planejamento familiar dizem que a pesquisa mostra que 70% das mulheres querem ter dois ou mais bebês.
Segundo a BBC, a pesquisa foi conduzida em 2006, mas só foi liberado agora. A maioria das mulheres - 83% - quer um filho e uma filha, segundo a pesquisa.
Meninas desaparecidas
Além dos abusos cometidos pelas autoridades, um outro problema grave é uma lacuna perigosa no número de meninos e meninas sendo gerados. A combinação da tradicional preferência por ter, pelo menos, uma criança do sexo masculino, além das restrições sobre nascimentos, significa que milhões de meninas foram abortadas.
De acordo com um relatório de 10 abril da Associated Press, os últimos dados revelam que a China tem 32 milhões de meninos a mais do que meninas.
A estimativa vem de um relatório publicado no British Medical Journal. Além disso, o desequilíbrio é esperado a se agravar nos próximos anos.
O estudo descobriu que a China tem 119 homens nascidos para cada 100 meninas, em comparação com 107 a 100 para os países industrializados.
O estudo descobriu que o maior desequilíbrio entre meninos e meninas é no grupo de 1 a 4 anos de idade, significando que a China terá de enfrentar os efeitos disso quando essas crianças atingem idade reprodutiva daqui a 15 ou 20 anos.
Embora o governo tenha proibido o uso de exames de ultrassom para determinar o sexo de um feto, ainda são comumente feitos.
As conseqüências da falta meninas já está sendo sentida, como o Sunday Times relatou em 31 de maio. O jornal Times, de Londres publicou o nível crescente de seqüestros de jovens meninas. As garotas são raptadas para serem, eventualmente, noivas de homens, nas regiões onde existe uma grave escassez no nascimento de meninas.
O artigo dizia que o Ministério da Segurança Pública admite que entre 2.000 e 3.000 crianças e jovens mulheres são seqüestradas todos os anos, mas a mídia eleva estes números a 20.000.
Um site criado para os pais colocarem detalhes de suas crianças desaparecidas tem informações de mais de 2.000 famílias. As esperanças de solucionar estes seqüestros são, no entanto, desanimadoras. Após dois anos o local teve apenas sete casos resolvidos com sucesso.
Princípios essenciais
O aniversário de Tiananmen ocorre pouco depois das Nações Unidas comemorarem o 60° aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem.
O arcebispo Silvano Tomasi, observador permanente da Santa Sé nos escritórios da ONU em Genebra, abordou o tema dos direitos humanos, em um discurso proferido em 12 de dezembro.
"Ao falar do direito à vida, de respeito pela família, do casamento como a união entre um homem e uma mulher, da liberdade de religião e de consciência, dos limites da autoridade do Estado diante de valores fundamentais e direitos, nada novo ou revolucionário é dito”, comentou.
Os direitos humanos não são apenas o direito a privilégios, o representante do Vaticano destacou. Infelizmente, na China e em outros países, os direitos fundamentais da família ainda não são respeitados, uma situação que clama para ser corrigida.


Fonte: Zenit.

domingo, 14 de junho de 2009

Décimo Primeiro Domingo Comum



Mc 4, 26-34

“Com que coisa podemos comparar o Reino de Deus?”
O texto de hoje traz à tona dois elementos muito importantes para o estudo dos Evangelhos - “o Reino de Deus” e “as parábolas”. Antes de olhar o texto mais de perto, convém comentar algo sobre esses dois termos ou conceitos.Existe um consenso entre estudiosos modernos, sejam católicos ou protestantes, que existem dois termos nos textos evangélicos que provém do próprio Jesus e que não dependem da reflexão posterior das comunidades, ou seja, “Reino” e Abbá”. Estamos tão acostumados de ter Jesus como “objeto” da pregação que esquecemos que Ele não pregou a si mesmo mas o “Reino de Deus” (geralmente citado em Mateus como o Reino dos Céus, para evitar o uso do nome de Deus). Toda a vida de Jesus foi dedicada ao serviço desse Reino, que ele nunca define, pois é uma realidade dinâmica, mas que ele descreve por comparações, usando parábolas. “Parábola” é um tipo de comparação, usando símbolos e imagens conhecidos na vida dos ouvintes, e que os leva a tirar as suas próprias conclusões (de fato, várias vezes temos a explicação de uma parábola nos evangelhos, mas, essa nasceu da catequese da comunidade e não teria feito parte da parábola original). O Capítulo 13 de Mateus talvez seja o melhor exemplo do uso de parábolas para clarificar a natureza do Reino - ou Reinado - de Deus.No tempo de Jesus e das primeiras comunidades cristãs, os diversos grupos religiosos judaicos esperavam a chegada do Reino de Deus e achavam que poderiam apressar a sua chegada - os fariseus através da observância da Lei, os essênios através da pureza ritual, os zelotas, através de uma revolta armada. O texto de hoje nos adverte que não é nem possível nem preciso tentar apressar a chegada ou o crescimento do Reino de Deus, pois ele possui uma dinâmica interna de crescimento própria. Como a semente semeada cresce, independente do semeador e sem que ele saiba como, assim o Reino cresce onde plantado, pois também tem a sua própria força interna que, passo por passo, vai levá-lo à maturidade. Assim, o texto nos ensina o que Paulo vai ensinar de uma maneira diferente aos coríntios, quando, referindo-se ao trabalho de evangelização desenvolvido por ele, Apolo e outros/as missionários/as; ele afirma “Paulo planta, Apolo rega, mas é Deus que faz crescer” (I Cor 3, 6).Uma das imagens que Jesus usa para caracterizar o Reino é a do grão de mostarda. Embora a semente seja minúscula, ela cresce até se tornar um arbusto frondoso. Assim Jesus quer que a gente relembre que é importante começar com ações pequenas e singelas, pois, pela ação do Espírito Santo, elas poderão dar frutos grandes. Esta parábola é um lembrete para que não caiamos na tentação de olhar as coisas com os olhos da sociedade dominante, que valoriza muito a prepotência, o poder, a aparência externa. A nossa vocação é plantar e regar, nunca perdendo uma oportunidade de semear o Reinado de Deus - ou seja, criar situações onde realmente reine o projeto do Pai, projeto de solidariedade e amor, partilha e justiça, começando com sementes minúsculas, para que, não através do nosso esforço, mas da graça de Deus, eventualmente cresça uma árvore frondosa que abriga muitos. O desafio do texto é de que valorizemos o gesto pequeno, as duas moedas da viúva, a semente de mostarda, não nos preocupando com os resultados, mas, confiantes no poder transformador da semente, plantar e regar, para que Deus possa ter a colheita!

Fonte: Padre Tomas Hughes, SVD

sábado, 13 de junho de 2009

Religiosas: rede mundial contra tráfico de pessoa



Apresentado no Vaticano um congresso sobre a luta contra esta mácula social

Por Carmen Elena Villa

O Pe. Eusebio Hernández Sola, O.A.R, qualificou o tráfico de pessoas como uma nova forma de pobreza que requer toda a atenção da Igreja.O sacerdote, chefe de escritório na Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, interveio nesta sexta-feira em uma coletiva de imprensa da Santa Sé para apresentar a segunda edição do congresso “Religiosas em rede contra o tráfico de pessoas”, que se realizará na cidade de Roma entre os dias 15 e 18 do mês de junho.
O encontro acadêmico, organizado pela União Internacional das Superioras Gerais (UIG) e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), procura avaliar os conteúdos da declaração final da primeira versão deste congresso, realizado em 2007, assim como ver quais podem ser as ações para o futuro.
“Deunciamos que o tráfico de pessoas é um crime que representa uma grave ofensa contra a dignidade da pessoa e uma séria violação dos direitos humanos”, foi a síntese da declaração final da primeira edição deste encontro.
O compromisso pela luta contra o tráfico de pessoas surgiu na reunião plenária de 2001 das superioras gerais, que representam 1 milhão de membros de congregações religiosas católicas do mundo inteiro.
Segundo informou Stefano Volpicelli, da OIM, na coletiva de imprensa, “apesar de não haver cifras precisas, calcula-se que milhões de pessoas se convertem, cada ano, em vítimas deste fenômeno. Seriam 2,5 milhões segundo os dados da Direção de Justiça da Comissão da União Europeia, publicados em 2007, dos quais 500 mil são europeus”.
Nova forma de pobreza
Por sua parte, a Irmã Bernardette Sangma, religiosa salesiana e coordenadora deste evento, apresentou uma análise da complexidade do fenômeno da exploração sexual e trabalhista sofrida por milhares de pessoas, enganadas e levadas a outros países, que carecem das mínimas condições de dignidade humana.
Indicou que as causas desta problemática se encontram tanto nos países de origem como nos de trânsito e destino.
Muitas vezes, as redes de tráfico de pessoas, denunciou, estão “em conivência com autoridades locais e políticas, que devastam as regiões mais pobres e indefesas da sociedade em todas as partes do planeta”.
E indicou que este flagelo “acontece atrás das nossas ruas, dos nossos bairros e afeta nossos conhecidos, nossas amigas e amigos, as crianças das nossas escolas e paróquias”.
Insistiu, por isso, na necessidade de organizar-se para prevenir e aliviar este fenômeno: “Os grupos criminais que depravam as mulheres e as crianças estão muito bem organizados e comunicados entre si, nas diferentes partes do mundo”.
“A lógica do mercado nos diz que não existe oferta sem demanda. Lamentavelmente e com tristeza, notamos que grande parte da demanda provém também de esposos e pais de família que se dizem cristãos praticantes”, observou a religiosa.
A Igreja não pode ficar à margem
O Pe. Hernández indicou que, como tarefa preventiva, é necessário “trabalhar muito na formação dos jovens, nas escolas e nas paróquias, para construir neles o valor do respeito da pessoa, cuja dignidade nunca pode ser comercializada”.
“A repressão e o castigo não servem se não formamos as consciências nos verdadeiros valores humanos e cristãos”, disse o sacerdote.
Por sua parte, a Irmã Bernadette destacou a importância de que as comunidades religiosas se comprometam a “opor-se a esta realidade” por meio de “uma estratégia multidimensional, capaz de abarcar muitos aspectos para remover as causas a partir de diversos enfoques, para aliviar e acompanhar o caminho da reconstrução da vida daqueles que estão envolvidos e feridos no profundo do seu ser e para procurar criar um campo humano nas políticas de tomada de decisões em todos os níveis”.
Indicou o fato de que muitas comunidades devem ser conscientes da necessidade de trabalhar “para que nenhuma mulher, nenhuma menina ou menino vivam tal decadência humana”.
“No campo da recuperação e da reconstrução da vida ferida, a força transformadora do amor e um ambiente repleto de calor humano são capazes de ajudar a recuperar a fé e a voltar a projetar o caminho da própria vida”, sublinhou.
A presença das religiosas junto às vítimas, “dia a dia, na fatigosa e árdua reconquista da própria personalidade, converte-se no reflexo do rosto compassivo de Deus, que gradualmente cura as feridas e nos dá esperança”, concluiu a Irmã Bernadette.
O Pe. Hernández destacou o trabalho das pessoas que “se inclinam com misericórdia diante dos irmãos e irmãs que mais sofrem, porque suas vidas foram destruídas e privadas do bem mais precioso: a dignidade própria do ser humano”, e que “sem estas ‘samaritanas’, a humanidade seria mais pobre e mais triste”.

Fonte: Zenit.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

PAPA ALERTA PARA ESVAZIAMENTO DE RITUAIS



O papa Bento XVI advertiu ma últma quinta-feira para o risco de que a Igreja Católica seja vítima da secularização, com o esvaziamento de seus rituais. Para o Pontífice, que celebrou a missa de Corpus Christi na basílica de São João de Latrão, em Roma, os sacerdotes têm o dever de evitar que os preceitos da Igreja sejam reduzidos a cerimônias vazias e privadas do real significado da fé. "É cada vez mais forte a tentação de reduzir a oração a momentos superficiais, dando prioridade às atividades e preocupações terrenas", disse Bento XVI. "Nesta data [Corpus Christi, data em que se celebra a real presença de Cristo durante a Eucaristia, ou comunhão], a cada ano a Igreja renova a fé na presença real de Cristo", reiterou o Papa. Segundo ele, porém, "existe hoje o risco de uma secularização também dentro da Igreja, que pode se traduzir em um culto eucarístico formal e vazio, em celebrações privadas desta participação do coração expressada pelo respeito à liturgia".


(ANSA)

Contra crise, Santa Sé pede defesa do emprego



Intervenção na conferência da Organização Internacional do Trabalho

A Santa Sé propôs manter o emprego e tutelar a dignidade dos trabalhadores como caminho para sair da crise econômica.
A posição vaticana foi exposta pelo arcebispo Silvano Maria Tomasi, C.S., observador permanente nas Nações Unidas em Genebra, ao intervir quarta-feira na conferência anual da Organização Internacional do Trabalho, que de 3 a 19 de junho reúne 4 mil delegados de governo e representantes do mundo empresarial e do trabalho.
“A atual crise econômica e financeira impõe medidas concretas para orientar e mudar comportamentos, regras e avaliações equivocadas”, disse o núncio apostólico.
Em declarações à Rádio Vaticano, posteriores a sua intervenção, o prelado italiano explicou que “a crise não é simplesmente o resultado de uma falha na engrenagem do mecanismo econômico; sua raiz foi a falta de valores éticos”.
“A gula e a avareza de alguns managers construiu uma economia que não se baseia na produtividade real, mas em uma espécie de economia digital, que acumulava dinheiro mas não oferecia serviço social e material, segundo as exigências das pessoas e do bem comum”, disse.
O arcebispo sublinhou também a importância da solidariedade “neste momento difícil”, “elemento importante para sair da crise”.
Mas sobretudo o bispo considera que a solução passa por “manter o emprego das pessoas, por manter os postos de trabalho, e isso se pode fazer ajudando não apenas os grandes bancos ou as grandes empresas, mas as pequenas e médias empresas, que dão trabalho tanto nos países desenvolvidos como nos pobres à grande maioria das pessoas”.
Neste contexto, o representante do Papa pediu a redescoberta do valor do trabalho. “O trabalho tem valor porque é produzido por uma pessoa que tem capacidade criativa, cujo talento, pequeno ou grande, é colocado ao serviço do bem comum”, disse.
Tomasi explicou que é muito importante esta dimensão “perante o risco de que 50 milhões de pessoas fiquem sem trabalho como consequência desta crise”.
“Os jovens têm grandes dificuldades para entrar no mercado de trabalho. Não se coloca ao serviço da comunidade e da produtividade real toda a sua energia, toda a sua criatividade, de maneira que eles possam facilitar a solução da crise”, afirmou.

Fonte: Zenit.